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A Jovem Pan News demitiu o ex-BBB e comentarista político Adrilles Jorge após ele fazer um gesto interpretado como saudação nazista. A informação foi confirmada a Splash pela emissora. Em nota, o Grupo disse repudiar qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias e que os comentaristas têm liberdade para emitir opiniões, desde que dentro dos limites da lei.
O momento aconteceu no programa “Opinião” enquanto Adrilles falava sobre o caso de Monark, demitido do Flow Podcast por apologia ao nazismo. “O nazismo matou 6 milhões de judeus, o comunismo matou mais de 100 milhões de pessoas e hoje é visto aqui no Brasil como uma coisa livre, absolutamente liberada, com partidos normalizados”, diz o comentarista.
O apresentador William Travassos fala por cima de Adrilles, anunciando que o programa está acabando. O ex-BBB, então, leva a mão estendida à altura do rosto, num gesto parecido com a saudação nazista de Hitler. Travassos, surpreso, responde: “Surreal, Adrilles”. Ele ri.
Adrilles nega
Com a repercussão do episódio, Adrilles negou que o gesto tenha relação com o nazismo e disse que estava apenas dando “tchau”. “A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura. Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, um tchau é interpretado como um saudação nazista. Nazista é a sanha canceladora que não enxerga o próprio senso assassino do ridículo”, escreveu no Twitter.
A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura . Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, Um tchau é interpretado como um saudação nazista . Nazista é a sanha canceladora que não enxerga o próprio senso assassino do ridículo
— Adrilles Jorge (@AdrillesRJorge) February 9, 2022
UOL
Quem acompanha o trabalho do poeta Adrilles sabe que ele é contra qualquer regime autoritário. Pra mim, não foi saudação baixista e sim uma despedida normal dele.
Agora se demite por “suposição ” por “achar parecido ” estamos indo bem.
Faz o gesto de Hitler na caruda, gritando, dá uma risadinha sarcástica, enquanto o apresentador fica estarrecido. Dps, fala com força q é paranoia dos canceladores. É isso q essa corja faz. Quem apoia, ri junto. Quem tem miolo mole, cai no nó tático da inversão primária. Método. O ataque das hienas. Causar o caos para confundir e chegar aonde querem. Questionar fatos estabelecidos, inverter valores, criar inimigos fictícios, promovendo o tumulto que distrai, confunde e mantém os inimigos ocupados enquanto rouba a presa. A estratégia do caos tem funcionado perfeitamente. Vão comendo pelas beiradas, saindo das sombras, brincando com os limites de uma sociedade confusa, irada e adoecida, normalizando o ódio e o racismo em doses homeopáticas e jogando o debate para outro lado. Houve algum fato ou levante sobre comunismo stalinista? Não. Houve levantamento de bandeira nazista. E o debate pra que lado foi? Do comunismo.
Negacionista nega vacina, urna eletrônica, terra plana e até saudação quando é registrada. Graças a Deus, essa raça vai ser varrida de volta ao esgoto de onde saiu!
Verdade. O LUla voltará para prisão.
Esse rapaz realmente não sabe a hora de se calar. Suas participações estridentes nos programas da Jovem Pan, na maioria das vezes, se limitavam a defender Bolsonaro, apoiar medidas negacionistas em relação à COVID e criticar a “esquerda”.
Outros tantos “digital influencers”, Youtubers, blogueiros, ex-BBBs, celebridades e famosos em geral, a maioria sem um mínimo de cultura geral, muito menos conhecimentos técnicos ou científicos especializados sobre nenhum tema, passaram a ditar moda, comportamento e padrões nas chamadas “redes sociais”.
Independente de serem de esquerda, de direita ou de centro, progressistas ou reacionários, possuem milhões de “seguidores” e “curtidores”, totalmente influenciados por suas idéias e pensamentos.
Imagine o nível das pessoas que se deixam influenciar pelo outro pelo tal de MONARK, que andou falando mais do que devia ontem e se deu muito mal.
O pior é que esses casos só contribuem para a censura que certamente virá em seguida, para reprimir a legítima liberdade de expressão e de transmissão de opiniões.
“Negacionismo” é o rótulo picareta feito para interditar os debates, criando espantalhos nas posições dos oponentes. Ciência vive do conflito de iéias. Aliás, para que um argumento tenha valiade científica ele deve estar sujeito à confrontação. Até antes de ontem o falar contra os lockdowns era pecado mortal na Igreja do Trancacionismo dos Últimos Dias. Aí, ‘ontem’, veio o estudo do John Hopkins para falsear a crença.
É proiíbido defender alguém? É proibido bater na esquerda?
Cadê o livre-debate?