Mesmo com decisão do TST, governo não descarta privatização dos Correios

O Ministro da Ciência e Tecnologia , Inovações e Comunicações, Gilberto Kassabr, participa do programa Por Dentro do Governo da TV NBR José Cruz/Agência Brasil

Mesmo com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que obriga os empregados dos Correios e seus dependentes a pagar mensalidade para manter os planos de saúde, o governo não descarta a privatização da empresa pública. “Os correios estão em uma situação muito difícil. Eu sei que é muito difícil cortar direitos dos trabalhadores, mais triste é você fechar uma empresa porque ela está insolvente”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

“O governo brasileiro, diante da conjuntura econômica muito difícil, tem deixado claro que o Tesouro não colocará recursos nos Correios”, ressaltou ele, explicando que a direção da empresa está avaliando qual será a nova realidade diante da decisão do TST. “Ou os Correios diminuem suas despesas ou vão passar por um processo de privatização”, disse durante sua participação, hoje (13), no Programa Por Dentro do Governo, da TV NBR.

Ontem (12), o tribunal julgou a ação de dissídio coletivo que havia sido ajuizada pelos Correios ainda no ano passado, quando não houve acordo entre empregados e direção sobre a revisão do Postal Saúde no âmbito do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A principal mudança é a introdução da cobrança de mensalidade dos empregados e seus dependentes (cônjuges e filhos), conforme faixas etária e remuneratória. Até então, os empregados e seus familiares que usavam o plano pagavam apenas um percentual por consulta ou exame, de acordo com uma tabela remuneratória do plano.

Segundo Kassab, a proposta inicial da direção da empresa era mais ampla, prevendo a manutenção do plano apenas para funcionários ativos e aposentados e a criação de um outro plano para todos os dependentes. Além dos mais de 140 mil funcionários da ativa e aposentados dos Correios, o Postal Saúde atendia a outras 250 mil pessoas, totalizando aproximadamente 400 mil vidas.

Para a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a empresa não onera o governo federal ou o bolso do cidadão por meio da arrecadação de impostos. “Ao contrário, é o governo quem tem retirado verbas da empresa, sem retorno, nos últimos anos, como da ordem de R$ 6 bilhões”, informou. “Com todos os erros e ingerências políticas na administração dos Correios, a direção da estatal promove essas e outras retiradas de direitos dos próprios trabalhadores, responsabilizando-os pelos danos da ECT.”

Sobre a decisão do TST, Silva diz que será difícil para os trabalhadores pois o pagamento do plano de saúde acabará reduzindo ainda mais o salário da categoria. O salário médio dos trabalhadores dos Correios é R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”, segundo a federação.

A decisão do TST ainda cabe recurso no próprio tribunal e ao Supremo Tribunal Federal.

Ontem (12), os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado contra as mudanças no plano de saúde da empresa. De acordo com a Fentect, 31 sindicatos da categoria aderiram a greve. Hoje, após a decisão do TST, 18 permanecem no movimento paredista. Na tarde de hoje, os sindicatos farão novas assembleias para avaliar o futuro da greve.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alexandre disse:

    Os Correios é e sempre foi uma empresa de renome nesse país, infelizmente chegou a esse ponto crucial. Não sou de acordo com a privatização. Privatizar é entregar de bandeja o nosso patrimônio, os nossos recursos ao capital estrangeiro. Com uma competente e boa gestão, a empresa pode se reerguer e sair do quadro pelo qual se encontra. Os correios é uma empresa que não onera os cofres públicos, pelo contrário, é uma empresa que gera muita receita. Com a globalização e a democratização dos meios de comunicação, como a internet, as empresa que entregam encomendas nesse país, tem tido lucros astronômicos. As receita só crescem. Como pode uma empresa do porte dos Correios está com deficiência em suas receitas? Não dá para acreditar.

  2. paulo disse:

    BG
    Esse Correios já prestou, hoje presta um péssimo serviço um "legado" dos ptRALHAS que roubaram tanto que a empresa simplesmente está FALIDA junto com seu fundo de pensão, agora é a vez dos sindicalistas verem o que seus pelegos chefes fizeram coma empresa.

  3. Joca disse:

    Privatiza e enfia o pé na bunda desse povo

  4. Joca disse:

    Privatiza essa empresa …quero ver esses sindicatos cagar lei em cima de empresa privada …A LEI MUDOU SEUS PARASITAS

    • Jaiminho disse:

      Concordo com vc amigo. O correio hoje é um ninho de parasitas que voce deve ter ajudado a eleger. Oxalá o correio seja privatizado. Mas lembre-se: aquela montanha de lixo que você e seus amigos gostam de comprar da China vai te custar bem mais caro ( acho q você deve ter muita porcaria que não chegou , né?) . Mas, se aguente , não vai demorar muito, aí você vai ver como vai ser bom pagar 50% a mais no seu frete não ter como reclamar, receber tudo quebrado é ficar calado. Vou rir muito de vocês quando isso acontecer.

  5. Mortadela com pão disse:

    Quando é pra salvar bancos e empresas privadas pode, né?

    • Armando S. Pinto disse:

      Pode ajudar sim!
      O PT, que organizou o mensalão e desviou dinheiro dos Correios, pode fazer uma cotinha ou vaquinha, nos moldes que fez para pagar os advogados daqueles que desviaram dinheiro dos correios, mas agora para capitalizar de volta a Empresa!
      Façam isso e consertem parte dos seus erros!

  6. Carlos disse:

    vai sobrar alguma coisa?

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