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‘Não interessa ao Brasil viver em um mundo fraturado’, diz Mauro Vieira no encerramento de reunião do G20

Foto: Alexandre Cassiano

No último ato da reunião de chanceleres do G20 no Rio de Janeiro, o chanceler Mauro Vieira fez um balanço do encontro à imprensa, e afirmou que “não interessa ao Brasil viver em um mundo fraturado”, reiterando uma ideia apresentada na véspera em sua fala de abertura. Ao todo, 45 delegações, incluindo de países membros do grupo, convidados e organizações internacionais, estiveram no Rio de Janeiro, sendo que 32 representadas pelos seus chanceleres ou principais representantes.

Segundo Vieira, os países discutiram as duas principais guerras hoje no mundo, na Ucrânia e em Gaza. O chanceler afirmou que vários ministros expressaram o temor de que o conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel se espalhe pelo Oriente Médio, e demonstraram preocupação com o agravamento da crise humanitária no território palestino. Ao mesmo tempo em que foram feitos pedidos pela libertação dos reféns capturados pelo Hamas, houve críticas à operação militar liderada por Israel, e além de muitos pedidos por um cessar-fogo.

— Foi conferido especial destaque ao deslocamento forçado de mais de 1 milhão e 100 mil palestinos para o sul da Faixa de Gaza. Nesse contexto, houve diversos pedidos em favor da liberação imediata do acesso para ajuda humanitária na Palestina, bem como apelos pela cessação das hostilidades — afirmou o chanceler. — Muitos se posicionaram contrariamente à anunciada operação de Israel em Rafah, pedindo que o governo de Israel reconsidere e suspenda imediatamente essa decisão. Destacou-se, ademais, virtual unanimidade no apoio à solução de dois Estados como sendo a única solução possível para o conflito entre Israel e Palestina.

Na terça-feira, os EUA vetaram, pela terceira vez, uma resolução pedindo o fim das hostilidades em Gaza, mas sinalizaram que poderão apresentar um texto mais brando, prevendo uma “pausa humanitária” nas hostilidades, e se opondo a uma ofensiva contra Rafah, cidade no sul do enclave onde estão centenas de milhares de civis. Integrantes do governo israelense têm sugerido que uma operação terrestre poderia começar junto com o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos que se inicia no dia 10 de março.

Vieira destacou que os integrantes do G20 apresentaram uma série de propostas de reforma das Nações Unidas, uma das prioridades da presidência rotativa brasileira do bloco, mas apontou que essas propostas precisam ser estudadas e, finalmente, implementadas.

Mauro Vieira reforçou que, pela primeira vez, haverá uma outra reunião de chanceleres do G20, prevista para acontecer às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York — também pela primeira vez, será feito um convite a todos os países que integram as Nações Unidas para que participem do encontro. Segundo Vieira, será um “chamado conjunto” pelas reformas nos mecanismos de governança global. Por fim, ele considerou que a reunião de ministros no Rio de Janeiro foi bem sucedida.

— A presença de todos aqui é uma prova não apenas da importância do Brasil, mas também do G20 como fórum de concertação — disse Vieira.

A reunião de chanceleres, a primeira em nível ministerial da presidência rotativa do Brasil no G20, serviu para que o país detalhasse suas prioridades para o grupo neste ano: a questão climática, o combate à fome e à pobreza e a reforma das instituições multilaterais, que pautou a segunda reunião dos ministros. Na quarta-feira, quando abriu o encontro, Vieira fez um discurso duro em defesa de mudanças no funcionamento das Nações Unidas, e atacou o que vê como gastos militares excessivos, no momento em que o Brasil e o chamado Sul Global pressionam por ações mais contundentes de governos para combater a fome e preparar o planeta para as mudanças climáticas.

Entre os presentes, o chanceler russo, Sergei Lavrov, foi um dos destaques — em conversa com O GLOBO, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que a morte do oposicionista Alexei Navalny, na semana passada, foi citada algumas vezes ao longo das plenárias, mas não houve resposta do lado russo. Segundo fontes diplomáticas, a morte, ocorrida em uma prisão do Ártico, foi tratada como um “assassinato político”. Lavrov, por sua vez, acusou o Ocidente de hipocrisia ao tratar da guerra na Ucrânia, que completa dois anos no sábado.

Até a reunião de cúpula de novembro, também realizada no Rio de Janeiro, serão realizados outras reuniões em nível ministerial no G20 — na semana que vem, presidentes de Bancos Centrais e ministros da Economia e Finanças se encontrarão em São Paulo.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. A hipocrisia reina nos governos de esquerda, Brasil tem milhares de gente passando fome e lule preocupado com a fome em outros países, primeiro vamos fazer o dever de casa, depois teremos tempo para os de fora.

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Geral

PGR defende Mendonça como relator de pedido de apuração sobre “Dark Horse”

Foto: Gustavo Moreno

A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu que a notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que relaciona o filme “Dark Horse” ao banqueiro Daniel Vorcaro e aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seja encaminhada ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em manifestação à Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os fatos narrados na ação já são objeto de uma petição em tramitação no STF sob relatoria de Mendonça. Por isso, defendeu que o caso seja redistribuído ao ministro por prevenção.

Na notícia-crime, Lindbergh pede a apuração de uma suposta conexão entre o filme “Dark Horse” e valores que teriam sido negociados por Flávio Bolsonaro junto a Vorcaro. Inicialmente, o parlamentar solicitou que a investigação fosse incorporada ao inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, processo em que o ex-deputado já foi condenado pelo STF.

Nesta segunda-feira (22), o ministro Alexandre de Moraes determinou a retirada da notícia-crime do inquérito e o envio da petição ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para análise sobre eventual prevenção a Mendonça.

A controvérsia está relacionada ao filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No pedido encaminhado ao STF, Lindbergh solicitou a apuração de possíveis irregularidades no financiamento da produção audiovisual, levantando suspeitas de que recursos do Banco Master possam ter sido utilizados para viabilizar o projeto.

Os advogados de Flávio Bolsonaro, no entanto, sustentaram que Alexandre de Moraes deveria ser declarado suspeito para atuar em procedimentos relacionados ao caso.

Segundo a defesa, a contratação do escritório da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo Banco Master e mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Daniel Vorcaro levantam dúvidas sobre a imparcialidade do magistrado. Para os advogados, esses elementos comprometem a isenção necessária para a condução do caso.

 

CNN

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Política

Janones quer montar QG de campanha em condomínio onde Bolsonaro mora

Foto: Mário Agra

O deputado federal André Janones (Rede-MG) quer alugar imóvel no Condomínio Solar de Brasília, local onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive e cumpre prisão domiciliar.

Assessores do parlamentar afirmaram que, durante a semana passada, o político mineiro foi ao local ver casas para montar um QG de campanha e que escolheu uma residência na mesma quadra do parlamentar.

“O objetivo é ter uma casa, fazer um QG para a eleição presidencial no mesmo condomínio do Bolsonaro para fazer a vida dele um inferno, fazer o enfrentamento, mostrar que nós não temos medo e que sabemos jogar o mesmo jogo que eles”, afirmou na última sexta-feira (19/6) durante evento em Divinópolis.

Contudo, vale lembrar que o prazo para que Bolsonaro fique preso em casa termina nesta quinta-feira (25/6), mas o período pode ser prorrogado caso o relator no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, decida.

Devido a problemas de saúde, como broncopneumonia, Bolsonaro recebeu o benefício da Justiça pelo prazo de 90 dias. A defesa do ex-presidente solicitou que sejam realizados novos exames para avaliar o estado de saúde do cliente.

Ele foi condenado em 2025 a mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de estado para mantê-lo no poder, mesmo após ter sido derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

A apreensão de uma pistola de Jair Bolsonaro durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um militar encarregado da segurança de político também pode afetar a manutenção da prisão domiciliar.

Metrópoles

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Geral

Natal destaca avanços na alfabetização durante encontro estadual de educação

Foto: Emerson Sousa

A Secretaria Municipal de Educação de Natal apresentou os avanços da Rede Municipal de Ensino na alfabetização durante o Encontro Estadual dos Municípios de Médio e Grande Porte, realizado na última sexta-feira (19), no Auditório Angélica Moura, da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC-RN). O destaque foi o resultado alcançado pela capital potiguar no primeiro ciclo de avaliações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) 2026, que registrou 93% de participação da rede municipal.

O evento reuniu gestores educacionais, dirigentes municipais e representantes de instituições parceiras para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e da alfabetização no estado.

Representando o município, o secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes de Sousa Neto, participou do painel “Governança Sistêmica e Regime de Colaboração que Fortalecem a Alfabetização como Política de Estado”, espaço dedicado à troca de experiências e à apresentação de resultados das redes de ensino.

Durante o debate, foram apresentados dados da alfabetização em Natal e as estratégias adotadas pela rede para fortalecer o acompanhamento pedagógico e o desenvolvimento das aprendizagens. “A participação de 93% da nossa rede no primeiro ciclo de avaliações do CNCA 2026 demonstra o comprometimento dos profissionais da educação de Natal com a garantia do direito à aprendizagem. Esse resultado é fruto de um planejamento consistente, do acompanhamento pedagógico contínuo e da dedicação de gestores, professores e equipes técnicas que atuam diariamente para fortalecer a alfabetização das nossas crianças”, afirmou Aldo Fernandes.

O encontro também contou com o painel “Monitoramento Baseado em Dados e o ICA Direcionando Ações de Equidade nos Territórios”, que abordou a utilização de indicadores educacionais para orientar o planejamento e a tomada de decisões nas redes de ensino.

A articuladora regional da 1ª Direc da Undime-RN e chefe do Setor de Educação em Tempo Integral da SME Natal, Noélia Barbosa, participou da discussão compartilhando experiências relacionadas ao acompanhamento dos indicadores educacionais e ao fortalecimento das políticas de alfabetização.

“Quando utilizamos os dados de forma estratégica, conseguimos identificar as especificidades de cada território e direcionar intervenções mais assertivas. O ICA tem sido um importante instrumento para orientar políticas de equidade, permitindo que gestores e equipes pedagógicas atuem de forma mais planejada e eficiente, assegurando melhores oportunidades de aprendizagem para todas as crianças”, destacou.

Na avaliação do presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime-RN), Petrúcio de Lima Ferreira, os resultados apresentados pelos municípios refletem os efeitos do trabalho colaborativo desenvolvido pelas redes de ensino. “Os avanços observados nas redes municipais são resultado de um esforço coletivo que envolve planejamento, formação e acompanhamento permanente. A participação expressiva de Natal nas avaliações do CNCA evidencia o compromisso da gestão municipal com a alfabetização e contribui para o fortalecimento das políticas educacionais em todo o estado”, afirmou.

O encontro reforçou a importância da cooperação entre os municípios e da construção conjunta de estratégias voltadas à melhoria da aprendizagem e ao fortalecimento da educação pública.

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Geral

TJRN leiloa nesta quinta-feira mais de 80 imóveis em vários bairros de Natal

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) vai realizar, na próxima quinta-feira (25), um leilão com mais de 80 imóveis de vários bairros de Natal. O primeiro pregão tem previsão de começar às 9h.

Entre os imóveis, há um duplex no bairro Petrópolis e quatro apartamentos no mesmo edifício em Ponta Negra. Há ainda lotes nos bairros Tirol, Cidade Alta, Candelária, Capim Macio, Planalto, Lagoa Seca e Lagoa Nova.

O leilão será on-line e os lances deverão ser apresentados em tempo real, durante o pregão, pela internet, através do site www.lancecertoleiloes.com.br. Os lotes em questão foram penhorados para o pagamento de dívidas.

O evento será realizado pelo leiloeiro Francisco Doege, da Lance Certo Leilões e presidido pelo juiz Ricardo Augusto de Medeiros Moura, da Central de Avaliação e Arrematação da Comarca de Natal.

Todos os imóveis podem ser arrematados com até 50% do valor da avaliação e o pagamento pode ser feito em até 30 parcelas (acrescidas de juros Selic), com 25% do valor em entrada no ato.

 

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Geral

Defesa de Jaques aciona STF para anular operação da PF contra senador

Foto: Reprodução

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (22) para pedir a anulação da operação da PF (Polícia Federal) que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

Os advogados do senador afirmam que “erros graves que comprometem a medida”. O principal argumento da equipe de defesa é de que — diferentemente do que sugere a investigação — Jaques não teria atuado em favorecimento do Master no Congresso Nacional.

Um dos momentos de suposto favorecimento, segundo a PF (Polícia Federal), teria se dado durante a tramitação de MP medida provisória que aumentava o limite de crédito consignado para a maior parte dos assalariados. A defesa de Jaques sustenta que a emenda apresentada por ele ao texto contrariava os interesses do banco ao “limitar juros e proteger consumidores”.

A emenda propunha o seguinte artigo à MP: “Os juros para todas as modalidades de crédito consignado, independente do momento em que foi contratado, não poderá exceder ao limite de 300% da taxa média de juros dos Certificados de Depósito Interbancário (CDI)”.

O segundo momento de favorecimento teria ocorrido durante tramitação de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propunha a autonomia financeira do BC (Banco Central). Foi para este texto que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou a chamada “Emenda Master”, que aumentava a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

“O senador se posicionou contra a ‘Emenda Master’. Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério [PSDB-AM], reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto”, diz a defesa.

Já em relação aos valores em espécie encontrados em endereços do líder do governo Lula no Senado, os advogados afirmam que o dinheiro “tem origem lícita e comprovada”. “Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular”, indicam.

Jaques Wagner e familiares foram alvos de busca e apreensão na última quinta-feira (18). Uma ala do Palácio do Planalto avalia que a operação prejudica a imagem do governo e defende uma substituição na liderança.

 

CNN

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Política

Flávio critica decisões do STF sobre eleições: “Parece delegacia”

Foto: Reprodução

O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), criticou nesta segunda-feira (22/6) decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, interferem em processos eleitorais e geram insegurança jurídica no país.

Flávio mencionou ordens da Corte que impediram o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL) de ser declarado eleito governador de Roraima em eleição suplementar realizada no domingo (21/6), além da indefinição sobre a escolha de um governador-tampão no Rio de Janeiro.

Segundo o senador, “um ou outro” ministro do STF tem tentado “interferir no processo eleitoral, querendo escolher quem pode ser candidato e quem não pode”.

Flávio afirmou ainda que “não dá para a gente ficar submetido” a “canetadas” de ministros do Supremo que derrubam projetos aprovados pelo Congresso e alteram regras eleitorais. Para ele, o “Supremo hoje parece ser mais uma delegacia de polícia do que uma Corte constitucional”.

“O Congresso aprova um projeto de decreto legislativo para revogar esse aumento e, numa canetada, um ministro do Supremo desfaz a decisão que foi tomada majoritariamente, tanto na Câmara quanto no Senado. Não dá para a gente ficar submetido. Uma ferrovia importante nesse Brasil, a obra de conclusão está suspensa por causa de decisão monocrática de ministro do Supremo”, declarou.
Flávio deu as declarações durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, com representantes do setor produtivo.

Roraima foi às urnas para escolher o governador que concluirá o mandato de Edilson Damião (União), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Arthur Henrique recebeu 60,87% dos votos válidos, mas não pôde ser declarado eleito devido a uma disputa judicial sobre as regras de participação no pleito.

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou em decisão liminar, posteriormente confirmada pela Primeira Turma da Corte, que os candidatos ao governo-tampão de Roraima deveriam cumprir os mesmos prazos de desincompatibilização exigidos nas eleições gerais. A medida impediu a candidatura de Arthur Henrique, que ainda aguarda o julgamento de recurso no Supremo e pretende disputar o governo estadual nas eleições de outubro.

Flávio também citou o caso do Rio de Janeiro. O impasse começou após a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL), em março, na véspera da conclusão de um julgamento do TSE que o tornou inelegível.

A estratégia buscava evitar a cassação do mandato e abrir caminho para a realização de eleições indiretas. No entanto, o estado acabou ficando sob o comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, a poucos meses das eleições.

 

Metrópoles

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Política

Dra. Zenaide destrava obra de R$ 2,3 milhões para UBS em Macaíba

Foto: Divulgação

A UBS Bela Vista, em Macaíba, está mais perto de sair do papel. Foi assinada a ordem de serviço para a obra, orçada em mais de R$ 2,3 milhões, após articulação da senadora Zenaide Maia para destravar o projeto junto ao PAC, do Governo Federal.

“Uma comunidade com 8 mil habitantes, maior do que muita cidade do estado, esperando por um espaço digno e próximo de casa. É aqui que será feita a saúde primária, que atenderá as famílias. Esse espaço é uma joia para Bela Macaíba”, disse Dra. Zenaide.

O prefeito Emídio Júnior destacou o empenho da senadora para viabilizar a obra. “Se não fosse o apoio da nossa senadora, essa obra não teria saído agora”, afirmou sobre a UBS que será concluída em maio de 2027 facilitando o acesso da comunidade local à saúde pública.

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Geral

CNN Brasil chega à TV aberta e disputará audiência com Globo, SBT, Record e Band

Foto: Reprodução

eis anos após iniciar as operações no Brasil, a CNN Brasil deve passar por uma mudança estrutural na atuação da empresa dentro do mercado de mídia nacional. A emissora, que até agora operava exclusivamente na TV por assinatura, caminha para também integrar o sistema de televisão aberta, movimento que a colocará em competição direta com as principais redes do setor.

A iniciativa representa uma das maiores reconfigurações desde o lançamento do canal e reposiciona a empresa em um novo patamar de concorrência, ao lado de nomes consolidados como Globo, SBT, Record e Band. Com isso, especialista analisam que a mudança não se limita apenas ao modelo de distribuição de conteúdo da CNN, mas também impacta diretamente o alcance e a estratégia comercial da marca no país.

A expansão é liderada pelo empresário Rubens Menin, fundador da construtora MRV, que conduz negociações com emissoras regionais em diferentes regiões do Brasil. Segundo a empresa, o objetivo é viabilizar uma rede nacional de transmissão em TV aberta, baseada em parcerias locais capazes de garantir capilaridade e distribuição do sinal em áreas estratégicas.

Dentro desse planejamento, já há acordos avançados com afiliadas das regiões Sul e Sudeste, consideradas prioritárias pelo peso em audiência e relevância publicitária, parcerias vistas como fundamentais para a fase inicial de implantação do projeto em escala nacional.

Segundo o portal Dol, a expectativa é de que CNN Brasil possa estrear esse novo modelo de transmissão ainda no segundo semestre deste ano, buscando ampliar a presença no período eleitoral, quando a demanda por informação tende a aumentar. Caso o cronograma não seja cumprido, a estreia pode ser adiada para o início de 2027.

Contudo, mesmo sem definição final de calendário, o projeto é tratado internamente como prioridade estratégica, por representar um passo importante na consolidação da marca além da TV por assinatura.

O plano inicial prevê a presença da emissora em cerca de 20 capitais do país, com foco em centros de maior relevância econômica e de audiência. Entre as cidades já incluídas nas negociações estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Vitória, que aparecem entre as tratativas mais avançadas.

Além disso, a estratégia prevê uma entrada gradual, começando pelos principais centros urbanos, onde há maior potencial de retorno em audiência e publicidade, para só então avançar para outras regiões do país. A expectativa interna é que, com a execução completa do projeto, o alcance possa chegar entre 80 milhões e 100 milhões de pessoas em todo o território nacional.

 

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Política

Lula afirma que facções pagam ‘mensalidade’ para manter crianças no crime organizado

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (22) que o crime organizado estaria pagando uma espécie de “mensalidade” para envolver crianças em atividades de facções criminosas.

A declaração foi feita durante a cerimônia de adesão do Rio de Janeiro ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), realizada no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro.

Segundo Lula, parte dos recursos previstos no programa deve ser direcionada para ações de educação com o objetivo de afastar crianças e adolescentes da criminalidade.

“Parte desses recursos o senhor [Ricardo Couto] pretende investir na educação para libertar meninas e meninos do crime organizado, que muitas vezes está pagando mensalidade para as crianças participarem do crime organizado”, disse o presidente, em referência ao uso dos recursos pelo governador em exercício, Ricardo Couto.

O evento contou com a presença da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, que atuou como ministro em exercício no lugar de Dario Durigan.

O Propag é um programa do governo federal que permite aos estados renegociarem suas dívidas com a União em condições mais favoráveis. A iniciativa amplia prazos de pagamento e reduz encargos financeiros, desde que os estados assumam compromissos de investimento em áreas estratégicas para obter benefícios fiscais.

No caso do Rio de Janeiro, a adesão ao programa deve reduzir significativamente os valores pagos mensalmente à União. Atualmente, o estado desembolsa cerca de R$ 490 milhões por mês. Com o Propag, esse valor cairá para R$ 113 milhões, com previsão de aumento gradual ao longo de cinco anos.

De acordo com o governo fluminense, a proposta também inclui o uso de cerca de R$ 20 bilhões em créditos que o estado possui com a Petrobras para abater parte da dívida com a União. Esses valores estão relacionados a débitos de ICMS atribuídos à estatal.

Portal NDMais

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Política

Esvaziamento no Congresso sepulta pressão governista contra a jornada 6×1

Foto: Carlos Moura

O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e visa extinguir a escala 6×1 perdeu tração no Congresso Nacional nas últimas semanas.

A pauta, considerada prioritária pela base governista e por setores de esquerda, colidiu com o esvaziamento das atividades presenciais no Parlamento, motivado por um período de recesso informal devido às festividades regionais de São João e articulações políticas antecipadas nos Estados.

O esfriamento da matéria no Senado Federal consolidou-se após o cancelamento de reuniões cruciais de lideranças que definiriam o cronograma de votação.

Sem justificativa oficial ou nova data agendada pela presidência da Casa, a discussão foi adiada.

O movimento ocorre logo após o Palácio do Planalto recuar na estratégia de pressionar o Legislativo, tendo retirado a urgência constitucional do Projeto de Lei (PL) 1.838/2026, que regulamentava o tema e trancava a pauta da Câmara dos Deputados.

Nos bastidores da ala conservadora e de oposição, a paralisação da PEC é vista como um reflexo natural das graves ressalvas econômicas que o texto carrega.

Parlamentares alinhados à direita e representantes dos setores produtivos alertam de forma consistente para os riscos inflacionários e de desemprego que uma mudança abrupta na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pode gerar.

O argumento central foca no impacto direto sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas dos ramos de comércio, serviços e hotelaria, que operam com margens estreitas e enfrentariam severas dificuldades para arcar com os custos de contratação e manutenção de escala sem redução salarial.

O clima de pré-campanha para o pleito de 2026 também dita o ritmo dos trabalhos no formato semipresencial adotado pelo Senado.

Como 54 das 81 cadeiras da Casa Alta estarão em disputa nas próximas eleições, senadores admitem reservadamente que matérias de alta complexidade econômica e apelo popular necessitam de debates mais profundos, inviáveis em plenários esvaziados.

Enquanto a pauta econômica governista trava, o foco de lideranças de oposição e do centro se desloca para temas voltados à responsabilidade fiscal e à autonomia institucional, como a PEC que amplia as prerrogativas do Banco Central.

 

Diário do Poder

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