Comportamento

MUITO GRAVE: Lava Jato driblou lei para ter acesso a dados da Receita, mostram mensagens

Procuradores da Operação Lava Jato contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões nos últimos anos, segundo mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site.

Os diálogos indicam que integrantes da força-tarefa do caso em Curitiba buscaram informações da Receita sem requisição formal e sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra do sigilo fiscal das pessoas que queriam investigar.

Para obter os dados, os procuradores contaram com a cooperação do auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiou a área de inteligência da Receita em Curitiba até 2018 e assumiu a presidência
do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no governo Jair Bolsonaro (PSL).

As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept mostram que a força-tarefa estabeleceu com Leonel uma relação de trabalho tão próxima que recorreu a ele até para verificar hipóteses dos investigadores, sem que houvesse elementos objetivos para justificar o acesso a dados do Fisco.

No início de 2016, os procuradores usaram esse expediente com frequência durante as investigações sobre as reformas executadas por empreiteiras no sítio de Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso que levou à sua segunda condenação na Justiça.

De janeiro a março desse ano, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula, o caseiro do sítio, o patrimônio dos seus antigos donos e compras que a mulher do líder petista, Marisa Letícia Lula da Silva, teria feito nessa época.

Em 15 de fevereiro, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, sugeriu aos colegas num grupo de mensagens do Telegram que pesquisassem as declarações anuais de Imposto de Renda do caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona.

“Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público (comissionado)”, disse. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal.”

O então juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato no Paraná, autorizou a quebra do sigilo fiscal do caseiro uma semana depois. No processo que trata do sítio, não há nenhuma informação do Fisco sobre ele nem sinal de que a hipótese de Deltan tenha sido checada.

As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept não permitem saber se Leonel atendeu aos pedidos, mas sugerem que o auditor era o primeiro a ser consultado sempre que a força-tarefa recebia dicas ou não tinha informações suficientes para pedir a quebra de sigilo à Justiça.

Em agosto de 2015, quando surgiram notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda da Odebrecht, a primeira ideia do procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Deltan.

Em setembro de 2016, o procurador Athayde Ribeiro Costa informou aos colegas que pedira a Leonel para averiguar se os seguranças de Lula tinham adquirido uma geladeira e um fogão em 2014 para equipar o tríplex que a empreiteira OAS reformou para o líder petista em Guarujá (SP).

O procurador enviou ao auditor da Receita nomes de oito seguranças que trabalhavam para Lula e duas lojas. Não se sabe se a verificação foi feita, mas no processo que tratou do tríplex, que levou à primeira condenação de Lula, ficou provado que a OAS comprara os eletrodomésticos, não ele.

A legislação brasileira permite que o Ministério Público peça informações à Receita durante investigações, mas é necessário que seus requerimentos sejam formais e fundamentados, dizem advogados consultados pela Folha. Em casos de pedidos muito abrangentes, afirmam, é preciso obter autorização da Justiça.

Auditores da Receita têm o dever de comunicar indícios de crimes que encontrem ao fiscalizar contribuintes, mas existem limites para o compartilhamento dos dados, como dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicaram recentemente.

Em julho, o presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu investigações baseadas em informações do Coaf, incluindo a que tem como alvo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente. Para Toffoli, órgãos como o Coaf e a Receita só podem compartilhar sem aval da Justiça dados genéricos, sem detalhes sobre movimentações financeiras.

No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu investigações conduzidas pela Receita sobre 133 contribuintes, incluindo as mulheres dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Para Moraes, a Receita selecionou seus alvos sem ter motivo razoável para investigá-los.

Roberto Leonel criticou a decisão de Toffoli publicamente, o que levou Bolsonaro a determinar sua substituição no Coaf. O governo decidiu transferir o órgão para o Banco Central. Levado para Brasília pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, que conheceu como juiz, Leonel deverá sair após a mudança do Coaf para o ao BC.

REPASSE DE DADOS

As mensagens obtidas pelo Intercept mostram que, em pelo menos um caso, o auditor repassou à força-tarefa da Lava Jato informações sobre pessoas que nem sequer eram investigadas em Curitiba.

Em maio de 2017, Leonel informou a Deltan que fizera uma representação contra os pais do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e preparava outra contra sua ex-mulher, que acabara de declarar uma conta na Suíça.

Aliado do então presidente Michel Temer (MDB), Loures fora afastado do exercício do mandato pelo Supremo poucos dias antes, após ser flagrado carregando uma mala de dinheiro recebida de um executivo da JBS, em ação policial executada após a delação dos donos da empresa.

Loures era investigado pela Procuradoria-Geral da República, num caso fora da alçada de Curitiba. Mesmo assim, Leonel procurou Deltan após ser questionado por seu superior, o chefe da Coordenadoria de Pesquisa e Investigação (Copei), Gerson Schaan, sobre a representação.

“Ele quis saber pq fiz etc e se tinha passado está inf a vcs”, disse Leonel, no dia 24 de maio. “Disse q NUNCA passei pois não tem origem ilícita suspeita !!! Por favor delete este assunto por enquanto”.

Deltan quis saber de Leonel por que a Receita suspeitava que ele poderia ter repassado à força-tarefa a informação sobre os pais de Loures. O auditor fiscal deixou a pergunta sem resposta, mas
contou que iria protocolar nova representação.

“Confidencial”, escreveu. “A ex cônjuge do dep fed Rodrigo entregou dirpf retificadora incluindo conta no banco pictet suica Não menciona na dirpf se fez ou não dercat. Mas aproveitou o embalo e inseriu saldo de 1 milhão em cc na suica aem lastro”.

As mensagens são reproduzidas com a grafia encontrada nos arquivos obtidos pelo Intercept, incluindo erros de português e abreviaturas.

Segundo Leonel, a ex-mulher de Loures retificara sua declaração anual de Imposto de Renda para informar uma conta na Suíça com saldo de US$ 1 milhão. Ela parecia ter aderido ao programa lançado no ano anterior para regularização de ativos mantidos no exterior, mas ele não tinha certeza.

O auditor perguntou a Deltan se tinha informações sobre o Pictet e quis saber onde as investigações sobre Loures seriam conduzidas. Deltan respondeu que o caso estava em Brasília e prometeu a Leonel o contato de uma colega.

Algumas semanas depois, o chefe da força-tarefa discutiu com o auditor a possibilidade de ter acesso amplo à lista de contribuintes que haviam aderido ao programa de regularização de ativos, que é mantida sob sigilo pela Receita Federal.

O Ministério Público e os auditores fiscais criticaram o programa publicamente na época porque temiam que corruptos e outros criminosos o usassem para legalizar dinheiro de origem ilícita sem que fossem descobertos.

O programa proibia que ativos de origem ilegal fossem regularizados, mas não exigia comprovação de origem lícita na adesão dos contribuintes. A lei permitia a repatriação dos recursos após sua declaração e o pagamento de impostos e multa.

Nada impede que a Receita analise esses dados e comunique indícios de crime, mas normas internas adotadas pela Receita restringiram o acesso às informações, para dar segurança aos contribuintes interessados no programa.

Deltan chegou a tratar do assunto em junho de 2017 com o então secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o chefe de Leonel, Gerson Schaan, numa reunião da qual participaram outros integrantes da força-tarefa, e que depois Deltan relatou ao auditor.

“Bati de frente com ele, inclusive dizendo na frente de todos que ele tinha que ser o primeiro a defender as mudanças do sistema para que deixe de ser um canal de lavagem”, disse o procurador, referindo-se a Schaan, que ocupa o cargo até hoje.

Deltan pediu à Receita o cruzamento dos dados dos contribuintes que aderiram ao programa com os de investigados pela Lava Jato, o compartilhamento das informações com o Coaf e a exigência de comprovação da origem dos recursos declarados.

O procurador disse que a Receita ficou de estudar os pedidos. Em sua resposta, Leonel mostrou-se decepcionado. “Acho q não vão fazer Ou se fizerem pouco abrirão ou pouco controlarão”, escreveu.

Um mês depois desse diálogo, os dois continuavam insatisfeitos com a falta de acesso às informações do programa, e Deltan consultou Leonel sobre a possibilidade de buscá-las nos computadores da Receita sem que a cúpula do órgão fosse alertada.

“Se eu pedir para consultar todos os nomes, Vc não tem como assegurar que o Paulo não vá ter acesso?”, escreveu Deltan. “Vc pode dizer que recebeu a demanda, e posso fazer expressamente, exigindo garantia de que não sairá do ESPEI. E negocia com o Paulo, não?”

Paulo é o chefe da Coordenadoria de Programas e Estudos (Copes) da área de fiscalização, Paulo Cirilo dos Santos Mendes, até hoje no cargo. Ele é um dos responsáveis pelo controle do acesso aos dados do programa de repatriação.

Leonel explicou a Deltan que tinha como saber a identidade dos contribuintes que haviam aderido ao programa, mas não os valores e outros detalhes, e disse que era impossível consultar as informações sem deixar rastros nos sistemas usados pelos auditores.

“Eh uma situação difícil q estou para te responder”, disse Leonel. “Não tenho como garantir q a copes não vá ter acesso.” O auditor sugeriu que uma opção seria obter uma lista completa fora dos sistemas, mas não via como conseguir algo assim: “Só por um milagre eles me passarao a listagem”.

Deltan decidiu então restringir seu pedido de acesso às informações da Receita. “Acho que o melhor é pedir a consulta excluindo os mais sensíveis mesmo”, escreveu. “Envie ofício com eventual exclusão dos mais sensíveis e ainda sob sigilo e dai veremos como proceder”, disse Leonel.

As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept sugerem que a força-tarefa queria acesso amplo às informações do programa de repatriação, mas, ao mesmo tempo, pretendia evitar que a Receita Federal soubesse de todos os alvos da Lava Jato, e por isso optou pela consulta restrita.

O Fisco já identificou mais de duas centenas de contribuintes que podem ter aderido ao programa com o objetivo de legalizar recursos de origem criminosa. Segundo um relatório publicado pela Subsecretaria de Fiscalização da Receita, 50 foram selecionados para explicar a origem dos recursos neste ano.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Corruptos não podem combater corrupção. Em qualquer país com o mínimo de seriedade, o moro é o dalagnol estariam afastados. Cometem ilegalidades para perseguir e para proteger os seus. Quem apoia essa ilegalidade são os mesmos que gritaram serem milhões de cunhas e aecios. São contra a corrupção apenas de fachada.

  2. Se as pessoas começam a não ver a Constituição como nossa lei maior e portanto que as suas prerrogativas e garantias são para nossa proteção, para que então ter Constituição?
    É uma Ditadura, tão criticada por um lado e idolatrada por outro, nesse manicômio de pessoas que não param pra pensar, dizendo de manhã que sua bandeira não é Vermelha e de tarde adorando a bandeira VERMELHA DOS ESTADOS UNIDOS.
    De manhã criticam o nepotismo dizem que a mamata vão acabar,de tarde apoiam a nomeação de parentes para cargos comissionados importantes sem critérios e respeito às exigências da lei.
    De manhã dizem que não tem dinheiro pra Educação, Saúde e Segurança e de tarde é liberado bilhoes em emendas pra deputados votarem na reforma da previdência.
    Dizem que a reforma da Previdência é boa, mas retira dela todas as categorias que se julgam Acima da Lei.
    HIPICRISIA É O NOME DISSO!

  3. Esse Brasil véi não é pra principiantes não! Estão procurando filigranas pra soltar os maiores corruptos do mundo que roubaram bilhões e bilhões de nosso dinheiro, que comprometeu o bem estar das futuras gerações inclusive… Mas o mais importante mesmo não foi prender os ladrões e recuperar recursos públicos desviados: o mais importante são as conversas de procuradores empenhado sem cercar os bandidos… Pobre Brasil! Aqui só sofre o ladrãozinho de galinha !

  4. Uma quadrilha de bandidos comandada por Moro e Dalagnol, mudou o resultado eleitoral no Brasil e cometeu, em nome do combate a corrupção, muitos crimes. Eu imagino que para mentes limitadas como as dos eleitores do Bozo, isso é normal, pois os fins justificam os meios. Pobre gado…

  5. O OBJETIVO DA LAVA JATO SEMPRE FOI PEGAR LADRÕES. ESSA REPORTAGEM SÓ VEM NOS MOSTRAR QUE ELES NÃO MEDIRAM ESFORÇOS PARA LIVRAR O NOSSO PAÍS DOS CORRUPTOS. POR ISSO TODA ADMIRAÇÃO À EQUIPE DA LAVA JATO. TÃO DE PARABÉNS

  6. Não existe gravidade nisso.
    Era preciso, pra mander bandidos na cadeia.
    Só faz quem tem CORAGEM, feito esses PARANAENSES.
    Show!!!

  7. Trabalho de investigação perfeito contra bandidos, esse do MP. Se o cidadão é suspeito de cometer um crime contra o estado, nada mais natural do que fazer uma devassa na vida do indivíduo. Agora se estado é acobertador de bandido, aí não, tudo é difícil pra investigar qualquer suspeito. Desses dois, qual o estado defende o cidadão contribuinte dos ladrões? Lógico que o primeiro, logo é o que os EUA utilizam.

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Política

Alcolumbre marca votação que pode mudar penas de Bolsonaro e réus do 8 de Janeiro

Foto: Divulgação/STF

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, marcou para o dia 30 de abril a votação do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, proposta que pode alterar regras de aplicação de penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e eventuais desdobramentos no sistema penal, segundo informações do Senado Federal.

A decisão coloca na pauta de deputados e senadores a análise do veto do presidente Lula ao projeto, que, de acordo com o texto em discussão no Congresso, prevê mudanças na forma de cálculo das punições aplicadas pelo STF em casos ligados ao episódio.

A proposta pode reduzir significativamente penas já aplicadas ou reavaliar parâmetros de dosimetria em processos correlatos. Em discussões citadas no Congresso, há estimativas de que algumas penas poderiam ser reduzidas caso o veto seja derrubado, embora cada caso siga análise própria da Justiça.

A definição da pauta ocorreu um dia após Alcolumbre ser questionado no plenário do Senado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), segundo registros da sessão. O tema ganhou repercussão imediata no meio político devido ao impacto jurídico e institucional da proposta.

Ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo interlocutores, comunicaram a Alcolumbre e ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que eventuais mudanças legislativas não teriam efeito automático, já que cada processo deverá ser analisado individualmente pela Corte caso o veto seja derrubado pelo Congresso

 

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Judiciário

VÍDEO: Fux reage a “descrédito” sobre o Rio de Janeiro no STF e diz que políticos podem “ir para o inferno acompanhados de altas autoridades”

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O ministro do STF, Luiz Fux, reagiu nesta quinta-feira (9) a manifestações de colegas da Corte que, segundo ele, demonstraram “profundo descrédito” em relação ao Rio de Janeiro, durante julgamento que trata da sucessão e do modelo de eleição no estado. A sessão foi marcada por divergências entre os ministros sobre o tema.

Após manifestação do ministro Flávio Dino, que rejeitou a retirada de um pedido de vista, Fux contestou o que classificou como uma visão “generalizada” sobre o RJ. Ele citou episódios de grande repercussão nacional, como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de menções a investigações recentes envolvendo o INSS e o Banco Master.

Fux afirmou que escândalos não seriam exclusivos do RJ e defendeu que há “bons e excelentes políticos” no estado. O ministro também declarou: “se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados das altas autoridades”, em referência às discussões no julgamento.

No mesmo julgamento, o ministro Alexandre de Moraes, segundo registro da sessão no STF, afirmou haver indícios de infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). Também citou o caso do homicídio da ex-vereadora Marielle Franco, destacando condenações relacionadas ao episódio.

O STF suspendeu o julgamento que define o formato das eleições para o governo do Rio de Janeiro. Com pedido de vista do ministro Flávio Dino, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos, acompanhando a divergência do ministro Luiz Fux por eleições indiretas. O placar parcial está em 4 a 1 nesse sentido.

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Polícia

Empresário admite fraudes em descontos do INSS e firma delação com a PF

Foto: Reprodução

Preso desde setembro de 2025 na Operação Sem Desconto, o empresário Maurício Camisotti firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e admitiu a existência de fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias do INSS, segundo informações do Estadão. O caso envolve suspeitas de um esquema que teria causado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas em todo o país.

De acordo com a Polícia Federal, Camisotti é apontado como um dos investigados por atuar em associações de aposentados que firmavam convênios para realizar descontos diretamente nas folhas de pagamento do INSS. Na delação, ele detalhou a dinâmica dessas operações, que estão sob apuração dentro da mesma investigação.

A PF já colheu os depoimentos do empresário e encaminhou o acordo ao STF, onde o ministro André Mendonça analisa os termos para decidir sobre a homologação da delação. A expectativa, segundo pessoas ligadas ao caso, é de que o colaborador possa ter benefícios legais após a validação do acordo.

Além do acordo de Camisotti, outros investigados também negociam delações com a Polícia Federal. Entre eles, segundo a investigação, estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios do órgão André Fidélis, ambos presos no âmbito da operação. As tratativas seguem em diferentes estágios.

Segundo fontes ligadas ao caso, os depoimentos de Camisotti também mencionam possíveis irregularidades envolvendo dirigentes do INSS. O conteúdo permanece sob sigilo e pode embasar novas fases da Operação Sem Desconto. Não há confirmação de participação de figuras políticas ou de outros nomes citados em especulações externas dentro deste acordo, que segue em análise pelas autoridades.

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Geral

VÍDEO: Motociclistas fecham trecho da Av. Roberto Freire em protesto após morte de motoentregador de 27 anos em Natal

Imagens: Reprodução/TV Ponta Negra

 

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Política

Álvaro Dias e Babá recebem novos apoios e fortalecem pré-candidatura ao Governo do RN

Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do RN pelo PL, Álvaro Dias, e seu vice Babá Pereira seguem ampliando o arco de apoios. Nesta semana mais um movimento estratégico na construção de um projeto competitivo para 2026 foi formalizado.

Em reunião realizada em Natal, a prefeita de João Dias, Maria de Fátima, e o ex-prefeito de Montanhas, Manoel Gustavo, chegaram para reforçar a base política da pré-candidatura.

Foto: Divulgação

Os encontros, marcados por diálogo e articulação, evidenciam a capacidade de Álvaro Dias de agregar lideranças e construir pontes dentro do cenário político potiguar — um diferencial importante na disputa eleitoral que se aproxima.

Babá, que tem atuado diretamente na mobilização política, também destacou a importância da união do grupo. Segundo ele, o momento é de somar forças e consolidar um projeto sólido, com base no diálogo e na escuta das demandas da população.

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Política

VÍDEO: Visita de Gustavo Carvalho em obra “mostra que o Governo Fátima mentiu na propaganda”

Imagens: Reprodução/Instagram/Gustavo Carvalho

O deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) afirmou que, durante visita ao terreno destinado ao Hospital Metropolitano, às margens da BR-101, no bairro de Emaús, em Parnamirim, encontrou o local sem atividades visíveis de obras. Segundo o parlamentar, a ida ocorreu dentro de ações de fiscalização do mandato.

Ele disse que, no mesmo dia da visita, começaram a ser registrados caminhões e serviços no terreno, incluindo a instalação de estruturas como muros. O deputado afirmou, em publicação nas redes sociais, que a movimentação teria ocorrido após a fiscalização no local.

Durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do RN nesta quarta-feira (8), Gustavo criticou a divulgação de obras pelo Governo do Estado, apontando que há diferença entre o que é apresentado na comunicação oficial e a situação observada em algumas visitas.

Gustavo citou ainda obras do Pró-Transporte, na Zona Norte de Natal, e defendeu a criação de uma comissão de deputados para acompanhar in loco a execução de obras públicas no estado. A proposta passou a ser discutida entre os parlamentares em plenário.

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Geral

VÍDEO: Estudante tem surto em escola de Parnamirim e deixa cerca de 10 pessoas feridas, segundo direção

Imagens: Reprodução/TV Ponta Negra

Uma estudante de 15 anos teve um surto dentro da Escola Santos Dumont, em Parnamirim, na Grande Natal, e deixou cerca de 10 pessoas feridas nesta quinta-feira (9), de acordo com informações da direção da unidade. A adolescente é aluna do 1º ano do ensino médio.

Segundo a escola, a estudante começou a agredir uma colega dentro da sala de aula durante o horário intermediário. Outros alunos tentaram intervir, mas também acabaram atingidos. Professores entraram na sala para conter a situação, e parte da equipe também foi agredida.

Ainda conforme a direção, cerca de 10 pessoas tiveram lesões leves durante o episódio. A escola acionou o SAMU e a Polícia Militar, que prestaram apoio à ocorrência e acompanharam o atendimento.

Após o ocorrido, a família da adolescente foi chamada e a estudante foi levada para uma unidade hospitalar, segundo a gestão da escola. A diretora informou que iria registrar boletim de ocorrência na delegacia, e o caso deverá ser apurado pelas autoridades.

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Política

SABATINA MARCADA: CCJ do Senado marca para 29 de abril análise da indicação de Jorge Messias ao STF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado marcou para o dia 29 de abril a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) para uma vaga no STF. A data foi confirmada pelo relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA).

De acordo com o relator, a leitura do parecer está prevista para 15 de abril, etapa que antecede a sabatina. Messias é atualmente advogado-geral da União e foi indicado por Lula em 20 de novembro de 2025, conforme comunicação oficial do Palácio do Planalto.

Segundo informações do Senado, a mensagem presidencial com a indicação chegou à Casa em 1º de abril de 2026, dando início à tramitação formal do processo. A sabatina na CCJ é a primeira etapa obrigatória prevista na Constituição para candidatos indicados ao Supremo.

Após a audiência, os senadores da comissão votam o parecer do relator. Caso seja aprovado por maioria simples, o nome segue para o plenário do Senado, onde a indicação precisa obter pelo menos 41 votos favoráveis, em votação secreta, para que o indicado seja confirmado no cargo.

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Geral

Alcolumbre destrava indicação de Messias ao STF, e sabatina deve ocorrer ainda em abril

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu enviar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quinta-feira (9), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

A expectativa é de que a sabatina de Messias na CCJ aconteça ainda em abril. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), tinha uma estimativa de que a sabatina ocorreria de 8 a 15 dias após o envio da indicação à comissão.

Além da sabatina na CCJ, Messias precisa receber a maioria absoluta de votos no plenário, ou seja, ser aprovado por ao menos 41 senadores em votação secreta.

A mensagem que formaliza a indicação de Messias foi enviada ao Senado pelo presidente Lula (PT) no último dia 31, mas estava parada desde então, em meio à relação desgastada entre Alcolumbre e o petista. O anúncio do nome havia sido feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro.

Naquela época, o governo enfrentou um impasse com Alcolumbre, que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial do presidente do Senado era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSB-MG). Lula, então, decidiu segurar o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para a sabatina.

Apoiadores do advogado-geral no Congresso afirmam que sua situação está melhor agora do que em relação a novembro. O cálculo feito nos bastidores é de que Messias tem hoje cerca de 56 votos favoráveis entre 81 senadores.

Folhapress

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Geral

América x Fortaleza pela Copa do Nordeste será disputado em João Pessoa, no Estádio Almeidão

Estádio Almeidão, em João Pessoa — Foto: Estefinho Francelino/Campinense

A partida entre América e Fortaleza pela Copa do Nordeste será disputada em João Pessoa, capital da Paraíba, no Estádio Almeidão. O jogo será na quinta-feira, dia 16, às 19h.

Isso porque a Arena das Dunas não poderá receber a partida em razão do show da dupla Henrique & Juliano e a estrutura para realização do evento precisa ser montada, impossibilitando a realização do jogo.

O show já está marcado há mais de seis meses. Como o América não apresentou uma alternativa, a Diretoria de Competições da CBF divulgou nesta quinta-feira (9), uma informação de modificação de tabela informando o novo local da partida.

Opinião dos leitores

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