Jornalismo

LULA, Dilma e Governo são avessos do que diz, revela grampos

O neopresidente Lula, a subpresidente Dilma e seus devotos petistas ficaram estarrecidos com a decisão de Sérgio Moro de suspender o sigilo dos autos da 24ª fase da Lava Jato. Aterrorizaram-se especialmente com a divulgação dos grampos que captaram conversas telefônicas de Lula durante 27 dias. O Planalto anunciou: “Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.”

Espantosa época a nossa. Os grampos revelam que, no escurinho dos diálogos telefônicos, Lula, agora reassentado na Casa Civil, opera a República sob padrões amorais, convertendo cada gesto num ato de depravação. E a Presidência da República se espanta com o “vazamento”, não com o teor do que foi revelado. É como se o inaceitável tivesse adquirido uma doce, uma persuasiva, uma admirável naturalidade.

Os grampos levaram o estilo de poder petista à vitrine. Ouvindo-os fica fácil perceber que o governo é precisamente o oposto do que diz ser. Os melhores trechos são aqueles em que Lula parece estar fora de si. É nesses instantes que se vê melhor o que ele tem por dentro. A visão é tenebrosa. Vão abaixo quatro exemplos:

— Anormalidade institucional: em 4 de março, numa conversa com Dilma, Lula se queixa da imprensa e da Lava Jato. Reclama da falta de reação. “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado. Somente nos últimos tempos é que o PT e o PCdoB começaram a acordar e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara fodido, um presidente do Senado fodido. Não sei quantos parlamentares ameaçados. E fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar. Sinceramente, eu tô assustado com a República de Curitiba.” Na República do faz de conta, o governo apoia as investigações. No país do avesso, Lula deseja que as instituições se rebelem contra a operação que expõe seus podres.

— Lobby no STF: num telefonema de 4 de marco, Lula pede ao ministro petista Jaques Wagner que encomende a Dilma um lobby junto à ministra Rosa Weber, do STF. Ela era relatora de um recurso em que a defesa de Lula pedia que fosssem suspensas as investigações abertas contra ele em São Paulo e em Curitiba até que o Supremo decidisse quem deveria conduzir as apurações, se os promotores do Ministério Público paulista ou a força-tarefa da Lava Jato.

“Mas viu, querido, ela [Dilma] tá falando dessa reunião, ô Wagner, eu queria que você visse agora, falar com ela, já que  ela  tá  aí, falar o  negócio da Rosa Weber, que tá na mão dela pra decidir. Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram.”

Na República da fábula petista, o Planalto indica ministros para o STF sem esperar nada em troca. No governo do avesso, Lula e Cia. têm a expectativa de que os escolhidos retribuam a indicação com a toga. Não se sabe se Dilma tentou executar a encomenda. Se tentou, Rosa Weber revelou-se impermeável a pressões. Ela indeferiu o pedido de suspensão dos inquéritos abertos contra Lula. Entendeu que não havia ilegalidade a ser sanada.

— Pressão sobre o procurador-geral: numa ligação de 7 de março, Lula questiona o advogado Sigmaringa Seixas, de Brasília, sobre uma demanda junto a Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Sigmaringa recomendava que o diálogo fluísse pelas vias institucionais. Propunha dirigir uma petição ao chefe do Minist;erio Público.

“Eu não sei o quê que eu pedi pra você de manhã”, diz Lula a Sigmaringa. “Mas era uma coisa simples que não precisava de formalidade.” E o advogado: “Não. Mas simples. Ele vai dizer não. Ele não vai receber. Eu conversei com gente só.”
Lula não se deu por achado: “É porque ele recusou quatro pedidos de investigação ao Aécio e aceitou a primeira de um bandido do Acre contra mim.”

Sigmaringa tentou novamente: “Pois é, mas se fizer uma petição…”
E Lula foi ao ponto: “Essa é a gratidão. Essa é a gratidão dele [Janot] por ele ser procurador…” No governo democrático e popular, o Planalto nomeia como procuradores-gerais os primeiros colocados da lista indicada pela corporação. Faz isso porque valoriza a independência do Ministério Público. No governo do avesso Lula espera que os escolhidos engavetem suas encrencas e persigam seus rivais.

— Fisco e PF companheiros: numa conversa o ministro Nelson Barbosa (Fazenda), Lula pediu providências para amenizar uma batida que agentes do fisco realizavam junto com uma equipe da PF no instituto que leva o seu nome. Embora estivesse fora do governo, o morubixaba do PT tratou o ministro como um subordinado. E deu a entender que sabia —ou suspeitava— que estivesse sob grampo.

“Ô, Nelson, te falar uma coisa por telefone, isso daqui. O importante é que a Polícia Federal esteja gravando. É preciso acompanhar o que a Receita está fazendo junto com a Polícia Federal, bicho!”
Nelson Barbosa titubeia: “Não, é… Eles fazem parte.”
Lula atalha o ministro: “É, mas você precisa se inteirar do que eles estão fazendo no instituto. Se eles fizessem isso com meia dúzia de grandes empresas, resolvia o problema de arrecadação do Estado.”

O ministro se finge de morto: “Hummm, sei.” Lula volta à carga: “Sabe? Eu acho que eles estão sendo (e fala um palavrão).
Nelson Barbosa torna-se monossilábico: “Tá”. Lula pede ao chefe do fisco que enquadre o subordinado: “Tão procurando pelo em ovo. Eu acho… Eu vou pedir pro Paulo Okamotto botar tudo no papel, porque era preciso você chamar o responsável e falar: porra, vocês estão fazendo o mesmo com a Globo, com Instituto Fernando Henrique Cardoso, o mesmo com Gerdau, o mesmo com o SBT, o mesmo com a Record! Ou só com o Lula?” Quer dizer: na Pasárgada oficial, o rei não tem amigos e os órgãos de controle operam com autonomia. No Brasil do avesso, Lula acha que Receita e PF podem investigar todo mundo, exceto ele.

Ao entregar os destinos do seu governo ao inaceitável, Dilma iguala-se ao criador em abjeção. Sob a alegação de que Lula foi transformada pela ‘República de Curitiba’ em bode expiatório, Dilma trasnforma seu criador em bode exultório, igualando-se a ele em abjeção. Mantidos os padrões revelados nos grampos, ou vem o impeachment ou o último a sair rouba a luz.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Hoje todo o Brasil conhece muito bem que tipo de gente é alguns elementos do PT.
    Ao que parece, os militares do passado já conheciam essa gente muito bem.
    O problema, de fato, era o tipo de regime ou o caráter de alguma dessas pessoas?

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Gastos de quase R$ 130 milhões da Secom do governo Lula com anúncios na internet são questionados no MP Eleitoral

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

Os gastos de quase R$ 130 milhões da Secretaria de Comunicação Social (Secom) com anúncios na internet em 2025 — o maior valor desde 2009 — passaram a ser questionados no Ministério Público Eleitoral (MPE).

A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) apresentou representação pedindo apuração de possível campanha antecipada e abuso de poder político pelo governo Lula. As informações são do jornalista e colunista do jornal ‘O Globo’, Lauro Jardim.

No pedido, a parlamentar solicita que o MPE investigue o uso de recursos públicos e de meios de comunicação para promoção pessoal e político-partidária por meio de publicidade institucional e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.

A representação também pede a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que pode resultar em eventual inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira também são citados.

Entre os pedidos, está a suspensão imediata do impulsionamento pago de conteúdos que mencionem nominalmente o presidente associado a benefícios financeiros. A vereadora solicita ainda a discriminação detalhada dos gastos da Secom e que plataformas como Meta e Google informem todos os anúncios contratados pelo governo.

No documento, Vettorazzo afirma que houve aumento expressivo das despesas com comunicação digital, com foco em influenciadores, grandes grupos de mídia e ações de marketing, o que, segundo ela, extrapola o caráter informativo previsto na Constituição.

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Conselho Federal de Medicina determina sindicância sobre garantia de assistência médica a Bolsonaro

Foto: REUTERS/Mateus Bonomi

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota nesta quarta-feira (7) em que manifesta preocupação com a condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a abertura imediata de sindicância para apurar falta de “assistência médica adequada” ao ex-presidente.

Segundo o CFM, denúncias recebidas pela entidade e relatos públicos sobre intercorrências clínicas — como crises agudas, queda com trauma e histórico médico considerado complexo — indicam a necessidade de monitoramento contínuo e atendimento imediato, com suporte de múltiplas especialidades médicas.

A entidade destacou que a condução do tratamento deve respeitar a autonomia do médico assistente, que não pode sofrer qualquer tipo de interferência externa.

Leia a íntegra da nota do CFM

“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.

Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.

O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.

Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.”

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EUA exigem que Venezuela faça parceria exclusiva na produção de petróleo e rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba

Foto: Freepik

O governo Donald Trump apresentou exigências à Venezuela para permitir a retomada da produção de petróleo, segundo dois altos funcionários da Casa Branca ouvidos pela CNN.

Durante negociações lideradas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, os EUA exigiram que o governo interino de Delcy Rodríguez rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba e aceite uma parceria exclusiva com os Estados Unidos no setor petrolífero. As fontes afirmam ainda que Caracas teria de favorecer empresas americanas nas futuras vendas de petróleo.

As exigências vieram após a captura de Nicolás Maduro no fim de semana. De acordo com Rubio, as prioridades dos EUA são a saída de aliados estrangeiros da Venezuela, cooperação na produção e venda de petróleo e maior atuação conjunta no combate ao narcotráfico.

Washington afirma já ter comunicado oficialmente as condições ao governo interino e diz acreditar que a pressão militar na costa venezuelana força Rodríguez a negociar. Caso haja cooperação, o governo americano admite rever sanções contra Caracas.

Trump tem dito a aliados que quer afastar Irã, Rússia e China do hemisfério ocidental, e considera a Venezuela um ponto-chave dessa estratégia. O objetivo imediato é impedir que o petróleo venezuelano seja destinado a países adversários.

A refinaria de petróleo de Amuay-Cardon, na VenezuelaA refinaria de petróleo de Amuay-Cardon, na Venezuela • Getty Images

Na sexta-feira (9), Trump deve se reunir com executivos do setor petrolífero. Estão previstos representantes da Chevron — única empresa americana ainda atuando na Venezuela —, além da Exxon Mobil, ConocoPhillips e outras companhias.

O encontro ocorre após Trump afirmar que o governo interino venezuelano entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, que seriam vendidos a preço de mercado sob controle do governo americano.

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Lula sanciona lei que proíbe desconto automático em aposentadoria e veta uso de dinheiro do governo

Foto: Arquivo/CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que proíbe descontos automáticos de mensalidades de associações e sindicatos em aposentadorias e pensões do INSS. A norma foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (7).

A nova lei determina que valores descontados de forma irregular devem ser devolvidos pelos responsáveis em até 30 dias após a notificação do beneficiário.

Lula vetou, porém, os trechos que previam o uso de dinheiro público para fazer o ressarcimento direto, caso o reembolso não ocorresse no prazo.

Também foram endurecidas as regras do crédito consignado

Os benefícios passarão a ser bloqueados automaticamente após cada contratação, exigindo novo desbloqueio para operações futuras. O desbloqueio só poderá ocorrer com biometria e autenticação digital de múltiplos fatores. Ficam proibidas contratações por telefone ou por procuração.

O governo ainda vetou dispositivos que transferiam ao INSS ou ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a responsabilidade por devoluções em casos de instituições financeiras liquidadas. Segundo o Planalto, os vetos se deram por inconstitucionalidade e por criação de despesas obrigatórias sem previsão orçamentária.

As mudanças foram motivadas pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que revelou esquemas de descontos indevidos em benefícios do INSS. O presidente também vetou trechos que detalhavam a busca ativa de irregularidades e a obrigatoriedade de terminais presenciais com biometria, sob a justificativa de aumento de custos operacionais.

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LULA: Brasil não está “em outro patamar” porque, “neste País, sempre se utilizou a palavra ‘gasta-se muito’”.


Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil deixou de avançar em áreas estratégicas por priorizar o discurso de que “gasta-se muito” e “não há dinheiro”, em vez de avaliar o custo de não realizar investimentos no momento adequado.

Quando a gente determina um projeto, não podemos ouvir a palavra ‘não tem dinheiro’, ‘não posso fazer’. O Brasil não está mais avançado, melhor ou em outro patamar, porque, neste País, sempre se utilizou a palavra ‘gasta-se muito’, ‘é muito caro’, ‘não dá para fazer’. E a gente nunca se perguntou quanto custou a gente não ter feito as coisas na hora em que deveria fazer”, afirmou o presidente durante cerimônia de anúncio da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS.

A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS.

Lula também criticou a extinção da CPMF, derrubada pelo Congresso em 2007, e afirmou que a medida retirou bilhões de reais anuais do financiamento da saúde pública.

O presidente elogiou o SUS, destacou o fortalecimento de sua imagem após a atuação na pandemia de Covid-19 e pediu agilidade na aplicação dos recursos do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics) destinados à construção de hospitais inteligentes. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as obras devem levar de três a quatro anos.

 

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Rússia afirma que apreensão de petroleiro pelos EUA viola o direito marítimo

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Saiba quais exames Bolsonaro fará em hospital nesta quarta (7) após autorização de Moraes

Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital em Brasília para realizar exames médicos após sofrer uma queda na cela onde está preso.

Bolsonaro caiu da cama na madrugada de terça-feira (6) e bateu a cabeça em um móvel da Superintendência da Polícia Federal no DF. A PF e o médico pessoal do ex-presidente confirmaram ferimentos na cabeça, além de sintomas como apatia, tontura e queda da pálpebra esquerda.

Veja quais exames Bolsonaro deve fazer no hospital:

  • Tomografia computadorizada – exame que produz imagens internas e detalhadas da cabeça por meio de raios X;
  • Ressonância magnética do crânio – técnica que utiliza campos magnéticos para avaliar estruturas do cérebro;
  • Eletroencefalograma – exame que registra a atividade elétrica cerebral e pode indicar alterações neurológicas.

Após os exames, ele deverá retornar à Superintendência da PF, sem previsão de internação.

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EUA apreendem petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela

Imagem de divulgação do navio Marinera (Ex-Bella 1) vista à distância, divulgada em 7 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela após rastrear a embarcação no Atlântico, informou o Comando Europeu dos EUA. O navio, antes chamado Bella 1, havia sido sancionado em 2024 por integrar uma “frota paralela” usada no transporte de petróleo ilícito.

A operação foi realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas americanas, segundo a Reuters. No mês passado, o petroleiro conseguiu escapar de uma primeira tentativa de apreensão perto da Venezuela, mas passou a ser monitorado por dias enquanto seguia para o nordeste.

Aeronaves de vigilância P-8 dos EUA acompanharam o navio a partir do Reino Unido até a apreensão. Durante a fuga, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco e o navio apareceu depois no registro da Rússia com o nome Marinera.

Moscou chegou a apresentar um pedido diplomático para que os EUA interrompessem a perseguição. O governo Trump, porém, não reconheceu o registro russo e considera a embarcação apátrida.

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Comissão decide arquivar processo de cassação contra vereadora Brisa Bracchi

Brisa Bracchi (PT), na Câmara Municipal de Natal — Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de NatalFoto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de Natal

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Natal decidiu arquivar o processo que pedia a cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), denunciada por suposto uso indevido de emenda parlamentar em um evento político-partidário no ano passado.

A decisão foi tomada em reunião virtual nesta quarta-feira (7). O relator, vereador Daniell Randall (Republicanos), votou contra o arquivamento solicitado pela defesa, mas foi vencido pela presidente da comissão, Samanda Alves (PT), que apresentou voto divergente, acompanhado por Tárcio de Eudiane (União).

Randall afirmou que a defesa alegou nulidades no processo, como irregularidades na convocação, na composição do plenário e na atuação de suplentes. Segundo ele, essas teses não se sustentavam e o caso reunia condições para seguir para a fase de instrução.

“A gente tem uma avaliação de que é ruim que a Casa tenha o mesmo objeto sendo tocado em duas instâncias, na comissão especial e na comissão de ética. Então, de acordo que foi colocado como provas pelo vereador denunciante, a gente avaliou, fez uma análise jurídica, inclusive, que é um caso para ser analisado pela comissão de ética”, considerou Samanda Alves, que era a presidente da comissão.

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Polêmica

Trump critica aparência de venezuelanos: “Pessoas mais feias que já vi”

Foto: Reprodução

Donald Trump voltou a causar polêmica com declarações xenofóbicas direcionadas ao povo venezuelano. Em um discurso realizado na terça-feira (6) para apoiadores republicanos, Trump fez comentários depreciativos sobre a aparência física dos venezuelanos, chamando-os de “as pessoas mais feias” que ele já viu.

Durante sua fala, que foi recebida com risos pela plateia, Trump questionou: “Onde eles encontram essas pessoas?”. O presidente americano ainda acrescentou: “Eu sei que não é bom dizer isso, mas essas pessoas são uma bagunça”.

Reações às declarações discriminatórias
As declarações de Trump ocorrem em um contexto delicado das relações entre Estados Unidos e Venezuela. Os comentários depreciativos levantam questionamentos sobre os reais interesses americanos em relação à Venezuela, especialmente considerando as recentes tensões diplomáticas e intervenções políticas.

Há quem aponte que este tipo de discurso, que foi recebido com risadas pela plateia como se fosse um show de humor, representa uma demonstração clara de xenofobia e desprezo, em um momento em que milhares de venezuelanos enfrentam vulnerabilidade social e buscam melhores condições de vida.

A fala de Trump também coloca em evidência o contraste entre o discurso oficial americano de preocupação com questões humanitárias na Venezuela e declarações que demonstram desprezo pelo povo venezuelano.

CNN

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