Economia

Maioria dos usuários do cheque especial é de baixa renda

A maioria dos usuários do cheque especial é da faixa renda mais baixa, de até dois salários mínimos, concluiu o Banco Central (BC) no Relatório de Economia Bancária, divulgado na última semana.

Segundo o BC, 44% dos usuários do cheque especial têm renda de até dois salários mínimos. Acima de dois salários mínimos até cinco, são 33,5% dos usuários dessa modalidade de crédito. Entre mais de cinco até 10 salários mínimos, 13,8%, e acima de 10 salários mínimos, 8,8%.

No relatório, o BC diz que “o cheque especial se destaca não apenas por ser um produto com taxas de juros elevadas (média de 312,6% ao ano nas operações concedidas em dezembro de 2018), mas também pelo fato de sua oferta ocorrer de forma praticamente automática nos casos de limite de crédito pré-aprovado. Essas características proporcionam ao usuário maior facilidade, agilidade e conveniência de acesso, ao contrário de outras modalidades de crédito, tais como empréstimos e financiamentos, em que o processo de análise de risco e aprovação geralmente demanda maior tempo. Por outro lado, surge a dúvida se os usuários realmente internalizam, em suas decisões de tomada de crédito, os custos envolvidos nessa conveniência de acesso ao crédito por meio do cheque especial”.

Na última segunda-feira (27), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o cheque especial, com seu custo alto, “penaliza mais a parte da população de renda baixa”. Ele enfatizou a importância da educação financeira para ajudar os superendividados.

Os dados por escolaridade indicam que os brasileiros com ensino médio completo são os que mais usam o cheque especial (46,3%). O uso por outras faixas de escolaridade são: Fundamental incompleto, 7,5%; Fundamental completo,7,5%; Médio incompleto, 4,8%; e a partir de superior incompleto, 34%. “Os usuários com nível mais alto de escolaridade – a partir de ensino superior incompleto – endividam-se menos no cheque especial em relação ao total das suas dívidas no Sistema Financeiro Nacional”, diz Banco Central.

Inadimplência

Em dezembro de 2018, o saldo total do cheque especial totalizou R$ 21,98 bilhões, dos quais R$ 3,38 bilhões estavam inadimplentes. Esse nível de inadimplência de 15,36% é bem superior à média do total de operações de crédito para pessoas físicas, 3,25%, destacou o BC.

Segundo o BC, no final do ano passado, aproximadamente 16,8% dos usuários de cheque especial estavam inadimplentes em pelo menos um produto de crédito e 8,8% estavam inadimplentes no próprio cheque especial. “Os percentuais de inadimplência caem quanto maiores os níveis de escolaridade, de renda e idade dos tomadores. Uma vez que baixa escolaridade e baixa renda estão interligadas, é difícil saber se a maior inadimplência é resultado do não entendimento das características do produto (questão educacional) ou do seu custo elevado (questão de renda) ou ainda de uma combinação dos dois”.

O valor médio de utilização do cheque foi de cerca de R$1.310 em dezembro de 2018, valor inferior ao registrado em dezembro de 2016 (R$1.410) e em dezembro de 2017 (R$1.359). Em dezembro de 2018, o gasto médio mensal com juros ficou em R$ 136,00, valor 5,9% superior ao registrado em dezembro de 2017 (R$128,40).

Em relação à recorrência na utilização do cheque especial, ao longo de 2018, 19,5% do total de usuários do período utilizaram o cheque especial em todos os 12 meses do ano. O BC destacou ainda que mais de 50% dos usuários desse instrumento tomaram esse crédito em mais de seis meses. Os que utilizaram somente uma vez no ano correspondem a 12,2% do total de usuários.

Participação no crédito

Segundo o BC, o cheque especial tem “participação modesta” na carteira de crédito do sistema bancário, com menos de 1% do total, mas foi responsável por aproximadamente 10% da margem de juros líquida (descontada a provisão para inadimplência). “Por outro lado, mesmo existindo a possibilidade de redução de margens de juros por parte das instituições financeiras, enfatiza-se a importância de os usuários bancários adequarem a utilização do cheque especial ao perfil emergencial dessa modalidade, tendo consciência dos custos gerados diante de suas características e, sempre que possível, selecionar alternativas de crédito “não rotativo”, orienta o BC.

Agência Brasil

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Política

VÍDEO: Auditores da Receita com medo de STF: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”

Imagens: Reprodução/Instagram/GloboNews

O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou que o caso envolvendo quatro servidores da Receita Federal, suspeitos de vazamento de informações sobre ministros do STF, expôs fragilidades e provocou intimidação dentro do órgão. Em entrevista ao #Estúdioi da Globo News, ele descreveu o episódio como um “vexame enorme para a administração da Receita”.

Cabral explicou que todos os acessos aos dados geram alertas nos sistemas internos de controle, mas defendeu que as medidas adotadas contra os servidores precisariam ser proporcionais. Segundo ele, a forma como as autoridades agiram teve efeito intimidatório sobre os auditores.

“Há uma mensagem que eu preciso registrar, que é subliminar e que afeta muito os auditores. Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. E o pior é que dá certo”, disse Cabral.

Ele destacou que, hoje, poucos se dispõem a investigar autoridades de alto escalão: “Se você for perguntar na Receita, quem topa ir atrás de altas autoridades, você não vai encontrar nenhum. É menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.

O presidente da Unafisco concluiu que o efeito concreto dessa situação é negativo para toda a instituição, minando a coragem dos auditores e deixando claro o risco de represálias ao lidar com figuras políticas de peso.

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Geral

CHORA NÃO, BEBÊ: Rebaixada, escola que exaltou Lula reage nas redes

Foto: Divulgação

A Acadêmicos de Niterói terminou sua estreia no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro na última colocação e foi rebaixada. A escola, que levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula  (PT), se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (18), afirmando que “a arte não é para os covardes”.

O enredo, intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, percorreu a trajetória de Lula da infância ao retorno ao Palácio do Planalto. A escola trouxe alas com referências ao PT e também sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.

Foto: Reprodução/Instagram/Acadêmicos de Niterói

O samba-enredo reproduziu o grito de guerra do partido, “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e mencionou em duas passagens o número de urna do PT. Ao final da apuração, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, ficando em último lugar do grupo especial.

Poucos minutos depois do resultado, a escola também questionou: “Quanto vale entrar para a história?”. O tema da escola de samba levantou debates sobre a possível configuração de ilícito eleitoral. Lula seguiu orientações jurídicas e acompanhou quase todo o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), aparecendo na avenida apenas uma vez.

 

 

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Geral

Arquidiocese do Rio critica desfile que ironizou fé e família em homenagem a Lula

Foto: Reprodução

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou nota criticando o uso de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em desfiles de Carnaval. Sem citar nomes, o posicionamento foi interpretado como reação direta ao enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e ironizou a chamada “família conservadora”.

No desfile, a escola apresentou a ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em forma de lata e a imagem de uma família tradicional, em sátira a evangélicos e a grupos conservadores que fazem oposição ao petista. A agremiação afirmou que esses setores atuam contra pautas defendidas por Lula.

Na nota, a Arquidiocese reconhece a cultura popular, mas afirma que manifestações culturais não podem desrespeitar convicções religiosas nem valores que estruturam a vida social. O texto ressalta o papel da fé e da família na sociedade e defende que liberdade de expressão deve caminhar junto com responsabilidade e respeito.

O que diz a Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva.

Reafirmamos nossa proximidade a todas as famílias, acolhendo as diferentes realidades em que se empenham para permanecerem unidas, educar seus filhos no bem e transmitir valores que contribuem para uma sociedade mais justa e fraterna. Quando a família permanece um elemento central e estruturante da vida social, essencial para a convivência e o bem-estar da sociedade.

As religiões, presentes em toda a cidade, desempenham papel particular e relevante na promoção da solidariedade, da educação e do cuidado com os mais vulneráveis. A fé continua ocupando um lugar essencial na vida social, permanecendo viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade.

Ataques ou desrespeito a ela atingem não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.

A alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática.

Cabe lembrar que os eventos culturais possuem regulamentos próprios, que estabelecem limites para manifestações públicas. Esses limites existem não para cercear a liberdade de expressão, mas justamente à luz desse valor fundamental em uma sociedade democrática, garantindo o respeito à posição religiosa das pessoas e à dignidade da família.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo.

O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.

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Política

Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cutuca o TSE: “Se fosse comigo, já estaria inelegível”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou com aliados, durante visita recebida na quarta-feira (18), na Papudinha, o desfile de uma escola de samba que homenageou o presidente Lula na Marquês de Sapucaí. A conversa ocorreu com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), atual líder do PL no Senado, segundo o Metrópoles.

Segundo relato de Portinho, Bolsonaro afirmou que o tratamento dado pela Justiça Eleitoral seria diferente caso a homenagem tivesse sido feita a ele em um ano eleitoral. Para o ex-presidente, o TSE teria adotado uma postura mais dura se o alvo fosse Bolsonaro. “Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha”, disse Bolsonaro, segundo o senador. A fala faz referência às decisões do TSE que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente.

Lula foi homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles do grupo especial. No enredo, Bolsonaro foi retratado como um palhaço e aparece, ao final do desfile, sendo preso — representação que gerou reação da oposição.

Lideranças bolsonaristas, como o senador Flávio Bolsonaro, acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. Antes do desfile, no entanto, o TSE declarou que a apresentação se enquadra na liberdade de expressão artística, mas ressaltou que o Carnaval não pode servir de pretexto para crimes eleitorais.

Além do Carnaval, Bolsonaro e Portinho também trataram da disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026. O PL discute a sucessão do governador Cláudio Castro, que não pode disputar a reeleição, e a definição das candidaturas ao Senado.

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Política

A CONSERVA DA ESQUERDA AZEDOU: Após exaltar Lula, escola amarga rebaixamento no Carnaval do Rio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Acadêmicos de Niterói terminou na 12ª colocação no Carnaval do Rio de Janeiro e foi rebaixada nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026). Escola estreante no Grupo Especial, a agremiação levou para a Marquês de Sapucaí um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Com o resultado, a escola voltará a disputar a Série Ouro em 2027.

Antes mesmo da apuração, a Acadêmicos de Niterói já havia sido punida por falhas na dispersão do desfile. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) aplicou multa de R$ 80 mil, sem perda de pontos. A Portela também foi penalizada pelo mesmo motivo. A campeã do Carnaval do Rio em 2026 foi a Viradouro.

O desfile trouxe referências políticas explícitas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado como um palhaço, com alusões à prisão e ao uso de tornozeleira eletrônica, em referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025. Já o impeachment de Dilma Rousseff (PT) apareceu logo no início, com a troca simbólica da faixa presidencial para um personagem que representava Michel Temer (MDB), narrativa defendida por Lula e pelo PT como um “golpe”.

Outro ponto que chamou atenção foi a ausência da primeira-dama Janja, que desistiu de desfilar na última hora. Ela seria destaque do último carro alegórico, mas não entrou na avenida para evitar interpretação de campanha eleitoral antecipada. Segundo a jornalista Monique Arruda, Janja chegou a ficar na área de concentração e depois acompanhou o desfile de um camarote ao lado de Lula.

Foto: Reprodução

A escola também levou à avenida uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, representando grupos de oposição a Lula, incluindo pessoas do agronegócio, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia gerou reação imediata. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a ala e afirmou ser inadmissível ridicularizar um grupo religioso.

Durante o desfile, integrantes fizeram o gesto do “L de Lula”. A escola afirmou que não houve orientação para evitar o gesto, apesar de informações de que a recomendação teria sido feita previamente. Nos ensaios técnicos, os instrumentos da bateria chegaram a exibir o símbolo. O resultado final colocou um ponto final no desfile politizado: rebaixamento logo na estreia.

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Política

Planalto montou plantão jurídico no Carnaval para blindar Lula na Sapucaí

Foto: Dilson Silva/Agnews

O Palácio do Planalto montou um verdadeiro plantão jurídico durante o Carnaval para tentar proteger o presidente Lula de um possível risco de inelegibilidade após sua ida à Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A preocupação era com eventuais questionamentos legais envolvendo a exposição do presidente em um evento de grande visibilidade.

Lula esteve na Sapucaí no domingo (15), primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial, para acompanhar a escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista em seu samba-enredo. A presença do presidente e todo o conteúdo divulgado nas redes sociais passaram por análise prévia da equipe jurídica ligada ao governo, conforme informações do Metrópoles.

Segundo assessores do Planalto, cada postagem relacionada à passagem de Lula pelo sambódromo foi previamente avaliada. Por orientação jurídica, o presidente publicou apenas imagens assistindo aos desfiles e cumprimentando integrantes das quatro escolas que passaram pela avenida naquele dia: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira.

A cautela jurídica, no entanto, acabou gerando um incômodo interno no próprio governo. Auxiliares de Lula fizeram um mea-culpa ao avaliar que a preocupação excessiva com possíveis efeitos legais deixou em segundo plano a análise do impacto político do desfile que homenageou o presidente.

Uma das alas da Acadêmicos de Niterói, que retratou a chamada “família tradicional” dentro de uma lata de conservas, provocou reação negativa entre evangélicos. O episódio atingiu justamente um segmento do eleitorado do qual Lula tenta se aproximar com vistas às próximas eleições.

Mesmo assim, parte dos auxiliares tentou minimizar o desgaste. O argumento interno é de que a existência dessa ala no desfile serviria como prova de que o governo não teve qualquer ingerência sobre o conteúdo apresentado pela escola de samba.

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Política

Natal terá manifestação contra Lula, Moraes e Toffoli no dia 1º de março

Foto: Divulgação

Natal será palco, no dia 1º de março (domingo), de uma manifestação organizada por grupos de direita que defendem o impeachment dos ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do presidente Lula da Silva (PT). O ato está marcado para as 14h, em frente ao Midway Mall.

A mobilização na capital potiguar está sendo capitaneada pelo movimento Força Democrática e integra uma agenda nacional de protestos que ocorrerão no mesmo dia em diversas cidades brasileiras. De acordo com os organizadores, a mobilização é motivada por recentes denúncias envolvendo ministros da Suprema Corte, além de críticas à condução do governo federal.

Os manifestantes também alegam que a atual gestão presidencial já foi marcada por uma série de escândalos e defendem maior fiscalização e responsabilização das autoridades.

Os organizadores informam que a manifestação será aberta ao público e que orientações sobre segurança e organização serão divulgadas nas redes sociais dos movimentos envolvidos nos próximos dias.

Opinião dos leitores

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Geral

Carnaval de Pedro Avelino: mais um ano de sucesso com novo percurso inédito de arrastão

O Carnaval de Pedro Avelino confirmou, mais uma vez, a força da tradição e a alegria do seu povo. A festa foi marcada por organização, segurança e uma energia contagiante que tomou conta das ruas durante todos os dias de programação.

Famílias inteiras, conterrâneos que retornaram à cidade e visitantes de toda a região viveram momentos especiais, celebrando na paz, com muita animação, emoção e espírito de união. O clima foi de tranquilidade e confraternização, consolidando o evento como um dos mais aguardados do calendário cultural do município.

Um dos grandes destaques deste ano foi a novidade do novo percurso do arrastão, que trouxe ainda mais dinamismo à festa e ampliou a participação popular. A última terça-feira entrou para a história: o arrastão saiu do bairro São Francisco e arrastou uma verdadeira multidão pelas ruas da cidade, em um momento que coroou o encerramento do Carnaval com chave de ouro.

Com público expressivo, clima de segurança e uma programação que valorizou a cultura e a alegria popular, o Carnaval de Pedro Avelino reafirma seu lugar como uma das maiores celebrações da região, deixando já a expectativa para o próximo ano.

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Geral

Frentes católica e evangélica criticam desfile que homenageou Lula e anunciam medidas judiciais

Foto: Duda Monteiro de Barros/VEJA.com

A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso criticaram o desfile feito no último domingo, 15, pela escola de samba Acadêmicos de Niterói com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como tema. As duas bancadas afirmam que o conteúdo exibido desrespeitou a fé cristã e que acionarão o Judiciário e órgãos de controle.

Uma das alas do desfile da escola de samba trata de famílias conservadoras dentro de uma lata de conserva.

Na nota divulgada nesta quarta-feira, 18, a Frente Católica disse ter recebido a apresentação com “indignação” e que a liberdade religiosa deve ser respeitada, tal como a artística. “Quando manifestações culturais alcançam ampla repercussão pública, especialmente quando há envolvimento de recursos públicos, cresce igualmente a responsabilidade sobre a forma como crenças, princípios e valores são retratados”, diz o texto assinado pelo presidente da frente, Luiz Gastão (PSD-CE).

A frente católica defendeu a apuração dos fatos e uma eventual responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades na apresentação: “Há indícios de que o desfile tenha ultrapassado os limites estabelecidos pela legislação ao tratar de convicções religiosas. Diante disso, a Frente Parlamentar Católica cobra e exigirá providências e a atuação dos órgãos competentes para a devida apuração dos fatos e eventual responsabilização, caso confirmadas irregularidades”.

Já a Frente Parlamentar Evangélica repudiou o que chamou de “conduta desrespeitosa e afrontosa”. O grupo afirmou ser “inadmissível” que manifestações culturais promovam “escárnio contra a fé cristã” e criticou o suposto financiamento público do desfile.

“É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade”, afirma o texto. “Não aceitaremos que a fé da maioria dos brasileiros seja tratada como objeto de sátira em troca de palanque político”.

A frente informou que acionará a Procuradoria-Geral da República e o Judiciário pedindo a punição dos responsáveis pelo desfile.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Bom é ver o desespero dos eleitores passadores de pano da esquerda fazendo contorcionismo querendo dizer que aquilo não foi em nenhum momento criticando os evangélicos e cristãos de modo geral. Não é de hoje que os carnavais vêm desdenhando e debochando da fé cristã. A esquerda têm nojo dos cristãos e principalmente os evangélicos. Que fico mais impressionado é ver um cristão votar num povo desse.

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Geral

EUA, Rússia e Ucrânia encerram reuniões sem acordo sobre fim da guerra

Foto: Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia

As negociações mediadas pelos Estados Unidos entre Ucrânia e Rússia, realizadas em Genebra, terminaram nesta quarta-feira (18) sem acordo para encerrar a guerra.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou as conversas como difíceis e acusou Moscou de tentar prolongar um processo que, segundo ele, poderia estar mais avançado. As reuniões trataram de temas militares e político-militares e incluíram encontros paralelos com representantes europeus.

Pelo Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin foi informado sobre os diálogos, mas evitou comentar a possibilidade de uma reunião direta entre os líderes. O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse que as conversas foram “difíceis, porém profissionais”, e indicou que novos encontros devem ocorrer em breve.

Segundo a agência estatal TASS, as tratativas do dia 17 duraram cerca de seis horas e foram consideradas tensas; no dia seguinte, os encontros se estenderam por aproximadamente duas horas.

Opinião dos leitores

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