MST lança fundo de investimento e capta R$ 1 milhão no mercado financeiro

Foto: Matheus Alves

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acaba de entrar para o mercado financeiro. A improvável associação foi anunciada no início desta semana, pelo líder do movimento João Pedro Stedile. A organização lançou um fundo de investimentos, batizado de Finapop e registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que oferece um retorno pré-fixado de 5,5% ao ano. Os recursos captados serão utilizados para financiar a agricultura familiar e a produção de alimentos orgânicos.

A captação dos recursos se dará por meio da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Na primeira rodada, o movimento conseguiu levantar 1 milhão de reais, que serão destinados à Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), no Rio Grande do Sul. O repasse do dinheiro será feito por meio de um empréstimo. Os juros cobrados, de 5,5% ao ano, são os mesmos oferecidos ao investidor, acrescidos de uma taxa de intermediação.

O economista Eduardo Moreira, que atuou por 20 anos no mercado financeiro e, atualmente, oferece cursos financeiros na internet, ajudou a desenvolver o programa. “É uma maneira de financiar o mundo que a gente acredita”, afirma Moreira, que, além de trabalhar na elaboração do Finapop, é um dos investidores iniciais.

A ideia foi inspirada na experiência do Triodos Bank, instituição financeira criada na Holanda, na década de 80, que se classifica como um “banco ético”, voltado ao financiamento sustentável de projetos que promovam a qualidade de vida e a dignidade humana. Segundo Stedile, o fundo vai ajudar a aumentar a produtividade das cooperativas ligadas ao MST. Há planos, inclusive, de construir uma fábrica de vidros, também na região Sul, para atender a demanda por recipientes para os produtos orgânicos do movimento.

Desde o ano passado, o MST tem deixado as invasões de terra em segundo plano para se concentrar na produção. A prioridade tem sido vender alimentos diretamente ao consumidor, por meio das “feiras da reforma agrária”, que acontecem em 15 cidades do País. As invasões vinham diminuindo desde o governo de Dilma Rousseff e praticamente cessaram com a posse de Jair Bolsonaro, que ameaçou classificar o MST como organização terrorista.

O sucesso nos negócios também influenciou na decisão de reduzir os protestos mais incisivos. Algumas cooperativas ligadas ao movimento já apresentam faturamento relevante, como a Cooperoeste, de Santa Catarina, cuja receita anual ultrapassa os 200 milhões de reais. Ao todo, o MST concentra 100 cooperativas, 96 agroindústrias, 1.900 associações e 350 mil famílias assentadas em cerca de 88 mil hectares de terra.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gildo turonis cardoso disse:

    Além de terem e suas mãos 10 por cento do território nacional o mesmo dos agricultores do agro , terem linhas de crédito especiais e não produzirem praticamente nada , a maioria esmagadora tem um pé d mandioca e um pé de banana , e ainda vem com mais essa , não cansam de lesar a pátria , só para esclarecer as linhas de crédito são de 2 por cento ao ano

  2. Raimundo disse:

    Agora com cnpj tem como pagar as indenizações por danos ao patrimônio alheio

  3. MDP - MOV DONOS DA PÁTRIA disse:

    Se já não gouver fundo de investimento dos milianos para comprar armamentos pesados, tanques, aviões drones, satélites espiões, mísseis de longo alcance…

  4. Tarcísio Eimar disse:

    O diabos é quem se mete nisso. Aí deve ter tanta falcatrua

  5. Azevedo disse:

    Esse brandido dono do MST tem é que estar atrás das grades de um presídio federal, pois é um bandido de altíssima periculosidade. Deve ter ganhado muito dinheiro nos governos dos seus colegas PeTralhas, ou seja, deve ter roubado muito juntamente com Lulaladrão e seus comparsas.

  6. Justiceiro disse:

    Como posso aplicar? Tem futuro!

  7. Neto disse:

    Parece que se renderam ao capitalismo opressor

  8. Ricardo disse:

    Legal… O movimento agora tem um CNPJ.

  9. Delano disse:

    Bom fazer uma devassa fiscal em quem está tentando lavar dinheiro nesse engôdo, talvez estejam tentando esquentar o dinheiro roubado do esquema petrolão.

    • Ricardo disse:

      Delano tá é sabido.

    • Pedro Manuel Joaquim Ojuara realista disse:

      Tu é comentarista de um só assunto. Trabalhou na "Petobrás" foi? Pergunta e responde. Troca só de nome fictício.

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