Foto: Luis Nova/Metrópoles
O ministro Alexandre de Moraes poderá usar o andamento de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz para tentar conter a pressão por seu impeachment no Senado. A avaliação é apresentada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
A investigação, relatada por Moraes no STF, apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas envolvendo Flávio e Willer. O senador reconhece publicamente ser amigo pessoal do advogado.
Segundo a coluna, aliados de Flávio e integrantes do governo Lula avaliam que o andamento do inquérito poderá influenciar a movimentação política em torno de um eventual processo de impeachment do ministro.
Após a derrota de Flávio na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moraes determinou que a Polícia Federal intimasse o senador para entregar seus passaportes. Dias antes, o ministro havia determinado a suspensão dos passaportes de Willer Tomaz.
A coluna também aponta que a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado, em 2027, seria um fator importante para os interesses políticos de Moraes diante da pressão por seu afastamento.
As avaliações sobre uma possível estratégia do ministro são atribuídas a interlocutores citados pela coluna. Não há, no texto, comprovação de que Moraes esteja conduzindo a investigação com o objetivo de evitar um impeachment.
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