Saúde

O fim da enxaqueca: ela afeta uma em cada cinco mulheres, e um em cada 20 homens; e pode estar com os dias contados

A enxaqueca é uma doença cerebral, recorrente e hereditária. Ela confere ao enxaquecoso um cérebro diferente, tanto durante as crises quanto fora delas.

Nas linhas abaixo, você vai entender como a enxaqueca acontece, por que ela acontece e quais são as ferramentas mais recentes para tratar esse mal. Primeiro, porém, é preciso que fique claro: quem sofre de enxaqueca tem um problema neurológico. Nasce com ele e, sem tratamento, vai morrer com ele. A enxaqueca não é consequência de nenhuma dieta nem de estilo de vida.

Os primeiros relatos de enxaqueca são tão antigos quanto a invenção da escrita. Mais tarde, os gregos a batizaram de “hemicrânia” – que quer dizer “metade do crânio” –, já que os pulsos de dor costumam tomar, majoritariamente, um dos lados da cabeça, perto das têmporas. A palavra árabe ax-xaqíqâ tem o mesmo significado – e foi ela que deu origem a jaqueca, em espanhol, e ao nosso “enxaqueca”.

Não é só no local da dor, porém, que a enxaqueca difere de outras cefaleias. Ela tem outros sintomas menos famosos. Eles vêm em surtos, ou “crises”, que podem durar de 4 a 72 horas. Costumam incluir náuseas e vômitos, além de sensibilidade extrema a qualquer tipo de estímulo: visual, olfativo ou sonoro. Cada pessoa tem seu próprio jeito de descrever o momento da crise. O grande ponto em comum é que situações corriqueiras se tornam excessivas em todos os aspectos: a iluminação de casa se torna ofuscante. O perfume da vizinha no elevador, insuportável. O barulho do telefone, ensurdecedor. Meu tormento particular durante um ataque de enxaqueca é caminhar. Cada passo reverbera pelo corpo como se alguém golpeasse um gongo – e o gongo, no caso, é minha própria cabeça.

Divido esse suplício com mais de 30 milhões de brasileiros, e principalmente brasileiras. Uma em cada cinco mulheres sofre desse mal; contra um em cada 20 homens. No mundo todo, há pelo menos 1 bilhão de doentes. Um quinto desses possui “enxaqueca com aura” – uma alteração direta na região do cérebro responsável pela visão. A primeira crise com aura costuma ser assustadora: riscos brilhantes e coloridos surgem no campo de visão, deixando grandes manchas escuras logo depois. Tem gente que perde a visão periférica. E então, tão de repente quanto surgiu, a aura desaparece. No lugar dela, fica uma explosão de dor na cabeça. É o ápice da ax-xaqíqâ. E é também a parte mais conhecida da crise. Mas a verdade é que, nesse ponto, o surto de enxaqueca já começou há horas – às vezes, há dias.

O antes e o depois

Há alguns anos, os neurocientistas alemães Laura Schulte e Arne May se aventuraram em um experimento curioso: convenceram uma paciente com enxaqueca a aparecer no laboratório por um mês, para fazer ressonâncias diárias. Ao longo desse tempo, ela teve três crises diferentes, todas registradas pelo scanner hospitalar.

O mais interessante, no entanto, são as mudanças que as imagens registraram entre as crises. De 34 a 48 horas antes das dores de cabeça, o exame já mostrava alterações importantes na atividade cerebral – especialmente no hipotálamo, uma das áreas essenciais para o controle do metabolismo.

O hipotálamo ajuda a determinar boa parte do seu dia – dos momentos em que você sente sede, fome e sono até sua vontade de ir ao banheiro. Pois dois dias antes da dor de cabeça estourar, o hipotálamo de alguém com enxaqueca começa a agir de forma esquisita. Os especialistas acreditam que é nesse momento que a crise começa – e chamam esse capítulo inaugural de “pródromo”.

Ele tem sintomas específicos – que muita gente sente, mas nunca relacionou à enxaqueca. Até os mais comuns são curiosos: as pessoas tendem a urinar com mais frequência; bocejam em excesso; sentem sono durante o dia, e o apetite muda bruscamente – com desejo acentuado por doces. Cansaço e confusão mental também começam no pródromo, antes da aura e dor de cabeça darem as caras.

Excesso de xixi, bocejo, sono durante o dia: muitas alterações esquisitas no dia a dia são, na verdade, sintomas da 1a fase da enxaqueca.

Quando os pulsos latejantes finalmente começam, o hipotálamo continua agindo de forma suspeita, comunicando-se com diversas regiões do tronco encefálico, outra área importantíssima para o nosso sistema nervoso – e levando ao aumento da sensibilidade, da náusea e da fotofobia.

Finalmente, a dor cede, mas o comportamento estranho do hipotálamo não termina. É o início da terceira e última fase da crise: o pósdromo. Dessa vez, a aversão à comida e a sensação de ter sido atropelado por um caminhão se misturam ao alívio. O pior já passou. Pelo menos, até a próxima crise.

1) Hipotálamo: provável culpado pela maioria dos sintomas do pródromo
2) Tronco encefálico: Diversas regiões ficam anormalmente ativas nessa área durante a crise.
3) Nervo trigêmio: Fica sensibilizado e, como se espalha por toda a cabeça, pode ajudar a explicar a miríade de sintomas da crise.
4) Sistema trigeminovascular: É o coração da enxaqueca. Alterações nele causam a sensação de latejamento.
5) Dura: é a parte mais externa da meninge, camada que envolve o cérebro. É a partir das terminações nervosas nessa região que a dor se espalha.

Cérebro especial

Há quem descreva a enxaqueca como “o sofrimento inútil”. É uma analogia apropriada. Afinal, toda dor, a princípio, existe por um motivo. Os circuitos cerebrais que comunicam a dor funcionam como um alarme de incêndio, que apita para sinalizar que há algo errado. Alguns tipos de dor de cabeça servem para isso: aquela pressão na testa durante uma sinusite aponta para a verdadeira causa, que é uma infecção respiratória.

A enxaqueca, porém, não decorre de nenhum outro problema de saúde. Não há risco que justifique o alerta – trata-se de um alarme falso. Um sofrimento inútil. “Tudo leva a crer que, na enxaqueca, o sistema de alarme do corpo entra em pane”, diz o neurologista João José de Carvalho, que estuda o problema há duas décadas.

Temos então um alarme de incêndio com defeito, e circuitos cerebrais de comunicação da dor desregulados. “Nesse sentido, o cérebro de alguém que sofre enxaqueca é diferente dos outros”, diz o neurologista.

Pessoas comuns filtram de forma eficiente os estímulos que o cérebro recebe a todo momento – seja por meio dos olhos, dos ouvidos, do nariz ou da pele. O cérebro com enxaqueca não é dos melhores nessa função. Os neurônios ali são mais excitáveis do que o normal – qualquer estímulo pode gerar respostas exageradas. Isso explica, por exemplo, por que uma luz perfeitamente normal parece tão intensa durante uma crise de enxaqueca.

Mas como, então, consertar o alarme de incêndio hiperativo? Há décadas procuramos a resposta – mas nos lugares errados.

Não aperte o gatilho

Saia para jantar com um enxaquecoso. Desafio você a encontrar um restaurante em que ele se sinta à vontade para comer absolutamente qualquer prato no cardápio. Não é questão de paladar: quem sofre de enxaqueca leva no bolso, além de analgésicos frequentes, o medo de fazer qualquer coisa que possa acarretar uma crise. E a lista de “gatilhos” é longa. Queijos, vinho, chocolate, embutidos, fermentados, feijão. Glutamato monossódico, presente em temperos em pó.

Fora do campo da dieta, anticoncepcionais hormonais, excesso de calor ou frio, cheiros fortes, jejum prolongado. Noites de sono muito curtas ou longas demais. Tudo isso aumentaria a chance de uma visita da maldita hemicrânia. Uma vida de regularidade e restrições seria o preço a pagar por uma rotina sem dor.

Quer dizer, com menos dor. Volto a desafiar o leitor: pergunte ao seu companheiro de jantar se qualquer mudança de estilo de vida que ele tenha feito foi capaz de resolver a questão. A resposta será “não”. Os gatilhos, afinal, são tão diversos e tão onipresentes que não há como evitá-los. Vejamos, por exemplo, o estresse, um gatilho óbvio. Mas sabe o que também é um gatilho da enxaqueca? O fim do estresse. Não faltam relatos de quem sofre mais com crises nos primeiros dias de férias, por exemplo. Espera aí: então o paciente precisa evitar estresse demais, e também de menos? E precisa passar por tudo isso sem chocolate?

A questão, aqui, remete ao início do texto: a enxaqueca é uma síndrome neurológica de origem genética. “Se você decidir ser monja no Tibete e passar o dia meditando, vai continuar a ter enxaqueca. Se ganhar na Mega Sena também”, resume João José de Carvalho.

Hoje, muito do que os pacientes reconhecem como “gatilhos”, os especialistas afirmam ser sintomas. Tomemos o chocolate, por exemplo, um “vilão” entre os enxaquecosos. Ele já foi oficialmente refutado como causa da enxaqueca (já que, na prática, a causa é você).Mas ainda é possível que a ligação esteja ali, só que de uma forma contraintuitiva.

“No pródromo, 48 horas antes da dor de cabeça surgir, um dos sintomas mais claros é a avidez por doces – mesmo entre pacientes que evitam chocolate porque acreditam que ele ‘causa’ a enxaqueca. Nesse ponto, a crise já começou. O desejo descontrolado por chocolate provavelmente é mais uma característica dela”, diz Carvalho. Quem compartilha dessa visão é um dos maiores especialistas em enxaqueca do mundo, o professor Peter Goadsby, da Universidade College de Londres. Ele defende que reconhecer sintomas do pródromo é mais importante do que evitar supostos “gatilhos”. Esse comportamento, afinal, reduz as chances de o indivíduo ser pego de surpresa pelas crises que, sem dúvida, virão.

A lógica dos gatilhos é sedutora: traz explicações simples e uma sensação de controle. Mas ela não é inofensiva. A tentativa dos pacientes de autoadministrar os gatilhos atrasa a busca por um tratamento adequado, segundo um estudo publicado no periódico Cephalalgia e coescrito por Carvalho.

Se a enxaqueca fosse, de fato, “autoadministrável”, o problema não seria tão grande. A questão é que um paciente com enxaqueca já demora, em média, 11 anos, para procurar ajuda de um especialista. O intervalo costuma ser mais curto quando a enxaqueca apresenta aura. E é cerca de 4 anos mais longo se o paciente acredita que consegue controlar a dor de cabeça apenas “gerindo” seus gatilhos.

Nesse intervalo de 10, 11, e até 15 anos sem tratamento especializado, o diagnóstico pode piorar, e muito. No início da mesma pesquisa, apenas 7% dos voluntários tinham mais de duas crises por mês. Onze anos depois, 40% já sofriam com mais de 15 dias de crise por mês. “Quanto mais você deixar o cérebro aprender a fazer enxaqueca, melhor ele fará”, conclui o neurologista.

A estimativa é que um paciente vai atribuir sua dor a, no mínimo, quatro gatilhos diferentes. E só quando eles falham (ou seja, a pessoa corta o chocolate, o vinho, a pílula, o queijo, e continua tendo crises) é que ela procura alguém para tratar a causa. Nesse intervalo, o cérebro cursa seu Mestrado em Enxaqueca Crônica.

Todas as evidências científicas deixam claro, portanto, que nem a maior disciplina do mundo pode driblar a enxaqueca. Tampouco é possível simplesmente ignorar as crises. Felizmente, a ciência apresenta caminhos – alguns deles muito recentes – que atacam o problema na raiz, e libertam o paciente da exigência de uma vida excessivamente regrada. “Você vai saber que está melhor quando os ‘gatilhos’ não fizerem mais diferença. O paciente em tratamento pode agir como quiser.”

Gatilhos e mitos

53% dos enxaquecosos desconfiam do chocolate.

35% deles acham que é o álcool.

95,7% das crises de enxaqueca não têm relação com nenhum dos gatilhos mais famosos.

Chocolate: Um dos mais famosos vilões da doença é inocente.

Álcool: As dores de cabeça no dia seguinte podem não ter nada a ver.

Glutamato Monossódico: O tempero em pó de salgadinhos e caldos também se safou dessa.

Nitrato: Ninguém sabe se esse nutriente polêmico, presente tanto no bacon quanto em vegetais escuros, faz bem ou faz mal. Mas a enxaqueca ele não afeta.

Uma “nova ciência” para a enxaqueca

Ao chegar à consulta com o especialista, o paciente geralmente descobre que existem, sim, tratamentos preventivos, que impedem a maior parte das crises de aparecer. Mas descobre, também, que nenhum deles foi criado especificamente para enxaqueca. São remédios que servem, originalmente, para outras doenças, como epilepsia ou pressão alta. Em algum momento, pacientes cardíacos ou epilépticos que também tinham enxaqueca descobriram que suas crises estavam diminuindo. E o fenômeno acabou levando os tratamentos a serem validados para enxaqueca – sem que ninguém soubesse precisar 100% os mecanismos do seu funcionamento.

“Não leia a bula”, escutei do meu neurologista, quando me receitou topiramato, um anticonvulsivante usado para prevenção da enxaqueca. “Você não vai ter coragem de tomar.”

Para alguém que precisa lidar com crises incapacitantes de uma doença cercada por mitos e que leva dez anos para receber apoio médico adequado, esse pode ser um capítulo particularmente frustrante e amedrontador. Não é que a medicação não ajude. Mas os remédios demoram a fazer efeito e, de fato, apresentam danos colaterais que nem sempre o paciente está disposto a aceitar: ganho de peso, queda de cabelo, náuseas, sonolência, disfunção erétil. “O topiramato é um tratamento de primeira linha no mundo todo. Mas esses são tratamentos de longo prazo, que precisam do médico ao lado, acompanhando de perto, a cada 45 dias”, diz Carvalho. Não é surpresa, portanto, que oito em cada dez pacientes que começam um tratamento preventivo abandonam o processo no curso de um ano.

Não são só os pacientes que se incomodam com a ideia de que sua doença não tenha um tratamento criado especificamente para ela. Mas isso está mudando – em boa parte graças ao neurologista australiano Peter Goadsby e seu colega sueco Lars Edvinsson. A dupla estuda uma molécula curiosa chamada CGRP – ou peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. No cérebro, ela atua como neurotransmissor e também age no resto do corpo, comprimindo e expandindo vasos sanguíneos.

Bem, nos últimos 200 anos, a maioria dos médicos acreditava que a enxaqueca era, justamente, um problema circulatório – e que os vasos sanguíneos se expandiam durante uma crise, explicando por que os pacientes sentem pulsar a área das têmporas. Apenas nos anos 1990, com novos exames e ressonâncias que fazem imagens do cérebro durante uma crise, ficou provado que a enxaqueca mudava pouco em termos de veias e artérias.

Felizmente, Goadsby e Edvinsson já tinham outro suspeito. Em um estudo digno de Tarantino, a dupla extraiu sangue diretamente da jugular de pacientes durante uma crise. Testaram as amostras para todo tipo de molécula cerebral. A única que tinha alterações significativas era a tal CGRP.

Depois, inverteram-se os trabalhos: outro grupo de pesquisadores injetou uma bela dose de CGRP no corpo de voluntários. Metade deles tinha enxaqueca. A outra metade, não. Algumas horas depois, o grupo “saudável” tinha uma leve dor de cabeça. E os enxaquecosos estavam praticamente rolando no chão de dor.

Estava estabelecido o papel do CGRP na enxaqueca: o neurotransmissor, produzido principalmente pelo nervo trigêmeo, que se estende por toda a cabeça, sensibiliza o cérebro, levando às crises. Mas um pico de CGRP, sozinho, não causa enxaqueca. É preciso que o cérebro do paciente seja especialmente vulnerável à substância.

Pela primeira vez, os cientistas tinham um alvo claro contra o qual agir. E protótipos de medicamentos começaram a pipocar na indústria farmacêutica. Todos tinham relação com o CGRP, mas se dividem em duas categorias principais. Alguns se ligam diretamente às moléculas de CGRP para impedir que ele aja no cérebro. Os demais grudam nos receptores do neurotransmissor, como chicletes dentro de uma fechadura: a chave (que é o CGRP) não consegue entrar e completar o estrago.

Os estudos para criar novos medicamentos para enxaqueca começaram a dar certo quando surgiu uma ideia inusitada: utilizar anticorpos para “enxugar” o excesso de CGRP no corpo.

Costumamos descrever anticorpos como “soldados de defesa” do organismo – mas uma das principais atribuições deles é funcionar como um sistema de reconhecimento. É com essa habilidade que seu sistema imunológico sabe diferenciar uma célula “aliada” de uma bactéria perigosa. Pois bem: os cientistas decidiram adaptar essa mesma lógica em laboratório. Criaram anticorpos sintéticos, treinados especificamente para reconhecer moléculas de CGRP. Hiperfocados, eles nem interagem com o resto do organismo. Resultado? Poucos efeitos colaterais.

Os novos mecanismos para tratar enxaqueca somem com as crises de 15% dos pacientes – e esse número pode subir no futuro.

Além disso, anticorpos são moléculas grandes – ficam em circulação um tempão, porque o corpo demora para eliminá-las. Isso requer doses menos frequentes de remédio – e menos manutenção para o paciente costuma levar a resultados melhores.

Essas moléculas foram encaminhadas para a prova de fogo: testes clínicos, que avaliam se uma droga é segura e eficaz para ser vendida na farmácia. Quatro delas (saiba mais no box) foram bem o suficiente para “passar de ano”. Em pouco mais da metade das pessoas, o número de crises caiu 50%, no mínimo. Essas reduções, que representam a média entre os pacientes, são positivas, mas também similares aos tratamentos convencionais.

Há, no entanto, uma enorme vantagem – e ela, sim, dá brilho aos olhos dos pesquisadores. Cerca de 15% dos pacientes nos testes se enquadraram como “superrespondentes”. Em bom português, isso quer dizer que as crises deles desapareceram completamente desde a primeira dose dos remédios, e não voltaram pelos seis meses seguintes.

Ok. Mas e os outros 85%, que seguem com enxaqueca, ainda que menos frequente? Eles também têm a ganhar. Pela primeira vez na história da doença, os cientistas conhecem cada detalhe de como e por que o tratamento funciona. O objetivo, portanto, é usar esses primeiros mecanismos como base para futuros remédios, efetivamente capazes de curar uma gama maior (e, por que não, 100%) dos pacientes.

A nova medicação: os 4 anticorpos já aprovados nos EUA

Erenumabe, galcanezumabe, eptinezumabe, e fremanezumabe: esses são os nomes dos anticorpos para enxaqueca já liberados nos EUA e na Europa. Não espere encontrar comprimidos deles, no entanto: são todos injetáveis. O mais próximo da aprovação no Brasil é o erenumabe, que já está em análise pela Anvisa. Ele funciona exatamente como uma injeção de insulina. É administrado pelo próprio paciente, uma vez ao mês. Mas não deve sair barato. Nos EUA, o paciente paga o equivalente a R$ 19 mil por um ano de remédio, já com os descontos habituais para esse tipo de tratamento. As empresas por trás do remédio (Amgen e Novartis), no entanto, afirmam que o preço final no Brasil não está definido. Vai depender da negociação com planos de saúde e agências do governo.

Este é, portanto, um momento inédito para os enxaquecosos: temos remédios eficazes, pensados especificamente para esse tipo de problema, que só precisam ser administrados uma ou duas vezes no mês, dão resultado rápido e produzem efeitos colaterais desprezíveis. As quatro substâncias já foram aprovadas pelo FDA, a agência reguladora de saúde nos EUA. Ao menos uma delas – o erenumabe – deve ser avaliada pela Anvisa ainda em 2018 – e pode chegar às drogarias no primeiro semestre de 2019.

A nova era na ciência da enxaqueca pode não botar fim imediato à doença, mas traz consigo um poder que só quem sofre com ela é capaz de entender. Menos crises representam, sim, menos dor – mas também menos tempo perdido no pronto-socorro. Mais semanas produtivas no trabalho e, nas férias, menos dias desperdiçados no escuro. Mais domingos brilhantes de sol e menos compromissos cancelados de última hora. E, é claro, o mais importante: mais vinho. E mais chocolate.

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[VÍDEO] Milei espera que Brasil rompa “curso socialista decadente” de Lula e retome as “ideias da liberdade”

Durante entrevista após participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quarta-feira (23) esperar que o Brasil rompa o que classificou como um “curso socialista decadente” e retome as “ideias da liberdade”.

“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, declarou.

Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Milei participou em julho do lançamento da candidatura do senador à Presidência. Na ocasião, afirmou esperar que o Brasil também se tornasse “liberal” e declarou apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, falou o presidente do país vizinho.

Milei também voltou a criticar a esquerda, associando o socialismo ao autoritarismo e defendendo ideias liberais. O argentino ainda afirmou que a direita deve enfrentar os problemas deixados por governos anteriores e pediu que os eleitores se preparem para uma eleição “suja”.

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Flávio responsabiliza Lula por endividamento da população com bets: “Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”

Foto: Reprodução

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Lula (PT) pelo endividamento de brasileiros com apostas online e cassinos virtuais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (23), durante uma transmissão ao vivo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e candidatos ao Senado.

Ao criticar a política do governo para o setor, Flávio afirmou que “o problema é o cassino online, que esse governo liberou. No governo Bolsonaro, fomos contra. Votei contra a liberação dos jogos no Congresso. A bancada do PT inteira votou a favor. Regulamentou. Lula fica fingindo de besta. O Lula fez dois males: o Lulinha e o Tigrinho. Dois filhos dele. E é o Tigrinho que está deixando todo mundo endividado. Lula não combate e não fiscaliza. Deixou correr frouxo. A dívida sua com o Tigrinho é culpa do Lula”, declarou.

As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer, mas a regulamentação só foi concluída em 2023, já no governo Lula. A Lei nº 14.790 incluiu os jogos online no mercado regulado e atribuiu ao Ministério da Fazenda a fiscalização do setor.

Em setembro de 2026, o governo federal avalia uma medida provisória para proibir os cassinos online, diante dos impactos sobre a arrecadação e do risco de questionamentos judiciais por empresas autorizadas a operar no país.

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Álvaro Dias defende novo ciclo para o turismo do RN com regionalização e combate à sazonalidade

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), defendeu nesta quarta-feira (23) uma nova estratégia para o turismo potiguar, com foco na regionalização e na redução dos efeitos da sazonalidade durante a baixa estação. A proposta foi apresentada durante encontro promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN). Álvaro foi recebido pelo presidente da entidade, Edmar Gadelha.

O encontro discutiu demandas e propostas para o setor, como promoção dos destinos, conectividade aérea, infraestrutura, segurança, qualificação profissional e geração de empregos.

Para Álvaro, o RN precisa ampliar o aproveitamento do potencial turístico de suas diferentes regiões e estimular a circulação de visitantes também durante a baixa estação.

“Precisamos quebrar a sazonalidade do nosso turismo, investindo na regionalização do nosso turismo”, afirmou.

Ao falar sobre sua gestão à frente da Prefeitura de Natal, Álvaro destacou a engorda da Praia de Ponta Negra, o Complexo Turístico da Redinha e a Avenida Praia de Ponta Negra.

Em 2023, durante a gestão de Álvaro, um mapeamento realizado pelo Sebrae-RN em parceria com a Prefeitura de Natal identificou 2.184 empreendimentos ligados à cadeia produtiva do turismo na capital, responsáveis por 18.242 empregos formais. O levantamento apontou ainda 229 meios de hospedagem em Natal.

“Fizemos a engorda da Praia de Ponta Negra, o Complexo Turístico da Redinha e a Avenida Praia de Ponta Negra. Tudo isso gerou emprego e renda”, afirmou.

Álvaro também defendeu a integração entre Governo do Estado, municípios e setor produtivo. “Podemos estabelecer parcerias com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, que é nosso aliado e amigo, e investir ainda mais no turismo”, disse.

Ao final, o candidato recebeu as propostas e demandas apresentadas pela ABIH-RN para o fortalecimento do turismo no Estado.

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Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Foto: Reprodução/Youtube/Dcmlivetv

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger apontam que ela ordenou pagamentos a funcionários do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), entre eles o secretário-executivo adjunto da pasta, Ranniêr Costa Ciríaco, e o coordenador do cerimonial, José Martinho Ferreira de Araújo, de acordo com reportagem do Estadão, publicada nesta quarta-feira (23).

Roberta orientou o operador financeiro Ulisses Barbosa a retirar R$ 60 mil em dinheiro vivo que estavam guardados em sua residência e distribuir o valor em três contas bancárias, conforme apontam investigações da PF. Os depósitos foram realizados em 2 de junho de 2023 e acompanhados de comprovantes encontrados pelos investigadores.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Antes das transferências, Barbosa demonstrou preocupação com o volume movimentado. “Esse montante de 60k tem que ser diluído para depositar.. pq o banco faz uma série de questionamentos”, disse. Roberta respondeu que o dinheiro seria enviado para três contas.

No banco, o operador voltou a alertá-la: “Já estou no banco. Acima de 50 mil por dia por CPF a moça disse que o Banco Central já fica de olho… já aciona tipo um alerta lá. Só avisando”.


Imagem: Reprodução

Uma das contas era de Ranniêr. A segunda pertencia a José Martinho. A terceira, segundo a PF, seria da mãe da filha de Martinho.

As mensagens e os comprovantes se somam a pagamentos de R$ 217 mil que, segundo a investigação, Roberta já havia feito ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

A PF também identificou conversas entre Roberta e o empresário Cléber Ribas, que era representado por ela. Em uma mensagem de junho de 2023, ao tratar de um assunto envolvendo Ranniêr, a lobista escreveu: “To resolvendo seu problema”.

Seis meses depois dos pagamentos, o MDS contratou a empresa 3Structure, ligada a Ribas, por R$ 31,2 milhões. O contrato recebeu posteriormente um aditivo de R$ 2,7 milhões e um novo acordo de R$ 19,2 milhões.

A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem relação com os fatos investigados. “Não é possível confirmar a autenticidade das mensagens e não nos cabe comentar sobre depósitos que não foram feitos pelo Fábio”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

A defesa de Roberta disse desconhecer as informações. “A defesa desconhece tais conversas, insiste que os autos estão sob sigilo e lamenta esses vazamentos ilegais com puro interesse político eleitoreiro. Estamos seguros de que as autoridades não ficarão passivas diante de tais vazamentos”, disse o advogado Roberto Podval.

A 3Structure também negou irregularidades. “A 3Structure não tem conhecimento sobre tais pagamentos. Todos os contratos firmados pela empresa com o governo federal foram assinados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas e submetidos a inúmeras instâncias decisórias, análises técnicas dos órgãos contratantes e auditorias do TCU”, afirmou Ribas. A PF ainda analisa os sigilos de Roberta e deve apurar se houve outros pagamentos a integrantes do governo federal.

Com informações de Estadão

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Messias acusa PF de monitoramento e bate boca com Andrei Rodrigues no Planalto diante de Lula: “Está me espionando?”

Fotos: Pedro Ladeira/Folhapress e Edilson Rodrigues/Agência Senado

A crise envolvendo as investigações do Banco Master provocou um confronto direto entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da coluna da jornaista Marcela Mattos, do UOL.

O episódio ocorreu no dia 4, no gabinete presidencial, quando Messias questionou Andrei se a PF estaria monitorando seu telefone. Segundo relatos de pessoas que tiveram conhecimento da conversa, o encontro foi tenso, com troca de acusações e xingamentos.

Andrei Rodrigues negou qualquer tipo de monitoramento contra o chefe da AGU. A pessoas próximas, porém, afirmou que considerou a postura de Messias um “chilique” e disse que ele deveria “dar sermão na igreja, e não no Planalto”.

O episódio ocorreu um dia depois de Alexandre de Moraes retirar o sigilo de um relatório de inteligência da PF que questionava decisões do ministro André Mendonça nas investigações do Banco Master. O documento também mencionava uma possível omissão de Messias e trazia a expressão “autoriza monitoramento e coleta dirigida”, o que aumentou a desconfiança do advogado-geral.

Quatro dias depois do encontro, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, alegando que a inteligência da corporação havia realizado um “monitoramento sistemático” e “ilícito” contra ele e Messias.

A crise ganhou outro capítulo quando Messias recorreu da decisão. Andrei telefonou ao ministro e afirmou: “Você está proibido de recorrer em meu nome”. Messias respondeu que recorreria “em nome do presidente da República”.

O diretor da PF então recusou a assistência da AGU, contratou uma advogada particular e conseguiu uma decisão favorável do ministro Flávio Dino para retornar ao cargo. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, derrubou as decisões de Dino e de Mendonça e determinou novas manifestações dos envolvidos.

As divergências entre Messias e Andrei já vinham se acumulando desde julho, quando a PF pediu que a AGU contestasse decisões de Mendonça. A Advocacia-Geral recusou, alegando falta de competência para atuar na esfera criminal e riscos para as investigações.

O caso aprofundou as fissuras dentro do governo em torno da investigação do Banco Master e passou a envolver também ministros do STF e integrantes do Palácio do Planalto.

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PESQUISA AMERICAN ANALYTICS/CNBC: Flávio cresce 3 pontos percentuais e empata numericamente com Lula no 2º turno

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação

Flávio Bolsonaro (PL) cresceu três pontos percentuais e alcançou o presidente Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa American Analytics/Times Brasil | CNBC divulgada nesta quarta-feira (23).

Os dois aparecem com 43% das intenções de voto. No levantamento anterior, realizado em junho, Lula tinha 45% e Flávio, 40%. Agora, o petista caiu dois pontos, enquanto o candidato do PL avançou três e zerou a diferença. Brancos e nulos somam 6%, e 8% não souberam ou não responderam.

Além do empate numérico, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02587/2026. Com informações do BRPolls e Times Brasil | CNBC

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[VÍDEO] MÁQUINA EM CAMPANHA? Prefeito de Mossoró vincula solução de problema em comunidade rural a voto em Allyson e Cinthia

Imagens: Diário do RN

O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), pediu votos para Allyson Bezerra (União Brasil) e Cinthia de Allyson (União Brasil) durante uma reunião em que moradores da comunidade rural Puxa-Boi cobravam soluções para problemas de abastecimento de água e atendimento médico. De acordo com a reportagem do Diário do RN, o prefeito teria vinculado a solução dos problemas ao apoio aos candidatos dele.

“A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível para apoiar o candidato, para que a gente consiga pedir e cobrar”, declarou o prefeito.

Marcos Medeiros participava da reunião usando camisa, boné, bottons e adesivos da campanha. De acordo com o Diário do RN, integrantes da equipe também vestiam material eleitoral. A secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, teria participado do encontro.

Após ouvir as reclamações sobre a dificuldade de acesso ao serviço de saúde pelos moradores , o prefeito sugeriu que a Prefeitura de Mossoró disponibilizasse transporte para levar os moradores até uma Unidade Básica de Saúde em um dia específico da semana. Uma pessoa que participou da reunião afirmou ao jornal, sob condição de anonimato, que as promessas de atendimento foram acompanhadas do pedido de votos.

“A população estava reivindicando a água. Estava reivindicando o problema da UBS, que não tem. Eles prometeram que iam resolver e ele pediu voto também para Allyson e pra Cinthia”, relatou uma pessoa da comunidade, sob a a condição de anonimato.

Com informações do Diário do RN

Opinião dos leitores

  1. Não tem nada de mais no vídeo. É mesma coisa que Paulinho Freire está fazendo para Álvaro e Nina, pedindo o voto.

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Ações que somam R$ 14,3 bi estão na raiz da influência de Vorcaro no Judiciário

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tinha pelo menos R$ 14,3 bilhões investidos em 16 ações judiciais que dependiam de decisões dos tribunais para gerar retorno. De acordo com a Folha de S.Paulo, os negócios envolviam a compra de direitos sobre possíveis indenizações da União a usinas de açúcar e álcool.

Os ativos, conhecidos como pré-precatórios, eram comprados por valores que podiam ficar na faixa de 20% da indenização estimada. Decisões favoráveis no STJ e no STF poderiam representar ganhos bilionários aos detentores desses direitos. A União seria responsável pelos pagamentos.

Segundo a reportagem, esses interesses estão no centro das relações mantidas por Vorcaro com integrantes do Judiciário e familiares de ministros. Mensagens apreendidas mostram discussões sobre o pagamento de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. O ministro afirmou que nunca votou a favor de Vorcaro, nunca trocou mensagens com ele e não autorizou ninguém a falar em seu nome.

O Master também mantinha contrato de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. No STJ, mensagens reveladas pela investigação mostram ainda conversas de Vorcaro com o ministro Benedito Gonçalves.

As investigações apontaram ainda que o Master possuía R$ 21 bilhões em precatórios e pré-precatórios, embora apenas R$ 8 bilhões aparecessem no balanço do banco. Outros R$ 13 bilhões estavam em estruturas de fundos de investimento. Em uma operação, um pré-precatório teve valorização superior a R$ 100 milhões em menos de 24 horas.

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PESQUISA ATLAS: Maioria dos brasileiros desaprova Lula e vê governo como ruim ou péssimo

Foto: Ricardo Stuckert

A maioria dos brasileiros desaprova o desempenho do presidente Lula (PT) e avalia negativamente seu governo, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23). A desaprovação pessoal do petista chega a 53%, enquanto 45,4% aprovam sua atuação e 1,6% não soube responder.

Na avaliação da gestão, 50,9% consideram o governo Lula ruim ou péssimo. Outros 40,4% classificam a administração como ótima ou boa e 8,7% como regular. Em relação à rodada anterior, a desaprovação de Lula caiu 0,6 ponto percentual, enquanto a aprovação permaneceu estável.

A pesquisa ouviu 5.015 eleitores entre os dias 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04739/2026.

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Álvaro prevê R$ 100 milhões para ampliar Walfredo, anuncia novo Tarcísio Maia e investimentos em hospitais regionais

Fotos: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) apresentou, durante sabatina da Jovem Pan News Natal, propostas para ampliar a estrutura hospitalar do Estado. Entre elas estão a ampliação do Hospital Walfredo Gurgel, estimada em cerca de R$ 100 milhões, a construção de um novo Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, e investimentos nos hospitais regionais.

Ao falar do Walfredo Gurgel, Álvaro afirmou que pretende construir uma nova estrutura verticalizada em um terreno vizinho pertencente à Caern, com previsão de 200 novos leitos e nove centros cirúrgicos.

“Nós vamos ampliar o Walfredo Gurgel. Vamos verticalizar, fazer uma estrutura nova, moderna, bem equipada e ampla, para levar os pacientes que estão nos corredores para esse local. Nós vamos modernizar o Hospital Walfredo Gurgel. Esse é um compromisso”, afirmou.

Segundo Álvaro, a estimativa inicial é de aproximadamente R$ 100 milhões, com recursos que seriam buscados por meio de emendas parlamentares em parceria com o senador Styvenson Valentim.

Para o interior, o candidato anunciou a proposta de construção de um novo Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, além da criação de consórcios entre o Governo do Estado e municípios para reforçar os hospitais regionais.

“Nós vamos investir nos hospitais regionais”, afirmou Álvaro. A proposta, segundo ele, é ampliar os recursos e equipar essas unidades com tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e raio-X, além de ampliar a presença de médicos especialistas.

Álvaro citou ainda a situação do Hospital Regional de Caicó e defendeu que o fortalecimento da rede no interior pode reduzir a necessidade de transferência de pacientes para Natal.

“Nós vamos tornar atrativo para o médico atuar e trabalhar nesses hospitais regionais, através desse investimento e do consórcio que nós vamos fazer com os municípios”, concluiu.

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