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A Pernambucanas, tradicional varejista brasileira fundada em 1908, enfrenta dificuldades financeiras e considera suspender o pagamento de aluguéis por cerca de dois meses para preservar R$ 60 milhões em caixa, embora a empresa negue essa intenção. A situação se agrava após marcas como Casas Bahia e Marabraz também enfrentarem problemas financeiros, com a primeira solicitando recuperação judicial em agosto devido a dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A crise que vem atingindo tradicionais empresas do varejo brasileiro nos últimos dois anos pode fazer uma nova vítima. A Pernambucanas, fundada em 1908, enfrenta dificuldades financeiras e avalia suspender por cerca de dois meses o pagamento de aluguéis de diversos imóveis.
A medida teria como objetivo preservar aproximadamente R$ 60 milhões em caixa, segundo cálculos informados pelo site Silla, especializado em mercado imobiliário. A companhia, porém, nega que pretenda postergar os pagamentos.
O movimento ocorre depois de marcas tradicionais, como Casas Bahia e Marabraz, enfrentarem graves problemas financeiros. A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em agosto, com dívidas de R$ 17,3 bilhões, enquanto o Grupo Marabraz também recorreu à Justiça para tentar reestruturar suas obrigações.
A situação da Pernambucanas chama atenção pelos números. A operação de varejo acumulou prejuízo líquido de R$ 410 milhões em 2025 e outros R$ 206 milhões somente no primeiro trimestre de 2026. Outro sinal de alerta é a redução do valor que efetivamente vai para o bolso dos donos depois de descontadas todas as dívidas e obrigações. O montante caiu 62%, de R$ 1,11 bilhão em dezembro de 2024 para R$ 421 milhões em março de 2026.
A rede tinha aproximadamente 472 lojas em março, sendo 24% em shopping centers e 76% em imóveis de rua. Os gastos com aluguéis chegaram a R$ 337 milhões em 2025 e a R$ 91 milhões apenas no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de R$ 30 milhões mensais.
Em julho, a empresa promoveu uma mudança na administração. Marcelo Pimentel, ex-CEO do GPA e das Lojas Marisa, assumiu a presidência-executiva, enquanto Ernane Abrahão, ex-diretor financeiro do Grupo Avenida, se tornou CFO. Carlos Henrique Bandeira de Mello, o Caíque, passou a comandar o conselho.
Com informações da Revista Oeste
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