Judiciário

LAVA-JATO: Arsenal de Duran inclui supostas mensagens de Zucolotto e texto da Interpol para apontar irregularidades na operação

Foto: reprodução/TV Senado

Uma suposta troca de mensagens (leia aqui a reprodução de tudo) com o advogado Carlos Zucolotto, amigo do ex-juiz Sergio Moro, e um documento da Interpol –grupo de polícia internacional– são o arsenal de Rodrigo Tacla Duran, acusado pela Lava-Jato de ser operador de empreiteiras.

Tacla Duran é advogado e tem dupla cidadania, brasileira e espanhola. Trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016. Quis fazer delação premiada para a Lava Jato, mas a força-tarefa de Curitiba declinou. Agora, ele passou a negociar diretamente com a Procuradoria Geral da República, em Brasília.

As mensagens mostradas por Tacla Duran indicam que ele e Zucolotto supostamente tentam chegar a um valor em relação à multa que o advogado hispano-brasileiro teria de pagar para fechar a delação com os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. “A idéia seria diminuir para 1/3 do pedido, e você me paga mais 1/3 de honorários para resolver isso”, teria escrito Zucolotto a Duran.

No trecho seguinte, Duran pergunta: “OK. Mas pago para vc os honorários?”.

Zucolotto, que nega a veracidade da conversa, responderia: “Sim mas por fora pq tenho de resolver o pessoal que vai ajudar nisso”.

ssas mensagens teriam sido trocadas entre Duran e Zucolotto no 1º semestre de 2016 por meio de 1 aplicativo chamado Wickr, que foi popular há alguns anos e que prometia destruir as mensagens depois de alguns minutos do momento do envio.

A retomada da negociação para delatar diretamente com a PGR ficou conhecida nesta semana. A instituição oficialmente não confirma as tratativas do acordo. Em nota divulgada quando a notícia se tornou pública, Moro se disse perplexo e indignado com a reabertura das negociações.

“Tal investigação (é) baseada em relato inverídico de suposto lavador profissional de dinheiro, e já havia sido arquivada em 2018. (Agora é) retomada e a ela (é) dado seguimento pela atual gestão da Procuradoria Geral da República logo após a minha saída (do Ministério da Justiça)”, escreveu Sergio Moro em 3 de junho de 2020, em reação à notícia publicada pelo jornal O Globo no mesmo dia.

Leia aqui a íntegra da nota de Sergio Moro. A força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, também emitiu um comunicado em 3 de junho de 2020 no qual diz que Tacla Duran “mentiu de modo contumaz para enganar autoridades e alcançar impunidade em relação aos crimes que cometeu”.

O Poder360 mostrou na 5ª feira (4.jun.2020) que Duran acusou Deltan Dallagnol –chefe da operação Lava-Jato, em Curitiba– de má-fé ao tentar enganar a opinião pública sobre alertas da Interpol, grupo internacional de polícia judiciária. É que em nota a força-tarefa acusou Duran de buscar induzir a erro autoridades no Brasil e no exterior para alcançar impunidade.

Documento do Conselho de Controle da Interpol (leia a íntegra aqui) de 24 de julho de 2018, ao qual o Poder360 teve acesso, mostra que o grupo policial considerou plausíveis os argumentos de Duran ao acusar Moro de falta de independência. O advogado reclamava estar na lista vermelha de procurados pela Interpol, a pedido das autoridades da Lava Jato, em Curitiba.

A Interpol concordou com a reclamação de Duran e retirou seu o nome do grupo de procurados —tornando sem efeito, portanto, o pedido anterior da Lava Jato.

Outro documento particular de Duran fornecido por uma associação de peritos judiciais da Espanha (leia aqui a íntegra) atribuiu autenticidade às imagens de mensagens que ele diz ter trocado com Zucolotto. Esse laudo é particular e diz apenas que as imagens da tela do celular realmente foram captadas nas datas que aparecem indicadas, sem terem sido alteradas.

[Para provar a autenticidade das mensagens seria necessário periciar o celular do suposto receptor dos textos, no caso, Zucolotto. Ocorre que esse episódio foi em 2016 e o aplicativo que teria sido usado tem a função de destruir tudo o que recebe. Em resumo, é praticamente impossível provar algo dessa natureza tanto tempo depois]

O fato é que Duran acusa Zucolotto de ter oferecido, em 2016, a possibilidade de redução da pena e de multa a partir de acordo. Nas mensagens apresentadas, como descrito aqui neste post, Zucolotto teria afirmado que os pagamentos têm de ser por fora.

Ao Poder360, o advogado Alexandre Knopfholz, contratado por Zucolotto, afirmou que o cliente nega peremptoriamente a troca de mensagens com Duran, “uma pessoa que não tem nenhuma credibilidade”.

ENTENDA O CONTEXTO

Dá-se agora o reverso da fortuna (pelo menos em parte) para Sergio Moro e para parte dos procuradores da República que estiveram desde o início na operação Lava Jato. Muitos antigos aliados do ex-juiz e dos investigadores agora estão em lado oposto.

Para entender o que se passa é necessário voltar 1 pouco no tempo.

Moro e vários procuradores sofreram 1 grande revés no chamado caso Banestado, quando há quase 20 anos trabalharam de maneira intensa e acabaram vendo frustradas as tentativas de responsabilizar os responsáveis pelos crimes encontrados.

O Banestado foi o antigo Banco do Estado do Paraná, instituição que pertenceu ao governo daquele Estado. Foi privatizado em outubro de 2000, comprado pelo Banco Itaú por R$ 1,6 bilhão. O caso Banestado foi 1 rumoroso escândalo que envolveu operações de remessa ilegal de dinheiro para o exterior na década de 1990. O episódio foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito em 2003.

Moro e procuradores aprenderam muito com o episódio. Procuraram anos depois não cometer os mesmos erros na operação Lava Jato –que começou em 17 de março de 2014 e dura até hoje, depois de dezenas de fases. Uma das providências tomadas foi promover uma ampla aproximação com a mídia.

O conceito geral de Moro e dos procuradores era o de que seria necessário esclarecer o que estava sendo investigado, ganhar confiança da mídia e ter o apoio da sociedade. A estratégia envolvia a divulgação ostensiva de informações para jornalistas –o que resultou numa relação sólida entre os profissionais de imprensa e os investigadores.

Essas teses foram formuladas por Moro num agora famoso artigo que escreve em 2004, a respeito da operação Mãos Limpas, da Itália, caso de corrupção do início da década de 1990. Eis a íntegra do texto.

O ensaio recebeu o título de “Consideração sobre a operação Mani Pulite” (“mãos limpas”, em português). Moro escreveu o seguinte sobre a relação dos investigadores com a mídia: “Os responsáveis pela Operação Mani Pulite ainda fizeram largo uso da imprensa. Com efeito: para o desgosto dos líderes do PSI (Partido Socialista Italiano), que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da ‘mani pulite’ vazava como uma peneira”.

A respeito da opinião pública na Itália, Moro escreve em 2004: “Apesar de não existir nenhuma sugestão de que algum dos procuradores mais envolvidos com a investigação teria deliberadamente alimentado a imprensa com informações, os vazamentos serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva”.

Por mais que a operação Lava Jato tenha obtido êxito em desbaratar enormes esquemas entre empresas estatais e privadas (sobretudo empreiteiras), houve ao longo do processo questionamento sobre métodos utilizados por Sergio Moro e procuradores. Mas como havia sido construída uma blindagem da força-tarefa na mídia, nos moldes da operação Mãos Limpas, ataques aos ditames de Curitiba nunca ganhavam relevo no noticiário.

Essa conjuntura mudou ao longo de 2019 e 2020, quando Moro esteve como ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Procuradores começaram a ser ameaçados de processos no Conselho Superior do Ministério Público. O ex-juiz viu seu poder também desidratar quando se mudou para Brasília. Por fim, a indicação de Augusto Aras para procurador-geral da República em 2019 foi outro duro golpe.

Aras não é do grupo da Lava Jato. Enxerga vários excessos praticados durante a investigação. Assumiu o comando do Ministério Público e mandou averiguar erros gerenciais e procedimentais das administrações anteriores.

Aí chega-se a esse caso de Rodrigo Tacla Duran, advogado de má-fama, acusado de ser operador de lavagem de dinheiro –mais ou menos o mesmo currículo da imensa maioria dos delatores da Lava Jato. Por que Tacla Duran não teve sua proposta de delação aceita pelo grupo de Curitiba?

“Quem tem medo de Tacla Duran?”, perguntou recentemente Augusto Aras a 1 de seus interlocutores. É a isso que se destina o possível acordo que poderá ser firmado entre a PGR e o advogado hispano-brasileiro.

CRONOLOGIA

Eis a seguir os episódios envolvendo Tacla Duran e a Lava-Jato

Jul.2016
Duran é acusado de lavar cerca de R$ 50 milhões e de estar a serviço em operações internacionais da Odebrecht;

Ago.2016
Duran participa de reunião com investigadores dos EUA por suspeitas de corrupção em países da América Latina.

Nov.2016
Duran é colocado na lista vermelha da Interpol. Ele é preso em Madri e passa 2 meses preso.

Mai.2017
Ministério Público faz nova denúncia contra Duran. Processo de extradição começa a ser negociado.

Jul.2017
Extradição de Duran é negada pela Espanha. Em entrevista, ele diz que Odebrecht ofereceu salários para entrar em delação.

Ago.2017
Duran estaria escrevendo livro sobre suposta negociação com Zucolotto, amigo de Moro. A informação foi publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Nesse mesmo mês, o então juiz recusa depoimento de Duran em processo envolvendo Lula.

Nov.2017
Duran participa, por videoconferência, de uma sessão da CPMI da JBS. Relata ter provas sobre irregularidades na operação Lava Jato. Suas informações são ignoradas.

Jun.2018
Duran participa de depoimento da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Ago.2018
Defesa de Duran alega parcialidade de Moro. Nome do advogado é retirado da lista vermelha de procurados da Interpol

Jun.2020
Jornal O Globo revela que a PGR reabriu negociação para acordo de delação premiada com Duran.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. O que faz a luta pelo poder, o Presidente, junto com o Procurador Geral da República, o Sr. Aras, em troca de uma vaga no STF, está tentando destruir o nome do único homem que pode tirar Jair Messias Bolsonaro da presidência da República em 2022, essa é a única verdade!! Moro 2022

  2. Acreditar em bandido é o quê?
    Vj qtos milhões esse folhetim ganhou no passado pra divulgar que Lula é irmã o de "cristo".Ja que o bandido citado é inocente, devia vir depor aqui.

  3. Imaginem um juiz que orienta um dos times antes de uma partida. Por onde atacar, com quem atacar, e ainda fala que pode cair na área que ele vai apitar o pênalti. Se o cobrador perder o pênalti, o juiz manda repetir. Feito o gol, o time que o juiz ajudou se torna campeão. Só que antes, na casa do futuro presidente, já haviam combinado, que se o time fosse campeão, o juiz séria o diretor jurídico do time campeão. E assim foi feito.
    Agora a pergunta que não quer calar: O JUIZ FOI LADRÃO??? OU NÃO???
    E Esse juiz ladrão prejudicou o time favorito no tapetão. Acho que o time que ganha campeonato comprando um juiz não se sustenta campeão. Vai cair na prisão.

    1. O Deus perdoei esse pobre coitado,que acha que o deus dele em minúsculo é Bolsonaro.

    2. É só ter evidências e poder de convencimento, o que é pouco provável, isso só vai fortalecer a imagem do Moro, pois provará a sua reputação!

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Geral

Alcolumbre é alvo de três novas representações no Conselho de Ética do Senado por ‘engavetar’ pedidos de impeachment de ministros do STF

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a enfrentar novas pressões no Conselho de Ética da Casa após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Desde a revelação dos diálogos, na última terça-feira (1º), três novas representações foram protocoladas contra Alcolumbre. Os pedidos questionam, principalmente, a falta de andamento de processos de impeachment contra ministros do STF.

Com as novas iniciativas, já são sete as petições apresentadas contra Alcolumbre desde 2020 pelo suposto “engavetamento” de pedidos de impeachment. Seis foram protocoladas desde que ele reassumiu a Presidência do Senado, em 2025.

Uma das representações mais recentes foi apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que pede o afastamento provisório de Alcolumbre da presidência do Senado e a apuração de possíveis atos e omissões no exercício do cargo.

Viana argumenta que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade e afirma que Alcolumbre não pode impedir que a Casa analise os pedidos apresentados.

O Conselho de Ética, porém, está sem realizar reuniões desde 9 de julho de 2024. Além disso, Alcolumbre tem maioria no colegiado, o que lhe dá condições de barrar o avanço das representações.

As novas denúncias também citam a atuação do presidente do Senado em relação aos pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito sobre o Banco Master.

Na quarta-feira (2), Alcolumbre saiu em defesa de Moraes após a divulgação das mensagens e mencionou conversas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato à Presidência, com Vorcaro.

“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. As declarações fazem referência ao pedido de Flávio para que Vorcaro destinasse recursos à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Com informações de Estadão

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Extrema direita vence pleito histórico na Alemanha, mas formação de governo segue indefinida


Foto: ANSA/EPA

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, no leste do país, ao alcançar cerca de 44% dos votos nas apurações parciais. O resultado marca a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido de extrema-direita atinge um patamar tão expressivo na disputa pelo governo de um estado alemão.

Apesar da expressiva margem nas urnas, a posse de Ulrich Siegmund, líder da legenda no estado e equivalente a governador, ainda não está garantida e dependerá das articulações para a formação de maioria no Parlamento local.

O pleito deste domingo também representou um revés significativo para o chanceler Friedrich Merz, cuja coalizão conservadora (CDU) ficou muito atrás da AfD. Analistas apontam o resultado como um reflexo direto da insatisfação popular com o governo federal: levantamento da emissora ARD indicou que 87% dos eleitores da região desaprovam a gestão atual.

Com 2 milhões de habitantes e antiga integrante da Alemanha Oriental, a Saxônia-Anhalt consolida-se como o principal reduto da AfD, sigla fundada em 2013 que também avança no oeste e lidera pesquisas para o parlamento nacional. A plataforma da legenda baseia-se em controle migratório rígido com propostas de “remigração”, revisão de diretrizes educacionais e separação de alunos refugiados, retomada de combustíveis fósseis e energia nuclear, além de ceticismo em relação à União Europeia, redução do apoio à Ucrânia e reaproximação diplomática com a Rússia.

Com informações do G1 e Reuters

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Governo do RN acumula R$ 169,7 milhões em repasses atrasados para municípios, aponta Femurn


Foto: Eduardo Maia

As prefeituras do Rio Grande do Norte lidam com um déficit financeiro acumulado de R$ 169,7 milhões em repasses não efetuados pelo Governo do Estado. O balanço foi divulgado pela Federação dos Municípios do RN (Femurn), que aponta pendências em verbas constitucionais obrigatórias de ICMS, Fundeb e royalties, sem previsão de quitação até o momento.

Entre as administrações locais mais afetadas está Mossoró, que acumula mais de R$ 11 milhões em créditos retenção. O montante devido ao município compreende cerca de R$ 3,3 milhões referentes ao ICMS, aproximadamente R$ 2,7 milhões do Fundeb e mais de R$ 5 milhões direcionados a recursos do trânsito.

A Femurn alerta que a retenção desses valores compromete severamente a capacidade de planejamento fiscal das cidades potiguares. A falta de repasses impacta diretamente a execução de políticas públicas essenciais, com reflexos diretos na manutenção dos serviços de mobilidade urbana e segurança viária nos municípios.

Com informações do Portal Potiguar

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[VÍDEO] “NÃO SEREMOS COLÔNIA DE NINGUÉM” Lula faz discurso eleitoral e anti-americano na véspera do 7 de Setembro


Reprodução / Redes Sociais Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a cadeia nacional de rádio e TV neste domingo (6), véspera do feriado da Independência, para um pronunciamento focado na defesa da soberania e em críticas indiretas à política tarifária dos Estados Unidos. A transmissão ocorreu após a Secretaria de Comunicação Social obter autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a chancela do ministro Nunes Marques, para evitar questionamentos sobre uso político da máquina pública em ano eleitoral.

Em sua fala, Lula adotou tom nacionalista e rechaçou pressões externas sobre o comércio exterior. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender”, declarou o petista, afirmando que o país não será “colônia de ninguém”. O discurso serviu de palanque para contrapor o alinhamento internacional defendido por correntes oposicionistas.

O chefe do Executivo também explorou o potencial econômico do país ao citar a segunda maior reserva mundial de terras raras, novas descobertas de petróleo e o marco legal aprovado pelo Congresso para minerais críticos, prometendo transformar os recursos em tecnologia e empregos internos. A peça institucional veiculada na véspera do 7 de Setembro consolide a estratégia governamental de polarizar o debate sobre soberania econômica e geopolítica na reta final da disputa eleitoral.

Com informações do G1.

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ICL alega “censura” após Justiça Eleitoral derrubar reportagens que dizem que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão”


Foto: Reprodução ICL Notícias

A defesa do ICL Notícias e da jornalista Juliana Dal Piva divulgou neste domingo (6) uma nota de repúdio sobre a decisão da Justiça Eleitoral que determinou, o que a defesa chamou de ‘censura de reportagem’ baseada em transcrições oficiais. Os advogados relataram que recorreram a todas as medidas jurídicas cabíveis para reverter a decisão e defender a ‘liberdade de imprensa’ e o ‘sigilo da fonte’.

A decisão liminar determinou que o ICL Notícias e a Meta removam, no prazo de 24 horas, a reportagem “Em áudio, Nikolas chama Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério”.

A decisão foi tomada após um pedido de Nikolas Ferreira, que alegou que a reportagem teria divulgado informações “sabidamente inverídicas” ao afirmar que ele havia chamado Vorcaro de “lindão” e pedido a liberação de um ativo minerário.

O juiz acolheu parcialmente o pedido. Em relação ao termo “lindão”, entendeu que houve alteração da despedida registrada no áudio. Segundo o magistrado, Nikolas se referiu a Vorcaro como “Dani” ao longo da mensagem e não como “lindão”, considerando que a reportagem alterou o sentido da despedida. No entanto, o deputado não apresentou nenhuma documentação para sustentar a versão de que não disse “lindão” e nem o juiz embasou sua decisão em nenhuma análise técnica.

A expressão “lindão”, conforme revelou o ICL, consta da transcrição do áudio que integra os autos das investigações no celular de Daniel Vorcaro aos quais a reportagem teve acesso. Na transcrição oficial do áudio, a mensagem atribuída a Nikolas Ferreira termina com a frase: “Depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão.”

A iniciativa de Nikolas resultou na retirada de conteúdo jornalístico de interesse público durante o período eleitoral. O deputado, que é candidato à reeleição, recorreu à Justiça para impedir que uma reportagem sobre seu contato com Vorcaro permaneça disponível ao público.

A reportagem foi produzida a partir de um áudio extraído do celular de Daniel Vorcaro pela PF. O próprio deputado não contesta o envio do áudio ao banqueiro. O conteúdo do áudio foi disponibilizado integralmente aos leitores no momento de sua publicação.

De acordo com a defesa, o episódio representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa. Em vez de responder publicamente às informações reveladas pela reportagem, o ICL Notícias afirma que Nikolas Ferreira escolheu recorrer ao Judiciário para tentar silenciar a publicação.

O ICL Notícias afirmou que seguirá cumprindo seu papel jornalístico: investigar, informar e publicar aquilo que o poder público e os poderosos prefeririam que não fosse revelado. A decisão é liminar e ainda será submetida ao contraditório. O ICL revelou que apresentará sua defesa e adotará todas as medidas cabíveis para preservar a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação.

Confira a nota do ICL Notícias

A Defesa do ICL Notícias e a jornalista Juliana Dal Piva repudiam a decisão liminar da Justiça Eleitoral de Minas Gerais que determinou a censura de uma de nossas reportagens.

Diante disso, esclarecemos:  

1.⁠ ⁠Reafirmamos integralmente a reportagem. O material veiculado utilizou transcrições oficiais dos áudios investigados, refletindo os fatos apurados com absoluta fidelidade.

2.⁠ ⁠Eventual imprecisão na matéria (o que rechaçamos) exigiria apenas a retificação da palavra questionada. A ordem de retirar do ar a íntegra da reportagem e outros conteúdos online extrapola para uma desproporcional censura judicial, cujo conteúdo possui inequívoco e destacado interesse público.  

3.⁠ ⁠Não apresentaremos documentos que coloquem em risco o sigilo da fonte jornalística.

4.⁠ ⁠Antes de tentar censurar a imprensa, o candidato Nikolas Ferreira deveria concentrar esforços para explicar ao povo brasileiro a natureza de seu relacionamento com Daniel Vorcaro. Ademais, deve esclarecer os motivos pelos quais defendia interesses comerciais de seu ex-assessor que atuava para investigados e presos em outra operação da PF contra mineração ilegal.

Confiamos no discernimento do Poder Judiciário. Convictos da proteção constitucional conferida ao jornalismo e da lisura da reportagem, utilizaremos todas as ferramentas jurídicas cabíveis para reverter esta inaceitável decisão de censura.

André Matheus e Lucas Mourão

ICL Notícias

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[VÍDEO] Ginasta potiguar esquece coreografia, retorna à quadra e emociona web após superar nervosismo e terminar série com amigas


Reprodução / Redes Sociais

A determinação de uma jovem atleta potiguar conquistou as redes sociais na última semana. Maria Eduarda Teixeira, de 10 anos, natural de Natal, protagonizou um momento de rara superação durante o Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica, realizado em 26 de agosto em São Luís, no Maranhão.

O episódio ocorreu quando a ginasta mirim esqueceu os passos da coreografia e deixou a quadra no meio da apresentação, tomada pelo nervosismo. Nas imagens que viralizaram com milhões de visualizações, Maria Eduarda aparece sendo acolhida pela treinadora Cristiane Souza. Enquanto tentava recuperar a tranquilidade, a menina acompanhava os movimentos das companheiras de equipe à distância.

Decidida a não desistir, a potiguar retornou à quadra nos segundos finais da série. Ao perceberem a volta da colega, as outras quatro ginastas abriram espaço, permitindo que o grupo concluísse a apresentação unido. O desfecho foi marcado por um abraço coletivo que emocionou o público presente e os jurados.

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[VÍDEO] Campanha de Lula lança vídeo contra Flávio Bolsonaro focado em soberania


Reprodução / Redes Sociais Lula

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste domingo (6), véspera do Dia da Independência, um vídeo nas redes sociais que confronta a postura do petista com a de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em relação aos Estados Unidos.

A iniciativa ocorre em meio ao acirramento da corrida presidencial. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (4) aponta empate técnico no segundo turno, com Lula registrando 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No primeiro turno, Lula lidera com 38%, seguido por Flávio com 33%, Augusto Cury (Avante) com 8%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%.

“O seu voto define se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países”, destaca a publicação da campanha petista.

O material audiovisual intercala falas de Lula, Flávio Bolsonaro e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Enquanto os oposicionistas aparecem fazendo declarações sobre acordos e submissão a interesses externos, incluindo menções ao sistema americano Zelle e declarações de que o Brasil não estaria em condições de negociar com o governo de Donald Trump, Lula enfatiza a soberania nacional, defende a gratuidade do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos (Pix) e dispara: “São traidores da pátria. A história não os perdoará.”

O vídeo é encerrado com Flávio Bolsonaro proferindo a frase “Deus abençoe a América” em inglês, seguida por Lula declarando “Viva o povo brasileiro”. A defesa da soberania é a principal tônica explorada pela estratégia de comunicação do petista nesta eleição.

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“O RONALDINHO DOS NEGÓCIOS”: Nikolas Ferreira estreia dossiê em vídeo sobre Lulinha


Reprodução / Redes Sociais Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) lançou, na noite deste domingo (6), o primeiro episódio da série documental “O Ronaldinho dos negócios”, que aborda as investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Produzida por sua equipe para as redes sociais, a obra terá um total de sete capítulos.

Neste episódio inaugural, o parlamentar revela que Lulinha reside em um condomínio de luxo na Espanha, convivendo com jogadores de futebol, enquanto responde a três inquéritos na PF. O vídeo resgata o currículo do empresário e o arquivamento de investigações da Operação Lava Jato em 2022, quando a Justiça anulou provas e declarou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. “O que houve foi a não utilização de provas e o arquivamento”, pontuou Nikolas, prometendo expor novos nomes e personagens nos próximos capítulos.

A exibição do material foi precedida por movimentações jurídicas. No sábado (5), o deputado relatou que adversários políticos acionaram a Justiça Eleitoral logo após a divulgação prévia do projeto.

O lançamento coincide com a repercussão de áudios nos quais Nikolas solicita recursos financeiros a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e figura central em investigações de fraudes financeiras. A situação gerou forte pressão da oposição, que protocolou pedidos formais de investigação e de cassação do mandato do parlamentar.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Mendonça apresenta faturas e rebate suspeita que ternos teriam sido pagos por advogado ligado a Vorcaro

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou extratos do cartão de crédito para comprovar que pagou pelas roupas feitas em uma alfaiataria de São Paulo após o advogado Ciro Soares, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, sugerir que ele teria custeado os ternos do ministro.

A suspeita surgiu após áudios enviados em 2025 pelo advogado a Vorcaro. Em uma das mensagens, ele afirmou: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco [alfaiataria] agora, pra fazer um terno”.

No dia seguinte à divulgação do áudio, Mendonça apresentou duas notas fiscais da Alegrete Alfaiataria, no valor total de R$ 26,4 mil, emitidas em nome de sua mulher. Os documentos registravam um terno cinza, dois blazers, camisas sob medida e acessórios.

Para esclarecer quem havia feito o pagamento, Mendonça disponibilizou os extratos de seu cartão de crédito.

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução

 

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução

 

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de março — Foto: Reprodução

 

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução

 

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução

 

Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução
Cartão de crédito de André Mendonça: fatura de abril — Foto: Reprodução

Na fatura com vencimento em 11 de março de 2025, consta uma compra de R$ 4 mil na Alegrete Alfaiataria, realizada em 8 de fevereiro, data em que o ministro esteve no estabelecimento, segundo o áudio.

O extrato de abril registra a segunda parcela de R$ 4 mil da mesma compra e outra cobrança, de R$ 3,3 mil, referente a uma compra realizada em 28 de fevereiro. Os registros apresentados pelo ministro indicam que os pagamentos foram feitos diretamente por ele.

Com informações do blog de Lauro Jardim – O Globo

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Geral

“PRESSÃO POPULAR”: Flávio diz que multidão na Paulista em ato no 7 de setembro pode influenciar decisão do STF sobre Moraes

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que uma presença massiva no ato convocado para segunda-feira (7), na Avenida Paulista, poderá influenciar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Flávio, parte dos ministros da Corte seria sensível à pressão popular e poderia definir o resultado do julgamento, ainda sem data marcada. Moraes foi citado pela Polícia Federal em mensagens trocadas com o então banqueiro Daniel Vorcaro.

“Sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular. Aquilo lá não pode ser um ambiente de proteção ao Alexandre de Moraes; tem que ser uma proteção da instituição, da democracia, da Constituição e do nosso país”, afirmou Flávio em entrevista ao youtuber Fernando Lisboa.

O ato está marcado para as 15h e deve reunir, além de Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e candidatos da direita ao Legislativo.

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