
Ilusttrativa
Duas lojas do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, conseguiram na Justiça o direito de não pagar a parcela fixa de aluguel que vai vencer nos próximos meses, em decorrência dos estragos sobre o comércio provocados pela pandemia. O caso chamou a atenção porque os magistrados definiram a suspensão de cobranças futuras, quando o desempenho das vendas ainda é uma incógnita.
Novidade. A decisão difere das disputas judiciais vistas durante a quarentena, que resultaram na suspensão das cobranças referentes apenas a períodos passados, quando os estabelecimentos foram fechados e a perda de faturamento pode ser calculada, segundo o escritório Albuquerque Melo Advogados, autor dos processos.
Tem mais. Segundo mapeamento do escritório, existem até o momento cinco casos no setor nessa mesma linha favorecendo lojistas em São Paulo, Rio e Brasília. O assunto é acompanhado com atenção por varejistas e donos de empreendimentos, que buscam um equilíbrio nos contratos neste momento delicado da economia global.
Quem ganhou. A primeira decisão proibiu a cobrança do aluguel fixo pelos seis meses seguintes, valendo apenas o aluguel proporcional às vendas no período. A segunda decisão seguiu os mesmos moldes, mas por dois meses. Ambos processos favoreceram unidades do salão de beleza Werner Coiffeur, um dos 700 lojistas do Barra Shopping.
Parceira. A Multiplan, dona do empreendimento, disse que desde o começo da pandemia buscou alternativas para amenizar o impacto da crise sobre os lojistas. Por isso, tem lidado com um pequeno números de ações diante do conjunto de 5,8 mil comerciantes presentes nos seus 19 shoppings espalhados pelo País.
Isenções. A Multiplan afirmou que, voluntariamente reduziu os aluguéis em 50% em março, quando os shoppings foram fechados a partir da segunda quinzena, e isentou em 100% nos meses seguintes, quando os locais permaneceram sem receber o público. Fora isso, cortou a cobrança do condomínio pela metade e isentou os fundos de promoção. “A companhia segue comprometida com a recuperação das atividades de seus lojistas, sempre prezando pela livre iniciativa”, disse.
Broadcast Estadão
Pena que Natal é terra sem lei e os Shoppings aqui deitam e rolam sobre os lojistas de todo o estado. Muita loja fechada, empregos fechados, o Natal Shopping e Midway virou um cemitério de lojas fechadas, pois as administrações não estão nem aí para seus inquilinos. Só querem meter a mão e explorar os lojistas que geram empregos e recursos ao estado.
É mesmo!! Colocasse dinheiro para construir o shopping?
Se antes da pandemia o negócio estava feio imagine agora.
Rapaz, fale com isenção… quem constrói um empreendimento como um shopping, não pode ficar sem o retorno, assim como qualquer empresa. No momento que precisou, foi isentado de taxas, mas agora, tem que ser cobrado sim.