Diversos

Jeito de jogar futebol diz algo sobre cada país, afirma jornalista inglês

O argentino Nicolás Tagliafico (dir.) tenta bloquear chute do francês Kylian Mbappé durante partida das oitavas de final da Copa da Rússia, no último dia 30 – Ricardo Mazalan/Associated Press

Para jornalista que escreveu livro sobre história da tática no futebol, a maneira pela qual cada país aborda o esporte diz algo sobre como a nação se vê. Ele afirma, porém, que a conexão entre caráter nacional e estilo de jogo não é direta nem imutável.

Escritores como Eduardo Galeano e Albert Camus observaram que o esporte tem a capacidade de revelar a verdade do indivíduo. Podemos conversar e desenvolver hipóteses sobre certo e errado, sobre os limites da moralidade, mas é em campo, onde não há tempo para pensar, onde as ações são instintivas, que a realidade de nossas teorias é testada.

Sob pressão, com o defensor se aproximando, nós nos jogamos ao chão? Pedimos escanteio mesmo que tenhamos sido os últimos a tocar na bola? Agarramos a camisa do atacante, pelas costas do juiz, quando ele está escapando da marcação?

O exame que o futebol oferece, porém, não é apenas de moralidade; é sobre quem somos. Quando precisamos de um gol desesperadamente, continuamos trocando passes ou lançamos a bola na área e contamos com a sorte de um rebote? Temos fé em nossa habilidade ou nos deixamos atrair por algo mais primitivo? Confiamos em nossos colegas de time ou tentamos resolver o problema sozinhos? Aceitamos a responsabilidade ou nos escondemos?

O futebol talvez seja a única empreitada cultural universal, a única atividade pela qual o mundo todo se interessa e em que todos jogam pelas mesmas regras. A maneira pela qual cada país aborda o esporte, portanto, diz algo sobre a nação, sobre como ela se vê e sobre os valores aos quais confere importância.

A questão do estilo nacional fascina o futebol desde que a primeira partida internacional foi disputada, entre Inglaterra e Escócia em 1872. O esporte era basicamente uma correria, combinando trombadas e dribles, mas os escoceses, percebendo que os ingleses eram muito maiores e os sobrepujariam no físico, começaram a trocar passes para manter a bola longe dos adversários.

O resultado foi o desenvolvimento do estilo escocês do futebol de passes, tão distinto e efetivo que os primeiros clubes de futebol profissionais da Inglaterra (Preston North End, Sunderland e Aston Villa) conquistaram seu sucesso nas décadas de 1880 e 1890 em larga medida pela importação de jogadores da Escócia.

A Escócia continua a ser reverenciada pelo seu jogo de passes? Não, mas é revelador que, quando o país fracassou na busca de uma vaga para a Copa da Rússia, seu treinador, Gordon Strachan, tenha atribuído a culpa a fatores genéticos —exatamente a mesma falta de estatura que levou os escoceses a desenvolver o passe 150 anos atrás.

O aspecto físico, porém, é apenas uma das muitas maneiras pelas quais os estilos nacionais se desenvolvem —e, com a imigração crescente e a melhora na nutrição mundial, é razoável presumir que essas diferenças diminuirão com o tempo. Muita coisa no estilo nacional de futebol de cada país é mais sutil e tem a ver com filosofias e personalidades.

Diversos países são obcecados por jogar de uma determinada maneira.

A Holanda, por exemplo, recua sempre aos times do Ajax do começo da década de 1970 e à sua grande seleção de 1974.

Se o time não jogar no 4-3-3 e se não privilegiar a posse de bola e a pressão sobre a saída de bola adversária, com alas genuínos jogando bem abertos, pelo menos metade do país protesta contra essa traição (segundo o escritor e jornalista David Winner, o estilo deriva da obsessão por espaço que caracteriza a sociedade holandesa desde que o país começou a recuperar terras do mar a fim de acomodar a expansão de sua população).

A Espanha, graças à influência de Rinus Michels e Johan Cruyff no Barcelona, hoje talvez jogue um futebol mais holandês que o da Holanda. Todo o sucesso dos espanhóis nos últimos dez anos —duas Eurocopas e uma Copa do Mundo— surgiu depois que o país abandonou seu estilo nacional, “la furia roja” —a fúria vermelha, uma abordagem baseada em energia e agressividade—, e adotou o modelo holandês.

E isso talvez seja um indicador de que discussões sobre estilo nacional devem ser tratadas sempre com cautela. É fácil recair em estereótipos ou presumir que um estilo nacional de jogo e um “caráter” nacional, se é que isso pode existir, são imutáveis: que os italianos sempre jogarão na defesa, que os alemães sempre serão eficientes, que os uruguaios sempre serão raçudos…

A relação da Inglaterra com sua história parece particularmente complexa. Quando o futebol é aprendido na lama e na chuva, talvez seja natural que ele priorize a força física e a resistência, que tenha pouco espaço para a sutileza, especialmente se o embate corpo a corpo serve tão bem à percepção do caráter nacional como avesso a qualquer coisa astuta ou intelectual demais.

É o futebol das fábricas, dos estaleiros e das minas, os lugares onde o esporte primeiro se desenvolveu e nos quais solidez, confiabilidade e perseverança são as virtudes mais apreciadas.

Mas também é fato que, quando a porção central do gramado vira um lodaçal —como era o caso na Inglaterra, em outubro—, os jogadores mais habilidosos precisam jogar pelas pontas. É por isso que, até mesmo nos anos 50, o ponta tendia a ser o jogador mais talentoso em campo, e é por isso que o jogo se baseava em ataques pelas laterais e cruzamentos para um centroavante grandalhão.

Desde a chocante derrota para a Hungria por 6 a 3 em 1953, a primeira sofrida em Wembley diante de um adversário estrangeiro, há a sensação de que a Inglaterra necessita abrir mão de suas tradições e desenvolver um jogo que envolva mais posse de bola, mais habilidade, um estilo menos direto.

O relacionamento entre a seleção de um país e o “caráter nacional” raramente é simples e direto. Há momentos em que é possível ver conexões entre o ambiente político prevalecente e a abordagem tática de uma equipe nacional, mas a relação muitas vezes é complexa.

A Itália de Vittorio Pozzo, que ganhou duas Copas na década de 1930, por exemplo, claramente exibia uma musculatura que refletia a celebração das virtudes militares pelo regime fascista. Mas nem todas as seleções que representam países com governos de extrema direita jogam assim, como é evidente para qualquer um com o mínimo de conhecimento sobre o futebol brasileiro.

A Argentina oferece um raro exemplo de estilo nacional que exprime de maneira muito autoconsciente o caráter nacional.

Quando os britânicos se retiraram da Argentina nos anos imediatamente anteriores à Primeira Guerra Mundial, deixaram para trás um país jovem e imigrante, com cerca de 1 milhão de espanhóis, 800 mil italianos, 400 mil europeus do norte da Europa, 400 mil árabes e cerca de 100 mil britânicos, irlandeses, franceses e alemães. Essas pessoas pouco tinham em comum, e por isso surgiu um processo consciente para definir o que significava ser argentino.

Em 1912, o poeta Leopoldo Lugones definiu o argentino em contraposição ao britânico. À época, o Reino Unido controlava o país na prática. Os britânicos introduziram as cercas de arame, que tornaram a pecuária muito mais eficiente e solaparam o poder dos gaúchos, os heróis dos pampas, romantizados na primeira grande obra da literatura argentina, “Martín Fierro”. O gaúcho, disse Lugones, é o verdadeiro argentino: prático, astucioso, durão.

O futebol argentino também podia ser apresentado em oposição ao inglês. Os britânicos aprenderam o jogo nos vastos gramados de suas escolas, onde resistência e força física eram vitais. Os argentinos aprenderam em terrenos baldios de suas favelas, espaços apertados, superlotados, com superfícies irregulares e nos quais não havia professores para interferir se as coisas ficassem feias.

O que importava ali era habilidade técnica, mas também a capacidade de cuidar de si mesmo. Assim, o elemento mais procurado era o “pibe”, o moleque dos cortiços —e o que era ele senão uma representação urbana do espírito gaúcho?

Mas, no geral, o relacionamento entre estilo e caráter nacional é indireto, plástico, vislumbrado em relances e ecos, em parte porque estilo de jogo e caráter nacional são em si tão nebulosos. A recente Copa do Mundo serve como exemplo. A notícia tática importante, para muitos, foi a eliminação prematura dos dois últimos campeões, Espanha e Alemanha, que praticam um jogo baseado em posse de bola.

Havia diferenças significativas entre a seleção de Vicente del Bosque em 2010 e a de Jogi Löw em 2014, mas ambas basearam seu sucesso na industrialização da produção de talentos jovens (como fez a França) e em garantir que os atletas saídos de suas academias tivessem boa formação técnica e fossem capazes de reter a posse de bola. Para os dois países, isso representou uma grande mudança em relação à maneira de jogar que adotavam na década de 1940.

Também é fato que Espanha e Alemanha fracassaram agora em larga medida porque não conseguiram converter posse de bola em boas oportunidades de gol. Talvez isso signifique que os oponentes aprenderam a combater quem busca dominar a bola, mas não que o futebol de posse de bola tenha se tornado obsoleto.

Para começar, Manchester City, Barcelona e Bayern de Munique —os três clubes mais apegados ao estilo de Pep Guardiola, que serviu de base ao sucesso espanhol— venceram os campeonatos de seus países na temporada mais recente.

O que essas eliminações significam é que Espanha e Alemanha tiveram uma Copa ruim —a primeira prejudicada pela demissão do treinador Julen Lopetegui na véspera do torneio, a segunda solapada por panelinhas e pela complacência do time.

A campeã França jogou uma forma antiquada de futebol, baseada em manter estruturas defensivas, que lembra a maneira pela qual o time venceu a Copa do Mundo de 1998, com Didier Deschamps, atual treinador da equipe, como capitão. É um estilo distintamente francês? Talvez, mas certamente não o estilo praticado pela mais amada das seleções do país, aquela que Michel Platini capitaneava nos anos 80.

O que é um lembrete útil de que os estilos nacionais são escorregadios e de que a conexão entre o caráter nacional e a tática em campo é oblíqua e raramente tão simples quanto os estereótipos podem nos levar a crer.

Jonathan Wilson, jornalista inglês, é autor de “A Pirâmide Invertida – A História da Tática no Futebol” (ed. Grande Área) e editor da revista trimestral The Blizzard.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Michelle tem candidatura confirmada ao Senado e diz que caminhará com Flávio Bolsonaro

Foto: Wilton Junior / Estadão

Michelle Bolsonaro (PL) confirmou neste domingo (2) a sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito em discurso lido pelo irmão da ex-primeira-dama em convenção distrital do PL. Apesar de esperada, Michelle não marcou presença no evento.

Horas antes, a ex-primeira-dama recebeu alta do hospital DF Star, onde estava internada desde a noite de sábado (1º) com um quadro de cefaleia.

“Eu gostaria muito de estar aí com vocês, mas faz mais de dez dias que estou com enxaqueca muito forte. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem fui ao hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou”, diz trecho da mensagem lida por Diego, irmão da ex-primeirda-dama.

“Caminhar juntos”, diz Mchelle sobre Flávio

“É por isso que aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado. Meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e vamos caminhar juntos e a passos largos. Queremos justiça de verdade”, diz outro trecho do discurso.

Pouco antes das 19h, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chegou ao evento. Em discurso, desejou rápida recuperação à madrasta.

Daqui a pouco [Michelle] vai estar de volta e firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil, junto com a Bia”, disse.

Essa é a primeira candidatura da ex-primeira-dama. Natural de Ceilândia(DF), Michelle se casou com o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. A candidata é uma das apostas do PL para aproximar a sigla do público feminino. Michelle assumiu presidência do PL Mulher em 2023.

Com informações de g1 e Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados na noite deste domingo (2)

Imagens obtidas pelo BLOGDOBG mostram corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados.

O vídeo foi gravado no início da noite deste domingo (2).

São diversas macas, dos dois lados dos corredores.

Também é possível notar um homem sendo atendido em uma cadeira no corredor.

É o caos na Saúde do governo Fátima.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Tratamento prioritário dado a Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, faz aumentar crise interna na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP

Foto: reprodução/redes sociais

A crise na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP não é fogo de palha nem fofoca. Após algumas especulações da imprensa, dois candidatos confirmaram ao Blog do BG que existe uma insatisfação grande com o tratamento prioritário que Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, vem tendo dentro da coligação do candidato ao Governo do Estado.

As reclamações, segundo relataram os dois candidatos, não têm a ver com o fato de Cínthia ser esposa de Allyson, mas sim com a forma como a campanha dela vem se aproveitando dessa condição. Ela é a única a acompanhar o candidato a governador em todas as agendas, inclusive em redutos de outros candidatos a deputado estadual.

A insatisfação ficou mais aparente após a convenção do União Brasil, quando ela chegou ao Palácio dos Esportes carregada nos braços dos apoiares junto com Allyson Bezerra.

Depois disso, a crise interna só vem aumentando.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ e às ‘agressões’ do governo Lula

Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.

Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20h, na BandNews TV e, às 22h, na Band.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da rede Bandeirantes.

O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

LUDOPATIA: Vício em apostas online afeta empresas que já relatam funcionários endividados, baixa produtividade e faltas

Foto: iStockphoto/Agência Senado

O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.

Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.

Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.

O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT

Logo no início do discurso na convenção nacional do PT neste domingo (2) o presidente Lula se comparou a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, fazendo um balanço das participações dos jogadores em Copas do Mundo, e dele em eleições presidenciais.

“O Pelé, que foi o grande do futebol do século XX, considerado atleta do século, só disputou quatro Copas […] Então o Messi e o Cristiano Ronaldo me parece que estão passando para a história como os dois únicos jogadores que participaram de seis Copas. O que eles não sabem é que essa Copa minha é a sétima. […] Se eu ganhar essa, são quatro Copas.

Lula finalizou a fala afirmando que esta seria sua última disputa eleitoral: “Eu não vou ter chance de disputar o penta porque eu resolvi, depois da gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos. Esse é o meu desejo.”

Opinião dos leitores

  1. Lula é uma lenda. Aos 80 ainda corre 8km/dia e trabalha incansavelmente pelo povo. Enquanto isso, o Bozo (com seu histórico de atleta) está decrépito, tornozelado e com o bucho por acolá…kkkkk

  2. 👉🏿Em dezembro de 2022, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil encerrou em 71,7% do PIB
    👺👹 Agora a Dívida pública chega a 82% do PIB e atinge maior nível desde 2021
    👺OLHA AÍ O LEGADO QUE VOCÊ CONSEGUIU, DESGRAÇA!
    👉🏿Num país, onde duas coligações combinam em não divulgar os crimes cometidos pelos adversários pra não atrapalhar as campanhas, com isso, os desavisados continuarem votando, não precisa dizer mais de nada.
    💩 Isso tá acontecendo na Bahia, pra quem não sabe. Ou seja, os caras estão assumindo que são corruptos, mas ninguém precisa falar um do outro, já que a população dorme em berço esplêndido, com relação a política.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Kelps declara apoio a Nina Souza para a Câmara dos Deputados: “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal”

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Kelps Lima (@kelpslima)

Kelps Lima declarou apoio à pré-candidatura a deputada federal da vereadora Nina Souza (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Nina, Kelps diz que, apesar de não ter podido ser candidato esse ano, não poderia ficar de fora do processo eleitoral, porque tem “responsabilidade”. “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal, minha amiga Nina”, declarou.

“A campanha tá bem pertinho de começar, vou para as ruas com Nina, acreditando que a gente vai ter essa representação séria em Brasília. Nina tem gana, tem garra, ninguém pega na munheca dela, é uma mulher forte e eu agora faço parte desse time, sou um dos meninos do grande exército da nossa Nina”, afirmou.

Nina agradeceu o apoio de Kelps lembrando que eles têm muitas pautas em comum, principalmente a ideia de transformar o Rio Grande do Norte. “Pra mim é uma honra muito grande receber o seu apoio, porque não é de agora que eu acompanho o seu trabalho. Você chega numa hora muito oportuna, pra me orientar, pra se juntar a nós, porque a gente precisa trazer coisas boas e você pra nós é muito importante”, afirmou a pré-candidata.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] LULA: “O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”

Imagens: PT/YouTube

Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o tema da violência contra as mulheres.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.

Em seu discurso, Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “Eu vou ser multado”, diz Lula sobre pedidos de voto em convenção do PT na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido em São Paulo, que deve ser multado por ter pedido votos antecipadamente na convenção do PT na Bahia.

Eu não posso falar que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15″, declarou.

Ação no TSE

A declaração ocorre após o partido Novo acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação foi distribuída para o ministro André Mendonça.

Pedid de voto na Bahia

Na convenção da Bahia, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.

Lula já foi multado por pedido de voto

Semanas antes, Lula já havia sido multado em R$ 15 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral antecipada, após dizer em um evento oficial: “Não mexam nem com a Simone nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso.

O que diz a lei

Pela legislação eleitoral, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. Antes dessa data, a multa por propaganda antecipada pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Opinião dos leitores

  1. Criminoso é assim sabe que está cometendo um crime mas também sabe que a Justiça vai lhe beneficiar.

  2. Pra ele isso não vale nada ele não pagar com dinheiro dele e sim com nosso dinheiro velhaco sem vergonha

  3. Se sente muito à vontade pra cometer crimes, sabe que pra ele não dá em nada. Se fosse um Bolsonaro, o lindinho da Odebrecht já estaria batendo a porta do supremo pra deixar inelegível.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *