Economia

Lula ouve cobrança por emendas em reunião com Motta e Lira sobre pacote de aumento de impostos

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu neste sábado (14) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) para tentar debelar a rebelião dos parlamentares contra o pacote de aumento de impostos apresentado pelo governo para reduzir o déficit nas contas públicas.

O recado dado ao presidente da República foi de que as insatisfações no Congresso com o governo são enormes por causa de acordos não cumpridos, da insistência em aumento da carga tributária sem corte de despesas e, principalmente, pela demora na execução das emendas parlamentares ao Orçamento.

A reunião foi convocada por Lula após a cúpula da Câmara indicar ao governo que a MP (medida provisória) de alta de impostos não deve avançar no Congresso se não houver uma mudança de rota do Palácio do Planalto com a apresentação de outras medidas de corte de despesas.

Motta pautou para segunda-feira (16) a votação do requerimento de urgência para acelerar o projeto que pode sustar a eficácia do decreto que elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Também participaram do encontro deste sábado os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), mas Fernando Haddad (Fazenda) não foi chamado, embora o assunto fosse o pacote fiscal. Procurada, a Fazenda não comentou.

Na conversa, Lula buscou entender os motivos pelos quais Motta classificou como “histórica” uma reunião com Haddad no domingo à noite para discutir medidas alternativas à alta do IOF e, no dia seguinte, criticou as propostas e cobrou que o governo cortasse gastos.

O presidente da Câmara respondeu que atendeu a um pedido da maioria dos partidos, que representam mais de 300 deputados, para incluir a urgência na pauta e que alertava desde o início de sua gestão sobre o esgotamento do clima no Congresso e na sociedade para novas medidas de aumento de impostos.

Também haveria desconforto com a inclusão na MP de propostas que não estavam discutidas, como uma trava ao uso de compensações tributárias, e da falta de iniciativas mais estruturantes para redução de despesas no médio e longo prazo.

O que não seria viável, segundo o presidente da Câmara, é o Congresso enfrentar novo desgaste no ano pré-eleitoral para apenas tapar um buraco, sem atacar os problemas de crescimento das despesas. Ele lembrou da votação do pacote fiscal no fim do ano e destacou que “não dá para discutir um novo pacote a cada três meses”.

O presidente da Câmara, no entanto, teria afirmado que o governo terá quatro meses para negociar o conteúdo da MP e que parte das iniciativas pode ser aprovada, como mudanças no Atestmed, de liberação de auxílio-doença do INSS sem passar por perícia, e no seguro defeso para combater fraudes na concessão de benefícios assistenciais.

Para essas medidas prosperarem, no entanto, Motta e Lira cobraram que o governo acelere a execução e o pagamento das emendas parlamentares ao Orçamento. Hoje, ressaltaram, os líderes dos partidos não têm condições de pedir apoio ao governo em suas bancadas porque o clima com o Executivo é péssimo.

Eles comentaram que estão na Câmara há 15 anos e que é a primeira vez que o governo chega ao meio do ano sem liberar praticamente nenhuma emenda parlamentar.

Até agora, o Executivo só empenhou (jargão técnico para a primeira etapa da execução orçamentária, com a reserva de dinheiro) R$ 85 milhões de R$ 50,4 bilhões previstos para 2025 –o que representa 0,1% do total.

Além disso, reclamam que os recursos das emendas de relator e de comissão continuam paralisados, mesmo após o Congresso aprovar atas com os nomes dos autores. Essas verbas foram criticadas pela falta de transparência sobre os padrinhos políticos e viraram alvo do STF (Supremo Tribunal Federal), que só desbloqueou a execução em fevereiro.

Gleisi justificou na reunião que o próprio Congresso atrasou a votação do Orçamento, que só ocorreu em março, e que ainda é preciso adaptar as regras internas para liberação dos recursos às decisões do STF.

Antes, por exemplo, bastava fazer as transferências das chamadas emendas Pix direto para a conta das prefeituras. Agora, é necessário que o prefeito apresente um plano de trabalho, que será analisado pela União antes do repasse.

Outros pontos de desconforto do Congresso, contou a cúpula da Câmara ao presidente, são a demora para pagar as verbas extras prometidas para quem votasse a favor do pacote de ajuste fiscal em dezembro e a reclamação dos prefeitos com as obras paradas e cortes. Isso faz com que novas promessas sejam vistas com ceticismo.

Ao fim do encontro, Motta prometeu conversar com os líderes dos partidos nesta segunda para avaliar a situação e fazer um balanço das promessas do governo, mas não indicou que recuará de pautar a urgência ao projeto de decreto legislativo na segunda-feira.

Já Gleisi se comprometeu a agilizar a liberação das emendas parlamentares e empenhar pelo menos R$ 600 milhões neste fim de semana para melhorar o ambiente.

Procurados, Motta, Lira, Gleisi e o Planalto não comentaram. Lula saiu da reunião para o lançamento de um sistema de alertas da Defesa Civil para municípios da região Nordeste, mas não falou sobre o encontro ou as medidas de alta da arrecadação no discurso.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. A desfaçatez é tanta que eles não conseguem mais enganar ninguém.
    O Congresso Nacional é um antro de usurpadores do erário público.
    Só discutem e vota alguma coisa de interesse público em troca da liberação de emendas que não sabemos pra quem vai e com clareza quais são os seus reais objetivos.
    Nessa seara de malandros o mané é o povo.
    É um governo gasta errado e sempre quer tirar do bolso do cidadão.
    Um congresso venal e que só faz as coisas por interesse próprio.
    O problema não é falta de arrecadação é sim gatunagem plena.

  2. Pense num rapaz mole frouxo esse Paraibano.
    Andre Fernandes fez bem em da lhe umas lições de como um Nordestino corajoso tem que ser.
    Esse aí, tá muito longe de ser um lider, é mole de mais.

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Nikolas chama Vorcaro de “lindão” em áudio e pede ajuda para liberar ativo de minério

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira pediu ajuda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para tentar liberar um ativo de minério ligado a Thiago Rodrigues de Faria, seu advogado e ex-assessor. No áudio, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e “lindão” e diz que gostaria de ter mais proximidade com ele.

A revelação é da colunista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, que teve acesso às mensagens trocadas em março e abril de 2025.

Nikolas conta que Thiago tinha “um ativo minerário” que já teria passado pela área técnica e estava pendente. “Eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’”, afirmou.

Após receber o contato do advogado, Vorcaro respondeu: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos” e pediu que Thiago o procurasse. Dias depois, ao saber que ele estaria em Brasília, respondeu: “Deixa comigo”. As mensagens não mostram se o pedido foi atendido.

No mesmo áudio, Nikolas se desculpa por ter criticado, em 2024, um evento financiado pelo Banco Master e diz que não teria feito a postagem se soubesse que o banco era de Vorcaro. Ao final, afirma: “Depois vamos marcar da gente se encontrar também. Um abraço, lindão”.

Thiago Faria apareceu posteriormente nas investigações da Operação Rejeito, deflagrada pela PF contra um esquema de extração ilegal de minério em Minas Gerais. Segundo a investigação, seu escritório participou de uma negociação envolvendo empresas investigadas e poderia receber parte dos lucros caso uma área fosse liberada para mineração e vendida.

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Cristiane Dantas questiona Governo sobre aposentados ficarem por último no pagamento da folha

Por que aposentados e pensionistas do RN acabam no fim da fila quando o Governo do Estado precisa escalonar o pagamento da folha? O questionamento foi levado pela deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas (PSDB) ao plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (2), acompanhado de um requerimento que cobra explicações formais do Executivo sobre os critérios utilizados para definir quem recebe primeiro.

Cristiane quer saber quais critérios técnicos, administrativos e financeiros determinam a ordem dos pagamentos e por que aposentados e pensionistas vêm recebendo depois dos servidores da ativa. “Se existe dinheiro para começar a pagar a folha, os aposentados e pensionistas não podem ser automaticamente empurrados para o final. Quem dedicou 20, 30, 40 anos ao serviço público merece respeito. As contas não esperam e o remédio não pode esperar”, afirmou.

O requerimento encaminhado ao Governo também pede informações sobre as providências adotadas para impedir que o pagamento posterior de aposentados e pensionistas se torne uma prática recorrente. Cristiane cita ainda o Estatuto da Pessoa Idosa e defende que dificuldades financeiras do Estado não resultem em tratamento desigual justamente para uma parcela da população que depende da aposentadoria para despesas básicas, medicamentos, tratamentos de saúde e, muitas vezes, sustentam toda a família.

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CASO MASTER: Vorcaro admite que mandou agredir e ameaçar adversários e diz que estava “nervoso”

Foto: Fábio Vieira/Estadão

Daniel Vorcaro admitiu, em depoimento à equipe do ministro André Mendonça, do STF, que enviou mensagens ordenando agressões e ameaças contra adversários. O banqueiro alegou, porém, que estava “nervoso”, voltou atrás e que as ordens não foram executadas.

A informação é do Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Vorcaro foi questionado sobre suspeitas de que mantinha um braço armado liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.

“Em centenas de milhares de mensagens, tem quatro ou cinco mensagens que tiram, que eu esbravejei”, afirmou. Segundo Vorcaro, nas próprias conversas ele posteriormente manda “esquecer” as ordens.

O banqueiro negou ser violento e acusou a Polícia Federal de construir uma “narrativa” contra ele. “Eu nunca fiz nada contra ninguém”, disse.

Vorcaro também admitiu que pediu a subordinados ajuda para obter informações sigilosas de órgãos de investigação. Ele classificou a conduta como um “erro”.

Ex-funcionários de uma embarcação do banqueiro já haviam relatado à PF que foram procurados e ameaçados por homens que se apresentaram como intermediários de Vorcaro.

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Taveira Júnior amplia bases no RN e recebe novos apoios em Touros e Ipueira

A candidatura à reeleição do deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) ganhou novos apoios em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. Em Touros, no Mato Grande, o ex-prefeito Ney Leite anunciou que passa a caminhar com o parlamentar. Já em Ipueira, declararam apoio o ex-vice-prefeito Duduca Leite, o vereador Itaci Neto e a ex-vice-prefeita Fatota Horácio.

Em Touros, maior colégio eleitoral da região do Mato Grande, a adesão de Ney Leite reforça a presença da candidatura de Taveira Júnior no município. Ex-prefeito entre 2013 e 2016, Ney destacou a atuação do parlamentar na região e a expectativa de ampliar essa parceria.

“É uma grande alegria apoiar um deputado presente no Mato Grande e que vem fortalecer uma série de ações que planejamos para Touros e região. Nossa caminhada será vitoriosa, eu tenho certeza”, disse Ney Leite.

Em Ipueira, Taveira Júnior passa a contar com o apoio de três nomes com atuação política no município: o ex-vice-prefeito Duduca Leite, o vereador Itaci Neto e a ex-vice-prefeita Fatota Horácio. As adesões fortalecem a presença da candidatura no Seridó e ampliam o grupo de lideranças que caminham com o deputado em sua campanha pela reeleição.

Taveira Júnior agradeceu os novos apoios e destacou que a ampliação das bases aumenta também a responsabilidade de representar diferentes municípios na Assembleia Legislativa.

“Receber o apoio de lideranças que conhecem de perto a realidade de seus municípios é muito importante para o nosso projeto. Ney, Duduca, Itaci e Fatota chegam para somar a uma caminhada que cresce a cada dia. Vamos seguir ouvindo as pessoas, conhecendo as necessidades de cada região e trabalhando para transformar essas demandas em ações do nosso mandato”, afirmou Taveira Júnior.

As novas adesões fazem parte do movimento de ampliação da base política de Taveira Júnior, que tem intensificado agendas e articulações em diferentes municípios do Rio Grande do Norte durante a campanha pela reeleição.

 

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PESQUISA PODERDATA/AYA: Flávio tem 45% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (3). O senador tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.

A diferença de um ponto percentual configura empate técnico dentro da margem de erro, de 1,8 ponto. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 3% não souberam responder.

O resultado mostra uma inversão em relação à pesquisa anterior, divulgada no fim de agosto. Na ocasião, Lula tinha 45% e Flávio, 44%.

Outros cenários

Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44%, ante 42% do ex-governador de Minas Gerais. O mesmo placar é registrado no confronto com Ronaldo Caiado (União): 44% a 42%.

Na disputa contra Renan Santos (Missão), Lula marca 44% e o adversário, 39%.

A pesquisa PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da Federação entre 30 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07561/2026.

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Complexo esportivo com 12 quadras será construído na engorda de Ponta Negra


Foto: Secom Natal

A nova faixa de areia da Praia de Ponta Negra, fruto do aterro hidráulico da engorda, ganhará um complexo com 12 quadras esportivas voltadas para a prática de vôlei de praia, futevôlei e beach tennis. O projeto da Prefeitura do Natal, situado nas proximidades do quiosque 20 e em frente ao hotel Manary, contempla também infraestrutura de iluminação em LED, bancos, telas de proteção e paisagismo.

O investimento estimado é de R$ 232.615,77, com aportes oriundos do Fundo de Urbanização (FURB), sob gestão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). O prazo de execução das obras é de 60 dias após a assinatura da ordem de serviço. Segundo o prefeito Paulinho Freire, a iniciativa fortalece o esporte amador e profissional e fomenta o turismo esportivo na capital potiguar.

O complexo será dividido em três módulos de quatro quadras cada, com áreas de jogo medindo 8 x 16 metros e opções de afastamento de três ou cinco metros em relação às telas de proteção. Conforme o titular da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), Hermes Câmara, as dimensões oficiais visam credenciar o espaço para sediar campeonatos de nível nacional e internacional.

A execução do projeto integra um esforço conjunto de pastas municipais: a Semurb responde pelo projeto, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) pela iluminação e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) pela montagem estrutural. A fiscalização e a posterior administração do espaço ficarão a cargo da SEL, que definirá regras de uso, horários e critérios de agendamento após a conclusão das obras.

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Estagnado nas pesquisas, Lula não consegue se beneficiar eleitoralmente da escala 6×1


Foto: Reuters

O governo e a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam forte estagnação política, refletida diretamente nos dados da última pesquisa Quaest. O levantamento aponta o petista empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, além de registrar quedas consistentes de popularidade no Nordeste e perda entre o eleitorado mais jovem. O cenário se complica com o crescimento de Augusto Cury na disputa, reduzindo votos válidos em favor do petista e inviabilizando qualquer perspectiva de vitória já no primeiro turno.

Diante do cenário adverso, a avaliação interna é de que a base governista falha em mobilizar sua principal bandeira de apelo popular: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. Enquanto Flávio Bolsonaro e seu coordenador, o senador Rogério Marinho (PL-RN), atuaram abertamente nos bastidores para atrasar e tentar barrar a tramitação da matéria no Senado, que acabou sendo aprovada nesta quarta-feira (2). Com exceção de aparições pontuais do próprio presidente, parlamentares e ministros evitam unificar o coro nas redes sociais para expor a resistência da oposição aos direitos trabalhistas.

A oposição tenta se beneficiar da crise do STF para atingir Lula, que ficou associado a Alexandre de Moraes e à ala ligada a ele na corte do Supremo. No momento, o presidente está encurralado diante dessa crise e não tem conseguido se beneficiar como esperado da proposta do fim da escala 6×1.

Com informações do Blog de Vera Magalhães / O Globo

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Encontro com amigos de Aize reúne multidão e marca um dos maiores momentos políticos de João Câmara


O encontro com os amigos de Aize foi marcado por uma grande mobilização e entrou para a história política de João Câmara como um dos maiores encontros já realizados no município. O evento reuniu apoiadores, lideranças e integrantes do grupo que acompanha a prefeita Aize, em uma demonstração de força e unidade.

Durante o encontro, Aize fez uma prestação de contas das principais ações realizadas pela gestão e destacou os avanços conquistados em áreas como saúde, educação, assistência social, desenvolvimento, cultura e infraestrutura.

A prefeita também fez questão de agradecer ao time que, segundo ela, tem sido fundamental para transformar os resultados da gestão em ações concretas para a população.“Eu não estou sozinha. Eu tenho vocês. E por trás da gente existe um time trabalhando todos os dias para fazer João Câmara avançar”, destacou Aize.

O encontro também reforçou o clima de mobilização para a campanha e a defesa da continuidade do projeto político que, segundo a prefeita, vem promovendo uma nova realidade para João Câmara.

A grande presença no evento deixou um recado claro: Aize tem grupo, tem força política, tem trabalho e não está sozinha.

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MASSACRE DE ALCAÇUZ: Justiça do RN decide que réus não irão a júri popular


Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que nenhum dos 15 réus acusados pelos homicídios do Massacre de Alcaçuz será julgado pelo Tribunal do Júri. A sentença foi proferida pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRim) e tornada pública após quase uma década do episódio mais sangrento do sistema prisional potiguar.

O colegiado decidiu pela impronúncia dos 15 acusados em relação às 26 ocorrências de homicídio qualificado, por entender que o acervo probatório reunido ao longo do processo não oferece indícios suficientes de autoria para enviá-los ao júri popular. Os réus também foram absolvidos das acusações de dano qualificado e ocultação de cadáveres.

Especialistas jurídicos lembram que a impronúncia não equivale à absolvição definitiva pelas mortes: a medida indica apenas que faltam elementos probatórios materiais nesta fase processual, abrindo margem para que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresente recursos para tentar reverter o entendimento.

Embora tenham escapado do júri popular pelos assassinatos, quatro réus acabaram condenados por integração a organização criminosa. Apontado como líder com função de comando, João Francisco dos Santos, conhecido como “Dão”, recebeu pena de 5 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, além de 15 dias-multa, com agravante pelo uso de armas de fogo. No mesmo dispositivo, Thiago Medeiros Conforte, Jefferson Santos da Silva e Victor Guilherme Cavalcanti de Oliveira foram condenados a 3 anos, 9 meses e 12 dias de prisão. A sentença, contudo, não vinculou a autoria direta de Dão aos homicídios.

O Massacre de Alcaçuz ocorreu em janeiro de 2017 no complexo penitenciário situado em Nísia Floresta, na Grande Natal. A rebelião e o confronto entre facções rivais aconteceu após a invasão do Pavilhão 4 por detentos vindos do Pavilhão 5 do Presídio Rogério Coutinho Madruga e resultou em 26 mortes.

Com informações do Agora RN

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Nominata do PSB avalia abandonar disputa à Câmara por falta de repasses do Fundo Eleitoral


Larissa Rosado, presidente do PSB no Rio Grande do Norte, em entrevista a 96FM. Foto: Acervo / Agora RN

Os oito candidatos do PSB a deputado federal no Rio Grande do Norte avaliam uma desistência coletiva das eleições de 2026. A nominata relata falta de apoio partidário, ausência de estrutura mínima e falta de recursos financeiros, o que inviabiliza a continuidade das campanhas.

A crise veio a público por meio de uma nota conjunta dos postulantes, que alertam que uma retirada em massa esvaziaria a chapa proporcional e dizimaria as chances do partido de eleger representantes para a Câmara dos Deputados.

Até a última terça-feira (1º), nenhum dos nomes havia tido acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. O grupo também aponta déficits em frentes básicas, como assistência jurídica e contábil, produção de propaganda e confissão de material gráfico. Nos bastidores, a cúpula partidária tenta viabilizar equipes de marketing e impressos, mas sem garantias de repasses de verbas em dinheiro.

O diretório estadual do PSB é comandado por Larissa Rosado, candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT). Embora a direção nacional tenha acumulado cerca de R$ 152 milhões do Fundo Eleitoral, nenhuma fatia foi direcionada aos candidatos potiguares nesta fase inicial.

O grupo mantém negociações em andamento com as instâncias estadual e federal da sigla, aguardando um desfecho prático antes de oficializar a ruptura. Não há um prazo estipulado para o martelo ser batido.

Com informações do Agora RN

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