A expectativa de aumento da inflação atingiu em dezembro o maior patamar registrado no governo Jair Bolsonaro (sem partido) pelas pesquisas do Datafolha. Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados afirmam que a inflação vai aumentar.
Em agosto deste ano, eram 67%. Naquele mês, a inflação em 12 meses medida pelo IPCA estava em 2,44%. Em novembro, chegou a 4,31%.
Em dezembro do ano passado, pouco mais da metade dos entrevistados (52%) fazia essa avaliação, apesar da disparada nos preços naquele mês, principalmente, por causa do aumento no custo das carnes.
Na pesquisa de abril do ano passado, eram 45% os que previam alta da inflação nos meses seguintes.
A parcela dos que esperam ver uma queda da inflação recuou de 17% em dezembro do ano passado para 11% em agosto deste ano e para 10% na pesquisa mais recente. Os demais entrevistados dizem que a inflação ficará como está.
O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone entre os dias 8 e 10 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A percepção dos brasileiros está em linha com as projeções de mercado para os índices de preços durante o primeiro semestre de 2021.
Também reflete um momento em que o custo de alimentos e insumos à produção está em alta, por causa de fatores como falta de produtos, aumento de exportações e repasse cambial.
A expectativa dos economistas consultados pelo Banco Central é que o IPCA, índice de preços ao consumidor que serve como meta de inflação, deva passar dos atuais 4,31% (registrados em novembro) em 12 meses para algo próximo de 6% até maio de 2021.
Depois, espera-se um recuo ao longo do segundo semestre do próximo ano, para 3,34%.
O Banco Central prevê inflação de 3,40% no final de 2021. O número está abaixo do centro da meta de 3,75%.
Outro indicador de inflação, o IGP-M, composto por preços no atacado, ao consumidor e da construção, está em patamar bem mais alto: subiu quase 25% nos últimos 12 meses.
Como mostrou reportagem da Folha, os preços de insumos que servem de base para a cadeia produtiva brasileira registram a maior alta desde o início do Plano Real, de quase 70%, segundo dados do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) até outubro.
Alimentos acumulam alta no IPA (índice de preços no atacado da FGV) de 25%, sendo que metade desse aumento já bateu no IPC (índice de preços ao consumidor da FGV).
O arroz, produto cuja alta provocou até reação por parte do governo, subiu quase 120% no atacado e 62% no varejo, o que mostra o risco de continuidade desses repasses.
A concentração da inflação em alimentos também faz com que o índice de preços seja sentido de maneira diferente pela população.
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), para famílias com renda domiciliar mensal menor que R$ 1.650,50, a inflação acumulada em 12 meses está em 5,80%. Entre as famílias com ganho maior que R$ 16.509,66, o indicador está em 2,69%.
Para o Banco Central, o choque inflacionário atual é temporário, mas o índice de preços poderá subir mais em caso de uma falta de confiança na sustentabilidade da dívida pública que resulte em desvalorização adicional do real, com impacto nos preços. Nesse caso, o IPCA subiria 6,4% em 2021, acima do limite de 5,25%.
Também foi analisada a situação de prolongamento da pandemia, em que as pessoas ficariam mais tempo em distanciamento social, o que contribuiria para reduzir a inflação a 2,4%.
A recuperação da economia e seus impactos sobre as projeções de inflação para os próximos anos devem levar o BC a elevar os juros no próximo ano ou no seguinte, de acordo com as projeções de mercado.
FOLHAPRESS

Faz arminha ? que baixa. Kkkkkk
Eu fiz…né que funciona
Acho que o “observador” vive num mundo que os pobres mortais (maioria da população) não tem acesso.
Lorota!!
A tendência é baixar.
Já subiu o que tinha que subir, se aumentar mais, em março encalha nas gôndolas, o povo não vai ter dinheiro suficiente pra comprar.
É mesmo, lindinha?
Então quer dizer que as pessoas vão parar de comer?
Você está por fora da realidade, viu?
É o que deseja esses jornais e sites de esquerda. O quanto pior melhor….
Vc é daqueles que não conseguem nada e bota culpa nos outros, diz que é olhado, que não pode dizer nada antes de fazer se não num dá certo. Bota culpa no azar e se o governo do Bozo não dá certo, o que está na cara, é so dizer que a culpa é das emissoras, do povo… que desejou o mal.
Assuma que a derrota é culpa sua, ninguém tem controle na sua vida, só vc, logo, vc é o culpado e o incopetente.
Vá a um supermaercado que vc verá, gado.
Vá num supermercado e confira a enorme inflação desse governo desastroso. Tudo dobrou de preço.
Engraçado que só o que vejo são direitistas aqui no blog falando para as empresas não abrirem aqui no RN, para os turistas não visitarem nosso Estado…
O analbetismo funcional é latente nos asnos encantados, em que parte foi escrita que não há inflação? foi comentado que essa turma adora ver o " quanto pior melhor" para criticar. Não estão nem aí para a população. Mais que os 5 MILHÕES estão fazendo falta na saúde isso é incontestável…