Foto: Reprodução/TV Globo
O criador de conteúdo e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, pode se tornar a primeira pessoa a testar em humanos um medicamento experimental contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enfermidade neurodegenerativa rara e progressiva. A informação foi revelada pela esposa dele, Mila Seidl, ao Fantástico.
Sem identificar a empresa, Mila afirmou que negocia com uma companhia de biotecnologia para tentar obter acesso ao medicamento. Segundo ela, a substância já passou por testes laboratoriais e em animais.
“O Lito talvez seja a primeira pessoa a testar esse medicamento. Ele já foi testado in vitro, em peixes, macacos. A gente está disposto a assumir esse risco e tentar ter um desfecho diferente”, afirmou.
Lito revelou recentemente o diagnóstico de DCJ, doença causada por uma alteração na estrutura da proteína príon e que provoca rápida degeneração do cérebro. Segundo especialistas ouvidos pelo Fantástico, atualmente não existe tratamento capaz de curar a doença ou aumentar a sobrevida dos pacientes.
A família também busca acesso a medicamentos em fase de testes nos Estados Unidos por meio do chamado uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas. Tentativas de incluir Lito em estudos internacionais nos Estados Unidos e na China não avançaram devido aos critérios dos protocolos.
“Não sou negacionista e sei que é uma doença grave. Mas ouvimos de médicos que, se conseguirmos acesso aos remédios do estudo, talvez seja possível pausar o avanço da doença”, disse Mila.
De acordo com dados do Ministério da Saúde citados pela reportagem, o Brasil registrou 547 casos confirmados de DCJ entre 2005 e 2021. A forma espontânea, diagnosticada em Lito, corresponde a cerca de 80% a 85% dos casos.
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