O Ministério da Defesa emitiu uma nota de esclarecimento a respeito de uma matéria publicada pelo Estadão nesta segunda-feira, a qual afirma que a pasta teria mais dinheiro que o Ministério da Educação.
A pasta esclareceu que dados e números contidos na publicação do veículo estão equivocados e não correspondem à verdade. O ministério citou dados da Lei Orçamentária Anual (LOA) para demonstrar os valores destinados à Defesa e à Educação.
Confira a íntegra da nota abaixo:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Ministério da Defesa (MD) esclarece que a matéria “Defesa deve ter mais dinheiro do que a Educação em 2021” e sua principal chamada de capa, sob o mesmo título, veiculadas no jornal Estado de S. Paulo, em 17 de agosto de 2020, estão equivocadas e não correspondem à verdade. Ao contrário do que apresenta a matéria, a Defesa não “terá acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano” e, também, não há qualquer indicação de que a Defesa “terá mais dinheiro que a Educação em 2021”.
O valor autorizado na Lei Orçamentária (LOA) para 2020 do Ministério da Defesa é de R$ 106 bilhões e não de R$ 73 bilhões, conforme consta da reportagem. Assim, o valor para 2021, citado na matéria (R$ 108,56 Bi), caso confirmado, representaria um acréscimo de 2,4% para a Defesa, muito longe dos 48% aventados pelo repórter.
O orçamento de despesa primária disponível para a Educação em 2020 é de R$ 124 bilhões. Assim, não é verdade que o orçamento da Defesa é maior que o orçamento em Educação, nem há qualquer indicação de que será maior em 2021. Na realidade, conforme informado tempestivamente ao jornalista, que preferiu omitir a informação, o orçamento de despesas discricionárias do Ministério da Defesa, que atingiu R$ 13,3 bilhões em 2018, tem seu menor nível da série histórica em 2020, com R$ 10,1 bilhões para o custeio e para os investimentos estratégicos. A capacidade de redução de despesas discricionárias está no limite do que é razoável e suportável para as Forças Armadas de um país continental, com 5,7 milhões de km² de áreas jurisdicionais marítimas, 16.866 km de fronteiras e 22,1 milhões de km² de espaço aéreo.
A continuidade da redução orçamentária do Ministério da Defesa resultará em riscos reais ao cumprimento de suas missões constitucionais. A consequência de maior impacto é o prejuízo, irrecuperável, de aprestamento das tropas, a fim de manter o Estado em permanente prontidão. Não haverá, no médio prazo, com a continuidade de redução orçamentária, equipes treinadas e em condições de emprego em situações emergenciais, tais como aquelas para as quais as Forças Armadas vêm sendo convocadas a atuar nos anos recentes – operações de garantia da lei e da ordem, enfrentamento à COVID-19 e combate ao desmatamento nas operações Verde Brasil I e II, greve dos caminhoneiros, greve de policiais militares, crise no sistema carcerário e transferência de criminosos de alta periculosidade, dentre outras – além das suas obrigações legais, como a vigilância e a segurança das fronteiras terrestres, das águas jurisdicionais e do espaço aéreo.
Em suma, o Ministério da Defesa lamenta profundamente que um veículo de imprensa, destinado a informar a população, preste verdadeiro desserviço, ao publicar, em sua primeira página, travestida como fato, uma peça inverídica e fantasiosa.
Ministério da Defesa

E a mamata dos milicos só aumenta.
100% de reajuste enquanto os civis estão na lama.
Estranho. Se vocês acham que não fazem nada e ganham muito, porque não entraram para as Forças Armadas? Basta levantar o dedo e fazer uma provinha. Que tal ser paraquedista? Ou passar meses dentro de um navio? Ou ser Fuzileiro Naval? Ou Infante? Só tem que correr 10km todo dia.
Correr10 km por dia pra quê. Se nem bandido os militares corre atrás. Militares estão torrando bilhões da nação e não produz nada. Mandem uns 10 batalhões lá para o centro-oeste para ajudar na colheita da soja e do milho. Produzam alguma coisa enquanto a guerra não chega.
Acho interessante essa mídia falaciosa publicarem noticias completamente desencontradas. Com certeza é intencional, ou então são analfabetos ao extremo. Por outro lado vemos aqui colegas desinformados criticando o orçamento das FFAA . Certamente desconhecem o papel e a importância delas em todos os paises que queiram ser soberanos. Desafio estes a estudarem a respeito, inclusive procurem saber sobre a contribuição destas organizaçoes no nosso pais como contribuinte para o crescimento tecnológico e cientifico. É só uma dica…..abraço
Cabe as Forças Armadas exigir do jornal a correção da informação, nos mesmos espaços e tamanhos aos publicados, como garante a Lei.
Concordo plenamente que a matéria com a verdade seja colocada no mesmo jornal, sendo dado os destaques, de forma gratuita, no mesmo espaço com que o jornal colocou a matéria inverídica
Um bando de parasitas preguiçosos (nunca vi um militar trabalhar). Um completo disparate esse ministério ter essa fortuna. Governo parcial.
Vão usar submarino nuclear pra prevenir o desmatamento?
E os aumentos salariais dos oficiais é por causa da COVID?
Me engana que eu gosto…
Me desculpe a sinceridade BG, mas você tb tem parcela de culpa em replicar uma notícia antes de checar o teor da mesma sendo facilmente possível.
Imprensa comunista.
No desgoverno lulopetista foram torrados bilhões na educação e o Brasil ficou entre os países com pior educação do mundo.
Típica fake News da imprensa bolivariana.
Tentam confundir a população.
Por que o orçamento federal deveria ser o maior se a educação é tarefa primeira de municípios e estados?
O governo Federal acaba gastando mais com universidades federais.
200 mil servidores lotados no MEC..
É muita fale por parta da grande imprensa: Estadão, Globo, UOL e Folha. São os principais, tudo para atingir o Governo. Isso tudo é falta de dinheiro, ganharam muito dinheiro nos governos anteriores, aí Bolsonaro entrou e cortou tudo.
Eita que o rancho no quartel vai melhorar kkkkkk