Saúde

O perigo escondido no iogurte que você consome

Iogurtes são considerados por muita gente um alimento saudável, mas um estudo feito no Reino Unido mostrou que muitos destes produtos podem não ser tão bons assim para a saúde quanto se pensa.

Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, analisou a tabela nutricional de mais de 900 produtos e concluiu que muitos são feitos com uma grande quantidade de açúcar. Isso inclui até mesmo aqueles classificados como orgânicos.

Ministério da Saúde negocia um acordo com a indústria de alimentos para reduzir o açúcar em produtos industrializados — Foto: Pixabay/Divulgação

Em alguns casos, os iogurtes superam até mesmo refrigerantes na quantidade de açúcar usada na fabricação. Somente os iogurtes naturais e do estilo grego foram considerados produtos com baixo teor desse ingrediente.

A divulgação do estudo ocorre no mesmo momento em que o Ministério da Saúde brasileiro negocia um acordo com a indústria de alimentos para reduzir o açúcar em produtos industrializados, entre eles os iogurtes.

O consumo em excesso de açúcar é comum entre brasileiros e está associado um maior risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes.

“O resultado desse estudo é muito preocupante, porque iogurtes são vendidos como produtos saudáveis e são muito consumidos por crianças”, diz a nutricionista Ana Clara Duran, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp.

“Quando ele é natural, é de fato saudável, mas, depois que recebe corante, açúcar e outros aditivos, vira um produto ultraprocessado. O pai ou a mãe acha que está fazendo algo legal ao dar iogurte para o filho, mas não está. E isso é preocupante também para adultos, porque 54% da população está acima do peso e quase 20% está obesa.”

No entanto, os consumidores brasileiros dificilmente têm como saber a quantidade de açúcar dos iogurtes vendidos no país.

Os fabricantes não são obrigados a informar seu teor nas tabelas nutricionais dos produtos disponíveis por aqui – e apenas uma pequena parcela deles o faz voluntariamente.

Mas há uma proposta para mudar isso em debate na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Tão açucarado quanto refrigerante

A pesquisa britânica analisou 921 produtos vendidos pela internet por cinco das maiores redes de supermercados do país, que respondem por 75% do mercado.

Eles foram divididos em oito categorias mais comumente usadas pelos supermercados: infantil, sobremesas, alternativas a produtos lácteos, saborizados, de frutas (in natura ou na forma de purê), natural/grego e orgânicos.

O estudo mostrou que a categoria que mais contém açúcar é a de sobremesas, com 16,4g a cada 100g do produto em média. No entanto, foram incluídos produtos que não contêm iogurte ou queijo cremoso, como mousse de chocolate e cremes de caramelo, o que influenciou neste resultado.

A segunda categoria mais açucarada foi a de iogurtes orgânicos, com 13,1g a cada 100g. Os infantis contêm 10,8g a cada 100g.

O refrigerante à base de cola mais popular do mercado contém 10,6g a cada 100ml.

Quanto açúcar há nos iogurtes?

Sobremesas – 16,4g a cada 100g
Orgânicos – 13,1g a cada 100g
Saborizados – 12g a cada 100g
Com fruta – 11,9g a cada 100g
Infantis – 10,8g a cada 100g
Alternativas a produtos lácteos – 9,2g a cada 100g
Bebidas lácteas – 9,1g a cada 100g
Natural e grego – 5g a cada 100g
Para serem classificados como produtos com baixo teor de açúcar, os iogurtes devem ter no máximo 5g a cada 100g. Só 9% dos produtos pesquisados pelos pesquisadores da Universidade de Leeds se encaixam nisso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que açúcares livres, o que inclui aqueles adicionados a alimentos industrializados, não ultrapassem 10% da ingestão calórica diária, o equivalente a 50g. Maiores benefícios à saúde podem ser obtidos se este índice for de 5%, ou 25g.

O limite de 5% é o recomendado pela Associação Americana do Coração, organização sem fins lucrativos dedicada ao combate de doenças cardíacas e vasculares, para crianças entre 2 e 12 anos. Aquelas com menos de 2 anos não devem consumir nenhum açúcar livre.

Maioria dos produtos brasileiros não informa quantidade de açúcar

No Brasil, os consumidores não têm como saber a quantidade de açúcar presente na grande maioria dos produtos industrializados.

As regras para os rótulos de alimento são estabelecidas pela Anvisa, e a norma atual para tabelas nutricionais, vigente desde 2003, não obriga fabricantes a informar o teor de açúcar do alimento.

“Não havia na época em que foram estabelecidas essas regras tantas evidências associando o consumo de açúcar de alimentos ultraprocessados e seu impacto como causa de doenças crônicas, como diabetes, o excesso de peso e cárie dental”, explica a nutricionista Ana Paula Bortoletto, líder do programa de Alimentação Saudável do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

“As empresas dizem que não informam isso por ser um segredo de fabricação e porque não são obrigadas a fazer. Acreditam que é uma estratégia de mercado ou querem ocultar esse dado.”

Duran, da Unicamp, diz que, diante da falta da obrigatoriedade, a maior parte dos produtos vendidos em supermercados brasileiros não traz essa informação.

“Quando isso ocorre, a empresa tem algum interesse em informar isso, porque quer ressaltar que se trata de um produto com baixo teor de açúcar, ou porque internacionalmente já se preocupa em informar isso e faz o mesmo no Brasil”, diz Duran.

O único indício que o brasileiro tem hoje de que um produto contém muito açúcar é a lista de ingredientes presente no rótulo. Aparecem primeiro aqueles que foram usados em maior quantidade na fabricação. Mas um obstáculo é que os fabricantes muitas vezes usam vários tipos de açúcar, explica Bortoletto.

“Ele pode ser empregado como xarope, maltose, frutose. Então, em vez de estar agrupado, o açúcar surge nesta lista de forma diluída, e, mesmo querendo saber quanto foi usado no produto, o consumidor não tem como descobrir se tem bastante açúcar ou não.”

Ao mesmo tempo, a maioria dos brasileiros costuma consumir açúcar demais. A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008/2009, a mais recente a tratar do tema, identificou esse hábito em 61,3% da população.

Na média, a ingestão de açúcar livre foi de 14% do total calórico diário, acima dos 10% recomendados pela OMS – quando supera esse limite, o consumo é considerado excessivo.

“O consumo de açúcar vem aumentando no Brasil, mas não o de mesa e sim aquele adicionado a alimentos ultraprocessados, porque é um ingrediente barato, e a indústria se aproveita disso e coloca uma quantidade elevada, o que adapta o paladar do consumidor a consumir coisas cada vez mais doces”, diz Bortoletto.

Duran destaca que esse hábito pode ser especialmente nocivo na infância. “Isso pode acostumar o paladar da criança pela vida inteira, fazendo com que prefira alimentos mais doces.”

As nutricionistas ouvidas pela BBC News Brasil concordam que a ausência do teor de açúcar na tabela nutricional é prejudicial ao consumidor.

“É grave, porque o consumo deste ingrediente passa despercebido e ocorre sem controle. Não é fácil saber quanto açúcar tem em uma bolacha recheada, por exemplo. É ruim não ter acesso a esse dado, considerando que o consumo de produtos ultraprocessados está aumentando”, diz Bortoletto.

“As pessoas não têm como fazer uma escolha consciente do que vão comer. Ficam dependentes das informações destacadas no rótulo, que são sempre positivas, como dizer que um produto é rico em fibras ou integral.”

Duran defende ser urgente informar melhor o consumidor para tentar reduzir a incidência de doenças relacionadas ao consumo excessivo desta substância.

“O açúcar é um dos nutrientes que tem uma relação mais forte com males crônicos não transmissíveis, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Não informar seu teor contribui para que as pessoas tenham uma dieta inadequada e para uma maior prevalência destes problemas.”

Mudança está sendo debatida pela Anvisa

Uma mudança neste sentido está sendo debatida pela Anvisa para obrigar os fabricantes a informar nas tabelas os açúcares totais e adicionais de alimentos.

Um relatório preliminar foi aprovado em maio deste ano e, agora, está em fase de consulta pública para a elaboração da nova norma, segundo informou a agência à BBC News Brasil.

As alterações incluiriam padronizar as informações nutricionais contidas na tabela nutricional em porções de 100g ou 100ml – hoje, a quantidade da porção informada varia.

Os produtos trariam ainda na parte da frente do rótulo um indicativo do alto teor de ingredientes que, se consumidos em excesso, podem fazer mal à saúde, como açúcar, sódio e gordura.

Uma das propostas, apresentada pelo Idec, é que haja um sinal de alerta na parte da frente do produto. No entanto, a indústria defende a adoção de outro modelo, inspirado em um semáforo, em que as cores verde, amarela e vermelha indicariam se as quantidades estão dentro das recomendadas.

Em defesa deste modelo, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcóolicas (Abir) divulgou no ano passado uma pesquisa feita pelo Ibope que apontava que 67% dos participantes preferiam o semáforo nutricional ao alerta.

Bortoletto, do Idec, diz que o sistema de cores pode estimular o consumo de produtos não saudáveis. “Um refrigerante pode ter, por exemplo, um sinal verde para sódio e gordura.”

Por sua vez, Duran, da Unicamp, diz que a literatura científica disponível aponta que a proposta da indústria de alimentos não é a mais eficaz. “A proposta do Idec é mais clara e objetiva e facilita que o consumidor tome uma decisão na hora da compra.”

Bortoletto explica que, após a fase de consulta pública ser concluída, a expectativa é que uma nova norma seja aprovada no início do próximo ano. “Os fabricantes terão então um prazo de um ano para se adequar a ela. Se tudo der certo, em 2020, a gente vai ter rótulos melhores.”

G1, com BBC

 

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Esporte

TJD-RN condena América e Potyguar por escalação irregular; clubes perdem pontos e são rebaixados

Foto: Reprodução 

A 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do RN condenou, na noite desta quinta-feira (5), América Futebol Clube SAF e Potyguar Seridoense por escalação irregular de atletas no Campeonato Potiguar. As decisões confirmam a aplicação do artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e resultam no rebaixamento matemático das duas equipes.

No caso do América, a Comissão, por 3 votos a 1, decidiu pela perda de 18 pontos em razão da utilização irregular do atleta Elias, além da aplicação de multa no valor de R$ 15 mil. A punição manteve o entendimento de que houve inclusão de jogador com participação vedada em partidas da competição, independentemente do resultado em campo.

Já o Potyguar Seridoense foi condenado por 4 votos a 1, também com base no artigo 214 do CBJD, pela escalação irregular dos atletas Fabrício e Toró. A penalidade imposta foi a perda de 15 pontos, além de multa de R$ 2 mil.

Com as punições confirmadas pelo TJD-RN, os dois clubes ficam rebaixados matematicamente no Campeonato Potiguar, alterando de forma definitiva o cenário da tabela da competição.

A sessão foi realizada com acesso restrito a auditores, representantes dos clubes e imprensa, e contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol no YouTube, em iniciativa destacada pela presidência do tribunal como medida de transparência do processo disciplinar.

98FM

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Acidente

Falha mecânica causa morte de casal em carro elétrico

Foto: Reprodução

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de São Francisco de Paula, analisou o laudo pericial mecânico do carrinho elétrico e identificou uma falha no mecanismo como causa da morte de um casal de turistas no Mátria Parque de Flores, na Serra do Rio Grande do Sul, em 5 de julho de 2025.

As vítimas são Natalino de Vargas Domeraski e Jane Beatriz da Silva Rodrigues Frohlich, ambos de 61 anos e moradores de Porto Alegre.

De acordo com a análise, o veículo utilizado pelo casal apresentava falha no mecanismo de abertura interna das portas.

A Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias das mortes foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O acidente ocorreu quando o pequeno veículo elétrico entrou em um lago, submergiu e provocou o afogamento das vítimas.

Com a conclusão das investigações, o proprietário da empresa responsável pela locação do automóvel foi indiciado por homicídio culposo.

Além do encerramento do procedimento, a polícia emitiu recomendações aos órgãos de fiscalização e responsáveis pela expedição de alvarás para revisão das normas de segurança do parque.

Entre as medidas sugeridas estão a análise da proibição do uso desses carrinhos elétricos e da circulação autônoma de usuários em áreas consideradas de risco.

CNN

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Geral

Brasil atinge recorde de feminicídios em 2025: quatro mortes por dia

Foto: Rovena Rosa

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos.

Na ocasião, a norma inseriu no Código Penal o crime de homicídio contra mulheres no contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas.

“Se [a alta de casos] está acontecendo, isso é uma omissão do Estado, porque esse é um crime evitável”, afirmou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante lançamento do relatório anual da Human Rights Watch (HRW), nesta quarta-feira (4).

O documento, que analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países, apontou a violência doméstica e de gênero como uma das violações mais frequentes no Brasil. Segundo a especialista, a omissão atinge todas as esferas de poder.

“A gente vive no Brasil hoje o desfinanciamento dessas políticas nos níveis municipais e estaduais, especialmente, que são os atores que estão envolvidos na rede de proteção, que tem à mão a assistência social, a saúde e a polícia para de fato fazer a diferença na vida dessas meninas e mulheres”, disse.

Samira Bueno destaca que não é possível fazer política pública para proteger a vida de meninas e mulheres sem recursos humanos e financeiros.

“Essa é uma bandeira que muitos políticos gostam de carregar, a defesa da vida das meninas e das mulheres, mas no momento em que tem o poder de caneta, que sentam na cadeira e que tem a capacidade de fazer a diferença, o orçamento não chega”, disse.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vocês já imaginaram se isso acontece no governo de Bolsonaro o que os petistas iriam dizer? Falem aí petistas.

  2. É uma vergonha, um governo que falou tanto de violência contra as mulheres, não fez e não faz nada para diminuir os feminicídios.
    E a turma da esquerda se cala diante desta barbárie, não se pode falar nada de negativo deste governo, mesmo com o sangue escorrendo na canela.

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Cidades

Placa com alerta de risco de morte é instalada para evitar banho noturno na Redinha

Foto: Reprodução

Foi iniciada a instalação das placas de alerta sobre o banho noturno na Praia da Redinha, na zona Norte de Natal. A prática viralizou nas últimas semanas, mas foi desaconselhada pelo Corpo de Bombeiros. O equipamento alerta para o perigo do banho noturno, já que o local não conta com serviço de guarda-vidas no período da noite.

Além disso, a placa traz a informação de risco de morte. A sinalização também apresenta a orientação para que a população evite o mar à noite, com visibilidade reduzida e riscos acentuados.

Ainda no mês de janeiro, o Corpo de Bombeiros já havia desaconselhado o banho. De acordo com a corporação, a área apresenta fatores que elevam o risco para banhistas, especialmente no período noturno. A combinação entre pouca iluminação, presença de pedras, animais marinhos e a influência do Rio Potengi — que pode gerar correntes mais fortes conforme a maré — torna o trecho inadequado para banho fora do horário diurno.

Outro ponto destacado é a visibilidade reduzida à noite, que dificulta tanto a percepção de perigos pelos banhistas quanto a atuação de equipes de resgate em caso de emergência. Além disso, não há atuação regular de guarda-vidas no período noturno, o que pode atrasar o socorro em situações de afogamento.

Segundo os Bombeiros, a recomendação segue diretrizes de segurança aquática adotadas nacionalmente, que não indicam o banho de mar após o pôr do sol. A orientação é que a população priorize o uso da praia durante o dia e apenas em áreas monitoradas por guarda-vidas.

Portal da Tropical

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Brasil

Presidente de escola que homenageará Lula é demitido da Alerj

Foto: Divulgação

O presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) nesta 5ª feira (5.fev.2026). A demissão foi assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), 1º vice-presidente em exercício da Alerj, e publicada no Diário Oficial Legislativo.

A escola homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A Acadêmicos de Niterói abrirá a 1ª noite de desfiles na Marquês de Sapucaí, em 15 de fevereiro de 2026.

Palhares ocupava o cargo desde 2025. Estava lotado na Comissão de Transportes, ligada ao gabinete de Dionísio Lins (PP), vice-líder do governo Cláudio Castro (PL) na Casa.

O chefe da Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 7.961,34 como assessor em janeiro de 2026, segundo dados do Portal da Transparência da Alerj. O valor inclui rendimento líquido de R$ 2.353,21 e benefícios. Seu salário praticamente triplicou em apenas 9 meses: em abril de 2025, o montante recebido foi de R$ 2.782,56.

Dionísio Lins, a quem Palhares estava ligado na Alerj, é uma figura conhecida do Carnaval carioca. Apresenta-se como representante de Madureira e benemérito das escolas Império Serrano e Portela. Atualmente, mantém embate com a Liesa, defendendo a ampliação do Grupo Especial de 12 para 15 escolas. Nos anos 2010, Lins esteve envolvido em suspeitas de clientelismo relacionadas a centros sociais bancados por políticos.

Além da atuação na Alerj e na escola de samba, Palhares é sócio-administrador das empresas WP Consulting e Fino Trato Selo Musical.

Em dezembro, recebeu o título de “Cidadão Niteroiense” por indicação do vereador Anderson Pipico (PT). Pipoco é presidente de honra da Acadêmicos de Niterói.

O Poder360 procurou a Acadêmicos de Niterói para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da demissão de Palhares. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

A assessoria de Delaroli informou que não comenta casos específicos de desligamentos de funcionários: “As exonerações seguem o curso natural da transição na presidência, e têm como objetivo aprimorar a gestão e, consequentemente, os serviços prestados à população do Estado do Rio de Janeiro”.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. Não sei como uma escola de samba, vai fazer homenagem uma pessoa que tanto deu prejuízo ao Brasil, e sei o motivo dinheiro !!

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Cidades

O que explica a grande de quantidade de raios no RN em 24 horas

Foto: Larissa Agnes

O que explica a grande quantidade de raios que caíram no Rio Grande do Norte entre quarta-feira (4) e esta quinta-feira (5)? Segundo os dados da Neoenergia Cosern, foram 4.740 ocorrências das 17h de ontem até às 15h de hoje. Para entender essa dinâmica, a reportagem do PORTAL DA TROPICAL questionou o meteorologista Gilmar Bristot, chefe da unidade de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

De acordo com o especialista, as descargas atmosféricas precisam de instabilidades causadas por sistemas meteorológicos. No caso, um vórtice ciclônico está em atuação no Rio Grande do Norte e Ceará, fazendo com que haja a formação dos raios.

“As nuvens que compõem esse sistema são nuvens cumulonimbus, que têm um desenvolvimento vertical muito intenso. Na parte interna dessa nuvem, você tem um movimento vertical das gotículas da água. Então, há um sobe e desce muito elevado. Então, nesse movimento de sobe e desce, você cria eletricidade por movimento”, disse.

“Essa eletricidade é acumulada na parte superior ou inferior da nuvem. Quando a nuvem está saturada, ela descarrega essa eletricidade em direção ao solo”, acrescentou.

De acordo com Bristot, outro fator que impulsiona os raios é o relevo mais acentuado. “O relevo facilita a formação dessas nuvens orográficas, que podem culminar na formação de cumulonimbus. Com isso, você tem esse número imenso de descargas elétricas, como aconteceu”, completou o meteorologista.

Portal da Tropica

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Brasil

Vimos que tinha algo errado com o Master, diz presidente do INSS na CPMI

Foto: Andressa Anholete

O presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5) que o número de reclamações recebidas de aposentados indicou que “algo estava errado” e “cheirando mal” em relação à atuação do Banco Master na concessão de empréstimos consignados.

Segundo Waller, as suspeitas foram identificadas pelo INSS ainda em setembro do ano passado, antes da primeira fase da operação da Polícia Federal que mirou o Master, realizada em novembro de 2025.

“A gente verificou que tinha algo errado com o Master. A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação”, disse Waller durante o depoimento.

Em outubro do ano passado, o INSS comunicou que não renovaria o Acordo de Cooperação Técnica com o banco. O ACT havia sido assinado em 2020 com duração de cinco anos. “O INSS foi a primeira instituição a adotar alguma medida contra o Banco Master”, disse.

O presidente do INSS negou ter tido reuniões com Daniel Vorcaro, dono do Master, mas afirmou que foram realizadas conversas com dirigentes e advogados da instituição. “Eu nunca fiz uma reunião com o Vorcaro. Mas em 31 de outubro e 10 de novembro, eles participam de uma reunião, tentando fazer um termo de compromisso para sanar as irregularidades”, afirmou.

Waller relatou que, ao analisar os contratos do Master sobre as operações de consignados, o INSS identificou problemas de controle, como entraves para identificar as assinaturas dos segurados.

CNN

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Judiciário

PESQUISAS NO TRE: Mais 2 derrotas para o coronel Allysson Bezerra e o advogado Caio Victor

Foto: Reprodução

O pré-candidato Allysson Bezerra, que começou com o pé esquerdo judicializando e tentando impedir a publicação de pesquisas, assim como fez com a pesquisa para o BLOGDOBG — ação que perdeu e resultou na divulgação dos dados —, voltou a sofrer novas derrotas nesta quinta-feira (5) no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).

Em mais uma tentativa de barrar o acesso da sociedade a informações que acha que podem ser desfavoráveis, Allysson Bezerra, no estilo coronel e seu super adevogado – com E mesmo, Caio Victor, também ingressaram com ações contra pesquisas dos institutos INSPPE e DATAVERO, ambas rejeitadas pela Justiça Eleitoral.

Na representação contra o INSPPE, o partido alegou que o instituto, criado em 2025, não teria apresentado comprovante de faturamento do ano anterior que demonstrasse capacidade financeira para autofinanciar a pesquisa. Com base nisso, a divulgação chegou a ser suspensa liminarmente. No entanto, o instituto sanou a falha documental e comprovou sua capacidade de custeio, levando o TRE-RN a revogar a liminar e julgar a ação improcedente, mesmo diante da insistência do União Brasil.

Já no caso envolvendo a DATAVERO, o partido questionou a metodologia utilizada, apontou supostas incoerências no questionário e levantou dúvidas sobre o custeio da pesquisa, sob o argumento de que o instituto teria sido contratado por empresa do mesmo grupo econômico. O TRE-RN, que já havia negado a liminar, reafirmou agora, no julgamento do mérito, a regularidade da pesquisa e rejeitou integralmente a argumentação apresentada.

Com as decisões, a Justiça Eleitoral reforça o entendimento favorável à liberdade de imprensa e à divulgação de pesquisas eleitorais regularmente registradas, frustrando mais uma tentativa de judicialização do debate político.

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Geral

Atuação de familiares de ministros do STF em Cortes superiores reforça debate sobre código de conduta

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O Supremo Tribunal Federal discute a criação de um Código de Conduta para ampliar a transparência e reduzir riscos de conflitos de interesses na atuação de seus ministros. O tema está sob análise do presidente da Corte, Edson Fachin, que indicou a ministra Cármen Lúcia como relatora da proposta.

Entre as sugestões em debate está uma proposta da OAB-SP que proíbe magistrados de julgarem processos envolvendo familiares até o terceiro grau ou amigos. A iniciativa conta com apoio de presidentes de tribunais superiores e de entidades da sociedade civil.

Para integrantes da comissão da OAB-SP, o objetivo é preservar a credibilidade do Supremo. Segundo o professor Oscar Vilhena, da FGV Direito SP, a presença de familiares próximos em julgamentos pode gerar desequilíbrio e comprometer a percepção de imparcialidade.

Apesar do apoio externo, a proposta enfrenta resistência interna. Uma reunião prevista para discutir o Código foi cancelada diante de divergências entre os ministros. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que as regras atuais já são suficientes para disciplinar a atuação dos juízes.

Em 2023, o STF derrubou um dispositivo do Código de Processo Civil que proibia juízes de julgar ações envolvendo escritórios de parentes até o terceiro grau. A maioria entendeu que a regra era desproporcional.

Especialistas veem no Código de Conduta uma oportunidade para o Supremo reforçar a transparência. Para a professora Ana Laura Pereira Barbosa, da ESPM, não basta ser imparcial — é preciso parecer imparcial e evitar qualquer dúvida sobre conflitos de interesses.

Fachin, por sua vez, defendeu que a atuação de familiares no STF não deve ser automaticamente vedada, desde que haja total transparência. Ele afirmou que não vê problema na advocacia de filhos ou cônjuges, desde que os ministros se declarem impedidos quando necessário.

Levantamento jornalístico feito pelo O Globo mostra que filhos e cônjuges de ministros atuaram ou atuam em processos no STF, em geral com origem nas instâncias inferiores. O Supremo afirma que seus ministros cumprem rigorosamente as regras legais de impedimento.

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Geral

Concorrência do SISU reacende debate sobre escolha consciente da universidade

A cada edição do SISU, o cenário se repete: milhões de estudantes disputando um número limitado de vagas em universidades públicas. Em 2025, mais de 1,3 milhão de candidatos concorreram a cerca de 261 mil oportunidades, um descompasso que evidencia gargalos históricos do sistema e levanta uma reflexão importante sobre o futuro acadêmico e profissional dos jovens.

A espera por uma vaga pública, muitas vezes prolongada, pode significar o adiamento da formação superior e da entrada no mercado de trabalho, sem garantia de aprovação nos ciclos seguintes. Diante desse contexto, cresce a atenção a critérios mais objetivos na hora de escolher uma instituição de ensino superior.

Avaliações do Ministério da Educação (MEC) e exames nacionais de desempenho, como o ENAMED, passaram a ser utilizados como parâmetros relevantes para aferir qualidade acadêmica. Esses indicadores analisam aspectos como formação do corpo docente, estrutura curricular e adequação às exigências profissionais atuais, funcionando como referências concretas para estudantes e famílias.

No Rio Grande do Norte, a Universidade Potiguar se destaca nesse cenário. A instituição figura entre as cinco com melhor desempenho no Nordeste no ENAMED e lidera o ranking entre as instituições privadas do estado, segundo os resultados mais recentes do exame.

Ao completar 45 anos de atuação em março, a UNP consolida sua trajetória como uma das principais instituições privadas de ensino superior do RN, atravessando diferentes ciclos de expansão do setor educacional. Em um processo seletivo marcado por alta concorrência e decisões que impactam o médio e longo prazo, a escolha consciente da universidade tende a ser determinante para a solidez da formação e da
carreira profissional.

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