Saúde

NOTA: Brasil explica porque não vai comprar vacina da Pfizer

O governo federal divulgou uma nota neste sábado (23), por meio do Ministério da Saúde, em que reconhece ter recusado tentativas iniciais da Pfizer de avançar nas negociações sobre a oferta de vacinas e diz que um acordo com a empresa “causaria frustração em todos os brasileiros”. O motivo seria o fato de que empresa, que desenvolveu uma vacina em conjunto com a BioNTech, previa entrega de 2 milhões de doses no primeiro trimestre, “número considerado insuficiente pelo Brasil.”

O total, porém, é o exatamente o mesmo que foi importado da vacina de Oxford pela Fiocruz na sexta-feira (22), em meio a celebrações do Ministério da Saúde. Para a pasta, porém, as doses da Pfizer “seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”. “Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, informa a nota, divulgada tanto pelo ministério quanto pelo Palácio do Planalto.

O posicionamento ocorre após a “CNN Brasil” divulgar uma carta encaminhada pelo CEO mundial da Pfizer, Albert Bourla, ao presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros em 12 de setembro. O documento mostra que a empresa fez um apelo para que o governo fosse célere em fechar um acordo com a empresa devido à alta demanda mundial pela vacina.

“Quero fazer todos os esforços possíveis para garantir que doses de nossa futura vacina sejam reservadas para a população brasileira, porém celeridade é crucial devido à alta demanda de outros países e ao número limitado de doses em 2020”, dizia o documento, segundo divulgado pela emissora.

Em nota, o governo confirma ter recebido a carta e ter feito reuniões com a empresa, mas diz que “cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra”. Entre as cláusulas, estão que o Brasil fizesse um fundo garantidor em conta no exterior e que fosse assinado um termo que isentasse a empresa de responsabilidade por eventuais efeitos da vacina.

O governo também aponta como impeditivo a opção da empresa para que a solução de possíveis conflitos fosse com base em leis de Nova York. E volta a citar a quantidade de vacinas, prevista de 500 mil doses no primeiro e segundo lote e de 1 milhão no terceiro –chegando, assim, a 2 milhões iniciais.

A nota, porém, não informa o total que era negociado junto à empresa, previsto em 70 milhões de doses.

Para o governo, “representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o país, criando situações constrangedoras para o governo brasileiro, que não aceitarão (sic) imposições de mercado”. Como argumento, o governo cita o total de contratos já obtidos de vacinas, que envolvem 354 milhões de doses –destes, no entanto, boa parte ainda são dependentes da liberação de insumos da China para que possa haver produção no Brasil.

Em meio às críticas, a nota diz ainda que “em nenhum momento fechou as portas para a Pfizer”, mas que aguarda “posicionamento diferente do laboratório”.

“Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70°C e -80°C, prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses. Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose –que ficaria a cargo do comprador.” “Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato –conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro– e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.

Questionada pela reportagem sobre a nota do governo, a Pfizer não respondeu até o momento. Nos últimos dias, a empresa tem informado que as cláusulas seguem o modelo de contratos com outros países. Nos bastidores, a empresa tem apontado ainda que só deve pedir aval para uso emergencial de doses de vacinas no Brasil caso tiver um contrato fechado com o governo.

Leia abaixo a íntegra da Nota do Ministério da Saúde:

Nota

O Governo Federal/Ministério da Saúde informa que recebeu, sim, a carta do CEO da Pfizer, assim como reuniu-se várias vezes com os seus representantes. Porém, apesar de todo o poder midiático promovido pelo laboratório, as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países. Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina.

Entretanto, não somente a frustração que a empresa Pfizer causaria aos brasileiros, as cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra. Como exemplo, citamos cinco trechos das cláusulas do pré-contrato, que já foram amplamente divulgadas pela imprensa:

1) Que o Brasil renuncie à soberania de seus ativos nos exterior em benefício da Pfizer como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior;

2) O afastamento da jurisdição e das leis brasileiras com a instituição de convenção de arbitragem sob a égide das leis de Nova York, nos Estados Unidos;

3) Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil);

4) que havendo atraso na entrega, não haja penalização; e

5) Que seja assinado um termo de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais da vacina, isentando a Pfizer de qualquer responsabilidade civil por efeitos colaterais graves decorrentes do uso da vacina, indefinidamente.

Após o Governo Federal ter adquirido toda a produção inicial da vacina do Butantan (da Sinovac) – 46 milhões de doses -, com opção de compra de mais 54 milhões, ter recebido da Índia 2 milhões de doses da Astrazeneca / Oxford, com opção de importação de mais doses, além da produção dessa vacina pela Fiocruz de 100,4 milhões de doses no primeiro semestre e mais 110 milhões de doses no segundo semestre, considerando também a possibilidade de aquisição de 42,5 milhões de doses pelo mecanismo Covax Facility, representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro, que não aceitarão imposições de mercado – o que também não será aceito pelos brasileiros.

Em nenhum momento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde fechou as portas para a Pfizer. Em todas as tratativas, aguardamos um posicionamento diferente do laboratório, que contemple uma entrega viável e satisfatória, atendendo as estratégias do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, uma ação de valores mercadológicos e aplicação jurídica justa que atenda ambas as partes.

Além da Pfizer,  com a qual o Governo Brasileiro continua em negociação, outros laboratórios já estão em fase avançada de negociações com o Brasil, dentro dos princípios e normas estabelecidas.

Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70°C e -80°C, prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses.

Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose – que ficaria a cargo do comprador.

Embora o laboratório tenha criado uma solução para a conservação das doses durante o transporte (uma caixa de isopor revestida por um papelão não impermeável, que nos foi apresentada ao final de novembro, naquela oportunidade com a informação de conservação por 15 dias) e tenha oferecido fazer a logística desde a chegada dos EUA até o ponto designado pelo Ministério da Saúde, junto ao CONASS e CONASEMS, a Pfizer não se responsabilizaria pela substituição do refil de gelo seco – que deverá ser reposto a cada cinco dias (informaram que a conservação seria de 30 dias no mês de dezembro). Nos contatos de agosto, setembro e outubro, não havia ainda nos sido apresentada a alternativa da caixa térmica.

Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato – conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro – e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ministério da Saúde

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Estou indignado com as ofensas aos jumentos, mais respeito para com os nossos asnos. Nada de compará-los aos coiteiros da esquerda. Esses últimos são hienas introduzidas no mundo democrático.

  2. Já tá mais do que claro que a esquerda não quer um debate sério, afeito aos fatos.
    Quer mais é lacrar, tumultuar, botar rótulos, inudar a área de comentários.

  3. Um governo sério não pode aceitar um negócio desse. Parabéns! Bolsonaro 2022.

  4. Fato é que Bolsonaro escolheu a vacina mais adequada e com melhor custo-benefício e adequação à logística, que, de quebra vai começar a ser produizida por aqui.

  5. A abstinência do dinheiro público, fácil e corrupto, está levando pessoas à loucura. Narrativa de genocídio é no mínimo esdrúxula e patética.

  6. Vacinas chegando, num contexto de, por enquanto, escassez mundial. Morre a narrativa de que Bolsonaro não iria vacinar ninguém. Catem outra. Voltem a falar das rachadinhas do filho que tem mais apelo.

    1. As mortes são causadas por incompetência ou por deliberação?
      Se por incompetência, então não há que se falar em deliberação.
      Se por deliberação, então ele está sendo competente ao que quer.
      E por que ele quereria a morte de milhões de brasileiros?
      Resposta séria…. sem achismo. Atende a que interesses?

  7. O Brasil já não desperta interesse mundo afora, às salvaguardas apresentadas pelo laboratório e agora exposta pelo governo, todas é visando a proteção ao crédito e respeito ao contrato. A que ponto chegamos, todos se protegendo com medo do calote. Vamos ter dias muito difíceis, o capital vai fugir do Brasil, o governo perdeu a confiança do mercado.

    1. Tem tanto, que comprou vacina pelo dobro que países da Europa.

  8. O governo rejeitou 70 milhões de doses pra comprar 2 milhões, se isso não for vontade de matar gente, não sei o que é. Já pode chamar de genocida agora?

    1. Mas tú és um jumento mesmo, mesmo lendo a informação ainda diz uma asneira dessa. Vai estudar besta quadrada.

    2. 70 milhões de doses de qual vacina, pra chegar quando? De uma vez só? Essas 2 milhões de Osford que chegaram foi um lote inicial.

    3. Isso é um falso dilema. Esses 2 milhões são a primeira remessa. Na sua estupidez seria possívdl trazer e distribuir de uma só vez 70 milhões de vacinas sob refrigeração subsiberiana. Nenhum país fez algo parecido.

    4. Que narrativa sem pé e sem cabeça! Leia o texto, imbecil! Tá justificado seu ódio kkk
      E as passeatas de ontem? 5 carros? Kkk

    5. Tá pensando que é o PT, que vivia dando dinheiro do Brasil pra todo mundo? Sabes ler?

    6. Vc chama os defensores de gado. E tu, é um jumento? Leia as coisas direito, e verá que o governo tá correto em direcionar recursos pra outras vacinas mais viáveis.

    7. Por que algum político teria intenção de matar gente em massa de seu próprio país?
      Isso tira muitos votos. Que eu saiba o Brasil não anexou nenhum território e quer eliminar alguma etnia, nem virou uma autocracia em que o líder supremo e perpétuo queira eliminar fisicamente milhões de adversários (sei que na cabeça delirante de muito isso é fato). Por acaso a pandemia faz muita distiinção social? Se fosse para matar pobre, o genocídio não reduziria a oferta de mão-de-obra, encarecendo-a?

    8. Rejeitou 70 milhões de doses da Pfizer e o genocida continua solto. Q país esse!

    1. Mais um manipulado pela indústria farmacêutica.
      A lavagem cerebral foi braba.
      Nada presta…. a não ser os caríssimos remédios recém-patenados.

    1. Só complementando, caras pálidas, o custo das vacinas americanas, são bem mais altos, além da não transferência de tecnologia para serem produzidas aqui.
      Vcs só criticam, e nem conseguem entender o óbvio.

  9. Com marmota, nem venham.
    O governo Bolsonaro é sério.
    O ministro da saúde é um dos caras ímpares.
    General do exército brasileiro.
    Fora Fátima do PT.
    Genocida.
    Cadê os respiradores???

    1. O miliciano é bom: 216 mil mortes
      O milico da logística é bom: dia “D” e hora “H”

    2. Quer dizer que os outros governos que compraram a vacina da Pfizer não são sérios?
      Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    3. Mais ricos, menores teritorialmente, com menores populações, com mais infaestrutura de transportes. Tavlez ajude que muitos estão novo inverno, o que em certa medida DEVE influir no manejo das doses. Todo idiota solta um kkk para tentar reforçar a sua idiotice.

    4. A Pfizer ofereceu 2 milhões em um trimestre, o governo comprou mais de 200 milhões da coronavc e de oxford, fez melhor negócio

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Política

[VÍDEO] SÓ AGORA? Lula diz que carrega nas costas ‘promiscuidade’ no STF


A reunião de emergência convocada pela coordenação de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (5) foi marcada por forte tensão e declarações explosivas. Cercado pelo pessimismo da cúpula governamental após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, Lula culpou o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo desgaste político que enfrenta e afirmou que está “carregando nas costas” a “promiscuidade” instalada na Corte.

Sem citar diretamente o escândalo do caso Banco Master, o petista admitiu o impacto devastador das revelações que atingem em cheio a cúpula do Judiciário e defendeu que o tema seja pauta central nos 20 dias restantes até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nessa campanha”, declarou o presidente.

Com informações do Metrópoles 

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Política

PT aponta marketing de Sidônio como responsável pela derrota de Lula e cobra guinada

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno escancarou a guerra interna na base governista. Lideranças da cúpula do PT apontam o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, como o principal responsável pelo revés de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas e cobram uma mudança drástica na condução da campanha para o segundo turno.

Nos bastidores, petistas de peso classificam a estratégia adotada até aqui como um verdadeiro “improviso”. A avaliação central é de que o marketing governamental passou longe da realidade das ruas, priorizando pautas abstratas — como discussões sobre soberania e terras raras — enquanto ignorou o debate central do eleitor: o custo de vida e o peso no bolso do trabalhador.

A fatura cobrada contra a equipe de comunicação também passa pelo fracasso em conter a rejeição ao governo, que empacou na faixa dos 50%. Para o partido, a aposta cega na máquina pública e em pacotes de bondades — como medidas voltadas ao Bolsa Família e renegociação de dívidas — falhou em blindar o presidente do desgaste econômico e da insatisfação popular.

Com informações do UOL

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Economia

EFEITO FLÁVIO: Casas de análise projetam disparada de até 45% na Bolsa com vitória do candidato

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais mexeu com o mercado financeiro e já gera projeções ambiciosas para a Bolsa de Valores. Diferentes casas de análise estimam uma valorização expressiva das ações brasileiras, com saltos que podem variar de 11% a 45%, dependendo do avanço de uma agenda de rigor fiscal.

Na avaliação do BTG Pactual, as ações brasileiras negociam atualmente abaixo da média histórica. Caso se confirme a vitória de Flávio Bolsonaro e o mercado avance para um cenário de reprecificação associado a um ajuste fiscal mais rígido, a alta na Bolsa pode oscilar entre 32% e 45%. Entre os setores apontados como potenciais beneficiados estão o varejo, construtoras de médio e alto padrão e empresas do mercado de capitais.

O UBS também enxerga um cenário otimista com potencial de ganho superior a 30%, impulsionado pela queda dos juros reais e pela melhora nas expectativas de lucro. O JPMorgan trabalha com uma expansão inicial de 20% a 25% no índice.

Com informações da Folha de São Paulo

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Política

INSTITUTO VERITÁ: Flávio Bolsonaro lidera com 51,56% e Lula tem 48,44% no segundo turno

Reprodução

O Instituto Veritá divulgou nesta segunda-feira (5) os números de uma nova pesquisa de intenção de votos para a disputa presidencial no segundo turno.

No cenário de votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente com 51,56%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,44%. A diferença entre os dois candidatos é de 3,12 pontos percentuais.

O levantamento nacional ouviu mais de 40 mil eleitores em todo o país.

Reprodução

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Política

ENTREGANDO OS PONTOS: alto escalão do governo Lula já admite derrota em 2º turno contra Flávio

Reprodução

A avaliação interna no Palácio do Planalto e na coordenação de campanha Lulista é de pessimismo após o resultado das urnas no último domingo (4). Uma ala do primeiro escalão do governo de Lula (PT) já trabalha abertamente com a possibilidade real de derrota para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no segundo turno.

Nos bastidores, ministros e aliados admitem a dificuldade extrema para alcançar a quantidade de votos necessária para reverter o quadro nesta fase da disputa.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tentou minimizar a vantagem inicial e tratou a diferença como “só 2%”, afirmando que buscará dialogar com lideranças de centro e de direita. No entanto, a migração de votos de opositores como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) é vista pelo próprio entorno da campanha como um obstáculo quase intransponível.

A sangria de votos do petismo já apareceu nos números brutos: Lula teve 3,4 milhões de votos a menos em comparação com o primeiro turno de 2022. A abstenção nacional bateu recorde desde 1998, alcançando 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes.

Para tentar estancar a crise, a campanha petista convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (5) no Hotel San Marco, em Brasília, buscando reatar a estratégia com governadores aliados – derrotados ou vitoriosos nos estados.

Com informações do Poder 360

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Agendão

Festa do Boi 2026 será aberta nesta sexta com ampla programação musical com prioridade para artistas potiguares

Divulgação

A 64ª Festa do Boi será aberta oficialmente pela Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (ANORC), Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Prefeitura de Parnamirim e SEBRAE nesta sexta, 9 de outubro, em solenidade, às 18h, na pista de julgamentos do Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. Com programação musical gratuita e diversificada ao longo dos nove dias de evento, a festa segue até o dia 17 deste mês, com agenda musical realizada em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte que conta com a participação de artistas potiguares, fortalecendo a música e a cultura produzidas no Estado.

A programação foi pensada para contemplar diferentes estilos musicais e públicos, com nomes da música regional, forró, sertanejo e outros gêneros que fazem parte da identidade cultural do Rio Grande do Norte.

A abertura, na sexta-feira (9), terá Francinaldo Show, Everton Silva, Alwymar Faria e Carla Patrícia. No sábado (10), a programação reúne Biel, Rafinha e Bonde do Gragra. Já no domingo (11), será a vez de Aureo Deni e Duquinha.

Na segunda-feira (12), sobem ao palco Maryana, Cinzeiro de Motel e Forró Xegado. A terça-feira (13) terá Sérgio Luiz, Daniel Ferraz e Roberto do Acordeon. Na quarta-feira (14), as atrações serão Axo Bom e Camyla Melo.

A programação segue na quinta-feira (15), com Rai Dantas e Forró Meirão. Na sexta-feira (16), Juarez, Arnaldinho Netto e Deixe de Brincadeira comandam a noite. Encerrando a programação musical da Festa do Boi, no sábado (17), o público poderá conferir Vê Barreto, Farra dos Poetas, Nonato Netto e Circuito Musical.

Além de levar música e entretenimento ao público, a iniciativa reforça a importância de abrir espaço para os artistas do Rio Grande do Norte, movimentando a cadeia cultural e contribuindo para a geração de oportunidades para músicos, bandas e profissionais envolvidos no setor.

A parceria entre a ANORC e a Assembleia Legislativa do RN integra a proposta de ampliar a presença da cultura potiguar na Festa do Boi, que reúne, durante nove dias, atividades ligadas ao agronegócio, negócios, gastronomia, lazer, tradição e entretenimento.

Com uma programação que acompanha toda a realização do evento, a música se soma às diversas atrações da Festa do Boi 2026, consolidando o Parque Aristófanes Fernandes como ponto de encontro para famílias, produtores, criadores e visitantes de diferentes regiões do Estado.

O evento é uma realização da ANORC, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, SEBRAE-RN e da Prefeitura de Parnamirim, com patrocínio do Banco do Nordeste, Governo Federal, FAERN/SENAR, FIERN, IDIARN e Caixa Econômica Federal.

Os ingressos para a Festa do Boi estão sendo vendidos na bilheteria do parque por R$ 10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). As entradas para os shows são gratuitas.

Mais informações: @festadoboianorc e @agronegociopotiguaranorc

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Política

[VÍDEO] Zema declara apoio a Flávio e diz que é hora do impeachment de intocáveis em Brasília


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), posicionou-se de forma direta sobre o cenário eleitoral após o resultado das urnas no primeiro turno. Em mensagem direcionada aos eleitores, Zema afirmou que o recado das urnas foi inegável e destacou a força que a direita conquistou no Congresso Nacional.

Para o governador mineiro, a nova configuração do Senado e da Câmara dos Deputados garante musculatura política suficiente para impor limites institucionais a Brasília.

“Precisamos tirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment”, declarou Zema.

Ao comemorar o desempenho do Partido Novo, que elegeu 10 deputados federais e 3 senadores, Zema convocou a base aliada para a disputa final do dia 25 de outubro e rechaçou qualquer postura de neutralidade.

” O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula”, pontuou.

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Política

Nilda foca na captação de recursos e sua estratégia funciona em Parnamirim

Divulgação

O Grupo de Nilda produziu mais mandatos e gerou melhor estratégia de captação de emendas do que a oposição para Parnamirim.

No lugar de impor apenas uma candidatura ao seu grupo, Nilda democratizou os votos e conseguiu, com isso, a participação positiva de Parnamirim nas eleições de 05 deputados estaduais, 04 federais e uma senadora da República. Todos eles são aliados da base de Nilda. Políticos que, a partir de agora, serão potenciais destinadores de emendas para colaborarem com a população do município.

“Sou democrata. Não gosto do comportamento ditatorial-coronelista. Não sou assim. Por isso, ouvi minhas bases, analisei os conflitos e as intercessões e organizei os grupos de forma a que conseguíssemos ver o interesse de Parnamirim e não só o interesse individual meu, da prefeita. Na nossa lógica, quanto mais aliados Parnamirim tiver na Assembleia, no Governo e em Brasília, melhor para os interesses da cidade. Mais recursos virão”, explica Nilda

Na soma dos votos e no resultado final, a base de Nilda conseguiu ajudar na eleição dos deputados estaduais Ezequiel, Júlio César, Kleber Rodrigues, Cinthia de Allyson e Neilton Diógenes.

Na esfera federal, a base de Nilda conseguiu colaborar no apoio de Nina, Benes, Dr Bernardo e João Maia.

Além disso, Nilda ajudou na eleição de Samanda de Lula para o Senado e colaborou para Allyson ir ao segundo turno mesmo enfrentando estruturas contrárias fortíssimas.

Enquanto isso, a oposição não conseguiu eleger Gabriel César e Michael Diniz e ainda perdeu o mandato de Taveira Júnior. Se dependesse da oposição, Parnamirim tinha perdido tudo.

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Economia

Dólar tem maior queda diária em 8 anos e Ibovespa bate recorde após resultado do 1º turno

Foto: Pixabay)

O mercado financeiro reagiu com forte otimismo nesta segunda-feira (5) ao resultado das urnas que colocou Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial. O dólar à vista fechou em queda expressiva de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 — o menor patamar de encerramento desde 21 de maio e o maior recuo diário registrado desde 8 de junho de 2018.

Para analistas de mercado, a reação expressiva reflete a avaliação de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro traz perspectivas mais sólidas para o ajuste das contas públicas e o controle fiscal, pautas tratadas com ceticismo pelo mercado em relação à gestão petista. Diante do novo cenário, o banco global JPMorgan elevou sua recomendação para ações brasileiras para overweight (acima da média do mercado).

Na Bolsa de Valores, o movimento foi histórico. O Ibovespa disparou 7,7%, alcançando o recorde histórico de fechamento de 206.911,89 pontos, após bater uma máxima intradiária de 209.605,70 pontos, com um volume financeiro robusto de R$ 102,7 bilhões. As taxas dos contratos de DI de longo prazo despencaram mais de 135 pontos-base.

Com informações da Forbes – Money

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Política

AGORA VAI: Fã-clubes brasileiros de Beyoncé e BTS se colocam à disposição de Lula

EPA

Páginas de fã-clubes de diversos artistas pop norte-americanos e sul-coreanos, como Beyoncé e BTS, colocaram suas redes sociais à disposição da campanha do presidente Lula para compartilhar informações relacionadas ao petista. O objetivo é mobilizar eleitores no 2º turno das eleições presidenciais.

A movimentação começou logo após a apuração do 1º turno deste domingo (4), que terminou com Flávio Bolsonaro (PL) na liderança.  Em nota conjunta publicada no Instagram e no X, os administradores dos perfis — que reúnem milhões de seguidores — argumentam que isso é em “defesa da democracia”. O foco do grupo declarado é tentar pescar os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e os mais de 6 milhões que votaram em branco ou anularam no último domingo, cuja abstenção e apatia pesaram na composição do primeiro placar.

“A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de mais de 2,2 milhões de votos. A eleição ainda não acabou. Por isso, nossas redes estão abertas ao perfil de Lula e à sua equipe para compartilhar informações de interesse público e conteúdos da campanha”, diz um trecho do comunicado assinado pelos fandoms.

O perfil BTS Brasil, por exemplo, chegou a emitir um aviso aos fãs que viajarão a São Paulo para os shows do grupo no MorumBIS neste mês, recomendando que priorizem a votação antes de seguir para os eventos.

Com informações do Poder 360

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