Política

Mais segurança e menos ‘privilégios para minorias’: eleitores de Bolsonaro dizem por que votam nele

A Folha convidou oito moradores de São Paulo, da manicure do Itaim Paulista à doutoranda do Itaim Bibi, para falarem sobre por que votarão no presidenciável do PSL em outubro. O parlamentar é o segundo pré-candidato mais bem posicionado em pesquisa Datafolha de janeiro e assume a cabeceira num cenário em que Lula (PT) está fora do jogo.

Na última pesquisa Datafolha, de janeiro, Bolsonaro chega a liderar nos cenários sem o ex-presidente Lula (PT), com até 20% das intenções de voto. Nas simulações com o petista, fica em segundo.

POR QUE BOLSONARO?

Militar da reserva e deputado desde 1991, Jair Messias Bolsonaro “responde a demandas reais de pessoas reais”. Vem do sociólogo Thiago Santos, 32, a resposta que melhor sintetiza o sentimento dos oito eleitores do presidenciável que a Folha reuniu em sua Redação, em 14 de março, a fim de entender o que os leva a vê-lo como o mais bem qualificado para ocupar o Palácio do Planalto em 2019.

“Enquanto jornalistas e intelectuais estão preocupados com banheiro unissex, ele está falando dos 60 mil assassinatos que acontecem todo ano no Brasil, falando desse massacre da classe trabalhadora”, afirma Santos, que vem de uma família de Guaianases, periferia paulistana.

Se compartilham o gosto pelo homem que veem como predestinado a “dar um jeito no Brasil”, os perfis são distintos: da manicure Priscila Medeiros, 37, e o filho Lucas, 19, ambos desempregados e moradores de Itaim Paulista (zona leste de São Paulo), à ex-coordenadora do Endireita Brasil, movimento direitista, Patrícia Bueno, 37, residente de outro Itaim, o Bibi, bairro nobre da cidade (veja acima os outros componentes do grupo).

Três deles contam ter votado no PT em algum momento. “Tenho vergonha”, diz o diretor administrativo Raphael Daniele, 34, “ex-militar e membro da Congregação Cristã”.

Justifica-se: mais jovem, “eu tinha situação boa, viajava de helicóptero, me sentia culpado [pela desigualdade social]. No fundo ele [Lula] me dava esperança que ia pegar o que estava recebendo do FHC, que resolveu a situação do real, a paridade do dólar… Eu achava que Lula pegaria tudo aquilo e profissionalizaria no sentido de distribuir a renda. Ele fez o contrário. Pegou os piores podres e profissionalizou no oposto, para destruir princípio, a base, que é a família.”

Nilson Franco, 48, é coronel do Exército na reserva e conta ter conhecido Bolsonaro pessoalmente. Aposta em sua honestidade. “Em 2002, eu brigava com você se falasse mal de Lula.” Elenca escândalos como o do pasta rosa para explicar seu desgosto com a era FHC. E hoje, o que mudou? Nada, diz. “Tem que dar um basta. Para Aécio [Neves, PSDB], R$ 2 milhões [de suposta propina]. [Antonio] Palocci [PT] são milhões e milhões. Você desanima de ser honesto. O policial ganha R$ 3.000, R$ 4.000 para levar tiro.”

Caçula da mesa, Lucas votará pela primeira vez para presidente (no pleito de estreia, em 2016, optou pelo tucano João Doria para prefeito, mas se arrependeu).
“Política é ajuda à população. Nele [Bolsonaro] ainda há um pouco disso. Ainda vê a luz no fim do túnel”, diz o jovem, que trabalhou numa ótica após terminar o ensino médio e hoje distribui currículos.

Sua mãe, Priscila, já ajudou a eleger Lula —e Tiririca para deputado, “por ser povão que nem a gente”. O que busca, diz, “é uma pessoa que se importe com o povo brasileiro”. Bolsonaro, para a manicure que estuda pedagogia, é esse cara.

Ela se diz perturbada por políticos que oferecem cestas básicas “e outras lembrancinhas” em troca de voto. “Muitos amigos têm o mesmo pensamento: votar no Bolsonaro para ter mudança, não para ter esses presentinhos.”

A birra com o populismo também está no discurso do filho. “No Nordeste, como o PT se alastrou tanto? Ia com a necessidade do povo”, diz Lucas. “Há uma semana, o que foi mais passado pela Globo? A operação [no pé do Neymar]. Se [a mídia] continuar priorizando informações banais, deixando de lado infraestrutura, médico…”

“Antes, se você falava em Bolsonaro, era exótico”, diz Thiago. “Agora, parentes que nunca tiveram contato com política falam naturalmente, mandam vídeos do Bolso.”

Patrícia, que está terminando um doutorado em ciências sociais, diz que “desde 1988 a gente tem só esquerda no Brasil, a direita foi massacrada. Claro que FHC é esquerda”.

Faltava, portanto, “um político que realmente respondesse a nós”, alguém que impedisse aqueles que “queriam causar revolução na sociedade e precisavam destruir o que pra mim é mais sagrado, a questão da própria família”, diz a filha de imigrantes que fugiram da União Soviética em 1921 (“minha família tinha militares, pessoas ligadas à propriedade de terra”, conta).

Maria Cristina Szabo, 55, trabalha “em formação de imagem política” e se candidatou, em 2016 e sem sucesso, a vereadora de Santana de Parnaíba pelo DEM. Mãe de policial civil, diz que “votará em Bolsonaro porque o que está aí a gente já tem certeza que não deu certo, até pela questão da segurança. Rio é uma vergonha nacional e internacional”.

ARMAS

A segurança é um tema caro ao grupo. Todos já dizem ter sido vítimas de algum episódio de violência. Leocádia conta que um irmão foi assassinado num assalto em Minas. Raphael, que foi ameaçado de sequestro pelo PCC. Priscila diz que perder amigos e parentes é rotina. “Um deles foi baleado no quintal de casa.”

No caso de Patrícia, a violência a encontrou dentro do lar. Seu ex-marido, diz, a ameaçou diversas vezes. “Por mais de um ano, toda a família andava com segurança. Meu pai me tirou do país. Eu não podia me defender, é uma impotência. Não adianta acreditar que o Estado vai te salvar.”

O Estatuto do Desarmamento, sancionado no primeiro ano do governo Lula, 2003, é vaiado pelos oito bolsonaristas. “Só desarmaram cidadão de bem”, afirma Priscila.

Para Patrícia, a recomendação de não reagir a um assalto, por exemplo, só vale “se você não estiver armado. É a cultura do cordeiro, ter que aceitar tudo o que acontece”.

Ela minimiza estudos que relacionam a cultura da violência ao armamento da população (como nos EUA, onde quatro de cada dez americanos têm ao menos uma arma). “Todos nós mexemos com faca, e eu nunca dei facada em ninguém. Problema não é a arma, é quem está atrás dela.”

De todos, só o coronel Nilson diz ter posse de arma.

LGBTQ

Ninguém do grupo diz ser contra pessoas do mesmo sexo se relacionarem. O problema, segundo o octeto, é privilegiar a “pauta gay” em detrimento de outras, como educação e saúde. “Minorias histéricas tomaram conta da agenda, e as maiorias foram deixadas de lado. Por que essas pessoa têm cota? [A orientação sexual] é uma questão de foro tão íntimo, a educação vem dos pais”, afirma Patrícia.

“Banalizaram tanto, começaram a se expor tanto… Não estou criticando o homossexualismo”, diz Priscila. “Mas hoje é quase um crime quem é hétero. Você não vê homem e mulher se atracando, que nem vê [gays] no metrô, no shopping, para mostrar que são [homossexuais]. Não sei se é para atrair olhares, para mostrar a questão da homofobia.”

Há, segundo a manicure, “uma força muito grande para algo que infelizmente não é importante”. Thiago também defende que a questão não seja prioritária. “Isso que incomoda. Morei em Guaianases. Pessoas na linha municipal de ônibus colocam celular na meia [por temerem assalto], e os intelectuais vivem em sua bolha delirando sobre ideologia de gênero enquanto pessoas estão com medo de morrer.”

Os oito do grupo de debate se declaram heterossexuais.

DENÚNCIAS

A fé no deputado não foi abalada por uma série de reportagens da Folha que revelaram: 1) como ele, junto com os três filhos políticos, possui 13 imóveis com preço de mercado de ao menos R$ 15 milhões; 2) o uso de auxílio-moradia, mesmo sendo dono de imóvel em Brasília; 3) o emprego, com verba da Câmara, de uma servidora fantasma que vende açaí em Angra dos Reis.

Os eleitores minimizaram a gravidade das denúncias e acusaram a Folha de perseguir Bolsonaro. “Vocês juntaram tudo no mesmo saco [o patrimônio de pai e filhos]”, disse Patricia. Ela e Nilson disseram que a imprensa tratou o terreno de Angra com exagero. “É mansão!”, ironizou o militar. Parte da imprensa se referiu assim à casa “com puxadinho”, segundo Patricia, que a família tem na cidade.

“Se for falar de moral e pegar Congresso, me fala um político que tá todo o tempo do Bolsonaro [desde 1991] e tem a ficha dele, que não tem nenhum escândalo”, diz Maria Cristina. A princípio Raphael afirma não se espantar com eventuais deslizes, que seriam irrelevantes ante a roubalheira em Brasília. “Os caras vão de um bilhão pra cima, não se compara.” Depois se desculpa pelo que disse. “Roubar é inadmissível em qualquer circunstância. Acho que corrupção é que nem câncer, vírus.”

MÍDIA

“Você deve saber o que as pessoas comuns pensam da Folha. O nome é ‘Foice de S.Paulo’, o instituto [Datafolha] é o Datafoice”, diz Leocádia.

Seu pensamento reflete o humor geral do grupo diante da Folha —classificada por todos os presentes como “esquerda” ou “extrema esquerda”— e de outros veículos da mídia profissional. A imprensa, para Priscila, “só quer colocar aquilo que faz bem para eles, o que vai lucrar para eles”.

“A Rede Globo é a pior, mascara tudo o que é importante”, continua a manicure. Nilson intervém: “Não se esqueçam que [Bolsonaro] falou que ia arrebentar a Globo. Quando um homem desafia um império, vai incomodar. Todos estão contra ele. Acho que Folha, Veja, Globo”.

O deputado já afirmou que, se eleito, reduzirá a verba publicitária para o Grupo Globo, após dizer que o jornal da organização quer “emplacar o Lula em 2018. E daí vocês vão estar bem, vão ter como negociar bem a dívida do BNDES”.

“Quando sair foto dele [nos jornais], vai sair foto com boca torta”, reclama Maria Cristina, folheando uma edição da Folha em busca de reportagens que citem seu candidato. Encontra uma em que o publicitário Nizan Guanaes aposta que Bolsonaro ganhará a eleição porque “a população está irritada”, e nesse contexto ele “é o Dorflex, uma solução para a sua dor”. Acha insatisfatório o espaço dado à notícia.

Para Leocádia, “é evidente o propósito de macular imagem dele, não importa se é verdade ou não”.

Mas vale aqui a máxima “o que não mata fortalece”, segundo a aposentada. “Se a gente vê a mídia perseguindo, ‘pô, esse cara é bom’. Vocês defendem gente que vive de cota, de bolsa isso, bolsa aquilo.”

CASO MARIA DO ROSÁRIO

Para o grupo, o estilo “bateu, levou” é um ativo do presidenciável. E uma briga com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) é um bom termômetro. Em 2014, Bolsonaro disse à então ministra dos Direitos Humanos: “Fique aí, Maria do Rosário. Há poucos dias [na verdade, a contenda começou em 2003] você me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu falei que eu não estuprava você porque você não merece”, afirmou o deputado.

Os eleitores reclamam que a mídia destaca a frase, mas não a contextualiza. O bate-boca começou em meio a discussões sobre a redução da maioridade penal (ele a favor, ela contra), impulsionadas em 2003, após uma gangue sob comando de Champinha, 16, atacar um casal acampado —Felipe, 19, morreu com um tiro na nuca, e Liana, 16, foi estuprada e morta com facão.

Há 15 anos, Bolsonaro disse que a contenda se iniciou após ele sugerir que Maria do Rosário contratasse Champinha para ser motorista de sua filha. Em frente à câmeras de TV, ela acusou o colega de “promover essa violência [estupro]”.

“Se a pessoa te xinga e você xinga de volta, não é crime. Ainda que ele tivesse falado coisas piores”, afirma Patricia. Para Maria Cristina, diante de alguém “que estava defendendo um assassino”, Bolsonaro até que foi “extremamente educado”. A manicure Priscila esperava mais: “Talvez daria um tapa na cara dela, foi uma agressão”.

As mulheres da mesa elogiam um projeto de lei de Bolsonaro que prevê castração química a estupradores.

ESTILO

“Tudo o que ele fala ou faz se torna polêmico”, diz a manicure. “Querem que a população interprete de outra forma, mas ele é autêntico, é aquilo ali, não precisa fazer média.”

“Ele é uma pessoa, um ser humano”, emenda Patricia. Raphael concorda: “Não estamos elegendo um super-homem”. Nilson é o único que faz uma ressalva. “Acho que ele se excede um pouco, não pensa pra falar, como essa questão da Maria do Rosário. Lógico que ele não ia estuprar de jeito nenhum, mas perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Poderia pensar um pouquinho, dar um ‘timezinho’.”

IMIGRAÇÃO

Não é que estrangeiros não sejam bem-vindos no Brasil. A questão, segundo Patrícia, “não é a imigração, mas qual imigração”. No caso dos venezuelanos: “É um grupo sofrendo por conta de ditadura comunista, eles têm valores parecidos com os nossos”.

O que não pode, continua a advogada, é ter “povos que cruzam oceanos, não vão para países vizinhos e querem que os povos [que os acolheram] mudem sua cultura para que eles possam se sentir bem”.

Parte da mesa discute se o Brasil deve abrir as fronteiras sem antes “cuidar dos seus”.

“Se não consegue manter os que estão aqui…”, diz Priscila. Maria Cristina está com ela: “Quando você vai receber visita, a casa tem que estar em ordem. Só que, do jeito que Brasil está… Você vê o estado do Rio. Não adianta trazer pessoal para cá para costurar no Brás, num fundinho de quintal, e estar totalmente ilegal.”

DEMOCRACIA VS. DITADURA

Não há intervencionistas declarados. Para o grupo, Bolsonaro seria um militar governando nos moldes da democracia, sem tentar implantar uma nova ditadura no Brasil.

Raphael diz que “a questão é tema passado” e que o deputado “não é aquele político que vai defender [o regime militar], impedir liberdade de comunicação”. Lado bom: “Herda do militar aquele perfil honesto, conservador do qual já fiz parte, mas ao mesmo tempo estende a mão para segurança, educação, comércio”.

Lucas é o único que nasceu num Brasil democrático. Afirma que, como capitão da reserva, Bolsonaro tem “posição muito dura”, mas isso pode ajudar a pôr o país nos trilhos.

A Folha questiona se reiterados elogios do parlamentar à ditadura não incomodam. Mostra o vídeo de Bolsonaro votando “sim” pelo impeachment de Dilma Rousseff, “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra [ex-chefe do Doi-Codi], o pavor de Dilma”, que quando estudante militou em movimentos contra o regime e foi torturada e encarcerada por 28 meses.

Mas Ustra era pavor de quem? É o que o grupo quer saber. “Pro bandido, o policial, o coronel é o pavor”, afirma Maria Cristina. Raphael brinca: “É a mesma coisa que falar do Batman pro Coringa”.

“É importante falar que a esquerda lutava por uma ditadura nos moldes cubanos”, afirma Patrícia.

POR QUE ELES QUEREM BOLSONARO

Eleitores dizem apoiar um candidato firme e de fora do sistema

1 Bolsonaro é tido como um político à parte da roubalheira que contaminou Brasília; denúncias contra o deputado são minimizadas por seus eleitores

2 A educação militar do capitão da reserva é benquista para impor ordens e regras à barafunda política no país

3 Seu clamor por uma população mais bem armada contra bandidos ecoa bem em meio a uma crise nacional na segurança pública

4 Admiradores de Bolsonaro destacam como ponto positivo ser, segundo eles, um pária para a mídia profissional —vista como esquerdista

5 O discurso linha-dura com condenados por estupro é outra qualidade ressaltada; o deputado tem um projeto de lei que propõe castração química para esse tipo de criminoso

6 O presidenciável não cede ao campo progressista, que pesaria a mão na defesa de direitos de minorias como LGBTQ, deixando para escanteio outras áreas, segundo seus eleitores

7 A imigração é vista como preocupante se quem chega não quer se adaptar à cultura brasileira, alusão a refugiados sírios, por exemplo; em 2015, ao jornal goiano Opção, Bolsonaro disse: “A escória do mundo está chegando ao Brasil, como se nós não tivéssemos problema demais para resolver”

8 O estilo bateu, levou do parlamentar na Câmara virou um ativo eleitoral; Bolsonaro não faria média só para seguir as regras do marketing político e seria, portanto, mais autêntico

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro é uma piada. E de mau gosto.
    O Brasil merece coisa melhor, mas infelizmente os picaretas se aproveitam de todas as possibilidades para levar vantagem. Taí o governo atual pra comprovar.
    O povo precisa sair desse ciclo vicioso onde só se conseguem eleger os piores.

  2. A que pontochegamos. Radical, misogino, preconceituoso, agressivo, louco e tem quem defenda. Obs, NAO voto no PT.

    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Essa foi a melhor do dia!

  3. Bolsonaro é o candidato dos brasileiros do bem. Defensor da nossa pátria, da família, de Deus (não importa a religião), dos bons costumes e da política sem "toma lá dá cá", ele é a verdadeira esperança de um novo Brasil. Apesar de estar no seu 7º mandato como deputado federal (é o mais votado no RJ), não se tem notícia de nada que desabone o seu caráter. Nunca participou dos conchavos que dominam as relações políticas no nosso país. Só isso já bastaria para qualificá-lo como a melhor opção. É a real esperança de evitarmos que o nosso amado Brasil seja transformado numa grande Venezuela, como sonha a esquerda brasileira, plano esse arquitetado no Foro de São Paulo, criado por Lula, Chaves, Fidel e outros vermes esquerdistas. Nosso povo não pode ser enganado novamente. Basta de comunismo.

    1. Só era do Partido do Maluf, o PP, considerado o Partido com o maior número de políticos condenaods, segundo dados do TRE.

    2. Bolsonaro é um vazio de ideias políticas. Tem apenas alguns lapsos de boas propostas quanto a segurança pública, porém para o combate a criminalidade não basta apenas jogar policiais nas ruas e armar a população, se não houver uma reforma profunda no código penal e uma melhora da segurança jurídica. Apenas isso. Quanto a moralidade, fica apenas no discurso de seus seguidores – Não abre mão de penduricalhos e privilégios que todo parlamentar tem, e o pior, em sua vida parlamentar de quase trinta anos, quase não tem um projeto de lei realmente útil em favor da sociedade. Muito pouco para quem se diz o Salvador da Pátria. Quanto ao comunismo, menos Ceará-Mundão, menos…

  4. Observem de onde partem os ataques fascistas, pra depois não saber quem começou e "de onde partiu a primeira pedra". Pois quando começarem as reações no mesmo tom, vão dizer que os intolerantes e violentos são aqueles que só estão se defendendo e reagindo a altura dos ataques recebidos sob o olhar omisso das forças de segurança que deveriam impedir que tais cenas ocorressem de qualquer dos lados.
    De acordo com o que está acontecendo na região Sul do País; "A disputa política saiu dos tribunais para o confronto nas ruas, sob os olhares cúmplices dos agentes de segurança encarregados de zelar pela integridade física dos caravaneiros do ex-presidente".
    Depois não se arrependam do que pode isso gerar.

    1. Tá viajando na maionese !!! Quem dividiu o país e pregou o ódio foi a esquerda !!!

  5. É MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO, MINORIA SÃO MILHARES DE PESSOAS MORRENDO NAS PORTAS DE HOSPITAIS, MINORIAS SÃO CRIANÇAS SEM UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, MINORIA SÃO 60 MIL MORTOS POR ANOS, MAIS DO QUE EM UMA GUERRA CIVIL. IGUALDADE PARA TODOS SEM DISTINÇÃO, NEGRO OU BRANCO, GAY OU HETERO. QUEREMOS UM PAÍS COM OPORTUNIDADES PARA TODOS, COM DISCIPLINA E ORDEM.

  6. Ah, se fosse verdade…
    Mas infelizmente a conduta do Deputado no recebimento do Auxílio Moradia imoral, mesmo tendo residência e não precisar, dizendo usá-lo pra "COMER GENTE", parece dizer justamente o contrário do que promete.
    Além disso, a forma como vem empregando membros de sua família em cargos comissionados em que nem ao menos dão expediente já demonstram o zelo com a moralidade que ele tem com a coisa pública.
    E a historinha do processo de expulsão no exército, acusado de ameaça de bomba para obter aumento dos próprios salários, já mostra muito da personalidade de um cidadão que tem entre seus seguidores as pessoas mais intolerantes e violentas que conhecemos na esfera política brasileira, protagonizando cenas de ataques a pessoas e grupos a pau e pedras.
    É essa Brasil que queremos construir?

    1. Pois é, também considerava meu voto nele, mas depois desses episódios passei a me interessar pelo programa de João Amoedo do Partido Novo.
      Sugiro aos demais que também analisem, são propostas muito interessantes.

    2. Você esqueceu do MST invadindo e destruindo propriedades, da turma que tem parentesco com a lhama, daqueles que apoiam ditadores como o Maduro e depois gostam de se vitimizar.

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Política

[VÍDEO] Lula mira mulheres e defende fim da escala 6×1 em rede nacional

Imagens: Divulgação/Instagram/Lula Oficial

O presidente Lula (PT) afirmou que as mulheres enfrentam condições “mais difíceis” no mercado de trabalho e voltou a defender o fim da escala 6×1 durante pronunciamento em rede nacional, nesta quinta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador.

O pronunciamento foi transmitido em cadeia de rádio e televisão e fez parte das ações do governo relacionadas ao 1º de maio, data dedicada ao Dia do Trabalhador.

Durante a fala, Lula destacou desigualdades enfrentadas por mulheres no ambiente profissional e afirmou que o tema da jornada de trabalho segue em debate no país, incluindo a discussão sobre o modelo de escala 6×1.

A proposta de mudanças nesse regime de trabalho tem sido tratada pelo governo como parte de uma agenda voltada a condições laborais e bem-estar dos trabalhadores.

O presidente também citou iniciativas econômicas em andamento, com foco em renegociação de dívidas e ampliação do acesso ao crédito para famílias de baixa e média renda.

Entre as medidas mencionadas está uma nova fase de programa de renegociação financeira, voltada para contas básicas e compromissos com o comércio, com o objetivo de facilitar a regularização de débitos.

Lula não deve participar de eventos presenciais no 1º de maio, repetindo estratégia adotada em anos anteriores, após avaliações internas sobre mobilizações organizadas por centrais sindicais.

 

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Política

Lula avalia nomeação de Messias para o Ministério da Justiça após derrota no Senado

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente Lula (PT) avalia nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça. A movimentação ocorre após a rejeição do nome do aliado pelo Senado Federal para uma vaga no STF.

A mudança seria uma forma de reorganização política após a derrota no Senado e como um gesto de fortalecimento de aliados próximos ao presidente. Atualmente, o Ministério da Justiça é comandado por Wellington César, que assumiu a pasta em janeiro e ainda estrutura sua equipe.

Nos bastidores do Planalto, a leitura é de que a eventual ida de Messias para a pasta poderia ampliar sua visibilidade política e manter seu nome em evidência dentro do governo federal, mesmo após a frustração com a indicação ao STF.

Aliados de Lula avaliam que a isso poderia reduzir o desgaste político causado pela rejeição no Senado e preservaria o capital político do advogado-geral da União. Outro ponto é que, à frente do Ministério da Justiça, Messias teria maior interlocução com o STF, o que poderia ajudar a diminuir resistências futuras ao seu nome dentro da Corte.

Após a derrota no Senado, integrantes do governo demonstraram desconforto com o resultado e passaram a atribuir o desfecho a articulações políticas no Congresso, especialmente na base do Senado.

O episódio também foi tratado como um revés político para o governo, com aliados apontando que houve traições dentro da base governista durante a votação. Após a rejeição, Messias chegou a relatar a interlocutores que avaliava até mesmo deixar o cargo na AGU, diante do impacto político da derrota.

Ele se reuniu com o presidente Lula no Palácio da Alvorada logo após o resultado da votação. Em declaração à imprensa no Senado, afirmou que a derrota teria sido articulada politicamente.

 

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Política

Prefeito Paulinho Freire e presidente da Câmara Eriko Jácome se reúnem com o novo ministro do Turismo e articulam avanços para o setor em Natal

Foto: Divulgação

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, e o presidente da Câmara Municipal, Eriko Jácome, cumpriram agenda institucional em Brasília e se reuniram com o ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, para tratar de pautas estratégicas voltadas ao fortalecimento e à expansão do turismo na capital potiguar.

O encontro, realizado no Ministério do Turismo, teve como foco a inclusão de Natal em novos programas federais, além da articulação para a captação de recursos por meio de emendas parlamentares e parcerias institucionais. A iniciativa busca impulsionar ainda mais um setor que já é um dos principais motores econômicos da cidade.

Durante a reunião, foi destacado o potencial turístico de Natal, reconhecida nacionalmente por suas belezas naturais, como dunas, praias e clima privilegiado, além de uma cultura rica e acolhedora. Os gestores reforçaram que, apesar do crescimento constante do setor, há espaço para avançar ainda mais, com investimentos em infraestrutura, promoção turística e qualificação de serviços.

O ministro Gustavo Costa Feliciano, que assumiu a pasta em dezembro de 2025, tem defendido a ampliação do acesso ao turismo em todo o país, com políticas voltadas à democratização do setor. Nesse contexto, Natal surge como um destino estratégico para receber novos incentivos e integrar projetos nacionais de desenvolvimento turístico.

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Geral

Moraes autoriza Bolsonaro a fazer cirurgia em hospital de Brasília

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar uma cirurgia no ombro direito em hospital de Brasília, mesmo enquanto cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada após manifestação favorável da PPGR, que considerou os laudos médicos apresentados pela defesa.

Segundo a decisão, o procedimento poderá ser realizado a partir desta sexta-feira (1º), respeitando as condições médicas apontadas em exames e relatório fisioterapêutico.

De acordo com os documentos enviados ao STF, Bolsonaro apresenta dores persistentes e limitação de movimentos no ombro direito, com piora durante a noite, mesmo com o uso de analgésicos.

Os exames indicam lesões de alto grau no manguito rotador e comprometimentos associados, o que levou à recomendação de cirurgia por especialista.

A autorização de Moraes permite que o ex-presidente deixe temporariamente a prisão domiciliar apenas para a realização do procedimento médico, mantendo todas as demais medidas cautelares determinadas pelo STF.

 

 

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Política

Veja como votou a bancada do RN em decisão que derrubou veto de Lula sobre o 8 de janeiro

Foto: Reprodução

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, que altera regras de cálculo de penas aplicadas a condenados por crimes ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão mobilizou a bancada federal potiguar, que registrou votos divididos entre deputados e senadores.

Na Câmara dos Deputados, apenas dois parlamentares potiguares votaram pela manutenção do veto presidencial: Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT.

Os demais deputados do RN — João Maia (PP), Robinson Faria (PP), Benes Leocádio (União), Sargento Gonçalves (PL), Carla Dickson (PL) e General Girão (PL) — votaram pela derrubada do veto, acompanhando a maioria do plenário.

No Senado Federal, o cenário também refletiu divisão na bancada. Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) votaram pela derrubada do veto. Já a senadora Zenaide Maia (PSD) foi favorável à manutenção da decisão do presidente Lula.

Com a derrubada, o texto segue agora para promulgação, que pode ser feita pelo próprio presidente da República ou, caso não ocorra em até 48 horas, pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AC).

O projeto altera critérios de dosimetria das penas relacionadas aos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Entre as mudanças, está a regra que impede a soma das penas quando os crimes forem praticados no mesmo contexto, além de ajustes na progressão de regime e redução de pena em casos específicos, como participação sem liderança ou financiamento dos atos.

 

Opinião dos leitores

  1. A senadora também foi a favor da indicação do Messias, como também foi na do Flávio Dino, uma decepção senadora

    1. Senadora ZENAIDE, continua decepcionando o povo do RN, a resposta virá através das URNAS.

  2. Se alguém tinha alguma dúvida que a senadora Zenaide vota sempre do podre da política agora não tem mais dúvida.
    Os deputados do PT juntamente com senadora significa o atraso da nação

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Geral

Inmet emite alerta laranja e coloca 55 cidades do RN sob risco com ventos de até 100 km/h e alagamentos

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja de perigo para 55 cidades do RN, indicando condições climáticas adversas com possibilidade de ventos intensos que podem chegar a 100 km/h, além de chuvas fortes e risco de alagamentos. O aviso é válido até as 23h59 desta sexta-feira (1º).

Segundo o Inmet, as áreas sob alerta podem registrar chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, além de rajadas de vento entre 60 e 100 km/h. Nessas condições, há risco de queda de galhos de árvores, alagamentos em áreas urbanas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e descargas elétricas.

Além do alerta laranja, todas as 167 cidades do Estado seguem sob alerta amarelo de perigo potencial, com previsão de chuvas entre 20 e 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h. O Inmet reforça que, em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

A orientação é evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a torres ou placas e, se possível, desligar aparelhos elétricos durante tempestades mais fortes.

📍 Cidades em alerta laranja

Arez
Baía Formosa
Bento Fernandes
Bom Jesus
Brejinho
Canguaretama
Ceará-Mirim
Espírito Santo
Extremoz
Goianinha
Ielmo Marinho
Boa Saúde
João Câmara
Jundiá
Lagoa d’Anta
Lagoa de Pedras
Lagoa Salgada
Macaíba
Maxaranguape
Montanhas
Monte Alegre
Natal
Nísia Floresta
Nova Cruz
Parazinho
Parnamirim
Passa e Fica
Passagem
Pedra Grande
Pedro Velho
Poço Branco
Pureza
Riachuelo
Rio do Fogo
Santa Maria
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Gonçalo do Amarante
São José de Mipibu
São José do Campestre
São Miguel do Gostoso
São Paulo do Potengi
São Pedro
Senador Elói de Souza
Senador Georgino Avelino
Serra Caiada
Serra de São Bento
Serrinha
Taipu
Tangará
Tibau do Sul
Touros
Várzea
Vera Cruz
Vila Flor

 

 

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Polícia

[VÍDEO] Preso em Mossoró suspeito de roubo de R$ 2,5 milhões que rastreou vítimas com GPS

Imagens: Reprodução/Instagram/Pádua Júnior

Um homem de 31 anos suspeito de participar de um roubo de joias avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões foi preso nesta quinta-feira (30) em Mossoró. Segundo a Polícia Civil, ele teria monitorado as vítimas com uso de GPS instalado em veículos antes de executar o crime. A prisão aconteceu durante a Operação Aurum, da Polícia Civil, que cumpriu mandados judiciais de prisão e busca e apreensão.

De acordo com a investigação, o suspeito detido foi localizado em um condomínio em Mossoró. No momento da abordagem, ele estaria armado e ainda tentou se desfazer de uma pistola e de um celular, jogando os objetos em um terreno próximo. Ambos foram recuperados pelos policiais.

O roubo ocorreu em novembro do ano passado, em um escritório no centro de Mossoró especializado na compra e venda de ouro e prata. Dois funcionários e uma cliente foram rendidos, amarrados e mantidos sob controle durante a ação criminosa.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a reconstruir a dinâmica do crime. Segundo o delegado responsável pelo caso, o investigado preso teria atuado de forma planejada, monitorando as vítimas dias antes da ação.

“Semanas antes, ele já estava monitorando as vítimas, colocou um GPS no carro delas. Ele acompanhou o deslocamento até Pau dos Ferros e Assú antes da execução do crime”, afirmou o delegado Paulo Torres, da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur).

Do local, foram levadas joias e celulares. O prejuízo total estimado chega a cerca de R$ 2,5 milhões. A Justiça também determinou o bloqueio de valores em contas ligadas aos investigados, no mesmo montante do prejuízo, a pedido da Polícia Civil.

Apesar da prisão, outro suspeito ainda não foi localizado. Segundo a polícia, ele já foi identificado e segue sendo procurado. “Ele já está identificado e está em Mossoró. Estamos em contato para que se entregue. Caso contrário, vamos encontrá-lo”, disse o delegado.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e tentar recuperar as joias roubadas.

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Polícia

[VÍDEO] GOLPE EM NATAL: homem é preso após fraudar compra de carro de luxo e usar identidade falsa de médico

Imagens: Divulgação/Polícia Civil

Um homem foi preso em Natal suspeito de fraudar a compra de um carro de luxo e se passar por médico usando documentos falsos, nesta quinta-feira (30), em Ponta Negra, na Zona Sul.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria iniciado o esquema ao alegar a compra de um veículo no valor de R$ 200 mil, apresentando comprovantes falsificados .

De acordo com as investigações, os documentos foram usados tanto em registro policial quanto em ação judicial, o que levou o Judiciário a determinar a entrega do automóvel antes da fraude ser identificada.

O homem também usava um carimbo médico para emitir atestados e receituários falsos, se passando por especialista em cirurgia geral.

Durante a operação, além de documentos ligados ao caso, o material apreendido reforçou a suspeita de atuação em diferentes frentes de fraude. 

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis novos crimes e eventuais envolvidos.

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Geral

[VÍDEO] Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro e senadores comemoram derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria: “Chora petista”

Ao lado do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e demais senadores, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, comemorou a derrubada do veto de Lula ao PL da dosimetria na tarde desta quinta-feira (30).

No Senado, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contra. Antes, na Câmara, o veto foi derrubado por 318 votos a 144, com cinco abstenções.

O senadores ainda cantaram uma música em provocação ao PT: “Chora petista, bolivariano, a roubalheira do PT tá acabando. Sua conduta é imoral, fere os princípios da CF nacional! Olê, Olê! Olê Olê! Estamos na rua pra derrubar o PT

“Depois da rejeição a Jorge Messias, foi a vez do Parlamento derrubar o veto de Lula ao projeto de redução de penas! O Congresso reagiu, enfrentou o arbítrio e fez justiça. O Brasil escolheu a pacificação, o reencontro de famílias e o resgate da normalidade democrática. É a derrota de um projeto de poder baseado no rancor e a vitória de um país que quer virar a página e seguir em frente!”, escreveu Rogério Marinho nas redes sociais.

Opinião dos leitores

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Geral

PL da Dosimetria: com derrubada de veto de Lula, saiba o que acontece com pena imposta a Bolsonaro

Foto: REUTERS/Diego Herculano

O projeto do PL da Dosimetria reduz penas de condenados pelo 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, atualmente, está em prisão domiciliar e pode migrar de regime em um prazo menor.

O texto será encaminhado para promulgação pelo presidente da República em até 48 horas. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Após a promulgação, o texto passa a valer como lei, com vigência imediata após a publicação oficial.

Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033.

Com a nova regra, especialistas estimam que o ex-presidente terá chance de migrar de regime num prazo que varia entre dois e quatro anos.

Isso porque o texto impede a soma de dois crimes:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão;
    golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.
  • Pela medida, vale a pena do crime mais grave — golpe de Estado — acrescida de um sexto até a metade.

O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições de cada um dos réus

Para isso, a corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator de um dos casos da tentativa de golpe. Portanto, a redução de pena não será automática.

Ou seja, a redução de penas ainda depende do aval do STF, que será o responsável por calcular as novas penas conforme a nova determinação da lei, que estava derrubada e voltou a valer nesta quinta (30).

Com a derrubada dos vetos, a proposta se torna lei. No entanto, fica sujeita a questionamentos no STF. Pode ser alvo, por exemplo, de ações que contestam sua validade, apresentadas por partidos políticos, entidades de classe, PGR e do próprio governo.

Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com processos deste tipo na Suprema Corte.

Se o tema parar no STF, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.

g1

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