Finanças

Movimentação financeira de ‘garçom de Lula’ foi 69 vezes superior aos rendimentos

CORTEGOSO-RELAT-FINAL-69-VEZES-768x524Carlos Cortegoso, dono da CRLS e da Focal, teria ocultado R$ 309 mil da propina desviadas dos empréstimos consignados, via Ministério do Planejamento, para o PT, aponta Custo Brasil; alvo foi segundo maior fornecedor da campanha de Dilma, em 2014

A movimentação financeira do dono da Focal Confecção e Comunicação Visual – segunda maior fornecedora da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) -, Carlos Roberto Cortegoso, chegou a ser “69 vezes maior do que o valor dos seus rendimentos declarados” à Receita Federal. Conhecido como o “garçom do Lula”, o empresário de São Bernardo do Campo (SP) é investigado pela Operação Custo Brasil por ter escoado pelo menos R$ 309 mil da propina desviada no Ministério do Planejamento na gestão de Paulo Bernardo – solto ontem, após seis dias de reclusão.

“A movimentação de Carlos Cortegoso chama a atenção por ser, em muitos casos 69 vezes maior do que o valor de seus rendimentos declarados. Além disso, apresenta uma variação patrimonial descoberta”, registra representação da Polícia Federal, nos autos da Custo Brasil, feito com base na quebra do sigilo do investigado feita pela Receita Federal.

O documento mostra que nos anos de 2010, 2012, 2013 e 2014 a movimentação financeira de Cortegoso foi muito superior aos rendimentos declarados (veja tabela anexada a documento da da PF).

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Cortegoso atua em campanhas do PT desde a década de 90 e forneceu material gráfico e camisetas para todas as disputas presidenciais do partido desde 2002. Em 2014, os gastos com a Focal aumentaram ainda mais e chegaram a R$ 23 milhões. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investiga os pagamentos. Além da campanha presidencial, a empresa de Cortegoso recebeu R$ 158 mil da candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro Paulo Bernardo.

O apelido de “garçom do Lula” ele ganhou porque trabalhou em um restaurante em São Bernardo do Campo (SP) frequentado pelo ex-presidente quando ainda era sindicalista. No fim dos anos 90, Cortegoso montou uma empresa de produção de camisetas e material de campanha. Com a chegada do PT ao Palácio do Planalto, em 2002, o negócio cresceu rapidamente e ele virou o principal fornecedor das campanhas do partido.

Em 2006, na campanha à reeleição de Lula pagou R$ 3,9 milhões à Focal. Quatro anos depois, na primeira campanha de Dilma Rousseff, os gastos do partido com a Focal quase quadruplicaram e chegaram a R$ 14,5 milhões.

O delator da Operação Custo Brasil, o ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, revelou que Cortegoso é conhecido como “Carlão”. “Aparentava ser uma pessoa simples. “Carlão conversava abertamente que tinha sido garçom, mas que tinha aberto essa empresa para atender o PT e que ele fazia todos os eventos do PT. Carlão ficava sempre credor do PT.”

A Procuradoria afirma, no pedido de buscas nos endereços de Cortegoso, que “embora tenha declarado renda de 10 mil reais por mês, movimentou R$ 1.450.199,00 em uma ano em sua conta”.

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Consist. O dono da Focal havia caído no radar da PF nas investigações da Operação Lava Jato – que resultou na Custo Brasil – em 2015, quando foi descoberto o esquema que desviou R$ 100 milhões dos empréstimos consignados dos servidores federais, via acerto no Ministério do Planejamento com a empresa Consist Software e entidades conveniadas.

Outra empresa de Cortegoso, a CRLS Consultoria e Eventos, teria servido para ocultar propina destinada para o PT, durante a gestão de Paulo Bernardo no Ministério do Planejamento. É essa empresa que o delator da Custo Brasil cita em seu depoimento.

Romano confessou que o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto indicou a CRLS como destinatária da propina direcionada à legenda. “Num primeiro momento era a CRLS, representada pelo Cortegoso, que realizava os pagamentos emitindo notas contra a Consist. Num segundo momento, era a empresa Politec, representada pelo Helio Oliveira, que realizava o pagamento. E, por fim, num terceiro momento era a Jamp, representada pelo Miltom Pascowitch”, afirmou Romano em um de seus termos de delação.

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A Operação Custo Brasil, deflagrada no dia 23, apura o pagamento de propina entre os anos de 2010 e 2015 a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, em especial  o ex-ministro Paulo Bernardo (também éx-Comunicações no governo Lula), marido da senador Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Há indícios de que o Ministério do Planejamento direcionou a contratação da Consist para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado. “Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos – fictícios ou simulados.”

Na representação do Ministério Público Federal, que pediu a prisão de Bernardo e dois ex-tesoureiros do PT, João Vaccari e Paulo Ferreira, a CRLS é descrita como a ” primeira empresa” a operar os repasses de propina desviados dos empréstimos consignados pela Consist para o PT. “Referida empresa é uma empresa produtora, que fazia eventos para o PT, e que tinha créditos com o PT. Carlos Cortegoso teve evolução patrimonial bastante rápida, tendo sido garçom e atualmente teria inclusive avião em seu nome.”

Cortegoso foi alvo de buscas em seus endereços e também no endereço da CRLS, em São Bernardo do Campo. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não chegaram a pedir sua prisão “porque figuraram como parceiros da Consist no início do esquema, com intermediação de Alexandre Romando”, registra a PF na representação de prisão da Custo Brasil, deferida pela 6ª Vara Criminal de São Paulo.

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“Houve o pagamento de três parcelas para a CRLS pela Consist Software, no total de R$ 309.590,00, sem prestação de qualquer serviço lícita correspondente”, apontam os procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Rodrigo de Grandis, Sílvio Luís Martins de Oliveira e Vicenti Solari Mandetta. As notas fiscais foram anexadas aos autos.

Ouvido pela Polícia Federal no dia 12 de agosto de 2012, o dono da Consist, Pablo Kipersmit, reconheceu “desconhecer a empresa CRLS Consultoria e disse que a empresa não é fornecedora da Consist, negando serviço declarado em notas fiscais”. O delator da Custo Brasil, Alexandre Romano, que fazia a ponte entre a empresa de software e os recebedores da propina, declarou em março deste ano que os R$ 309 mil eram repasses do esquema.

Além dos valores repassados diretamente pela Consist, a empresa de Cortegoso recebeu em 2011 R$ 255 mil da Politec Tecnologia da Informação S.A., que teria sido sucessora da CRLS na operação dos repasses de propinas desviados dos contratos consignados.

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Cortegoso não tem seu nome oficialmente ligado à Focal, ela está em nome de um funcionário e de uma filha. Em 2014, no entanto, ele admitiu publicamente ser o dono da empresa, após a empresa ser alvo da Justiça Eleitoral. Seus negócios surgem em dois outros episódios suspeitos, no mensalão, nas operações de propina de Marcos Valério e na Lava Jato. O “garçom de Lula” faz parte de uma transação imobiliária, em São Bernardo do Campo, realizada por dois amigos do ex-presidente – o pecuarista José Carlos Bumlai e a família Demarchi.

“A Receita Federal informou que Carlos Roberto Cortegoso adquiriu diversos imóveis de José Carlos Costa Marques Bumlai e os revendeu posteriormente”, registra a Procuradoria, no pedido de prisão da Custo Brasil.

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Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE CARLOS CORTEGOSO

O advogado Marcio Antonio Donizete Decresci, que defende o empresário Carlos Cortegoso, informou que vai se pronunciar nos autos do processo. “Restará demonstrado que Carlos Cortegos não foi operador, apenas prestador de serviços. E se houve algum tipo de problema, foi de ordem fiscal e não criminal.”

Fausto Macedo, Estadão

Opinião dos leitores

  1. Ainda vem o ministro e solta o ladrão do ex ministro e ainda pode anular todas as provas que foram pegas na casa da Senadora. Me acorda mamãe

  2. Rapaz todo mundo pegou carona! Tambem em Brasilia que um ascenrorista de elevador ganha mais que um médico, engenheiro, professor e policial entao nem pensar né! !!!?????? Eita CAPITAL DO DELITO!!!!

  3. Até o garçom? É demais isso! Não escapa ninguém que foi próximo de Lula, todos tem que ter alguma atitude ilegal? E Lula continua isento de tudo e de todos? Pense num cabra poderoso e protegido. O mundo ao seu redor tem problemas com situações reprováveis e ele é o mago que não sabia de nada, não via nada, não notava nada, nunca desconfiou de nada? Começo a pensar que as estorinhas que aprendi na infância eram verdade. Onde está o lobo mau? Cadê o saci pererê? Onde mora a mula sem cabeça? Alguém sabe o paradeiro do capitão gancho?

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Polícia

PF faz operação contra desvio de emendas parlamentares

Foto: Divulgação 

A PF (Polícia Federal) faz na manhã desta quarta-feira (25) uma operação com 42 mandados de busca e apreensão contra desvio no envio de emendas parlamentares.

Os alvos são em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

A PF aponta que uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados desviou dinheiro oriundo de emendas parlamentares por meio de direcionamento de licitações para uma empresa vinculada ao grupo.

CNN

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Mundo

Trump faz discurso histórico de 1h48, ataca Suprema Corte, endurece fronteiras e mira Irã

Foto: Kenny Holston-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu, nessa terça-feira (24), o mais longo discurso da história do Estado da União ao Congresso, com 1 hora e 48 minutos de duração — superando todos os registros anteriores no Capitólio, em Washington, D.C.

No balanço de seu primeiro ano de governo, Trump criticou duramente a Suprema Corte dos Estados Unidos após a corte derrubar suas tarifas comerciais, descrevendo a decisão como “lamentável” e reafirmando que seguirá defendendo suas medidas econômicas apesar das limitações legais.

Uma parte significativa de sua fala foi dedicada à política de imigração, que o presidente defendeu com veemência, exaltando medidas de repressão a imigrantes ilegais enquanto propõe restrições mais rígidas, como o fim de cidades-santuário e limitações ao acesso a carteiras de motorista para estrangeiros sem documentação.

No campo internacional, Trump lançou um alerta ao Irã, acusando o país de perseguir ambições nucleares e reiterando que jamais permitirá que a nação do Oriente Médio desenvolva uma arma nuclear — ainda que enfatize preferência por soluções diplomáticas.

Além de sua defesa de políticas duras, o presidente tentou traçar um quadro otimista da economia americana, falando em uma suposta “era de ouro” de crescimento e fortalecimento, enquanto enfrenta opiniões públicas e reações divergentes no Congresso.

O discurso ocorre em um momento crítico nos EUA, com as eleições de meio de mandato se aproximando, e tem servido tanto como plataforma para as posições de Trump quanto como munição para opositores que criticam seu tom e prioridades.

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Geral

VÍDEO: Lula fica surpreso ao receber luva com quatro dedos durante viagem

Vídeo: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um presente inusitado durante agenda oficial na Coreia do Sul, na segunda-feira (23): uma luva personalizada com quatro dedos. O momento foi registrado em vídeo e publicado pelo próprio chefe do Executivo nas redes sociais. Nas imagens, Lula demonstra surpresa ao vestir a peça e mostra o item à primeira-dama Janja da Silva.

Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em 1964, quando trabalhava como torneiro mecânico em uma metalúrgica em São Paulo. À época, uma prensa apresentou defeito e, ao tentar destravar a máquina manualmente, ele sofreu o acidente que marcou sua trajetória pessoal e política.

O presidente foi visto usando a luva durante a cerimônia de deposição de oferenda floral no Cemitério Nacional de Seul, local onde estão sepultados veteranos de guerra e autoridades sul-coreanas. O gesto ocorreu em meio à agenda diplomática do governo brasileiro no país asiático.

No vídeo que circula nas redes sociais, Lula aparece sorrindo, veste a luva e comenta sobre o presente antes de mostrá-lo à primeira-dama, em um momento descontraído durante a cerimônia oficial.

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Geral

Liquidação de banco expõe ligação com Banco Master e políticos do PT

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A liquidação do Banco Pleno pelo Banco Central, decretada em fevereiro de 2026, abriu uma nova frente de crise no sistema financeiro e lançou luz sobre a relação da instituição com o Banco Master e personagens ligados a governos do PT na Bahia. O colapso ocorre em meio às investigações da CPI do INSS e da Polícia Federal, que apuram possíveis fraudes em operações de crédito consignado.

Segundo o Banco Central, o modelo de negócio do Pleno tornou-se insustentável. A instituição captava recursos por meio de CDBs com juros elevados, mas não conseguia expandir sua carteira de crédito consignado na mesma proporção. Com a deflagração da Operação Compliance Zero e a intervenção no Banco Master, investidores passaram a sacar recursos em massa, provocando uma crise de liquidez que culminou na liquidação.

O elo político remonta a 2018, durante a gestão de Rui Costa na Bahia, com a criação do programa Credcesta, cartão de crédito consignado voltado a servidores estaduais. O empresário Augusto “Guga” Lima, ex-sócio do Banco Master e controlador do Pleno, teria participado das articulações do modelo, que também envolveu o senador Jaques Wagner. Decretos estaduais ampliaram a margem de endividamento dos servidores e favoreceram a consolidação do produto no estado.

No centro das investigações estão Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Augusto Lima. Ambos cumprem prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e tiveram sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por determinação da CPI do INSS. O STF autorizou o compartilhamento das informações com a Polícia Federal para aprofundar a apuração criminal.

O impacto financeiro é bilionário. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deverá realizar o maior desembolso de sua história: estimativas apontam pagamento de R$ 40,6 bilhões a clientes do Banco Master e R$ 4,9 bilhões aos do Banco Pleno. Especialistas questionam se houve falha na fiscalização do Banco Central, que teria demorado a endurecer medidas mesmo diante de sinais de fragilidade nas instituições.

Com informações da Gazeta do Povo

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Geral

Sob suspeita de tortura, operação investiga supostos abusos em clínica de reabilitação no RN

Foto: flair.be

O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Cuidado Velado para apurar denúncias de violações de direitos humanos em uma clínica de reabilitação no estado. Segundo as investigações, as apurações apontam um quadro sistêmico de abusos que estariam sendo cometidos sob a fachada de tratamento terapêutico.

De acordo com o MPRN, vítimas e familiares relataram casos de isolamento social forçado, agressões físicas e psicológicas, além de possíveis situações de cárcere privado. A investigação apura crimes como associação criminosa, maus-tratos, tortura e privação ilegal de liberdade.

A operação tem como objetivo desarticular o grupo responsável pela administração do estabelecimento. Durante a ação, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN), com apoio das forças de segurança, realiza a apreensão de materiais considerados fundamentais para o inquérito, como prontuários médicos e fichas de admissão de pacientes.

O material recolhido será analisado para aprofundar as apurações e verificar a extensão das irregularidades. O Ministério Público não informou, até o momento, se houve prisões na operação.

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Política

Racha em plenário: PT vota com ‘apoio crítico’ e PL Antifacção é aprovado na Câmara

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, nesta terça-feira (24), o chamado PL Antifacção, em meio a um clima de tensão política e negociações intensas. Apesar de o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ser autor da proposta original, o texto aprovado tem como base o substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aliado do governador paulista Tarcísio de Freitas. O PT declarou “apoio crítico” e, em sua maioria, votou a favor.

Nos bastidores, o Ministério da Justiça atuou para evitar que fosse aprovado um texto considerado ainda mais rígido. A pasta, que inicialmente era contrária à proposta sob o comando de Ricardo Lewandowski, agora, sob Wellington César, defendeu a aprovação do projeto como forma de evitar uma derrota maior no plenário.

O Centrão impôs uma derrota ao governo ao retirar do texto a criação da Cide-Bets, contribuição que incidiria sobre apostas de quota-fixa para financiar ações contra o crime organizado. O relator no Senado, Alessandro Vieira, estimava arrecadação de até R$ 30 bilhões por ano para o Fundo Nacional de Segurança Pública. O governo orientou voto contrário ao dispositivo.

O projeto cria o crime de “domínio social estruturado”, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão, além de endurecer punições para integrantes de facções, milícias e organizações criminosas em crimes como roubo, extorsão, tráfico de drogas e latrocínio. Também define o conceito de organização criminosa ultraviolenta e inclui a constituição de milícia privada como forma especial desse tipo de organização.

O texto aprovado mantém a redação da Câmara, após rejeição das alterações feitas pelo Senado. Para Derrite, a aprovação representa “a maior resposta do Parlamento brasileiro ao crime organizado”. Já governistas, como Lindbergh Farias, alertaram para o que chamaram de “erro histórico”. A proposta agora segue para as próximas etapas legislativas.

Com informações do Estadão

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Geral

Bastidores pegando fogo: Delação no caso INSS cita Lulinha e políticos

Foto: Reprodução

Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estariam em fase avançada de negociação de delação premiada e teriam citado o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de políticos, no âmbito das investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias. A apuração aponta que os relatos fazem parte do desdobramento da chamada “Farra do INSS”.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Os delatores seriam o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis, presos desde 13 de novembro. Segundo as investigações da Polícia Federal, Virgílio é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades responsáveis pelos descontos indevidos, sendo R$ 7,5 milhões provenientes de firmas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Parte dos valores teria sido destinada a empresas e contas vinculadas à esposa do ex-procurador.

André Fidelis, por sua vez, teria recebido R$ 3,4 milhões entre 2023 e 2024, de acordo com investigadores. Ele ocupou a Diretoria de Benefícios do INSS e, segundo relatório citado na CPMI do caso, foi responsável por firmar 14 acordos de cooperação técnica com entidades que, juntas, descontaram R$ 1,6 bilhão de aposentados.

Entre os nomes mencionados pelos delatores estaria a ex-ministra Flávia Arruda, que chefiou a Secretaria de Relações Institucionais no governo de Jair Bolsonaro. Ela é casada com o economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Até o momento, as defesas negam irregularidades. A advogada de Virgílio afirma que não há delação formalizada, enquanto a defesa de André Fidelis ainda não se manifestou.

O caso ganhou novos contornos após a 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos automáticos em benefícios previdenciários. A expectativa agora gira em torno da eventual homologação das delações e dos possíveis desdobramentos políticos em Brasília.

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Economia

Em 40 dias, governo Lula já gastou R$ 33,5 milhões com viagens

Foto: Alfredo Estrella / AFP

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou R$ 33,5 milhões com viagens oficiais apenas nos primeiros 40 dias de 2026. Os dados, disponíveis no Portal da Transparência até 9 de fevereiro, apontam R$ 16,2 milhões em diárias pagas a servidores e outros R$ 17 milhões em passagens aéreas.

As viagens internacionais representam parte desse montante. Somente deslocamentos ao exterior custaram R$ 4,6 milhões no período analisado. Após essa data, as informações ainda não foram atualizadas no sistema oficial.

O histórico recente também chama atenção. Em 2025, as despesas com viagens chegaram a R$ 2,41 bilhões. Em 2024, o total foi de R$ 2,38 bilhões; já em 2023, R$ 2,29 bilhões. Somados, os três anos alcançam R$ 7,08 bilhões, configurando recorde consecutivo de gastos na comparação anual.

Os números não incluem despesas relacionadas ao uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), utilizadas pelo presidente, pela primeira-dama e outras autoridades em compromissos oficiais.

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Política

The Economist dispara contra STF e fala em “enorme escândalo” envolvendo ministros

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A revista britânica The Economist publicou reportagem afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) está envolvido em um “enorme escândalo”, citando suspeitas e questionamentos que vêm se acumulando nos últimos meses em torno de ministros da Corte e do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O texto aponta que alguns dos juízes “mais poderosos do mundo” manteriam relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política.

A publicação destaca os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. No caso de Toffoli, a revista menciona investigações que levantaram dúvidas sobre a conduta de integrantes do Supremo, citando alegações da Polícia Federal de que Vorcaro teria investido em um resort ligado à família do ministro. Toffoli nega qualquer irregularidade.

Em relação a Moraes, a reportagem cita contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, que previa pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Após surgirem informações sobre o acordo, Moraes determinou investigação sobre suposto vazamento de dados fiscais envolvendo ministros da Corte e familiares.

O texto também amplia o foco e menciona o ministro Gilmar Mendes, apontando que ele organiza anualmente, em Lisboa, encontros que reúnem políticos, magistrados e empresários — alguns com processos no STF. A revista ainda afirma que há indícios de nepotismo no Judiciário, citando casos em que parentes de ministros atuariam como advogados nos tribunais superiores.

Por fim, a reportagem menciona a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, que defende a criação de um código de ética para os ministros. Segundo a publicação, Toffoli e Moraes consideraram a medida desnecessária. A revista conclui afirmando que, independentemente da posição dos magistrados, adversários no Congresso acompanham o cenário de perto, especialmente diante da possibilidade de avanço de candidatos de direita ao Senado com discurso favorável a pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.

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Geral

Aliados de Bolsonaro articulam giro pelo Nordeste para fortalecer Flávio

Foto: AFP

Ex-ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articulam uma estratégia para ampliar a presença do grupo político no Nordeste, região historicamente alinhada ao PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação prevê uma série de agendas públicas em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

De acordo com apuração da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles, a ideia é promover palestras e encontros em capitais nordestinas, apresentando Flávio como nome à reeleição e buscando ampliar o diálogo com lideranças locais e eleitores da região.

Entre os ex-ministros envolvidos na articulação estão Gilson Machado, Marcelo Queiroga e João Roma. Cada um deve atuar como porta-voz da estratégia em seus respectivos estados, utilizando a base eleitoral construída nos últimos anos.

Aliados de Flávio afirmam que as datas das possíveis agendas ainda não foram definidas, mas a intenção é intensificar a presença no Nordeste nos próximos meses, em uma tentativa de reduzir a vantagem histórica do campo petista na região.

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