Diversos

MPF/RN: manifestantes não podem bloquear rodovias

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) apresentou parecer no sentido de que Polícia Rodoviária, Polícia Federal e Forças Armadas devem agir para evitar que manifestantes bloqueiem as rodovias federais, garantindo à população o direito de ir e vir, previsto na Constituição (art. 5º, inciso XV). O parecer foi ofertado em ação ajuizada pela União e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), que pedem autorização ao judiciário para adotar as medidas necessárias a fim de resguardar a segurança dos pedestres, motoristas, passageiros, e dos próprios manifestantes que se posicionem em locais inapropriados, que dão acesso ao estádio Arena das Dunas e em qualquer trecho das rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte e/ou dão acesso ao estado.

O MPF opinou pela extinção do processo, sem julgamento de mérito, por entender que esses órgãos de segurança não precisam que o Judiciário os autorize a fazer algo que a Constituição Federal e o Código de Trânsito Brasileiro já lhes determina. Segundo o procurador da República Kleber Martins de Araújo, que assinou o parecer, a Constituição Federal garantiu a liberdade de expressão e de manifestação no que diz respeito ao conteúdo do pensamento externado, mas não autorizou que manifestações possam acontecer em todo e qualquer lugar, independentemente de causar ou não transtornos ao restante da população.

Para ele, quando a Constituição assegurou o direito de reuniões pacíficas e sem armas em locais abertos ao público, não abrangeu as rodovias. “Embora se tratem de bens públicos, elas só podem ser utilizadas para a finalidade para a qual existem, isto é, o tráfego de veículos. Os pedestres só podem utilizar as rodovias nos locais a eles destinados, isto é, os passeios públicos e as faixas de pedestres, segundo o Código de Trânsito Brasileiro”. No entendimento do procurador, quando o constituinte utilizou a expressão locais abertos ao público, estava querendo referir-se a outros locais públicos que não as rodovias, como as praças, os parques, as praias e outros de mesmas características físicas, os quais são destinados mesmo à presença e à reunião de pessoas e nos quais a realização de atos como manifestações pacíficas não inviabiliza em sua totalidade o direito dos demais em se utilizar do bem público para outras finalidades.

A despeito disso, sugeriu ao Juiz Federal que sentenciará o caso que, na hipótese de acolher o pedido da União e do Dnit, recomende às forças do Estado envolvidas que adotem cautelas na hipótese da realização de manifestações. “Nosso objetivo é evitar que um eventual enfrentamento entre manifestantes e agentes de segurança pública descambe para um “cenário de guerra” durante a Copa do Mundo”. Foi sugerido, por exemplo, que, na hipótese de os movimentos ganharem um volume de manifestantes muito grande, a ponto de não ser mais fisicamente possível evitar que os mesmos ocupem as rodovias, adotem medidas paliativas para que a manifestação ocorra apenas nas vias marginais ou em meia pista da rodovia, de modo que o fluxo de automóveis tenha continuidade da manifestação na rodovia.

Além disso, o procurador Kleber Martins sugeriu, ainda, não impedir o livre exercício de manifestação e a plena liberdade de expressão noutros locais, inclusive festiva e amigável, no entorno e dentro dos estádios, não vedar a atuação da imprensa ou de qualquer cidadão de captar imagens e som em vias públicas ou locais acessíveis ao público, abstendo-se de apreender equipamentos de áudio, fotografia e vídeo dos manifestantes; que evitem, tanto quanto possível a utilização de armamento letal, priorizando armas não-letais (gás lacrimogêneo, ‘spray’ de pimenta e equipamentos correlatos) ou de efeito moral e, mesmo assim, utilizando-as de forma proporcional à agressão e somente em caso de inquestionável necessidade, evitando utilizá-las, por exemplo, em ambientes ou espaços com pessoas confinadas, crianças, adolescentes, idosos e outros públicos vulneráveis fisicamente, ou se houver risco de causar danos permanentes.

A ação (Interdito Proibitório) tramita na Justiça Federal sob o número: 0802853-02.2014.4.05.840

MPF-RN

Opinião dos leitores

  1. O MST caga solenemente na cabeça de todas as autoridades do Brasil fecham Brs na hora,dia e ano q quizer

  2. Acho que não precisava nem desse parecer da MPF.
    A polícia tem poder para atuar e garantir o que está na lei e na Constituição Federal.

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Saúde

Flávio diz que Bolsonaro está indo para hospital após “calafrios e vômitos”

Foto: Fábio Rodrigues 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo levado ao hospital nesta sexta-feira (13) após acordar com “calafrios e vômitos” na Papudinha, em Brasília.

“Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu o senador no X.

O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papuda desde 15 de janeiro.

CNN

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Política

Flagra da PF com suplente de Alcolumbre amplia tensão entre senador e governo

Foto: Reprodução

Um relatório da Polícia Federal aponta que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado Davi Alcolumbre, foi flagrado saindo de uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie, no Amapá. A informação integra investigação que apura suspeitas de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no estado e ocorre em meio ao aumento das tensões entre o senador e o governo federal.

De acordo com os investigadores, o empresário passou a ser monitorado após alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras sobre saques em dinheiro considerados elevados. A PF identificou que as retiradas ocorriam pouco tempo depois do recebimento de recursos oriundos de contratos públicos, o que levantou suspeitas de possível lavagem de dinheiro.

Segundo o inquérito, Breno Chaves Pinto teria influência dentro da superintendência do DNIT no Amapá e poderia estar atuando para beneficiar empresas em licitações da autarquia. A investigação aponta indícios de conluio entre empresários e servidores para direcionar contratos de manutenção e recuperação da BR-156, que somam cerca de R$ 60,2 milhões.

Procurado, o empresário afirmou que os valores sacados eram destinados ao pagamento de funcionários e prestadores de serviço de suas empresas. Já Davi Alcolumbre declarou que não possui relação com as atividades empresariais de seu suplente.

O episódio ocorre em um momento de desgaste entre o senador e o Palácio do Planalto. Nos bastidores, aliados atribuem o clima de tensão a divergências políticas e ao impasse envolvendo a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, escolha defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que depende de aprovação do Senado.

Com informações do jornal O Globo

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Geral

EUA incluem Brasil em investigação sobre trabalho forçado em comércio internacional

Foto: US Embassy/Reprodução

Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de cerca de 60 países que passarão por investigação sobre possíveis práticas comerciais ligadas ao trabalho forçado. A apuração foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o embaixador e representante comercial Jamieson Greer, o objetivo é avaliar se governos estrangeiros têm adotado medidas eficazes para impedir a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. De acordo com ele, a falta de ações firmes pode criar vantagens de custo artificiais para produtores estrangeiros e prejudicar trabalhadores e empresas americanas.

Caso sejam constatadas práticas consideradas desleais, a legislação norte-americana permite a adoção de medidas como a imposição de tarifas adicionais, restrições à importação de produtos e até a suspensão de concessões em acordos comerciais. O mecanismo também prevê a possibilidade de firmar acordos com os países investigados para corrigir as práticas apontadas.

As investigações são conduzidas por um comitê específico dentro do USTR, responsável por analisar petições, realizar audiências públicas e recomendar medidas ao Comitê de Política Comercial dos Estados Unidos. O processo inclui consultas com os governos dos países envolvidos e, caso não haja solução consensual, pode avançar para mecanismos formais de disputa em instâncias como a Organização Mundial do Comércio.

Lista dos países sob investigação dos EUA sobre trabalho forçado

  1. Argélia;
  2. Angola;
  3. Argentina;
  4. Austrália;
  5. Bahamas;
  6. Bahrein;
  7. Bangladesh;
  8. Brasil;
  9. Camboja;
  10. Canadá;
  11. Chile;
  12. China;
  13. Colômbia;
  14. Costa Rica;
  15. República Dominicana;
  16. Equador;
  17. Egito;
  18. El Salvador;
  19. União Europeia;
  20. Guatemala;
  21. Guiana;
  22. Honduras;
  23. Hong Kong;
  24. Índia;
  25. Indonésia;
  26. Iraque;
  27. Israel;
  28. Japão;
  29. Jordânia;
  30. Cazaquistão;
  31. Kuwait;
  32. Líbia;
  33. Malásia;
  34. México;
  35. Marrocos;
  36. Nova Zelândia;
  37. Nicarágua;
  38. Nigéria;
  39. Noruega;
  40. Omã;
  41. Paquistão;
  42. Peru;
  43. Filipinas;
  44. Catar;
  45. Rússia;
  46. Arábia Saudita;
  47. Singapura;
  48. África do Sul;
  49. Coreia do Sul;
  50. Sri Lanka;
  51. Suíça;
  52. Taiwan;
  53. Tailândia;
  54. Trinidad e Tobago;
  55. Turquia;
  56. Emirados Árabes Unidos;
  57. Reino Unido;
  58. Uruguai;
  59. Venezuela;
  60. Vietnã.

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Geral

Vereador de Extremoz é morto durante a madrugada na comunidade de Araçá

Foto: Reprodução

O vereador de Extremoz, Fábio Vicente, foi assassinado na madrugada desta sexta-feira (13) na comunidade de Araçá, onde morava.

De acordo com as primeiras informações, o crime ocorreu por volta das 3h da madrugada. O parlamentar teria sido morto em circunstâncias que ainda serão investigadas pelas autoridades.

Fábio Vicente exercia mandato na Câmara Municipal de Extremoz e era conhecido na região onde residia. A notícia do homicídio provocou forte repercussão entre moradores e lideranças políticas do município.

Equipes policiais foram acionadas para o local do crime e devem conduzir as investigações para identificar a motivação e os responsáveis pelo assassinato. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao caso.

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Geral

Justiça tranca ação por transfobia e deputada Erika Hilton perde processo contra estudante

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi derrotada em uma ação penal na Justiça Federal que tinha como alvo uma estudante de veterinária da Paraíba. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (12) pela 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que determinou o trancamento do processo contra a estudante Isadora Borges.

A informação é da colunista Andreza Matais, do jornal Metrópoles. O caso teve origem em publicações feitas por Isadora em 2020 no antigo Twitter, atual X. Nas postagens, ela afirmava que “mulheres trans não são mulheres”. A denúncia foi apresentada em fevereiro de 2025 pelo Ministério Público Federal e aceita pelo juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da Justiça Federal em João Pessoa, tornando a estudante ré por transfobia.

Mesmo sem ser mencionada nas publicações, Erika Hilton passou a atuar como assistente de acusação no processo a partir de julho do ano passado. A parlamentar é uma das principais vozes do movimento trans no Congresso Nacional.

O processo, no entanto, foi encerrado após a defesa da estudante apresentar um habeas corpus ao TRF-5. O relator do caso, o desembargador Rogério de Meneses Fialho Moreira, inicialmente negou o pedido liminar, mas posteriormente mudou o entendimento após análise mais aprofundada. A decisão final foi unânime entre os três magistrados da turma, que entenderam que as postagens não configuram motivo suficiente para abertura de processo criminal.

Segundo o advogado de Isadora, o criminalista Igor Alves, as publicações representam apenas a opinião da estudante e não incentivam discriminação. Com o trancamento da ação penal, a tendência é que o caso seja arquivado na primeira instância sem julgamento do mérito.

Ainda assim, o Ministério Público Federal pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça.

Nesta semana, Erika Hilton também solicitou ao MPF a abertura de investigação contra o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, por suposta transfobia após comentários feitos sobre a eleição da deputada para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

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Geral

Decisão de Moraes que determinou busca na casa de jornalista gera reação de entidades de imprensa

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entidades representativas da imprensa classificaram como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão. A medida ocorreu após a publicação, no Blog do Luís Pablo, de reportagens sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais divulgaram uma nota conjunta afirmando que a decisão atinge diretamente o exercício da atividade jornalística e pediram a revisão da medida. As entidades destacaram que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional e que qualquer iniciativa que viole esse princípio representa risco à liberdade de imprensa.

Outras organizações também manifestaram preocupação. A Associação Internacional de Radiodifusão afirmou que o exercício do jornalismo é protegido tanto pela Constituição brasileira quanto por normas internacionais de liberdade de expressão. Já a Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão informou que equipamentos utilizados no trabalho jornalístico, como computadores e celulares, foram apreendidos, o que levanta questionamentos sobre a preservação das garantias constitucionais da profissão.

Foto: Reprodução

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também criticou a decisão e afirmou que a medida pode impactar não apenas o jornalista diretamente atingido, mas toda a atividade de imprensa no país. A entidade ressaltou que a divulgação de informações de interesse público é protegida pela legislação brasileira, mesmo quando envolvem dados considerados sensíveis.

Em nota, o ministro Flávio Dino afirmou que a investigação não está relacionada a crimes contra a honra ou à liberdade de expressão. Segundo ele, a equipe de segurança do magistrado identificou um possível monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís, incluindo a divulgação de placas de veículos, nomes de agentes e outros detalhes da segurança. O material teria sido encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para investigação.

Nota conjunta da ABERT, ANER e ANJ

NOTA À IMPRENSA

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideram preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A decisão foi tomada em razão de informações publicadas pelo jornalista no Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículo oficial do TJMA pela família do ministro Flávio Dino, também do STF.

A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo.

O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação.

As entidades subscritas esperam a revisão da medida, que viola o preceito constitucional do sigilo da fonte e a própria liberdade de imprensa.

Brasília, 12/03/2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)

Nota da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR)

COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE RADIODIFUSÃO (AIR)

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo.

A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino.

A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo.

Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática.

Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação.

A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão.

Montevideo, 12 de março de 2026.

Nota da OAB/MA

Nota pública

A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) acompanha as informações relativas ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de jornalista maranhense, ocorrido em 10 de março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo de justiça.

Segundo informações divulgadas, durante a diligência foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5º, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais.

Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto à preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade.

Destarte, a Comissão reafirma seu compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e com a defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício do jornalismo, mantendo-se vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação que atuam no Estado do Maranhão, especialmente no que diz respeito à defesa de bandeiras históricas da OAB, tais como a indispensável observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como o pleno acesso da defesa aos autos, nos termos da Constituição e da legislação vigente.

Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa
Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA)

São Luís (MA), 11 de março de 2026.
CDLEI/OAB-MA.

Nota do ministro Flávio Dino

A Segurança institucional do ministro Flávio Dino foi alertada em 2025 de procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís. Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes.

Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível. Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino.

O assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news.

Veículos de segurança são utilizados pelo STF, em colaboração com os Tribunais, com base nas seguintes normas: Lei n° 12.694/2012, em especial do artigo 9°, §1°, inciso II, bem como Resolução n° 721/ STF, artigo 5°, inciso I, alínea “a”, e a Resolução n° 435 do CNJ, que disciplina a cooperação entre os órgãos de segurança institucional do Poder Judiciário, especialmente o artigo 19, parágrafo único.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: João Maia confirma que Allyson vai renunciar em 30 de março para ser candidato ao Governo

Vídeo: Reprodução/@marcosdantasmartins / 98 FM

O deputado federal João Maia afirmou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, deverá renunciar ao cargo no próximo dia 30 de março para disputar o Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM Natal. Segundo o parlamentar, a decisão foi confirmada pelo próprio prefeito e é tratada como definitiva nos bastidores da política estadual.

De acordo com João Maia, Allyson pretende deixar a administração municipal para assumir oficialmente a condição de pré-candidato ao governo do estado. O movimento reforça as articulações políticas que já começam a ganhar força com foco na sucessão estadual de 2026.

Caso a renúncia seja formalizada na data mencionada, a Prefeitura de Mossoró passará a ser comandada pelo vice-prefeito Marcos Medeiros, que assumirá o cargo de forma interina.

A possível candidatura de Allyson Bezerra amplia o cenário da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e deve intensificar as movimentações políticas no estado nos próximos meses.

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Geral

RUMA TV estreia em Natal com tecnologia de ponta e olhar inovador para o Nordeste

Foto: Divulgação

Prepare-se para uma revolução na maneira como a cultura e as inovações do Nordeste brasileiro são percebidas e contadas. Próxima terça-feira, dia 17 de março, o cenário da comunicação potiguar e nacional será palco da estreia de um protagonista de peso: a RUMA TV. Nascida em Natal e impulsionada por uma infraestrutura tecnológica de última geração, a emissora chega com a missão de redefinir perspectivas e projetar a potência cultural do Nordeste para o mundo. É hora de mudar a lente e, como convida a marca, “Dá o play no novo!”

Por décadas, a narrativa sobre o Brasil concentrou-se predominantemente em eixos tradicionais, muitas vezes relegando à margem a rica e diversa pluralidade de outras regiões. A RUMA TV surge do inconformismo visionário do empresário Eduardo Ramos, que identificou no Nordeste o ponto de partida ideal para a construção de uma comunicação mais autêntica, inspiradora e representativa.

“O Brasil é um mosaico de culturas e inovações que nem sempre são percebidas em sua totalidade. Com a RUMA TV, queremos exportar essa identidade multifacetada, mostrando ao mundo que o coração pulsante de um Brasil potente, inovador e cheio de histórias está aqui”, afirma Eduardo Ramos, fundador da emissora, destacando o propósito de valorizar a região.

A RUMA TV se posiciona além de um simples canal televisivo; é um ecossistema digital completo, desenhado para o futuro da comunicação e para um público global. Para isso, a marca investe fortemente no ambiente digital:

  • YouTube: Oferecendo uma programação dinâmica, informativa e permeada pela autenticidade do povo nordestino, acessível a qualquer hora e em qualquer lugar. Inscrição através do canal @rumatvoficial
  • RUMA Play: Um aplicativo exclusivo, desenvolvido para levar a energia, a cultura e as notícias do Nordeste diretamente para o bolso do espectador, garantindo alcance global e conveniência.

Foto: Divulgação

Para sustentar essa entrega de conteúdo de alto nível e qualidade, a RUMA TV realizou um investimento significativo em sua estrutura física e humana. A emissora dispõe de:

  • Três estúdios completos: Equipados e prontos para atender a qualquer formato de produção audiovisual, desde programas de entrevista a grandes produções.
  • Quatro ilhas de edição e switch de última geração: Garantindo agilidade e precisão nos processos de pós-produção e na transmissão ao vivo.
  • Equipe de peso: Profissionais de reconhecimento nacional e vasta experiência no mercado audiovisual, garantindo a excelência em todas as etapas da produção.

A RUMA TV é um convite para enxergar o Brasil de uma perspectiva elevada, onde a força do nosso povo, a riqueza da nossa terra e a criatividade de nossos talentos ganham, finalmente, o protagonismo global que merecem.

Siga a RUMA TV e conecte-se com o novo: @rumatvoficial

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Esporte

CBF anuncia uniforme reserva da Seleção para a Copa, que quase foi vermelho

Foto: Divulgação/Jordan/Nike

A Confederação Brasileira de Futebol apresentou nesta quinta-feira (12) o novo uniforme reserva da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo. O lançamento marca uma parceria inédita com a Jordan Brand, que pela primeira vez estampa o tradicional símbolo Jumpman em uma seleção nacional.

O lançamento também relembra uma polêmica que ganhou força em 2025. Na época, vazou a informação de que a camisa reserva poderia ser vermelha, proposta aprovada pelo então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. A ideia gerou forte reação entre torcedores e comentaristas. Após assumir a entidade, Samir Xaud vetou a mudança e determinou a manutenção do azul como cor do uniforme reserva.

Foto: Reprodução/Footy Headlines

O novo uniforme mantém as cores tradicionais do futebol brasileiro, com predominância do azul e detalhes em amarelo. O design traz ainda a estampa “Elephant Print”, criada pelo designer Tinker Hatfield para o Air Jordan 3 em 1988, além de tecnologia Aero-FIT, desenvolvida para melhorar ventilação, leveza e conforto durante as partidas.

A estreia da nova camisa já tem data marcada. O Brasil deve utilizar o uniforme no amistoso contra a Seleção Francesa de Futebol no dia 26 de março, no Gillette Stadium, em Boston. O jogo está previsto para começar às 17h, no horário de Brasília.

O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou que a parceria simboliza a união entre duas marcas globais do esporte. Já o atacante Vinícius Júnior afirmou que a colaboração representa um encontro entre futebol, cultura e criatividade brasileira.

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Geral

VÍDEO: Governos correm para atenuar choque do petróleo com guerra, afirma Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O avanço da guerra envolvendo o Irã já provoca um forte impacto no mercado internacional de energia, elevando o preço do petróleo e gerando preocupação entre governos ao redor do mundo. Segundo análise do jornalista William Waack, o choque atual já é descrito por especialistas como um dos maiores da história recente.

De acordo com o jornalista Waack, da CNN, o cenário mais temido se confirmou: a interrupção parcial no fornecimento de petróleo por conta das ações militares no Oriente Médio. O conflito, que envolve Israel e os Estados Unidos, acabou pressionando os mercados globais e ampliando a incerteza sobre a estabilidade do abastecimento energético.

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump chegou a sugerir possíveis intervenções para tentar conter a escalada dos preços, o que aumentou ainda mais a tensão nos mercados financeiros. A preocupação é que a alta do barril tenha efeitos em cadeia sobre inflação, crescimento econômico e consumo em diversos países.

No Brasil, o governo também adotou medidas para tentar amenizar os impactos. Como a Petrobras não reajusta os preços internos há algum tempo — especialmente no caso do diesel —, consumidores passaram a estocar combustível diante da expectativa de aumento, o que acendeu alerta para risco de desabastecimento.

Como resposta, o governo federal decidiu zerar impostos federais sobre combustíveis e pediu que governadores façam o mesmo com tributos estaduais. A avaliação é que a medida busca conter os efeitos econômicos e também o impacto político de uma eventual disparada no preço dos combustíveis.

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