Política

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país poderia não se recuperar

*Por Pedro Jobim, Leonardo De Paoli

Recentes declarações do ex-presidente Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, provocaram, estranhamente, reação de surpresa em alguns observadores da cena nacional.

Entre outras propostas, o ex-presidente defendeu a revogação da Reforma Trabalhista; a adoção de metas de crescimento pelo Banco Central; e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o ex-presidente já havia proposto o fim da política de apreçamento dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos preços internacionais dos mesmos, e advogado, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao teor desses comentários. Eles estão alinhados às práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8pp da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Nos concentraremos, aqui, em discutir a proposta do fim do teto de gastos, o questionamento das práticas comerciais da Petrobras e a intenção de voltar a expandir os empréstimos do BNDES.

Consideremos, inicialmente, o teto de gastos.

É natural que o PT seja contra este instrumento de disciplina fiscal. A despesa total do governo central como proporção do PIB, que era de 15,8% em 2002, encerrou 2016 em 19,8%, refletindo crescimento real médio de 6% ao ano, no período. Essa média, por sua vez, pode ser decomposta em 4% para as despesas com pessoal e 8% para as despesas sociais, na mesma métrica.

Uma grande parte do aumento das despesas sociais, nesse período, pode ser explicada pela elevação real do salário mínimo, que foi de 4,6% por ano, na média, entre 2003 e 2016. A explosão dos gastos com Previdência viria a ser um dos fatores de desestabilização fiscal que aprofundaria a recessão de 2015-16, que só pôde ser controlada quando a mudança de governo possibilitasse a introdução do novo regime fiscal, com o instituto do teto de gastos, em 2016, posteriormente complementado pela Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

A expansão dos empréstimos do BNDES para países e empresários amigos do PT foi uma estratégia perseguida ao longo de todo o período em que o partido esteve no poder, e que teria papel central na magnificação da crise, a partir de 2014.

As concessões do banco passariam de uma média de 2,0% do PIB no 2º governo FHC para 3,0% entre 2003 e 2015, tendo atingido um pico de 4,3% em 2010. Vários desses empréstimos financiaram verdadeiros desastres industriais e financeiros, como a construção do Comperj, iniciada em 2008; a da Refinaria de Abreu e Lima, em 2007, e o financiamento à Sete Brasil, a partir de 2010.

A baixa nos preços das commodities, a partir de 2014, ajudou a desnudar a política irresponsável de crédito praticada pelo governo por meio do BNDES e de outros braços financeiros, tendo sido a inadimplência de diversos ativos importante fator determinante da agudicidade da recessão.

O BNDES foi ainda a principal ferramenta utilizada no período para a geração de superávits primários contábeis, que eram criados, como vento, pela capitalização do banco com recursos do Tesouro Nacional (R$ 440 bilhões, entre 2008 e 2014), e posterior recolhimento de seus “dividendos” à União.

Foram as famosas “pedaladas fiscais”, que, além de terem contribuído para a desestabilização fiscal e, portanto, também para a recessão, tiveram importante papel na formalização dos motivos para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

A crítica à política de preços da Petrobras feira pelo ex-presidente é, também, natural. Durante o governo do PT, a Petrobras não praticou a paridade dos preços de seus produtos com o mercado internacional, o que contribuiu para a descapitalização da empresa.

Além disso, faz sentido que o ex-presidente não tenha também manifestado intenção em privatizar a estatal. Durante seu governo e o de sua sucessora, a Petrobras endividou-se e torrou dezenas de bilhões de dólares em projetos industriais superfaturados e até hoje inconclusos, como os já citados Abreu e Lima e Comperj, além de ter gasto outras centenas de milhões de dólares na compra de ativos sucateados, como a refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, que só seria revendida em 2019, por uma fração do custo de aquisição original.

Com a queda no preço do petróleo, de 2014 em diante, a deterioração no balanço da empresa tornou-se visível e ajudou a viabilizar os primeiros resultados da Operação Lava Jato que, posteriormente, levaria vários dos diretores da empresa à época do governo do PT a devolverem à Justiça enormes quantias que haviam sido desviadas ao longo do período.

Muito mais poderia ser dito sobre os métodos de operação do PT e de sua perniciosidade para o país. Por exemplo, a relação corrupta entre figuras importantes do partido e de seus aliados com uma das maiores empreiteiras do Brasil, no decurso de um longo período, detalhada no impressionante livro “A Organização”, de Malu Gaspar.

Neste artigo, nosso objetivo é apenas esclarecer que a instrumentalização da Petrobras e do BNDES para objetivos políticos e as práticas fiscais irresponsáveis estiveram no cerne do projeto de espoliação de recursos do Brasil executado pelo PT entre 2003 e 2016.

Não deveria causar surpresa, portanto, a defesa de idéias, por parte do ex-presidente que, apesar de em si mesmas constituírem “apenas“ má política econômica, não por coincidência integram o mesmo arcabouço que potencializou o vendaval de recessão e impunidade para o qual seu partido arrastou o Brasil, deixando feridas e consequências que levarão décadas para serem absorvidas.

O contraste dessas práticas com os resultados do atual governo não poderia ser maior.

No plano fiscal, o teto de gastos, ainda que abalado pela PEC 23/2021, permanece de pé e permitirá a este governo, como vem destacando repetidamente o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, tornar-se o primeiro, desde a Constituição de 1988, a encerrar seu quadriênio exibindo um gasto menor como proporção do PIB do que aquele observado em seu início.

Boa parte desse resultado advém da disciplina imposta pela atual administração às contas da Previdência e às despesas com pessoal.

O gráfico 1 abaixo mostra o reajuste médio do salário-mínimo em cada quadriênio desde 1998.

Já o gráfico 2 exibe com clareza o papel da queda do número de funcionários públicos federais desde 2018, resultado da prática da atual administração de não repor a aposentadoria de servidores (note-se, em oposição, o enorme aumento no número de servidores observado entre 2003 e 2013, quando o PT esteve no governo).

O gráfico 3 mostra o resultado na variação real da despesa com pessoal – que passou de aumento anual de 4%, na era PT, à queda de 3%, na atual administração.

No que se refere ao BNDES, além do retorno de R$ 218 bilhões em capital do banco ao Tesouro Nacional entre 2019 e 2022, as concessões anuais, no presente quadriênio, têm se mantido inferiores a 1% do PIB, as menores desde a década de 1990.

Finalmente, no que se refere à Petrobras, a atual administração deu continuidade ao trabalho de saneamento iniciado no governo Temer, que permitiu resgatá-la de uma situação falimentar em 2015 – quando a realidade da empresa, dilapidada pela corrupção, era tão precária que ela sequer pôde honrar as datas de publicacao de diversos de seus balanços entre 2014 e 2016.

Hoje, a Petrobras é uma empresa saudável, que distribuirá, em 2022, de forma completamente livre de malabarismos contábeis, quase R$ 400 bilhões aos governos federal e estaduais, na forma de dividendos, royalties, e impostos diversos, representando, de modo oposto ao observado no período do PT, um notável indutor de fortalecimento tanto para as contas públicas quanto para o crescimento da economia.

Alguns poderiam argumentar que, apesar de toda a malversação de recursos públicos praticada pelo PT, a economia logrou crescer em boa parte do período em discussão. É verdade.

No entanto, isso ocorreu por uma combinação dos seguintes fatores: algumas escolhas minimamente acertadas de política econômica; ponto de partida da economia brasileira, em 2002, extremamente desfavorável (juros de 25%, inflação de 12%, taxa de câmbio depreciada, relação crédito/PIB de apenas 26%), indicadores que puderam ser melhorados sem muita dificuldade nos anos subsequentes; enorme crescimento da China e correspondente ciclo de commodities favorável à economia brasileira; e, ainda, crescimento da população em idade ativa superior a 1,5% ao ano.

Esse conjunto de circunstâncias permitiu que os mencionados descalabros na política fiscal, as políticas de crédito irresponsáveis e a má utilização de recursos públicos permanecessem escamoteados durante muitos anos, até que a inversão do ciclo de commodities expusesse os diversos malfeitos já descritos.

As circunstâncias da economia local e global, hoje são muito mais adversas do que as vigentes àquele período. A repetição das mesmas políticas praticadas, como defende o ex-presidente, portanto, seriam punidas com muito mais velocidade, por meio de resultados econômicos muito ruins e a rápida intensificação do empobrecimento do Brasil.

Cabe ainda um último comentário sobre a preferência pelo PT, em relação à atual administração, abertamente defendida por respeitados observadores da cena nacional, sob o argumento de que a reeleição do incumbente representaria um “risco à democracia”.

É verdade que a corrupção de agentes públicos e o uso de empresas estatais para fins de interesse do grupo político no poder está presente no Brasil, e em diversos outros países, desde longa data.

Nesse aspecto, porém, a inovação implementada pelo PT viria a ser o sequestro sistemático dos recursos do Estado e seu direcionamento a fundos partidários e pessoais de alguns de seus integrantes ou aliados, de modo a apoiar a perpetuação do partido no poder.

Em dois séculos de independência, essa foi a primeira vez em que o país e seus recursos viram-se reféns de um grupo político organizado em torno de tal objetivo. No plano da história do Brasil, esse nível de espoliação pode ser comparado apenas ao ciclo do ouro no século XVIII, quando a Coroa portuguesa apertou o garrote sobre a economia local e dela extraiu todos os recursos que pôde para sustentar o restante de seu império ultramarino.

Há aqui, obviamente, uma importante diferença: os integrantes do PT são, em sua maioria, pelo menos no papel, brasileiros, ao passo que o Brasil, à época do ouro das Geraes, era uma colônia de Portugal.

Outras comparações pertinentes são as formas de patrimonialismo extremo observadas na antiga Rússia Imperial ou em algumas ditaduras contemporâneas da África.

A violência praticada ao Estado de Direito no Brasil pelo PT, na forma dos esquemas de corrupção amplamente documentados nos autos de múltiplas cortes, delações de empresários, livros e toda espécie de mídias, é inquestionável.

A democracia – ingênua ou dolosamente associada por muitos à simples prática do sufrágio universal – é apenas um pequeno componente do Estado de Direito que, em nosso país, está sim seriamente ameaçado.

Não pelo atual líder do Poder Executivo que, apesar de sua retórica por vezes virulenta, não avança para além de suas atribuições e nem desrespeita a ordem constitucional, diferentemente de alguns integrantes de outros poderes constituídos.

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país pode não ter chance de se recuperar.

Pedro Jobim – Sócio fundador da Legacy Capital. Atua no mercado financeiro desde 2002, tendo sido economista-chefe do banco Itau BBA e da tesouraria do banco Santander. É engenheiro mecânico-aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em economia pela PUC-Rio e Ph.D em economia pela Universidade de Chicago.

InfoMoney

Opinião dos leitores

  1. Concordo, bom está agora. Não, na vdd, desde 2015 qdo travaram td pra tirar a presidenta Dilma, aí neném só pêia! Mas melhorou mesmo de 2019 pra cá, já começou aquele ano gente indo presa na Itália por tráfico de drogas no avião da comitiva do presidente, isso já era um indicativo de que a coisa estava indo td da forma $erta, aí o PIB fecha menor que em 2018. E de lá pra cá, só descendo na banguela ladeira a baixo, corrupção, inflação, mortes e fome. Mas está ótimo, segundo alguns desmiolados, melhor não poderia estar.

  2. O PT vai governar no inferno e não aqui no Brasil, aqui nunca mais porque o mal nunca vence o bem.

  3. Uma matéria dessa vai além do Qi de qualquer esquerdista !!! Eles não estão preocupados com a economia, só querem saber de aborto, liberação das drogas, ideologia de gênero para as crianças. Podem está com a inflação nas alturas como na Venezuela e Argentina, mas tendo lei Rouanet para uma elite privilegiada está ótimo. Discutir com um esquerdista é igual a jogar xadrez com um pombo, ele bagunça e caga tudo, e depois sai de peito estufado.

    1. QI subdesenvolvido é acreditar em economista bolsonarista. Deve ser o pretenso substituto de Paulo Guedes. Só lorota tendenciosa. Bolsonarista só espalha fake news.

    2. Até tem esquerdista com QI para entender, mas são muito vigaristas para darem o braço a torcer. Seja por orgulho, seja pq teve/tem alguma boquinha, seja pq querem voltar ter.

    1. Cresceu quando manteve a responsabilidade fiscal. Abandonada em 2008 em diante. O resto foi só bolha de crédito, de gasto público e de comodites em alta. A ressaca veio com o PIB afundando mais de 7% no biênio 2015/2016.

    2. O que deve ter crescido foi sua conta bancária,no mínimo mais um mamador das tetas governamental.ACABOU PORRA

    3. Verdade inteligente? VIVA O MITO, de migalhas vivíamos antes, lembra do palhaço de nove dedos dizendo que comprava um nordestino com dez contos, vc certamente é um desses.

    4. Analfa, sabes que em 2008 existiu uma crise mundial, inclusive muitas cidades dos EUA, não se recuperaram a exemplo de Seatle, mas vamos em frente, em 2015/2016, tb deves tb saber que travaram o congresso pra tirar a presidenta Dilma. Só pra refrescar a memória seletiva. Deixa eu dizer uma coisa, o conhecimento empírico do povo brasileiro é construído com o sofrimento e em outubro a resposta sobre o que aprendemos vai ser dada.

    5. Sim, teve a crise do subprime em 2008. O Mundo saiu relativmente rápido dela. Mas o Brasil passou por ela evitando a ressaca se mantendo bêbado. Gasto público e crédito além do que se podia. A crença de que se aumenta o nível de água da piscina tirando baldes do fundo e despejando na superfície. A ressaca veio em 15/16. A economia afundou por causa de erros do prórpio PT, o que motivou a sua queda. Inverter isso é inverter a relação de causalidade.

  4. Enquanto isso, o inominável querendo moeda única com Venezuela e Argentina. Hecatombe termonuclear.

  5. Com todo esses esclarecimentos e com o que passamos no governo do PT, aqueles que pensam diferente reflitam, lembrem que depois da eleição não tem mais volta.

    1. Sério. Não aparece um pra discutir os números trazidos na análise. Só ataque na linha “ad hominem” quanto ao autor do texto. Bolsonaro, goste dele ou não, é quem mais apresentou formas de destravar a economia. Lei de gás, ferrovias, cabotagem, saneamento (efeitos a longo prazo, imediatismo é para picaretas como Lula), liberdade econômica, concessões, privatizaões (a da Eletrobras está travada no TCU por razões políticas), ambiente de negócios. Tudo num contexto de um orçamento que só tá dando para pagar despesa vinculada. Não tem outra saída: tem que soltar as amarras da economia. Deixar as pessoas livres do Estado. Agora, vem uma pandemia que obriga BCs do Mundo a uma rara expansão monetária, ao mesmo tempo que arrebenta cadeias produtivas com fechamentos (Bolso foi a favor disso?), só pode dar em inflação mesmo. Estão aí Zona do Euro e EUA que não deixam mentir. De quebra, o Brasil passa por um choque energético, escassez hídrica em uma matriz muito dependente da Chuva. Aí vem seu Putin e joga o brent para mais de 100 bidens.

  6. Por que depois que o PT saiu, o número de estabelecimentos que vendem comida só as aumentou? De restaurantes a atacados?

  7. O PT é a pior febre que já deu no cú do Guaxinim.
    Mais ruim do que esse partido que tem nome equivocado, só se for no inferno.
    Pense num troço que só prega coisas sem futuro.
    Imagina se esse ladrão ganhar de novo com o abono do voto do povo?
    Aí isso aqui fica pior do que o PT, vira um inferno.

  8. O povo quer comida na mesa, ninguém come gráfico não!! Essa linguagem aí só interessa a turma da Faria Lima

  9. A volta do PT ao poder pode não ser bom para o Brasil. Mas a permanência de Bolsonaro será muito pior.

  10. Faltou dizer que a permanência do MINTOmaníaco das rachadinhas ameaça nossa democracia e protege corruptos…

    1. Pode JAIR se acostumando, Lula Presidente 🇭🇰🇭🇰🇭🇰🇭🇰🇭🇰

    2. Ameaça seu marreco, mané. Né isso que quis dizer? Esse bandido de nove dedos tá querendo transformar a América Latina numa união soviética. Até com o real ele quer acabar. Fico impressionado como você não fala nada contra a esquerda. Você vai votar em quem?

    3. Se Bolso é o Rei das Rachadinhas, entâo o Perda Total é o deus das ‘falhas geológicas’.

    1. Banqueiros querem Lula de volta. Gostam de regulação de mercado sob encomenda. Garantir oligopólios. Mas o PIX e as tecnologias agregadas estão quebrando isso. Aí vc vê herdeira bilionária de banco fomentando revistinha esquerda-caviar.

  11. Só existem cinco categorias satisfeitas com a situação do país: banqueiro, megaempresário, pastor evangélico, miliciano e político do centrão. Qualquer trabalhador com consciência de classe sabe que, enquanto durar esse governo, a vida do brasileiro sem privilégios vai piorar.

    1. As Odebrechts, Globos, banqueiros, Eikes e OAS estão da vida estão loucas pra que Lula volte.

    2. Então Aninha, me responda as propostas do @LulaOficial.
      Pelo o que entendi até agora o plano dele é liberar o aborto, regular a imprensa, controlar o que a classe média consome, demitir militares, ofender a políciais e retomar a políticas que fizeram o País Recordistas em Homicídios.
      Me explica AÍ.
      Tu tá com conversas de quem perdeu uma boquinha né não.
      Lamento de informar.
      O teu sofrimento vai até no mínimo até 2026.
      O homi, tá reeleito!!
      E no primeiro turno.
      Vc vai vê.

    3. Aninha, só não concordo com você, porque seria dois idiotas falando bosta.

  12. Excelente abordagem. Só os beneficiados pela corrupção, os totalmente desinformados ou os anencéfalos aceitam e defendem o retorno da quadrilha petista ao poder.

  13. A Organização das Nações Unidas, julgou improcedente a Condenação de LULA e a palhaçada que fizeram na nossa democracia. O pior é que a sociedade pagou por isso e poderá indenizar o melhor Presidente desse Pais depous de Vargas. Grande Estadista LULA.

    1. Grande órgão de credibilidade, essa que julgou o bandido. Tem tanta credibilidade que ele já assume semana quem vem o governo por 8 anos kkk
      Tem muitos retardados nesse Brasil velho. Kkk

  14. Se um esquerdopata tirasse um minuto de sua vida para ler esse tipo de matéria, tenho ctz que mudaria seu voto. Jamais que a volta de um partida que fez o que fez será bom e saudável. Além de tudo, o ex presidiário tá com a vingança nos olhos.

    1. De todas as promessas (ameaças) que Lula vem fazendo, essa talvez seja a pior: controlar artificialmente os preços e acabar com o Plano Real, criando uma mesma moeda junto com a Venezuela.

  15. Que Deus nos proteja dessa legião de demônios voltar ao poder.
    Viva o MESSIAS viva, viva DEUS viva, viva PÁTRIA viva, viva a FAMILIA viva.
    A sub raça imunda da esquerda piram.

    1. Tranque a economia e saia imprimindo grana pra ‘consertar’. Veja essa ‘mágica’ acontecer.

  16. O que o economista mais pró-Bolsonaro do mercado espera para o Brasil
    O convidado desta semana no programa Papo com Gestor é Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital

  17. Esse cidadão viu que Lula vai diminuir a margem de lucro que ele tem. Senhor Pedro Jobim! Pode votar no Messias que seu voto não fará falta. Aleluia! Amém!

    1. Pede a um bandido para comentar a ação da polícia? Vc encontrará elogios a atuação dos policiais? Então, antes de tudo, é preciso entender quem esta escrevendo e para quê. Mesmo assim, ele deixa claro ser contra a política de valorização salarial implementada pelo PT, ou seja, ele pede pra vc se pho der para enriquecer mais ainda meia dúzia; elogia a redução do número de funcionários públicos, como se isso fosse bom, em um país onde 120 milhões de pessoas, vivem em situação de risco alimentar e 20 milhões de pessoas, na miséria absoluta e crescendo todo dia. Se essas pessoas não tem como comer, imagina bancar médico, escola, segurança e outros serviços público oferecidos; quando ele fala do BNDES, ele não diz que foi feita três auditorias, todas feitas por adversários do PT, a última, inclusive, feita pelo governo do mentiroso, que pagou 43 milhões, mesmo após já ter sido feita no governo golpista do temer, e, nada foi encontrado de irregularidades (seria bom investigar quem se beneficiou com os 43 milhões pagos), com a Petrobrás, ele defende que todos nós continuemos nos pho dendo, pagando preços absurdos pelos combustíveis para aumentar a conta de meia dúzia de acionistas, enquanto o povo, que é o maior acionista, vive no desespero, para dizer que temos uma empresa “enxuta” (pra quem?), destruíram com refinarias, entregando a preço de bananas, para que pegasse de empresas internacionais, pagando em dólar, o que produziamos aqui mesmo, depois os burros acreditam que o aumento do combustível é devido ao ICMS, quando fala em corrupção na Petrobrás, não diz que ela é histórica, sempre houve e que aproveitaram essa burrice do povo, para darem o pré sal para os EUA, que foram os responsáveis pela criação da lava jato (hoje provado pela atuação de traidores, sob o comando de um juiz ladrão e corrupto (a ONG criada por eles iria abocanhar 6 bilhões, o supremo impediu a tempo), tirando milhões de empregos, levando esses empregos para fora do país, isso se deu também em outras áreas, como o da construção civil e todos os auto confessos ladrões estão soltos e milionários, usufruindo dos roubos a empresa, numa negociação espúria entre a lavajato e esses ladrões, com fins políticos, levando a prejuízos de bilhões de dólares ao país. Sob o argumento de combater a corrupção, usaram de corrupção e levaram o país ao que estamos hoje, mas o moro e dallagnol ficaram mais ricos, com certeza. Na sua ânsia remunerada, o especiali$ta, não diz que o Lula e a Dilma foram absolvidos na questão da Abreu e Lima, por não ter sido encontrados nada que justificasse a acusação contra eles. Faz um malabarismo vergonhoso para justificar o crescimento do país sob os governos do PT, pega dados, a partir de 2015, sem levar em consideração a ação de bandidos, iniciada por Aécio, ainda em 2013, depois comandada por temer e Cunha, com participação de militares e membros do supremo (hoje fingem não terem nada a ver pelos ataques que sofre a instituição) que jogaram o país no buraco propositadamente, dizendo que bastaria tirar a Dilma que resolveria tudo. Mentiram e enganaram uma corja de brasileiros masoquistas que pagam hoje um preço alto pra sobreviver. Isso se chama de$one$tidade histórica. Quanto a reforma trabalhista, todo trabalhador espera que seja derrubada, foi mais uma enganação do neo liberalismo, sob a direção destrutiva do mentiroso e investigado do rogerio marinho que não acabou com o desemprego, como prometido. Então, o que foi e$crito, é para proteger os donos do capital, os que ficaram mais ricos, mesmo durante uma pandemia,aumentaram suas riquezas em mais de 30% no período, enquanto o povo padecia e morria sem atendimento. Por isso, temem a volta do Lula, porque isso coloca o povo, novamente, em todas as agendas do país.

    2. Por que depois que o PT saiu, a quantidade de estabelecimentos que vendem comida só as aumentou? De restaurantes a atacados?

    3. Quantos campos do pressal os ameicanos tentaram arrematar?
      Vc só escreveu besteira, misificação e mentira mesmo.

  18. Se voltarem transformam o Brasil em uma Venezuela ou Argentina que estão pagando caríssimo pelas escolhas erradas que fizeram.

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Geral

Com aval do PL e rejeição do Novo, 27 partidos confirmam legitimidade da reeleição de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O resultado da eleição presidencial teve o reconhecimento da ampla maioria dos partidos políticos com registro ativo no país. De acordo com levantamento que analisou 29 legendas — excluindo o partido do candidato eleito, 27 chancelaram o resultado oficial das urnas, enquanto uma sigla contestou o pleito e outra não se manifestou.

O reconhecimento formal do resultado eleitoral atesta a legitimidade do processo conduzido pela Justiça Eleitoral e não implica alinhamento político ou adesão às propostas do futuro governo. Entre as siglas que reconheceram o resultado está o próprio PL, legenda que disputou o segundo turno.

Contestação e Silêncio

Na contramão da maioria, o Partido Novo não reconheceu o resultado das urnas. A legenda criticou a condução do pleito e informou ter protocolado três ações judiciais questionando a chapa vencedora.

Já o Mobiliza foi a única agremiação que não emitiu qualquer posicionamento oficial até o fechamento do levantamento.

 

Tabela: Posição dos Partidos em Relação ao Resultado

Nº Partido Situação
1 Agir Reconheceu
2 Avante Reconheceu
3 Cidadania Reconheceu
4 Democracia Cristã (DC) Reconheceu
5 Democrata Reconheceu
6 MDB Reconheceu
7 Missão Reconheceu
8 Partido Comunista Brasileiro (PCB) Reconheceu
9 Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Reconheceu
10 Partido da Causa Operária (PCO) Reconheceu
11 PDT Reconheceu
12 PL Reconheceu
13 Podemos Reconheceu
14 Progressistas (PP) Reconheceu
15 Partido Renovação Democrática (PRD) Reconheceu
16 PRTB Reconheceu
17 PSB Reconheceu
18 PSD Reconheceu
19 PSDB Reconheceu
20 PSOL Reconheceu
21 PSTU Reconheceu
22 Partido Verde (PV) Reconheceu
23 Rede Sustentabilidade Reconheceu
24 Republicanos Reconheceu
25 Solidariedade Reconheceu
26 União Brasil Reconheceu
27 Unidade Popular (UP) Reconheceu
28 Novo Não reconheceu
29 Mobiliza Não se manifestou

Com informações do Metrópoles

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Geral

Suposto apoio a fuga de Flávio Bolsonaro agrava crise diplomática entre Brasil e Argentina


Foto: Ricardo Stuckert

A suspeita de que o governo da Argentina tenha prestado auxílio para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil agravou o desgaste nas relações entre os dois países. O episódio compromete ainda mais o diálogo bilateral e distancies as chances de uma retomada da normalidade diplomática.

Flávio Bolsonaro deixou o país após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O parlamentar, que declarou não reconhecer o resultado da eleição, viajou rumo aos Estados Unidos em uma rota que incluiu escalas na Argentina e no Equador. O deslocamento teria contado com a assistência da Casa Branca e o suporte da Casa Rosada.

Na Argentina, a articulação é atribuída a Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente Javier Milei. O senador brasileiro viajou a bordo de uma aeronave da empresa argentina Baires Fly S.A., companhia atualmente investigada no país vizinho em um esquema que envolve a irmã do líder argentino.

Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos oficiais ao Itamaraty.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Artistas do RJ se mobilizam por segundo turno em meio a impasse judicial sobre votos de Garotinho

Caso fosse realizado um segundo turno no RJ, a disputa ficaria entre o eleito em 1° turno, Douglas Ruas e Eduardo Paes. Foto: Ana Branco/ Agência GLOBO

Um grupo de artistas do Rio de Janeiro organiza um ato para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e reivindicar a realização do segundo turno. Liderada por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a iniciativa será apresentada oficialmente em um encontro agendado para esta terça-feira (3), segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A mobilização surge no centro de um imbróglio jurídico em torno da apuração dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, partido do candidato Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos 274.411 votos obtidos pelo ex-governador.

Garotinho disputou o pleito com a candidatura indeferida e com recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a atitude do ex-governador como uma manobra estratégica para favorecer seu adversário político.

Alteração nos votos válidos

A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O PSD contesta o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado volte às urnas para definir a eleição em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.

Com informações de O Globo

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Geral

Justiça condena blogueiro e TV Futuro a indenizar Antônio Henrique; prefeito anuncia doação ao Abrigo São Vicente de Paulo


Foto: Divulgação

A Justiça condenou o blogueiro Paulo Sérgio Santana Santiago e a TV Futuro ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Henrique. O prefeito anunciou que doará integralmente a indenização ao Abrigo São Vicente de Paulo assim que receber o valor.

A sentença também determina a remoção da publicação e a divulgação de uma retificação no programa “O Povo na TV” e no perfil @opovonatvrn. A matéria afirmava que a Prefeitura havia gasto quase R$ 6 milhões com serviços de buffet.

Conforme a decisão, o documento utilizado na reportagem era uma ata de registro de preços, destinada a eventuais contratações, e não comprovava que o município havia desembolsado o valor mencionado.

A retificação deverá ser divulgada em até dez dias após o trânsito em julgado — quando não houver mais possibilidade de recurso —, sob pena de multa diária

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PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

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Lula é aconselhado a fazer indicação “segura” ao STF antes do fim do ano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele escolha um nome com apoio consolidado no Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é que o governo precisa garantir a aprovação da indicação ainda em 2026, antes da renovação da Casa, que terá maior presença da oposição a partir do próximo ano.

Apesar de Lula ter sinalizado a intenção de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome ainda enfrenta resistência entre os senadores. Em abril, sua indicação foi rejeitada pelo plenário, uma derrota do governo no Legislativo durante o terceiro mandato.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto defendem uma escolha que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa. O favorito desse grupo é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pacheco já era o nome preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado antes da indicação de Messias. A recente aproximação entre Lula e o presidente da Casa também é vista pelos articuladores como um fator favorável ao ex-senador.

A preocupação aumentou após o avanço da direita nas eleições. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

Lula ainda não definiu sua escolha e deve amadurecer a decisão nos próximos dias. Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades no Congresso a PEC da Segurança Pública e o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

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Expectativas de inflação para 2027 e 2028 disparam após reeleição de Lula

Foto: Cristiano Mariz

A expectativa de inflação no Brasil subiu significativamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa da corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2027 e 4,3% em 2028.

Antes do segundo turno, a pesquisa Focus, do Banco Central, apontava inflação de 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O economista da BGC Carlos Thadeu afirma que a revisão reflete principalmente a preocupação com a falta de uma estratégia de ajuste fiscal e a expectativa de aumento dos gastos públicos. A alta do dólar, que passou de R$ 4,99 para R$ 5,44 em pouco mais de uma semana, também pressiona os preços, especialmente os combustíveis.

O economista diz ainda que 11% dos entrevistados já projetam inflação superior a 6% em 2027. Ele também aponta o possível fim da escala 6×1 como um fator adicional de pressão sobre os custos das empresas.

A preocupação do mercado envolve ainda a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o governo prevê déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano. Economistas avaliam que seria necessário um ajuste fiscal de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos.

O cenário também mudou as expectativas para a taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros passou a indicar manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, com apenas 20% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

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Mercado clandestino de bets pode dobrar após proibição e movimentar cerca de R$ 56 bilhões

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.

A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.

O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.

O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.

O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns, gênios!
    Os viciados continuam viciados, mas agora não tem empresa ‘de verdade” pra processar e tentar tirar uma orelha…

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THE ECONOMIST: Mercado reage mal à vitória inesperada de Lula; revista britânica cita risco de recessão

Foto: Sebastião Moreira/EFE

O Brasil corre o risco de enfrentar uma crise fiscal e uma recessão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mude a condução da política econômica. O alerta é da revista britânica The Economist, em análise publicada após a vitória do petista nas eleições presidenciais e reproduzida pelo Estadão.

A publicação afirma que o país enfrenta uma combinação de gastos públicos elevados, juros altos, endividamento crescente e baixo ritmo de crescimento. O déficit orçamentário supera 9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública chegará a 97% do PIB neste ano, ante 84% em 2022.

A revista também destaca que a taxa real de juros está em 9%, resultado, entre outros fatores, da pressão fiscal sobre a política monetária. O custo elevado do crédito prejudica investimentos, empresas e famílias, além de limitar o crescimento econômico.

Para a The Economist, Lula precisará demonstrar compromisso com a disciplina fiscal, começando pela escolha de um ministro da Fazenda que transmita confiança ao mercado e pela apresentação de um plano consistente para controlar as contas públicas.

Entre as medidas apontadas estão a criação de limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, especialmente com aposentadorias de servidores públicos e militares.

A The Economist também critica a promessa de ampliação de subsídios e políticas sociais sem uma fonte sustentável de financiamento. Segundo a análise, as novas iniciativas anunciadas pelo governo podem representar despesas equivalentes a cerca de 2% do PIB até o fim de 2027.

Na avaliação da publicação, a capacidade de Lula de reorganizar a política econômica será decisiva para recuperar a confiança dos investidores, estimular os investimentos e evitar o agravamento do endividamento. Caso mantenha a trajetória atual de gastos, o país poderá enfrentar uma crise fiscal com consequências para toda a economia.

The Economist, via Estadão

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Novo imposto sobre consumo no Brasil pode ficar acima de 30% e superar o de países ricos; veja ranking

Alíquotas do imposto sobre o consumo — Imagem: Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil

O Brasil poderá ter uma das maiores alíquotas de impostos sobre o consumo do mundo com a implementação da Reforma Tributária. A taxa padrão do novo sistema pode ultrapassar 30%, superando os percentuais praticados em países ricos, como Hungria, Finlândia e Dinamarca, segundo levantamento divulgado pelo g1.

A projeção coloca o Brasil acima de todos os países da comparação feita com dados da Tax Foundation, uma organização independente fundada em 1937 nos EUA que coleta dados e publica pesquisas de política fiscal.

No ranking, a Hungria aparece na segunda posição, com alíquota de 27%, seguida por Finlândia (25,5%) e Dinamarca, Noruega e Suécia, todas com 25%. Outros países europeus também apresentam taxas elevadas, mas inferiores à projeção brasileira. Estônia, Grécia e Islândia cobram 24%, enquanto Portugal, Irlanda, Polônia e Eslováquia têm alíquota de 23%. Na Itália, o percentual é de 22%.

Na outra ponta, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm taxas de 10%. A Suíça cobra 8,1%, e os Estados Unidos aparecem com 7,5% de imposto sobre vendas. Nesse último caso, a comparação exige uma ressalva: os EUA não possuem um IVA nacional, mas impostos sobre vendas definidos em níveis estaduais e locais.

A projeção brasileira considera a alíquota padrão do novo modelo de tributação sobre o consumo, que reunirá tributos federais, estaduais e municipais. O percentual definitivo ainda depende da regulamentação e dos ajustes previstos na transição para o novo sistema.

Opinião dos leitores

  1. Custou muito caro pra Lula ganhar a eleição, pior que a conta vai chegar e sempre sobra pra o pobre no final.

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