Diversos

MPF apresenta 45 novas ações da Operação Pecado Capital

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) apresentou 45 novas ações relacionadas à Operação Pecado Capital, que trata de irregularidades cometidas durante as gestões dos ex-diretores do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/RN), Rychardson de Macedo e Augusto Halley Targino, entre 2005 e 2010. Dessas, 21 são denúncias relacionadas a fatos já revelados em ações de improbidade impetradas em 2014 contra o ex-deputado Gilson Moura; porém há 13 novas denúncias, dez novas ações de improbidade e ainda uma ação civil pública.

O ex-deputado, que indicou Rychardson para a direção do Ipem em 2007, está envolvido também na maior parte das irregularidades listadas nas novas ações e é apontado como um dos “líderes” do esquema de desvio de recursos montado no instituto, assim como o advogado Lauro Maia, filho da ex-governadora Wilma de Faria.

A lista de implicados nas 102 ações já apresentadas pelo MPF inclui 79 pessoas e 24 empresas. Dentre os denunciados estão a ex-governadora e o advogado Fernando Antônio Leal Caldas Filho, apontado como o elo entre Lauro Maia e Rychardson de Macedo, sem contar diretores do Inmetro, como o auditor-chefe José Autran Teles e o ex-diretor administrativo-financeiro Antônio Godinho.

As 102 ações, todas de autoria do procurador da República Rodrigo Telles, somam R$ 4,2 milhões em pedidos de ressarcimento aos cofres públicos, em valores ainda não corrigidos. Esse dinheiro foi desviado através de ilegalidades como a contratação de “funcionários fantasmas”, concessão indevida de diárias, realização de fraudes em licitações e em contratos administrativos, além da cobrança de propina, superfaturamento de gastos e pagamento por serviços não prestados.

Execução de pena – Somado às novas ações, o Ministério Público Federal também está enviando à Justiça o requerimento de execução imediata de uma pena aplicada a Rychardson de Macedo que já transitou em julgado, pelo fato de o réu não ter recorrido. A sentença, relacionada ao processo 0007296-34.2011.4.05.8400, prevê cinco anos, nove meses e 26 dias de reclusão, a ser inicialmente cumprida no regime semiaberto, e ainda pagamento de multa de R$ 387.175,00.

O MPF requer, também, a execução da sentença no tocante à perda, em favor da União, dos bens móveis e imóveis, cotas societárias e haveres financeiros adquiridos a partir de 2007, existentes em nome do réu e das empresas a ele pertencentes; além das cotas empresariais na Platinum Automóveis; Supermercado É Show; e Piazzale Mall Restaurante Ltda. (neste último caso, apenas as cotas pertencentes a Maria das Graças de Macedo Bernardo).

Ação civil pública – Uma das novas ações propostas busca o ressarcimento de R$ 618 mil pagos pelo Ipem/RN, entre 2005 e 2006, à Fundação Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (FEA/UFBA). A empresa foi contratada sem o cumprimento dos requisitos para dispensa de licitação, durante a gestão de Augusto Targino e, além do ex-diretor, estão incluídos na ação a própria fundação e seu então representante, Antônio Mendes da Costa Filho.

Segundo o MPF, a FEA/UFBA recebeu os pagamentos sem a prestação dos correspondentes serviços, que incluíam a melhoria da gestão do instituto, com capacitação de pessoal e elaboração de projetos. “Os serviços de consultoria objeto do contrato sob exame praticamente nunca foram prestados. O ajuste serviu apenas para que o diretor (…) Augusto Halley Caldas Targino desviasse recursos públicos de que tinha a posse em favor da FEA/UFBA”, destaca a ação.

Os R$ 618.865,80 pagos equivalem a 52% da arrecadação do Ipem/RN no período, ou seja, mais de metade dos recursos foram para a fundação. O número da ACP é 0800837-41.2015.4.05.8400.

Denúncias e improbidades – Dentre as novas irregularidades alvo de ações de improbidade e de denúncias, estão a inserção de “funcionários fantasmas” na folha de pagamento do Ipem como forma de pagamento de parte do preço da lancha adquirida em 2008 por Rychardson de Macedo (0000735-52.2015.4.05.8400 e 0800838-26.2015.4.05.8400). Ele também é implicado, junto com o então chefe da divisão financeira do Ipem, Roberto Batista de Paula, na nomeação, em 2007, de uma “funcionária fantasma”, a então namorada de Roberto Batista (0800842-63.2015.4.05.8400).

Duas ações (0000733-82.2015.405.8400 e 0800843-48.2015.4.05.8400) envolvem Gilson Moura, Rychardson e Nélia Ramalho Freire de Medeiros na nomeação dessa última, sem que ela tenha trabalhado, de 2007 a 2009, como forma de pagamento por serviços prestados à campanha de 2006. Outro “funcionário fantasma” alvo de ações é José Bruno de Souza Neto (0000737-22.2015.4.05.8400 e 0800848-70.2015.4.05.8400), que entre 2007 e 2009 recebeu recursos do Ipem, sem trabalhar, e teria dividido o dinheiro com Rychardson de Macedo.

Mais duas ações (0000734-67.2015.405.8400/0800847-85.42015.4.05.8400) apontam Gilson e Rychardson como responsáveis pelo desvio de recursos para pagamento da coordenação da equipe de bandeiras, da locação de equipamentos de som e de rádios comunicadores, nas eleições 2008. Há outras duas sobre pagamentos, em 2007 e 2008, a uma empresa de fachada (Megainfo Serviços de Informática) e a seu contador, Carlos Marcílio Simão da Silva (0000746-81.2015.4.05.8400/ 0800861-69.2015.4.05.8400), que implicam o contador, Augusto Targino e Rychardson de Macedo.

Outra (0000730-30.2015.4.05.8400) trata da ilícita contratação da FEA/UFBA e envolve Augusto Targino, Antônio Mendes da Costa Filho e a própria fundação; enquanto a ação 0000742-44.2015.4.05.8400 se refere à cobrança de “pedágio” por parte de dois “padrinhos políticos”, Gilson Moura e o ex-vereador de Natal Renato Dantas, pela nomeação do ex-chefe de gabinete de Rychardson de Macedo, Raul Isaac Nóbrega Azevedo de Oliveira, em 2007.

A contratação irregular, em 2007 e 2008, da Ledimar Autopeças e Serviços, com desvio de recursos em favor de Gilson Moura e que implica ainda Rychardson de Macedo e José Ledimar de Paiva é tratada nas ações 0000741-59.2015.4.05.8400 e 0800874-68.2015.4.05.8400.

Já os processos 0000740-74.2015.405.8400 e 0800869-46.2015.4.05.8400 envolvem o ex-deputado e Rychardson de Macedo e estão relacionados à contratação direta, em 2008 e 2009, das empresas de informática Texas Serviços e Informática, WJ Informática, Movecopi e Santa Rita Comércio e Importação de Eletro Eletrônicos. Com fracionamento, sobrepreço e superfaturamento de despesas.

Os de números 0000739-89.2015.405.8400 e 0800867-76.2015.4.05.8400 apontam Gilson Moura, Rychardson e Gisnaude Gentil Fernandes de Sousa como responsáveis pelo fracionamento e superfaturamento de despesas, além de fraude ao procedimento licitatório, na contratação da Gráfica Brasil, entre os anos de 2007 a 2009.

Gilson Moura, Rychardson e Wilson Gomes Zumba, além da Caraú Combustíveis Ltda., estão implicados em ilicitudes cometidas, entre 2007 a 2009, na contratação da Zumba Petróleo Ltda. (antigo nome da Carau), contratada irregularmente e que recebia por produtos não entregues, devolvendo o dinheiro aos envolvidos (0000738-07.2015.4.05.8400/0800853-92.2015.4.05.8400).

Uma última denúncia (0000817-83.2015.4.05.8400) envolve Rychardson de Macedo, o ex-coordenador financeiro Aécio Aluízio Fernandes e a servidora Maria das Graças Ferreira de Lima. Antes de uma auditoria do Inmetro, realizada em abril de 2010, Aécio ocultou e destruiu documentos, tentando evitar que seu envolvimento em irregularidades fosse descoberto. O ex-coordenador falsificou um ofício dando a entender que esses documentos haviam sido enviados ao Tribunal de Contas. Aécio entregou o ofício a Maria das Graças Ferreira de Lima, que o fez chegar às mãos dos auditores do Inmetro. Ela posteriormente testemunhou à polícia afirmando não saber quem teria encontrado esse ofício.

Memória – Em 2011, o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte deflagrou a “Operação Pecado Capital” para apurar o desvio de recursos públicos no Ipem/RN. Por envolver recursos federais, repassados pelo Inmetro, o caso passou à competência da Justiça Federal. O MPF deu continuidade às investigações e, de 2012 a 2013, ajuizou 12 denúncias e 10 ações por improbidade.

Em novembro de 2013, os acusados Aécio Fernandes (ex-coordenador financeiro) e Daniel Vale Bezerra (ex-coordenador jurídico) firmaram acordo de colaboração premiada e, ao serem interrogados, apontaram o envolvimento direto do então deputado estadual Gilson Moura e do filho da ex-governadora, Lauro Maia, no esquema de desvio de recursos públicos.

Um mês depois o ex-diretor Rychardson de Macedo, assim como outros envolvidos, também celebrou acordo de colaboração premiada. Seus depoimentos esclareceram que o deputado e Lauro Maia, junto com o advogado Fernando Antônio Leal Caldas Filho, eram os destinatários finais da maior parte dos recursos desviados do Ipem, entre 2007 e 2010.

Diante disso, em 2014 foram ajuizadas 21 ações de improbidade contra Gilson Moura, além de outras cinco ações e cinco denúncias envolvendo Lauro Maia e outros participantes do esquema. Ano passado foram apresentadas também quatro ações que incluíam representantes do Inmetro, o auditor-chefe José Autran e o ex-diretor administrativo Antônio Carlos Godinho. Eles são apontados, entre outras coisas, como responsáveis pela conivência do Inmetro em relação às irregularidades no Ipem/RN.

Andamento – Algumas das ações apresentadas ao longo dos últimos três anos já foram sentenciadas e encontram-se em grau de recurso. É o caso da 0007296-34.2011.4.05.8400 (esquema geral dos fatos, concentrando-se na lavagem de dinheiro e na formação de quadrilha, com sentença condenatória); 0007297-19.2011.4.05.8400 (desvio de recursos públicos por meio dos “funcionários fantasmas”, com sentença condenatória); 0008126-97.2011.4.05.8400 (coação no curso do processo, com sentença condenatória); e a 0008536-58.2011.4.05.8400 (desvio de recursos por meio do pagamento indevido de diárias, com sentença condenatória). A grande maioria, no entanto, ainda se encontra tramitando em primeira instância.

Resumos – No grupo de 34 denúncias, dentre as 45 novas ações entregues à Justiça nas últimas semanas, estão 21 que tratam de irregularidades já citadas em ações de improbidade impetradas em 2014. Enquanto essas ações tratam especificamente dos atos de improbidade, as denúncias envolvem o aspecto penal das ilegalidades cometidas pelos envolvidos. Confira o resumo dos conteúdos:

0000743-29.2015.405.8400 (Implicados: Lauro Maia, Fernando Antônio Leal Caldas Filho, Rychardson Macedo, Gilson Moura, Israel Protásio de Lima, Francisco Marinho de Freitas Neto) Resumo: Contratação irregular de empresas locadoras de automóveis.

0000732-97.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo, Gerlane Morais Nicolau Gurgel) Resumo: Contratação irregular, entre 2007 e 2010, de empresa fornecedora de passagens aéreas. Emissão de bilhetes com finalidade particulares e político-eleitorais.

0000768-42.2015.4.05.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson Macedo) Resumo: Cobrança de “pedágio” de cargos comissionados com concessão indevida de diárias.

0000779-71.2015.4.05.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo, Francisco Bento de Moura Júnior) Resumo: Inclusão de “funcionário fantasma” e pagamento indevido de diárias.

0000745-96.2015.4.05.8400 (Implicados: Gilson de Moura, Rychardson de Macedo, Luiza Carvalho Dantas) Resumo: Inclusão de “funcionária fantasma” de 2007 a 2009.

0000744-14.2015.405.8400 (Implicados: Augusto Halley Caldas Targino, Rychardson de Macedo, Gilson Moura, Danúbio Almeida de Medeiros, Wilma Maria de Faria) Resumo: Utilização do cargo de coordenador operacional para desvio de verbas públicas. Fatos ocorridos entre 2004 e 2007.

0000762-35.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo) Resumo: Contratação de empresas para eventos particulares, com pagamento através do Ipem.

0000769-27.2015.405.8400 (Implicados: Rychardson de Macedo, Gilson Moura, Fernando de Lima Fernandes, Gilvan Dantas Galvão) Resumo: Recebimento (pelo coordenador de campanha) de vantagem indevida para favorecer empresa de pescado nas fiscalizações.

0000770-12.2015.405.8400 (Implicados: Rychardson de Macedo Bernardo, Francisco Gilson de Moura, Márcio Muniz da Silva) Resumo: Recebimento de vantagem indevida para favorecer supermercado em fiscalizações metrológicas.

0000771-94.2015.405.8400 (Implicados: Rychardson Macedo, Gilson Moura, Oldair Vieira Andrade) Resumo: Inclusão de “funcionário fantasma” em folha de pagamento, entre 2007 e 2009.

0000766-72.2015.405.8400 (Implicados: Rychardson de Macedo, Gilson Moura, Fernando de Lima Fernandes, Lílian Christina Rodrigues Magalhães, Gilney Michell Delmiro de Gois) Resumo: Inclusão de “funcionários fantasmas” em folha de pagamento entre 2007 e 2009, com pagamento indevido de diárias para cumprimento de compromissos da campanha de deputado.

0000767-57.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo, José Walter da Fonseca, Carlos Eduardo Dantas da Fonseca, Flávia Urbano de Andrade, Luis Juetê Dias Figueiredo) Resumo: Inclusão de “funcionários fantasmas”, entre 2007 a 2009, através da contratação simulada de jornalistas.

0000763-20.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo) Resumo: Inclusão de “funcionários fantasmas” para pagamento indireto de despesas com fogos de artifício.

0000764-05.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo, Fernando Aguiar de Figueiredo, Merle Ranieri Ramos) Resumo: Contratação direta de empresas para realização de pesquisas eleitorais (2007 e 2008) em favor do ex-deputado estadual, pagas pelo Ipem/RN.

0000765-87.2015.405.8400 (Implicados: Gilson Moura, Rychardson de Macedo, Aécio Aluízio Fernandes de Faria, Daniel Vale Bezerra) Resumo: Contratação simulada de prestadores de serviço.

0000772-79.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Desvio de recursos e irregularidades nas obras de reforma e ampliação da sede do Ipem/RN.

0000773-64.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Ilicitudes nas obras de reforma e ampliação do galpão do taxímetro, localizado na sede do instituto.

0000774-49.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Desvio de recursos destinados ao custeio de obras de reforma e adequação de uma sala para a criação do telecentro no Ipem/RN.

0000775-34.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Inserção de “funcionários fantasmas” na folha de pagamento através de contratação da FF Construções e Serviços Ltda..

0000776-19.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Contratação irregular de posto de gasolina, com adulteração e superfaturamento dos gastos.

0000777-04.2015.405.8400 (Implicado: Gilson Moura) Resumo: Nomeação de “funcionários fantasmas” como forma indireta de pagamento de despesas de campanha política.

http://www.prrn.mpf.mp.br/grupo-asscom/noticias-internet/mpf-apresenta-45-novas-acoes-da-pecado-capital

Opinião dos leitores

  1. E em relação aos Advogados envolvidos nessa e tantas outras falcatruas fica o silêncio gritante da OAB.
    Não sei se a Autarquia participa do MARCCO, mas se participar não seria o caso do Movimento cobrar de sua integrante uma postura mais incisiva contra tais casos? Até para não ficar aquela impressão que corrupção é problema dos outros.

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Geral

Primeira edição da Feira Viva reúne música, gastronomia e artesanato na Árvore de Mirassol

Foto: Divulgação

Natal recebe, nos dias 7 e 8 de março, a primeira edição da Feira Viva, evento que combina música ao vivo, gastronomia regional, artesanato local, arte, cultura e área kids. A programação será realizada na Árvore de Mirassol (Espaço do Artesanato), na BR‑101, das 15h às 22h, com entrada gratuita.

Promovida pela Associação de Juventudes Construindo Sonhos – AJCS, a Feira Viva nasce com o objetivo de fortalecer a economia criativa e valorizar o trabalho de artesãos, pequenos empreendedores e artistas locais. Ao longo dos dois dias, o público poderá encontrar uma variedade de peças artesanais, produtos autorais e opções de presentes, além de um espaço dedicado à culinária potiguar, com comidas típicas e lanches variados.

Foto: Divulgação

A programação musical traz artistas locais valorizando a nossa cultura. Na sexta (7), o som fica por conta de Fernando Luna. No sábado (8/3), quem anima o público é Seu João, garantindo um repertório para agradar diferentes estilos. A ideia é criar um ambiente acolhedor para famílias, turistas e moradores da cidade.

Para as crianças, a Feira Viva oferece uma área kids com atividades e brinquedos, garantindo lazer para toda a família. A realização conta com o apoio da Prefeitura do Natal, através da SEMTAS e do vereador Chagas Catarino, reforçando o compromisso com o incentivo à cultura, ao artesanato e ao empreendedorismo local.

Foto: Divulgação

Serviço – 1ª Feira Viva

•Data: 7 e 8 de março
•Horário: das 15h às 22h
•Local: Árvore de Mirassol – Pavilhão do Artesanato, BR‑101, Natal/RN
•Entrada: gratuita

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Geral

ECAD cobra R$ 12 mil de vigília católica gratuita na UFRN e revolta fiéis em Natal

Foto: Reprodução

O ECAD está cobrando R$ 12 mil em direitos autorais do evento católico Consagra-te, que acontece nesta sexta (27) e sábado (28), no Anfiteatro da UFRN, em Natal. A cobrança provocou revolta na comunidade católica envolvida na organização, que afirma ter arrecadado recursos por meio de doações para conseguir realizar a programação, que é gratuita e aberta ao público.

O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é a entidade responsável por arrecadar e distribuir valores referentes à execução pública de músicas no Brasil. A taxa é cobrada quando há apresentações musicais em eventos, como é o caso da vigília, que contará com shows do Instituto Hesed e da cantora Eliana Ribeiro.

Promovido com a presença da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, trazida pelo Instituto Hesed diretamente do Santuário do Monte Gargano, na Itália, o evento terá Santa Missa presidida por Dom João Santos, pregação com Irmã Maria Raquel, procissão com o Santíssimo Sacramento e Rosário da madrugada. A programação começa às 20h, nos dois dias.

Segundo os organizadores, toda a estrutura foi viabilizada com ajuda da comunidade. A cobrança de R$ 12 mil, às vésperas da realização, gerou forte reação entre os fiéis que participam da mobilização no campus.

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Geral

Tem camarão crocante com arroz de siri; e crostini de macaxeira com camarão e fondue de queijo manteiga no Papo de Fogão deste fim de semana

Tem camarão crocante com arroz de siri pelas mãos do Chef Luiz Eduardo, do Dom Eduardo Restaurante… e na Dica Rápida, o Chef Macaíba, do Camarões de Natal, chega com um crostini de macaxeira com camarão e fondue de queijo manteiga que é pra glorificar de pé!

Tu vai perder é? Assiste o Papo de Fogão!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Política

Facção tentou tomar emendas na Câmara de Natal e movimentou R$ 6 milhões, diz polícia

Foto: Divulgação/PCRN

A Polícia Civil revelou detalhes da Operação Decreto, que mira um grupo criminoso com atuação no Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal. Segundo a investigação, a facção tentou interferir no orçamento público da capital usando um ex-funcionário da Câmara Municipal de Natal para pressionar o envio de emendas parlamentares ao Carnaval de 2025.

De acordo com a Polícia Civil, a exigência era clara: se o dinheiro não fosse destinado, ações políticas seriam proibidas na área dominada pelo grupo. A investigação aponta que a organização movimentou cerca de R$ 6 milhões com a venda de drogas nos últimos 18 meses e é apontada como responsável por pelo menos quatro homicídios em 2024.

Nesta fase da operação, três suspeitos foram presos em Natal. Uma mulher indicada como liderança foi detida no Mato Grosso do Sul, e outro investigado é procurado no Rio de Janeiro. Em Natal, houve apreensão de drogas e dinheiro em espécie.

A Polícia Civil informou que as apurações continuam para verificar se houve participação de outros agentes públicos. O órgão reforçou que denúncias podem ser feitas pelo Disque 181, com garantia de anonimato.

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Economia

Governo recua e derruba parte da taxação de importados após reação do setor produtivo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal voltou atrás e revogou, nesta sexta-feira (27), parte do aumento das tarifas de importação anunciado no início do mês. O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) informou que derrubou as alíquotas de 105 produtos classificados como bens de capital e itens de informática e telecomunicações.

No dia 6 de fevereiro, o governo havia elevado as tarifas de cerca de 1.250 produtos importados. Parte dessas mudanças começaria a valer já neste domingo (1º). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a reversão atende a uma demanda do setor produtivo e já estava prevista na resolução anterior.

Além da revogação das alíquotas zeradas, o governo manteve no patamar anterior a tarifa de outros 15 produtos de informática. É o caso dos smartphones, que voltaram à alíquota de 16%, e não mais aos 20% previstos inicialmente. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado na quarta-feira (25) que o MDIC poderia reverter as tarifas caso identificasse situações que não configurassem concorrência desleal.

Haddad declarou que o aumento do imposto não teria caráter arrecadatório, mas regulatório. Apesar disso, cálculos da própria Fazenda apontam que a medida poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões aos cofres públicos em 2026. O MDIC informou ainda que não cabe ressarcimento às empresas afetadas, já que as tarifas ainda não estavam em vigor.

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Polícia

VÍDEO: GRANDE NATAL: 7 presos em menos de 48h por violência doméstica em operação nacional

Imagens: Divulgação/PCRN

Sete homens foram presos entre quinta (26) e sexta-feira (27), em menos de 48 horas, durante ação da Polícia Civil contra crimes de violência doméstica na Região Metropolitana de Natal. As prisões ocorreram por força de mandados judiciais por ameaça, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas, violação de domicílio e corrupção ativa. A ofensiva integra a Operação Mulheres 2026, mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

As capturas aconteceram em bairros de Natal — Mãe Luiza, Pajuçara, Lagoa Nova e Zona Norte — além de Nova Esperança, em Parnamirim, e no município de Nísia Floresta. Todos os suspeitos foram localizados após diligências, levados à delegacia para os procedimentos legais e, depois, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Na capital, houve prisões por ameaça, injúria, violação de domicílio e descumprimento de medidas protetivas, que são decisões judiciais que proíbem o investigado de se aproximar ou manter contato com a vítima. Em um dos casos, o investigado teria desrespeitado ordem que o impedia de se aproximar da ex-companheira. Também em Natal, um homem foi detido por suspeita de corrupção ativa.

A Operação Mulheres 2026 ocorre de 19 de fevereiro a 5 de março em todo o país e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, reunindo forças de segurança estaduais para cumprir medidas cautelares e mandados contra investigados e condenados. Segundo a Polícia Civil do RN, as diligências ocorreram sem registro de confrontos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

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Política

ÁUDIO: REVIRAVOLTA: Samanda afirma que foi surpreendida por ação para ouvir Brisa no processo de cassação

Áudio: Reprodução/98 FM

A presidente da comissão do processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), Samanda Alves (PT), afirmou que foi surpreendida com a informação de que a parlamentar conseguiu uma liminar para ser ouvida e reabrir a fase de instrução do caso. Segundo Samanda, até o momento ela não foi intimada oficialmente da decisão judicial: “Não fui intimada ainda e estamos aguardando”.

De acordo com a presidente, a comissão já havia aprovado relatório final pelo arquivamento e dado prosseguimento ao processo. No retorno à etapa seguinte, foram identificados três pedidos na defesa prévia de Brisa: uso de provas do primeiro processo, oitiva de quatro testemunhas e envio de ofício à Funcarte para informações sobre emendas parlamentares.

Samanda relatou que, em reunião, a defesa confirmou que não havia outros pedidos além desses três. No entanto, na penúltima reunião, uma procuradora da Câmara apontou que constava um quarto pedido na defesa prévia: que a própria vereadora fosse ouvida, sob argumento de que o segundo processo teria fatos diferentes do primeiro.

A reunião foi suspensa, e por unanimidade, os três membros decidiram negar o pedido, considerando que já houve oportunidade anterior de manifestação e avaliando o risco de extrapolação de prazo.

Ela ressaltou que todas as decisões foram colegiadas e unânimes, com presença de procuradores da Câmara e reuniões gravadas. Segundo ela, a comissão garantiu ampla defesa e devido processo legal e cumprirá qualquer determinação judicial assim que for oficialmente comunicada.

Também explicou que o prazo de 72 horas úteis para manifestações da defesa foi definido na primeira reunião, por sugestão do vereador Daniel Rendal, e que todos os prazos seguiram esse critério.

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Política

CPMI ameaça STF se Alcolumbre anular quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

A cúpula da CPMI do INSS já fala em recorrer ao STF caso o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, anule a votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A decisão foi tomada quando a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez.

Segundo integrantes da cúpula da comissão, o risco de anulação é considerado real. Entre os sigilos quebrados também está o de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, apontado como um dos homens de confiança de Alcolumbre.

Após a votação, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e o deputado Paulo Pimenta se reuniram com Alcolumbre para pedir a anulação de ofício da decisão.

O presidente do Senado disse que só vai se posicionar depois de receber a representação formal e analisar o material, incluindo as imagens da sessão. Ele já iniciou a análise com apoio da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa.

A base governista alega que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, teria “fraudado” a votação simbólica. Segundo governistas, havia 14 parlamentares do grupo entre os 21 presentes na sala, mas Viana contabilizou apenas sete e usou como referência 31 registros de presença. A disputa agora pode sair do plenário e parar no Supremo.

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Judiciário

Gilmar manda inutilizar dados da CPI sobre empresa da família de Toffoli

Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou nesta sexta-feira (27) a inutilização de eventuais dados já enviados à CPI do Crime Organizado envolvendo empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli. As quebras de sigilo haviam sido aprovadas pela comissão na última quarta-feira (25).

A decisão atinge informações bancárias, fiscais e telemáticas — ou seja, dados financeiros, tributários e de comunicações — da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli. No despacho, Gilmar ordena a “imediata inutilização/destruição do conteúdo” ou, de forma alternativa, que o material fique sob sigilo, com acesso restrito e proibição de compartilhamento, sob pena de sanções penais, administrativas e cíveis.

A medida foi tomada após recurso apresentado pela empresa ao STF. Para Gilmar Mendes, a CPI extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado, ou seja, teria ido além do que estava autorizado a apurar.

A Maridt aparece como intermediária na negociação entre familiares de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado por suspeita de fraude financeira.

Segundo investigações, a empresa negociou a venda de participações no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), para fundos associados ao banco. Toffoli deixou a relatoria do caso no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal citavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.

O ministro afirmou que as menções são “ilações”, negou relação com o empresário e com Fabiano Zettel, informou que a Maridt saiu do negócio em fevereiro de 2025 e declarou não ter recebido valores nem ocupado cargo de direção na empresa.

Opinião dos leitores

  1. Ai o geleia faz e desfaz o que quer na canetada, não existe ninguém para coibir, apurar e combater esse ministro?

    Piada nossa situação, começo a acreditar que apenas uma guerra civil resolva a roubalheira no Brasil e acabe com esse ditadores de toga….roubar pode, investigar, apurar para prender nunca, eles não, jamais!

  2. VORCARO TINHA TANTA CERTEZA DE UMA AÇÃO DESSE TIPO, AO SEU FAVOR, QUE PAGAVA 3,6 🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽 NÃO SEI PRA QUEM.

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Geral

Alcolumbre encomenda ‘dossiê’ de caso Lulinha na CPI antes de tomar decisão sobre anulação de quebra de sigilo

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a elaboração de relatórios técnicos antes de decidir se mantém ou anula a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia do Senado irão analisar imagens, registros da sessão e o regimento interno. Enquanto isso, os requerimentos aprovados seguem em tramitação e já foram encaminhados às autoridades.

Após a sessão, parlamentares governistas pediram a anulação da votação, alegando erro na contagem dos votos. Alcolumbre solicitou que as reclamações fossem formalizadas com provas documentais. O pedido foi protocolado com cerca de 12 páginas de anexos, mas não há prazo para decisão.

A controvérsia começou quando a CPI votou em bloco 87 requerimentos. Na votação nominal, houve 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, o presidente da comissão, Carlos Viana, conduziu nova votação simbólica.

Governistas afirmam que houve quórum suficiente para barrar o pacote. Viana sustenta que o quórum válido era o da votação anterior, o que manteria a aprovação. A oposição defende que o procedimento seguiu o regimento.

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