Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou uma carta a colegas da Corte após ser alvo de acusações de assédio sexual que já são analisadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo próprio STJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No texto, ele afirma estar “muito impactado” com a repercussão do caso, declara inocência e revela que está internado sob acompanhamento cardíaco e emocional desde que as denúncias vieram à tona.
A informação é da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles. Na mensagem, o magistrado sustenta ter uma trajetória “ilibada” e diz confiar que as investigações provarão sua versão. Buzzi também mencionou o impacto das acusações sobre sua família e afirmou que jamais adotou conduta que pudesse manchar a magistratura, pedindo cautela na análise das denúncias que, segundo ele, foram divulgadas prematuramente.
As acusações ganharam força após uma jovem de 18 anos relatar que teria sido agarrada pelo ministro durante um encontro na praia, em Balneário Camboriú (SC). O caso foi registrado em boletim de ocorrência, e uma segunda denúncia — desta vez feita por uma ex-servidora do gabinete do magistrado — foi formalizada junto ao CNJ, ampliando a pressão sobre o integrante do tribunal superior.
O episódio aumenta o desgaste institucional no Judiciário e reacende debates sobre responsabilização dentro das cortes superiores, enquanto os procedimentos disciplinares avançam para apurar se houve conduta incompatível com o cargo.
Confira a íntegra da carta de Marco Buzzi
Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.
Esse vagabundo deu azar em mexer com uma sapata…
Como você deduziu a orientação sexual da vítima? Só porque ela não cedeu ao assédio? Se não fosse “sapata”, ela teria aceito o crime contra si? É isso?
Essa conversinha de inocente não cola não Dr, assuma a responsabilidade que é melhor, ninguém vai inventar uma acusação grave como essa não, tem fundo de verdade, punição já, só quero v o final dessa história, defesa não vai faltar mas acredito na versão de quem acusou, esperar pra v.
Todo ptralha é inocente, este é mais um.
Ele não é ptralha. Quem defende assédio contra mulheres são aqueles que defendem o ‘pintou o clima’ com as novinhas.
Esse ‘pintou o clima’ tá gravado. Não é igual a fake news da cervejinha pra bandido que é invenção da direta bolsonarista.
Olhai ph outra denuncia contra seu tarado de estimação, nomeado pela ensacadora de vento e que saudava a macaxeira, o bicho vai pegar ele. Lugar de estrupador é na cadeia.
Já apareceu outra denúncia de assédio sexual , modus operandi se definindo. Aguardemos !