Planejada para dar mais conforto para estudantes, pesquisadores e apreciadores da literatura, a reforma e modernização da Biblioteca Câmara Cascudo segue dentro do cronograma previsto pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). O objetivo da iniciativa é revitalizar a Biblioteca no cenário cultural e educacional da capital, transformando a instituição em um espaço confortável e próprio também para eventos culturais.
O projeto para obra foi idealizado pela Fundação José Augusto, e a fiscalização de sua execução está sob a responsabilidade da SIN. Os trabalhos realizados consistem tanto na readequação como na criação de novos espaços, destacando-se o auditório modelado com capacidade para 80 lugares e estendida para 100 lugares, caso seja necessário; uma galeria, que vai receber exposições itinerantes; um café e uma sala voltada para o público infantil. Todos os espaços estão sendo construídos considerando a necessidade da acessibilidade.
Entre os serviços concluídos estão a revisão e troca das instalações elétricas, bem como das estruturas necessárias para combate a incêndios; o revestimento das paredes dos banheiros; a troca de componentes hidráulicos; a cobertura necessária para a drenagem das águas pluviais e a demolição e nivelamento do piso antigo, já que em alguns espaços existia um desnível acentuado. Em andamento atualmente está à aplicação do forro de gesso e a conclusão da instalação das peças sanitárias. A expectativa dos engenheiros da SIN é que com o fim desse processo, o piso possa ser aplicado. “O trabalho está sendo rápido, e todos aqui estão comprometidos para terminar o mais breve possível. Depois que começamos uma obra o bom mesmo é ver concluída”, afirmou Francisco Canindé, mestre de obras.
Os recursos que estão sendo investidos na Biblioteca Pública são provenientes de um convênio entre o Ministério da Cultura e a Fundação José Augusto, com contrapartida do Governo do Estado. Além da reestruturação do prédio, parte dos recursos será disponibilizada para compra de móveis, equipamentos e atualização do acervo bibliográfico, esse último com investimentos na ordem de R$ 50 mil. Segundo Márcio Farias, diretor da Biblioteca, nesta escolha foram priorizados autores da literatura brasileira e potiguar. “Câmara Cascudo e Zila Mamede estão entre os títulos selecionados, como o folclorista dá nome a instituição e a escritora foi sua primeira diretora, é uma justa homenagem ampliar o acervo desses nomes importantes da cultura do Rio Grande do Norte”, explica.
A biblioteca conta com um acervo de 100 mil livros, sendo a maior biblioteca pública do Estado. De acordo com Márcio Farias, a reforma é muito importante e necessária, já que desde que foi criada, em 1969, a instituição não passava por reparos desse nível. “Visitei a obra nesses últimos dias e fiquei muito satisfeito com o que o vi. Nós já realizávamos pequenos eventos culturais, mas agora vamos poder fazer isso com mais conforto, é uma grande vitória para educação e para a cultura do Estado”, comentou.
Descrição dos valores do Convênio
Total do convênio: R$ 1.497.849,96
Contrapartida do Governo do Estado: R$ 365.453,79
Valor para a obra de reforma: R$ 1.022.396.17
Valor licitado pela Flague: R$ 919.961,61
Valor para mobiliário: R$ 327.953,79
Foto: Reprodução
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