Saúde

Mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos no Brasil

Pela primeira vez desde 1990, houve aumento na taxa de mortalidade infantil do Brasil em 2016, e a tendência é que o índice de 2017 também se mantenha acima do registrado em 2015.

A epidemia do vírus da zika e a crise econômica são apontadas pelo Ministério da Saúde como causas do crescimento. A primeira, pela queda de nascimentos (o que traz impacto no cálculo da taxa de mortalidade) e de mortes de bebês por malformações graves.

Já a crise estaria associada às mortes infantis evitáveis, causadas por diarreias e pneumonias, que são influenciadas pela perda de renda das famílias, estagnação de programas sociais e cortes na saúde pública.

Dados inéditos do Ministério da Saúde analisados pela Folha mostram que desde o começo da década de 1990 (dados de anos anteriores têm critérios diferentes) o país apresentava redução anual média de 4,9% da taxa de mortalidade. Esse valor estava acima da média global de redução, estimada em 3,2% em relatório do Unicef (fundo das Nações Unidas) em 2017.

No Brasil, a taxa de mortalidade de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento próximo de 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2014 e 2013.

Segundo o relatório do Unicef, entre 2015 e 2016 na América Latina a taxa ficou estacionada em 18 óbitos infantis por mil nascimentos. No mundo a tendência de redução se manteve —de 42 para 41.

Para 2017, a previsão no Brasil é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015), mas os números oficiais ainda não estão fechados.

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. Monitora-se ainda a taxa chamada de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até cinco anos mortas a cada mil nascidos vivos. Em 2016, morreram 36.350 crianças nessa faixa etária —19.025 nos primeiros sete dias.

“A tendência é piorar. Ainda não entraram todos os óbitos de 2017, que estão sendo investigados”, diz Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do ministério.

Segundo ela, 2016 foi atípico porque teve queda de 5,3% na taxa de nascimentos, atribuída à epidemia de zika. “Houve uma mistura de prevenção com interrupção de gravidez.”

Os dados também mostram alta de mortes infantis evitáveis não relacionadas ao zika.

Entre bebês de um mês a um ano de idade, houve crescimento de 2% das mortes. De um a quatro anos, no total, houve aumento de 11%.

Entre as causas, chama atenção o aumento de 12% entre 2015 e 2016 nas mortes de menores de cinco anos por diarreia (de 532 para 597). Centro Oeste, Norte e Nordeste foram as regiões com maiores altas (48%, 25% e 8%, respectivamente). Responderam juntas por 74% das mortes.

“São causas muito ligadas aos determinantes sociais. Com a crise econômica, houve redução de emprego e da renda em geral. As políticas sociais deixaram de ser expandidas”, afirma Fátima.

A Fundação Abrinq relaciona a piora dos indicadores infantis ao corte de verbas e contingenciamento de orçamentos de programas como o Bolsa Família e a Rede Cegonha, de apoio às mães na gestação e puerpério.

Em 2017, por exemplo, a taxa de desnutrição crônica de crianças até cinco anos ficou em 13,1% — contra 12,6% registrada em 2016 e 12,5% em 2015. O índice retorna ao mesmo patamar de 2013.

“Políticas de proteção social não podem sofrer cortes nem ajuste orçamentário para o equilíbrio das contas públicas. Isso impacta muito na sobrevivência das famílias pobres e extremamente pobres”, diz Denise Cesario, gerente executiva da Fundação Abrinq.

Segundo ela, o reajuste do Bolsa Família não tem levado em conta a inflação do período. Entre 2015 e 2016 teria sido de R$ 3 bilhões, mas ficou em R$ 1 bilhão. Neste ano, a dotação era de R$ 28,7 bilhões, mas, após contingenciamento, ficou em R$ 26,5 bilhões.

“Se eu tenho uma criança que ficou mais desnutrida porque os pais perderam o emprego, a política social busca compensar. Mas quando não tenho expansão, é possível que os efeitos apareçam na mortalidade”, afirma Fátima Marinho, do ministério.

Os dados mostram que 20 estados tiveram alta na mortalidade infantil em 2016.

Juntos, Amapá, Amazonas, Bahia, Pará, Piauí e Roraima tiveram taxa de mortalidade média de 19,6 e aumento de 14,6% ante 2015 —equivalente a três vezes a alta nacional. Os únicos estados com redução de taxas em 2016 foram Rondônia, Acre, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

Já São Paulo teve em 2016 a quinta menor taxa de mortalidade infantil do país (11,09). Porém também figura entre os que interromperam a tendência de queda: alta de 2,7%, contra a redução média anual de 4,1% entre 1991 e 2015.

Para Vitor Manuel Jesus Mateus, vice-presidente do Conass (conselho dos secretários estaduais de saúde), a crise econômica prejudicou o acesso dos usuários aos serviços de saúde, o que pode explicar em parte não só o aumento da mortalidade infantil como a piora de outros indicadores, como o da taxa de vacinação.

Um a cada quatro municípios do país tem cobertura abaixo do ideal em todas as vacinas obrigatórias para bebês e crianças, elevando a ameaça de retorno de velhas doenças.

“Muita gente está sem dinheiro até para o transporte até o posto”, afirma.

Para a pediatra Maria Albertina Santiago Rego, do departamento de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o aumento de mortes infantis pode estar ligado à falta de organização na saúde.

“A mãe tem que fazer um pré-natal bem feito, de acordo com o risco, e ir à maternidade que responda à condição clínica dela e do neném.”

Segundo ela, o pré-natal, especialmente os de gestantes de risco e de alto risco, precisa ter uma equipe bem estruturada para ser efetivo.

“Ao longo dos últimos anos, tiraram obstetra e pediatra da coordenação dos cuidados. Hoje é uma equipe do PSF [Programa de Saúde da Família] que atende. O médico de família está preparado? O Brasil tem educação médica continuada? Eu acho que não.”

As principais causas de mortes infantis são prematuridade, malformações, asfixia e infecções. Mais da metade, na primeira semana de vida.

Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Comunidade, diz que há evidência suficiente de que o modelo do PSF na atenção primária reduziu a mortalidade infantil nas últimas décadas em comparação com o modelo tradicional, com pediatras e ginecologistas.

“Funciona bem mesmo sem as condições ideais, como mais médicos com residência na especialidade e uma maior cobertura do programa [hoje, em 65%]”, afirma.

Uma situação observada pelos médicos de família, diz ele, é o desabastecimento de remédios nos postos e a falta de condições financeiras das famílias em bancá-los. “Às vezes têm que optar entre comer ou comprar um medicamento que não encontra no posto.”

Segundo Fátima Marinho, do ministério, foi criado um grupo de trabalho com acadêmicos para avaliar as causas desse repique na taxa de mortalidade e estudar formas de ação mais urgentes. Vitor Mateus, do Conass, diz que o assunto entrará na pauta da próxima reunião do conselho.

EM DEZ ANOS, 10 MIL LEITOS PEDIÁTRICOS FORAM DESATIVADOS

O fechamento de leitos infantis é um outro fator que pode influenciar nas mortes de crianças, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Entre 2010 e 2016, foram desativados no país mais de 10 mil leitos de internação em pediatria no SUS —o número foi de 48,3 mil para 38,2 mil.

Cerca de 40% dos municípios brasileiros não possuem nenhum leito de internação na especialidade.

Segundo os pediatras, a redução tem impacto direto no atendimento, provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento de diarreias e pneumonia.

Das 5.570 cidades do Brasil, 2.169 não possuem nenhum leito pediátrico. Entre as que possuem pelo menos uma unidade de terapia intensiva infantil, um terço tem menos de cinco leitos e 66 delas contam com apenas um leito.

Fátima Marinho, do Ministério da Saúde, afirma que a falta de leitos pediátricos reduz a capacidade de atendimento dos casos mais graves. “Se uma criança descompensa [por diarreia, por exemplo] no interior, é removida para capital, mas vai encontrar pouca capacidade de atendimento.”

Segundo relatório da SBP, a mortalidade neonatal (número de óbitos de crianças com menos de 28 dias de idade) por mil nascidos vivos é inversamente proporcional ao número de leitos disponíveis. “Não há leitos neonatais na quantidade que essas crianças precisam para ser adequadamente atendidas no pós parto”, diz Vitor Mateus, do Conass.

De acordo com Maria Albertina Santiago Rego, da SBP, a escassez de leitos já começa na gravidez de alto risco.

“O número de leitos obstétricos para gestantes de alto risco é muito pequeno. Precisa ficar pedindo vaga, as centrais de regulação não dão conta de dar vazão ao número de gestantes de alto risco.”

Milena Santos Nascimento, 19, que perdeu filha de 1 ano e agora está grávida novamente – Marcio Lima/Folhapress

FAMÍLIA ENFRENTA 40 DIAS DE ANGÚSTIA NA BA ATÉ MORTE DE BEBÊ

Moradora de um bairro pobre na cidade de Pojuca (80 km de Salvador), Milena Santos Nascimento, 19, experimentou, ao mesmo tempo, a dor de uma perda e a expectativa da chegada de um novo membro da família.

Heitor Lucas, dentro da barriga de oito meses de gravidez da mãe, não chegou ao mundo a tempo de conhecer sua irmã mais velha, Luna.

Com 1 ano e 2 meses, Luna morreu abril deste ano, vítima de uma pneumonia bacteriana. Era a primeira filha de Milena, que deixou a escola na 7º série em 2016, assim que se descobriu grávida pela primeira vez.

Em março deste ano, Milena percebeu que Luna mesclava choro constante com dificuldade de respirar. A criança passou por um périplo que incluiu o posto de saúde do bairro, o hospital de Pojuca, o hospital da cidade vizinha Camaçari, até chegar à UTI do hospital pediátrico Martagão Gesteira, em Salvador.

Foram 40 dias de angústia, seguidos de oito paradas cardiorrespiratórias até o coração de Luna parar. “Ninguém está preparado para perder uma criança”, diz Milena.

O caso de Luna, em Pojuca, não foi o único no bairro em que vivem. Avó de Luna e mãe de Milena, a dona de casa Sandra Nascimento, 42, diz que outras crianças do bairro tiveram mortes precoces e critica a falta de assistência.

“A gente vive numa dificuldade porque a rede de saúde é precária. A gente nem chama hospital da cidade de hospital, chama de posto, porque não tem nada”, diz ela, destacando que qualquer procedimento ou exame mais complexo tem que ser feito em Salvador.

A morte de Luna deixou marcas na família. A principal delas é o constante sobressalto em relação à saúde das crianças que vivem na casa, inclusive do pequeno Heitor, que ainda nem nasceu.

Prestes a dar à luz de novo, Milena diz estar mais confortada com a chegada do novo filho. Mas sente falta diária do riso de Luna: “Nenhum filho preenche o vazio do outro”.

A Secretaria da Saúde da Bahia informou que a mortalidade infantil envolve “uma série de fatores que são cuidados da atenção básica, de responsabilidade dos municípios”.

Mesmo assim, diz que tem atuado para reduzir a mortalidade com ações como a requalificação de hospitais, implantação de leitos de UTI neonatal, qualificação de profissionais de saúde e a implantação de fóruns de discussão sobre a saúde da mulher.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Os defensores declarados os defensores escondidos da política desastrada de Temer, do livre mercado, da redução do Estado, os que votaram na PEC do TETO, na reforma trabalhista, nesse momento se omitem, somem. São todos e todas traidores do nosso povo. Fiquemos de olhos abertos.

  2. Parabéns Temer Golpista, PSDB/DEM, Coxas e afins, tdos apoiadores do golpe e responsáveis por isso.

    1. Petralha, coloca tua presidanta pra se candidatar pra ver se foi aprovado "o gopi". Vcs não dizem que ela foi a vítima.

  3. Parabéns ao governo Temer? Os dados são até 2016, quando o pais foi na maior parte do tempo governado pela dupla Dilma/Temer. Os dados não mentem, o aumento da mortalidade ocorreu durante o mandato da chapa PT/PMDB.

  4. A doença às vezes deixa o cidadão cego. Dilma foi presidente até 31 d agosto de 2016. Portanto…..

    1. EM DEZ ANOS, 10 MIL LEITOS PEDIÁTRICOS FORAM DESATIVADOS

      O fechamento de leitos infantis é um outro fator que pode influenciar nas mortes de crianças, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

      Entre 2010 e 2016, foram desativados no país mais de 10 mil leitos de internação em pediatria no SUS —o número foi de 48,3 mil para 38,2 mil.

      Governos PT

    2. Ei.. Temer tem culpa também, mas até 2016 a presidANTA era a sápia Dilma dos petralhas…kkkk nem ler os membros da seita conseguem mais..kkkk

  5. Disso os políticos não falam… são os responsáveis por votar as verbas para a Saúde, mas retiram/desviam as verbas para outros interesses pessoais e do grupo a que pertencem….com isso acabam matando pessoas por falta de tratamento. Que nome daríamos aos políticos???

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Geral

Lula embarca neste domingo (14) para reunião do G7 na França; governo vê chance de reunião com Trump

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) para a França. Lula participará da reunião de líderes dos países do G7, marcada para terça-feira (16), na cidade de Évian-les-Bains.

O governo trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump durante a reunião da cúpula. Mas não há reunião previamente marcada entre os presidentes.

A estratégia do Palácio do Planalto é garantir que o presidente brasileiro esteja presente na segunda-feira (15), primeiro dia do evento, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da reunião, repetindo o que ocorreu no encontro do G7 realizado no Canadá no ano passado.

Não houve uma orientação de Lula para que seus auxiliares pedissem uma reunião bilateral com Trump. Também não houve nenhuma solicitação de encontro por parte da Casa Branca. A falta de pedidos formais dos dois lados, no entanto, não é vista como um impeditivo para uma reunião.

O possível encontro ocorreria após uma nova ofensiva dos EUA contra produtos brasileiros que pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas.

No governo brasileiro, a avaliação é de que:

  • a proposta de uma tarifa adicional de 25%, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociação.
  • já a sobretaxa de 12,5%, vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado, é vista por integrantes da equipe brasileira como uma decisão praticamente consolidada.

O Brasil não integra o G7, porém, Lula tem sido convidado para encontros do grupo desde que retornou ao Palácio do Planalto, em 2023. O G7 reúne algumas das maiores economias do mundo: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

 

g1

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Política

Governo Lula já “torrou” R$ 675 milhões com viagens em 2026, diz Cláudio Humberto

Foto: Reprodução/FAB

As despesas do governo do presidente Lula (PT) com viagens já alcançaram R$ 675,5 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Portal da Transparência, segundo a coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O levantamento mostra que os gastos incluem R$ 299,3 milhões com passagens aéreas e outros R$ 374,5 milhões em diárias pagas a servidores e funcionários públicos. Os números ainda não contabilizam as despesas do mês de junho.

O ritmo dos gastos aumentou nas últimas semanas. Somente nas duas últimas semanas de maio, foram registrados quase R$ 190 milhões em despesas relacionadas a viagens oficiais.

Além das passagens e diárias, o Portal da Transparência também registra cerca de R$ 4 milhões em outras despesas ligadas às viagens, incluindo taxas de agenciamento, seguros e custos administrativos.

Os números divulgados reforçam uma tendência observada nos últimos anos. Em 2025, as despesas com viagens da administração federal somaram quase R$ 2,5 bilhões, de acordo com os dados oficiais, estabelecendo novo recorde da série histórica.

As informações disponíveis no Portal da Transparência não incluem os custos relacionados às viagens do presidente Lula e da primeira-dama Janja. Os detalhes dessas despesas não são divulgados publicamente pelo governo sob a justificativa de questões de segurança.

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Polícia

Bombeiro é condenado por levar prostitutas 29 vezes para dentro de quartel

Foto: Reprodução/Metrópoles

Um bombeiro reformado foi condenado pela Justiça Militar do RS por levar garotas de programa para dentro de um quartel enquanto estava de serviço.

Segundo a decisão, os encontros aconteceram pelo menos 29 vezes dentro de uma unidade do Corpo de Bombeiros na cidade de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Foto: Reprodução

O militar, identificado como Gilberto Hoffmann dos Santos, recebeu pena de 10 meses de detenção. A defesa já recorreu da condenação.

De acordo com o processo, a Justiça considerou mensagens de celular, depoimentos de testemunhas e relatos das próprias mulheres que estiveram no local.

Foto: Reprodução

As investigações apontam que o bombeiro convidava as acompanhantes para o quartel e orientava a entrada por um acesso mais discreto.

Uma das mulheres chegou a publicar imagens e comentários nas redes sociais mostrando que estava dentro da unidade militar.

Foto: Reprodução

O caso veio à tona após uma denúncia feita pela então esposa do bombeiro. Segundo o processo, ela entregou o celular dele à corporação após descobrir as conversas.

Na sentença, a Justiça afirmou que as provas confirmam que os encontros aconteceram diversas vezes dentro do quartel durante o período de serviço do militar.

A defesa contesta as provas usadas no processo e pede a anulação da condenação. O recurso ainda será analisado pela Justiça Militar.

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Polícia

ALERTA DA PF: Facções infiltram economia, avançam sobre negócios legais e atuam como “empresários do crime”

Foto: Vinícius Schimidt/Metrópoles

As facções criminosas no Brasil já não vivem apenas do tráfico de drogas. Segundo a Polícia Federal, esses grupos passaram a atuar em vários tipos de negócios ilegais e até em setores da economia formal.

Em entrevista à coluna Mirelle Pinheiro, o delegado Alexandre Custódio Neto afirmou que organizações como PCC e Comando Vermelho cresceram muito nos últimos anos e ampliaram sua influência dentro e fora dos presídios.

De acordo com ele, as facções passaram a controlar áreas, impor regras e aumentar o poder financeiro por meio de diferentes atividades criminosas.

Por isso, a PF avalia que combater essas organizações exige mais do que prender criminosos ou apreender drogas.

Facções atuam em várias atividades criminosas

Segundo a Polícia Federal, integrantes das facções não atuam apenas no tráfico de drogas. As investigações apontam envolvimento com tráfico de armas, contrabando, roubo de cargas, golpes pela internet, fraudes bancárias e apostas ilegais.

De acordo com o delegado, muitos criminosos têm seus próprios esquemas, mas utilizam a estrutura e a proteção oferecidas pelas facções.

Isso faz com que as organizações continuem funcionando mesmo quando alguns integrantes são presos.

Economia legal entrou na mira das facções

A Polícia Federal afirma que criminosos ligados a facções também estão sendo encontrados em atividades legais da economia.

Segundo as investigações, há casos envolvendo setores como postos de combustíveis, mercado imobiliário, agronegócio e entretenimento.

A preocupação da PF é que grupos criminosos utilizem dinheiro obtido de forma ilegal para ampliar influência nesses mercados.

Para o delegado, a violência e a intimidação também podem ser usadas como ferramentas para eliminar concorrentes.

PF vê risco de influência política e reforça integração

Outro ponto de preocupação é a tentativa das facções de ganhar influência política em algumas cidades. Segundo a PF, o objetivo seria fortalecer o controle de territórios e proteger interesses dos grupos criminosos.

Para enfrentar esse cenário, forças federais e estaduais atuam juntas por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos).

A avaliação da Polícia Federal é que a troca de informações e as operações conjuntas aumentam a capacidade de combate às facções em todo o país.

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Polícia

ALERTA EM MOSSORÓ: Bope desativa explosivos que seriam usados em ataques a residências

Foto: Reprodução

Quatro artefatos explosivos apreendidos pela Polícia Civil foram desativados pelo esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em Mossoró, no Oeste potiguar. Segundo as investigações, os materiais seriam usados em ataques contra residências no município.

Devido ao alto risco da operação, equipes especializadas do Bope se deslocaram de Natal até Mossoró para realizar a desativação dos artefatos com segurança.

Durante o procedimento, um dos policiais utilizou traje especial de proteção contra fragmentos, além de colete balístico e capacete, equipamentos empregados em ocorrências com risco de explosão.

O delegado Luiz Antônio afirmou que os artefatos tinham potencial destrutivo e ressaltou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pelo material e esclarecer sua origem.

A Polícia Civil não informou, até o momento, quem estaria por trás dos explosivos nem quando os possíveis ataques poderiam ocorrer. As investigações seguem em andamento.

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Polícia

Suspeito de ataque a presidente da Câmara de Tibau morre durante ação policial em Mossoró

Foto: Reprodução

Um dos investigados por participação no atentado contra o presidente da Câmara Municipal de Tibau morreu durante uma ação das polícias Civil e Militar em Mossoró.

Segundo a polícia, Francisco de Assis Menezes da Silva, de 20 anos, foi localizado em uma vila no Conjunto Redenção, bairro onde ocorreu o ataque ao vereador Adeilton Teixeira no último dia 4 de junho.

Segundo a polícia, o suspeito teria reagido à abordagem dos agentes, dando início a uma troca de tiros. Baleado durante o confronto, ela foi socorrido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, mas morreu.

Ainda segundo a polícia, uma arma de fogo que estava com o investigado foi apreendida no local.

Antecendentes

Francisco de Assis era natural de Touros e, conforme os registros policiais, possuía antecedentes criminais por roubo, tendo cumprido pena no sistema prisional do RN.

As diligências foram realizadas no âmbito das investigações sobre o atentado contra o vereador Adeilton Teixeira, ocorrido no dia 4 de junho, também no bairro Redenção.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no ataque ao parlamentar.

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Economia

TJ congela quase R$ 25 milhões após queda na arrecadação do RN

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do RN congelou R$ 24,8 milhões do seu orçamento após o Estado arrecadar menos dinheiro do que o previsto para 2026.

A medida segue os decretos publicados pelo Governo do RN que bloquearam quase R$ 500 milhões do orçamento estadual para tentar equilibrar as contas.

Segundo o TJRN, a decisão foi tomada com base em dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que apontaram queda na arrecadação nos primeiros meses do ano.

O bloqueio não afeta salários de servidores, encargos trabalhistas nem outras despesas obrigatórias previstas em lei.

Na prática, o corte deve atingir principalmente investimentos e gastos administrativos que não são considerados essenciais.

Entre os poderes e órgãos independentes atingidos pelo contingenciamento do Estado, o Tribunal de Justiça recebeu a maior fatia do bloqueio, com R$ 24,8 milhões.

Ao todo, o Governo distribuiu R$ 57,5 milhões em cortes entre TJRN, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.

Desse total, a Assembleia teve bloqueio de R$ 14,6 milhões e o Ministério Público de R$ 8,4 milhões.

Segundo o Governo do Estado, a arrecadação ficou abaixo do esperado principalmente por causa da redução na receita do Imposto de Renda sobre salários de servidores e da queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O TJRN informou que os ajustes serão feitos pela área financeira do tribunal. A medida poderá ser revista caso a arrecadação do Estado melhore nos próximos meses.

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Esporte

ZOEIRA SEM FIM: Empate do Brasil na estreia da Copa vira alvo de memes nas redes

Foto: Reprodução

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou empatada, mas o resultado rapidamente saiu do campo e tomou conta das redes sociais.

O Brasil ficou no 1 a 1 com o Marrocos neste sábado (13), em partida marcada por dificuldades da equipe brasileira para criar jogadas e transformar a posse de bola em chances claras de gol.

Foto: Reprodução

Os gols da partida foram marcados por Vinicius Jr., para o Brasil, e Brahim Díaz, para a seleção marroquina.

O desempenho da equipe comandada pela comissão técnica brasileira gerou frustração entre parte dos torcedores, que esperavam uma atuação mais convincente na estreia do Mundial.

Foto: Reprodução

Nas redes sociais, a reação veio em forma de memes. Internautas fizeram piadas sobre a dificuldade da Seleção para furar a marcação marroquina e sobre o empate logo no primeiro compromisso da Copa.

As publicações rapidamente ganharam repercussão, com montagens, brincadeiras e comentários que colocaram a atuação brasileira entre os assuntos mais comentados após o apito final.

Foto: Reprodução

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Esporte

Ancelotti avalia mexidas no ataque do Brasil após empate com o Marrocos na Copa 2026

Foto: Getty Images

Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30, para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C, segundo a CNN.

Com dificuldades para criar chances claras de gol no primeiro jogo, o técnico Carlo Ancelotti pode promover mudanças no setor ofensivo em busca da primeira vitória no torneio.

Na estreia, o treinador escalou Vinícius Júnior e Raphinha pelas pontas, enquanto Igor Thiago atuou como centroavante. O meio-campo contou ainda com a presença de Lucas Paquetá em uma função mais ofensiva.

Uma das possibilidades para a próxima partida é a entrada de Endrick entre os titulares. O atacante marcou o gol da vitória brasileira sobre o Egito em amistoso preparatório e surge como alternativa para aumentar a velocidade e a movimentação no ataque.

Outra opção é Matheus Cunha, que já foi titular da equipe antes de perder espaço para Igor Thiago. Com características diferentes, ele costuma participar mais da construção das jogadas e ajudar na articulação ofensiva.

Pela ponta direita, Luiz Henrique aparece como candidato a ganhar uma oportunidade. O atacante pode surgir como alternativa caso Ancelotti decida fazer mudanças após a atuação discreta de Raphinha na estreia.

A expectativa agora é saber se o treinador manterá a base da equipe ou se fará ajustes para buscar um desempenho mais eficiente diante da seleção haitiana.

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Geral

Alerta falso sobre liquidação do Nubank ocorreu após funcionário acionar sistema de comunicação por engano

Foto: Alejandro Cegarra / Bloomberg

A falha operacional que levou o Nubank a enviar mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial ocorreu após um funcionário acionar por engano um sistema de comunicação usado em procedimentos de liquidação de instituições financeiras, informou o banco em nota neste sábado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO.

Na sexta-feira, clientes receberam mensagens afirmando que o banco estaria passando por uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC). O texto também informava que investimentos na instituição estariam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Nubank esclareceu que o episódio “foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.

“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão”, disse a instituição, em nota.

Segundo a instituição, as comunicações indevidas alcançaram um grupo restrito de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento” dos serviços.

Erro ‘bizarro’, diz fundadora do Nubank

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

Cristina Junqueira não detalhou o significado da sigla “PR” mencionada na postagem. Na área de desenvolvimento de software, o termo costuma se referir a pull request, no qual alterações em códigos são submetidas para revisão antes de serem implementadas.

O Globo

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