Brasil

Transplantes de órgãos triplicam em duas décadas e 25 brasileiros deixam fila por dia


A cada dia, em média 25 pessoas saem da fila de espera por um órgão no Brasil. Em 2024, pelo menos 9.216 vidas foram salvas no país após a realização de um transplante, um dos maiores números da série histórica do Ministério da Saúde, iniciada em 2001. Por trás dessas estatísticas estão famílias que escolheram transformar dor em esperança, pacientes que renasceram e profissionais que não pouparam esforços para fazer com que uma vida que parecia perdida ganhasse uma nova oportunidade.

Parte importante dessa rede de apoio não fica dentro dos hospitais e muitas vezes sequer tem contato com a família de quem doa e quem vai receber o órgão. São motoristas, pilotos, policiais e bombeiros que correm contra o tempo cruzando rodovias e céus para garantir com que o gesto de solidariedade de uma família em luto mude o destino de quem aguarda por um recomeço.

Foi assim com Maria Helena Gouveia, 70 anos. Era 1º de outubro de 2024, e o dia ainda não tinha nem amanhecido, mas ela já estava de pé. Desde que ficou sabendo que precisaria fazer um transplante de fígado, essa era a quarta vez que ela era avisada que havia um órgão que poderia servir para o corpo dela. Nas oportunidades anteriores, o transplante não ocorreu. Mas desta vez, ela estava certa que sairia da fila e não voltaria para casa chorando por não fazer a cirurgia.

Enquanto ela ia para o hospital, o fígado era transportado do Espírito Santo ao Rio de Janeiro em um avião da Força Aérea Brasileira. Maria Helena entrou na sala da cirurgia antes que a aeronave pousasse no Aeroporto Internacional Tom Jobim, a aproximadamente 25 km de distância do Hospital Adventista Silvestre, onde ela faria o transplante. Depois que o avião chegou ao Rio, a caixa térmica com o órgão precisou trocar de transporte. A opção foi levar o fígado em uma viatura da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, pois não seria possível completar o trajeto de helicóptero pela ausência de um heliponto no hospital.

O jeito mais rápido de fazer essa viagem por terra seria usando a Linha Vermelha, uma das vias expressas mais movimentadas do Rio. Como em qualquer horário de pico em um dia de semana, o trânsito era intenso. Os carros quase não andavam. O fígado não podia demorar muito para chegar ao hospital devido ao tempo de isquemia (tempo que um órgão aguenta ficar fora do corpo sem receber sangue). O que a Maria Helena aguardava tinha sido retirado do corpo do doador por volta das 2 horas da manhã de 1º de outubro e teria um prazo de até 12 horas para ser transplantado para o corpo dela.

Mas a Polícia Militar montou uma operação para escoltar o carro que levaria o fígado. O Batalhão Tático de Motociclistas bloqueou os dois sentidos da Linha Vermelha para dar passagem à viatura guiada pelo motorista Walmir Alves, 62. Com uma moto à sua frente abrindo caminho, ele teve pista livre para levar o órgão que salvaria a vida de Maria Helena. Walmir andou até na contramão para chegar a tempo de entregar o fígado em boas condições para o transplante. E deu certo.

“Eu já tinha vindo três vezes, e não foi compatível. Aí eu voltava para casa, descia chorando, mas dizia: ‘Não. Vou ser forte. Eu vou ser forte porque a minha hora vai chegar’ — como chegou”, comemora Maria Helena.

Ainda sob acompanhamento para avaliar se o novo fígado não vai ser rejeitado, ela detalha com um misto de emoção e alegria os momentos que antecederam o transplante. “Nós saímos de casa 4 horas da manhã, quando deu 5 horas eu já estava aqui. Ele [fígado] que demorou a chegar. Eu estava ansiosa esperando ele. Eu sabia que eu ia ficar”, conta.

“Eu vi eles, os policiais. Eu vi eles acompanhando o carrinho branco. Eu digo: ‘Esse carro é o meu!’. Às vezes, até hoje ainda falo: ‘Esse carro é o meu! Está vendo, meu carrinho? Como que ele entrou, a avenida livre só para ele?’. Se não conseguissem fechar as avenidas, eu ia voltar para casa mais uma vez”, acrescenta.

Leia mais

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Alinhamento da Meta com Donald Trump provoca temor no governo Lula e no TSE

ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP

Na última terça-feira, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim do programa de checagem de fatos, em vigor há oito anos para combater a desinformação. A medida inicialmente valerá para os Estados Unidos, mas já provoca preocupação de ser replicada por aqui.

“O Trump nem assumiu a Casa Branca e já botou as garras de fora”, disse ao blog um integrante do governo que acompanha de perto os desdobramentos da discussão. “O Facebook e o Instagram correm o risco de se tornarem um novo X.”

Por ora, o governo Lula tem reforçado o posicionamento público de defender a regulamentação das big techs, que enfrenta resistência no Congresso, principalmente de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, integrantes da administração petista já fazem projeções sobre os efeitos práticos da medida anunciada por Zuckerberg, que podem tornar a empresa menos cooperativa com as autoridades brasileiras.

Um das consequências é que. com a mudança na postura da Meta e a eventual implementação da nova política no Brasil, o governo Lula deve acionar mais a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, braço da Advocacia-Geral da União (AGU) voltado ao combate à disseminação de fake news contra políticas públicas ou que prejudiquem a atuação de servidores públicos – como a difusão de desinformação sobre campanhas de vacinação ou o uso de inteligência artificial para criar discursos falsos de autoridades, por exemplo.

Criada no início do atual governo Lula, sob críticas da oposição, que a chama de “Ministério da Verdade”, a PNDD não tem o poder de remover unilateralmente fake news, mas pode intimar as redes sociais para que elas retirem o conteúdo do ar – e até acionar a Justiça para garantir a exclusão de postagens e a responsabilização civil das plataformas.

Diante de uma postura mais permissiva da Meta, nos bastidores a avaliação é a de que o órgão vinculado à AGU precisará atuar mais – e, por tabela, aumentará a judicialização de casos para barrar a disseminação de notícias falsas nas redes de Zuckerberg, o que também levanta preocupação no TSE.

“Essa decisão não auxilia a democracia, o respeito à dignidade humana, às diversidades. É um retrocesso para a humanidade”, diz um ministro do TSE ouvido reservadamente pela equipe da coluna.

Nas eleições municipais de 2024, Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp assinaram um memorando de entendimento com o TSE prevendo a adoção de uma série de medidas para combater a disseminação de notícias falsas, como a criação de uma ferramenta para divulgar informações sobre as eleições.

Mas a nova política de Zuckerberg lança dúvidas sobre a disposição da empresa de seguir colaborando com o Judiciário brasileiro, conforme informou o colunista Lauro Jardim. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o executivo bilionário afirmou que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas (das redes sociais) silenciosamente”, em uma indireta ao Brasil.

Para uma fonte do Judiciário que acompanha de perto as discussões, “estamos entrando numa realidade distópica”. “Os tribunais seguem aplicando a lei. Mas é um retrocesso, sem dúvida, a postura da Meta por substituir uma ação colaborativa por confronto. Vão deixar tudo a depender de ordem judicial.”

Nesta quarta-feira (8), o Ministério Público Federal cobrou explicações do Facebook se a nova política de moderação de conteúdos das plataformas digitais da Meta serão aplicadas também no Brasil. O MPF também quer esclarecimentos sobre eventuais mudanças que eventualmente sejam implantadas no Brasil e a partir de quando elas entrariam em vigor.

No comunicado divulgado na última terça-feira, a Meta afirmou que “começando pelos Estados Unidos, estamos encerrando nosso programa de verificação de fatos via parceiros e migrando para um modelo baseado em notas da comunidade”. É um modelo similar ao adotado pelo X de Elon Musk, em que os próprios usuários elaboram notas ou correções das postagens que possam conter informações falsas ou enganosas.

Para Zuckerberg, o sistema atual de checagem de fatos da empresa “chegou a um ponto em que há muitos erros e censura demais”, mas para as autoridades brasileiras, a avaliação é a de que o novo sistema vai tornar as plataformas da Meta um “faroeste digital”.

Na avaliação do advogado Diogo Rais, professor de direito digital do Mackenzie, a nova postura da Meta representa um retrocesso.

“A pior parte talvez seja o sinal que ele traz com a questão da confiança. Um dos motivos que Zuckerberg alega é que os checadores não construíram a confiança necessária e que, na verdade, destruíram essa confiança devido aos vieses ideológicos. Isso é muito grave e traz nos diversos recados do pronunciamento uma forma de se aliar ao do presidente eleito dos Estados Unidos, mudando toda uma política na qual de alguma maneira favorece o chamado mercado livre de ideias”, critica Rais.

“É como se a própria comunidade tivesse condições de se autorregular, mas o que a gente tem visto é que as experiências nesse sentido têm piorado o ambiente digital.”

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Bolo envenenado: presa também é suspeita do homicídio do sogro, morto em setembro por intoxicação

Foto: Reprodução/Redes sociais

O corpo do sogro da suspeita de ter envenenado um bolo com arsênio foi exumado na manhã desta quarta-feira (8), informou ao GLOBO o secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Sandro Caron. O procedimento foi realizado a pedido dos investigadores responsáveis pelo caso, que levantaram a hipótese de que ele poderia ter sido morto, em setembro do ano passado, também por envenenamento. Na época, a causa do falecimento foi atribuída a uma intoxicação alimentar.

“Depois que toda essa história e esse crime gravíssimo veio à tona, é natural ter surgido a suspeita em relação a esse óbito que aconteceu em setembro. A perícia do corpo está sendo feita, e nossa expectativa é já teremos os resultados até o início da semana que vem. Confirmando a causa da morte por envenenamento, esse será mais um homicídio doloso será imputado à suspeita, que já está presa”, informou o secretário.

Acusada de ter provocado a morte de três familiares e a internação de outros três, a suspeita foi detida no último domingo. Identificada como Deise Moura dos Anjos, ela passou por audiência de custódia e teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Até o momento, investigadores da Polícia Civil ouviram doze pessoas. No entanto, ainda de acordo com o secretário, há indícios de que ela atuou sozinha.

Além disso, oito telefones celulares foram apreendidos e terão o conteúdo analisado nos próximos dias.

Entenda o caso

Na tarde do dia 23 de dezembro, seis pessoas da mesma família passaram mal após consumirem um bolo durante um café da tarde no município de Torres, no litoral do Rio Grande do Sul. Segundo informações da Polícia Civil, o alimento foi preparado em Arroio do Sal, cidade vizinha, por uma mulher identificada como Zeli dos Anjos, de 60 anos.

Após darem entrada no hospital, três pessoas morreram. As vítimas foram identificadas como: Neuza Denize Silva dos Anjos, 65 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, 59 anos, irmãs de Zeli, além de Tatiana Denize Silva dos Anjos, 47 anos, filha de Neuza.

O marido de Maida e uma criança de 10 anos também comeram o bolo, foram hospitalizados, mas já tiveram alta. Já Zeli, responsável pela preparação da sobremesa, permaneceu internada.

Morte por envenenamento provocado por arsênio

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, a perita responsável pelo caso e diretora do Instituto Geral de Perícias (IGP) do RS, Marguet Mittman, afirmou que “concentrações altíssimas” de arsênio foram encontradas em amostras de sangue, conteúdo estomacal e urina das vítimas. A quantidade achada chegou a ser até 350 vezes maior que o mínimo para o envenenamento.

“De acordo com a literatura, uma concentração permitida na urina, que seria profunda e de uma contaminação ocupacional, por exemplo, é de 35 mil programas por litro. Em uma das vítimas, a menor concentração encontrada foi 80 vezes maior que essa considerada pela literatura como permitida. E na vítima com a maior concentração, esse número chegou a 350 vezes maior do que a literatura permite”, afirmou Marguet.

Segundo a especialista, a farinha usada para a preparação do bolo também estaria contaminada com arsênio, em concentrações até 2.700 maiores que as encontradas na sobremesa.

Pesquisas por veneno e histórico de desavenças

Ao GLOBO, o delegado Marcos Vinicius Veloso, responsável pelo caso, afirmou que, através da extração de dados celulares apreendidos com a suspeita, também foram encontradas pesquisas por variedades de veneno. Durante a coletiva nesta segunda-feira, Veloso também disse que as provas encontradas contra a acusada eram “robustas”.

“É importante mencionar que a investigada, ainda que seja presumidamente inocente, está presa temporariamente em virtude das fundadas razões que encontramos em provas legalmente juntadas ao inquérito. Essas provas já são robustas e serão, com certeza, utilizadas”, afirmou o delegado.

Segundo ele, a família tinha “uma conveniência muito harmoniosa”, mas tinha enfrentado “divergências” há aproximadamente 20 anos.

Fonte: O Globo

Opinião dos leitores

  1. Tem coisas que fica difícil de entender: “A investigada é presumidamente inocente, com provas robustas*, assim é prá fundir a cuca do caboclo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Soldado israelense se pronuncia após ser alvo da Justiça do Brasil

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O soldado israelense alvo da Justiça do Brasil por supostos crimes de guerra falou pela primeira vez sobre o caso, e que não pretende retornar ao território brasileiro. A declaração de Yuval Vagdani aconteceu nesta quarta-feira (8/1), quando chegou a Israel.

Falando com a mídia local, o militar confirmou que foi alertado pela embaixada de Israel no Brasil sobre o possível início de uma investigação contra ele.

“Acordei de manhã, abri o telefone e de repete vi oito chamadas”, disse Vagdani à emissora estatal Kan.

Segundo o soldado israelense, as ligações vinham da chancelaria de Israel em Brasília e de familiares.

Após o problema com a Justiça brasileira, Vagdani disse que não pretende retornar ao Brasil.

“Não voltarei ao Brasil novamente”, declarou o soldado israelense ao ser questionado pela imprensa que o recebeu no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

O soldado, apontado pela mídia israelene como um dos sobreviventes da incursão terrorista do Hamas contra o território israelense em 7 de outubro de 2023, é acusado de participar da destruição de um bairro completo na Faixa de Gaza.

De acordo com a Fundação Hind Rajab (HRF), responsável por denunciar o caso às autoridades brasileiras, a ação aconteceu fora de situação de combate e buscou “causar prejuízos indiscriminados à população civil”.

A Justiça brasileira chegou a pedir que a Polícia Federal (PF) investigasse o caso, mas a corporação optou por não abrir um inquérito contra Vagdani e pediu que o caso fosse reconsiderado pelas autoridades judiciais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Homem tenta entrar no Capitólio dos EUA com facas e acaba preso

Foto: Reprodução

Um homem foi preso ao tentar entrar arm4do com facas na sede do poder legislativo dos Estados Unidos, o Capitólio. O caso aconteceu nesta quarta-feira (8/1).

Em um comunicado, a Polícia do Capitólio informou que o caso aconteceu por volta das 14h (horário local).

“Durante a triagem de segurança nas portas norte do CVC [Centro de Visitantes do Capitólio], nossos policiais avistaram um facão na bolsa do homem, pararam a máquina de raio X, prenderam o homem e guardaram o facão”, disseram as autoridades locais.

Além do facão, três outras facas menores foram encontradas com o homem. Ele foi preso por “múltiplas acusações de porte de arma perigosa”.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Com vagas no RN, concurso do MPU tem edital publicado; salários são de até R$ 13,9 mil

Foto: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Foi publicado nesta quarta-feira (8), no Diário Oficial da União (DOU), Seção 3, o Edital nº 1/2025, que estabelece as regras para o 11º Concurso Público do Ministério Público da União (MPU). Estão previstas 152 vagas para 35 cargos de analista e técnico, mais cadastro reserva. As inscrições poderão ser feitas de 13 de janeiro a 27 de fevereiro no site da FGV. Para o Rio Grande do Norte, foram destinadas duas vagas, para os cargos de Analista de Direito e Técnico de Administração, além do cadastro reserva.

A remuneração inicial para o cargo de Técnico é de R$ 8.529,65 e de Analista é de R$13.994,78, sendo a jornada de trabalho de 40 horas semanais para ambos os casos. As provas (objetiva e discursiva) serão realizadas em 4 de maio, em todas as capitais do país. Há vagas para todos os estados, a depender do cargo e a possibilidade de nomeações em todos os ramos do MPU e na Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Todos os cargos do concurso exigem nível superior.

A prova objetiva será composta por 80 questões, sendo 30 do Módulo I e 50 do Módulo II. Haverá prova discursiva para todos os cargos, exceto para técnico do MPU/Polícia Institucional, cargo para o qual haverá teste de aptidão física (TAF).

O edital prevê 20% de vagas para pessoas negras, 10% para pessoas com deficiência e 10% para minorias étnico-raciais. Pessoas inscritas no CadÚnico têm direito a isenção de taxa. O prazo de validade do concurso é de dois anos, contados da data da publicação da homologação do resultado final no DOU, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

Os editais e demais documentos relativos ao Concurso serão divulgados no site da FGV.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MPF dá 30 dias para Meta explicar se fim de checagem de fatos será aplicada no Brasil

CEO da Meta, Mark Zuckerberg. Foto: Reprodução

O MPF (Ministério Público Federal) deu, nesta terça-feira (8), 30 dias para a Meta explicar se as mudanças anunciadas pelo dono da empresa, Mark Zuckerberg, nas políticas de moderação de conteúdo nas plataformas digitais, nos Estados Unidos, serão aplicadas no Brasil.

Caso a empresa confirme, o órgão alega que deseja saber quando tais políticas serão implementadas e entender os detalhes das mudanças a fim de avaliar quais ações podem “impactar direitos dos usuários” brasileiros.

Na terça-feira (7), Zuckerberg anunciou que a Meta vai encerrar o programa de checagem de fatos, substituindo-o por um sistema de “Notas da Comunidade”, parecido com o que é usado pelo X/antigo Twitter. Em sua fala, ele alegou que a mudança buca “liberdade de expressão”.

O ofício encaminhado à Meta tramita em um inquérito civil em curso desde 2021, que investiga a responsabilidade das big techs pelos conteúdos postados.

Entenda

O órgão ainda pediu que a empresa informe as mudanças que eventualmente serão feitas no Brasil, especificando a partir de quando o rompimento com as agências de checagem acontecerão, quantas agências vão deixar de trabalhar na moderação de conteúdo, quais violações praticadas nas plataformas serão consideradas “graves” e quais “restrições em temas como imigração e gênero que são objeto de frequentes discursos políticos e debates” vão ser excluídas.

No documento, o procurador Yuri Corrêa da Luz alegou que “já existe um arcabouço normativo hoje vigente no Brasil, que impõe deveres, aos responsáveis por provedores de aplicação que operam em nosso país, de adotar providências a fim de que seus produtos e serviços não afetem, estruturalmente, direitos fundamentais de nossos cidadãos e nossas cidadãs”.

Além disso, que se a Meta adotar uma política de moderação “praticamente zero”, vamos estar “diante de situações que podem implicar culpa própria desses provedores, por vícios no desenho de seus produtos, capazes de trazerem graves prejuízos a centenas de milhões de pessoas, e de fundamentar, por consequência, responsabilidades civis a ser apurada judicialmente”.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Redes sociais só vão operar no Brasil se respeitarem as leis, diz Alexandre de Moraes

ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (8) que as redes sociais somente continuarão a operar no Brasil se respeitarem as leis vigentes no país, independentemente de “bravatas de dirigentes irresponsáveis”.

“Aqui no Brasil, a nossa Justiça Eleitoral e o nosso STF, ambos já demonstraram que aqui é uma terra que tem lei. As redes sociais não são terra sem lei. No Brasil, [as redes sociais] só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira. Independentemente de bravatas de dirigentes irresponsáveis das big techs”, afirmou.

Nesta semana, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, anunciou que está encerrando o seu programa de verificação de fatos, começando pelos Estados Unidos. A empresa vai adotar as “notas de comunidade”, em que os próprios usuários fazem correções — um recurso similar ao implementado pelo X, de Elon Musk.

Nesta quarta (8), Moraes fez um discurso no qual citou o papel das redes sociais nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A fala ocorreu durante cerimônia em alusão ao marco de 2 anos dos ataques, na sede do Supremo.

Segundo o ministro, as plataformas digitais contribuíram para disseminar discursos de ódio e movimentações golpistas, que culminaram nos atentados.

“Pelo mundo não podemos falar mas, no Brasil, eu tenho absoluta certeza e convicção que o Supremo Tribunal Federal não vai permitir que as big techs, as redes sociais continuem sendo instrumentalizadas dolosa ou culposamente ou, ainda, somente visando o lucro, para discursos de ódio, nazismo, fascismos, racismo, misoginia, homofobia e discursos antidemocráticos”, frisou o magistrado.

Vale lembrar que Moraes determinou a suspensão do acesso à rede social X no Brasil em em agosto de 2024, após a rede social do bilionário Elon Musk descumprir uma série de determinações judiciais brasileiras. Em outubro, a plataforma cumpriu as normas e voltou a operar no país.

Regulamentação das redes

A responsabilização das redes é tema de um julgamento no STF, iniciado em 2024. Até agora, os relatores apresentaram propostas para responsabilizar as redes por conteúdos postados por terceiros, mesmo quando não houver uma decisão judicial sobre os conteúdos.

Ou seja, a questão é saber se esses aplicativos podem ser condenados ao pagamento de indenização por danos morais por não terem retirado do ar postagens ofensivas, com discursos de ódio, fake news ou prejudiciais a terceiros, mesmo sem uma ordem prévia da Justiça neste sentido.

Os casos envolvem a aplicação de um trecho do Marco Civil da Internet. A lei, que entrou em vigor em 2014, funciona como uma espécie de Constituição para o uso da rede no Brasil — estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para usuários e empresas.

Mudanças no Instagram e Facebook

O anúncio das mudanças foi feito nessa terça-feira (8) pelo próprio presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg. Ele afirmou que os verificadores “tem sido muito tendenciosos politicamente e destruíram mais confiança do que criaram”.

E assumiu que, com o fim da verificação por terceiros, “menos coisas ruins serão percebidas” pela plataforma. “Mas também vai cair a quantidade de posts e contas de pessoas inocentes que, acidentalmente, derrubamos.”

Além disso, o CEO da Meta afirmou, sem apresentar provas, que ‘tribunais secretos’ da América Latina “ordenam remoção silenciosa de conteúdos” em redes sociais.

A fala foi interpretada por integrantes do governo Lula como uma indireta ao Supremo, que recentemente travou embates judiciais com o proprietário do X, Elon Musk.

Zuckerberg também disse que a empresa vai trabalhar com Donald Trump, que assume a presidência dos Estados Unidos no próximo dia 20.

As principais mudanças anunciadas pela Meta são:

  • a Meta deixa de ter os parceiros de verificação de fatos (“fact checking”, em inglês) que auxiliam na moderação de postagens, além da equipe interna dedicada a essa função;
  • em vez de pegar qualquer violação à política do Instagram e do Facebook, os filtros de verificação passarão a focar em combater violações legais e de alta gravidade.
  • para casos de menor gravidade, as plataformas dependerão de denúncias feitas por usuários, antes de qualquer ação ser tomada pela empresa;
  • em casos de conteúdos considerados como de “menor gravidade”, os próprios usuários poderão adicionar correções aos posts, como complemento ao conteúdo, de forma semelhante às “notas da comunidade” do X;
  • Instagram e Facebook voltarão a recomendar mais conteúdo de política;
  • a equipe de “confiança, segurança e moderação de conteúdo” deixará a Califórnia, e a de revisão dos conteúdos postados nos EUA será centralizada no Texas (EUA).

Fonte: g1

Opinião dos leitores

  1. Esse sujeito merece uma estátua.
    Esse sim é um herói.
    Fosse bolsonaro o Brasil já tinha virado um cabaré igual a familícia dele.
    Bote Moral Xandão e quem não ficar satisfeito FUCK OFF !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Respeitar leis? Isso é uma brincadeira só pode. Numa terra que a jurisprudência já foi pro ralo , STF sem moral nenhuma…..

  3. O discurso desse cidadão não coaduna com o papel de um juiz, que é inerte…
    Ele faz um comício política ideológico…
    Com ações de governo, influindo inclusive da política externa e diplomática…
    Uma vergonha…

  4. “Lei da mordaça’?: as novas normas em Cuba que criminalizam quem fala mal do governo nas redes sociais. 👁️‍🗨️👁️‍🗨️👁️‍🗨️👁️‍🗨️👁️‍🗨️

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Bolsonaro critica fala de Lula sobre amantes e se declara a Michelle

 

Reprodução/Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou declaração sobre amantes e esposas feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato em alusão às manifestações antidemocráticas de 8 de janeiro de 2023. O petista afirmou que as amantes são frequentemente mais amadas que as esposas, em cerimônia no Palácio do Planalto.

“Eu diria que eu sou um amante da democracia. Não sou nem marido, eu sou amante porque a maioria das vezes os amantes são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres e eu sou um amante da democracia e conheço o valor dela”, disse Lula.

A declaração do petista não repercutiu bem nas redes sociais e opositores aproveitaram o momento para criticar o presidente Lula, incluindo Jair Bolsonaro.

“Quer dizer, segundo Lula, que maridos amam mais as amantes? Esse é o chefe da nação que fala em família? O que podemos esperar desse cidadão?”, questionou o ex-presidente.

“A família é a base da sociedade, dispensa comentário. Sou apaixonado pela minha esposa, e com toda certeza a grande maioria dos maridos”, completou Jair Bolsonaro, casado com Michelle Bolsonaro desde de 2007.

O Palácio do Planalto organizou para esta quarta-feira (8/1) uma cerimônia para relembrar a destruição causada por manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023.

O ato do governo Lula relembrou a depredação causada por manifestantes à sede dos Três Poderes, em Brasília.

Durante esta quarta, Lula recebeu algumas das obras destruídas durante o ato antidemocrático, como um relógio histórico feito de bronze e casco de tartaruga. A peça foi trazida ao Brasil por dom João VI, feita pelo francês Balthazar Martinot.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito de Nísia Floresta é eleito presidente da Amlap por ser mais velho

Foto: Divulgação

O prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos (PL), foi escolhido como presidente da Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Amlap) para o período de 2025 a 2026. O vice-presidente será o prefeito de Pedro Velho, Júnior Balada (União Brasil).

A eleição aconteceu nesta quarta-feira (8). Gustavo Santos empatou com o prefeito de Passa e Fica, Flaviano Lisboa (PSD), mas venceu pelo critério da idade: Gustavo tem 44 anos, enquanto Flaviano tem 31.

Na mesma data, também aconteceu a eleição para o período de 2027 a 2028. O prefeito de Brejinho, Jeferson Gomes (MDB), venceu o prefeito de Lajes, Felipe Menezes (MDB), por 25 votos a 23. O vice de Jeferson será a prefeita de Sítio Novo, Andrezza Brasil (PT).

Em ambas as eleições, houve um voto em branco. Ao todo, a Amlap reúne prefeitos de 49 municípios. Antes da votação, pelo menos 10 prefeitos se filiaram à associação, aumentando o número de eleitores.

Gustavo Santos fez uma publicação em suas redes sociais agradecendo a vitória:

 

“Sou grato a todos que acreditaram e depositaram sua confiança em mim. Como presidente eleito da AMLAP, reafirmo meu compromisso de trabalhar com união, diálogo e transparência por todos os municípios. Uma AMLAP para todos!

Esse é um novo capítulo que construiremos juntos. Obrigado, meu Deus! Vamos em frente!”

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Azul irá suspender operações em Mossoró a partir de março; entenda

Suspensão ocorrerá a partir do dia 10 de março| Foto: Divulgação

A empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras irá suspender as operações na cidade de Mossoró, localizada na região Oeste do Rio Grande do Norte, a partir do dia 10 de março. A informação foi confirmada por meio de nota encaminhada pela companhia à reportagem da TRIBUNA DO NORTE nesta quarta-feira (8).

De acordo com a Azul, a interrupção da operação no município ocorrerá devido ao aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda, entre outros fatores.

Ainda segundo a Azul, os clientes impactados receberão a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) afirmou que se reunirá com representantes da empresa nesta quinta-feira (9), a fim de que a situação seja discutida e melhor compreendida pela pasta.

Leia a nota na íntegra abaixo:

“A Azul informa que está sempre avaliando as possibilidades e necessidades de mercado e, consequentemente, mudanças fazem parte do planejamento operacional. Como empresa competitiva, a companhia reavalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda.

Sendo assim, a companhia anuncia que irá suspender as operações na cidade de Mossoró (RN), a partir do dia 10 de março devido a uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda. 

Importante ressaltar que os Clientes impactados receberão a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Azul reforça, ainda, que mesmo diante da suspensão, segue operando no Estado do Rio Grande do Norte com voos regulares em Natal, de onde os Clientes poderão se conectar com mais de 11 destinos em voos diretos”.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Miss perde coroa no Paraná após estourar bombinhas para espantar gatos; entenda o caso

https://x.com/BlogdoBG/status/1877134782183719399

 

Uma modelo perdeu o título de Miss após uma denúncia de maus-tratos a animais, no interior do Paraná. A decisão foi tomada pela organização do concurso, que retirou a coroa da participante. O caso veio à tona recentemente, após publicação do vídeo pela própria ex-miss.

O caso aconteceu em Araucária, município que fica a cerca de 30 km de Curitiba. Um vídeo divulgado nas redes sociais da Miss Araucária 2024, Gabrielly Vitória, de 19 anos, foi motivo para perda da coroa, após avaliação da organização do concurso.

Nas imagens, Gabrielly aparece dizendo que está indo “estourar bombinhas para espantar os gatos”. No vídeo, ela aparece acendendo e arremessando o artefato em um terreno. Veja o vídeo.

A organização do concurso confirmou que a medida foi tomada após analisar a situação e entender a gravidade dos eventos. A decisão visa reforçar o posicionamento do concurso em relação ao bem-estar animal e ressaltar que tais atos não serão tolerados.

A organização também reforçou seu compromisso em seguir trabalhando com modelos que demonstrem respeito pelos animais. Veja o posicionamento.

A Polícia Civil do Paraná foi notificada sobre o caso e instaurou inquérito policial, nessa terça-feira (7), a fim de apurar a prática de maus-tratos aos animais.

Outro lado

A Miss Araucária 2024 se manifestou sobre o caso, nas redes sociais. De acordo com ela, o vídeo foi editado e que no momento da gravação do vídeo “não havia gatos” no local.

Em relação a perda do “reinado” como Miss Araucária, Gabrielly informa já havia terminado no fim de 2024 e, portanto, não teria como ela “perder” o título. Confira o posicionamento da ex-miss.

Fonte: Portal 98Fm

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Moradores são resgatados com cordas por prefeito durante enchente em Minas

O prefeito de Dom Silvério (MG), Zé Bráulio (União Brasil), usou uma corda para resgatar duas pessoas que estavam ilhadas pela enchente que atingiu o município da Zona da Mata Mineira na terça-feira (7). Um vídeo que circula nas redes mostra o homem jogando e puxando a corda na tentativa de ajudar os moradores.

“Estava ali sozinho no momento que o rio começou a encher e ouvi um pedido de socorro de uma pessoa, de uma mulher do outro lado da rua, onde a rua virou um córrego”, relatou após o ocorrido. “Eu e mais um amigo adentramos dentro do córrego, mas a água estava com uma correnteza muito pesada. Nós conseguimos uma corda para lançar para a pessoa e para içá-la, para tirá-la da situação de risco”, descreveu.

prefeito disse que não pensou nas consequências do salvamento no momento do resgate. “A gente fez aquilo no impulso. A gente sabe que foi um ato bem irresponsável mesmo, mas viu que a pessoa precisava, necessitava daquela ajuda e conseguiu, com êxito, tirar as pessoas daquela situação”, completou.

A Prefeitura de Dom Silvério está fazendo um mutirão de limpeza nos bairros mais afetados pelas cheias, atuando na remoção de lama, entulhos e na recuperação das áreas atingidas.

As chuvas torrenciais na cidade causaram o transbordamento do Córrego do Mingau, inundando diversas residências. Houve ainda a queda de uma ponte e a interrupção do abastecimento de água e energia em regiões mais atingidas da cidade. A prefeitura alerta que a MG 120, entre Dom Silvério e Rio Doce, apresenta riscos por conta das árvores que caíram na pista. Outros municípios de Minas Gerais também enfrentam impactos de fortes chuvas.

Fonte: Portal 98Fm

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Motorista que atropelou idoso na Prudente de Morais é liberado após depoimento

Homem morre após acidente envolvendo quatro carros na Avenida Prudente de Morais. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O motorista de 29 anos que atropelou um idoso de 60 anos (que morreu em decorrência do acidente) durante a manhã desta quarta-feira (8) em trecho da avenida Prudente de Morais, no bairro de Candelária, na zona Sul de Natal, foi liberado após prestar depoimento. De acordo com informações da Polícia Civil, os condutores envolvidos no caso foram ouvidos e os procedimentos legais foram realizados. Além do carro que atingiu a vítima, a ocorrência envolveu diretamente outro veículo, modelo Ônix. A investigação seguirá em andamento para a elucidação do caso.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi instaurado um inquérito pela Delegacia Especializada em Acidentes de Veículos (DEAV) para apurar o fato. O condutor do Captur, que atingiu o idoso em cheio, não foi preso em flagrante porque, segundo o artigo 301 do Código de Trânsito Brasileiro, o motorista do sinistro, que não se evade do local do crime e presta pronto e integral socorro, não se imporá prisão em flagrante nem se exigirá fiança.

O condutor do carro, modelo Captur que seguia em velocidade pela Avenida Prudente de Morais, na manhã desta quarta-feira (8), atingiu outro veículo, modelo Onix, que fazia um retorno. Em razão da velocidade do carro do infrator, um pedestre que estava na calçada foi atingido e faleceu após a colisão.
Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. a culpa é do cara que fez o retorno, isso está claro no vídeo. Não interessa a velocidade da captur, o outro carro invadiu 3 faixas pra fazer um retorno, isso não existe!

    1. Vanessa, a captur estava na faixa proibida, a velocidade influenciou, o maximo é 40, nao teria matado ninguém, se vc fosse ciclista não pensaria assim.

  2. Eu cada vez mais desacredito no Brasil, vejamos um trabalhador, pai de família, sai para caminhar é atropelado e perde a vida. O motorista participava de um racha, e ouvido e em seguida liberado. Conclusão esse é rico.
    A justiça brasileira infelizmente só proteje os abastardos

    1. A culpa é da Justiça? Nada a ver. Nem passou por lá. Foi a policia que liberou o motorista pq a lei assim prevê. Tem que mudar é a legislação. Só que os políticos não têm interesse de fazer isso, pois são os maiores infratores.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Ambulância do Samu estacionada em frente a unidade de saúde é furtada no Paraná

Foto: Reprodução

Uma ambulância que estava estacionada em frente a uma Unidade Pronto Atendimento (UPA) foi furtada na manhã desta quarta-feira (8) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, informou a prefeitura da cidade.

Segundo a administração municipal, o furto ocorreu por volta de 0h30. O caso aconteceu quando equipes realizavam atendimento a uma paciente no local.

Por volta das 6h o veículo foi encontrado em via pública, próximo à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), apenas com pequeno dano na parte traseira, de acordo com a prefeitura. Nenhum equipamento foi furtado.

Logo após a recuperação do veículo, um homem de 33 anos procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde do Bairro Cidade Nova e confessou que cometeu o furto. A Guarda Municipal encaminhou o suspeito à Delegacia de Polícia Civil.

Após o episódio, o Samu informou que pensa em mudar os protocolos para ter mais segurança.

Apesar do furto, a Secretaria de Saúde informou que não houve prejuízo nos atendimentos aos pacientes.

Fonte: g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Grupo trans aciona MPF após Meta permitir associar LGBT com doença

Foto: Agência Brasil

A Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) protocolou representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – após mudança na política da gigante da tecnologia que passou a permitir, a partir dessa terça-feira (7), que os usuários associem a transsexualidade ou a homossexualidade à doenças mentais.

“O estado brasileiro precisa dar respostas contundentes a essa situação! Inadmissível que isso ocorra quando temos leis que nos protegem!”, informou a organização em uma rede social, nesta quarta-feira (8).

Após a Meta anunciar o fim de restrições para postagens sobre imigração e gênero, a empresa alterou sua política em relação à discursos de ódio para permitir a associação da transexualidade ou homossexualidade com doenças mentais ou anormalidade, quando envolver discurso político ou religioso.

“Nós permitimos alegações de doença mental ou anormalidade quando baseadas em gênero ou orientação sexual, dado o discurso político e religioso sobre transgenerismo e homossexualidade”, afirma as novas regras de moderação de conteúdo para plataformas como Facebook e Instagram.

Às mudanças da Meta atendem exigências do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em relação ao funcionamento das redes sociais. O empresário dono da Meta, Mark Zuckberg, afirmou ainda que irá se aliar à Trump contra países que criam regras para o funcionamento das plataformas.

Para a Antra, a mudança busca permitir os ataques contra as pessoas trans nas redes sociais. “É óbvio que os fanáticos anti-trans ficariam felizes que suas desinformações, ataques e mentiras possam circular livremente no Facebook e no Instagram, fato que no X e Telegram isso já acontecia”, completou a associação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera homossexualidade ou outras condições sexuais como doença desde maio de 1990, quando retirou essa condição sexual da “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde”.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem uma resolução de 1999 que fixa o entendimento de que a sexualidade faz parte da identidade de cada sujeito.  “Levando em conta o consenso científico internacional e os direitos humanos, [o CFP] publicou a Resolução nº 01/1999, impedindo que psicólogas (os) tratem a homossexualidade como doença.”, afirma a entidade de classe dos psicólogos.

Violência online

Organizações que atuam por direitos no ambiente digital, reunidos na Coalizão Direitos na Rede e na Al Sur, publicaram nota alegando que as mudanças na moderação de conteúdo da Meta promovem a violência de gênero e impulsionam os grupos que divulgam discursos de ódio, desinformação e outras violações de direitos humanos.

“As novas medidas propostas pioram a situação ao negligenciar os impactos reais dessas práticas de violência online”, afirmam as cerca de 60 organizações que assinam o documento, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Intervozes, e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Meta

Ao justificar a mudança de postura da empresa, o diretor de assuntos globais da gigante da tecnologia, Joel Kaplan, afirmou que a Meta está se “livrando de uma série de restrições sobre tópicos como imigração, gênero e identidade de gênero”.

“Não é certo que as coisas possam ser ditas na TV ou no plenário do Congresso, mas não em nossas plataformas. Essas mudanças de política podem levar algumas semanas para serem totalmente implementadas”, justificou Kaplan, advogado do Partido Republicado dos EUA que assumiu a nova função na companhia na semana passada.

Fonte: Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *