Foto: Sérgio Lima/Poder360
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta 5ª feira (2.jun.2022) abertura de inquérito contra o PCO (Partido da Causa Operária) por publicações da sigla na internet.
Moraes mandou bloquear os perfis da legenda nas redes sociais e determinou que o presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, dê depoimento à PF (Polícia Federal) em 5 dias.
A investigação aberta pelo ministro é baseada no inquérito das fake news, que apura disseminação de notícias falsas contra a Corte. A ordem para bloqueio das contas atinge os perfis do partido no Twitter, Instagram, Facebook, Telegram, Youtube e Tik Tok.
A decisão veio depois de publicação no Twitter em que o partido, de esquerda, chama o ministro de “skinhead de toga” e diz que ele está em “sanha por ditadura”. O PCO também pediu a “dissolução do STF”, em declaração semelhante a de grupos de direita, que figuram no inquérito da Corte.

“Alexandre de Moraes: candidatos que ‘divulgarem fake news’ terão registro cassado. Em sanha por ditadura, skinhead de toga retalha o direito de expressão, e prepara um novo golpe nas eleições. A repressão aos direitos sempre se voltará contra os trabalhadores! Dissolução do STF!”, diz a publicação do partido no Twitter.
Em sua decisão, Moraes disse que o PCO divulga diversas “publicações de extrema gravidade, por meio da qual defende, sem qualquer restrição, a dissolução da SUPREMA CORTE”. Também afirmou ser necessária a adoção de “providências aptas a cessar a prática criminosa, além de esclarecer os fatos investigados”.
“Efetivamente, o que se verifica é a existência de fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais do próprio partido, divulgados em seu site na internet”, escreveu o ministro.
Moraes escreveu que “há relevantes indícios” do uso de dinheiro público por parte do presidente d PCO “para fins meramente ilícitos”, como a disseminação em massa de “ataques escancarados e reiterados às instituições democráticas e ao próprio Estado Democrático de Direito, em total desrespeito aos parâmetros constitucionais que protegem a liberdade de expressão”.
Depois da decisão, o PCO publicou em seu perfil no Twitter ataques ao Supremo. “Abaixo a ditadura do STF!” e “Abaixo a censura! Pelo fim do STF!” foram alguns dos tweets.
A publicação do partido no Twitter, que motivou a decisão de Moraes, fez referência a uma fala do ministro feita em evento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na 3ª feira (31.mai). Na ocasião, o magistrado havia dito que políticos que compartilharem informações falsas poderão ter o registro cassado para as eleições em outubro. De acordo com Moraes, a Justiça estará preparada para combater as “milícias digitais”.
“Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais e que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro daquele que a veiculou”, declarou o ministro.
Poder 360
Parabéns Moraes..bota Bolsomerda na cadeia e a gang
Nunca pensei que fosse admirar alguma coisa feita por um esquerdopata, mais esta alcunha de Skinhead de toga ficou muito boa e bem pertinente.
Todo Ditador começa cerceando um “espectro” político, mas no decorrer do tempo avança em seus atos e alcança todos.
Concordo !!!
Meu amigo, um partido político (de esquerda) fala em dissolver o Supremo e vc acha isso pouco? Amanhã esse partido vai querer que nos tornemos uma Venezuela. Acertou o Ministro, tem que cortar o mal pela raiz. Não se trata de esquerda ou direita, se trata de não usar o “direito de expressão” pra atacar as instituições democráticas.
Estranho é um partido anti capitalista divulgar seu trabalho em todas as redes sociais de empresas que eles condenam.
Concordo com vc Felipe! O ataque às instituições tem que ser combatido, venha de onde vier esse ataque, seja da extrema esquerda seja da extrema direita…
Estranho são comentadores LIBERAIS virem reclamar de censura em redes sociais operadas por empresas privadas.