Política

Número de aliados de Bolsonaro presos por decisão de Moraes cresce em meio a consonância na Primeira Turma do STF

Foto: Arte O Globo

No fim do ano passado, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e mais 39 pessoas por uma série de crimes associados a uma suposta investida golpista após o resultado das eleições em 2022 — o ex-presidente e outros envolvidos negam as acusações. Caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente denúncia, a tendência é que ela seja apreciada no segundo semestre pela Primeira Turma, que, além de Moraes, conta com os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin (os dois últimos indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no atual mandato).

O GLOBO analisou 272 decisões colegiadas tomadas pela Primeira Turma em 2024, em casos criminais sob a relatoria de Moraes. Todos os resultados foram unânimes, alinhados à posição do ministro. Foram considerados os julgamentos envolvendo o próprio Bolsonaro, aliados (como o ex-deputado Daniel Silveira e a deputada Carla Zambelli), o 8 de Janeiro e outros atos antidemocráticos, como os bloqueios de estrada após as eleições de 2022. Não entraram casos sem relação com Bolsonaro ou a trama golpista. Processos sigilosos também não foram incluídos na conta.

O levantamento da atuação da Turma limitou-se a 2024 por ser o único ano com a atual composição, já que Dino tomou posse no STF em fevereiro. Até setembro, Moraes era o presidente do colegiado, responsável por definir a pauta. Desde outubro, Zanin ocupa o posto.

A maioria das decisões da Primeira Turma do STF no ano passado (215 de 272) tratou justamente do recebimento de denúncias, o que pode voltar a ocorrer com Bolsonaro e seus aliados, a depender do posicionamento da PGR. Uma delas foi direcionada à deputada federal Carla Zambelli e ao hacker Walter Delgatti pela suspeita de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Todas as demais são relacionadas a golpismo.

Há ainda 57 decisões colegiadas após recursos contra posicionamentos individuais de Moraes. Em todos os casos, o entendimento do relator foi mantido pelos colegas. A Primeira Turma já se debruçou, inclusive, sobre cinco recursos especificamente na investigação sobre a trama golpista que levou ao indiciamento de Bolsonaro. Todos foram negados.

Três deles foram apresentados pelo próprio ex-presidente, que tentou reaver seu passaporte, ter acesso à delação premiada de seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid e revogar a proibição de contato com outros investigados. Houve pedido similar de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que buscou, sem sucesso, derrubar o veto ao contato com Bolsonaro, e um recurso de Filipe Martins, ex-assessor do ex-mandatário, para rever as medidas cautelares impostas quando foi solto da prisão.

Além disso, duas contestações foram negadas na investigação sobre um suposto esquema de desvio de joias e presentes da Presidência da República, na qual Bolsonaro também foi indiciado. Em um deles, o ex-presidente e sua mulher, Michelle Bolsonaro, tentavam ter acesso a um depoimento prestado por Cid antes de fechar seu acordo de delação premiada. No outro, dois investigados queriam o sigilo de seus dados pessoais.

Em muitas investigações, Moraes determina a suspensão de perfis em redes sociais. Algumas plataformas contestam essas ordens, que têm sido mantidas pelos demais ministros. Em setembro, por exemplo, foram negados oito recursos sobre contas do youtuber Bruno Aiub, o Monark. As contestações foram apresentadas pelo próprio influenciador e pelas plataformas X, Discord e Rumble. Os recursos, porém, não foram conhecidos — ou seja, acabaram rejeitados sem ter o mérito analisado.

Também foram mantidas uma decisão de Moraes que bloqueou R$ 236 mil em contas do ex-deputado Daniel Silveira e outra que prorrogou um inquérito contra ele por suspeita de desobediência.

Em 2024, o STF mudou o regimento e determinou que o julgamento de ações penais voltasse a ser feito pelas turmas, como ocorria no passado. Todas as denúncias apresentadas a partir daí passaram a ser apreciadas pelos colegiados.

Isso gerou uma mudança, por exemplo, na análise dos casos do 8 de Janeiro. No plenário, onde ocorreu o julgamento das primeiras acusações, os ministros André Mendonça e Nunes Marques — indicados por Bolsonaro — apresentavam dissonâncias, até mesmo sobre a competência do STF para analisar os processos.

A Primeira Turma ainda não julgou o mérito de uma ação penal dos atos golpistas, mas é provável que haja uma pequena divergência: no plenário, Zanin não concordou com Moraes no cálculo das penas, propondo punição um pouco menor. Ainda assim, o professor de Direito Penal do Ibmec Taiguara Líbano avalia que o histórico recente indica que o colegiado deve ter um posicionamento rígido na análise de uma eventual denúncia sobre a suposta tentativa de golpe:

— Analisando a jurisprudência pode-se concluir que o Supremo deve manter-se coerente com os posicionamentos mais recentes, ou seja, uma postura firme. Não é possível cravar, mas é possível fazer um prognóstico nesse sentido.

A prisão mais recente determinada por Moraes contra aliados de Bolsonaro foi a de Daniel Silveira. No mesmo dia em que passou a usufruir de liberdade condicional, às vésperas do Natal, Silveira — condenado a oito anos e nove meses em regime fechado pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação — desrespeitou medidas cautelares impostas pelo ministro, que revogou o benefício.

Semanas antes, o cerco havia se fechado contra a mais importante figura do entorno de Bolsonaro a ir parar na cadeia até agora. Também por decisão do magistrado, o general Walter Braga Netto, candidato a vice na chapa derrotada em 2022, foi preso sob a suspeita de participar de articulações para assassinar autoridades, como o próprio Moraes e Lula, e de tentar interferir nas investigações da PF. Em novembro, no âmbito do mesmo inquérito, foram alvo de prisão preventiva um policial federal e quatro militares integrantes dos chamados “kids pretos”, grupo de operações especiais que teria usado conhecimento técnico-militar para planejar e executar ações ilícitas de novembro a dezembro de 2022.

Além de Silveira e Braga Netto, outros integrantes do núcleo duro do bolsonarismo passaram pelo sistema prisional este ano. Em fevereiro, Valdemar Costa Neto se tornou alvo de mandados de busca e apreensão, justamente pela trama golpista. Os policiais encontraram uma arma ilegal em sua casa, o que motivou uma detenção por três dias.

Enquanto Valdemar era alvo de busca e apreensão, dois ex-assessores do ex-presidente tinham mandados cumpridos contra eles na mesma operação, ajudando a elevar a estatística de prisões decretadas por Moraes em 2024: Filipe Martins e Marcelo Câmara, ambos acusados de participação no plano antidemocrático. Câmara foi solto em maio, e Martins, em agosto.

— O aumento de presos ligados ao ex-presidente é decorrente de novos indícios sobre a suposta tentativa de golpe. A tendência é natural em uma investigação criminal: novos fatos e novos personagens surgem conforme a apuração avança — pontua o advogado criminalista e professor de Direito Penal Patrick Berriel.

Embora o ritmo de prisões tenha acelerado no ano passado, o primeiro bolsonarista de peso a ir parar atrás das grades por decisão de Moraes deu-se menos de uma semana após o 8 de janeiro de 2023. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres foi detido no dia 14 daquele mês, suspeito de omissão com os atos na posição de secretário de Segurança do Distrito Federal. Durante os ataques, ele estava de férias com a família nos EUA. Torres foi solto quatro meses depois.

Outra frente de apuração levou à prisão o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, em agosto de 2023. Ele ficou quase um ano em cárcere sob suspeita de interferir na disputa presidencial a favor de Bolsonaro, então candidato à reeleição. Segundo a PF, ele promoveu blitzes em regiões nas quais os eleitores de Lula se concentravam.

À exceção de Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, todos os citados na reportagem negam as acusações imputadas contra eles.

O Globo

Opinião dos leitores

    1. Enquanto isso o maior ladrão da história do Brasil está sentado na cadeira da presidência.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ELEIÇÃO NA CÂMARA DE PARNAMIRIM: César Maia pensava que nadaria de braçada, mas vai ter disputa

Foto: Reprodução

O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, César Maia (MDB), caminhava para uma reeleição tranquila, mas o cenário mudou e, segundo fontes relataram ao Blog do BG, a disputa poderá ter até três candidatos. Pela ansiedade e vontade de César Maia, a eleição já seria feita nos próximos dias, o que não vai acontecer.

De acordo com o regimento interno, a eleição poderá ocorrer ainda neste ano.

A situação de César Maia começou a se complicar após uma série de trapalhadas, chantagens e da postura dúbia do presidente, que abalaram a credibilidade dele com os demais vereadores e causaram desgaste na imagem da Câmara Municipal de Parnamirim.

Esse acúmulo de problemas, ainda segundo os relatos ouvidos pelo Blog do BG, levou vereadora que não cogitavam participar da disputa agora colocarem seus nomes à disposição para enfrentar César Maia.

O parlamentar esteve recentemente envolvido em uma polêmica com a jornalista Iva Soares, quando expôs publicamente mensagens trocadas com a comunicadora como forma de retalia-la pela publicação de matérias sobre o Legislativo de Parnamirim. Além disso, notícias sobre os gastos exorbitantes da Câmara Municipal com combustível e materiais de consumo também repercutiram negativamente na cidade, levantando questionamentos sobre a gestão de César Maia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Zenaide chega a 41,4% e aparece novamente entre os eleitos em pesquisa Seta; DataVero também mostra reeleição

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) lidera a preferência dos eleitores na segunda escolha para o Senado e aparece reeleita com 41,4% na soma do primeiro e do segundo voto, segundo pesquisa do Instituto Seta divulgada nesta quinta-feira (10). Na segunda escolha, Zenaide registra 19,1%, à frente de Styvenson Valentim (16,1%), Samanda (7,5%) e Rafael Motta (7,3%).

Na soma dos dois votos que serão dados pelo eleitor neste ano, Styvenson aparece com 47,3% e Zenaide com 41,4%. Na sequência estão Samanda, com 21%, Coronel Hélio, com 11,4%, e Rafael Motta, com 10,8%. O resultado coloca Zenaide novamente entre os dois nomes que aparecem na faixa de eleição para o Senado.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Seta entre os dias 3 e 5 de setembro de 2026, com 1.500 entrevistas, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TRE-RN sob o número RN-03092/2026.

DataVero também mostra Zenaide novamente entre os eleitos para o Senado

A nova pesquisa DataVero, também divulgada nesta quinta-feira, mostra Zenaide novamente dentro das duas vagas para o Senado pelo Rio Grande do Norte. No resultado unificado, que reúne o primeiro e o segundo votos, a senadora aparece com 13,4%, se mantendo como reeleita. Styvenson lidera com 20,4%, enquanto Samanda chega a 9,2%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais e a pesquisa tem 95% de confiança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

IGOR GADELHA: O que Moraes pretendia dizer em pronunciamento, agora cancelado

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cancelou o pronunciamento que faria às 11h desta quinta-feira (10). Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Moraes pretendia apresentar informações sobre o caso Master que também deve prestar ao presidente da Corte, Edson Fachin.

A manifestação havia sido anunciada horas antes e ocorreria em meio à crise no Supremo provocada pela divulgação de mensagens que expuseram a relação próxima entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na semana passada, André Mendonça retirou o sigilo das mensagens e pediu que o plenário do STF avalie se há elementos para abrir uma investigação formal contra Moraes.

Fachin marcou para a próxima terça-feira (15) a sessão que analisará o caso. Na quarta-feira (9), o presidente do STF também retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF apreende sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias em operação sobre ‘Dark Horse’

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo ligadas ao deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas realizadas nesta quinta-feira (10) em endereços do parlamentar. A operação investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e possível uso de dinheiro público no financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. O celular e o computador do deputado também foram apreendidos.

A PF encontrou ainda veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e conta com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre os alvos está Karina da Gama, ligada à produtora responsável por “Dark Horse”. A investigação apura possíveis desvios de recursos de emendas destinados a entidades relacionadas à empresária. Segundo a PF, há indícios de que valores tenham sido direcionados a empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação dos serviços.

Uma das linhas da investigação busca saber se esses recursos foram usados na produção do filme. A PF também apura repasses do empresário Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse” e as circunstâncias dos pagamentos.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Duas candidatas de Mossoró a deputada federal receberam juntas quase R$ 3,5 milhões do União Brasil

Fotos: Reprodução

Duas candidatas de Mossoró a deputada federal receberam juntas quase R$ 3,5 milhões do Fundo Eleitoral do Diretório Nacional do União Brasil. Os dados são do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dani Ribeiro, que se apresenta nas redes sociais como blogueira e influencer, foi quem recebeu o maior volume de recursos: mais de R$ 2,5 milhões. Já Nagila Diniz, ex-diretora do Hospital Psiquiátrico de Mossoró na gestão do ex-prefeito e candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), recebeu um repasse de R$ 966.600,00.

As duas candidatas que tiveram as campanhas irrigadas com um volume generoso de recursos do União Brasil integram a coligação de Allyson Bezerra e, coincidentemente, ambas fazem dobradinha com a esposa dele, Cinthia Pinheiro, que é candidata a deputada estadual.

O que chama a atenção, além do valor em si, é que ambas fazem campanhas modestas, além de não aparecerem praticamente em nenhuma pesquisa para deputada federal. O partido resolveu apostar alto, com um vultuoso investimento financeiro, em duas candidaturas que aparentemente não têm viabilidade eleitoral?

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro tem 47% contra 45% de Lula em eventual 2º turno

Fotos: Ricardo Stuckert / PR e Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (10). Flávio tem 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula.

É a segunda rodada seguida em que o senador fica numericamente à frente. No levantamento de 3 de setembro, Flávio tinha 45%, enquanto Lula registrava 44%.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio oscilou dois pontos percentuais, e Lula, um ponto. Brancos e nulos passaram de 8% para 6%, enquanto os indecisos caíram de 3% para 2%.

Metodologia

De 6 a 9 de setembro, o levantamento entrevistou 3.000 pessoas por telefone. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de setembro com o número BR-04914/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Diário Oficial confirma saída da cúpula na Seap após vídeo sobre visita íntima em Alcaçuz; secretário de Segurança assume pasta

Fotos: José Aldemir/Agora RN e Reprodução

O Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (10) oficializou as exonerações do secretário de Administração Penitenciária, Helton Edi, e da secretária-adjunta, Arméli Brennand. A mudança no comando da Seap ocorre após a repercussão do vídeo publicado pelo Blog do BG em que Arméli aparece conversando com presos do Comando Vermelho em Alcaçuz e supostamente negociando a implantação de visitas íntimas no sistema prisional a partir do próximo ano.

As exonerações já haviam sido anunciadas pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (9). O secretário de Segurança Pública, Coronel Araújo, vai responder interinamente pela Seap até nova decisão do Governo.

A gravação foi feita em 26 de agosto no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, no Complexo Penal de Alcaçuz. No vídeo, um dos presos, que se identifica como integrante do Comando Vermelho, pede a retomada das visitas íntimas e relaciona a medida à disciplina dos detentos.

À divulgação do vídeo, somam-se as fugas de presos de Alcaçuz nos últimos dois meses.

LEIA MAIS: [VÍDEO] Imagens da Secretária Adjunta da Seap negociando visitas íntimas com presos do CV em Alcaçuz viraliza nas redes sociais; em nota oficial, pasta nega conotação eleitoral

LEIA TAMBÉM: Após repercussão negativa de vídeo de secretária-adjunta negociando com presos do CV em Alcaçuz, Governo do RN anuncia mudança no comando da SEAP

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

IGOR GADELHA: Alvo da PF, produtora de filme sobre Bolsonaro é pressionada a fazer delação

Foto: Reprodução/Youtube

Karina Gama, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, estaria sendo pressionada a fechar um acordo de delação premiada após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10).

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Karina chegou a ser procurada por lideranças evangélicas, que sugeriram que ela negociasse uma delação no caso envolvendo a produção do filme.

A produtora é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), também alvos da PF.

Karina, porém, resiste à possibilidade. De acordo com a coluna, ela tem dito às pessoas que sugeriram o acordo que não teria o que delatar, por considerar que não fez nada de errado.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Após Fachin marcar sessão sobre investigação, Moraes anuncia que fará pronunciamento hoje

Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes anunciou que fará um pronunciamento público às 11h desta quinta-feira (10).

A declaração ocorre um dia após o presidente do STF, Edson Fachin, marcar para 15 de setembro a sessão plenária para discutir eventual abertura de investigação contra Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Os ministros vão analisar se o relatório da Polícia Federal, que reúne mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, apresenta indícios suficientes para a abertura de inquérito. As mensagens indicam que o banqueiro pedia ao ministro atuação junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Fachin também retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News e assumiu as investigações. Os atos já praticados foram mantidos, enquanto ações penais com denúncia recebida continuam sob relatoria de Moraes.

Com informações da CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A culpa da destruição do STF é de quem nomeou esses ministros e principalmente dos senadores covardes que aprovaram essas nomeações e não fizeram nada para corrigir o erro. É hora dos eleitores elegerem parlamentares comprometidos em colocar o país nos trilhos

  2. Estranho que no celular de Vorcaro não haja mensagens entre ele e a advogada contratada por R$ 129.000.000,00. Só tem com o maridão dela.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

DARK HORSE: PF investiga R$ 2 milhões em emendas de deputado para ONGs ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro

PF investiga desvio de emendas de Mario Frias para ONGs ligadas à Karina Gama, produtora de “Dark Horse” (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress e Reprodução/YouTube)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar suspeitas de desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a organizações ligadas a Karina Ferreira da Gama, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos estão Frias e duas ONGs comandadas por Karina: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). O celular do deputado foi apreendido. A Go Up, produtora responsável pelo filme, não é alvo dos mandados.

Segundo a PF, há suspeita de que uma organização formada por agentes públicos e privados tenha direcionado recursos das emendas para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da prestação dos serviços. Os investigadores apontam ainda tentativas de ocultar os supostos desvios até julho deste ano.

Em maio, Frias negou ao STF que as emendas tivessem sido destinadas ao financiamento de “Dark Horse”. O filme também é investigado por suposto financiamento de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo reportagem do Intercept Brasil, Vorcaro teria repassado ao menos R$ 61 milhões ao projeto em 2025, após negociações intermediadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *