Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi
Pacientes esperaram até 7 horas para serem atendidos nesta quarta-feira (27) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, na Zona Norte de Natal.
Esse foi o caso, por exemplo, do frentista Maciel Barros, que chegou por volta das 8h na unidade e só passou pela triagem às 12h. Até 15h, ele não havia entrado ainda na sala de consulta.
“Vieram falar da minha pulseira azul, que é caso de esperar. Beleza. Mas eu cheguei às 8h, vim fazer a triagem de meio dia. Por quê? Se a triagem pode fazer na hora. Se eu tivesse feito a triagem no momento em que eu cheguei, num momento desse eu já teria ido embora”, lamentou.
O frentista explicou que procurou a UPA porque está com dor de cabeça, dor de garganta e que, caso não consiga atendimento, vai voltar para casa e comprar um medicamento por conta própria.
A direção da UPA explicou que a demora aconteceu por conta de urgências mais graves que surgiram desde a madrugada desta quarta.
Segundo a direção, ainda durante a manhã dois pacientes que estavam em estado grave tiveram prioridade no atendimento por conta de complicações, o que alterou também a dinâmica dos atendimentos. Os dois pacientes não resistiram e morreram.
Diante da situação de superlotação, uma paciente chegou até a deitar no chão da unidade enquanto não era chamada.
A direção da UPA explicou que a unidade recebeu cerca de 300 pacientes até 15h desta quarta e que atendeu cerca de 120 deles. Segundo a direção, a unidade conta com 4 clínicos gerais. A direção disse ainda que a sala de medicação está lotada de pacientes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada pela reportagem da Inter TV Cabugi, mas não se pronunciou até a atualização mais recente desta reportagem.
‘Vou ter que esperar’
A costureira Leidjane Moura também viveu uma saga por uma atendimento na UPA Potengi nesta quarta. Ela chegou à unidade às 10h e até 14h não tinha havia sido atendida ainda.
“Eles falam que vai ter a ficha. Eu sei que tem um monte de ficha lá. Eu passei um tempão pra ser chamada para ir pra triagem. E agora aguardo aqui para ir pro consultório”, disse.
A costureira disse que vai esperar até a hora de ser atendida. “É o jeito. Infelizmente é assim, a nossa saúde é assim”, lamentou.
Laura Silveira também demorou cerca de 5 horas apenas para passar pela triagem.
“Eu cheguei por volta das 8h40 e estou aguardando ser atendida. Fui chamada pra triagem por volta de 13h40. Está entrando prioridade e aparentemente só tem um médico fazendo atendimento”, contou.
Com um incômodo na barriga e sem conseguir urinar direito, ela disse que não sai da unidade enquanto não passar pela consulta.
“Está só chegando gente, a UPA superlotada e ninguém vem dar uma explicação pra gente, só manda a gente aguardar. Eu não sei nem que horas vou ser atendida, porém eu não saio daqui antes de ser atendida”.
A UPA, foi criada para atender às urgências e emergências. Não devendo portanto, atender pacientes com pequenas queixas ou quadros que não comprometam o seu estado geral. O problema e6que o sistema, acostumou a população a buscar atendimento onde, supostamente é mais fácil; ou onde tenha a certeza da presença de Médicos para atende-la. Com isso é por isso, é que essas Unidades de Pronto Atendimentos, sempre estão lotadas. As pessoas não confiam mais na rede básica de saúde. Os ditos”postinhos” não servem mais, nem para buscar medicamentos. Muito disso, culpa das próprias equipes; que hohe em dia, só querem falar de seus “direitos” e esquecem dos deveres para com a sociedade. Pois são Servidores públicos!
E aí, é fácil! Culpar os gestores, culpar o sistema, etc. Oras!!! Se eles(servidores, funcionários, etc.) fazem o sistema?! Não é fácil!
O que se tem de concreto, é que a população não recebe o tratamento que deveria. Entretanto, essa mesma população, não busca o atendimento ou não reivindica seus direitos no lugar certo. As UPAS, não conseguiram atender à todos! A realidade delas, é que, quase 70% dos pacientes que atendem, esses, não deveriam ser atendidos lá. A população, de forma equivocada está transformando-as em serviços ambulatoriais. E isso se torna, a cada dia muito perigoso. Visto que, ha6quakquer momento pacientes, de fato com quadris graves, deixam de ser atendidos no tempo certo. Muitos podem não resistir! Sobre a demora no atendimento, quem tem plano de saúde em Natal, é busca atendimento em portas de emergências dos hospitais privados, sofrem do mesmo jeito. Esperar várias horas é coisa com um. E ser encaminhado para atendimento ambulatorial é mais comum ainda. Agora, fazer cena, como a imprensa tem o hábito de fazer; querer se alto promover com as dificuldades da população; lavrar em redes sociais, etc. São atitudes covardes e desonestas com o povo. Os profissionais de saúde das UPAS, estiveram, estão e estarão sempre há postos para atender todas as urgências e emergências que por lá chegam. Porém, atender a multidões de casos ambulatoriais provocam o encerramento dessas unidades. Atualmente, o perfil dos pacientes atendidos nas portas de urgências das UPAS, mudou. Além dos casos clássicos, como: Infartos do miocárdio ; AVC; AVE; TEP; DPOC Exarcebadas; Baleados; Esfaqueados; Vítimas de Acidentes; Tuberculosos; Portadores de ISTS; pacientes em sofrimento por causas diversas; crises de vesícula; apendicite aguda; Bixigomas, covid; endocardites; pericardites; doenças vasculares, com ou sem indicação de amputação; intubações; drenagem de tórax,etc., etc., etc. São tantas, todos os dias. Doenças que, de fato causam sofrimento e podem evoluir para um quadro de saúde crítico.
Ainda chegam, crianças com seus quadros específicos, doenças inclusive graves, de toda sorte. Há casos em que necessitam ser intubados. E além de tudo isso, passaram a atender aos pacientes psiquiátricos em surtos ou não. Visto que o Hospital João Machadao, fechou as portas para as urgências, e apelidou essa atitude de ” regulação de porta”; ficando para as UPAS a incumbência de atender à esses pacientes, “juntos e misturados” à todos os outros citados anteriormente. E aí, blogueiro de MERDA! Vem vcs, querendo aparecer para sociedade, fazendo materiazinha dessa natureza. Coletando depoimentos, manipulados de pacientes que certamente, não deveriam está nas portas de urgências. Até pq, é sabido que, quem reclama, faz barulho, chama a imprensa, etc. Esses, com certeza não estão doentes o suficiente. O paciente realmente grave, não dá ouvidos à vcs. E aí, querer que as UPAS, cumpram um papel que não é delas, é minimamente, injusto!
Pessoas!!! Se cuidem! Controlem sua glicemia, sua pressão arterial, não dirijam depois de beber, não usem drogas, etc. Tudo isso, é importante para que vc não venha a precisar de atendimentos, gira das rede básica de saúde. Respeitem as UPAS. Lá, vidas são salvas! Só busquem as UPAS, para atendimentos de urgências ou emergências. Trabalhadores relapsos não encham mais as UPAS, nas segundas feiras ou em vésperas de feriados, para pedir atestados médicos. Atitudes como essas dificultam o atendimento à quem realmente precisa das UPAS.