No segundo mandato de governadora, Wilma de Faria anabolizou de tal sorte o seu partido, o PSB, que ele chegou ao número de 19 prefeituras. Em outubro de 2016, cinco prefeituras saíram das urnas com chefes de executivo filiados à legenda.
No Legislativo, já teve ampla bancada na Assembleia. Na Câmara dos Deputados, hoje tem o mandato de Rafael Motta, posto que um dia, no partido, foi Sandra Rosado. Mas essa se elegeu pelo PSB, aquele tornou-se presidente do partido, mas não foi por ele que se elegeu.
A derrocada do PSB tem contexto nacional e é proporcional à curva descendente que levou aos destroços a vida de Eduardo Campos em 2014.
Nunca mais o partido foi o mesmo, mas no Rio Grande do Norte a perda de identidade, a troca dela, aliás, acelerou o processo de escombros dos socialistas.
De deliberativo, o PSB passou a consultivo.
Hoje é figurativo.
Seus três maiores expoentes, o deputado federal Rafael Motta, o estadual Ricardo Motta e o vice-governador Fábio Dantas encaram a dúvida de que como será o futuro.
Com as chapas formalizando a composição, restam poucos caminhos ao PSB, sendo um dos mais proveitosos para o partido rechaçado pelo outro elo da aliança: o PT.
Sem viabilidade para o PSB continuar sustentando a ideia de Fábio Dantas candidato ao governador, o partido teria a opção de se aliar ao projeto de Fátima Bezerra, Carlos Eduardo ou Robinson Faria.
No PT, contudo, há uma pergunta: como vamos alojar aqui quem votou pelo impeachment de Dilma Rousseff, caso de Rafael Motta?
Diga-se tudo dos militantes petistas, e muito há para ser dito, mas não lhe digam não há neles coerência.
De mais a mais, a chegada de Rafael e Ricardo seria vista no PT como uma aliança para fazer esteira, jargão político empregado para quando se quer alcançar votos para facilitar a eleição de alguém.
Para o PT, há muito mais benefício para os Motta do que para o projeto do partido.
Se for para Robinson, restará a Fábio Dantas o constrangimento imediato de ter rompido, criticado e, agora, voltado. No palanque do governador, a condição apurada pelo blog é que o PSB não coligue na proporcional, dificultando a reeleição de Rafael e Ricardo.
Com Carlos Eduardo, a chapa está completa, e o vice-governador teria que desistir de suas intenções para o Executivo, a menos que tope tentar se vice de novo. E Carlos Eduardo já avisou que vice é vice.
Uma outra alternativa seria coligar com o Solidariedade de Kelps Lima. Mas o partido toparia ser esteira para a eleição de Ricardo Motta?
Sem nominata forte, o PSB indica que vai continuar em derrocada. Sinaliza que chega ao seu volume morto. Resta pouco do capital político para ser derretido.

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