Ministros do Supremo Tribunal Federal articulam uma possível saída de Dias Toffoli da 2ª Turma da Corte, responsável por julgar processos ligados ao Banco Master.
A medida busca evitar novos desgastes ao ministro, que já se declarou suspeito em um dos casos envolvendo o banco — o pedido de prisão de Daniel Vorcaro.
Uma das alternativas discutidas é a ida de Flávio Dino da 1ª para a 2ª Turma. Com isso, Toffoli deixaria de participar dos julgamentos relacionados ao caso.
Toffoli era o relator do processo, mas saiu da condução após a Polícia Federal enviar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório sobre sua relação com Vorcaro.
O caso passou então para André Mendonça, sorteado como novo relator. Como decisões mais sensíveis costumam ser analisadas pela turma do relator, a permanência de Toffoli no colegiado pode manter o ministro envolvido nos julgamentos.
Conversa fiada. A turma pode muito bem funcionar com 4 ministros. Isso é para trazer 1 voto para tentar proteger e encobrir políticos e membros do judiciário. Esse STF é verdadeiramente uma vergonha nacional.
A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis pelo Congresso Nacional flexibilizou o orçamento de 2026 e reabriu as discussões sobre a sustentabilidade das metas do arcabouço fiscal. O texto, que aguarda sanção presidencial, foi expandido durante a tramitação com a inclusão de emendas conhecidas como “jabutis”, que autorizam a antecipação de gastos e abrem exceções às regras vigentes.
Concebido inicialmente para amenizar os impactos da volatilidade internacional do petróleo por meio da redução de tributos federais sobre diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, o projeto tornou-se um pacote orçamentário mais amplo. Para compensar a perda de arrecadação com impostos zerados ou reduzidos, a proposta prevê a utilização de receitas extraordinárias da exploração de petróleo e gás, além de conceding benefícios tributários e subvenções a setores como fertilizantes, minerais críticos, agronegócio, etanol e indústria de defesa.
Entre as alterações mais relevantes está a permissão para antecipar despesas previstas para 2027 e executá-las ainda em 2026 sem impacto direto no resultado fiscal primário do período. Na prática, a medida autoriza um acréscimo de até R$ 2,5 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa — montante que se soma a recursos liberados anteriormente — e a antecipação de até R$ 3 bilhões direcionados às áreas de saúde e educação.
Apesar de incluir travas para conter o crescimento de despesas obrigatórias a partir de 2027, o acúmulo de autorizações para gastos fora das regras fiscais em 2026 amplia a incerteza do mercado financeiro e dos analistas em relação ao cumprimento do arcabouço pelo governo federal.
Impacto para meta fiscal do governo
O texto permite ampliar despesas fora do arcabouço fiscal em diferentes frentes. Há previsão de aumento de até R$ 2,5 bilhões nos gastos do Ministério da Defesa, que se somam a valores já autorizados anteriormente, e a possibilidade de antecipação de até R$ 3 bilhões em despesas para saúde e educação.
Esses valores se somam a outras autorizações semelhantes já em vigor, elevando o volume de recursos executados fora das regras fiscais em 2026.
Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados no segundo turno da disputa presidencial, com 43% e 40% das intenções de voto, respectivamente.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior da Quaest, publicada no dia 5 de agosto, Lula tinha 44% e contra 39% de Flávio. Desde junho deste ano não acontecia cenário de empate técnico.
O levantamento, contratado pela TV Globo, ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 10 e 13 de agosto. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06773/2026.
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, cresce a curiosidade do eleitorado sobre os vencimentos das principais autoridades do país. A remuneração do presidente da República, de senadores, de deputados e de governadores é estabelecida por lei, respeitando os limites constitucionais.
Embora o presidente da República ocupe o cargo de maior hierarquia no Executivo, o salário do chefe de Estado é exatamente igual ao de senadores e deputados federais: R$ 46.366,19 mensais. O valor corresponde ao teto do funcionalismo público, que é atrelado ao subsidio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No âmbito estadual, os governadores também têm como limite máximo o valor de R$ 46.366,19, mas cada unidade da federação possui autonomia para fixar uma quantia inferior por lei local. Já os deputados estaduais e distritais recebem R$ 34.774,64 por mês, valor que equivale por lei a 75% dos rendimentos de um parlamentar federal.
Além da remuneração base, o exercício desses cargos públicos envolve benefícios indiretos que não entram no cálculo do salário fixo, como verbas de gabinete e cotas parlamentares para custeio do mandato. Um exemplo é o auxílio-moradia concedido aos deputados federais que não ocupam imóveis funcionais em Brasília, cujo valor pode chegar a R$ 4.253,00 mensais.
O Parlamento sueco aprovou, nesta quinta-feira (13), a redução da idade de responsabilidade penal de 15 para 14 anos, enquanto o governo de direita se prepara para disputar eleições nacionais e promete endurecer o combate à criminalidade. A lei entrar em vigor em 10 de setembro, três dias antes de o país realizar eleições gerais.
Duzentos e oitenta e um legisladores votaram a favor de definir a idade em 14 anos, inclusive os social-democratas da oposição, enquanto 66 parlamentares votaram contra.
O Executivo, chefiado pelo primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson, que governa em minoria, se sustenta com o apoio do partido de extrema direita Democratas da Suécia.
Desde que chegou ao poder, em 2022, o governo fez do combate ao crime o eixo central de seu programa político. Um comissário nomeado pelo governo tinha recomendado reduzir a idade de responsabilidade penal para 14 anos.
O governo decidiu propor os 13 anos, mas a maioria dos 126 organismos consultados sobre a iniciativa, inclusive a polícia e o serviço penitenciário, se opuseram a fixar uma idade tão baixa.
Uma pesquisa da consultoria Demoskop para o jornal Svenska Dagbladet situou a oposição de centro esquerda à frente dos partidos de direita, embora com uma margem cada vez menor.
A consulta indicou que os partidos do governo e a extrema direita teriam 47% dos votos e os partidos da oposição, 51%.
Manter um detento no sistema prisional brasileiro custou, em média, R$ 2.637,75 mensais por estado em 2025. O valor representa um recorde histórico e supera em 73,7% o salário mínimo da época, que era de R$ 1.518,00. Os dados fazem parte do painel Custo do Preso, atualizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em relação a 2020, quando o gasto médio era de R$ 1,9 mil, o custo por apenado registrou uma alta de 38,2%.
No Rio Grande do Norte, o valor cobrado por detento ficou acima da média nacional, atingindo R$ 2.855,00 por mês. Com isso, o Estado destinou um total de R$ 362.684.804,00 para a manutenção dos apenados ao longo de todo o ano de 2025.
Em todo o país, o Amapá liderou o ranking de gastos, com uma despesa mensal de R$ 4.512,00 por preso, seguido pela Bahia, com R$ 4.011,00, e por Minas Gerais, com R$ 3.824,00. Já o Paraná registrou o menor custo do Brasil, com R$ 1.529,00 mensais por detento — quantia que, embora seja a mais baixa do país, ainda permanece superior ao salário mínimo pago ao trabalhador.
As despesas totais do Brasil com o sistema prisional também atingiram o patamar mais alto dos últimos seis anos, somando R$ 26,7 bilhões em 2025, com o mês de dezembro registrando o pico de R$ 3,1 bilhões. O estado de São Paulo concentrou a maior fatia desse orçamento, acumulando R$ 5,9 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Paraná, com R$ 1,7 bilhão. Na outra ponta, Roraima apresentou o menor orçamento prisional do país, com R$ 143,1 milhões.
A sustentabilidade financeira desse sistema é questionada por especialistas da área. Segundo Leonardo Sant’Anna, especialista internacional em segurança, o encarceramento exige gastos contínuos que vão muito além da ocupação de uma cela, englobando alimentação, vigilância, saúde, transporte, tecnologia, manutenção e contratação de profissionais. Para ele, o poder público precisa superar a lógica do encarceramento em massa e rever a aplicação generalizada de penas de prisão para infrações menos graves, investindo mais na prevenção de crimes e na reinserção social do que na simples manutenção de custódias prolongadas.
Em uma demonstração de força na disputa pela Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto, cumprirão agenda de campanha na cidade do Rio de Janeiro na manhã de sábado, 22 de agosto.
A estratégia das campanhas aposta em palanques estratégicos em diferentes pontos da capital fluminense. Flávio comanda evento no ginásio do Maracanãzinho, enquanto Lula realiza um comício no estádio do Bangu, na zona Oeste da cidade.
Maratona na véspera
Na sexta-feira (21/8), os dois pré-candidatos concentram forças em agendas distintas: o candidato do PL faz caminhada por municípios da Baixada Fluminense durante o dia e encerra a agenda em um jantar com prefeitos da região, enquanto o petista cumpre agenda em Belo Horizonte (MG) para oficializar o lançamento da candidatura do deputado Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais.
O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump, são “alvos legítimos” das forças de segurança dos EUA. Em entrevista no Panamá, Hegseth mencionou a possibilidade de ações militares na Colômbia, parte da coalizão Escudo dos Américas, criada para combater o crime organizado.
Classificados como organizações terroristas internacionais pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são “alvos legítimos” das forças de segurança norte-americanas.
A afirmação é do secretário de Defesa (ou secretário da Guerra) do governo Trump, Pete Hegseth, que falou nesta quinta-feira, 13, sobre eventuais ações militares dos EUA na América Latina.
Em entrevista concedida no Panamá, Hegseth falou sobre uma possível ação militar contra grupos armados na Colômbia, país que recentemente se juntou à coalizão Escudo dos Américas. Trata-se de uma coalizão militar e de segurança regional lançada em março por Trump.
O grupo reúne EUA e diversos países latino-americanos e caribenhos com o objetivo de coordenar inteligência, logística e ações de força contra cartéis de drogas, redes de tráfico e o crime organizado.
“Organizações designadas como terroristas serão alvos legítimos do governo dos EUA, em parceria com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou o secretário da Guerra, ao confirmar a possiblidade de operações contra dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Como PCC e CV foram classificados por Washington como organizações terroristas, o governo Trump deixa claro que têm poder e legitimidade para realizar operações de combate ao crime organizado em território brasileiro, se isso for necessário.
A inclusão de PCC e CV na lista de grupos terroristas permite o congelamento de ativos financeiros de pessoas e empresas ligadas às facções pelo Departamento do Tesouro norte-americano. A medida também facilita o rastreamento de redes de apoio financeiro e logístico no exterior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que ganhou pouco destaque numa entrevista que deu ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho de 2026. O petista contou que foi contra e fez críticas ao Plano Real, em 1994, por razões eleitorais e para se contrapor ao principal adversário à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que venceu a corrida pelo Planalto no 1º turno.
Eis o que disse Lula ao Inteligência Ltda.: “O Plano Real foi um sucesso extraordinário. Estabilizou a inflação, ele estabilizou o preço. E aí o Fernando Henrique Cardoso… Também eu era sozinho. Era só o PT e o PC do B contra o mundo. E eu ainda tinha que falar mal do Real [Mas você era conta ou era a favor?]. Eu era contra [Por que tinha que ser ou…?] Porque eu achava que o Real não resolvia o problema. Porque, se eu fosse favorável, por que ser candidato? Então eu tinha que ser contra, pô”.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou, na tarde desta sexta-feira (14/8), a nova política sobre atletas do vôlei feminino. Com as diretrizes apresentadas, a modalidade será disputada apenas por atletas do sexo biológico feminino, não permitindo mulheres trans em competições oficiais.
De acordo com a própria Confederação Brasileira de Voleibol, a nova política é um alinhamento com os critérios apresentados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
Com isso, as atletas do sexo feminino passarão por uma verificação feita por um teste e triagem do gene SRY. João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, comentou sobre a nova diretriz da CBV.
“A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa” comentou.
Ainda em comunicado da CBV, a nova política entra em vigor em competições importantes no cenário nacional: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, nesta 6ª feira (14.ago.2026), que a liberdade de imprensa “não está em questão no Brasil” e defendeu a garantia constitucional do sigilo da fonte. A declaração foi dada ao ser questionada sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou uma operação contra uma fonte de um jornalista no Maranhão.
“A liberdade de imprensa não está em questão no Brasil. Não existe democracia sem liberdade de imprensa. É garantido o sigilo da fonte, isso é o que está na Constituição”, declarou durante evento promovido pela BBC News Brasil e pela BBC World Service, em São Paulo.
Cármen Lúcia, no entanto, evitou comentar especificamente a decisão de Moraes. Disse que, como o caso está sob análise da Corte, não pode antecipar seu posicionamento.
“Eu sou proibida por lei de falar sobre o que está sub judice do Supremo. […] Mas quando chegar lá eu vou ter que votar”, afirmou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, indicou que o caso deverá ser analisado pelo plenário. Na 5ª feira (13.ago), ele também defendeu a liberdade de imprensa e a proteção ao sigilo da fonte.
Dino, Gilmar e Nunes Marques, vão formar maioria pra varrer tudo pra baixo do tapete.
Conversa fiada. A turma pode muito bem funcionar com 4 ministros. Isso é para trazer 1 voto para tentar proteger e encobrir políticos e membros do judiciário. Esse STF é verdadeiramente uma vergonha nacional.