Organização Pan-Americana da Saúde pede que Brasil aumente testagem e passe “mensagem consistente”

Imagem: Carl de Souza/AFP

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, afirmou hoje que o Brasil precisa ampliar a testagem da covid-19 para realizar um combate mais eficiente ao vírus. O órgão também reforçou a necessidade de as autoridades passarem uma mensagem “consistente” à população em meio aos esforços para conter o avanço da doença.

“A Opas constantemente pede ao Brasil para aumentar o número de testes. Pede que a mensagem (à população) seja consistente. Se não há uma mensagem consistente, a população se confunde. Isso preocupa a Opas”, alertou Marcos Espinal, diretor do departamento de Doenças Transmissíveis da Opas.

Ciente da necessidade, o Ministério da Saúde pretende testar 24% da população — equivalente a 50 milhões de pessoas. De acordo com o ministro interino, Eduardo Pazuello, a pasta já distribuiu 11,3 milhões de unidades. No início do mês, o interino reconheceu que o País não vai conseguir cumprir a meta original do ministério de 46 milhões de exames até o fim de 2020.

Questionado pelo Estadão sobre o Brasil não ter um ministro efetivo da Saúde desde 15 de maio, quando Nelson Teich pediu demissão, Espinal minimizou a situação. O diretor reafirmou a importância de ampliar a testagem e de realizar uma comunicação clara com a população, além de manter as medidas necessárias mesmo com a reabertura da economia.

“Existe um ministro interino, mas não é só isso. O mais importante é que o Brasil tem um exército de trabalhadores dedicados, acadêmicos, médicos, enfermeiros e trabalhadores sociais que ajudam a população. É necessário continuar aumentando os testes. A mensagem deve ser consistente. Mesmo reaberto, o Brasil precisa continuar com as medidas sugeridas”, disse Espinal.

Diretor-assistente da Opas, Jarbas Barbosa chamou a atenção para os riscos de realizar uma reabertura em momento inapropriado, sem reduzir os números da covid-19. Barbosa também ressaltou a importância de um monitoramento que considere as diferenças entre cada região do país.

“Primeiro, é preciso controlar a transmissão. Se começam a reabertura sem isso, vai acelerar a transmissão. Após controlar, aí sim pode reabrir. Se identificar um novo crescimento, precisa tomar as medidas adequadas. Precisa ser Estado por Estado, com o número de casos acumulados. Pois esse número acumulado informa a situação desde fevereiro até agora, para identificar se está crescendo ou se as medidas estão sendo efetivas para reduzir e controlar a transmissão”, explicou.

Com UOL e Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Terezinha disse:

    Concordo com o presidente, o dinheiro ele mandou ,mais não foram empregado pelos governo.para aumentar os leitos dos hospitais.cade os respeitadores do consórcio
    dos governos do nordeste.

  2. Jorge Ivan disse:

    Falas de Bolsonaro contra isolamento podem ter matado mais seus eleitores, aponta estudo

    Isolamento caiu e houve mais óbitos proporcionalmente em cidades que tiveram mais eleitores do presidente.

    Em resumo, onde Bolsonaro teve mais votos, o isolamento tem sido menor —e o número de óbitos, maior.

    “É como se, com seu discurso, Bolsonaro tivesse levado seus eleitores ao abatedouro”, diz um dos autores do trabalho, Ivan Filipe Fernandes, doutor em Ciência Política pela USP e professor da UFABC.

    • Ricardo lúcido disse:

      🎯 no alvo .

    • Lutemberg disse:

      Pelo contrário, ilustre. Onde os governadores fazer oposição a Bolsonaro, o número de mortes é muito maior que nos estados governados por aliados do Presidente. Vejam por exemplo, Tocantis, Minas e Santa Catarina, e compare com os estados famigerado "consórcio nordeste", por exemplo, é fácil constatar que seu comentário não tem fundamento.

    • Neto disse:

      Kkkkkkkk
      E na Itália, França e Espanha.
      Quem abateu o gado????
      Mito 2022!!
      PRIMEIRO TURNO LOGO viu???

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