Esporte

Mundial de Clubes começa neste sábado (14) ancorado em investimento bilionário, polêmicas e domínio brasileiro

Foto: Miguel Martinez/AP

Sob a gestão de Gianni Infantino, iniciada em 2016, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) busca repetidamente maximizar receitas e expandir o alcance de suas competições. Houve sugestões, rejeitadas, para realizar a Copa do Mundo de seleções a cada dois anos, mas duas importante ideias foram aprovadas mesmo com críticas acentuadas: a ampliação da Copa para 48 seleções e a criação de um novo Mundial de Clubes, realizado a cada quatro anos, alocado na vaga da extinta Copa das Confederações no calendário do futebol.

A primeira edição do Mundial de Clubes deveria ter acontecido em 2021, na China. Mas a pandemia postergou a concretização do torneio. A instituição da nova competição fez com que o tradicional torneio anual, anteriormente batizado com o nome de Mundial, voltasse a ser chamado de Intercontinental.

Em 2025, o projeto saiu do papel, e os Estados Unidos, sede da próxima Copa do Mundo de seleções (2026), vai abrigar o Mundial de Clubes; Neste sábado, será dado o pontapé inicial para o maior torneio envolvendo times de todos os continentes. Serão 32 participantes. O duelo entre Inter Miami, equipe que conta com Lionel Messi, e Al-Ahly, do Egito, acontece a partir das 21h no Hard Rock Stadium, em Miami, e abre os trabalhos pelo Grupo A.

Quem serão os participantes do Mundial de Clubes?

O Brasil é o país com maior número de jogadores inscritos (141) e com mais times participantes do Mundial. Campeões das últimas quatro edições da Libertadores, Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo vão encarar o desafio de bater de frente com times europeus e forças continentais nos Estados Unidos.

A Fifa dividiu o número de participantes da seguinte forma: Europa (12), América do Sul (6), América do Norte, Central e Caribe (4), Ásia (4), África (4), Oceania (1) e uma vaga para o país-sede. Para completar as vagas, a entidade criou um ranking, cuja pontuação foi formada a partir dos resultados obtidos nos campeonatos continentais de 2021 até 2024. Dessa forma, além de campeões de cada continente, alguns times entraram via ranqueamento.

No entanto, a indicação de certos times gerou polêmica. A primeira foi em relação ao Inter Miami, time que conta com Messi, Suárez e outras estrelas oriundas daquele Barcelona memorável do início dos anos 2010. A Fifa nomeou o time da Flórida por ser a melhor equipe da temporada regular da liga norte-americana de futebol (MLS). No entanto, a equipe sequer chegou à final da competição. O título ficou com o Los Angeles Galaxy, que, sem vaga, viu seu rival de cidade, o Los Angeles FC, conquistar um lugar no Mundial também envolto em críticas.

Originalmente, o mexicano León deveria ter uma vaga no Mundial por ser o campeão da Concachampions de 2023. Porém, o clube pertence ao mesmo grupo dono do Pachuca, campeão da mesma competição em 2024, o que também lhe deu uma vaga no torneio.

A Fifa, então, decidiu retirar o León da competição, haja vista uma regra que impede que times do mesmo dono participem do torneio. O caso foi parar na Corte Arbitral do Esporte (CAS), que considerou a medida da Fifa correta.

A entidade optou por escolher o substituto do León por meio de jogo único entre o vice-campeão de 2023, o Los Angeles FC, e o América, do México, melhor mexicano no ranking do continente.

A decisão também gerou descontentamento por parte dos costarriquenhos do Alajuelense, que entendiam ter direito à vaga, uma vez que o regulamento do torneio veda a indicação por meio de ranking de times de um país que já tenha ao menos dois campeões continentais classificados.

Mundial de Clubes terá premiação milionária

Não foi fácil para a Fifa também convencer os times europeus a participarem do Mundial. Houve uma série de críticas de dirigentes, jogadores e do sindicato dos atletas pelo excesso de jogos. Para contornar a situação, a entidade ofereceu uma premiação de US$ 1 bilhão (R$ 5,55 bilhões na cotação atual) para dividir entre os participantes, sendo que os europeus ficarão com a maior fatia.

Apenas pela participação, os times da Europa vão ganhar entre US$ 12,81 milhões e US$ 38,19 milhões (o menor valor será do Salzburg, e o maior do Real Madrid, seguindo critérios esportivos e comerciais). Os brasileiros ganharão US$ 15,21 milhões cada (aproximadamente R$ 85 milhões). Os times ainda vão faturar US$ 2 milhões por vitória na primeira fase e US$ 1 milhão por empate. Se chegar às oitavas, soma mais US$ 7,5 milhões. Às quartas, US$ 13,125 milhões. Às semis, US$ 21 milhões. O vice-campeão levará mais US$ 30 milhões, enquanto o campeão embolsará outros US$ 40 milhões. Portanto, se um sul-americano for campeão, seu prêmio acumulado pode chegar a US$ 102,835 milhões (R$ 570 milhões). Já um europeu pode faturar até US$ 125,815 milhões (R$ 700 milhões).

Entenda o formato e conheça as sedes do Mundial de Clubes

Os 32 times foram divididos em oito grupos no formato de maior sucesso das Copas do Mundo. Os dois melhores de cada grupo avançam para as oitavas de final, a partir daí são jogos únicos eliminatórias até chegar à grande decisão, agendada para o dia 13 de julho, em East Rutherford, Nova Jersey, no MetLife Stadium.

Ao todo, 11 cidades e 12 estádios vão abrigar as partidas do Mundial de Clubes. A maioria fica na costa leste dos Estados Unidos. Apenas Seattle (Washington) e Pasadena (Califórnia) estão no lado oposto do mapa. Orlando (Flórida) é a única cidade com dois estádios: o Camping World e o Inter&Co Stadium. Os gramados foram todos adaptados ao padrão Fifa, com dimensões definidas em 105m x 68m e apenas naturais.

A Fifa enfrenta dificuldades na venda de ingressos para partidas menos relevantes. A entidade teve de baixar consideravelmente o valor das entradas para tentar encher alguns estádios. A expectativa é que a média de ocupação das arenas seja de 50%.

Conheça os grupos do Mundial de Clubes

  • Grupo A: Palmeiras, Porto, Al-Ahly e Inter Miami;
  • Grupo B: Paris Saint-Germain, Atlético de Madrid, Botafogo e Seattle Sounders;
  • Grupo C: Bayern de Munique, Auckland City, Boca Juniors e Benfica;
  • Grupo D: Flamengo, Espérance, Chelsea e Los Angeles FC;
  • Grupo E: River Plate, Urawa Reds Diamonds, Monterrey e Inter de Milão;
  • Grupo F: Fluminense, Borussia Dortmund, Ulsan HD e Mamelodi Sundowns;
  • Grupo G: Manchester City, Wydad, Al-Ain e Juventus;
  • Grupo H: Real Madrid, Al-Hilal, Pachuca e Salzburg.

Estadão

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Nominata do PSB avalia abandonar disputa à Câmara por falta de repasses do Fundo Eleitoral


Larissa Rosado, presidente do PSB no Rio Grande do Norte, em entrevista a 96FM. Foto: Acervo / Agora RN

Os oito candidatos do PSB a deputado federal no Rio Grande do Norte avaliam uma desistência coletiva das eleições de 2026. A nominata relata falta de apoio partidário, ausência de estrutura mínima e falta de recursos financeiros, o que inviabiliza a continuidade das campanhas.

A crise veio a público por meio de uma nota conjunta dos postulantes, que alertam que uma retirada em massa esvaziaria a chapa proporcional e dizimaria as chances do partido de eleger representantes para a Câmara dos Deputados.

Até a última terça-feira (1º), nenhum dos nomes havia tido acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. O grupo também aponta déficits em frentes básicas, como assistência jurídica e contábil, produção de propaganda e confissão de material gráfico. Nos bastidores, a cúpula partidária tenta viabilizar equipes de marketing e impressos, mas sem garantias de repasses de verbas em dinheiro.

O diretório estadual do PSB é comandado por Larissa Rosado, candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT). Embora a direção nacional tenha acumulado cerca de R$ 152 milhões do Fundo Eleitoral, nenhuma fatia foi direcionada aos candidatos potiguares nesta fase inicial.

O grupo mantém negociações em andamento com as instâncias estadual e federal da sigla, aguardando um desfecho prático antes de oficializar a ruptura. Não há um prazo estipulado para o martelo ser batido.

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MULTA DE R$ 40 MILHÕES E 17 TEMAS: PGR assina delação de fundador da Reag que detalha crimes financeiros do Banco Master


Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. Nos depoimentos e materiais entregues, Mansur revelou novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e do Banco Master, além de delatar outros operadores do esquema. Trata-se da primeira colaboração oficializada pela PGR no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa do gestor preferiu não se manifestar.

O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos próximos dias, Mendonça deve conduzir uma audiência para avaliar a espontaneidade da colaboração e os requisitos legais, etapa que antecede a homologação e valida o acordo como meio de prova. A proposta inicial apresentada por Mansur envolvia 17 eixos de investigação e o pagamento de uma multa de R$ 40 milhões.

A efetivação do acordo dificulta as tratativas para uma eventual delação do próprio Daniel Vorcaro. Embora o ex-banqueiro tenha alterado sua equipe jurídica na tentativa de retomar as conversas, investigadores demonstraram desinteresse, avaliando que Mansur forneceu informações mais inéditas e relevantes sobre o fluxo de recursos desviados pelo Master. A gestora Reag gerenciava fundos de investimento utilizados por Vorcaro para drenar dinheiro do sistema financeiro para fins pessoais e para o pagamento de propina.

Com informações do UOL.

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Álvaro domina debate da 98 FM, encurrala adversários e apresenta realizações e propostas


Foto: Gabriel Leite/98FM

Álvaro Dias (PL) impôs o ritmo do debate da 98 FM/Jovem Pan e deixou os adversários na defensiva. Cobrou de Allyson Bezerra (União Brasil) explicações sobre a Operação Mederi, desmontou a ligação de Cadu Xavier (PT) com o governo Fátima Bezerra e ancorou cada proposta em obra entregue.

O momento mais duro veio na cobrança sobre a Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema em contratos de medicamentos em Mossoró. Álvaro questionou os indícios apontados pela PF de que 15% seriam destinados ao então prefeito. “O senhor precisa explicar os desvios de medicamentos em Mossoró. Pela matemática de Mossoró, menos da metade dos medicamentos comprados era entregue”, afirmou. Voltou à carga em seguida: “O senhor não se envergonha de estar sendo investigado pela Polícia Federal? Fale a verdade. O senhor está mentindo. O senhor é um candidato de fantasia.”

Com Cadu, o desmonte foi político. “O senhor deveria ter adotado o nome Cadu de Fátima. Eu acho que o senhor vive em outro estado. O senhor não mora na cidade de Natal”, disparou, antes de contrapor números à crítica do petista: “Terminamos seis anos de gestão com 600 obras concluídas.”

Entre as entregas, defendeu a engorda de Ponta Negra — que preservou a praia e o Morro do Careca e sustentou o turismo e milhares de trabalhadores da região — e citou a Escola Municipal Padre Tiago Theisen, em tempo integral, na Zona Norte, com mil vagas, três refeições diárias, biblioteca, piscina e pista de atletismo. Na saúde, apresentou o Hospital Municipal de Natal, com leitos, UTI, centro cirúrgico e diagnóstico por imagem, como o maior investimento da história da saúde pública da capital — e o contrapôs à estrutura deixada por Allyson em Mossoró.

Na segurança, cobrou o avanço das facções e a incapacidade do governo estadual de enfrentar o crime organizado, defendendo prioridade para a área, fortalecimento das forças policiais e investimento em capacidade operacional. Na economia, apontou a revisão do Plano Diretor de Natal como medida que destravou investimentos e defendeu qualificação profissional conforme as vocações de cada região.

Álvaro encerrou o debate como o único a sustentar propostas em cima de obras entregues, apresentando a gestão em Natal como referência para o que pretende fazer no Governo do Rio Grande do Norte.

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“MENTIROSO E CANALHA”: Chefe da PF reage após ser citado por Daniel Vorcaro em oitiva na Papudinha


Foto: Igor Estrela/Metrópoles

Em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seria o responsável pelo travamento de sua delação premiada. Segundo o banqueiro, a resistência ocorreu porque o chefe da corporação temia ser exposto pelas revelações. A oitiva aconteceu na última quinta-feira (27) na Papudinha, foi conduzida pelo juiz auxiliar João Azambuja e contou com a presença de procuradores e dos advogados de defesa Daniel Bialski e Engels Muniz.

Durante o registro, que foi gravado em vídeo e ata, Vorcaro fez menções a viagens e despesas que teriam sido custeadas em favor de Andrei Rodrigues, embora não tenha apresentado provas materiais na ocasião. O banqueiro também relatou ter sofrido supostas intimidações, torturas psicológicas e tratamentos desumanos durante transferências entre unidades prisionais.

Em resposta às declarações, Andrei Rodrigues classificou as acusações como mentiras e chamou o banqueiro de canalha em conversas com pessoas próximas. O diretor-geral da PF contestou a narrativa ao lembrar que foi o próprio Vorcaro quem escolheu cumprir prisão nas dependências da corporação, além de questionar por que o delator não formalizou o acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com informações do Metrópoles

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CRISE NO STF: Lula se afasta de Alexandre de Moraes para proteger campanha, enquanto Flávio Bolsonaro cobra impeachment


Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na última terça-feira (1º) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a crise instalada na corte após a revelação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Buscando demarcar distância de um aliado histórico para evitar contaminações em sua campanha de reeleição, o petista definiu com seu grupo político que a linha oficial será a de que ninguém está acima da lei.

No mesmo dia, Lula foi procurado pelo decano da corte, Gilmar Mendes, que alertou sobre a falta de apoio institucional à cúpula da Polícia Federal. O recado ocorreu em meio ao embate entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, responsável por determinar o relatório que expôs as conversas de Moraes com Vorcaro.

Enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, publicou vídeo afirmando que “o sistema apodreceu” e defendendo um código de ética para o Judiciário, a avaliação no entorno presidencial é de que Lula não deve levantar o tema voluntariamente, respondendo apenas se for questionado. Aliados recordam que o próprio petista já havia cobrado publicamente em abril que Moraes se declarasse impedido no caso do Banco Master, alertando-o para não jogar fora sua biografia.

As revelações de que Vorcaro consultou Moraes sobre uma possível fuga do país dias antes de ser preso somadas a um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira geraram forte desgaste. Historicamente apoiado pelo STF, o governo federal vê o caso repercutir diretamente nas urnas. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Lula tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 42% a 41% das intenções de voto.

Do outro lado, a oposição aproveitou o escândalo para intensificar pressões. Em comício realizado em Porto Alegre na noite de quarta-feira, Flávio Bolsonaro atacou duramente o ministro e o presidente, cobrando um posicionamento firme do governo. “Eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes”, declarou o senador, exigindo a saída imediata do petista do cargo sob a acusação de omissão.

De acordo com a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Lula manteve conversas com o presidente do Supremo, Edson Fachin; com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; e com o ministro André Mendonça. Entre terça (1º) e quarta (2), o presidente também tratou do tema em duas reuniões realizadas no Palácio do Planalto.

A colunista relatou que Lula tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Ele teme o isolamento de Andrei, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

Em conversas individuais, Lula afirmou que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente.

Com informações da Folha de São Paulo e do Metrópoles

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Moraes segurou julgamento bilionário do Banco Master enquanto esposa mantinha contrato milionário


Fotos:  Reprodução / Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em novembro de 2024 em um processo de alto interesse do Banco Master, período em que sua esposa, Viviane Barci de Moraes, já havia firmado um contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro. O magistrado devolveu o caso ao plenário apenas em fevereiro de 2026, quando os pagamentos do ex-banqueiro à advogada já eram de conhecimento público. Questionado pela reportagem sobre eventual conflito de interesses, o ministro não respondeu.

O caso em questão é a Suspensão de Tutela Provisória 976, uma disputa bilionária entre a União e empresas sucroalcooleiras. O setor tenta viabilizar o pagamento antecipado de R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica. A Fazenda Nacional estima que uma decisão favorável abriria precedente para outras 26 companhias, gerando um impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres públicos. Em setembro de 2023, o STF vetou o pagamento por unanimidade.

Após recurso dos advogados, o então presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou em 8 de novembro de 2024 para manter a decisão desfavorável às empresas. Foi nesse momento que Moraes pediu vista, paralisando o processo. A aquisição desses precatórios, títulos com baixo valor de mercado comprados e revendidos a bancos era uma das principais estratégias de Daniel Vorcaro para inflar o balanço patrimonial do Banco Master. Uma decisão favorável do STF traria ganhos expressivos à instituição.

A centralidade deste processo na agenda do banco foi confirmada indiretamente pelo ministro André Mendonça. Em nota na qual admite ter se reunido com Vorcaro em março de 2024, Mendonça afirmou que tratou exclusivamente da STP 976, pontuando que o caso estava paralisado na ocasião devido ao “pedido de vista de outro ministro”.

A tramitação do processo no STF registrou idas e vindas atípicas. Conforme o andamento oficial, Moraes tentou devolver a vista em 4 de fevereiro de 2025 e novamente em 14 de março de 2025, mas ambos os atos foram invalidados sob a justificativa de “lançamento indevido”. O julgamento virtual só foi efetivamente retomado a partir de 11 de fevereiro de 2026, culminando na derrota definitiva das empresas e na manutenção do entendimento favorável à União por unanimidade.

A controvérsia jurídica remonta aos anos 1980 e discute se a União deve indenizar empresas do setor sucroalcooleiro por prejuízos causados pelo tabelamento de preços do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Embora o STF tenha decidido em 2020 que o governo só deve pagar quem comprovar os danos, a revenda desses títulos a instituições financeiras manteve o tema vivo nos tribunais por mais de duas décadas.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

[VÍDEO] ”O PT não sabe construir, só sabe destruir”, afirma Álvaro Dias a Cadu Xavier


Vídeo: Reprodução / 98FM Natal

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) afirmou, durante debate promovido pelo Grupo Dial Natal, que concluiu quase 600 obras nos seis anos em que esteve à frente da Prefeitura do Natal. Ao confrontar Cadu Xavier (PT), Álvaro comparou as entregas de sua gestão com os oito anos do PT à frente do Governo do Estado.

“O PT não sabe construir, só sabe destruir. Conseguiu destruir o Rio Grande do Norte em oito anos”, afirmou Álvaro.

Na sequência, o candidato reforçou o contraste entre as duas gestões. “Candidato, o seu governo, do qual você faz parte, está terminando oito anos e não tem uma obra para mostrar à população, diferentemente de nós. Terminamos seis anos de gestão com quase 600 obras concluídas”, declarou.

Álvaro defendeu sua experiência administrativa em Natal como exemplo da capacidade de realizar obras e entregar resultados à população.

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Eleições 2026

Allyson foge de perguntas sobre investigação da PF e propinas em Mossoró e tenta desviar foco com revólver 38 de Álvaro

Durante debate da 98 FM/Jovem Pan Natal, Candidato do União evitou responder aos questionamentos sobre operação que atingiu sua gestão e exibiu foto de arma de Álvaro apreendida em 2023; episódio não resultou em prisão ou condenação. Foto: Ilustração

A investigação da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura de Mossoró e suspeitas relacionadas a medicamentos da rede pública colocou Allyson Bezerra na defensiva durante o debate. Diante dos questionamentos sobre a operação que atingiu sua gestão, superfaturamento,
Corrupção e propina, o ex-prefeito evitou entrar no mérito das suspeitas e partiu para outro assunto.

Allyson resolveu fugir do tema exibindo uma foto de um revólver calibre 38 de propriedade de Álvaro Dias, apreendido em 2023, numa tentativa de deslocar o foco dos questionamentos que recebia.

O episódio envolvendo Álvaro, no entanto, não resultou em prisão nem condenação. Ele foi abordado, prestou esclarecimentos e seguiu viagem. O próprio relatório do inquérito da Polícia Federal registra que Álvaro não possui antecedentes criminais.

Segundo os esclarecimentos apresentados no procedimento, o revólver permanecia havia mais de 20 anos em uma propriedade rural da família, em Caicó, e acabou esquecido dentro de uma maleta. Álvaro reconheceu o ocorrido perante a PF e tratou do caso na Justiça.

O contraste marcou o embate: enquanto Álvaro era cobrado por um revólver 38 encontrado em uma maleta em 2023, sem prisão ou condenação, Allyson precisava explicar uma investigação federal atual envolvendo propinas em sua gestão e suspeitas relacionadas à saúde pública de Mossoró.

Ao final, permaneceu sem resposta a pergunta que Allyson tentou evitar: o que aconteceu com os medicamentos e recursos da saúde de Mossoró que estão na mira da Polícia Federal?

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro joga na mesa, durante debate da 98 FM/Jovem Pan: “Você recebia 15% de propina dos medicamentos”

Imagem: Reprodução

Álvaro Dias confrontou Allyson Bezerra com o relatório da Polícia Federal sobre desvio de medicamentos em Mossoró, durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2).

“O dono da Dismed disse que você recebia 15% de propina dos medicamentos que eram adquiridos pela Prefeitura e não eram entregues. Menos da metade dos medicamentos comprados era entregue.”

E cravou: “Você não se envergonha de a saúde de Mossoró estar sucateada, faltando medicamento, e você sendo investigado pela Polícia Federal?”

 

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Eleições 2026

[VÍDEO] URGENTE: Allyson debocha e interrompe adversários em debate; Cadu de Lula e Robério Paulino exigem respeito e candidato do PSol chama Alysson de “palhaço”

Imagem: Reprodução

Durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2), Allyson Bezerra (União Brasil) usou de deboche para interromper a fala de Cadu de Lula (PT), que no momento da interrupção dialogava com Robério Paulino (PSol).

Cadu exigiu respeito de Allyson, que também foi chamado de “palhaço” por Robério Paulino, o mediador do debate, Felinto Filho, precisou intervir e pedir que o candidato do União Brasil tivesse “educação básica” e o “respeito de ouvir a fala dos adversários”.

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