Saúde

O fim da enxaqueca: ela afeta uma em cada cinco mulheres, e um em cada 20 homens; e pode estar com os dias contados

A enxaqueca é uma doença cerebral, recorrente e hereditária. Ela confere ao enxaquecoso um cérebro diferente, tanto durante as crises quanto fora delas.

Nas linhas abaixo, você vai entender como a enxaqueca acontece, por que ela acontece e quais são as ferramentas mais recentes para tratar esse mal. Primeiro, porém, é preciso que fique claro: quem sofre de enxaqueca tem um problema neurológico. Nasce com ele e, sem tratamento, vai morrer com ele. A enxaqueca não é consequência de nenhuma dieta nem de estilo de vida.

Os primeiros relatos de enxaqueca são tão antigos quanto a invenção da escrita. Mais tarde, os gregos a batizaram de “hemicrânia” – que quer dizer “metade do crânio” –, já que os pulsos de dor costumam tomar, majoritariamente, um dos lados da cabeça, perto das têmporas. A palavra árabe ax-xaqíqâ tem o mesmo significado – e foi ela que deu origem a jaqueca, em espanhol, e ao nosso “enxaqueca”.

Não é só no local da dor, porém, que a enxaqueca difere de outras cefaleias. Ela tem outros sintomas menos famosos. Eles vêm em surtos, ou “crises”, que podem durar de 4 a 72 horas. Costumam incluir náuseas e vômitos, além de sensibilidade extrema a qualquer tipo de estímulo: visual, olfativo ou sonoro. Cada pessoa tem seu próprio jeito de descrever o momento da crise. O grande ponto em comum é que situações corriqueiras se tornam excessivas em todos os aspectos: a iluminação de casa se torna ofuscante. O perfume da vizinha no elevador, insuportável. O barulho do telefone, ensurdecedor. Meu tormento particular durante um ataque de enxaqueca é caminhar. Cada passo reverbera pelo corpo como se alguém golpeasse um gongo – e o gongo, no caso, é minha própria cabeça.

Divido esse suplício com mais de 30 milhões de brasileiros, e principalmente brasileiras. Uma em cada cinco mulheres sofre desse mal; contra um em cada 20 homens. No mundo todo, há pelo menos 1 bilhão de doentes. Um quinto desses possui “enxaqueca com aura” – uma alteração direta na região do cérebro responsável pela visão. A primeira crise com aura costuma ser assustadora: riscos brilhantes e coloridos surgem no campo de visão, deixando grandes manchas escuras logo depois. Tem gente que perde a visão periférica. E então, tão de repente quanto surgiu, a aura desaparece. No lugar dela, fica uma explosão de dor na cabeça. É o ápice da ax-xaqíqâ. E é também a parte mais conhecida da crise. Mas a verdade é que, nesse ponto, o surto de enxaqueca já começou há horas – às vezes, há dias.

O antes e o depois

Há alguns anos, os neurocientistas alemães Laura Schulte e Arne May se aventuraram em um experimento curioso: convenceram uma paciente com enxaqueca a aparecer no laboratório por um mês, para fazer ressonâncias diárias. Ao longo desse tempo, ela teve três crises diferentes, todas registradas pelo scanner hospitalar.

O mais interessante, no entanto, são as mudanças que as imagens registraram entre as crises. De 34 a 48 horas antes das dores de cabeça, o exame já mostrava alterações importantes na atividade cerebral – especialmente no hipotálamo, uma das áreas essenciais para o controle do metabolismo.

O hipotálamo ajuda a determinar boa parte do seu dia – dos momentos em que você sente sede, fome e sono até sua vontade de ir ao banheiro. Pois dois dias antes da dor de cabeça estourar, o hipotálamo de alguém com enxaqueca começa a agir de forma esquisita. Os especialistas acreditam que é nesse momento que a crise começa – e chamam esse capítulo inaugural de “pródromo”.

Ele tem sintomas específicos – que muita gente sente, mas nunca relacionou à enxaqueca. Até os mais comuns são curiosos: as pessoas tendem a urinar com mais frequência; bocejam em excesso; sentem sono durante o dia, e o apetite muda bruscamente – com desejo acentuado por doces. Cansaço e confusão mental também começam no pródromo, antes da aura e dor de cabeça darem as caras.

Excesso de xixi, bocejo, sono durante o dia: muitas alterações esquisitas no dia a dia são, na verdade, sintomas da 1a fase da enxaqueca.

Quando os pulsos latejantes finalmente começam, o hipotálamo continua agindo de forma suspeita, comunicando-se com diversas regiões do tronco encefálico, outra área importantíssima para o nosso sistema nervoso – e levando ao aumento da sensibilidade, da náusea e da fotofobia.

Finalmente, a dor cede, mas o comportamento estranho do hipotálamo não termina. É o início da terceira e última fase da crise: o pósdromo. Dessa vez, a aversão à comida e a sensação de ter sido atropelado por um caminhão se misturam ao alívio. O pior já passou. Pelo menos, até a próxima crise.

1) Hipotálamo: provável culpado pela maioria dos sintomas do pródromo
2) Tronco encefálico: Diversas regiões ficam anormalmente ativas nessa área durante a crise.
3) Nervo trigêmio: Fica sensibilizado e, como se espalha por toda a cabeça, pode ajudar a explicar a miríade de sintomas da crise.
4) Sistema trigeminovascular: É o coração da enxaqueca. Alterações nele causam a sensação de latejamento.
5) Dura: é a parte mais externa da meninge, camada que envolve o cérebro. É a partir das terminações nervosas nessa região que a dor se espalha.

Cérebro especial

Há quem descreva a enxaqueca como “o sofrimento inútil”. É uma analogia apropriada. Afinal, toda dor, a princípio, existe por um motivo. Os circuitos cerebrais que comunicam a dor funcionam como um alarme de incêndio, que apita para sinalizar que há algo errado. Alguns tipos de dor de cabeça servem para isso: aquela pressão na testa durante uma sinusite aponta para a verdadeira causa, que é uma infecção respiratória.

A enxaqueca, porém, não decorre de nenhum outro problema de saúde. Não há risco que justifique o alerta – trata-se de um alarme falso. Um sofrimento inútil. “Tudo leva a crer que, na enxaqueca, o sistema de alarme do corpo entra em pane”, diz o neurologista João José de Carvalho, que estuda o problema há duas décadas.

Temos então um alarme de incêndio com defeito, e circuitos cerebrais de comunicação da dor desregulados. “Nesse sentido, o cérebro de alguém que sofre enxaqueca é diferente dos outros”, diz o neurologista.

Pessoas comuns filtram de forma eficiente os estímulos que o cérebro recebe a todo momento – seja por meio dos olhos, dos ouvidos, do nariz ou da pele. O cérebro com enxaqueca não é dos melhores nessa função. Os neurônios ali são mais excitáveis do que o normal – qualquer estímulo pode gerar respostas exageradas. Isso explica, por exemplo, por que uma luz perfeitamente normal parece tão intensa durante uma crise de enxaqueca.

Mas como, então, consertar o alarme de incêndio hiperativo? Há décadas procuramos a resposta – mas nos lugares errados.

Não aperte o gatilho

Saia para jantar com um enxaquecoso. Desafio você a encontrar um restaurante em que ele se sinta à vontade para comer absolutamente qualquer prato no cardápio. Não é questão de paladar: quem sofre de enxaqueca leva no bolso, além de analgésicos frequentes, o medo de fazer qualquer coisa que possa acarretar uma crise. E a lista de “gatilhos” é longa. Queijos, vinho, chocolate, embutidos, fermentados, feijão. Glutamato monossódico, presente em temperos em pó.

Fora do campo da dieta, anticoncepcionais hormonais, excesso de calor ou frio, cheiros fortes, jejum prolongado. Noites de sono muito curtas ou longas demais. Tudo isso aumentaria a chance de uma visita da maldita hemicrânia. Uma vida de regularidade e restrições seria o preço a pagar por uma rotina sem dor.

Quer dizer, com menos dor. Volto a desafiar o leitor: pergunte ao seu companheiro de jantar se qualquer mudança de estilo de vida que ele tenha feito foi capaz de resolver a questão. A resposta será “não”. Os gatilhos, afinal, são tão diversos e tão onipresentes que não há como evitá-los. Vejamos, por exemplo, o estresse, um gatilho óbvio. Mas sabe o que também é um gatilho da enxaqueca? O fim do estresse. Não faltam relatos de quem sofre mais com crises nos primeiros dias de férias, por exemplo. Espera aí: então o paciente precisa evitar estresse demais, e também de menos? E precisa passar por tudo isso sem chocolate?

A questão, aqui, remete ao início do texto: a enxaqueca é uma síndrome neurológica de origem genética. “Se você decidir ser monja no Tibete e passar o dia meditando, vai continuar a ter enxaqueca. Se ganhar na Mega Sena também”, resume João José de Carvalho.

Hoje, muito do que os pacientes reconhecem como “gatilhos”, os especialistas afirmam ser sintomas. Tomemos o chocolate, por exemplo, um “vilão” entre os enxaquecosos. Ele já foi oficialmente refutado como causa da enxaqueca (já que, na prática, a causa é você).Mas ainda é possível que a ligação esteja ali, só que de uma forma contraintuitiva.

“No pródromo, 48 horas antes da dor de cabeça surgir, um dos sintomas mais claros é a avidez por doces – mesmo entre pacientes que evitam chocolate porque acreditam que ele ‘causa’ a enxaqueca. Nesse ponto, a crise já começou. O desejo descontrolado por chocolate provavelmente é mais uma característica dela”, diz Carvalho. Quem compartilha dessa visão é um dos maiores especialistas em enxaqueca do mundo, o professor Peter Goadsby, da Universidade College de Londres. Ele defende que reconhecer sintomas do pródromo é mais importante do que evitar supostos “gatilhos”. Esse comportamento, afinal, reduz as chances de o indivíduo ser pego de surpresa pelas crises que, sem dúvida, virão.

A lógica dos gatilhos é sedutora: traz explicações simples e uma sensação de controle. Mas ela não é inofensiva. A tentativa dos pacientes de autoadministrar os gatilhos atrasa a busca por um tratamento adequado, segundo um estudo publicado no periódico Cephalalgia e coescrito por Carvalho.

Se a enxaqueca fosse, de fato, “autoadministrável”, o problema não seria tão grande. A questão é que um paciente com enxaqueca já demora, em média, 11 anos, para procurar ajuda de um especialista. O intervalo costuma ser mais curto quando a enxaqueca apresenta aura. E é cerca de 4 anos mais longo se o paciente acredita que consegue controlar a dor de cabeça apenas “gerindo” seus gatilhos.

Nesse intervalo de 10, 11, e até 15 anos sem tratamento especializado, o diagnóstico pode piorar, e muito. No início da mesma pesquisa, apenas 7% dos voluntários tinham mais de duas crises por mês. Onze anos depois, 40% já sofriam com mais de 15 dias de crise por mês. “Quanto mais você deixar o cérebro aprender a fazer enxaqueca, melhor ele fará”, conclui o neurologista.

A estimativa é que um paciente vai atribuir sua dor a, no mínimo, quatro gatilhos diferentes. E só quando eles falham (ou seja, a pessoa corta o chocolate, o vinho, a pílula, o queijo, e continua tendo crises) é que ela procura alguém para tratar a causa. Nesse intervalo, o cérebro cursa seu Mestrado em Enxaqueca Crônica.

Todas as evidências científicas deixam claro, portanto, que nem a maior disciplina do mundo pode driblar a enxaqueca. Tampouco é possível simplesmente ignorar as crises. Felizmente, a ciência apresenta caminhos – alguns deles muito recentes – que atacam o problema na raiz, e libertam o paciente da exigência de uma vida excessivamente regrada. “Você vai saber que está melhor quando os ‘gatilhos’ não fizerem mais diferença. O paciente em tratamento pode agir como quiser.”

Gatilhos e mitos

53% dos enxaquecosos desconfiam do chocolate.

35% deles acham que é o álcool.

95,7% das crises de enxaqueca não têm relação com nenhum dos gatilhos mais famosos.

Chocolate: Um dos mais famosos vilões da doença é inocente.

Álcool: As dores de cabeça no dia seguinte podem não ter nada a ver.

Glutamato Monossódico: O tempero em pó de salgadinhos e caldos também se safou dessa.

Nitrato: Ninguém sabe se esse nutriente polêmico, presente tanto no bacon quanto em vegetais escuros, faz bem ou faz mal. Mas a enxaqueca ele não afeta.

Uma “nova ciência” para a enxaqueca

Ao chegar à consulta com o especialista, o paciente geralmente descobre que existem, sim, tratamentos preventivos, que impedem a maior parte das crises de aparecer. Mas descobre, também, que nenhum deles foi criado especificamente para enxaqueca. São remédios que servem, originalmente, para outras doenças, como epilepsia ou pressão alta. Em algum momento, pacientes cardíacos ou epilépticos que também tinham enxaqueca descobriram que suas crises estavam diminuindo. E o fenômeno acabou levando os tratamentos a serem validados para enxaqueca – sem que ninguém soubesse precisar 100% os mecanismos do seu funcionamento.

“Não leia a bula”, escutei do meu neurologista, quando me receitou topiramato, um anticonvulsivante usado para prevenção da enxaqueca. “Você não vai ter coragem de tomar.”

Para alguém que precisa lidar com crises incapacitantes de uma doença cercada por mitos e que leva dez anos para receber apoio médico adequado, esse pode ser um capítulo particularmente frustrante e amedrontador. Não é que a medicação não ajude. Mas os remédios demoram a fazer efeito e, de fato, apresentam danos colaterais que nem sempre o paciente está disposto a aceitar: ganho de peso, queda de cabelo, náuseas, sonolência, disfunção erétil. “O topiramato é um tratamento de primeira linha no mundo todo. Mas esses são tratamentos de longo prazo, que precisam do médico ao lado, acompanhando de perto, a cada 45 dias”, diz Carvalho. Não é surpresa, portanto, que oito em cada dez pacientes que começam um tratamento preventivo abandonam o processo no curso de um ano.

Não são só os pacientes que se incomodam com a ideia de que sua doença não tenha um tratamento criado especificamente para ela. Mas isso está mudando – em boa parte graças ao neurologista australiano Peter Goadsby e seu colega sueco Lars Edvinsson. A dupla estuda uma molécula curiosa chamada CGRP – ou peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. No cérebro, ela atua como neurotransmissor e também age no resto do corpo, comprimindo e expandindo vasos sanguíneos.

Bem, nos últimos 200 anos, a maioria dos médicos acreditava que a enxaqueca era, justamente, um problema circulatório – e que os vasos sanguíneos se expandiam durante uma crise, explicando por que os pacientes sentem pulsar a área das têmporas. Apenas nos anos 1990, com novos exames e ressonâncias que fazem imagens do cérebro durante uma crise, ficou provado que a enxaqueca mudava pouco em termos de veias e artérias.

Felizmente, Goadsby e Edvinsson já tinham outro suspeito. Em um estudo digno de Tarantino, a dupla extraiu sangue diretamente da jugular de pacientes durante uma crise. Testaram as amostras para todo tipo de molécula cerebral. A única que tinha alterações significativas era a tal CGRP.

Depois, inverteram-se os trabalhos: outro grupo de pesquisadores injetou uma bela dose de CGRP no corpo de voluntários. Metade deles tinha enxaqueca. A outra metade, não. Algumas horas depois, o grupo “saudável” tinha uma leve dor de cabeça. E os enxaquecosos estavam praticamente rolando no chão de dor.

Estava estabelecido o papel do CGRP na enxaqueca: o neurotransmissor, produzido principalmente pelo nervo trigêmeo, que se estende por toda a cabeça, sensibiliza o cérebro, levando às crises. Mas um pico de CGRP, sozinho, não causa enxaqueca. É preciso que o cérebro do paciente seja especialmente vulnerável à substância.

Pela primeira vez, os cientistas tinham um alvo claro contra o qual agir. E protótipos de medicamentos começaram a pipocar na indústria farmacêutica. Todos tinham relação com o CGRP, mas se dividem em duas categorias principais. Alguns se ligam diretamente às moléculas de CGRP para impedir que ele aja no cérebro. Os demais grudam nos receptores do neurotransmissor, como chicletes dentro de uma fechadura: a chave (que é o CGRP) não consegue entrar e completar o estrago.

Os estudos para criar novos medicamentos para enxaqueca começaram a dar certo quando surgiu uma ideia inusitada: utilizar anticorpos para “enxugar” o excesso de CGRP no corpo.

Costumamos descrever anticorpos como “soldados de defesa” do organismo – mas uma das principais atribuições deles é funcionar como um sistema de reconhecimento. É com essa habilidade que seu sistema imunológico sabe diferenciar uma célula “aliada” de uma bactéria perigosa. Pois bem: os cientistas decidiram adaptar essa mesma lógica em laboratório. Criaram anticorpos sintéticos, treinados especificamente para reconhecer moléculas de CGRP. Hiperfocados, eles nem interagem com o resto do organismo. Resultado? Poucos efeitos colaterais.

Os novos mecanismos para tratar enxaqueca somem com as crises de 15% dos pacientes – e esse número pode subir no futuro.

Além disso, anticorpos são moléculas grandes – ficam em circulação um tempão, porque o corpo demora para eliminá-las. Isso requer doses menos frequentes de remédio – e menos manutenção para o paciente costuma levar a resultados melhores.

Essas moléculas foram encaminhadas para a prova de fogo: testes clínicos, que avaliam se uma droga é segura e eficaz para ser vendida na farmácia. Quatro delas (saiba mais no box) foram bem o suficiente para “passar de ano”. Em pouco mais da metade das pessoas, o número de crises caiu 50%, no mínimo. Essas reduções, que representam a média entre os pacientes, são positivas, mas também similares aos tratamentos convencionais.

Há, no entanto, uma enorme vantagem – e ela, sim, dá brilho aos olhos dos pesquisadores. Cerca de 15% dos pacientes nos testes se enquadraram como “superrespondentes”. Em bom português, isso quer dizer que as crises deles desapareceram completamente desde a primeira dose dos remédios, e não voltaram pelos seis meses seguintes.

Ok. Mas e os outros 85%, que seguem com enxaqueca, ainda que menos frequente? Eles também têm a ganhar. Pela primeira vez na história da doença, os cientistas conhecem cada detalhe de como e por que o tratamento funciona. O objetivo, portanto, é usar esses primeiros mecanismos como base para futuros remédios, efetivamente capazes de curar uma gama maior (e, por que não, 100%) dos pacientes.

A nova medicação: os 4 anticorpos já aprovados nos EUA

Erenumabe, galcanezumabe, eptinezumabe, e fremanezumabe: esses são os nomes dos anticorpos para enxaqueca já liberados nos EUA e na Europa. Não espere encontrar comprimidos deles, no entanto: são todos injetáveis. O mais próximo da aprovação no Brasil é o erenumabe, que já está em análise pela Anvisa. Ele funciona exatamente como uma injeção de insulina. É administrado pelo próprio paciente, uma vez ao mês. Mas não deve sair barato. Nos EUA, o paciente paga o equivalente a R$ 19 mil por um ano de remédio, já com os descontos habituais para esse tipo de tratamento. As empresas por trás do remédio (Amgen e Novartis), no entanto, afirmam que o preço final no Brasil não está definido. Vai depender da negociação com planos de saúde e agências do governo.

Este é, portanto, um momento inédito para os enxaquecosos: temos remédios eficazes, pensados especificamente para esse tipo de problema, que só precisam ser administrados uma ou duas vezes no mês, dão resultado rápido e produzem efeitos colaterais desprezíveis. As quatro substâncias já foram aprovadas pelo FDA, a agência reguladora de saúde nos EUA. Ao menos uma delas – o erenumabe – deve ser avaliada pela Anvisa ainda em 2018 – e pode chegar às drogarias no primeiro semestre de 2019.

A nova era na ciência da enxaqueca pode não botar fim imediato à doença, mas traz consigo um poder que só quem sofre com ela é capaz de entender. Menos crises representam, sim, menos dor – mas também menos tempo perdido no pronto-socorro. Mais semanas produtivas no trabalho e, nas férias, menos dias desperdiçados no escuro. Mais domingos brilhantes de sol e menos compromissos cancelados de última hora. E, é claro, o mais importante: mais vinho. E mais chocolate.

Super Interessante

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Alerta falso sobre liquidação do Nubank ocorreu após funcionário acionar sistema de comunicação por engano

Foto: Alejandro Cegarra / Bloomberg

A falha operacional que levou o Nubank a enviar mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial ocorreu após um funcionário acionar por engano um sistema de comunicação usado em procedimentos de liquidação de instituições financeiras, informou o banco em nota neste sábado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO.

Na sexta-feira, clientes receberam mensagens afirmando que o banco estaria passando por uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC). O texto também informava que investimentos na instituição estariam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Nubank esclareceu que o episódio “foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.

“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão”, disse a instituição, em nota.

Segundo a instituição, as comunicações indevidas alcançaram um grupo restrito de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento” dos serviços.

Erro ‘bizarro’, diz fundadora do Nubank

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

Cristina Junqueira não detalhou o significado da sigla “PR” mencionada na postagem. Na área de desenvolvimento de software, o termo costuma se referir a pull request, no qual alterações em códigos são submetidas para revisão antes de serem implementadas.

O Globo

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Fim da escala 6×1 pode elevar inflação e reduzir poder de compra, alerta FIEMG

Foto: Shutterstock

Representantes do setor produtivo do Brasil temem que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 pode prejudicar financeiramente as empresas.

Em entrevista à CNN Brasil, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), projeta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução proporcional do salário aumentará o custo ao empregador, que terminará em repasses ao consumidor.

“O aumento do custo da hora trabalhada fatalmente será repassado ao preço dos produtos. Ao final, quem vai pagar essa conta seremos nós, toda a sociedade”, afirmou.

Ribas completou dizendo que proposta, se aprovada, pode elevar a inflação e ainda reduzir o poder de compra dos salários.

Ela também teme que empresários não consigam absorver o crescimento das despesas e desliguem funcionários contratados via CLT. “Fatalmente haverá aumento na informalidade”, destacou Ribas.

A gerente trabalhista da Fiemg explica que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade de diversos setores e que a maioria dos instrumentos coletivos hoje tratam do tema. Ela discorda, porém, da forma como o debate tem sido pautado através de uma emenda à Constituição.

“A questão de se impor por lei um modelo único para todo o setor produtivo está errado. A negociação coletiva é a ferramenta ideal para se conseguir esse equilíbrio”, pontuou.

Ribas conclui que cada setor deve ter a liberdade para discutir e atender suas próprias demandas específicas.

CNN Brasil

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EUA dizem que morte de chefe do Tren de Aragua, maior facção venezuelana, ‘envia mensagem clara à América Latina’

Foto: CONTA DO MINISTÉRIO DO PODER POPULAR PARA RELAÇÕES INTERNAS DA VENEZUELA

Um funcionário do Pentágono afirmou neste sábado (13) que a morte de Niño Guerrero, líder da organização criminosa de origem venezuelana Tren de Aragua, “envia uma mensagem clara à América Latina” sobre o compromisso do governo do presidente Donald Trump de combater o narcotráfico.

Guerrero foi morto em uma operação militar americana em coordenação com as autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na noite desta sexta-feira (12). O líder criminoso foi neutralizado durante confrontos com integrantes de grupos armados.

“A morte de Niño Guerrero envia uma mensagem clara à América Latina: não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério. O Departamento de Guerra e a Coalizão Anticartel das Américas (A3C) continuarão cumprindo a promessa do presidente Trump”, afirmou neste sábado no X, Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Trump confirmou na sexta-feira, nas redes sociais, que o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque “rápido e letal” contra o chefe do Tren de Aragua. O presidente americano ainda postou um vídeo de 10 segundos que mostra a visão aérea de um edifício durante uma explosão.

O que é Tren de Aragua?

Fundado na Venezuela, o Tren de Aragua foi designado como organização terrorista pelos Estados Unidos. O grupo atua também na Colômbia, no Peru, no Chile e no Brasil — investigações apontam que a organização se estabeleceu especialmente em Roraima, na região de fronteira com a Venezuela.

Nos Estados Unidos, Trump e integrantes de seu governo frequentemente associam o Tren de Aragua ao aumento da violência e do tráfico de drogas. No último ano, o presidente intensificou ações contra o grupo, incluindo operações contra embarcações suspeitas de participar de rotas de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

Com informações de g1

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TIME DEFINIDO: Ancelotti escala Igor Thiago, Douglas Santos e Ibañez; veja titulares do Brasi contra Marrocos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti surpreendeu com a escalação da seleção brasileira para a partida de estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, neste sábado (13), às 19h (de Brasília).

Na lateral, Danilo era o nome cogitado durante toda a semana, e o escolhido foi Ibañez, uma decisão que passa principalmente pelo aspecto físico.

Douglas Santos, que fez bons jogos no ciclo e foi titular contra o Egito, e Lucas Paquetá, ganham chances, assim como Igor Thiago. O centroavante do Brentford, que também pode fazer a diferença na bola parada, será a referência do ataque.

Confira a escalação completa:

Brasil: Alisson, Íbañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago. Técnico: Carlo Ancelotti.

Para a estreia, Carlo Ancelotti definiu Marquinhos como capitão da equipe. O zagueiro do Paris Saint-Germain será o responsável por liderar a Seleção em campo no primeiro jogo do treinador italiano em uma Copa do Mundo.

CNN Brasil 

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STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda, e Mendonça deve decidir na próxima semana

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre a possível transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Investigado por supostas fraudes financeiras bilionárias, o dono do Banco Master está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal. O pedido de transferência foi feito pela própria PF após rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de delação apresentada por Vorcaro.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Mendonça deve decidir sobre o caso apenas na próxima semana, após receber a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vorcaro segue negociando um acordo de colaboração premiada, mas investigadores avaliam que as informações apresentadas até agora não trouxeram elementos relevantes além dos já obtidos pela investigação. A avaliação também é de que o empresário tentou justificar sua conduta, sem assumir plenamente a responsabilidade pelos crimes investigados.

Nos bastidores, o ministro tem demonstrado ceticismo quanto à viabilidade de uma eventual delação e considera indispensável o ressarcimento integral dos prejuízos causados.

Mendonça também destaca que a operação continua avançando com novas fases, o que reforçaria a avaliação de que as investigações não dependem da colaboração do ex-banqueiro.

Atualmente, Vorcaro está em cela especial na PF. A possibilidade de prisão domiciliar, cogitada no início das negociações, é considerada remota no momento.

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Advogado de Currais Novos transforma paixão pelo futebol em canal sobre Copa do Mundo e conquista espaço no YouTube

Em uma época em que o futebol ultrapassa as quatro linhas e se mistura com entretenimento, cultura e internet, um advogado do interior do Rio Grande do Norte decidiu ocupar um espaço pouco explorado: comentar exclusivamente a maior competição esportiva do planeta. Assim nasceu o canal Copa do Mundo com Fahad⁠, projeto comandado pelo advogado Fahad Mohammed, que transforma sua paixão pelo Mundial em análises, histórias e debates para torcedores de diferentes gerações.

Longe dos grandes centros e dos estúdios tradicionais, o advogado curraisnovense decidiu unir duas paixões: o Direito, que lhe deu o hábito da pesquisa e da argumentação, e o futebol, especialmente a Copa do Mundo, evento que acompanha com atenção desde a infância.

No canal, a proposta vai além de comentar jogos. Fahad mergulha em curiosidades históricas, relembra seleções marcantes, discute convocações polêmicas, resgata personagens esquecidos e analisa os grandes momentos que moldaram o torneio ao longo de quase um século.

E há algo que diferencia o projeto de Fahad.

Em vez de perseguir a velocidade das notícias ou a polêmica fácil, o advogado aposta na memória e no contexto. Seu conteúdo é construído como uma conversa entre apaixonados por futebol, na qual uma discussão sobre a convocação de uma seleção pode levar a histórias esquecidas, estatísticas surpreendentes e reflexões sobre o impacto cultural do Mundial.

É uma forma de jornalismo esportivo que resgata a tradição dos grandes cronistas: menos imediatismo, mais narrativa.

Para Currais Novos, cidade do Seridó potiguar conhecida por sua rica história e por revelar profissionais em diversas áreas, o canal representa mais um exemplo de como a internet permite que projetos interessantes possam surgir.

E, para Fahad, a Copa do Mundo parece ser muito mais do que um torneio disputado a cada quatro anos. É uma história permanente — uma história que ele decidiu contar, um vídeo de cada vez.

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Geral

EUA aprova venda de mísseis antiaéreos Stinger para o Brasil por R$ 1,6 billhão

Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos autorizou a possível venda de até 100 mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger ao Brasil, em um negócio estimado em US$ 330 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão. A informação foi divulgada na quinta-feira (11) pelo Departamento de Estado norte-americano.

Além dos mísseis, o pacote poderá incluir suporte técnico, assistência de engenharia, integração de sistemas e serviços logísticos relacionados ao armamento.

Apesar da autorização, a compra ainda não foi concluída. O acordo depende de negociações entre os dois governos e da conclusão dos trâmites necessários.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a possível venda contribuirá para o fortalecimento da capacidade de defesa brasileira e para o combate a atividades ilícitas na região.

Segundo o governo americano, a medida permitirá ao Brasil ampliar sua capacidade de proteger o espaço aéreo e assumir maior responsabilidade em ações de segurança e combate ao narcotráfico dentro de seu território e em sua área de influência regional.

A autorização foi realizada por meio do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para a venda de equipamentos militares a governos estrangeiros.

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Geral

[VÍDEO] CENAS FORTES: Mulher morre após ser jogada de altura de 40 metros sem cordas em ‘rope jump’ no interior de SP

Uma mulher de 21 anos morreu após ser jogada de 40 metros de altura sem cordas ao pular de rope jump, na manhã deste sábado (13), em Limeira (SP). De acordo com a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto.

Em vídeos divulgados nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes exclamando: “a corda”, “gente, a corda”. As imagens são fortes.

A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.

Ao todo, seis pessoas foram presas. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local.

O noivo da vítima esteve no local, segundo a PM, mas passou mal e precisou de socorro médico. Ele foi encaminhado ao pronto-socorro. O caso foi levado ao 2º Distrito Policial de Limeira.

g1

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  1. Tragédia, incompetência, negligência. Tem que enquadrar todos como crime doloso, quando a intenção de matar.

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Geral

Paulo Gonet anuncia vigilância da PGR contra deepfakes e facções criminosas na campanha eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuarão de forma rápida contra o uso de deepfakes e outras formas de desinformação nas eleições de 2026.

Em entrevista ao podcast EsferaCast, Gonet destacou a preocupação com conteúdos manipulados por inteligência artificial, como vídeos e áudios falsos, e reconheceu a dificuldade de distinguir materiais fraudulentos de produções legítimas. “O TSE está atento a isso e a Procuradoria Geral também”, afirmou.

O procurador também alertou para o risco de facções criminosas e milícias interferirem no processo eleitoral, impedindo candidatos de realizar campanhas em áreas sob seu domínio. Segundo ele, o Estado não pode permitir a existência de territórios controlados por organizações criminosas.

Ao comentar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, Gonet disse que a medida pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior, mas também servir como estímulo para fortalecer o combate ao crime organizado.

Sobre possíveis pressões políticas em ano eleitoral, o procurador afirmou que a independência da PGR é preservada pela atuação baseada na legislação e não no ritmo das disputas políticas ou da repercussão na mídia.

Gonet ainda criticou o aumento da judicialização de conflitos no país e avaliou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido frequentemente acionado para resolver disputas que poderiam ser debatidas no âmbito político e legislativo.

Com informações de R7

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Geral

VÍDEO: Tubarão capturado acidentalmente em rede de pesca e é devolvido ao mar por pescadores em Galinhos

Um tubarão foi capturado acidentalmente nesta sexta-feira (12) durante uma pesca de arrasto em Galinhos, no litoral Norte do Rio Grande do Norte. Os pescadores devolveram o animal ao mar logo em seguida.

Segundo a Secretaria Municipal de Pesca, a captura ocorreu a cerca de oito quilômetros da costa do município. Um vídeo da ocorrência foi gravado pelos próprios pescadores.

Na pesca de arrasto os pescadores lançam a rede ao mar em forma de meia-lua, cercando os peixes e puxando todos para areia.

A espécie do tubarão não foi identificada, mas os pescadores relataram que ele media aproximadamente 1,5 metro de comprimento.

Quando perceberam a presença do animal, já na costa, os trabalhadores levaram o animal de volta para o mar. Para isso, foi necessário o trabalho de quatro pescadores.

De acordo com o secretário municipal de Pesca, Jadson Freire Maciel, a presença de tubarões na região é considerada incomum e que esse foi um caso isolado.

Para o titular da pasta, a aparição do animal pode estar relacionada à grande quantidade de cardumes de sardinha registrada no litoral neste ano, o que teria atraído o predador para a área.

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