Dos 331 candidatos ao Senado mapeados pelo site Placar STF, 61 defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 23 se posicionaram contra a medida, enquanto 244 ainda não apresentaram manifestação pública identificada pela plataforma, que foi lançada nesta semana.
O levantamento reúne declarações dos candidatos e indica a origem das informações usadas para classificá-los. Entre os 61 favoráveis, 43 tiveram o posicionamento identificado por meio de declarações públicas, 17 por registros na imprensa e um confirmou a posição diretamente à iniciativa.
A discussão ganha relevância com as eleições de outubro. Neste ano, os eleitores vão escolher dois senadores por Estado. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços do Senado. A renovação pode alterar a correlação de forças da Casa em temas que envolvem diretamente o STF.
A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. Para condenar um integrante da Corte, são necessários os votos de dois terços dos senadores, 54 dos 81 parlamentares.
A dívida pública do Brasil avançou e atingiu o patamar de 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho de 2026. Segundo o relatório oficial do Banco Central, o montante subiu para R$ 10,8 trilhões. Esse resultado sofreu forte impacto do acúmulo de juros.
Esse percentual é o maior desde abril de 2021, durante a pandemia da Covid-19. Desde janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo pela terceira vez, o nível de endividamento cresceu 10,2 pontos percentuais.
Os dados integram valores dos governos federal, estadual e municipal, além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A redução da Selic, a taxa básica de juros, é a principal variável que pode influenciar na redução do indicador divulgado no fim de julho.
A dívida líquida nacional, que exclui créditos estatais, seguiu a trajetória de alta e chegou a R$ 9 trilhões, o equivalente a 68,5% do PIB. O salto nas despesas com juros ajudou a consolidar um rombo deficitário de R$ 1,3 trilhão em todo o setor público do nosso território.
Os registros atestam uma forte deterioração das contas federais, cenário já advertido pelo Tesouro Nacional. Apenas no mês de junho, a União cravou um déficit primário de R$ 47,2 bilhões. Em 12 meses, o rombo atinge R$ 139,7 bilhões, contrastando com o saldo positivo dos estados, que soma R$ 22,1 bilhões desde o início de 2026.
Apesar da grave crise fiscal e do ano eleitoral, a gestão federal prossegue criando programas que elevam as despesas. Houve o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões, garantindo R$ 1,2 bilhão para emendas parlamentares, mas mantendo o contingenciamento de R$ 1 bilhão na área da saúde.
A métrica dívida-PIB é um termômetro que mede o risco de investir no país, mostrando a real capacidade de o Estado quitar os seus compromissos.
O Blog do BG publica, nesta quarta-feira (19), a partir das 12h30, os números da segunda pesquisa feita em parceria com Instituto Perfil sobre as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Os dados também serão apresentados simultaneamente no programa “Meio Dia RN”, na 96 FM. O levantamento – o primeiro realizado após o início oficial da campanha – traz os números para os cargos de presidente, governador, senador, deputado estadual e deputado federal.
A pesquisa também indica os índices de aprovação e desaprovação das gestões do presidente Lula (PT) e da governadora Fátima Bezerra (PT) no Rio Grande do Norte, além de mostrar quais são os candidatos a governador com maior rejeição entre o eleitorado potiguar.
Foram realizadas 1.600 entrevistas presenciais, entre os dias 13 e 16 de agosto, em todas as regiões do Rio Grande do Norte.
DADOS DA PESQUISA
Registro: TSE BR-06188/2026 / TRE RN-00522/2026
Período: 13/08 a 16/08
Margem de erro: 2,45 pontos percentuais
Intervalo de confiança: 95%
Abrangência: Rio Grande do Norte
Amostra: 1.600 eleitores
Realização: BG/Instituto Perfil
A Polícia Federal encontrou uma conversa em que o então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, recebe da empresária Roberta Luchsinger a minuta de um contrato para a venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde sem a realização de licitação.
A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.
A PF (Polícia Federal) investiga suposta ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à tentativa de Luchsinger de firmar um contrato com o governo federal em parceria com Antônio Carlos Antunes, que ficou conhecido como careca do INSS.
O contrato na mira da PF seria para venda de medicamentos à base de canabidiol, mesmo tema do modelo de contrato enviado por mensagem pela empresária ao então chefe de gabinete de Lula, conhecido como Marcola.
A polícia acredita que a empresária foi contratada por R$ 1,5 milhão por Antunes para abrir portas no governo federal.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirma que Marcola não praticou nenhum ato para beneficiar Luchsinger no governo federal e não cometeu nenhuma irregularidade.
“Não podemos comentar uma mensagem cuja autenticidade nem sequer foi atestada. Não sabemos se essas mensagens existem, não sabemos se a cadeia de custódia está íntegra, se está hígida, então fica muito complicado. A melhor resposta quem pode dar é a própria Roberta. De toda sorte a própria PF sabe que não houve nenhum encaminhamento do Marcola, não houve nenhum ato de ofício ou algo do gênero”.
A declaração de bens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feita ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou uma queda de cerca de 35% em seu patrimônio entre 2022 e 2026, passando de R$ 7,4 milhões para R$ 4,8 milhões.
De acordo com aliados do Executivo, a redução de aproximadamente R$ 2,2 milhões decorre da decisão do presidente, aos 80 anos, de antecipar a legítima herança para seus cinco filhos: Lurian, Fábio Luís (Lulinha), Sandro Luís, Luís Cláudio e Marcos Cláudio.
O objetivo informado por interlocutores seria auxiliar a situação financeira de alguns herdeiros e simplificar a sucessão patrimonial, evitando futuros trâmites judiciais ou desentendimentos familiares.
– Lula distribuiu igual para todo mundo para que os filhos pagassem despesas, considerando as dificuldades circunstanciais de alguns deles – disse o interlocutor à jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
A movimentação financeira envolveu principalmente recursos aplicados em planos de previdência privada do tipo VGBL, cujos saldos declarados caíram de R$ 5,57 milhões para R$ 3,3 milhões no período.
Essa transferência aos filhos já havia aparecido em apurações recentes da CPMI do INSS, que identificou repasses de R$ 721 mil a Lulinha entre 2022 e 2023, justificadas por sua defesa como adiantamento de herança e reembolso de despesas.
Consultadas, a equipe de campanha e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não comentaram diretamente o assunto.
Nesta terça-feira, 18, a Meta começa a enfrentar em Oakland, na Califórnia, um julgamento que pode custar à empresa cerca de 200 bilhões de dólares (aproximadamente 1,04 trilhão de reais) e forçar mudanças profundas no funcionamento do Instagram e do Facebook. A ação, movida por vários estados americanos, acusa a companhia de ter transformado adolescentes em usuários dependentes de suas redes sociais. Depois da seleção do júri na semana passada, o Tribunal Federal da cidade passa agora a analisar o mérito do caso, em um processo que deve se estender por seis semanas de audiências.
O caso é o primeiro julgamento federal de uma onda maior de processos que também atinge TikTok, Snapchat e YouTube, todos acusados por famílias, escolas e autoridades estaduais de prejudicar a saúde mental de adolescentes. Desta vez, porém, a Meta responde sozinha. A empresa comandada por Mark Zuckerberg já perdeu duas ações semelhantes neste ano, em tribunais estaduais de Los Angeles e do Novo México, e recorreu das duas decisões.
Segundo um cálculo ainda provisório, os estados que movem a ação pedem cerca de 193 bilhões de dólares em sanções. Na semana passada, eles rejeitaram a alegação da própria Meta de que o valor pretendido chegaria a 1,4 trilhão de dólares, e acusaram a empresa de tentar criar alarde em torno do processo. Além do valor financeiro, os autores da ação também exigem que configurações de proteção mais rígidas — como limites de tempo de tela e controle de notificações — passem a vir ativadas por padrão para menores de idade, sem que eles possam desativá-las sozinhos.
Movida desde 2023 por um grupo de 29 estados, a ação tem como principais autores os procuradores-gerais da Califórnia, do Colorado, de Kentucky e de Nova Jersey. A acusação se apoia em três frentes principais: a Meta teria escondido do público o quanto seus aplicativos eram nocivos aos adolescentes; teria criado ferramentas — como filtros de aparência e limitadores de tempo de uso — projetadas para prender os jovens às plataformas, mesmo quando apresentadas como recursos de proteção; e teria coletado dados de crianças menores de 13 anos sem autorização dos pais, o que violaria uma lei federal americana.
O procurador-geral de Kentucky, Russell Coleman, resumiu a estratégia da acusação ao dizer que pretendem mostrar ao júri que a Meta escondeu o que sabia sobre os danos causados aos jovens. Ele comparou o caso às batalhas judiciais movidas contra a indústria do tabaco nos anos 1990 e contra as empresas responsáveis pela crise dos opioides nos Estados Unidos.
Embora o júri tenha sido formado por oito integrantes na semana passada, seu papel neste julgamento é apenas consultivo — a decisão final cabe à juíza Yvonne Gonzalez Rogers, conhecida por já ter sancionado a Apple e por conduzir o recente litígio entre Elon Musk e a OpenAI.
Entre os depoimentos mais esperados está o do próprio Mark Zuckerberg, que voltará a depor seis meses após sua primeira aparição diante de um júri, em Los Angeles, processo que terminou em condenação histórica pelos danos sofridos por uma adolescente. Também deve depor Arturo Béjar, ex-engenheiro da Meta que se tornou uma das principais vozes críticas às grandes redes sociais. A juíza já negou um pedido da defesa para impedir seu testemunho, ao classificar a tentativa como uma manobra para afastar uma testemunha considerada sólida pela acusação.
A Meta afirma ter cerca de 3,6 bilhões de usuários somando todos os seus aplicativos e vem registrando lucros recordes, parte dos quais financia investimentos bilionários em inteligência artificial. Em nota à AFP, a empresa disse discordar profundamente das acusações e afirmou confiar que as provas vão demonstrar seu compromisso de longa data com o público jovem.
Para especialistas, o desfecho do julgamento é incerto, mas os riscos para a Meta vão além do valor financeiro em disputa. A professora de direito de Stanford Nora Freeman Engstrom avalia que o principal desafio do processo será provar a distância entre o que a empresa sabia internamente sobre os efeitos de seus produtos e o que informava publicamente. Já o jurista Vincent Joralemon, da Universidade de Berkeley, aponta que a maior ameaça à Meta não é apenas financeira: está no dano à reputação da empresa e na possibilidade de ser obrigada a redesenhar seus próprios produtos.
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (18/8) que a Corte volte a discutir a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A exigência foi derrubada pelo STF em 2009.
As declarações ocorreram durante julgamento na Primeira Turma sobre o direito de resposta concedido a uma clínica médica denunciada por reportagem exibida pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Ao devolver pedido de vista no processo, Dino afirmou que a decisão de 2009 tornou mais complexo o debate sobre as garantias asseguradas à imprensa, especialmente diante do crescimento das redes sociais.
O ministro disse respeitar o entendimento firmado pela Corte, mas defendeu que o tema seja novamente analisado.
“Está na hora de refletirmos sobre a questão do diploma de jornalismo […] hoje com as redes sociais, em que qualquer pessoa acorda e diz: ‘A partir de hoje eu sou um jornalista’ e começa no seu blog a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar na liberdade de imprensa e, claramente, nós não podemos normalizar isso e tratar essas pessoas como a imprensa séria, o jornalismo sério”, defendeu Dino.
Para o ministro, o Supremo poderia discutir a criação de uma regra de transição para profissionais que já exercem a atividade de forma regular.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 18, em Belo Horizonte, que integrantes da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam usado a estrutura do governo para fazer negócios. A declaração ocorreu durante agenda de campanha e teve como referência mensagens que estão em poder da Polícia Federal.
Flávio citou o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e afirmou que ele teria facilitado o acesso de pessoas ligadas à família de Lula a ministérios.
Ao falar sobre as fraudes envolvendo descontos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o candidato prometeu responsabilizar os envolvidos.
“Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula, é o Marcola do Lula.”
Segundo Flávio, Marcola teria “aberto as portas de vários ministérios” para que integrantes da família do presidente realizassem negócios com recursos públicos.
Marcola entrou no radar das investigações depois de receber R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, que também é investigada no caso do INSS e mantém relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O ex-assessor afirma que recebeu o valor como empréstimo pessoal, já quitado, e nega irregularidades.
Na mesma agenda, Flávio afirmou que incentivou candidaturas de outros nomes da direita à Presidência, mas criticou eventuais ataques de adversários.
O senador citou Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) e classificou como equivocada a estratégia de disputar espaço atacando sua candidatura.
“Se alguns optam por querer me atacar, é uma estratégia deles que eu acho equivocada”, afirmou.
Flávio defendeu ainda que os candidatos de direita atuem em conjunto para impedir a continuidade do PT no governo federal.
A executiva Brenda Justiz, da Justiz Terceirização , empresa que atua na gestão de mão de obra e serviços nos hospitais públicos do Rio Grande do Norte, publicou um vídeo para desmentir as declarações do secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta. Ele havia comentado sobre repasses financeiros feitos no dia 15 do mês corrente e insinuado que a paralisação dos profissionais terceirizados da saúde teria motivação política: “Por que iniciar uma greve justamente no domingo, coincidindo com a abertura do calendário eleitoral?”.
Contudo, conforme esclareceu Brenda, o pagamento mencionado pelo secretário, realizado dia 15, se refere ao passivo do mês de maio e o valor, ainda assim, não seria suficiente para quitar a folha salarial dos colaboradores.
“Transparência e comprometimento sempre foram valores inegociáveis para nós. Quando surge qualquer dúvida sobre nossa conduta ou a forma como conduzimos nosso trabalho, entendemos que o esclarecimento não é apenas necessário, mas uma responsabilidade. Por isso, fiz questão de vir pessoalmente prestar esclarecimentos, apresentar os fatos e deixar claro nosso posicionamento, com respeito a todos os nossos colaboradores, clientes e a tudo o que construímos juntos”, afirmou.
A executiva também lembrou os mais de 20 anos de trajetória da empresa. “Nossa história cresceu e se consolidou justamente porque sempre nos pautamos pela seriedade, transparência e compromisso com as pessoas. É assim que construímos e seguiremos nossa jornada: com clareza, responsabilidade e, acima de tudo, ao lado da verdade”, completou.
O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou nesta segunda-feira (17) uma nova regulamentação para os procedimentos de fiscalização à chamada Lei Seca — as blitz — que estabelece regras para coibir a condução de veículos sob influência de álcool.
A noticia é do Estadão. Entre outros pontos, em situações envolvendo produtos que podem deixar temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor e enxaguantes bucais, a norma estabelece que, diante de uma indicação positiva no teste passivo, será realizada uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão.
A resolução entra em vigor a partir de sua publicação no DOU (Diário Oficial da União), mas há um prazo de 60 dias para que entidades integrantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito) realizem as adaptações necessárias em suas ferramentas.
A norma atualiza procedimentos vigentes desde 2013 e também inclui a identificação de outras substâncias psicoativas.
A resolução institui uma fase de triagem nas operações de fiscalização realizadas pelos diferentes órgãos de trânsito do país. Nessa etapa, poderá ser utilizado o pré-teste ou teste passivo de alcoolemia, destinado a identificar possíveis indícios da presença de álcool.
O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool.
A medida regulamenta condutas já adotadas na maioria dos estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além das operações nacionais da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
A nova regulamentação prevê o uso de equipamentos para identificar substâncias além do álcool.
O texto regulamenta uma possibilidade que já está prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que admite testes toxicológicos e outros meios técnicos ou científicos para constatar a condução sob influência de substâncias psicoativas.
– Avaliação psicomotora: o agente responsável pela fiscalização deverá registrar, no auto de infração ou em termo específico, pelo menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor;
– Recusa: o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito também será atualizado para detalhar e padronizar a atuação em casos de recusa ao teste. Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos, disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição, conforme os artigos 165 e 165-A do CTB.
Morreu, nesta terça-feira (18), Glória Menezes, aos 91 anos, uma das grandes atrizes do Brasil, que marcou os palcos, o cinema e a televisão brasileira em mais de 60 anos de carreira. Ela morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, segundo a família.
Não foi apenas com mocinhas e vilãs de 40 títulos televisivos, entre novelas e seriados, que a artista montou a extensa galeria de personagens que fez dela um dos rostos mais conhecidos do país.
A televisão foi um porto mais frequente. Mas houve também, em sua trajetória, dedicações pontuais ao teatro e pelo menos um grande papel no cinema, a sofrida Rosa, do filme “O Pagador de Promessas”, de 1962, de Anselmo Duarte.
Nascida na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, Nilcedes Soares Guimarães dedicou sua juventude a estudar piano. Nos anos 1950, matriculou-se na Escola de Artes Dramáticas, mas abandonou o curso um ano antes de concluí-lo, em 1959.
Iniciou sua carreira fazendo teleteatro na TV Tupi e, em 1959 ainda, atuou em “Um Lugar ao Sol”, sua primeira participação em novela, na TV Excelsior.
Um ano depois, já com o nome artístico Glória Menezes, estreou em uma montagem assinada por Antunes Filho, um dos diretores mais importantes do país, para a peça “As Feiticeiras de Salém”, de Arthur Miller.
Mas foi com “O Pagador de Promessas”, peça de Dias Gomes filmada por Anselmo Duarte, que ela de fato se tornou atriz célebre, pronta para deslanchar. O longa, que trazia Leonardo Villar no papel central, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado como melhor filme estrangeiro ao Oscar.
Não demorou para que, em 1963, Menezes ganhasse papel central em uma novela, em “2-5499 Ocupado”. Interpretava uma presidiária, par romântico com Tarcísio Meira, de quem se tornou mulher em outubro daquele mesmo ano. Foram 59 anos de casamento —o ator morreria em 2021, aos 85 anos, vítima da Covid-19.
Juntos, eles tiveram um filho em 1964, Tarcísio Filho, que também se tornou ator. Tarcísio foi o único filho de Meira e também o terceiro de Menezes. Ela é mãe de Maria Amélia e João Paulo, nascidos em um casamento anterior.
Na Rede Globo, juntos, fizeram “Sangue e Areia”, exibida de 1967 e 1968, “Rosa Rebelde”, de 1969, “Espelho Mágico”, de 1977, “Guerra dos Sexos”, de 1983, a série “Tarcísio & Glória”, de 1988, “Páginas da Vida”, de 2006, e “A Favorita”, de 2008, entre outras novelas.
Também estiveram lado a lado em “Irmãos Coragem”, de 1970, de Janete Clair. Na novela, um dos maiores sucessos de audiência da TV Globo, Glória Menezes assumiu o papel da jovem Lara, que tinha três personalidades diferentes. Em 1984, ela também estrelou um sucesso de Gilberto Braga, a novela “Corpo a Corpo”.
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