Brasil

Moraes usou TSE fora do rito para investigar bolsonaristas no Supremo, revelam mensagens

O gabinete de Alexandre de Moraes no STF ordenou por mensagens e de forma não oficial a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio ministro contra bolsonaristas no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal durante e após as eleições de 2022.

Diálogos aos quais a reportagem teve acesso mostram como o setor de combate à desinformação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), presidido à época por Moraes, foi usado como um braço investigativo do gabinete do ministro no Supremo.

As mensagens revelam um fluxo fora do rito envolvendo os dois tribunais, tendo o órgão de combate à desinformação do TSE sido utilizado para investigar e abastecer um inquérito de outro tribunal, o STF, em assuntos relacionados ou não com a eleição daquele ano.

Folha teve acesso a mais de 6 gigabytes de mensagens e arquivos trocados via WhatsApp por auxiliares de Moraes, entre eles o seu principal assessor no STF, que ocupa até hoje o posto de juiz instrutor (espécie de auxiliar de Moraes no gabinete), e outros integrantes da sua equipe no TSE e no Supremo.

Em alguns momentos das conversas, assessores relataram irritação de Moraes com a demora no atendimento às suas ordens. “Vocês querem que eu faça o laudo?”, consta em uma das reproduções de falas do ministro. “Ele cismou. Quando ele cisma, é uma tragédia”, comentou um dos assessores. “Ele tá bravo agora”, disse outro.

O maior volume de mensagens com pedidos informais –todas no WhatsApp– envolveu o juiz instrutor Airton Vieira, assessor mais próximo de Moraes no STF, e Eduardo Tagliaferro, um perito criminal que à época chefiava a AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE.

Tagliaferro deixou o cargo no TSE em maio de 2023, após ser preso sob suspeita de violência doméstica contra a sua esposa, em Caieiras (SP).

Procurados por meio da assessoria do STF e informados sobre o teor da reportagem, Moraes e o juiz Airton Vieira não responderam. Tagliaferro afirmou que não se manifestará, mas que “cumpria todas as ordens que me eram dadas e não me recordo de ter cometido qualquer ilegalidade”.

O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro (de terno), e Airton Vieira, juiz instrutor de Alexandre de Moraes no STF – Reprodução/Reprodução

As mensagens mostram que Airton Vieira (STF) pedia informalmente via WhatsApp ao funcionário do TSE relatórios específicos contra aliados de Bolsonaro. Esses documentos eram enviados da Justiça Eleitoral para o inquérito das fake news, no STF.

Em nenhum dos casos aos quais a Folha teve acesso havia informação oficial de que esses relatórios tinham sido produzidos a pedido do ministro ou do seu gabinete do STF. Em alguns, aparecia que o relatório era “de ordem” do juiz auxiliar do TSE. Em outros, uma denúncia anônima.

As mensagens abrangem o período de agosto de 2022, já durante a campanha eleitoral, e maio de 2023.

Folha obteve o material com fontes que tiveram acesso a dados de um telefone que contém as mensagens, não decorrendo de interceptação ilegal ou acesso hacker.

  • Ouça trechos de diálogos entre assessores de Moraes

O conjunto de diálogos mostra ao menos duas dezenas de casos em que o gabinete de Moraes no STF solicita de maneira extraoficial a produção de relatórios pelo TSE.

Ao menos parte desses documentos foi usada pelo ministro para embasar medidas criminais contra bolsonaristas, como cancelamento de passaportes, bloqueio de redes sociais e intimações para depoimento à Polícia Federal.

controverso inquérito das fake news, aberto em março de 2019, tornou-se um dos mais polêmicos em tramitação no Supremo, tendo sido usado por Moraes nos últimos anos para tomar decisões de ofício (sem provocação), sem participação do Ministério Público ou da Polícia Federal.

Dois pedidos de monitoramento e produção de relatórios sobre postagens do jornalista Rodrigo Constantino, apoiador de Jair Bolsonaro, mostram como se dava a dinâmica.

Um deles ocorreu em 28 de dezembro de 2022, a quatro dias da posse de Lula, quando, em tese, já não havia mais motivo para o TSE atuar.

O juiz auxiliar do gabinete de Moraes no STF pergunta a Tagliaferro, do TSE, se ele pode falar. “Posso sim, posso sim, é por acaso [o caso] do Constantino?”.

Depois desse áudio, os dois iniciam uma conversa sobre um pedido de Moraes para fazer relatórios a partir de publicações das redes de Constantino e do também bolsonarista Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan e neto do ex-presidente João Batista Figueiredo, o último da ditadura militar.

À época, os dois entraram na mira de Moraes porque reverberaram em suas redes sociais ataques à lisura da eleição e a ministros do STF, além de incitar os militares contra o resultado das urnas.

Eduardo Tagliaferro, então chefe da AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes – Reprodução

Depois de Tagliaferro (TSE) encaminhar uma primeira versão do relatório sobre Constantino, Airton Vieira (STF) manda prints de postagens do jornalista e cobra a alteração do documento para inclusão de mais manifestações.

Pelas mensagens, fica claro que o pedido para produção do relatório partiu do próprio Moraes.

“Quem mandou isso aí, exatamente agora, foi o ministro e mandou dizendo: vocês querem que eu faça o laudo? Ele tá assim, ele cismou com isso aí. Como ele está esses dias sem sessão, ele está com tempo para ficar procurando”, diz Airton Vieira em áudio enviado a Tagliaferro às 23h59 daquele dia.

“É melhor por [as postagens], alterar mais uma vez, aí satisfaz sua excelência”, completa Vieira.

O assessor do TSE então responde, já na madrugada do dia 29 de dezembro, e afirma que o conteúdo do relatório enviado anteriormente já seria suficiente, mas que iria alterar o documento e incluir as postagens indicadas por Moraes por meio do juiz instrutor.

“Concordo com você, Eduardo [Tagliaferro]. Se for ficar procurando [postagens], vai encontrar, evidente. Mas como você disse, o que já tem é suficiente. Mas não adianta, ele [Moraes] cismou. Quando ele cisma, é uma tragédia”, responde o juiz Airton Vieira.

Dias depois dessa conversa, em 1º de janeiro de 2023, Airton Vieira manda para Tagliaferro cópia de duas decisões sigilosas de Moraes tomadas dentro do inquérito das fake news produzidas com base no relatório enviado de maneira supostamente espontânea.

“Trata-se de um ofício encaminhado pela Assessoria Especial de Desinformação Núcleo de Inteligência do Tribunal Superior Eleitoral”, diz o início da decisão, sem citar que o material havia sido encomendado em seu nome pelo auxiliar em uma conversa via WhatsApp.

Entre as postagens de Constantino que entraram na mira estavam duas: “O que se passava na cabeça de Gilmar Mendes na festa da impunidade ontem, festejando a nomeação de Lula pelo sistema? Que será o primeiro aqui a ganhar um habeas corpus?”. E a outra “é a primeira vez na história do crime organizado que as vítimas assistem, em tempo real, (sic) a quadrilha se preparando para lhes roubar, conhecem os criminosos, e não podem fazer nada porque a Justiça a quem poderiam recorrer faz parte da quadrilha.”

Nas decisões, Moraes ordena a quebra de sigilo bancário de Constantino e Figueiredo, bem como o cancelamento de seus passaportes, bloqueio de suas redes sociais e intimações para que fossem ouvidos pela Polícia Federal.

Cerca de um mês antes, em 22 de novembro de 2022, outro pedido de Moraes sobre Constantino mostra o próprio ministro efetuando as solicitações que chegaram ao órgão de combate à desinformação do TSE.

Naquele dia, às 22h49, Airton Vieira manda o print de uma conversa com Moraes em um grupo do WhatsApp chamado Inquéritos.

A mensagem mostra o ministro enviando postagens de Constantino, uma delas questionando o fato de o partido de Bolsonaro, o PL, não ter feito um questionamento ao TSE —não fica claro sobre qual tema.

“Peça para o Eduardo analisar as mensagens desse [Constantino] para vermos se dá para bloquear e prever multa”, diz a mensagem de Moraes, cujos prints foram enviados a Eduardo Tagliaferro. “Já recebi” e “Está para derrubada”, responde o assessor do TSE em duas mensagens.

 

Print de mensagem via WhatsApp em que Alexandre de Moraes faz pedido ao seu juiz instrutor Airton Vieira – Reprodução

Após pedir para Tagliaferro produzir um relatório “como de praxe”, Airton Vieira e o assessor do TSE discutem sobre se as decisões seriam pelo STF ou pelo TSE.

Em um primeiro momento, Airton Vieira diz que o bloqueio seria dado pelo TSE e a multa pelo STF. Em poucos minutos, no entanto, ele informa que tudo será pelo STF e pede para Tagliaferro caprichar.

“Eduardo, bloqueio e multa pelo STF (Rodrigo Constantino). Capriche no relatório, por favor. Rsrsrs. Aí, com ofício, via e-mail. Obrigado”, afirma.

Já na madrugada do dia 23, à 1h06, Tagliaferro envia o relatório atribuindo a informações recebidas de parceiros do setor de combate à desinformação.

“Através de nosso sistema de alertas e monitoramentos realizados por parceiros deste Tribunal, recebemos informações de frequentes postagens realizadas pelo perfil @Rconstantino, esse em uso na plataforma Twitter, no qual informam existir diversas postagens ofensivas contra as instituições, Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral”, diz o documento.

Em uma outra conversa, no dia 4 de dezembro de 2022, os próprios assessores de Moraes manifestam receio sobre o modo não convencional que vinha sendo usado.

Às 12h daquele dia, Marco Antônio Vargas, juiz auxiliar de Moraes no TSE, pergunta a Tagliaferro: “Dr. Airton está te passando coisas no privado?”.

Após o chefe do órgão de combate à desinformação responder que sim, o juiz do TSE faz uma brincadeira sobre a possibilidade de o modelo implicar em nulidade das provas. “Falha na prova. Vou impugnar”, disse ele.

Tagliaferro então fala da sua apreensão com o modelo de envio de relatórios por meio do TSE a pedido de Airton Vieira. “Temos que tomar cuidado com essas coisas saindo pelo TSE. É seu nome”, diz ele. Em seguida, chega a sugerir um possível caminho para “aliviar isso”.

“Nem que crie um e-mail para enviar para nós uma denúncia.”

A atuação de Moraes à frente do TSE e dos inquéritos no STF rendeu críticas e elogios ao longo do tempo. Um dos períodos mais tensos para o ministro ocorreu recentemente, em abril, quando Elon Musk passou a contestar as decisões do magistrado brasileiro.

Neste contexto, uma comissão do Congresso dos EUA publicou uma série de decisões sigilosas de Moraes sobre a suspensão ou remoção de perfis nas redes sociais.

Com base nesse material, a Folha revelou naquele mesmo mês de abril que o órgão do TSE de enfrentamento à desinformação havia ajudado a turbinar inquéritos do STF. O que não se sabia, no entanto, é que o grupo produzia esses relatórios a pedido do próprio gabinete de Moraes, o que agora é possível saber com base nas mensagens.

O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019, logo nos primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro Dias Toffoli, que indicou Moraes como relator.

O objetivo, divulgou o STF à época, era “apurar fatos e infrações relativas a notícias fraudulentas (fake news) e ameaças veiculadas na Internet que têm como alvo a Corte, seus ministros e familiares”.

Desde o início, quando censurou a revista Crusoé, o inquérito tem sido alvo de críticas por juristas, mas foi considerado constitucional pelo plenário do STF, em junho de 2020.

A PGR, ainda sob Raquel Dodge, pediu mais de uma vez o arquivamento do caso. Na gestão de Augusto Aras, a Procuradoria defendeu sua participação no inquérito, que deveria mirar apenas fatos relacionados a garantia da segurança dos integrantes do tribunal.

Fonte: Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Vi dois siris jogando bola lá no mar, vi dois siris bola jogar , lá no mar….
    Vai cair o careca , o careca vai cair lá lá ia…..
    Até cego e surdo tá vendo que é perseguição total contra Bolsonaro.
    Não existe nem um santo na política.
    Mas todo mundo tá vendo.
    Lula tá com o franzido que não passa um maruim ou vai ficar que passa uma jaca.
    Kkkkkkkkkkkk
    Vi dois siris jogando bola lá no mar, vi dois suris bola jogar , lá no mar

  2. Grande coisa…kkkkk
    Não muda nada nada nada…
    Moraes continua com o nosso máximo respeito e o Bozo continua candidato a uma vaga no sistema prisional…
    Moraes: herói democrata!

  3. Calo-me porque o silêncio é permitido, não só a mim, não conheço do processo, nem mesmo sou advogado, sou apenas um cidadão simples, e aí calo-me, mesmo que eu leia, veja ou escute, eu não li, eu não vi, eu não escutei. Celo-me!!

  4. Essas matérias da foice de São Paulo não vale na gadolandia, ainda mais quando mostra que Xandão usou métodos da lava jato que prendeu Lula né!?

  5. Morais tá certo, bando de bolsominion queriam fazer aqui o que maduro faz na Venezuela, espero que dê cadeia pesada a essa corja lixo

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Política

[VÍDEO] “Extorsão e chantagem”: vereador Léo Souza denuncia campanha de difamação em Natal

Imagens: Reprodução/Léo Souza

O vereador de Natal, Léo Souza (Republicanos), afirmou nas redes sociais que está sendo vítima de um processo de extorsão, chantagem, calúnia e difamação, envolvendo uma pessoa ligada ao período de sua campanha eleitoral.

Segundo ele, o caso se arrasta há cerca de um ano e envolve ameaças e cobranças que ele classifica como ilegais, ultrapassando o campo político e atingindo sua família.

Léo Souza afirma que o episódio evoluiu para o que chama de “campanha de exposição e difamação articulada”, após ele se recusar a ceder às exigências apresentadas.

O vereador disse ainda que tentou apresentar sua versão dos fatos, mas encontrou um ambiente que considera “orquestrado” e sem disposição de diálogo. Ele afirma que o caso já está judicializado e que houve decisão favorável em uma das medidas.

Por fim, declarou que seguirá exercendo o mandato normalmente enquanto aguarda o andamento das investigações e decisões judiciais.

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Política

Fim da escala 6×1? Comissão acelera debates e pode votar mudança ainda em maio

Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de redução da jornada de trabalho no regime 6×1 avançou nesta terça-feira (5) na tramitação do tema e acelerou o cronograma de discussões. A expectativa é de que o texto possa ser votado ainda na segunda quinzena de maio.

O colegiado aprovou requerimentos para a realização de audiências públicas com ministros de Estado, representantes do Banco Central, centrais sindicais e setores produtivos. Também foram autorizados estudos técnicos e simulações para avaliar os impactos da proposta na economia, no emprego e na renda.

Entre os convidados das discussões estão o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de representantes de entidades sindicais e empresariais. As primeiras reuniões devem ocorrer nos próximos dias.

O plano de trabalho prevê ao menos dois debates semanais em Brasília e encontros em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. O relator da comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), pretende apresentar seu parecer até 20 de maio, com possibilidade de votação no colegiado no dia 26 e envio da proposta ao plenário ainda no fim do mês.

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Geral

Paulinho Freire será coordenador-geral da campanha de Álvaro Dias ao Governo do RN

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, será o coordenador-geral da campanha de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte.

A escolha reforça o alinhamento político, a sintonia administrativa e o entrosamento construído entre Paulinho Freire, Álvaro Dias e Babá Pereira, pré-candidato a vice-governador na chapa.

Com reconhecida capacidade de articulação, liderança política e trânsito entre lideranças municipais, estaduais e nacionais, Paulinho assumirá a condução estratégica da campanha, contribuindo diretamente para a organização política, a ampliação de apoios e o diálogo com a sociedade potiguar.

A campanha de Álvaro Dias ao Governo terá como marca o diálogo, a defesa do desenvolvimento regional, a geração de empregos, o fortalecimento dos municípios e a construção de um novo projeto para o Rio Grande do Norte.

Com Paulinho Freire na coordenação-geral, a pré-campanha ganha musculatura política e amplia sua capacidade de articulação em todas as regiões do Estado.

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Geral

Alinhamento em Pauta: Vereador Professor Italo Siqueira cumpre agenda com Ezequiel Ferreira e Wolney França

A manhã desta terça-feira (5) foi de importantes definições políticas e administrativas para Parnamirim. O vereador Professor Italo Siqueira participou de uma reunião estratégica com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, e o secretário de Tributação do município, Wolney França.

No encontro, o trio debateu o fortalecimento do alinhamento entre as esferas estadual e municipal, focando em projetos e ações que visam o desenvolvimento da cidade. A pauta reforçou a união de forças políticas para garantir que as demandas da população parnamirinense continuem sendo atendidas com eficiência.

O presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira, destacou a importância da sintonia entre as lideranças. “Nosso objetivo é consolidar um trabalho que já mostra resultados colhidos lá na ponta, para o cidadão. Estamos reafirmando aqui uma parceria que vem dando muito certo e que seguirá firme em prol do crescimento de Parnamirim”, disse.

A reunião sinaliza um momento de coesão política, unindo a experiência legislativa e a gestão técnica para planejar os próximos passos administrativos da região.

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Geral

PESQUISA REAL TIME BIG DATA: 40% dos brasileiros consideram que a economia piorou, enquanto 31% avaliam que houve melhora

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Dario Durigan (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Divulgação)

A percepção negativa da economia predomina no país: 40% dos brasileiros dizem que a situação piorou, enquanto 31% avaliam que houve melhora, segundo pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5).

O cenário econômico influencia diretamente o ambiente político. O levantamento indica disputa equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com vantagem para Flávio.

Os dados mostram diferenças claras por faixa de renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, Lula lidera com 46%, contra 30% de Flávio. Já na faixa de dois a cinco salários mínimos, há empate técnico: 37% para Flávio e 35% para Lula.

Entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 36%, enquanto Lula tem 30%.

A pesquisa também aponta que 79% dos entrevistados ganham até cinco salários mínimos, grupo mais sensível à inflação e ao custo de vida, fatores que pesam na avaliação do governo e no comportamento eleitoral.

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Geral

Trump faz novas críticas ao papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’

Foto: ALBERTO PIZZOLI e JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV e afirmou que o pontífice estaria “colocando católicos em perigo” ao supostamente relativizar o risco de o Irã ter armas nucleares.

A declaração foi dada em entrevista ao comentarista Hugh Hewitt. Durante a conversa, Trump acusou o papa de considerar aceitável que o Irã possua armamento nuclear — algo que não foi defendido publicamente por Leão XIV.

O papa, por sua vez, tem reiterado posições em favor da paz e da negociação diplomática, negando apoio a conflitos ou armamentos nucleares.

As críticas fazem parte de uma sequência de ataques recentes de Trump ao líder da Igreja Católica, a quem já chamou de “fraco” e “péssimo”.

Diante da tensão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará ao Vaticano para se reunir com representantes da Santa Sé. O objetivo é discutir temas como Oriente Médio, segurança internacional e cooperação bilateral. O episódio também tem reflexos políticos internos nos EUA, em meio ao cenário pré-eleitoral.

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90% dos eleitores brasileiros são a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, diz pesquisa Real Time Big Data

Foto:Titi-Flickr

Pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5) mostra que 90% dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos. Outros 10% são contra.

O apoio é maior entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro, com 96% favoráveis e 2% contrários. Entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 81% apoiam e 16% rejeitam a proposta.

A redução da maioridade penal exige mudança na Constituição, que hoje considera inimputáveis menores de 18 anos. Atualmente, adolescentes que cometem infrações são punidos conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Defensores da medida argumentam que crimes graves devem ser punidos com mais rigor. Já críticos avaliam que a mudança não reduz a violência e pode ampliar o encarceramento juvenil.

A pesquisa foi realizada de 2 a 4 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03627/2026.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] BG comenta anúncio de Carlos Eduardo que está fora da disputa do Senado: ‘desconvidado’

BG traçou uma linha do tempo, comentando a carreira política, as polêmicas e problemas de relacionamento em razão da arrogância e prepotência, dificuldade em formar um grupo político ao seu redor, falhas na gestão enquanto prefeito de Natal, além do histórico das recentes derrotas de Carlos Eduardo nas últimas eleições que disputou ao comentar o anúncio do ex-prefeito de Natal de que está fora da disputa por um vaga no Senado.

“Carlos Eduardo soltou uma nota melancólica, dizendo que não será candidato porque o partido União Brasil não disponibilizou recursos financeiros. Foi desconvidado”, comentou BG.

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: Servidores da Saúde do Estado fazem mais uma paralisação, mas Cadu Xavier insiste em dizer que há ‘comprimisso’ do governo

Servidores estaduais da Saúde realizaram mais uma paralisação nesta terça-feira (5), cobrando do Governo do Estado recomposição salarial.

Curiosamente e até ironicamente, no mesmo dia, o ex-secretário do governo Fátima e pré-candidato ao governo estadual, Cadu Xavier dava entrevista ao programa Contraponto, apresentado pelo jornalista Diógenes Dantas, na 96 FM. Durante a entrevista, Cadu citou a palavra ‘compromisso’ pelo menos nove vezes, ao falar sobre os servidores.

O fato foi tema de comentário de Bruno Giovanni no programa Meio Dia RN de hoje. “Cadu diz que este é o governo que tem mais compromisso com o servidor. Não sei qual o servidor que Cadu se refere. Em relação à educação, greves no ano passado, paralisações. A saúde é paralisação semana sim, semana não. A polícia, apesar da convocação de concursados na semana passada, circulam no WhatsApp textos de policiais instatisfeitos, mas Cadu citou nove vezes a palavra ‘compromisso’ hoje para se referir ao tratamento dado pelo governo aos servidores. Eu tô querendo buscar com quem é esse compromisso. Porque com a população do Estado não é. É um descompromisso completo”, comentou o BG.

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Utilidade pública

Bairros de Tirol, Neópolis e Pitimbu terão desligamentos programados para manutenção na rede elétrica até domingo (10); veja o cronograma

Foto: Divulgação / Neoenergia Cosern

A Neoenergia Cosern programou desligamentos pontuais para realizar serviços de manutenção e reforço da rede elétrica em ruas, dias e horas específicas nos bairros Pitimbu, Neópolis e Tirol, em Natal, Jardim Planalto, em Parnamirim, e nos centros de Patu, Severiano Melo e de São Francisco do Oeste até o próximo domingo (10).

A suspensão temporária do serviço costuma durar em média quatro horas, enquanto os técnicos trabalham com segurança, e pode ser concluído antes do horário previsto. Confira as informações:

Cronograma

Sexta-feira, dia 08/05:

Parnamirim

Bairro Jardim Planalto, na Rua das Capitanias e Adjacências (185 clientes), das 08h às 12h

Severiano Melo

Bairro Centro, Rua Câmara Cascudo e Adjacências (102 clientes), das 8h às 12h

Patu

Bairro Centro, Rua da Linha e Adjacências (293 clientes), das 8h às 13h


Sábado, dia 09/05

Natal

Bairro Pitimbu, Rua das Algarobas e Adjacências (179 clientes), das 8h às 12h.

São Francisco do Oeste

Bairro Centro, Rua Alexandre Benedito e Adjacências (53 clientes), das 8h às 12h.


Domingo, dia 10/05

Natal

Bairro Neópolis, Rua da Maravilha e Adjacências (179 clientes), das 8h às 12h.

Bairro Tirol, Rua Ceará Mirim e Adjacências (25 clientes), das 8h às 12h.

Importância da atualização cadastral

A Neoenergia Cosern reforça que é importante os clientes manterem os dados cadastrais atualizados para receber informações sobre desligamentos programados, falta de energia e participar de promoções, além de terem seus chamados atendidos de forma mais rápida. Os dados atualizados também facilitam o cadastro automático do cliente que tem direito e não sabe ao benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica.

Canais de atendimento:

Site (www.neoenergia.com.br/rn), clique em “Atendimento”, seguido de “Atualização Cadastral”;

Teleatendimento: 116 – disponível 24 horas, todos os dias da semana (é possível atualizar telefone e e-mail);

WhatsApp (84 3215 6001) e Lojas de Atendimento (é possível cadastrar documentos como RG e CPF);

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