Mais uma manhã de transtornos para os natalenses. Os motoristas e cobradores descumpriram a liminar expedida ontem pelo Tribunal Regional do Trabalho e, mais uma vez, não estão saindo das garangens. A frota circulando, que deveria estar em 70% de acordo com a determinação do TRT, está bem próxima de zero.
A data base destes trabalhadores só é dia 31 de maio. No entanto, diferente de todas as outras categorias que também reivindicam o reajuste salarial todos os anos, eles pularam a fase de negociação e optaram logo por uma paralisação. O salário atual do motorista R$ 1.276 reais mais uma vale alimentação de R$ 150. Já os cobradores ganham R$ 760 mais um vale de R$ 100. Eles trabalharam sete horas por dia.
Tem uma frase que diz “o meu direito acaba quando o seu começa”. Se o Sindicato dos Rodoviários respeitasse ao menos esse princípio simples, já que determinação judicial ele não cumpre, isso certamente não estaria acontecendo.
E quem paga mais uma vez é a população que só tem duas opções: ou espera pacientemente por um alternativo – que certamente estará superlotado – ou tira o carro da garagem, pega carona com um amigo, e se junta aos engarrafamentos quilométricos que estão por todas as vias nessa manhã.
O twitter está sendo a válvula de escape dessas pessoas:
Para aumentar o salário dos motoristas e cobradores, os empresários cobram, principalmente o aumento da passagem de ônibus – o último aumento foi em janeiro de 2011 – mas a questão está em julgamento.
Os empresários reclamam da perda de lucratividade ano a ano. “Nós não podemos dar ganho real porque nós não tivemos ganho real”, afirmou o presidente do sindicato patronal, Agnelo Cândido.
A proposta dos empresário é de um aumento de 4,85%, o que seria apenas o reajuste inflacionário.
Agora, o Blog Pergunta:
O que a justiça pretende fazer com estes descumpridores da lei?
A multa de R$ 25 mil parece que não intimidou muito. O TRT aumentará a punição?
E se fosse as empresas de ônibus que descumprissem uma decisão judicial, o que aconteceria?
Interessante é ver pessoas que nem de longe utilizam transporte coletivo reclamar da greve. O trabalhador não tem direitos, por que uma pequena quantidade de pessoas que pensam saber usar o twitter reclamam que não tem ônibus nas ruas. Talvez seja por que a falta de ônibus não ruas deixe o transito entediante para aqueles que gostam de dirigir buzinando para os mesmos.
Enquanto agentes da Controladoria Geral da União e Polícia Federal concluíam as diligências da busca e apreensão da Operação Mederi, da qual foram alvos prefeitos e agentes públicos de cinco municípios, o chefe do Executivo de Mossoró, apontado pela PF como artífice de um desvio de esquemas na saúde, gravou um conteúdo para o Instagram em que contou que fora apreendido em sua casa em Mossoró um telefone celular e que ele nada tinha a esconder.
Documentos obtidos pelo Blog do Dina, no entanto, desmontam essa versão e revelam que o prefeito Allyson Bezerra omitiu da versão pública itens apreendidos e, em confronto direto com a versão de que nada tem a esconder, se recusou a dar as senhas dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal.
Na manifestação que gravou para o Instagram, Allyson diz que teve um telefone apreendido, um notebook e dois HDs pessoais.
O auto de apreensão que descreve os itens coletados na casa do prefeito de Mossoró, no entanto, revela que ele tinha três aparelhos telefônicos, sendo um deles um modelo Positivo, conhecido por ser um telefone descartável, sem a necessidade de conexão com a internet. Os itens que realmente foram apreendidos na casa do prefeito de Mossoró e que não constam inteiramente no conteúdo do Instagram foram:
tem 1: Um iPhone cor grafite, acompanhado de chip TIM.
• Item 2: Um iPhone Pro Max cor azul (descrito no auto como “iPhone17ProMax”, provável erro de digitação para 15), encontrado no interior de uma mochila de uso pessoal.
• Item 3: Um MacBook Air, marca Apple, com capa “Sonix”, também encontrado na mochila pessoal.
• Item 4 e 5: Dois HDs Externos (um WD Elements e um Seagate), encontrados na mochila pessoal,.
• Item 6: Um Pen drive preto.
• Item 7: Um telefone celular marca POSITIVO (modelo simples), encontrado no escritório da residência.
• Item 8: Um cartão de memória MicroSD Kingston de 16GB
Noutro trecho de seu vídeo, Allyson diz que tem interesse em colaborar com as investigações e que fornecerá as informações que lhe forem pedidas.
No auto de apreensão, os agentes da Polícia Federal afirmam que fora solicitadas as senhas dos dois iPhones e do Macbook e que o prefeito se recusou a dar as senhas. A identificação serial dos aparelhos foram suprimidas para não expor ao público dados que possam comprometer a investigação.
A Polícia Federal cumpriu ainda mandado de busca e apreensão em um apartamento localizado na Rua da Lagosta, nº 466, Edifício Corais de Ponta Negra, Bloco D, apartamento 2803, na zona Sul de Natal. A diligência foi realizada pela Equipe 17 da PF.
Segundo o auto, os agentes chegaram ao local por volta das 6h da manhã. Como não houve resposta aos chamados, a equipe aguardou até as 8h, quando foi acionado um chaveiro para a abertura da unidade, procedimento classificado como “arrombamento técnico”, autorizado judicialmente. A ação foi acompanhada por duas testemunhas, Hugo Freire da Silva e Kleber Skolimoski de Aguilar.
No interior do imóvel, não havia moradores no momento da diligência. Ainda assim, os policiais relataram “sinais de presença recente” e localizaram diversos objetos pessoais que, segundo o relatório, indicam o uso do apartamento pelo prefeito Allyson Bezerra e sua família.
Entre os itens registrados no relatório fotográfico estão um caderno com o nome “Allyson” na capa, contendo anotações manuscritas de cunho religioso, incluindo a citação do Salmo 37:23-24, que diz: “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada…”, com assinatura atribuída a “Allyson e Família”.
Os agentes ainda registraram a presença de roupas de criança e bebê dispostas sobre a cama, indicando o uso do imóvel pela filha do casal, além de uma etiqueta de bagagem em couro com as iniciais “AB” e um cartão de visita preenchido com o nome “Allyson Bezerra” e endereço em Mossoró.
Diferentemente da busca realizada na residência em Mossoró, onde foram apreendidos equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento, o auto circunstanciado referente ao endereço de Natal não registra apreensão de materiais de interesse criminal. A tabela de bens apreendidos aparece riscada, o que, segundo o padrão do documento, indica ausência de apreensões no local.
A diligência em Natal teve como principal resultado a confirmação do vínculo do investigado com o imóvel na capital, a partir de objetos pessoais, registros manuscritos e indícios de uso recente pela família.
O deputado federal Mauricio Neves (PP) apresentou na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais no Brasil. A proposta altera a Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece regras de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
O texto inclui na legislação a vedação expressa ao acesso a redes sociais de qualquer natureza por pessoas com menos de 16 anos. Pela proposta, plataformas deverão adotar mecanismos de verificação de idade e de controle de cadastro. O descumprimento pode levar à aplicação de sanções administrativas já previstas na própria lei.
Na justificativa, o autor afirma que o objetivo é reduzir riscos à saúde mental e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, citando problemas como ansiedade, distúrbios do sono, exposição a conteúdos sensíveis e casos de cyberbullying.
Hoje, não há no Brasil uma proibição geral por lei para uso de redes sociais por menores de 16 anos, mas as principais plataformas já adotam regras etárias próprias. Em geral, redes como Instagram, TikTok, Facebook e X estabelecem idade mínima de 13 anos para criação de conta, seguindo padrões internacionais de proteção infantil.
Para usuários abaixo de 18 anos, essas empresas aplicam restrições adicionais de privacidade e segurança, como contas fechadas por padrão, limitação de mensagens de desconhecidos e filtros de conteúdo. Ainda assim, o cadastro costuma ser feito com base apenas na data de nascimento informada pelo próprio usuário, sem checagem documental obrigatória na maior parte dos casos.
Pesquisas sobre comportamento digital de crianças e adolescentes no Brasil indicam que uma parcela relevante dos usuários cria perfis antes da idade mínima exigida pelas plataformas. Especialistas em proteção digital apontam que a autodeclaração facilita a abertura de contas com idade incorreta — o que ajuda a explicar por que há tantos menores nas redes mesmo com regras formais já existentes.
A crise envolvendo o Banco Master ganhou novos capítulos no Congresso Nacional e já virou alvo de uma avalanche de requerimentos em CPIs. Levantamento aponta que parlamentares apresentaram ao menos 91 pedidos relacionados ao caso, numa corrida política que tenta surfar na repercussão das investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes financeiras.
Na CPMI do INSS, 59 solicitações citam diretamente o banco, enquanto a CPI do Crime Organizado soma outros 32 requerimentos. Desde a operação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, deputados e senadores intensificaram convocações, convites e pedidos de informação, ampliando a pressão política sobre o escândalo.
Apesar do movimento, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reconheceu limitações constitucionais e afirmou que o colegiado deve se restringir às irregularidades ligadas aos empréstimos consignados. Já o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), defende que o caso tem indícios típicos de atuação estruturada, citando suspeitas de influência nos poderes da República.
Outra frente de apuração ocorre na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que deve votar novos requerimentos nos próximos dias. O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), articula reuniões com o diretor-geral da PF e com o presidente do STF, ampliando o peso político de um caso que deixou de ser apenas policial e passou a dominar a agenda do Congresso.
A Polícia Federal conseguiu acessar conteúdos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após utilizar uma ferramenta especializada para quebra de criptografia. O material extraído do aparelho — que possuía camada adicional de segurança — está sendo compilado e deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo relatos, Vorcaro se recusou a fornecer a senha do dispositivo, um modelo recente da linha iPhone, o que levou os investigadores a recorrerem a softwares adquiridos recentemente pela PF, capazes de acessar sistemas protegidos e até recuperar dados apagados. A expectativa é que as informações reforcem as apurações já em curso.
O ministro Dias Toffoli deve decidir sobre o compartilhamento dos dados com a CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o banco. O banqueiro está convocado para prestar depoimento ao colegiado no dia 19, após o carnaval, enquanto a defesa tenta restringir o alcance das perguntas.
Além das suspeitas financeiras, a Polícia Federal apura se houve pressão sobre autoridades para evitar a liquidação da instituição. O avanço tecnológico nas perícias digitais coloca novas peças no tabuleiro e pode ampliar o desgaste político e jurídico em torno do caso.
Morreu neste domingo (8), em Natal, Douglas Pedro Xavier de Souza, aos 65 anos. Ele estava internado no Hospital da Unimed e enfrentava problemas de saúde relacionados à diabetes. Douglas era servidor da Câmara Municipal de Natal e era conhecido entre colegas e amigos pelo apelido de “PC”.
De acordo com informações divulgadas por familiares, o velório acontece nesta segunda-feira (9), no Centro de Velório Vila Flor, localizado na Avenida Xavier da Silveira, no bairro Morro Branco. A despedida foi aberta ao público desde as primeiras horas da manhã.
O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Parque de Nova Descoberta, na Zona Sul da capital potiguar.
Pela primeira vez desde a criação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), mais de 45 mil estudantes cegos ou com baixa visão devem começar o ano letivo sem acesso a livros em Braille, segundo denúncia da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef). A entidade afirma que não houve cronograma oficial nem garantia orçamentária específica para a produção dos materiais, considerados essenciais para alfabetização e autonomia dos alunos.
O alerta também foi reforçado pelo Instituto Benjamin Constant, ligado ao próprio Ministério da Educação (MEC), que classificou 2026 como um ano de “Braille zero” nas escolas brasileiras. Para especialistas, a ausência do material compromete diretamente o aprendizado, já que tecnologias digitais são vistas apenas como complementares e não substituem o sistema tátil de leitura e escrita.
A Abridef calcula que o custo para atender todos os estudantes seria de cerca de R$ 40 milhões — menos de 1% do orçamento anual do PNLD, que ultrapassa R$ 5 bilhões — e avalia que a situação seria resultado de uma decisão política, não financeira. A associação ainda aponta que, mesmo em anos anteriores, apenas uma pequena parcela dos alunos com deficiência visual recebeu os livros adaptados.
Procurado, o MEC afirmou que há contratos vigentes via FNDE para atender estudantes cegos e que um edital para materiais da Educação de Jovens e Adultos está em andamento, mas não confirmou a entrega imediata dos livros em Braille. A polêmica reacende críticas à gestão do programa, que já havia enfrentado atrasos e cortes orçamentários nos últimos anos, deixando escolas sem parte dos materiais didáticos previstos.
Um vídeo gravado em Minas Gerais gerou forte repercussão nas redes sociais após um padre criticar fiéis católicos que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Durante a celebração, o religioso afirmou que quem concordasse com o parlamentar e fosse contra políticas sociais, como a distribuição de botijão de gás para pessoas pobres, deveria deixar a igreja e não receber a eucaristia, declaração que dividiu opiniões e levantou debate sobre política dentro de espaços religiosos.
A fala foi interpretada por apoiadores do deputado como um posicionamento político explícito durante a missa. Nas imagens, o padre relaciona a postura do parlamentar a valores cristãos e faz críticas diretas ao posicionamento dele sobre pautas sociais, o que levou grupos conservadores a acusarem o religioso de usar o altar para militância.
Nikolas Ferreira respondeu ao episódio em vídeo publicado nas redes sociais e classificou a atitude como “bizarra”. O deputado afirmou que a eucaristia, considerada um dos principais sacramentos do catolicismo, teria sido condicionada ao apoio político, algo que ele chamou de “heresia”. O parlamentar também defendeu seu voto contra o projeto do gás, dizendo que se tratava de uma proposta “assistencialista” e criticou o que chamou de silêncio de líderes religiosos diante de outros temas políticos e sociais.
A polêmica reacende a discussão sobre os limites entre fé e política no Brasil, especialmente em um cenário de polarização crescente. Enquanto aliados do deputado acusam o padre de ultrapassar a função religiosa, setores progressistas argumentam que líderes religiosos também têm direito de se posicionar sobre temas sociais — ampliando ainda mais o embate entre discursos políticos e religiosos nas redes.
A movimentação do STF para julgar a suspensão dos chamados “penduricalhos” no próximo dia 25 de fevereiro acabou funcionando como um alívio político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que evita, ao menos por enquanto, bater de frente com a Câmara dos Deputados sobre o projeto que abre brecha para salários acima do teto constitucional. Com o julgamento marcado, o Planalto ganha tempo enquanto mantém a análise do veto em compasso de espera dentro do Ministério da Gestão e Inovação.
Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que a decisão do Supremo reduz o desgaste direto do presidente, que teria de escolher entre desagradar o Legislativo ou enfrentar críticas por permitir supersalários. O prazo de 15 dias úteis para sanção ou veto deve coincidir com a sessão da Corte, criando um cenário em que o STF pode, na prática, assumir o protagonismo de uma decisão politicamente sensível.
A cautela do governo ocorre em meio à necessidade de manter boa relação com deputados para avançar em pautas consideradas estratégicas neste semestre, incluindo projetos de apelo popular. Um confronto direto com a Câmara neste momento poderia travar negociações e ampliar a pressão sobre o Executivo em ano pré-eleitoral.
Apesar do discurso de que não acompanhou a tramitação do texto, opositores afirmam que o tema já era conhecido dentro da base governista e teria sido discutido em reuniões de líderes antes da votação. A crítica reforça a narrativa de que o Planalto tenta se afastar do desgaste enquanto o Supremo assume o centro do debate sobre os supersalários.
Levantamento da empresa global de tecnologia de viagens AirHelp aponta que 153.272 passageiros que embarcaram pelo Aeroporto Internacional de Natal em 2025 sofreram com atrasos ou cancelamentos de voos. Do total de 952 mil viajantes que passaram pelo terminal potiguar, cerca de 14% enfrentaram atrasos e 2,1% tiveram voos cancelados, enquanto a maior parte, equivalente a 84%, não registrou problemas com pontualidade.
A matéria é da Tribuna do Norte. Apesar dos números elevados, o índice do aeroporto potiguar ficou abaixo da média nacional, estimada em 18%. Especialistas atribuem os transtornos a fatores como condições climáticas, necessidade de manutenção nas aeronaves, falta de tripulação e impactos em voos com conexões. Entre os aeroportos do Nordeste analisados, Natal aparece com o segundo maior percentual de atrasos, atrás apenas do Recife.
A Zurich Airport Brasil, concessionária responsável pela administração do terminal, afirmou que as ocorrências estão ligadas a fatores externos e não à estrutura do aeroporto. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) destacou que a responsabilidade por atrasos e cancelamentos é das companhias aéreas, enquanto a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou não reconhecer os dados da AirHelp e disse que a regularidade das operações em 2025 chegou a 99,5%.
Segundo especialistas do setor, passageiros afetados têm direito à assistência material e reacomodação conforme o tempo de espera, seguindo a resolução nº 400 da Anac e o Código de Defesa do Consumidor. Entre as obrigações das empresas estão fornecer informações claras, oferecer alimentação após duas horas de atraso e garantir alternativas de transporte ou reembolso em casos superiores a quatro horas.
O Partido Liberal (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de repetir práticas fiscais que, segundo a legenda, se assemelham às chamadas “pedaladas fiscais”. O tema foi levado à Corte em ação protocolada na última quarta-feira (4).
A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. Na petição, o partido afirma que o Executivo federal criou mecanismos para executar despesas fora dos limites tradicionais do Orçamento, o que, na avaliação do PL, compromete a transparência das contas públicas e institui uma espécie de sistema paralelo de financiamento.
Os advogados da sigla, Luiz Gustavo de Andrade Rocha e Thiago Vieira de Carvalho, sustentam que a estratégia adotada pelo governo representa uma reedição das manobras fiscais que embasaram o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.
De acordo com o documento encaminhado ao STF, cerca de R$ 89,9 bilhões teriam sido excluídos do teto de gastos por meio de exceções legais e da abertura de créditos extraordinários. Para o PL, esse modelo distorce o regime fiscal ao criar uma aparência de legalidade para despesas que, na prática, escapariam ao controle previsto na legislação.
A legenda também argumenta que práticas semelhantes no passado contribuíram para a grave crise econômica enfrentada pelo país no biênio 2015–2016, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou retração próxima de 7%.
Com base nesses pontos, o PL pede que o Supremo reconheça a inconstitucionalidade dos instrumentos utilizados pelo governo federal e determine a recomposição dos limites fiscais previstos nas regras orçamentárias.
Interessante é ver pessoas que nem de longe utilizam transporte coletivo reclamar da greve. O trabalhador não tem direitos, por que uma pequena quantidade de pessoas que pensam saber usar o twitter reclamam que não tem ônibus nas ruas. Talvez seja por que a falta de ônibus não ruas deixe o transito entediante para aqueles que gostam de dirigir buzinando para os mesmos.