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O dia em que a Suprema Corte dos EUA teve que decidir se tomate é fruta ou legume

Imagem: Pixabay

Como bom descendente de italianos, adoro preparar uma salada caprese, cujos ingredientes essenciais são tomates, mussarela de búfala, manjericão e azeite (sal e pimenta a gosto). Mas, naquela semana da fatídica greve dos caminhoneiros, estava difícil conseguir um belo tomate aqui no Rio de Janeiro. Explicou-me o senhor Manoel, feirante da praça Serzedelo Correia, cuja banca estava bastante desfalcada, que as frutas, resistentes e duradouras, estavam mais fáceis de encontrar junto aos fornecedores, porém os legumes e verduras, delicados e perecíveis, dependentes de transporte expedito, tinham desaparecido. Pensei em redarguir, alegando que o tomate é, na verdade, uma fruta (ou fruto?) e que, pela lógica da coisa, não deveria estar sob regime de escassez.

Mas logo lembrei que a questão é juridicamente controversa, tendo suscitado uma disputa judicial que foi parar na Suprema Corte dos EUA, há mais de um século. Trata-se do célebre “caso do tomate”: Nix v. Hedden 149 U.S. 304 (1893), cuja saborosa ementa é a seguinte:

“A corte leva em consideração, para fins judiciais, o significado ordinário de todas as palavras em nossa língua, e dicionários são admitidos não como prova, mas apenas como elementos auxiliares à memória e compreensão da corte. Tomates são “legumes” e não “frutas”, no sentido estabelecido pela seção 121 da Lei de Tarifas de 3 de março de 1883”.

Mas, por que raios, afinal, o tomate chegou, sob a forma de lide, à apreciação da mais alta corte constitucional dos Estados Unidos da América? O caso, como já deve ter percebido o atilado leitor ao ler a ementa da decisão, envolvia o direito tributário. John Nix fundou em Nova Iorque, no ano de 1839, uma empresa distribuidora de alimentos “in natura”. A empresa, comandada por ele e seus quatro filhos, prosperou com a popularização dos navios a vapor na segunda metade do século XIX, que poderiam trazer rapidamente alimentos frescos de regiões mais quentes durante o rigoroso inverno nova-iorquino. Nix foi um dos primeiros a comercializar na cidade legumes e frutas vindos da distante Flórida e, também, a importá-los das Bermudas.

O governo nunca gosta de perder dinheiro e, percebendo a grande movimentação de alimentos frescos nos portos da costa nordeste do Atlântico, editou em 1883 a Tariff Act, que tributava em 10% todos os “vegetables” vindos do estrangeiro e desembarcados no país (em inglês, “vegetables” corresponde ao que denominamos, em português, como “verduras e legumes” ou, simplesmente, “hortaliças”). A lei, todavia, expressamente isentava de tributação as frutas, “verdes, maduras ou secas”. O chefe da aduana do porto de Nova Iorque, Edward L. Hedden, ao interpretar a lei, cobrou os dez por cento sobre uma carga de perecíveis da Nix and Co., incluindo os tomates. Porém, o importador alegou que este alimento não poderia ser taxado, já que era, tecnicamente, uma fruta – e as frutas, como visto, eram insuscetíveis de tributação. O Sr. Hedden, suspicaz e zeloso coletor de impostos, não se convenceu, pois para ele tudo que poderia virar salada era “vegetable” e não fruta. Nix pagou os tributos sob protesto, e posteriormente, irresignado, ajuizou uma ação de repetição de indébito na Justiça Federal, que, em todas as instâncias, deu ganho de causa ao fisco.

Então, o caso finalmente chegou à Suprema Corte, e a sessão de sustentação oral se transformou em uma “batalha de dicionários”. Os advogados das partes adversárias, munidos de exemplares do “Webster”, do “Worcester” e do “Imperial”, passaram a ler não apenas a definição de “tomate”, como a de outros legumes e tubérculos, para tentar uma analogia que lhes fosse favorável. O procurador do autor da ação (Nix) leu da tribuna os conceitos dicionarizados de ervilha, berinjela, pepino, abóbora e pimenta. O patrono do réu (Hedden) leu os verbetes sobre batata, nabo, pastinaca, couve-flor, repolho, cenoura e feijão. Imagino que os honorabilíssimos juízes, ao final da sessão, acabaram ficando com muita fome, por sugestão.

A Suprema Corte, à unanimidade, não acolheu o recurso do contribuinte, mantendo a decisão das instâncias inferiores e, assim, firmando remansosa jurisprudência no sentido de que o tomate pertence ao grupo dos legumes e verduras, pelo menos para os fins da Tariff Act de 1883. Redigindo a decisão em nome da corte, o ínclito Justice Horace Grey fundamentou o acórdão sobre o problema da interpretação literal, estabelecendo que os dicionários não são propriamente meios de prova, nos seguintes termos:

“As passagens citadas dos dicionários definem a palavra “fruta” como a semente das plantas, ou aquelas partes das plantas que contém a semente, e especialmente a polpa suculenta produzida por certas plantas, que cobrem e sustentam a semente. Estas definições não indicam por si só que tomates são “frutas”, como categoria distinta de “legumes” na linguagem comum ou no sentido pretendido pela lei de tarifas. Uma vez que não há prova de que as palavras “frutas” e “legumes” adquiriram qualquer significado especial no comércio, elas devem ser lidas em seu sentido ordinário. E com relação a esse sentido é que a corte deve apreciá-las, como o faz em relação a todas as palavras de nossa língua, e sobre esta questão os dicionários não fazem prova, mas apenas corroboram para a memória e entendimento da corte. (…) Em termos botânicos, os tomates são o fruto de uma planta, da mesma forma que pepinos, abóboras, feijões e ervilhas. Mas na linguagem comum das pessoas, sejam fornecedores ou consumidores destes produtos, todos esses são legumes e verduras cultivados em hortas, os quais, consumidos crus ou cozidos, são, tal como batatas, cenouras, nabos, pastinacas, beterrabas, couve-flor, repolho, aipo e alface, usualmente servidos no jantar, juntamente com ou após a sopa, o peixe ou as carnes, que constituem a parte principal da refeição, e não, como ocorre em geral com as frutas, na forma de sobremesa.”

Curiosamente, já havia na própria Suprema Corte até mesmo um precedente sobre o problema da interpretação gramatical de termos “botânicos”, pois em um caso anterior, citado pelo juiz Horace Grey em sua fundamentação, aquela corte constitucional já tinha decidido que “feijões” deveriam ser interpretados em um sentido comum, isto é, deveriam ser considerados legumes e não “sementes”.

Ou seja, a Suprema Corte preferiu encontrar o sentido “pragmático” do uso social das plantas comestíveis, ao invés da sua definição científica, tal como assentado nos dicionários. Este acórdão da Suprema Corte dos EUA, que tem apenas duas páginas e meia, evidentemente não tem importância pela definição do que seja o tomate em si; para além do seu aspecto pitoresco e quase humorístico, acabou sendo uma referência na jurisprudência constitucional americana a respeito dos limites da interpretação gramatical. Ele foi referido, como paradigma de hermenêutica jurídica, em outros casos importantes da Suprema Corte, que sempre prefere optar pelo sentido concreto, vivo e contextualizado das palavras, e não por seu significado abstrato, etimológico ou técnico. Pragmatismo que é uma das características da sociedade americana.

***

Em 2015, durante julgamento da ADPF 378, na qual se discutiam questões procedimentais relativas ao processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, houve também em nosso STF uma pequena “batalha de dicionário”.

Estava em questão a forma de composição da comissão especial de análise do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, cujo regimento estabelecia que dita comissão deveria ser “eleita” e representar todos os partidos. Isto levou a uma divergência de interpretação quanto ao termo “eleita”. Uma corrente, liderada pelo relator Fachin, entendia que isso significava a escolha dos membros da comissão por votação, com a possibilidade de participação de chapas alternativas e independentes não avalizadas pelos partidos; já a divergência, capitaneada pelo ministro Barroso (cuja tese acabou vencedora por 7 x 4), entendia que “eleita” deveria ser interpretada no sentido de “escolhida” pelas lideranças partidárias.

O curioso, neste caso, no que diz respeito à interpretação gramatical, foi que o ministro Barroso levou ao plenário o dicionário Aurélio e leu o verbete do verbo “eleger”, para demonstrar que ele pode significar também “escolher”. O ministro Gilmar, contrário a esta tese, com seu jeito habitualmente debochado, ironizou o fato de Barroso estar recorrendo ao “jurista” Aurélio Buarque de Hollanda (terá sido a partir deste momento que Barroso passou a considerar o seu hoje desafeto como uma “pessoa horrível”?).

Seja como for, contrariamente ao “caso do tomate”, nesse julgamento do STF a definição do dicionário estava mais próxima ao próprio uso pragmático do vocábulo “eleição”, isto é, do uso que a Câmara dos Deputados costumeiramente fazia dele.

CÁSSIO CASAGRANDE – Opinião e análise – Jota

 

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Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ e às ‘agressões’ do governo Lula

Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.

Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20h, na BandNews TV e, às 22h, na Band.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da rede Bandeirantes.

O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.

Estadão Conteúdo

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LUDOPATIA: Vício em apostas online afeta empresas que já relatam funcionários endividados, baixa produtividade e faltas

Foto: iStockphoto/Agência Senado

O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.

Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.

Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.

O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

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[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT

Logo no início do discurso na convenção nacional do PT neste domingo (2) o presidente Lula se comparou a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, fazendo um balanço das participações dos jogadores em Copas do Mundo, e dele em eleições presidenciais.

“O Pelé, que foi o grande do futebol do século XX, considerado atleta do século, só disputou quatro Copas […] Então o Messi e o Cristiano Ronaldo me parece que estão passando para a história como os dois únicos jogadores que participaram de seis Copas. O que eles não sabem é que essa Copa minha é a sétima. […] Se eu ganhar essa, são quatro Copas.

Lula finalizou a fala afirmando que esta seria sua última disputa eleitoral: “Eu não vou ter chance de disputar o penta porque eu resolvi, depois da gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos. Esse é o meu desejo.”

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Kelps declara apoio a Nina Souza para a Câmara dos Deputados: “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal”

 

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Um post compartilhado por Kelps Lima (@kelpslima)

Kelps Lima declarou apoio à pré-candidatura a deputada federal da vereadora Nina Souza (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Nina, Kelps diz que, apesar de não ter podido ser candidato esse ano, não poderia ficar de fora do processo eleitoral, porque tem “responsabilidade”. “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal, minha amiga Nina”, declarou.

“A campanha tá bem pertinho de começar, vou para as ruas com Nina, acreditando que a gente vai ter essa representação séria em Brasília. Nina tem gana, tem garra, ninguém pega na munheca dela, é uma mulher forte e eu agora faço parte desse time, sou um dos meninos do grande exército da nossa Nina”, afirmou.

Nina agradeceu o apoio de Kelps lembrando que eles têm muitas pautas em comum, principalmente a ideia de transformar o Rio Grande do Norte. “Pra mim é uma honra muito grande receber o seu apoio, porque não é de agora que eu acompanho o seu trabalho. Você chega numa hora muito oportuna, pra me orientar, pra se juntar a nós, porque a gente precisa trazer coisas boas e você pra nós é muito importante”, afirmou a pré-candidata.

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[VÍDEO] LULA: “O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”

Imagens: PT/YouTube

Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o tema da violência contra as mulheres.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.

Em seu discurso, Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

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VÍDEO: “Eu vou ser multado”, diz Lula sobre pedidos de voto em convenção do PT na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido em São Paulo, que deve ser multado por ter pedido votos antecipadamente na convenção do PT na Bahia.

Eu não posso falar que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15″, declarou.

Ação no TSE

A declaração ocorre após o partido Novo acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação foi distribuída para o ministro André Mendonça.

Pedid de voto na Bahia

Na convenção da Bahia, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.

Lula já foi multado por pedido de voto

Semanas antes, Lula já havia sido multado em R$ 15 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral antecipada, após dizer em um evento oficial: “Não mexam nem com a Simone nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso.

O que diz a lei

Pela legislação eleitoral, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. Antes dessa data, a multa por propaganda antecipada pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Opinião dos leitores

  1. Criminoso é assim sabe que está cometendo um crime mas também sabe que a Justiça vai lhe beneficiar.

  2. Pra ele isso não vale nada ele não pagar com dinheiro dele e sim com nosso dinheiro velhaco sem vergonha

  3. Se sente muito à vontade pra cometer crimes, sabe que pra ele não dá em nada. Se fosse um Bolsonaro, o lindinho da Odebrecht já estaria batendo a porta do supremo pra deixar inelegível.

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RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

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Durante congresso mundial de jovens em Natal, Álvaro Dias recebe apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste sábado, do COMJADEM-RN, Congresso Mundial de Jovens e Adolescentes da Assembleia de Deus – Ministério Madureira, realizado na sede da Assembleia de Deus Campo CADERN, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal.

Durante o evento, que reuniu mais de 2 mil jovens, Álvaro recebeu o apoio do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL), integrante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Feliciano manifestou apoio à candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN.

“Estou aqui ao lado desse trio que pode mudar a história deste estado, trazendo um novo tempo, baseado em princípios e valores. Ao meu lado está o doutor Álvaro Dias, candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele é do PL, o meu partido, um partido que defende os valores em que acreditamos”, ressaltou.

Álvaro também participou do encontro ao lado do deputado federal General Girão, do candidato ao Senado Coronel Hélio e da vereadora Camila Araújo.

O ex-prefeito de Natal foi recebido pelo pastor José Pedro Teixeira, presidente da Assembleia de Deus Campo CADERN e anfitrião do congresso, que reuniu participantes de diferentes regiões do estado.

O COMJADEM-RN integra a programação da Assembleia de Deus – Ministério Madureira e reúne jovens, adolescentes e lideranças religiosas em atividades de caráter religioso e comunitário.

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VÍDEO: Helicópteros militares colidem no ar ao combater incêndios florestais na Grécia

Dois helicópteros militares colidiram no ar neste domingo (2) durante uma operação de combate a incêndios florestais na Grécia, na região de Psatha, cerca de 40 quilômetros a oeste de Atenas.

As aeronaves, do modelo Bell, transportavam quatro tripulantes, dois em cada helicóptero. O Corpo de Bombeiros da Grécia informou que os dois tripulantes de um dos dois helicópteros morreram no acidente. A tripulação da outra aeronave foi resgatada com vida.

Segundo o Corpo de Bombeiros da Grécia, equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente após o acidente. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento da colisão, quando uma das aeronaves explode após o impacto e cai, enquanto a outra perde o controle.

O acidente ocorreu em meio aos grandes incêndios florestais que atingem o país. Mais de 100 casas já foram destruídas e cerca de 10 mil hectares de vegetação podem ter sido consumidos pelas chamas. Quase 500 bombeiros, com apoio de equipes da França e da Romênia, atuam no combate ao fogo. A combinação de altas temperaturas, seca e ventos fortes tem agravado a situação em diversas regiões da Grécia.

Com informações de g1

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Ação contra Lula no TSE por ‘pedidos explícitos de voto’ em convenção do PT na Bahia é distribuída a Mendonça

Fotos: Igo Estrela/ Metrópoles e Ricardo Stuckert

O partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do Partido dos Trabalhadores, alegando propaganda eleitoral antecipada durante a convenção estadual do PT, realizada no sábado (1º), em Salvador.

A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça e pede, em caráter liminar, a retirada dos vídeos do evento das plataformas digitais.

Segundo o partido, Lula fez pedidos explícitos de voto para si e para aliados antes do início oficial da campanha eleitoral, o que, segundo a legenda, descaracteriza o caráter intrapartidário do evento.

Não há qualquer margem para dúvida, o presidente da República fez repetidos pedidos explícitos de voto, mesmo reconhecendo publicamente que ainda não poderia ser candidato. A legislação eleitoral é rigorosa demais, mas ela precisa valer para todos. Não faz sentido todos os outros candidatos se esforçarem para seguir a lei, enquanto o Lula faz o que bem entende como se fosse intocável. O Novo vai reagir sempre que houver tentativa de transformar a máquina e a visibilidade do poder em vantagem eleitoral indevida“, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

Durante a convenção, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança“.

Na ação, o Novo também cita a condenação recente de Lula por propaganda eleitoral antecipada em outro processo e pede que o TSE reconheça a irregularidade, aplique a multa máxima prevista na legislação e determine a remoção dos vídeos do evento.

Com informações de CNN Brasil

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