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Manifestações por anistia a presos pelo 8/1 acontecem hoje; entenda motivo e quem apoia

Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

Lideranças de direita no Brasil vão às ruas neste domingo (16) para manifestações a fim de pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas ocorridos em Brasília em 8 de janeiro de 2023. Às 10h, está previsto um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Às 14h, devem acontecer outras manifestações, sem o apoio de Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo, e em cerca de 200 cidades (leia mais abaixo).

Além da anistia, o ato convocado por Bolsonaro deve ter protestos em prol da liberdade de expressão e contra o julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a denúncia contra o ex-presidente pela suposta participação dele em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Deputados e senadores do PL, partido de Bolsonaro, foram convocados para a manifestação no Rio. Além disso, conforme apurou o R7, ao menos três governadores confirmaram presença: Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC). O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), ainda avalia se vai.

O R7 procurou outros governadores considerados aliados de Bolsonaro. Ratinho Jr. (PSD-PR) informou que não vai à manifestação, apesar de dizer concordar com a anistia. “Não vou. Nunca fui a esses eventos. Acho que a anistia deve ser revista, tem gente injustiçada, mas não vou”, declarou. Romeu Zema (Novo-MG) não retornou até a publicação desta reportagem.

Segundo apurou o R7, o evento deve ter os discursos de Bolsonaro e das seguintes autoridades: os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP); os senadores Magno Malta (PL-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ); e os governadores Cláudio Castro e Tarcísio de Freitas.

Neste domingo, devem comparecer ao ato no Rio:

  1. Jair Bolsonaro
  2. Valdemar Costa Neto, presidente do PL
  3. Governador Cláudio Castro
  4. Governador Tarcísio Freitas
  5. Governador Jorginho Melo
  6. Governador Mauro Mendes
  7. Senador Flávio Bolsonaro
  8. Senador Magno Malta
  9. Senador Portinho
  10. Senador Rogério Marinho
  11. Senador Bagatoli
  12. Senador Izalci Lucas
  13. Senador Wilder
  14. Senador Wellington Fagundes
  15. Senador Cleitinho
  16. Deputado Eduardo Bolsonaro
  17. Deputado Marcio Alvino
  18. Deputado Nikolas Ferreira
  19. Deputado Altineu Cortês
  20. Deputado Sostenes Cavalcante
  21. Deputado Gustavo Gayer
  22. Deputado Coronel Zucco
  23. Deputado Hélio Lopez
  24. Deputado Rodrigo Valadares
  25. Deputado Estadual Anderson Moraes
  26. Deputado Estadual Gualberto
  27. Presidente ALESP, André do Prado
  28. Deputada Chris Tonietto
  29. Vereador Carlos Bolsonaro
  30. Vereadora Priscila Costa
  31. Viúva de Clezão (preso do 8 de Janeiro que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília), com 2 filhas
  32. Prefeito de Cuiabá (MT) Abílio Brunini
  33. Deputado Distrital Thiago Manzoni
  34. Deputado Federal Capitão Alberto Neto
  35. Deputado Federal Carlos Jordy
  36. Deputado Federal Rodolfo Nogueira
  37. Deputado Federal Bibo Nunes
  38. Deputado Federal Maurício do Vôlei
  39. Deputado Estadual João Henrique (PL/MS)
  40. Deputado Federal Allan Garcez
  41. Deputado Estadual Carmelo (Pres PL Jovem)
  42. Vereadora Bella Carmelo
  43. Deputado Estadual Caporezzo (PL/MG)
  44. Deputado Estadual Rogério Barra (PL/BA)
  45. Deputado Federal Delegado Éder Mauro
  46. Deputado Federal Adilson Barroso
  47. Delegado Federal Delegado Caveira
  48. Deputado Federal Cherini
  49. Deputado Federal Paulo Bylinsky
  50. Deputado Federal Evair de Melo
  51. Ex-ministro João Roma
  52. Ex-ministro Marcelo Queiroga
  53. Deputado Federal Cabo Gilberto Silva
  54. Deputado Federal Maurício Carvalho
  55. Deputado Federal Capitão Alden
  56. Deputado Federal Sargento Fahur
  57. Deputado Federal Davi Soares
  58. Deputado Federal Coronel Chrisostomo
  59. Deputado Federal Reinold Stephanes
  60. Deputado Federal Sanderson
  61. Deputado Federal Roberto Monteiro
  62. Deputado Federal General Girao
  63. Deputado Federal Júnior Amaral
  64. Deputado Federal André Fernandes
  65. Deputado Federal Sargento Gonçalves
  66. Deputado Federal Gilvan da Federal
  67. Deputado Federal Pastor Jaziel
  68. Deputado Federal General Pazuelo
  69. Deputado Federal Pastor Eurico
  70. Deputado Federal Mario Frias
  71. Deputado Federal José Medeiros
  72. Deputada Federal Carol de Toni
  73. Deputado Federal Luiz Lima
  74. Deputado Federal Filipe Barros
  75. Deputado Federal Alexandre Ramagem
  76. Vereadora Moana Valadares
  77. Padre Kelmon
  78. Bolsonaro organiza outra manifestação em prol da anistia em 6 de abril, às 14h, na Avenida Paulista.

Manifestações paralelas

As manifestações marcadas para as 14h em outras cidades devem focar no impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também defender a anistia pelo 8 de Janeiro, conforme informou ao R7 Guilherme Sampaio, coordenador e fundador do movimento Reforma Brasil, que está organizando os atos. Algumas capitais que devem ter atos, além de São Paulo, são Brasília (DF), Maceió (AL), Macapá (AP) e Salvador (BA).

Até a publicação desta reportagem, Sampaio não soube informar quais autoridades compareceriam aos atos, mas explicou que deputados e senadores devem ir aos protestos. Em SP, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deve marcar presença. Bolsonaro estava desestimulando mais manifestações neste domingo em outras cidades a fim de concentrar um grupo maior no Rio.

Um ato convocado para Belo Horizonte (MG), por exemplo, foi cancelado, apesar de ter o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira, aliado de Bolsonaro. Há algumas semanas, o parlamentar informou que o protesto não iria mais acontecer.

PL da Anistia

Conforme mostrou o R7, a proposta de anistia aos presos pelo 8 de Janeiro pode ter uma versão mais “branda” a fim de ganhar celeridade e votos na Câmara. Deputados de oposição avaliam uma anistia parcial aos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Na avaliação dos parlamentares, isso tornaria o texto menos radical. Ao todo, os condenados pelo 8 de Janeiro foram enquadrados em cinco crimes: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público.

Conforme o STF, a maioria dos condenados teve as ações classificadas como graves. As penas para esses réus variam de três anos a 17 anos e seis meses de prisão.

A anistia estudada, em vez de total, perdoaria os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. A oposição acredita que tais condenações são injustas, pois considera que os atos não foram uma tentativa de golpe de Estado.

Assim, as penas poderiam ser reduzidas e enquadradas apenas em dano qualificado e deterioração de patrimônio. Os condenados pelos atos extremistas então poderiam cumprir as penas em regime semiaberto.

A proposta que livra os condenados pelo 8 de Janeiro tramita na Câmara dos Deputados em uma comissão especial, mas sem qualquer perspectiva de data para ser apreciada. A oposição alega ter votos para aprovar o texto, mas ainda precisa de conjuntura e vontade política para isso.

Desse modo, segundo relataram parlamentares ao R7, as manifestações da direita nas ruas poderiam “acelerar” a tramitação da matéria.

R7

Opinião dos leitores

  1. Não vi na lista os nomes de João Maia e Benes Leocádio, ambos eram de direita quando Bolsonaro era o Presidente.

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Carnaval de Natal e ultrapassa 1 milhão de foliões; público mais que dobra em 2026

Foto: Reprodução/SECOM

O Carnaval de Natal 2026 entrou para a história. A festa reuniu 1,065 milhão de foliões, somando as prévias e os dias oficiais entre 12 e 17 de fevereiro, nos polos espalhados pela capital. O número, confirmado pela Prefeitura, representa um salto de 109% em relação a 2025, quando o público foi de 509,1 mil pessoas, segundo levantamento do Fecomércio RN.

Além do crescimento expressivo de público, a expectativa da gestão municipal é de aumento na movimentação econômica. Em 2025, a folia injetou R$ 196,8 milhões na economia local. Para este ano, a secretária de Cultura, Iracy Azevedo, projetou um avanço entre 10% e 20% na geração de renda com negócios e serviços. Segundo ela, o retorno sobre o investimento pode alcançar patamares ainda mais elevados.

O secretário de Turismo, Sanclair Solon, destacou que o evento fortalece toda a cadeia produtiva ligada ao setor, que envolve mais de 70 segmentos. Ele também ressaltou o trabalho de promoção do destino em âmbito nacional e internacional, com roadshows, capacitação de agentes de viagens e parcerias com entidades do trade turístico.

Polos lotados e recordes de público

A Avenida da Alegria, na Redinha, foi um dos grandes destaques, reunindo cerca de 500 mil pessoas ao longo da programação. O sábado (14) concentrou 120 mil foliões no polo, com shows da Banda Grafith, Banda Mel e Capilé.

No domingo (15), 80 mil pessoas ocuparam a Praia de Ponta Negra e 60 mil estiveram na Redinha. A segunda-feira (16) levou 90 mil foliões a Ponta Negra, 80 mil à Redinha e 35 mil ao Ginásio Nélio Dias, na zona Norte. Já na terça-feira (17), foram 70 mil pessoas em Ponta Negra e 60 mil no Ginásio.

A abertura oficial ocorreu no Largo do Atheneu, em Petrópolis, com o tradicional Baile de Máscaras e a entrega da chave da cidade ao Rei Momo e à Rainha do Carnaval. A programação seguiu até a terça-feira, com encerramento marcado ainda pelos tradicionais blocos da Quarta-feira de Cinzas.

Em 2026, a Prefeitura investiu cerca de R$ 18 milhões no evento. As prévias aconteceram nos dias 6 e 7 de fevereiro, e os polos oficiais incluíram Avenida da Alegria, Ginásio Nélio Dias, Praia de Ponta Negra, Petrópolis e Centro Histórico, além de edição especial da Segunda do Vagabundo, nas Rocas.

Com informações da Tribuna do Norte e de Fecomércio RN

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Geral

Greve contra reforma de Milei paralisa aeroportos e cancela voos entre Brasil e Argentina

Foto: X.com/Aerolineas Argentinas

A greve geral convocada por centrais sindicais da Argentina contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei provocou uma onda de cancelamentos e atrasos em voos entre o Brasil e o país vizinho nesta quinta-feira (19). A paralisação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina debate o projeto, já aprovado pelo Senado.

A mobilização foi liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e tem duração prevista de 24 horas. Com a adesão de pilotos, trabalhadores aeroportuários e até funcionários responsáveis pelo abastecimento de aeronaves, o impacto no setor aéreo foi imediato.

A Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e gerando prejuízo estimado em US$ 3 milhões. Desses, 21 voos envolviam rotas de ida ou volta ao Brasil.

Outras companhias que operam entre os dois países também registraram alterações. A Gol Linhas Aéreas informou que a paralisação comprometeu as operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, levando ao cancelamento de parte dos voos. A LATAM Airlines afirmou que precisou ajustar sua malha aérea após sindicatos da Intercargo — responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos argentinos — aderirem ao movimento. Segundo a empresa, alguns voos podem sofrer mudança de horário ou data.

A JetSMART cancelou todos os voos domésticos na Argentina e os internacionais desta quinta-feira, medida que atinge 96 operações e cerca de 17 mil passageiros. Já a Flybondi transferiu suas operações do Aeroporto Jorge Newbery para o Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, mas informou que seus voos internacionais, incluindo os com destino ao Brasil, foram mantidos.

A greve amplia a pressão sobre o governo Milei em meio à tramitação de mudanças estruturais nas leis trabalhistas, enquanto passageiros enfrentam incertezas e prejuízos com a interrupção das viagens.

Com informações da CNN

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Geral

Câmara de Natal confirma adiamento da abertura do ano legislativo

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal do Natal confirmou o adiamento da Sessão Solene de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para o dia 19 de fevereiro. A nova data definida é 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), às 9h.

De acordo com a Casa Legislativa, a mudança ocorreu em razão da impossibilidade de comparecimento do prefeito Paulinho Freire por questões de saúde. A medida, segundo a Câmara, busca assegurar a harmonia entre os poderes e garantir a presença do chefe do Executivo para a leitura da tradicional Mensagem Anual.

O adiamento foi oficializado por meio do Ato da Presidência nº 03/2026.

Confira a nota na íntegra:

A Câmara Municipal de Natal informa que a Sessão Solene de Abertura dos Trabalhos Legislativos, anteriormente agendada para o dia 19 de fevereiro, foi adiada para o dia 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), às 09h.

A alteração ocorre em virtude de impossibilidade de comparecimento do Chefe do Poder Executivo por questões de saúde, visando garantir a harmonia institucional e a presença do Prefeito para a leitura da Mensagem Anual, conforme o Ato da Presidência nº 03/2026.

Câmara Municipal de Natal

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Política

Petistas silenciam sobre rebaixamento de escola de samba que fez desfile sobre Lula

Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Parlamentares alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitaram comentar publicamente o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao petista. A escola acabou ficando na última colocação do Grupo Especial, resultado que foi explorado por adversários políticos nas redes sociais.

Entre nomes próximos ao Planalto, o senador Randolfe Rodrigues e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, se manifestaram sobre a apuração do carnaval carioca, mas sem mencionar diretamente o rebaixamento da agremiação. Randolfe destacou as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs, enquanto Freixo parabenizou a Viradouro pela conquista do título.

Do outro lado, integrantes da oposição associaram a baixa pontuação ao enredo sobre o presidente. O senador Flávio Bolsonaro ironizou o resultado, afirmando que Lula seria “uma ideia ruim” tanto para governar quanto para samba-enredo. Já Carlos Bolsonaro criticou o uso de recursos públicos e classificou o desfecho como “derrota humilhante”. O deputado Nikolas Ferreira também comentou o episódio, relacionando o rebaixamento à situação do país sob o atual governo.

Aliados do presidente avaliam que o episódio pode gerar desgaste, especialmente junto ao eleitorado evangélico, que reagiu a uma das alas do desfile, intitulada “Neoconservadores em conserva”. A ala representava diferentes segmentos conservadores, incluindo grupos religiosos, o que motivou críticas de lideranças religiosas e entidades como a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a OAB-RJ.

Na esfera jurídica, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, pedidos para impedir o desfile sob alegação de propaganda eleitoral antecipada. Os ministros entenderam que barrar a apresentação antes da avenida configuraria censura prévia, mas deixaram aberta a possibilidade de punição caso fossem constatadas irregularidades. Nos bastidores, integrantes do PT defendem aguardar o arrefecimento das críticas antes de avaliar eventuais impactos políticos do episódio.

Com informações do O Globo

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Geral

Presidente da FEBRAC alerta que fim da escala 6×1 pode elevar custos, gerar desemprego e reajustes de preços

Foto: Divulgação

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) manifesta preocupação com o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Segundo o presidente nacional da entidade, o empresário potiguar Edmilson Pereira, uma mudança imposta de forma abrupta, sem diálogo técnico e sem medidas compensatórias, pode gerar impactos significativos para o setor produtivo, especialmente para as pequenas e médias empresas que concentram grande parte dos empregos formais no Brasil. “É preciso haver uma ampla discussão, pois trata-se de uma iniciativa que pode resultar em repasses de preços, perda de competitividade, avanço da informalidade e até redução de postos de trabalho, o que implica no desemprego de pessoas”, detalha Edmilson.

Destacando que, embora o debate sobre qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso seja legítimo, Edmilson lembra que o setor de serviços — que inclui limpeza, facilities, gestão de resíduos e recursos humanos — é hoje um dos principais pilares da geração de empregos no país. Dados do Novo Caged indicam que, entre janeiro e julho de 2025, o segmento registrou saldo positivo superior a 80 mil vagas formais. Trata-se de uma atividade intensiva em mão de obra, com contratos atrelados a licitações públicas e privadas, margens reduzidas e elevada carga tributária sobre a folha de pagamento.

Para a Febrac, a redução da jornada sem redução salarial implicaria aumento direto dos custos operacionais. Empresas que operam sete dias por semana (como hospitais, escolas, aeroportos e prédios públicos) teriam de ampliar seus quadros para manter a mesma oferta de serviços. O impacto financeiro tende a ser expressivo: ao manter o salário para menos dias trabalhados, o custo diário do empregado aumenta, exigindo novas contratações para cobrir a escala. Esse acréscimo pode superar 20% em determinados segmentos, pressionando contratos e reajustes de preços ao consumidor.

“Uma alteração desse porte precisa ser amplamente debatida. Mudanças precipitadas podem produzir desequilíbrios econômicos e sociais que atingem principalmente as pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorção de custos adicionais”, afirma o presidente da Febrac, Edmilson Pereira.

Além do impacto direto na folha, Edmilson Pereira ressalta que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias incidentes sobre o emprego formal. Encargos trabalhistas e previdenciários elevam substancialmente o custo de contratação. Sem medidas como a desoneração da folha ou uma transição gradual, o peso da mudança tende a recair exclusivamente sobre o empregador, e, por consequência, sobre a sociedade.

Diante disso, a Febrac também observa que a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil já gira em torno de 39 horas — semanais, um valor inferior ao limite legal máximo de 44 horas previsto na Constituição Federal —, fruto de negociações coletivas e arranjos setoriais. Para a entidade, o modelo atual permite flexibilidade e adaptações conforme a realidade de cada segmento econômico. A imposição de uma regra única desconsidera a diversidade produtiva do país e pode comprometer serviços essenciais prestados à população.

“Essa proposta deve ser discutida no âmbito das convenções coletivas, respeitando as especificidades de cada setor. Sem uma transição responsável e sem a divisão equilibrada dos custos, inclusive com participação do Estado por meio da redução de encargos, corremos o risco de prejudicar exatamente o trabalhador que se pretende beneficiar”, destaca Edmilson Pereira.

A Federação finaliza reforçando que não é contrária ao debate sobre modernização das relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança estrutural seja construída com responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade econômica. Para a entidade, o foco deve estar no impacto para toda a sociedade, garantindo a preservação do emprego formal, da competitividade das empresas e da continuidade dos serviços essenciais.

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Geral

Prefeito Paulinho Freire é hospitalizado com virose e adia leitura da Mensagem Anual na Câmara de Natal

Foto: Reprodução

O prefeito Paulinho Freire foi hospitalizado na noite desta quarta-feira (18) após apresentar sintomas de virose. Em razão do quadro de saúde, ele não participará da Sessão de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para acontecer nesta quinta-feira.

A informação foi confirmada pela Prefeitura do Natal. Com a ausência do chefe do Executivo, a Câmara Municipal do Natal irá remarcar a solenidade para a próxima segunda-feira (23), às 9h, quando o prefeito deverá realizar a leitura da tradicional Mensagem Anual.

O comunicado é assinado pelo secretário municipal de Governo, José Serafim da Costa Neto. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do prefeito, apenas a informação de que ele apresentou sintomas de virose.

Confira a nota na íntegra:

NOTA

O prefeito Paulinho Freire foi hospitalizado na noite desta quarta-feira (18), com sintomas de virose.

O quadro impossibilita a participação na Sessão de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para amanhã.

A Câmara Municipal do Natal agendará uma Sessão Especial para a próxima segunda-feira, dia 23/02, às 09h, quando será realizada a leitura da Mensagem Anual pelo Prefeito.

José Serafim da Costa Neto
Secretário Municipal de Governo

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Economia

Correios reconhecem “ciclo vicioso de prejuízos” e rombo pode passar de R$ 9 bi em 2026

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos admitiu, em documento interno da Diretoria Econômico-Financeira (Diefi), que a estatal entrou em um “ciclo vicioso de prejuízos”, marcado por perda de clientes, queda de receitas e deterioração operacional. O relatório aponta que a piora no desempenho foi determinante para os resultados negativos acumulados nos últimos trimestres.

A matéria é do g1. Segundo a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo, a baixa qualidade operacional reduziu a geração de caixa e comprometeu a regularização de obrigações. O documento destaca que grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita — passaram a negociar contratos de forma mais rígida, frustrando expectativas de recuperação financeira.

Até setembro de 2025, os Correios acumularam R$ 3,7 bilhões em débitos com fornecedores, empregados e tributos. O caixa também encolheu: entre janeiro e setembro, as entradas somaram R$ 16,94 bilhões, contra R$ 18,37 bilhões no mesmo período de 2024 — queda de 17,6%. A redução nas entradas de recursos chegou a R$ 3,23 bilhões. No mesmo intervalo, as saídas totalizaram R$ 16,68 bilhões.

Para tentar conter a crise, a estatal contratou R$ 13,8 bilhões em empréstimos ao longo de 2025, embora a maior parte dos recursos tenha sido incorporada ao caixa apenas no fim de dezembro. A projeção revisada indica prejuízo de R$ 5,8 bilhões em 2025. Para 2026, a estimativa é ainda mais preocupante: déficit de R$ 9,1 bilhões, sinalizando que o cenário de instabilidade financeira pode se aprofundar.

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Política

Mendonça promete “carta branca” à PF no caso Master e sinaliza mudança de rumo no STF

Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as investigações. Segundo relatos confirmados pelo gabinete do magistrado, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória e pretende tratá-lo com “extrema correção”.

A declaração foi interpretada nos bastidores como um gesto de respaldo à PF após os embates com o ex-relator do caso, Dias Toffoli. Durante sua condução, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação, determinando que materiais apreendidos permanecessem sob análise exclusiva de peritos indicados por seu gabinete.

O tema também expôs divergências internas na Corte. O ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à atuação da PF em reunião reservada que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria. Moraes teria afirmado que, caso surgissem achados envolvendo autoridades com prerrogativa de foro, a investigação não poderia prosseguir nesses termos, sob risco de nulidade.

O caso envolve apurações relacionadas ao Banco Master, incluindo um contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da esposa de Moraes. A nova condução do processo por Mendonça é vista como um divisor de águas dentro do Supremo, tanto pela relevância jurídica quanto pelas tensões institucionais já expostas.

Com informações da CNN

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VÍDEO: Enredo pró-Lula mobiliza R$ 9,6 milhões e inclui agendas no Planalto

Vídeo: Reprodução/Instagram

A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano, que teve como tema a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os valores vieram da Prefeitura de Niterói, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do governo federal — por meio da Embratur — e da Riotur, ligada à Prefeitura do Rio.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também contou com envolvimento direto de integrantes do governo. A primeira-dama Janja da Silva esteve na quadra da escola em duas ocasiões, em outubro de 2025 e fevereiro deste ano. Na última visita, foi acompanhada da ministra Anielle Franco, que divulgou o encontro nas redes sociais ao lado do presidente da agremiação, Wallace Palhares.

Registros oficiais apontam ainda que Palhares foi recebido ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, em reuniões com a ministra Gleisi Hoffmann. Também participaram dos encontros André Ceciliano, o deputado Lindbergh Faria e o vereador Anderson Pipico (PT), de Niterói.

Do total repassado à escola, R$ 1 milhão veio da Embratur — mesmo valor destinado às demais integrantes do Grupo Especial. O Governo do Rio aportou R$ 2,5 milhões dentro de contrato de patrocínio com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A Prefeitura de Niterói contribuiu com R$ 4 milhões, enquanto a Riotur repassou R$ 2,15 milhões.

Apesar do investimento e da visibilidade política, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, a menor pontuação do Grupo Especial do carnaval carioca, e acabou rebaixada para a Série Ouro no próximo ano.

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Pior desempenho em 4 anos: Acadêmicos de Niterói teve nota mais baixa desde 2022

Foto: Reprodução/Instagram

Fundada há apenas 7 anos, a Acadêmicos de Niterói, escola que fez homenagem ao presidente Lula (PT), recebeu a pior nota de um Grupo Especial do Rio desde 2022. Com apenas 264,6 pontos de 270 possíveis, a agremiação ficou em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos perdeu pontos em todos os 9 quesitos avaliados pelos jurados. As piores notas foram em fantasia (29) e alegorias e adereços (29,1). O único 10 veio para o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, com dois jurados dando nota máxima.

Antes da apuração, a escola também foi multada em R$ 80 mil por problemas na dispersão do desfile, mas não perdeu pontos. O desafio principal da Acadêmicos de Niterói era evitar o chamado “efeito iô-iô”, quando uma escola sobe para o Grupo Especial e cai no ano seguinte — fenômeno raro, ocorrido apenas cinco vezes nos últimos 25 anos.

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