Ministro da Defesa propõe fixar orçamento da pasta em 2% do PIB

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Defesa vai enviar ao Congresso, na próxima semana, uma proposta que pretende fixar em 2% do PIB (Produto Interno Bruto) o orçamento da pasta. A proposta estará na nova END (Estratégia Nacional de Defesa), que está sendo finalizada pelo governo federal.

A data foi revelada anteontem pelo ministro Fernando Azevedo e Silva, durante participação em evento virtual do think tank Personalidade em Foco, ligado a um grupo com forte presença de oficiais da Marinha.

Na transmissão ao vivo, o ministro afirmou que as Forças Armadas estão dissociadas dos generais da reserva que ocupam cargos no Palácio do Planalto. “É difícil, mas vou dizer o conceito. Uma parte da imprensa coloca o rótulo de ala militar. A ala que conheço é ala de escola de samba”, ironizou. “Esse rótulo não é que incomode, é que não é, na prática, verdadeiro.” Segundo Azevedo e Silva, ele é o único “representante político” da Forças Armadas.

Ele afirmou que está alinhado com os comandantes militares, responsáveis pelos quartéis e pelas atividades militares. “Do muro dos quartéis para fora, eu tomo conta da parte política. Do muro dos quartéis para dentro, eu tenho os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Nós combinamos isso, e está indo muito bem”, explicou.

Com relação aos gastos de Defesa, o ministro disse que a ideia é que o setor possa contar com previsibilidade para o planejamento de seus gastos.

“O único oxigênio que falta para a gente é a questão orçamentária, é a previsibilidade para honrar contratos assumidos pelas Forças. A Estratégia Nacional de Defesa prevê até como membro extra-Otan um patamar de 2% do PIB. Essa é a meta que temos a intenção, o necessário para que o Brasil tenha um orçamento de Defesa à altura da política e da estratégia que o Brasil tem”, afirmou o ministro.

Em 2018, os gastos da pasta somaram 1,5% do PIB, segundo dados do próprio ministério. “Temos atualmente 1,8% do PIB. Isso não é condizente com a estatura que o Brasil tem de dissuasão e presença”, declarou Azevedo e Silva.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marluce disse:

    Sou uma coroa “solteira” de 57 anos, vivo para gastar a pensão do exército q papai deixou p mim há mais de 27 anos, e se Deus quiser, vou viver mais uns 35 anos. Curto a vida numa boa com os 10 paus por mês. A Maitê Proença e muitas outras coroas pelo Brasil agora tem uma pensão dessas. Obrigado Deus, obrigado Exército Brasileiro. Vc contribuinte q se tore para me pagar.

  2. aof disse:

    Joca, você ter uma arma não significa que voce quer sair por ai atirando em todas pessoas que lhe contrariarem ou lhe fizerem raiva. A arma é para uma situação de defesa extrema, quando não há nenhuma solução pacifica e sua vida ou de um filho seu estão em perigo. Assim são as Forças Armadas. Não é porque o Brasil não está em guerra que vai extingui-las, nem desprestigiá-las. São usadas,em seus fins reais, como ultima solução para a soberania da Nação.

  3. Patriota disse:

    Eu servi o glorioso exército de Caxias. Hoje sou o melhor pintor de meio fio e capinador do meu bairro. Tudo pela minha pátria amada.

  4. aof disse:

    Missão Acolhida na Venezuela; combate ao desmatamento na Amazonia; apoio constante em calamidades; carros-pipa para a seca no Nordeste; emprego constante em missões de GLO (garantia da lei e da ordem), em situações de greve da Policia, retirada de piche nas praias, apoio à segurança das eleições. Sem ganhar hora extra, adicional de periculosidade. Só pra citar algumas missões das FA. Ah!, ia esquecendo do transporte de orgaos humanos para transplante em aviões da FAB. Mas, realmente, não fazem nada.

    • Joca disse:

      Tudo isso que vc falou qualquer órgão civil pode fazer, com um custo muito mais baixo. Agora a palavra GUERRA, que é a atividade fim das FAs não existe no seu texto.

  5. Observando. disse:

    Paulo Guedes nao concorda com esses percentuais fixos do orcamento. Por ele tirava o percentual q tem q ser gasto com saude e educação.

  6. Joca disse:

    Pega esses 2% e investe em saúde, extingue as forças armadas, pois faz mais de 160 anos sem nos envolvemos em guerras,(exceto um pequeno contigente na 2 guerra)pois não temos fronteiras hostis ou questões geopolíticas importantes. Resultado, bilhões de dólares gastos com gerações de militares que nunca, nem em sonhos participaram de uma guerra. No Brasil o sujeito entra nas forças armadas para garantir um emprego, pois guerra de verdade ele sabe que nunca vai participar.

  7. guilherme barbosa disse:

    claro, o mais importante é investir em tanks e aviões já que somos um país que vive em guerra kkkkk
    educação e saúde nada, como sempre
    vai ser sempre um país miserável!

  8. Mito do Gado disse:

    Deixe eu ver se entendi. Em um ano de crise econômica, com muita queda da arrecadação, num momento em que o Brasil não está em guerra (a última foi na Segunda Guerra Mundial, considerando que as Forças Armadas não desempenham qualquer papel significativo no combate ao Convid-19, o Governo vai aumentar gastos consideráveis com os militares.

    • Aluísio Valença disse:

      Esse governo não é para ser entendido. Se você tentar fazer isso pelas vias da razão republicana vai perder seu tempo. A ordem é: aplausos para o rei e morte aos insurgentes. Bem moderno assim

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