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MALU GASPAR: Moraes usa relatório apócrifo para sabotar plano de Lula de emplacar Messias no STF

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

Por Malu Gaspar – O Globo

O relatório apócrifo da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para reagir ao pedido de investigação feito contra ele por André Mendonça e tentar implodir as investigações do caso Banco Master também expõe uma outra ofensiva do relator do inquérito das fake news: sabotar os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Messias foi arrastado para o epicentro da crise que opôs Mendonça de um lado, e de outro, a aliança entre Moraes e a PF. Antes da guerra fratricida no STF chegar ao atual patamar de tensão, o chefe da AGU tentou numa “diplomacia institucional”, ao invés de acionar o Supremo para contestar as decisões de Mendonça, como pressionava a Polícia Federal nos bastidores.

Para Messias, um eventual ofício da AGU encampando as críticas da PF contra Mendonça reforçaria oficialmente as insinuações de que o relator está interferindo nas apurações em curso e poderia ser um tiro no pé, por fornecer munição para os alvos das investigações tentarem cavar alguma nulidade e derrubar as provas coletadas até aqui. É um caminho que, ao contrário de Moraes, Messias não estava disposto a trilhar.

O texto em que a PF se debruça sobre “a postura da Advocacia-Geral da União e o quadro de risco associado” tem cinco páginas não só reforça a artilharia contra a atuação de Messias ao longo da crise como alerta para o “risco” de Lula insistir na sua indicação para a Corte.

De acordo com o documento, o chefe da AGU decidiu não acionar o Supremo contra decisões de Mendonça para preservar a sua “relação política” com o ministro. Relator de dois esquemas de fraude bilionários (o do Master e o do INSS), Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais da fracassada campanha de Messias para a vaga aberta no STF com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.

“A escolha do advogado-geral da União por priorizar seu relacionamento com o relator [André Mendonça], em detrimento da redução dos risco de exploração política do caso envolvendo o filho do presidente da República [alvo de inquéritos no âmbito das investigações do INSS], eleva substancialmente a percepção de risco associada a eventual renovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal”, diz o documento, reverberando o temor de Moraes com uma possível ida de Messias para o STF.

E mais: o tal relatório afirma que, no atual momento, Mendonça “se encontra aparentemente engajado em estratégia agressiva de alteração da correlação de forças no tribunal, visando ao enfraquecimento do grupo de ministros que atuou firmemente em defesa da democracia”.

Outro trecho também recomenda o “monitoramento e coleta dirigida” do próprio Messias e de sua relação com Mendonça.

Apesar disso, o mesmo tópico já inicia com a ressalva de ser a análise de “menor lastro documental” de todo o relatório, e o “único de natureza prospectiva” e que não autoriza “afirmação institucional, providência formal ou manifestação externa”. Não se sabe, pela leitura, se a PF seguiu a sugestão e fez de fato algum tipo de monitoramento dos dois ministros, o do STF e o do governo Lula.

A doutrina da PF proíbe o uso de relatórios de inteligência em inquéritos, embora isso tenha sido feito por Moraes quando ele incluiu esses documentos no inquérito das fake news para acusar Mendonça de direcionamento político e abuso de poder nas investigações do Master e do INSS.

Sem autoria, brasão e padrão

O texto da PF não elenca nomes ao fazer uma análise da conjuntura política sobre as dinâmicas internas do STF, mas não há dúvidas de quem está falando. Moraes foi o relator das investigações da trama golpista, que levaram à prisão de Jair Bolsonaro, generais de alta patente e de centenas de manifestantes que participaram dos atos que culminaram com a invasão e a depredação da sede dos três poderes em Brasília.

O documento não tem autoria, não traz o brasão da República nem a padronização esperada em ofícios dessa natureza conforme a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública – mas não esconde suas intenções.

No entorno de Messias, a avaliação é a de que as digitais de Alexandre de Moraes estão por todas as partes e mostram que ele não desistiu de impedir uma nova indicação do advogado-geral da União. A interlocutores, o ministro tem dito que o relatório é uma vingança por não ter encampado a guerra da PF contra Mendonça.

O relatório da PF aponta até mesmo três elementos para contextualizar a relação entre Messias e Mendonça: as manifestações públicas de Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF; a rejeição da indicação do chefe da AGU para a vaga na Corte (pelo placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários); e a “matriz religiosa comum”, já que ambos são evangélicos.

Moraes se uniu a Alcolumbre e Flávio Bolsonaro para sabotar Messias

Em abril deste ano, Moraes se uniu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e à tropa de choque bolsonarista, capitaneada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), cada com a sua própria agenda, para impor uma derrota histórica ao governo Lula e barrar a indicação de Messias.

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna com seis fontes que acompanharam de perto a movimentação nos bastidores, entre integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico, Moraes se engajou para reforçar os pedidos de Alcolumbre na campanha pelos votos “não”, acionando emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso.

Na época, o plano de Moraes e de Alcolumbre era o de impedir o fortalecimento de Mendonça com uma eventual chegada de Messias ao STF em um momento no qual os casos Master e INSS fecham o cerco contra lideranças políticas de diferentes matizes políticos.

Além disso, Moraes até hoje não aceitou a decisão de Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes não só agiu em defesa de Pacheco, mas impediu que André Mendonça ganhasse um aliado no plenário.

O documento da PF confirma a campanha de Moraes contra Messias e evidencia que o ministro não desistiu da estratégia de influenciar os planos de Lula, nem que para isso seja preciso recorrer a um relatório apócrifo.

Malu Gaspar – O Globo

Opinião dos leitores

  1. A mídia continua podre! É claro que a direita não queria BESSIAS no STF, mas ninguém se uniu ao Xandão. Nem todo brasileiro é bom entendedor. Portanto, com isso, ela passa a sensação de uma união de Flávio Bolsonaro com Xandeco.

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Política

A nova fake news de Janja contra Flávio Bolsonaro

Reprodução

A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou um vídeo nas redes sociais com uma série de acusações contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno. As declarações foram rebatidas pelo PL.

Janja afirmou que Flávio acabaria com o Farmácia Popular, “enterraria” a proposta de fim da escala 6×1 e “destruiria” direitos das mulheres. Também disse que, em um eventual governo do senador, o crime organizado “vai dominar o Brasil”.

Em publicação nas redes sociais, o PL afirmou que o Farmácia Popular continuará distribuindo medicamentos gratuitos e classificou as afirmações de Janja como “fake news”.

Sobre a escala 6×1, Flávio de fato já se posicionou contra a proposta nos moldes atualmente discutidos no Senado, classificando a discussão como oportunista, e defende uma alternativa baseada na negociação da jornada entre trabalhadores e empregadores.

O vídeo de Janja ocorre dias após outra controvérsia envolvendo uma informação falsa relacionada a Nossa Senhora Aparecida, que também repercutiu durante a campanha.

Com informações de O Antagonista 

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Política

DESESPERO TOTAL: Apoiadores de Lula espalham panfletos apócrifos contra Flávio em paradas de ônibus do campus da UFRN

Os apoiadores do presidente Lula estão mesmo desesperados para reverter o resultado das urnas no primeiro turno e das pesquisas de intenção de voto que continuam colocando o candidato Flávio Bolsonaro na frente da corrida presidencial.

O Blog do BG recebeu imagens das paradas de ônibus do Campus Universitário com panfletos fixados contendo fake News, dizendo que Flávio vai acabar com direitos trabalhistas, como o décimo terceiro salário e as férias.

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Política

[VÍDEO] ACM Neto afirma que fará um “grande empenho na Bahia” para eleger Flávio

O candidato derrotado na eleição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (7) que fará um grande empenho na Bahia para eleger Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República no segundo turno.

“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, disse ACM Neto durante a oficialização do apoio da Federação União Progressista a Flávio.

Com informações do BNews

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Política

“ESCONDAM JANJA”: Coordenadora de Lula critica espaço da primeira-dama na campanha do PT

Primeira-dama, Janja da Silva, e ex-senadora Kátia Abreu (Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Agência Senado | Montagem: CCT)

A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, cobrou mais espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e criticou o protagonismo de Janja. A declaração foi feita em uma reunião fechada com coordenadores estaduais, nesta terça-feira (6), em Brasília. Ela confirmou a informação nesta quarta-feira (7).

“Janja está maior que o Alckmin na campanha. Isso está errado”, afirmou ela à GloboNews. De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o pedido por menos participação da primeira-dama e mais presença do vice foi aplaudido na reunião.

A ex-senadora também criticou a concentração de paulistas no comando nacional da campanha. Para ela, faltou diversidade e participação de lideranças regionais nas decisões.

Com informações do UOL

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Eleições 2026

PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal arquivou a apuração preliminar aberta para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A análise foi encerrada por falta de elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito formal.

O procedimento havia sido solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) após reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto do governo americano que previa US$ 1 milhão para iniciativas relacionadas a críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A apuração foi anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no dia do primeiro turno. Na ocasião, ele ressaltou que ainda se tratava de um procedimento preliminar. Com o arquivamento, a PF concluiu que as informações apresentadas não eram suficientes para comprovar uma interferência estrangeira no processo eleitoral.

Com informações da CNN

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Política

[VÍDEO] Apoiadores de Lula estariam usando a estrutura do DCE da UFRN para produzir panfletos contra Flávio


Leitores do Blog do BG enviaram um vídeo em que apoiadores do presidente Lula (PT) estariam imprimindo material de apoio ao petista e contra Flávio Bolsonaro (PL) nas dependências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As imagens mostram que a estrutura seria da impressora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que estaria confeccionando diversos panfletos contra o candidato do PL.

Não é a primeira vez que o blog recebe denúncias de aparelhamento de instituições públicas, como a UFRN, pela esquerda durante as eleições de 2026.

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Política

Álvaro participa de encontro nacional do PL e reforça mobilização para ampliar votação de Flávio Bolsonaro no RN

Divulgação

Reunião em Brasília reuniu Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, governadores, candidatos, aliados e principais lideranças nacionais do partido para definir estratégias do segundo turno

Álvaro Dias participou, nesta quarta-feira (7), em Brasília, de um grande encontro promovido pela campanha nacional e pela Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) para alinhar as estratégias da candidatura de Flávio Bolsonaro nesta reta final do segundo turno das eleições.

Realizada na sede nacional do PL, a reunião contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, do senador Rogério Marinho, do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, de Michelle Bolsonaro, além de governadores, senadores, deputados, candidatos, parlamentares eleitos, aliados e das principais lideranças nacionais da legenda.

O encontro teve como foco a definição das estratégias que serão adotadas em todo o país nos próximos dias de campanha. Álvaro participou das discussões e do alinhamento das ações que serão desenvolvidas no Rio Grande do Norte, onde o PL pretende intensificar a mobilização de suas lideranças e apoiadores.

“Viemos a Brasília para alinhar as estratégias nacionais com o trabalho que vamos desenvolver no Rio Grande do Norte. Agora é hora de intensificar a mobilização, unir nossas lideranças e trabalhar ainda mais para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no nosso estado”, afirmou Álvaro Dias.

Ele ressaltou que o PL e seus aliados no Rio Grande do Norte estarão empenhados durante todo o segundo turno, ampliando as ações nos municípios e buscando novos apoios para a candidatura presidencial.

“Vamos nos dedicar integralmente nesses próximos dias. Temos um grupo forte e mobilizado e vamos levar a mensagem de Flávio a todas as regiões do Rio Grande do Norte. Nosso objetivo é crescer, conquistar novos votos e dar uma contribuição ainda maior para a vitória de Flávio Bolsonaro”, concluiu Álvaro.

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Política

Lula teve três vezes mais votos que Flávio entre presos provisórios

Foto: Douglas Magno e Gledston Tavares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve quase três vezes mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) entre presos provisórios no primeiro turno. Foram 8,1 mil votos para Lula contra 2,6 mil para Flávio.

O levantamento analisou os registros de 243 seções eleitorais instaladas para receber votos de presos provisórios. Entre os demais candidatos, Augusto Cury teve 177 votos, Ronaldo Caiado, 168, e Renan Santos, 73.

O voto é permitido a presos provisórios que ainda não possuem condenação criminal transitada em julgado, já que não tiveram os direitos políticos suspensos. Já presos com condenação definitiva ficam impedidos de votar enquanto durarem os efeitos da condenação.

Na Papuda, porém, a disputa foi mais equilibrada: Lula recebeu 74 votos (47% dos válidos), enquanto Flávio teve 70 (44%).

Com informações do Metrópoles

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Política

[VÍDEO] Allyson não irá declarar apoio a Lula ou a Flávio e diz que se comportará igual ao primeiro turno


O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, voltou a evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial no segundo turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que respeita os eleitores que escolheram apoiar cada um dos candidatos.

A estratégia de Allyson é manter-se fora da polarização entre os presidenciáveis e evitar uma declaração explícita de apoio a qualquer um dos lados nesta reta final da eleição.

“Quem votou em mim sabia da minha posição. A minha posição, ela é a mesma. É de respeito ao cidadão que está se decidindo a apoiar um ou outro candidato”, declarou.

Allyson disse ainda que independentemente de quem seja eleito presidente, o próximo governador do Estado terá condições de dialogar com o Palácio do Planalto e apresentar as prioridades potiguares.

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Política

[VÍDEO] Caiado reage a colunista e dispara : “Contenha no seu petismo”


O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reagiu ao ser questionado pelo colunista Josias de Souza sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Durante a entrevista ao Canal UOL, Caiado reclamou com o jornalista de ter uma postura lulista e afirmou: “Contenha no seu petismo”.

O ex-governador também rejeitou a ideia de que seu apoio a Flávio seja incoerente e defendeu que sua trajetória política deixa claro seu posicionamento na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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