Responsável pela pasta que irá bancar a propaganda do governo federal de combate à gravidez precoce, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) diverge da colega Damares Alves (Direitos Humanos) sobre qual deve ser o foco da campanha. Para ele, a pregação de que os adolescentes devem pensar duas vezes antes de transar é ineficaz e não pode ser a única política de enfrentamento do problema. Damares tem defendido a abstinência sexual como principal lema da ação.
“A mensagem do comportamento responsável é válida. É uma vida, é o afastamento da escola. Mas não se pode minimizar a discussão e dar ênfase só para isso. É um problema complexo. Tenho apostado muito em informar as consequências, porque acredito que esse seja um ponto essencial para a conscientização”, diz o ministro ao Painel.
Mandetta afirma ainda que questões religiosas não devem pautar a discussão. Documento do ministério de Damares cita como argumento pró-abstinência pesquisas que apontariam a gravidez de jovens como motivos para afastá-los da família e da fé.
“As campanhas falarem sobre isso [iniciação sexual tardia], eu não vejo problema. O que não pode é que essa seja a nossa única política. Não pode ser nem a única, nem a principal.” Mandetta tem reunião nesta terça (28) e deve bater o martelo sobre qual será a linha da campanha. A ideia é que ação saia na primeira semana de fevereiro.
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está foragido nos Estados Unidos. De lá, ele usou as redes sociais, neste domingo (30/11), para desafiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a enviar seu pedido de extradição à Justiça norte-americana. Ramagem foi condenado por tentativa de golpe de Estado e teve a prisão determinada por Moraes no último dia 25/11. Ele teria ido para os Estados Unidos em setembro, antes do fim do julgamento.
“Se o Alexandre de Moraes quiser trazer algum pedido para minha extradição, ele vai ter que remeter para a análise de um juiz federal americano toda a ação do golpe que me envolve e o presidente Bolsonaro. Então, eu peço, traga para a análise dos americanos essa ação do golpe e nós vamos ver uma resposta enfática dos norte-americanos do que é uma juristocracia, uma ditadura, uma arbitrariedade que assola o Brasil agora”, disse.
Na Câmara dos Deputados, o parlamentar está de licença médica até 12 de dezembro. Moraes comunicou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a perda de mandato de Ramagem, o que só é oficializado após declaração da Mesa Diretora.
Realizada neste domingo (30) uma manifestação em Brasília pedindo liberdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os manifestantes também cobraram a votação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
A concentração ocorreu no Museu da República e o ato na Catedral de Brasília, iniciando com a execução do hino nacional. A organização destacou que o ato foi comunicado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), como determina a Constituição.
Entre os nomes políticos, a manifestação contou com a presença do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) e apoio logístico do senador Izalci Lucas (PL-DF). Em discurso, Pollon criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de perseguição contra o ex-presidente, citando o argumento de como uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi utilizado pelo STF na prisão de Jair Bolsonaro.
O discurso do parlamentar trouxe referências bíblicas para dizer que Deus permitiu a prisão de Bolsonaro para demonstrar abusos e problemas do PT. Ele concluiu dizendo que “eleição sem Bolsonaro é golpe.”
Um dos organizadores do evento, Deuselis Braga André Filho disse, em entrevista à rádio Itatiaia, que a expectativa era de um público maior, mas que as pessoas podem estar “amedrontadas” de sair de casa. “O que importa é manter a chama. A gente vai continuar fazendo”, afirmou. Além disso, ele garantiu que outras manifestações irão ocorrer em cidades como São Paulo, Recife, e novamente em Brasília.
Força Nacional | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores (PT) propõe, em sua nova cartilha de segurança pública, a criação de uma Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil, responsável por substituir a atual Força Nacional de Segurança Pública nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Segundo o documento, a medida depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alteraria o artigo 144 da Constituição Federal e mudaria a estrutura da atuação federal no setor. A substituição integra um conjunto de mudanças constitucionais defendidas pelo partido.
A cartilha afirma que a Força Nacional é “apenas um programa”, composto por policiais cedidos pelos estados, sem “estrutura hierárquica adequada, código de conduta ou órgão corregedor”. Por isso, o PT defende uma instituição própria da União, com efetivo permanente, ingresso por concurso público e atuação uniforme e ostensiva em todo o território nacional, especialmente em áreas sensíveis como fronteiras e Amazônia Legal.
Com essa mudança, “gradativamente não será mais necessário o emprego das Forças Armadas por meio das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”, diz o documento.
PEC em elaboração
A PEC elaborada pelo partido pode ser apresentada ao Congresso pelo governo federal ou pela própria bancada petista. Embora não estabeleça prazo, o documento afirma que a proposta faz parte de uma reestruturação mais ampla da segurança pública no país.
Segundo a cartilha, a PEC prevê:
criação da Guarda Nacional Civil, com atuação nacional e ingresso via concurso;
substituição da Força Nacional, que deixaria de existir no modelo atual;
inclusão da nova guarda no capítulo constitucional da segurança pública;
transferência da responsabilidade por ações de GLO para a nova força, retirando essa função das Forças Armadas;
reforço da atuação federal em regiões estratégicas, como fronteiras.
Vale ressaltar que a PEC da Guarda Nacional não é a PEC da Segurança Pública, em tramitação na Câmara dos Deputados. Ela é uma outra proposta, dentro do pacote de “mudanças constitucionais” sugeridas pelo PT.
Proposta de criação do Ministério da Segurança Pública
Além da nova guarda, o PT também defende a criação do Ministério da Segurança Pública (MSP), retirando o tema da estrutura do Ministério da Justiça, hoje comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski. A ideia é concentrar em uma pasta exclusiva todas as ações e órgãos federais do setor.
Segundo a cartilha, ficariam sob a estrutura do novo ministério:
Polícia Federal (PF)
Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Polícia Ferroviária Federal
Polícia Penal Federal
Força Nacional — que seria substituída pela Guarda Nacional caso a PEC avance
Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)
O documento afirma que “a União deve coordenar a política de segurança pública, mediante a criação do Ministério da Segurança Pública”, reforçando que a mudança ampliaria a capacidade de planejamento, gestão e integração das políticas do setor.
A cartilha reúne sugestões que, segundo o PT, devem orientar debates internos e embasar futuras iniciativas legislativas do partido na área de segurança pública.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou um pedido formal de perdão ao presidente Isaac Herzog, segundo informou neste domingo (30/11) o gabinete do premiê. Netanyahu afirma que os processos criminais em andamento prejudicam sua capacidade de governar.
Indiciado em 2019 por suborno, fraude e quebra de confiança, o líder israelense responde ao primeiro julgamento criminal já enfrentado por um premiê no cargo. O processo começou em 2020 e segue sem condenação até agora.
O pedido de perdão ganha peso político porque ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defender publicamente que Netanyahu seja perdoado. Em carta enviada a Herzog neste mês, Trump afirmou que é “hora de permitir que Bibi una Israel, concedendo-lhe o perdão e encerrando de uma vez por todas essa guerra judicial”. O gesto amplia a pressão internacional e abre um novo capítulo na crise que ronda o governo israelense.
Em uma gravação que escandalizou até mesmo investigadores experientes da Polícia Civil goiana, a advogada Tatiane Meireles e o sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Hebert Póvoa aparecem realizando uma espécie de “oração da extorsão” sobre maços de dinheiro arrecadados pela quadrilha.
As imagens, gravadas em Luziânia (GO), no Entorno do DF, e obtidas pela polícia durante a operação de sexta-feira (28/11) mostram os dois agradecendo e pedindo que o dinheiro fruto das cobranças violentas fosse “multiplicado”.
No vídeo, Tatiane conduz a reza enquanto o sargento acompanha em silêncio com as mãos sobre o montante. A advogada diz:
“O Senhor nos faz grande e que todos tenham gratidão, e que o dinheiro retorne para nós. Um dinheiro abençoado… e que estamos abençoando essas pessoas. Pedimos a Deus que multiplique esse dinheiro. Pedimos ao Pai amado que nós possamos multiplicar esse dinheiro.”
Frieza e confiança
As imagens, segundo investigadores, simbolizam o nível de organização, frieza e confiança que o grupo tinha em sua atuação criminosa. O dinheiro exibido foi arrecadado mediante humilhação, agressões físicas e ameaças armadas a pessoas endividadas.
A Polícia Civil de Luziânia prendeu seis integrantes da organização criminosa acusada de praticar agiotagem, extorsão, tortura mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Entre os detidos estão:
o sargento Hebert Póvoa, ex-candidato a vereador pelo PL;
a advogada Tatiane Meireles, sua esposa;
dois outros policiais militares;
dois civis.
A denúncia que desencadeou a investigação partiu da própria Polícia Militar de Goiás, após constatar indícios de envolvimento de seus integrantes em crimes graves.
Violência brutal
Além da chamada “oração do dinheiro”, a polícia recolheu vídeos que registram a violência cometida durante as cobranças. Em uma das gravações, Póvoa agride uma mulher que havia pegado empréstimo com o grupo:
O sargento aparece armado dentro da casa da vítima, que permanece sentada na cama, acuada.
Ele desfere tapas no rosto da mulher e a insulta chamando-a de “vagabunda” e “piranha”.
Em tom ameaçador, afirma que ela estava “mexendo com vagabundo”.
A vítima chora e afirma que não recebeu o dinheiro cobrado.
Ao ser ameaçada de ter o celular tomado, ela implora para ficar com o aparelho, dizendo que precisava dele para trabalhar.
Em desespero, oferece que o policial olhe o armário para comprovar que não tinha comprado sequer o básico para a própria filha.
Mais agressão
Outros vídeos da quadrilha mostram homens ajoelhados, chorando e sendo espancados com tacos de baseball, cassetetes e chutes. Em um deles, um agressor afirma: “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.”
Tatiane Meireles não se limitava a fornecer apoio jurídico. Em outra gravação, ela aparece golpeando um homem com um cassetete durante uma cobrança, gritando: “Levanta! Levanta o braço, porra!”
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam:
armas de fogo;
objetos usados em agressões;
cerca de R$ 10 mil em espécie, parte visivelmente relacionada à “oração do dinheiro”.
A Polícia Civil afirma que o grupo operava como uma organização criminosa estruturada.
A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, foi saudada como “presidenciável” durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, na manhã de hoje.
O episódio ocorreu quando Deltan Dallagnol (Novo), ao iniciar seu discurso, cumprimentou “os presidenciáveis presentes”, apontando para Michelle e para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Surpresa, Michelle reagiu fora do microfone: “Eu, presidenciável?”. Deltan respondeu: “Pra gente é”.
Mesmo com Zema no palco — ele próprio articulando disputar a Presidência em 2026 — Michelle acabou atraindo maior atenção do público e dos organizadores. Também participaram do evento Damares Alves (Republicanos-DF) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
O encontro reuniu siglas de direita para discutir uma “frente ampla” contra o grupo político que governa o Ceará há quase uma década, com gestões sucessivas de Camilo Santana (PT), Izolda Cela (PDT) e, atualmente, Elmano de Freitas (PT).
Essa dupla aí é o que temos de melhor.
Michele tudo indica que vai pro senado junto com a Damares no DF.
Zema é o cara, esse aí é melhor do que Tarcísio misturado, Caiado raposa velha, Ratinho Jr ausente do debate.
Por tanto o Empresário Romeu Zema é o melhor, essa a escolha técnica.
Aqui no RN, Rogério.
Alison é bom prefeito, mas não tem a bagagem e a experiência de Rogério.
A direita vai ter que catar votos de todos os presidenciáveis dela para tentar chegar ao segundo turno. Nenhum deles sozinho tem nome ou história. Eu preferia que Jair fosse candidato e fosse humilado novamente. Tomara que um dia a direita ache um SER HUMANO digno do título para concorrrer.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou neste domingo (30) uma nota dura em que critica setores do Executivo por, segundo ele, tentar criar a “falsa impressão” de que divergências entre os Poderes são resolvidas por meio de “interesses fisiológicos, cargos e emendas”.
A manifestação ocorre em meio ao impasse envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de a nomeação já ter sido publicada no Diário Oficial da União, a mensagem com a indicação ainda não foi enviada ao Senado, o que, segundo Alcolumbre, representa interferência indevida no calendário da Casa.
Alcolumbre disse que considera “ofensivas” as tentativas de setores do governo de desmoralizar o Legislativo, chamando o movimento de “método antigo” para desqualificar quem diverge. Ele afirmou que nenhum Poder está acima do outro e que se é prerrogativa do presidente indicar um nome ao STF, o Senado também exercerá a sua prerrogativa constitucional de aprovar ou rejeitar o indicado ao STF sem aceitar pressões externas.
O presidente do Senado destacou que o cronograma da sabatina segue o padrão das nomeações anteriores e permitiria concluir o processo ainda em 2025 — algo que, segundo ele, evita “protelações tão criticadas no passado”.
Alcolumbre encerrou afirmando que espera “lisura” no processo e garantiu que nada fora do rito institucional influenciará a decisão dos senadores sobre o nome de Messias.
A morte do homem atacado pela leoa no Parque da Bica, em João Pessoa, demonstra a completa falha na segurança e não pode ser tratada como acidente imprevisível.
As imagens que o BLOG DO BG PB recebeu são claras: Ele não “caiu” na jaula, ele entrou pelo teto, que na verdade é uma cerca facilmente escalável, e ainda desceu por uma árvore dentro do recinto. Isso tudo sem que nenhum funcionário note, questione, alerte ou acione qualquer protocolo, um retrato da completa vulnerabilidade de um espaço que deveria ser seguro tanto para pessoas quanto para os próprios animais.
A menos culpada nessa história é a leoa, por causa do seu instinto, algo inveitável. Agora, onde estava a Guarda Municipal? Há monitoramento? Há rondas? Se existirem, falharam de forma absoluta.
O que a população espera é uma investigação rigorosa e, o mais importante, uma ação imediata para reforçar a segurança do local.
O jovem que morreu na jaula de uma leoa, na manhã deste domingo (30) foi identificado como ‘Vaqueirinho’ de Mangabeira. A fama dele de contraventor era conhecida desde adolescência, tendo sido apreendido diversas vezes. De acordo com a Polícia Civil, o jovem chegou a ser preso por mais de 10 vezes, sendo solto na última sexta-feira (28).
Na semana passada, a Polícia Militar, recebeu chamados para uma agência de um banco em Mangabeira, onde o suspeito tentou danificar dois caixas eletrônicos. Ele foi detido e levado para a Central de Polícia, no Geisel, e logo depois solto após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Uma mulher de 31 anos foi atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo ex-companheiro na Zona Norte de São Paulo, na manhã de sábado (29). A vítima, Taynara Souza Santos, mãe de dois filhos, passou por cirurgias e teve as duas pernas amputadas. Ela segue internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal Vereador José Storopolli.
O autor do crime, Douglas Alves da Silva, 26 anos, está foragido. Segundo a Polícia Civil, ele teria atropelado Taynara intencionalmente, após uma discussão motivada por ciúmes em um bar no Parque Novo Mundo. Testemunhas disseram que o agressor acelerou um Volkswagen Golf preto contra a vítima e ainda puxou o freio de mão para aumentar o atrito enquanto a arrastava até a Marginal Tietê.
Imagens entregues à polícia mostram Taynara presa sob o carro enquanto era arrastada por mais de 1 km. Pessoas que estavam no local tentaram impedir a fuga, mas o motorista escapou em alta velocidade. A polícia trabalha com a hipótese de que Douglas tenha fugido para o Ceará.
O caso é investigado como tentativa de feminicídio com extrema crueldade. A SSP afirma que diligências seguem em andamento para localizar o suspeito.
Essa ministra só pode estar descompensada sexualmente. Vai e vem e ela só pensa nisso.