O maior número de profissionais ocupados no Brasil desde 2012 não reflete na chegada das vagas formais para todos os trabalhadores. Entre os 41,7 milhões de posto de trabalho com carteira assinada contabilizados em maio, pouco mais da metade está presente em 65 dos 5.571 municípios registrados no país.
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) coloca a cidade de São Paulo (SP) como o destaque da lista, com 10,7% dos vínculos celetistas no Brasil. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Curitiba (PR). Juntas, as cinco capitais respondem por um de cada cinco postos formais do Brasil.
Por outro lado, são necessárias 5.098 cidades entre as que menos empregam formalmente para preencher a mesma quantidade das cinco líderes do ranking. Todas elas têm menos de 0,03% do estoque total de vagas com carteira assinada.
Há, inclusive, municípios com saldo negativo de postos CLT. Segundo o Ministério do Trabalho, os casos “podem ocorrer em cidades com baixos estoques de emprego formal quando empresas registram desligamentos de trabalhadores que não tiveram admissão registrada previamente”.
As acusações que pesam contra o diretor-geral da Polícia Federal do governo Lula (PT), Andrei Rodrigues, alvo de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, nesta terça-feira (8), para ser afastado do cargo por espionagem, elaboração de relatório apócrifo e vazamento de informações, são muito mais graves do que os fatos que levaram à condenação e à exoneração do ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Silvinei Vasques.
No fim de 2025, Silvinei foi condenado a uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão pela Primeira Turma do STF. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ordenar o bloqueio de estradas e blitzes no segundo turno das eleições de 2022, principalmente na região Nordeste, para supostamente dificultar o acesso de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Jair Bolsonaro, aos locais de votação.
No dia 21 de agosto de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques no cargo de Policial Rodoviário Federal. Ele cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”, localizada em Brasília (DF).
Já Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF, segundo a decisão do ministro André Mendonça, encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.
André Mendonça também cita que foi alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal durante mais de 30 dias. Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações.
Mendonça cita também o “relatório apócrifo” que teria sido produzido pela PF e usado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar sua atuação no caso do Banco Master. Na decisão, o magistrado afirma que o documento contém “elevadas abstrações, elucubrações estapafúrdias e juízos subjetivos de toda ordem”.
Outro ponto considerado de extrema gravidade pelo relator foi o vazamento de informações sigilosas decorrente da publicização desses relatórios. O material continha detalhes sobre investigações em andamento e pendentes de decisão judicial envolvendo o presidente Nacional do União Brasil Antônio Rueda e o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto. Mendonça enfatizou que a divulgação prévia revelou as potenciais medidas cautelares aos alvos, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
O ministro Alexandre de Moraes se referiu ao colega do STF, André Mendonça, como “inimigo” durante uma conversa com aliados, segundo apurou a coluna de Paulo Cappelli no jornal Correio da Manhã.
De acordo com o relato de interlocutores que participaram da conversa, a referência a Mendonça foi feita na presença dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. A fala escancara a guerra declarada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça após o ministro-relator do caso do Banco Master levantar o siligo do relatório da PF que revelou a troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O embate, segundo o colunista, extrapolou do campo jurídico e político para a esfera pessoal. No domingo (6), André Mendonça enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o processo em que pede que o Plenário da Corte analise as suspeitas da Polícia Federal envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães, reagiu nesta terça-feira (8) à decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Em publicação no X, Guimarães classificou a decisão como “descabida” e afirmou que a medida representa uma “intromissão onde não lhe cabe”.
“Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe”, escreveu.
O ministro do governo Lula disse considerar correta a apuração de eventuais crimes, mas levantou suspeitas sobre a motivação do afastamento. “Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências”, afirmou.
A suspeita de que um homem de 33 anos teria abusado sexualmente dos filhos da companheira teria motivado uma agressão em Campina Grande, na Paraíba. A vítima foi encontrada com as mãos e os pés amarrados e o órgão genital decepado na noite do domingo (6), no bairro da Catingueira.
Segundo a Polícia Militar, o próprio homem apontou a companheira como autora da agressão e relatou que ela desconfiava que ele havia praticado atos sexuais contra as crianças, de 9 e 10 anos de idade. A denúncia de abuso ainda não foi confirmada pela polícia.
O homem contou ainda que a mulher, que fazia curso de bombeiro civil, teria pedido para testar tipos de nós antes de amarrá-lo.
A vítima foi encontrada em frente à própria casa e socorrida pelo Samu para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Ele permanece internado, consciente e orientado. O órgão decepado não foi localizado.
A mulher e as crianças não foram encontradas pela Polícia Militar. O caso será investigado pela Polícia Civil.
O ministro André Mendonça, do STF, citou o livro “1984”, de George Orwell, na decisão desta terça-feira (8) que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial.
Ao tratar de relatórios de inteligência produzidos pela PF, Mendonça comparou a situação ao universo do livro, marcado pela vigilância do “Grande Irmão”.
“Diante do quadro ora apresentado, que mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada ‘1984’”, escreveu o ministro.
Publicado há 77 anos, o livro retrata uma sociedade submetida à vigilância permanente do “Grande Irmão”, que acompanha o que as pessoas fazem e dizem. Na obra, o “Ministério da Verdade” controla a circulação de informações e a propaganda oficial do regime.
Mendonça afirmou que a produção dos relatórios, a ciência prévia dada ao ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação dos documentos revelam fatos de “extrema gravidade”.
Além dos afastamentos, o ministro determinou a suspensão da produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência da PF destinados a analisar atos praticados no exercício das funções de ministros do STF, da advocacia pública e da polícia judiciária.
Na decisão, Mendonça também afirmou ter sido alvo de monitoramento da PF por pelo menos 30 dias e classificou os relatórios como um “nada jurídico”.
Para livrar a pele de Morais e Gonet no caso so Master e Lulinha no esquema do INSS, a meta do STF será engavetar as 2 investigações, anulando tudo e devolvendo todo o $ que já foi recuperado…A corrupção vai vencer o trabalhador de novo, aguardem!!!
A ciência prévia das informações eram passadas ao ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação dos documentos revelam fatos de “extrema gravidade”, ou seja, esse Alexandre de Morais espionava todo mundo que se levantasse contra ele. UMA VERGONHA. E ainda tentou inverter dizendo que o ministro André Mendonça está vigiando os colegas da corte. Será que quem fazia isso era só o Alexandre de Morais ? Ele passava as informações para os do grupo dele ?
Um dos nomes cotados para substituir Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal é o da delegada Helena de Rezende. Segundo a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, a indicação atenderia a um pedido da primeira-dama Janja para que uma mulher assumisse a direção da corporação. Se escolhida, Helena seria a primeira mulher a comandar a PF.
O afastamento de Andrei pode antecipar uma mudança que já estava prevista para um eventual terceiro mandato de Lula. A ideia era levar o atual diretor-geral para o novo Ministério da Segurança Pública, uma das promessas de campanha do presidente.
No cenário imediato, porém, o substituto natural de Andrei é o delegado William Murada, atual diretor-executivo e número dois da PF.
A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
O julgamento aconteceu no Plenário Virtual, na manhã desta terça-feira (8), após o ministro André Mendonça remeter ao colegiado a análise sobre sua decisão. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vistas.
Mendonça também mandou afastar o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações criminais e administrativas para apurar a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades.
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Mateus Bonomi/AGIF
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer ao STF contra a decisão do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a AGU argumentará que Mendonça cometeu uma “violação de competência privativa da Presidência da República” ao determinar monocraticamente o afastamento.
A decisão de Mendonça foi tomada nesta terça-feira (8) e também afastou o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada.
Com o recurso, o governo federal se posiciona contra a decisão do ministro e buscará reverter no Supremo o afastamento do comando da PF.
O ministro André Mendonça afirmou que um relatório produzido pela Polícia Federal e utilizado pelo colega de STF, Alexandre de Moraes, acabou prejudicando investigações que estavam em andamento no caso Banco Master. O documento apócrifo revelou que havia uma operação “pendente” de decisão judicial que mirava os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda.
De acordo com Mendonça, o documento usado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar a atuação do colega, tinha problemas técnicos e não deveria ter sido utilizado para embasar medidas contra integrantes do próprio STF.
“Portanto, [a] no afã de confeccionar o ‘documento’ apócrifo, sem procedência, autoria e data de elaboração expressamente indicadas, dotado de elevadas abstrações, elucubrações estapafúrdias e juízos subjetivos de toda ordem, bem como [b] ao dar-se conhecimento desses elementos a outro relator e, a partir disso, [c] divulgar-se publicamente essa ‘documentação’, revelou-se previamente aos potenciais alvos de medidas cautelares e instrutórias a sua potencial realização, frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”, escreveu o ministro do STF.
A declaração faz parte da decisão de Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada.
Uma mulher de 37 anos foi resgatada pela Polícia Militar, na manhã desta segunda-feira (7), após passar oito dias mantida em cárcere privado, sob agressões e ameaças de morte, em uma casa na comunidade de Torrões, na zona rural de Pau dos Ferros, no Alto Oeste do RN.
A vítima conseguiu pedir socorro escondida no banheiro. Ela acessou o celular e enviou mensagens para um amigo, que acionou a polícia. Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram a mulher amarrada, amordaçada e machucada dentro de um quarto.
O ex-companheiro da vítima, um homem de 41 anos, foi preso em flagrante. De acordo com a PM, ele ainda tentou fugir pelos fundos da residência, mas acabou cercado e detido. Já existia uma medida protetiva contra o homem que determinava que ele se mantivesse afastado da mulher.
De acordo com o registro policial, a vítima havia ido até a casa, onde não morava mais, apenas para buscar alguns pertences. Ela, porém, foi impedida de deixar o local pelo ex-companheiro.
Durante os oito dias, a mulher relatou ter sido dopada com medicamentos e ameaçada com uma faca. Nos últimos dois dias, o suspeito também havia impedido o acesso dela ao celular.
Em uma das mensagens enviadas escondida, a vítima implorou por ajuda: “Quero ajuda de vocês. Pelo amor de Deus”. A mulher também relatou que não conseguia sair da casa e que o homem estaria usando o dinheiro da conta bancária dela para comprar drogas.
A PM chegou ao imóvel após receber capturas de tela das conversas por volta das 7h30. Mesmo sem conseguir enviar a localização exata, a equipe do 7º Batalhão conseguiu identificar a residência com ajuda de pessoas que conheciam a região.
Durante o cerco, os policiais entraram no imóvel e encontraram a vítima amarrada e amordaçada. A faca usada nas ameaças foi apreendida. O suspeito foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Pau dos Ferros e permaneceu em silêncio durante o depoimento.
É o Governo do Presidente Bolsonaro investindo e trabalhando para geração de empregos e rendas.