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Marcelo Yuka, ex- O Rappa: ‘Estão vencendo, no Brasil de hoje, a truculência, o fascismo e a burrice’

MARCELO-YUCA-460x690Treze anos depois de levar nove tiros – que o colocaram para sempre em uma cadeira de rodas –, Marcelo Yuka ainda convive com uma inquietação. Quer entender como seu destino se cruzou com o daqueles que o alvejaram na esquina das ruas Andrade Neves e José Higino, na Tijuca, no Rio. “Quero chegar um dia, chamar para tomar uma cerveja e perguntar o que aconteceu. Talvez eles me deem esse direito”, disse o músico, que se denomina um dos “últimos pacifistas”.

Mas Yuka não quer restringir sua história a esse episódio. Para tanto, lança, quarta-feira, na Fnac da Paulista, sua biografia Não se Preocupe Comigo, escrita em parceria com Bruno Levinson: “O público identifica os tiros e a saída d’O Rappa como as grandes coisas a serem ditas sobre mim, porque só conhece isso. Mas existem outros momentos importantes, inclusive aqueles que ainda estão por vir. A história é minha e sei exatamente onde colocar os pesos”.

E os pesos, hoje, para ele – que foi vice de Marcelo Freixo em 2012 – se dividem em muitos. Voltar ao mar, em uma travessia Rio-Niterói, de caiaque; finalizar seu disco solo; abrir uma exposição com suas pinturas; e, como não poderia deixar de ser, manter viva a reflexão sobre a violência. “A guerra se dá quando o Estado assume que terminou o diálogo. E o Estado não foi feito para se curvar à falta de diálogo. Existe um pensamento burro no ar”, afirmou em entrevista à coluna, em sua casa, no Rio. E a política? Pensa em voltar a se candidatar? “De maneira nenhuma. Mas se o Freixo me pedir…” Ele continua filiado ao PSOL – ou, como gosta de dizer, “filiado ao Freixo”.

A personalidade inquieta já era conhecida de suas letras em O Rappa. Foi ele quem compôs grandes sucessos da banda – como Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) –, com a qual rompeu menos de um ano depois dos tiros. “Confesso que me perturba ainda estar agarrado a essa história. Não que tenha vergonha de ter vivido, nem de ser associado a ela. Faz parte da minha biografia e eu a assumo, mas isso não quer dizer que vou defender essa parte como a coisa mais importante de minha vida.”

A seguir, os melhores trechos da entrevista.

Sabe o que aconteceu com os que atiraram em você?

Em certa altura do filme (o documentário ‘Marcelo Yuka no Caminho das Setas’, de Daniela Broitman), quis encontrar um deles e fazer uma entrevista. Não era para ser incriminatório. Queria entender o que estavam fazendo ali, quem eles estavam roubando. E como meu destino cruzou com o deles. Queria e sempre vou querer entender. Mas a Daniela não levou adiante, acho que teve medo.

Sabe quem eles são?

Sei alguma coisa, que alguns foram presos, outros não. Sei de onde são. Até já estive lá algumas vezes. E pediram para eu sair da comunidade. Mas quero chegar um dia, chamar para tomar uma cerveja e perguntar o que aconteceu. Talvez eles me deem esse direito.

Você já disse que há muito folclore sobre a sua vida.

A história de que salvei a moça (que estava sendo assaltada no momento em que ele foi baleado). Estou há 13 anos falando que não salvei ninguém e até hoje passo na rua e as pessoas falam: “Olha lá o cara que salvou a menina”. Já desisti. Hoje em dia, falo que sou eu mesmo. (risos)

Encontrou-se com ela depois?

Sim. Aliás, achei muito decente ela não ter capitalizado o que aconteceu. Ela é bonita, podia ter posado nua, essas coisas, mas nunca a vi dando entrevista nem nada. Um dia, estava almoçando com meu fisioterapeuta e ela se aproximou. Até achei que era jornalista, mas vi o rosto de quem estava na mesa mudar. Ela falou pra mim: “Você sabe quem eu sou? Nunca me viu antes?”. E começou a chorar. Eu pensei: “Porra, fudeu! Será que sou pai do filho dela?” (risos). Ela falou: “Sou a pessoa que você salvou”. Falei que não era, porque nunca tinha salvado ninguém. E ela: “Pra mim e pra minha família, você roubou o destino que era para mim”.

E o que foi que você disse naquela hora?

Que, do fundo do meu coração, nem sabia que ela estava ali. Mas não adianta falar. A ideia de que eu posso ter sido esse cara, com esse perfil, é tão mais fascinante do que ter sido tudo ao acaso… Essa é a construção do mito.

Como alguém que estuda violência, qual sua opinião sobre os “justiceiros do Rio”, que amarraram um garoto no Flamengo?

Cara, não vivi o período de ditadura militar, mas acho que existem fatos sociais que “startam” uma mudança ou uma possibilidade de sair do armário. Quando o José Padilha exibiu o primeiro Tropa de Elite, um pensamento saiu do armário – tenho certeza de que ele não queria isso. Mas toda vez em que o Capitão Nascimento torturava e matava um bandido no filme, a plateia comemorava como se fosse um gol.

Qual é esse pensamento?

Há, hoje em dia, um discurso de que existe um inimigo público número um – que é o narcotráfico. E esse inimigo, diz o poder, cria “pessoas matáveis”. O narcotraficante virou uma pessoa matável. Se repararmos, quando tem invasão no morro, fala-se em morte de traficantes e não de pessoas. E a sociedade olha assim: “Não foi uma atitude violenta, só morreu traficante”. Opa, espera aí! Olha o pensamento reaça, uma cadeia de pensamento que vem crescendo e que hoje é exposta de peito aberto. O que significa que, o que está vencendo, é a truculência, o fascismo, a burrice. Vejo tudo interligado.

Interligado como?

Outro dia, um ator que nem sei o nome (Caio Castro) deu uma entrevista para a Marília Gabriela dizendo que não lia e não gostava de teatro. Entendo que é um direito dele falar o que falou, mas só teve coragem porque existe um pensamento burro no ar que o respalda. E esse pensamento é reacionário. Ele teve um conforto – que nem sabe de onde veio – para falar de peito tão aberto assim. É o mesmo conforto do cara que fala “traficante tem de morrer” e dos meninos do Flamengo – que apelidei de JEF, Jovens Espancadores do Flamengo.

No documentário, você fala da vontade que tem de conversar com o dono da Taurus. Você também fez parte do Estatuto do Desarmamento…

Parece que toda a luta que eu tinha se resumiu a depois da cadeira. Mas a verdade é que há muitos anos eu já estava envolvido com a questão do desarmamento. O que me chamou a atenção foi que precisei fazer uma ressonância magnética – e tinha de saber qual o material da munição. Na época do exame, escrevi um documento com meu advogado, perguntando isso aos fabricantes de armamentos e de munição. E todos eles mandaram como resposta um documento judicial que lhes assegurava o direito de não responder. Se sou vítima daquele artefato, por que eles se respaldam na lei pelo direito de não me informar? Além do quê, essa coisa de arma de fogo é medieval. Assegurar o direito à arma é a maior prova do uso do medo como ação política. Cada vez que a gente dá um passo para a frente, continua ainda muito conservador e retrógrado.

Quando se deve usar a arma?

O cerne do meu ponto de vista é que a arma de fogo é o fim da tolerância. A guerra se dá quando a tolerância termina. E não há regras numa guerra. Isso só acontece a partir do momento em que o Estado assume que terminou o diálogo. E terminar o diálogo é uma posição política absoluta, ditatorial. O Estado não foi feito para se curvar à falta de diálogo, mas, sim, para promover sua importância. Não enxergo as manifestações como causa, mas como consequência. Sou, talvez ingenuamente, um dos últimos que se assume como pacifista.

Acha que isso está presente nas manifestações?

As manifestações vêm mostrando que não existem armas não letais. Estive nos protestos e quase morri duas vezes. Por motivos óbvios, não pude correr. Fiquei gritando “sou aleijado, sou aleijado”. Quando cheguei ao protesto, as pessoas me olharam na cadeira de rodas e te confesso que meu ego inflou quando me perguntaram: “E aí, Yuka, o que a gente faz?”. Me senti um coronel no front e disse: “A rua é pública, temos de ganhar posição”. (risos) Esse negócio de “efeito moral” não é só moral, não. Se aquela porra bater em você, você tá fodido.

Nesse contexto, falou-se em lei antiterrorista.

Está vendo como há uma mentalidade reaça no ar? O que não entendo é como pessoas que militaram e viveram o período da ditadura não estão se posicionando. Tem muito mais gente com poder de pressão social. Até porque se mata mais hoje do que se matou naquele período.

Acha que vai ter Copa?

Não sei se vai ter Copa… acho que sim. Mas, cada vez mais, acho importante a frase “não vai ter Copa”. É a única que pode ser gritada nas ruas hoje e que tem poder de pressão social. Não amedronta só o Estado, mas também as corporações, o mercado. Quando se grita isso, não quer dizer que não vai ter. Quer dizer que vai ser perturbador.

O que acha dos rolezinhos?

Não existe nada mais nazista no Brasil dos últimos 20 anos do que a proibição dos rolezinhos. Foi pior até que a proibição do funk aqui no Rio de Janeiro. Já estamos acostumados a ver a agressividade do Estado que mata muito, mas institucionalizar esse tipo de preconceito é outra história. Estamos perto da barbárie mesmo.

E a ideia de que a Polícia não tem motivos para tratar bem a sociedade, porque é maltratada por ela?

A questão é mais profunda. A polícia não nasceu para tomar o partido da sociedade. Nasceu para tomar partido do poder e, como tal, cumpre muito bem seu papel.

Como está a sua não-relação com O Rappa?

Esse livro é um marco dessa história. De agora em diante, quando me perguntarem o que acho disso, posso responder “leia o livro”. Confesso que me perturba ainda estar agarrado a essa história. Não que tenha vergonha de ter vivido, nem de ser associado a ela. Faz parte da minha biografia e eu a assumo. Mas não quer dizer que vou defender essa parte como a mais importante da minha vida. O público identifica os tiros e a saída d’O Rappa como os grandes fatos a serem ditos sobre mim, porque só conhece isso. Mas existem outros momentos importantes, inclusive os que ainda estão por vir. A história é minha e sei exatamente onde colocar determinado peso.

O Falcão disse que nunca mais cantaria suas músicas.

Canta até hoje. E mais do que isso: foram feitos não sei quantos acústicos. Costumo dizer que O Rappa é a maior banda cover de si mesma do mundo. Porque eles estão repetindo, repetindo. Sou capaz de admitir que fui e sou um músico idiota, ridículo e medíocre, mas tenho conceito. Sei o peso musical que tive n’O Rappa, principalmente no Lado B, Lado A. Sei o peso que tenho, musicalmente, naquilo ali.

Tem ligação com o Freixo?

Quase que homoafetiva. (risos) Quando um homem em um cargo público é procurado pelas mais diferentes pessoas, é louvável. Quer dizer que estabelece um diálogo. No começo dos nossos encontros como candidatos (à prefeitura do Rio, em 2012), ele falou: “Se a gente ganhar, vamos fazer um bom governo, inclusive para o Eduardo Paes e para o Sérgio Cabral. Quero que a rua em que eles moram seja tão boa quanto as ruas na favela. Aí é que é diferente! Temos de esquecer as diferenças partidárias. Administração não tem rancor”. Ou seja, Mandela estava certo.

MARILIA NEUSTEIN E THAIS ARBEX – Estadão

Opinião dos leitores

  1. O SILÊNCIO É ELOQUENTE!
    E DEIXA TODO MUNDO INDIFERENTE
    A VIOLÊNCIA COMBATIDA COM VIOLÊNCIA
    É O MESMO QUE COMBATER FOGO COM FOGO
    MARCELO YUKA CALOU PROFUNDA E FUNDAMENTADAMENTE
    O PENSAMENTO MEDÍOCRE QUE JUSTIFICA A VOLTA DA BARBÁRIE DE ESTADO CHAMADA FASCISMO.
    Para os da terrinha que sonham em ser heróis guerreiros anti corrupção, Marcos Aurélio traçou uma lista bem interessante para começar os trabalhos por aqui mesmo, não é mesmo?
    Quem se habilita?

  2. PERFEITO COMENTÁRIO!
    Quando se deve usar a arma?
    "O cerne do meu ponto de vista é que a arma de fogo é o fim da tolerância. A guerra se dá quando a tolerância termina. E não há regras numa guerra. Isso só acontece a partir do momento em que o Estado assume que terminou o diálogo. E terminar o diálogo é uma posição política absoluta, ditatorial. O Estado não foi feito para se curvar à falta de diálogo, mas, sim, para promover sua importância. Não enxergo as manifestações como causa, mas como consequência. Sou, talvez ingenuamente, um dos últimos que se assume como pacifista."
    E a ideia de que a Polícia não tem motivos para tratar bem a sociedade, porque é maltratada por ela?
    "A questão é mais profunda. A polícia não nasceu para tomar o partido da sociedade. Nasceu para tomar partido do poder e, como tal, cumpre muito bem seu papel."
    Basta ver a Polícia em ação contra os trabalhadores, servidores públicos como eles, humilhados e desmoralizados por ver seus Direitos negados enquanto se acumulam os ABUSOS E IMORALIDADES das ditas AUTORIDADES, tipo os "69 atos secretos da Assembleia Legislativa efetivandoEFETIVANDOefetivando figuras do mundo jurídico, político e jornalístico sem CONCURSO PÚBLICO"; OS SUPERSALÁRIOS; a impagável e inaceitável GTNS – GRATIFICAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL SUPERIOR DE 100% DO TJRN; O AUXÍLIO MORADIA, ALIMENTAÇÃO E SAÚDE APENAS PARA ALGUMAS CATEGORIAS (""ESPECIAIS?""); as terríveis APOSENTADORIAS E PENSÕES VITALÍCIAS PARA EX GOVERNADORES E EX-PRESIDENTES DA REPÚBLICA, ENTRE OUTROS (NEPOTISMOS DIRETOS E CRUZADOS, DIANTE DO SILÊNCIO DO ÓRGÃO FISCALIZADOR GUARDIÃO DA MORAL, DA LEGALIDADE E DOS BONS COSTUMES; MULTIPLICAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS, PAGAMENTO DE PLANTÕES, DIÁRIAS E GRATIFICAÇÕES, ATÉ PARA QUEM SEQUER MORA NO ESTADO E NÃO SABE NEM ONDE ESTÁ LOTADO; SERVIDORES FANTASMAS, CEDIDOS QUE NÃO TRABALHAM EM LUGAR ALGUM…
    Faltou algum?
    Alguém ainda tem dúvidas de que os servidores públicos lutando pela implantação e respeito aos seus PLANOS DE CARGOS, CARREIRAS E SALÁRIOS, são apenas VÍTIMAS e não os RESPONSÁVEIS PELA QUEBRA DO ESTADO?

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Geral

VÍDEO: Rompimento de barragem inunda e interdita trecho da BR-101 na divisa entre a Paraíba e Pernambuco

As fortes chuvas que atingem a Paraíba provocaram o rompimento de uma barragem na região de Mata Redonda, no município de Caaporã, neste sábado (27). A enxurrada invadiu um trecho da BR-101, interditou a rodovia e causou congestionamentos nos dois sentidos próximo à divisa entre a Paraíba e Pernambuco.

O trecho mais prejudicado fica no sentido João Pessoa. Com as pistas bloqueadas, motoristas passaram a trafegar na contramão para escapar da enxurrada e do congestionamento.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem orientado que os condutores evitem o trecho interditado e utilizem rotas alternativas. Equipes seguem monitorando a área e avaliando as condições da pista para liberação, que até o momento segue sem previsão. Não há registro de vítimas.

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Venezuela confirma 1,4 mil mortos após terremotos, enquanto operação de resgate avança sob cobranças da população

Foto: Maryorin Mendez/AFP

Subiu para 1.430 o número de mortos nos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24), segundo balanço divulgado neste sábado (27) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Outras 3.238 pessoas ficaram feridas, enquanto mais de 3.100 famílias perderam suas casas.

As equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes com apoio de militares, voluntários e profissionais de pelo menos 17 países, incluindo o Brasil. Um bebê foi resgatado com vida cerca de 32 horas após os tremores, na região de La Guaira.

A tragédia provocou críticas à demora na resposta das autoridades. Moradores relataram ter feito o resgate de familiares por conta própria e muitos desabrigados passaram a noite em ruas, praças e carros por medo de novos tremores.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que os danos causados pelos terremotos somem US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,6 bilhões) e alerta que o impacto econômico poderá ser ainda maior. A tragédia agrava a situação de um país que já enfrentava crise econômica, colapso dos serviços públicos e dificuldades humanitárias.

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VÍDEO: Jovem baleado no estacionamento do Atacadão não resiste aos ferimentos e morre

O jovem baleado no estacionamento do Atacadão, na Zona Sul de Natal, na tarde deste sábado (27) não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ele foi atingido por três disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrido por equipes do SAMU e levado de helicóptero ao Hospital Walfredo Gurgel.

A vítima foi idenficada com Ícaro, de 25 anos, segundo informações do Via Certa Natal. A motivação e a autoria do crime serão investigadas pela Polícia Civil.

VEJA MAIS: VÍDEO: Jovem é baleado no estacionamento do Atacadão e socorrido de helicóptero na Zona Sul de Natal 

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Flávio Bolsonaro pede ‘diferenças de lado’ e ‘união sem exceção’ para ‘libertar o Brasil das mãos do PT’

Foto: Vittor Sales/Divulgação pré-campanha Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (27), durante um evento do PL realizado em Goiânia-GO, que é preciso deixar as divergências internas de lado para “libertar o Brasil das mãos do PT”.

Muito importante todos nós, sem exceção, estarmos cada vez mais unidos, deixarmos nossas pequenas diferenças de lado. Porque muitas vezes o caminho que nós escolhemos são diferentes, mas para chegar no mesmo destino, para alcançar o mesmo objetivo“, declarou.

Durante o discurso, o senador também voltou a criticar o governo federal, especialmente na área da segurança pública, e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos.

A fala ocorre dias após um desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre articulações políticas no Ceará. Após a troca de críticas, Flávio pediu desculpas nas redes sociais e afirmou, na sexta-feira (26), que a situação é uma “página virada”.

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VÍDEO: Jovem é baleado no estacionamento do Atacadão e socorrido de helicóptero na Zona Sul de Natal

Um jovem foi baleado no estacionamento do Atacadão, às margens da BR-101, na Zona Sul de Natal, na tarde deste sábado (27).

Segundo informações preliminares do Via Certa Natal, a vítima se chama Ícaro, tem 25 anos e foi atingido por três disparos. Ele estava ao telefone quando foi surpreendido pelo atirador.

Após ser socorrido pelo SAMU, ele foi levado pelo helicóptero Potiguar 02 ao Hospital Walfredo Gurgel.

O autor dos disparos fugiu do local e até o momento desta publicação não foi encontrado.

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PT Natal divulga nota confirmando que deputada Divaneide Basílio foi agredida por agente da PF que fazia segurança de Janja em evento em Natal

Fotos: João Gilberto | Ricardo Stuckert

O PT Natal divulgou uma nota, neste sábado (27), se solidarizando com a deputada estadual Divaneide Basílio. No texto, o partido confirma que ela foi agredida por “um agente da Polícia Federal” que fazia a segurança da primeira-dama Janja da Silva durante o evento político voltado para as mulheres na noite de quinta-feira (25), na Arena das Dunas, em Natal.

“Ressaltamos a agressão decorreu de agente externo à organização partidária do evento e que medidas foram e estão sendo tomadas pelo nosso Partido. A primeira-dama, assim que foi informada, prontamente repudiou o ocorrido e afastou o agente dos eventos seguintes”, diz o comunicado do PT.

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) também divulgou nota se solidarizando com a companheira de partido. Ela relatou que Divaneide “teve inicialmente o acesso barrado de forma truculenta e violenta a um espaço onde se realizava o evento, num claro desrespeito a uma mulher negra, que estava no local no exercício de seu mandato”.

A própria deputada já havia emitido um comunicado afirmando que tinha sido agredida “durante a intensa movimentação de saída do evento, quando houve grande aglomeração de pessoas”. Ela relatou que “foi atingida quando uma porta foi fechada de forma brusca em meio ao empurra-empurra”. Divaneide também afirmou que “o episódio foi esclarecido entre os envolvidos e está superado”.

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VÍDEO: Homem culpa personal por deixar ex-esposa ‘no shape’ e destrói academia em Campo Grande-MS

Um homem destruiu o estúdio de treinamento funcional de uma personal trainer de 43 anos ao jogar o carro contra a fachada do local, na madrugada de quinta-feira (25), em Campo Grande (MS). Segundo a polícia, ele é ex-marido de uma cliente da vítima e havia enviado mensagens de ameaça horas antes do ataque.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem culpava a personal pelo fim do casamento e escreveu frases como: “Você destruiu a minha família”, “Tudo isso é culpa sua” e “Você colocou ela no shape, mas destruiu uma família”.

A proprietária do estabelecimento contou que conhecia o casal havia cerca de um ano e meio e nunca teve desentendimentos com o homem. Ela acredita que ele imaginava que a ex-esposa estivesse no estúdio no momento do ataque.

Com o impacto, a fachada ficou destruída, com vidros quebrados, grade retorcida e parte da parede danificada. Os equipamentos usados nas aulas não foram atingidos. O caso foi registrado como dano qualificado e perseguição. A Polícia Civil investiga o crime e tenta identificar oficialmente o responsável.

Opinião dos leitores

  1. Os adultos não estão sabendo lidar com as frustrações da vida. O relacionamento terminou e ele quer colocar a culpa em alguém. E ainda tem uma parcela de misoginia: o estabelecimento de exercício funcional é de uma mulher, então ele ainda se sente na autoridade pra pegar o carro e destruir parte do lugar. Vá crescer, camarada! E pague o prejuízo que você causou.

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Pilões: prefeita, ex-prefeito e grupo político declaram apoio a Walter Alves

O presidente estadual do MDB e pré-candidato a deputado estadual, Walter Alves, recebeu neste sábado (27) mais um importante apoio para as Eleições deste ano. A prefeita de Pilões, Lena de Céu, o ex-prefeito Dr. Sabino Neto, ambos do MDB, além de um grupo político formado por seis vereadores e outras lideranças do município, anunciaram apoio ao projeto de Walter para a Assembleia Legislativa.

O encontro contou ainda com a presença do deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Dr. Bernardo Amorim, que participou da agenda ao lado das lideranças locais.

Walter Alves agradeceu a confiança do grupo político e reafirmou o compromisso de continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Pilões. “Recebo esse apoio com muita alegria e gratidão. Tenho uma história de trabalho por Pilões e isso aumenta ainda mais a minha responsabilidade de seguir lutando por recursos, obras e ações que melhorem a vida da população”, afirmou.

Ao justificar o apoio, o ex-prefeito Dr. Sabino Neto destacou os investimentos destinados por Walter ao município. “Walter tem muito serviço prestado em Pilões. Sempre foi um parceiro da nossa cidade, destinando recursos importantes e contribuindo para obras e ações que fazem a diferença na vida da população”, disse.

Durante a agenda no município, Walter Alves e as lideranças visitaram o canteiro de obras do Hospital Municipal de Pilões. O equipamento está sendo construído com investimento de quase R$ 3 milhões destinados à obra e à aquisição de equipamentos. Os recursos foram assegurados por Walter ainda quando exercia o mandato de deputado federal.

Além dos recursos para o hospital, Walter também viabilizou emendas para a construção de uma praça de eventos, do calçadão da cidade, aquisição de ambulâncias, custeio da saúde e outras ações que, juntas, somam mais de R$ 5 milhões em investimentos destinados ao município.

Opinião dos leitores

  1. Kkkk faz o L ..onde tá a picanha do pai dos pobres…kkkkk pra se lascar ! Nem ovo o pobre não pode comer kkkk

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IBGE: Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026; picanha subiu mais de 10%

Foto: George Piskov/Pexels

Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, segundo dados do IBGE. Entre janeiro e junho, o peito bovino registrou a maior alta (10,9%), seguido da picanha (10,66%) e do filé-mignon (10,22%). A alcatra subiu 9,48%, enquanto as menores variações foram do patinho (6,61%) e do cupim (5,75%).

Alta de preços de janeiro a junho de 2026 (em %):

  • Peito: 10,90%
  • Picanha: 10,66%
  • Filé-mignon: 10,22%
  • Lagarto redondo: 9,59%
  • Alcatra: 9,48%
  • Acém: 9,33%
  • Capa de filé: 9,27%
  • Costela: 9,20%
  • Contrafilé: 8,73%
  • Pá: 8,50%
  • Músculo: 7,53%
  • Lagarto comum: 7,24%
  • Coxão mole: 7,02%
  • Patinho: 6,61%
  • Cupim: 5,75%

*Fonte: IPCA-15 (IBGE)

Segundo especialistas, a principal razão foi o aumento das exportações para a China antes do limite de isenção tarifária imposto pelo país asiático, o que reduziu a oferta de carne no mercado interno.

Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%.

“A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo”, explica Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.

Com menos carne disponível no Brasil, os preços subiram. A expectativa é de um alívio temporário nos próximos meses, com a redução das compras chinesas. No entanto, segundo Iglesias, a tendência é de nova alta no fim de 2026, impulsionada pela retomada da demanda da China, pelo aumento do consumo nos Estados Unidos e pelos impactos do El Niño sobre a produção de gado.

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CPRE captura 172 foragidos da Justiça em Natal no primeiro semestre de 2026; 101 eram procurados por roubo e furto

Foto: PMRN/CPRE

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) capturou 172 foragidos da Justiça em Natal durante o primeiro semestre de 2026.

As prisões foram realizadas pelo Tático Operacional Rodoviário, do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), durante ações de fiscalização e patrulhamento, como abordagens preventivas, fiscalização de trânsito e ações de inteligência.

Segundo o balanço da corporação, 101 dos detidos eram procurados por crimes de roubo e furto. Os demais tinham mandados de prisão por outros delitos. Todos detidos têm sido conduzidos à Central de Flagrantes e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional.

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