Judiciário

VÍDEOS: Veja imagens da operação Fura-fila deflagrada nesta terça pelo MPRN

Operação

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira (20) a operação Fura-fila. O objetivo é desmontar um suposto esquema de fraudes no sistema de marcação de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

 

Opinião dos leitores

  1. Isso deveria ser prisão perpétua, um crime mas grave que possa existir. Muita gente precisando de cirurgia e alguns colocando gente na frente pra ganhar voto.

    1. Verdade, eles estão fazendo a mesma coisa que o “Bispo” Marcelo Crivela fez, só que o bispo dava preferência ao pessoal da igreja em detrimento/sofrimento dos pagões rsss e ainda por cima contratava uma equipe pra ficar lá fora das unidades de saúde para que, quando chegasse a reportagem, eles elogiassem o atendimento. kkkkkkkkkkkkkkkk

      Já não basta o pessoal da Universal contratar o pessoal pra dizer que estão endemoniados e doentes>curados, agora mais essa.

      Prisão perpétua, concordo.
      Todos somos brasileiros e estamos no mesmo barco.

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Judiciário

Vereador de Parnamirim e esposa são presos em Operação Fura-fila nesta terça

O vereador de Parnamirim, Diogo Rodrigues, foi preso de forma preventiva na manhã desta terça-feira (20) por conta da Operação Fura-fila. O vereador já havia sido alvo de denúncias relacionadas a marcação de exames. Além disso, sua esposa Monikelly Rodrigues teve prisão domiciliar decretada.

Operação Fura-fila

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira (20) a operação Fura-fila. O objetivo é desmontar um suposto esquema de fraudes no sistema de marcação de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Com o apoio da Polícia Militar, a operação Fura-fila cumpre dois mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e ainda outros 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, Mossoró, Caicó, Monte Alegre, Areia Branca, Brejinho, Frutuoso Gomes, Rafael Godeiro e Passa e Fica. Também há o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na cidade de São Paulo. Ao todo, 27 promotores de Justiça, 42 servidores do MPRN e 90 policiais militares participaram da ação.

Opinião dos leitores

  1. É por isso que aqui em Parnamirim leva -se até 2 anos pra conseguir um exame pelo SUS. Uma vergonha! Pode investigar que vai chegar a outros, fazendo política com o SUS. Tem que fazer justiça! Parabéns a operação!

  2. O MP estadual e federal passaram esse tempo todo vendo Governadores e Prefeitos cometendo ilegalidades contra o cidadão, e se acovardaram. Não acredito neste ação! É circo.

    1. Quem não sabia que isso ocorre há ventas de anos, em todo o Brasil?

  3. Esses políticos são uma vergonha.Nao tem uma atitude positiva dessa categoria .Querem levar vantagem em tudo.Esse é o segmento que legisla para acabar com o povo.

  4. Tá na hora do Ministério Público, estadual e federal acordarem prá fazer alguma coisa pelo cidadão. Já

  5. Revoltante tem que ser punido exemplarnente.
    Esqueci que existe o Supremo para desmoralizar este país.
    Nunca vamos sair desta situação, ficaremos refém das más pessoas, aqui neste pais o crime compensa.

  6. A lei era pra ser mais dura com este caras q era pra ajudar a população e não sacanear com agente ,pau neste v……

  7. Tava na cara, oq esse vereador fez pra ganhar em Parnamirim todo mundo viu.. e tem outros tbm que tem q ser.

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Saúde

Compra de vacinas por empresas não é furar fila, diz Carlos Wizard

O empresário Carlos Wizard defendeu, em entrevista à CNN neste domingo (18), o projeto de lei que permite a compra de vacinas por empresas para imunizar funcionários. Segundo Wizard, a medida não fará com que a fila de vacinação seja “furada”. “Trata-se de criar mais filas para antecipar a imunização da população em grande massa”, defendeu o empresário.

 

O projeto, cujo texto-base foi aprovado na Câmara e agora é analisado no Senado, estabelece que as empresas poderão comprar vacinas avalizadas por autoridades sanitárias de todo o mundo reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aplicar as doses em seus funcionários, seguindo a ordem de prioridade já estabelecida pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

As empresas também terão de doar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a mesma quantidade de doses que aplicarem em seus colaboradores.

A diferença deste projeto para a lei em vigor é que o primeiro projeto, aprovado pelo Senado e Câmara, tinha uma trava legislativa que só permitia a compra pelo privado depois de concluída a imunização do grupo prioritário.

Estima-se que o grupo prioritário englobe cerca de 70 milhões de brasileiros, sendo necessárias 140 milhões de doses para que o grupo fosse contemplado com as duas aplicações da vacina. “Será que nós empresários vamos ficar de braços cruzados aguardando essa fila única do Sistema Único de Saúde (SUS) andar, até que o restante da população tenha alcance à vacina?”, questionou Wizard em entrevista à CNN.

O empresário afirmou também que considera a lei que determina a doação integral das doses ao SUS “inconstitucional”, e defendeu a entrega de apenas 50% dos imunizantes adquiridos pelas empresas.

“Entendemos que o SUS vai continuar o trabalho prioritário aos grupos de risco e nós, paralelamente, de forma solidária, vamos imunizar os nossos trabalhadores.”

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. PERGUNTA: Em que outro país o Ministério da Saúde está servindo com avalista das vacinas, comprando pra empresas e entregando a empresários? Só queria saber mesmo se este modelo está sendo implantado em outros países ou só é aqui?

  2. Avisa a esse empresário e os demais que a justiça reconheceu que morte por covid de funcionário foi considerado acidente de trabalho com direito a indenização de 200mil e pagamento de pensão a filha até completar 24 anos.

  3. Não. É incompetência e negacionismo de um governo federal GENOCIDA. Outro país no mundo que empresas estão adquirindo vacinas e governo não? Um. Só um.

    1. Nosso Presidente está comprando as vacinas necessárias e os canhotos estão escondendo. Viva #Bolsonaro2022

  4. Lembrem-se que hoje nós não temos vacinas suficientes para vacinar a “grande massa” porque Bolsonaro não comprou vacinas em tempo hábil. É sempre bom recordar!

  5. Ele vai bem dizer que é fura-fila.

    Mais uma que o Sr. Wizzard e o Careca dos infernos não diz é que eles estão pedindo, aliás, eles e Paulo Guedes, que após a compra das vacinas todo dinheiro que eles gastaram sejam deduzidos do imposto de renda.
    1 – Compra vacina e é vacinado na frente de idosos e grupo de risco;
    2 – Voltam a abrir as empresas;
    3 – Pegam todo dinheiro que gastaram com vacina através do imposto de renda.
    4 – O POBRE, QUE NÃO TEM DINHEIRO NEM FAZ LOBY FICA ESPERANDO A VACINA, e se um dia for disponibilizada em clínicas e farmácias, PAGA E NÃO RECEBE O QUE GASTOU.

  6. Até os empresários já perceberam a incompetência desse governo em vacinar o povo. Agora querem tirar o deles da reta… Agora é tarde, amigo

  7. Em Israel, o uso de máscaras em ambiente externo não é mais obrigatório. Nos EUA, qualquer pessoa pode ser vacinada. No Brasil, não tem nem remédio pra intubar as pessoas que estão lotando os hospitais.

    Aos poucos, o problema deixa de ser mundial e passa a ser do Brasil.

    1. Hahahahahahah. Ótima piada. Vc citou 2 países e os outros 191 ? Já viu como esta a Europa ?

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Saúde

Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas no Brasil em 2020

Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas em 2020 por causa da lotação dos hospitais e dos riscos aos pacientes em meio à pandemia de Covid-19. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde (Abraidi), a queda nos procedimentos foi de 59,8% em relação a 2019.

O levantamento aponta também que 92% dos empresários fornecedores de insumos para o setor de saúde tiveram que fazer ajustes para enfrentar a crise.

Das 300 empresas analisadas, a queda no faturamento durante o ano de 2020 foi de, em média, 50,8% em relação ao ano anterior.

Recomendação médica

Cirurgião plástico há quatro anos e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Leandro Faustino viu as marcações de cirurgias despencarem desde o começo da pandemia. Em maio de 2020 a queda foi de mais de 50% em relação ao mês anterior.

Apesar da queda nos atendimentos, com o novo pico de contaminação em março deste ano, o próprio médico orienta seus pacientes sobre os riscos envolvidos nos procedimentos.

“Há o risco de a paciente contrair o vírus no pós-operatório, então, além das complicações possíveis da cirurgia plástica, estaríamos adicionando outras relacionadas à Covid-19”, afirmou o profissional da saúde.

CNN BRASIL

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Esporte

Gabriel Medina é campeão de Circuito Mundial de Surfe em Narrabeen

Enfim, o título. Depois de bater na trave nas duas primeiras etapas do Circuito Mundial, quando caiu na decisão, Gabriel Medina enfileirou vitórias e conquistou o troféu da etapa de Narrabeen, na Austrália. O brasileiro derrotou o americano Conner Coffin na final e garantiu o triunfo na disputa, que invadiu a madrugada desta terça-feira (horário de Brasília). E por pouco o Brasil não teve uma dobradinha. Entre as mulheres, Tatiana Weston-Webb perdeu na final para a americana Caroline Marks e ficou com o vice.

 

Com a vitória, Medina reforça o salto para a liderança no ranking. O bicampeão mundial já havia garantido o topo da lista ao se classificar para as quartas de final. Nesta segunda, passou por Morgan Cibilic e Frederico Morais até chegar à decisão. O maior show, porém, foi justamente na final. Com dois aéreos, ignorou qualquer chance de queda diante de Coffin.

– Eu me sinto muito bem, ainda bem que as ondas apareceram na final – disse Medina, que dedicou a vitória à mulher, Yasmin Brunet.

 

Em sua final, Tati começou bem, mas não conseguiu reagir depois que Caroline Marks encaixou uma boa onda. O segundo lugar, porém, é o melhor resultado da brasileira na temporada. Antes, havia terminado em terceiro lugar em Pipeline e em nono em Newcastle antes do título em Narrabeen. Agora, a brasileira vai tentar manter a boa forma em Margaret River, a partir do dia 2 de maio, na terceira das quatro etapas da perna australiana.

 

As finais em Narrabeen

Durante todo o dia, Medina não teve pressa. Na decisão, Coffin tentou pressionar o brasileiro no início da bateria com a primeira nota mediana da bateria, um 5,33. Mas o brasileiro pouco se importou. Em sua primeira boa onda, brilhou com um aéreo e arrancou um 9,27 dos juízes. O bicampeão mundial, no entanto, quis mais. Pouco depois, foi além com mais um aéreo e somou 9,50, na maior nota do campeonato. O americano não teve mais como reagir. Medina ainda somou mais um 8,67. Nem precisava: a festa brasileira já estava garantida. No fim, vitória por 18,77 a 14,10.

 

 

Na decisão contra Caroline Marks, Tati começou agressiva. Logo de cara, somou duas ondas que a levaram à liderança, com 6,67 e 4,67. A 20 minutos do fim da bateria, a americana tentou reagir. Conseguiu uma boa sequência de quatro manobras e arrancou 7,27 dos juízes, pressionando a brasileira na liderança. Na sequência, Caroline somou mais 4,93 e virou a disputa, com 11,34 no somatório. Tati buscou a onda de recuperação, mas pareceu sentir o peso da ansiedade. A brasileira ainda tentou, mas não conseguiu reverter o resultado: 12,57 x 11,37 para a americana.

O caminho até as finais

O dia começou com as mulheres na água. Tatiana Weston-Webb foi ao mar na segunda bateria da manhã. Até largou atrás da australiana Sally Fitzgibbons. Não demorou, porém, para que a brasileira tomasse a dianteira com duas boas ondas em sequência. A rival tentou algumas manobras na reta final, mas não conseguiu um somatório suficiente para desbancar Tati: 11,90 contra 10,40. Além dela, Carissa Moore, Caroline Marks e Courtney Conlogue.

 

Gabriel Medina foi à água na segunda bateria das quartas e não demorou a buscar suas primeiras ondas. Conseguiu um 5,83 e pulou para a dianteira. Cibilic, por sua vez, ficou à espera. E valeu a pena. Em uma das melhores ondas da etapa, o australiano conseguiu um belo tubo, somou mais algumas manobras e arrancou 8,67 dos juízes.

O tempo foi passando – e as ondas não vinham. Mas, em uma secundária, Medina conseguiu arrancar três boas manobras, o suficiente para tomar de volta a dianteira. Cibilic respondeu da mesma forma, conseguindo tomar a frente com uma nota 4,00. Só que Medina ainda estava no páreo. Com um bom aéreo, conseguiu a virada a menos de três minutos do fim, com 6,27. O brasileiro, porém, não ficou satisfeito. Em sua última onda, arrancou 9,30 dos juízes e garantiu a classificação: 15,97 contra 12,67. De quebra, repetiu o resultado das quartas em Newcastle, quando também bateu Cibilic.

Na última bateria das quartas de final, Yago Dora não conseguiu superar o americano Griffin Colapinto. O brasileiro até saiu na frente, mas viu o rival conseguir um 8,5 e pular para a dianteira da série. Dora tentou a reação ao arrancar um 7,0 dos juízes. Mas as ondas sumiram, e o brasileiro não conseguiu buscar a diferença, caindo nas quartas de final.

Medina e Tati avançam à final

Na primeira semifinal feminina, Tatiana Weston-Webb brilhou. A brasileira não tomou conhecimento da havaiana Carissa Moore, atual campeã mundial e líder do ranking, para avançar à final da disputa. Tati conseguiu duas belas ondas, com um belo tubo e uma sequência de manobras, e despachou a rival rumo à decisão: 13,90 contra 10,80.

 

Pouco depois, entre os homens, Frederico Morais tentou pressionar Medina no início da bateria. Com manobras verticais, somou 9,67 em suas duas primeiras ondas. O brasileiro somou notas parecidas, com uma diferença baixa – 9,64 no somatório. Durante boa parte da disputa, Medina buscou uma onda que o levasse à dianteira. Tanto tentou que conseguiu: conseguiu uma nota 5,70 e tomou a frente com 10,87 de pontuação a dez minutos do fim.

Na reta final, Medina aumentou a diferença e até tentou algumas manobras mais complicadas. Frederico Morais ficou com a prioridade durante boa parte do tempo, mas não conseguiu encontrar nenhuma onda que o levasse à liderança. No fim, 12,50 contra 11,70 e vaga na decisão.

Final – Homens
1. Gabriel Medina (BRA) 18,77 x Conner Coffin (EUA) 14,10

Final – Mulheres
1. Caroline Marks (EUA) 12,57 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 11,37

Semifinais – Mulheres
1. Carissa Moore (HAV) 10,80 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13,90
2. Caroline Marks (EUA) 13,60 x Courtney Conlogue (EUA) 13,57

Semifinais – Homens:
1. Frederico Morais (POR) 11,70 x Gabriel Medina (BRA) 12,50
2. Conner Coffin (EUA) 13,83 x Griffin Colapinto (EUA) 11,03

Quartas de final – Homens
1. Frederico Morais (POR) 13,84 x Ethan Ewing (AUS) 11,33
2. Gabriel Medina (BRA) 15,97 x Morgan Cibilic (AUS) 12,67
3. Conner Coffin (EUA) 11,06 x Kanoa Igarashi (JAP) 0,80
4. Yago Dora (BRA) 12,00 x Griffin Colapinto (EUA) 12,50

Quartas de final – Mulheres
1. Carissa Moore (HAV) 12,94 x Keely Andrew (AUS) 10,16
2. Sally Fitzgibbons (AUS) 10,40 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 11,90
3. Caroline Marks (EUA) 12,50 x Johanne Defay (FRA) 10,46
4. Stephanie Gilmore (AUS) 9,17 x Courtney Conlogue (EUA) 12,16

GE

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Judiciário

Operação do MPRN desmonta esquema de fura-fila do SUS; deputado é investigado, vereador é preso e secretários de Saúde são afastados

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira (20) a operação Fura-fila. O objetivo é desmontar um suposto esquema de fraudes no sistema de marcação de consultas e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. Um deputado estadual é suspeito de envolvimento com o esquema. Um vereador de Parnamirim foi preso e cinco secretários municipais de Saúde e de Assistência Social, afastados dos cargos.

As investigações do MPRN foram iniciadas em 2019, após denúncias de servidores da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Na apuração, o MPRN descobriu que desde 2017 a organização criminosa inseria dados falsos e alterava informações legítimas no Sistema Integrado de Gerenciamento de Usuários do SUS (SIGUS), sistema informatizado utilizado pela Sesap e por alguns municípios do Estado para regular a oferta, autorização, agendamento e controle de procedimentos ofertados pelo SUS. Essas invasões na ferramenta de regulação interferem na sequência de elegibilidade de procedimentos médicos gerenciados pelo Sistema. Desta forma, o grupo furava a chamada “fila do SUS”, propiciando vantagens indevidas aos fraudadores.

Com o apoio da Polícia Militar, a operação Fura-fila cumpriu dois mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e ainda outros 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, Mossoró, Caicó, Monte Alegre, Areia Branca, Brejinho, Frutuoso Gomes, Rafael Godeiro e Passa e Fica. Também houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na cidade de São Paulo. Ao todo, 27 promotores de Justiça, 42 servidores do MPRN e 90 policiais militares participaram da ação.

O MPRN apurou que o esquema seria encabeçado por Diogo Rodrigues da Silva, eleito vereador por Parnamirim em 2020. Ainda antes de se eleger, valendo-se de sua posição dentro da estrutura administrativa municipal, Diogo Rodrigues teria montado o esquema de inserção de dados falsos no SIGUS, burlando a fila do SUS. A suspeita é que ele teria como braço-direito no esquema a própria companheira, Monikely Nunes Santos, que é funcionária de um cartório em Parnamirim.

O casal é investigado pelos crimes de estelionato, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Para o cometimento dos delitos, Diogo Rodrigues e Monikely Santos, que foram presos preventivamente, supostamente contavam com o apoio direto de outras pessoas, também alvo das investigações do MPRN.

Uma dessas pessoas seria o deputado estadual Manoel Cunha Neto, conhecido por Souza. Ele é investigado pela prática de peculato eletrônico, falsidade ideológica e corrupção passiva. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de Souza. O Tribunal de Justiça do RN afastou o foro por prerrogativa de função do deputado porque os crimes investigados em nada têm a ver com as atribuições parlamentares de Souza, conforme previsto na Constituição do Estado do Rio Grande do Norte e no Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado. De acordo com as investigações do MPRN, o deputado é suspeito de manter contato direto com Diogo Rodrigues para que fossem inseridos nomes de interessados no Sistema do SUS.

Em uma conversa por aplicativo de mensagens no dia 18 de fevereiro de 2020, Diogo reforçou com Souza sobre uma possível blindagem contra a investigação do MPRN: “O caldo vai engrossar e vou precisar de gás”, escreveu o vereador ao deputado, sugerindo que estaria envolvido em alguma situação difícil ou complicada e que precisaria da ajuda da Assembleia Legislativa do RN.

Outra pessoa investigada é Bruno Eduardo Rocha de Medeiros, que foi sócio da Medeiros e Rocha LTDA, empresa responsável pelo SIGUS. O MPRN suspeita que Bruno Medeiros alterava dados do Sistema de forma a dificultar a identificação posterior dos médicos que autorizam cada exame. Ele foi preso temporariamente para evitar que, devido ao conhecimento do sistema burlado, não possa alterar dados e informações armazenados na “nuvem” ou destruir provas ainda não coletadas contra o grupo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência de Bruno Medeiros e também na sede da empresa.

Secretários municipais de Saúde e de Assistência Social também estariam envolvidos com o esquema fraudulento. O MPRN apurou que cinco mantinham ligação direta com Diogo Rodrigues. Por esse motivo, a Justiça determinou o afastamento e a proibição de ocupar cargo comissionado ou de ser contratado temporariamente pelo Poder Público pelo prazo de seis meses de Gleycy da Silva Pessoa, secretária de Saúde de Brejinho; Maria Madalena Paulo Torres, secretária de Saúde de Frutuoso Gomes; Alberto de Carvalho Araújo Neto, secretário de Saúde de Arês; Anna Cely de Carvalho Bezerra, secretária de Assistência Social de Brejinho, e Eliege da Silva Oliveira, ex-secretária de Saúde de Ielmo Marinho.

O MPRN levantou que esses secretários remuneravam Diogo Rodrigues ilicitamente, através de contratos com laranjas do grupo, notadamente familiares do vereador suspeito.

O MPRN suspeita que Eliege da Silva Oliveira mantinha contato constante com Diogo Rodrigues por meio de dois terminais telefônicos, havendo, respectivamente, 522 e 739 mensagens trocadas entre eles somente no período investigado. Entre 3 de julho de 2017 e 23 de outubro de 2018, Gleicy da Silva Pessoa trocou 8.006 mensagens com Diogo Rodrigues.

De acordo com a investigação, Maria Madalena Paulo Torres supostamente mantinha relação de negócios e troca de favorecimentos pessoais com Diogo Rodrigues. Alberto de Carvalho Araújo Neto, que também já foi secretário de Saúde da cidade de Lagoa de Pedras, também é suspeito de manter contato com Diogo Rodrigues, com quem teria trocado 4.650 mensagens, na grande maioria referentes à marcação de exames. E Anna Cely de Carvalho Bezerra também é suspeita de ter trocado com Diogo Rodrigues 1.079 mensagens, no período de 28 de novembro de 2017 a 23 de outubro de 2018.

De posse do material apreendido, o MPRN irá aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa e apurar de há mais pessoas envolvidas com as fraudes no esquema de fura-fila do SUS no Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

  1. Excelente reportagem! Quem for corrupto que seja investigado e denunciado. Parabéns pelo excelente trabalho.

  2. Só falta o MP descobrir onde foi parar as mais de duzentas mil vacinas que desapareceram. Nem ta com o governo do estado nem com as prefeituras????
    Todas tomaram doril

  3. Quem sabe se procurar em baixo do tapete vai se Encontrar os furas fila da vacina contra o covid-19.

  4. Até que enfim o MPRN acordou, vamos aproveitar e investigar os R$ 5.000.000,00 dos respiradores, as ambulâncias, etc. Vamos fazer uma limpeza geral.

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Saúde

Governos do Nordeste vão à Rússia para garantir importação da vacina Sputnik

Representantes do Consórcio do Nordeste desembarcaram nesta segunda-feira, na Rússia, com a intenção de acelerar a importação da Sputnik V, quando a vacina for liberada no Brasil. O secretário-executivo do Consórcio, Carlos Gabas, e o sub-secretário, Thiago Campos, terão reuniões com o Centro Gamaleya, estatal que desenvolveu a Sputnik V, e o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento do imunizante. O Consórcio do Nordeste é um grupo formado pelos governos de nove estados da região Nordeste do país.

– O objetivo dessas agendas é garantir condições para que, imediatamente após a liberação da Anvisa ou do Supremo Tribunal Federal (STF) para a importação da Sputnik V, tenhamos tudo desembaraçado para que as doses previstas para abril sejam despachadas. – disse à coluna o governador do Piauí e presidente do Consórcio do Nordeste, Wellington Dias.

Um ponto que tem preocupado lideranças dos estados do Nordeste é a falta de resposta do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre um acordo nacional referente à Sputnik V. O Consórcio do Nordeste fechou com os russos a compra de 37 milhões de doses e colocou esses imunizantes à disposição da pasta da Saúde, para serem incluídos no Plano Nacional de Imunização (PNI). Dessa maneira, haveria uma distribuição proporcional da vacina a todos os estados do Brasil.

As tratativas chegaram a avançar com Eduardo Pazuello, que, no mês passado, afirmou que as doses do Consórcio integrarão o PNI. Com a troca de ministro na Saúde, porém, o assunto não foi retomado. Wellington Dias vem tentando uma reunião com Queiroga, sem sucesso. Se um acordo não for firmado antes de a Sputnik V ser aprovada no Brasil, as 37 milhões de vacinas serão destinadas diretamente aos estados do Consórcio do Nordeste.

Procurado, o Ministério da Saúde não retornou, incialmente, o contato da coluna. Após a publicação da nota, a pasta disse que Queiroga “recebe o governador quando ele quiser”. A assessoria de Wellington Dias afirma que ele fez várias tentativas não consegue agenda com o ministro.

 

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Isso é só pra aparecer na foto, pra propaganda eleitoral do ano vem, más a conta quem paga é o governo federal.

  2. Os governadores tomando a responsabilidade que é do gestor federal para si. Estes sabem que se não fizerem algo o GENOCIDA não fará. Como já não vem fazendo mesmo. Na verdade mais atrapalha do que ajuda!

    1. Só politicagem, primeiro que o governo federal está comprando todas as vacinas nesse momento, né você quiser colocar que o governo federal demorou em concretizar algumas compras aí concordo. Mas os governadores não vão comprar vacinas em quantidade significativa e nem vão pagar a conta. É meramente uma ação política, sem falar nas outras suspeitas como já vimos ocorrer no caso dos respiradores que a empresa que não entregou a mercadoria acusa os gestores desse consórcio de receber propina.

  3. Só com o dinheiro dos sacos de lixos e das compras das tesouras e estiletes daria para comprar milhares de vacinas, se não superfaturarem.

  4. Lá vem mais falcatruas!!!! Cadê os 5 milhões de Reais em respiradores? O MPE não vai fazer nada????

    1. Você quer ser o homem aranha, mas estudar que é bom, nada.
      Procure saber no TCE.
      Ou tem preguiça de pesquisar também?

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Política

CPI da Covid será instalada em 27 de abril; presidente e vice devem ser eleitos

A 1ª reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investigará a conduta do governo durante a pandemia e o uso de recursos da União transferidos para Estados e municípios foi convocada para as 10h de 27 de abril (3ª feira da semana que vem).

Os nomes do presidente e do vice-presidente devem ser escolhidos. Há acordo envolvendo a maioria dos integrantes da comissão para que o senador Omar Aziz (PSD-AM) comande o colegiado. O amazonense não é opositor, mas é crítico ao governo.

O acordo também envolve o nome de Renan Calheiros (MDB-AL) para ser relator. Renan foi próximo dos governos petistas e, agora, tem feito acenos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais velho da comissão, com 73 anos, tem a prerrogativa de conduzir a eleição da mesa.

Senadores de oposição falam em articulação do governo para tentar adiar a instalação da CPI e traçar estratégias para evitar desgaste. Havia a possibilidade de instalar o colegiado já na 5ª feira (22.abr) agora. A ideia foi por água abaixo. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM), fala em adequar os espaços para as condições sanitárias previstas para segurança dos congressistas.

 

Por causa da pandemia, a comissão será semipresencial. O funcionamento foi regulamentado por Rodrigo Pacheco em ato do presidente nº 8 de 2021.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

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Saúde

Brasil atinge a maior média de doses diárias da vacinação contra covid: 819 mil

O Brasil começou bem esta semana no quesito vacinação contra a Covid: esta segunda-feira (19) fechou o dia com a maior média diária de doses aplicadas desde o início da campanha de imunização, em janeiro. Com mais de 980 mil doses aplicadas neste dia 19, os últimos sete dias mantiveram uma média de 819 mil doses. Em relação à última segunda-feira (12), houve um crescimento de 4,5% na média diária de vacinação. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Nos sete dias analisados, o Brasil aplicou 5,67 milhões de doses e bateu recorde de segundas doses na sexta (16): 620 mil doses em 24h.

Apoiada em recorte das primeiras doses, a torcida fúnebre alardeou que a vacinação “despencou”. Mas as segundas doses bateram recordes.

São 12,7% os brasileiros que receberam uma dose da vacina. A média mundial é 6,4%; na América do Sul, 10,1%, diz o Our World in Data.

Levando-se em conta apenas os dias úteis, a média sobe para 935,4 mil vacinas diárias. No fim de semana, a média cai a pouco mais da metade.

DIÁRIO DO PODER

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Saúde

Segunda onda de Covid recua em 15 estados com queda de mortes e casos

O pico da média móvel de mortes por Covid-19 nos últimos sete dias ficou para trás em 15 das 27 unidades da Federação. Com o colapso do sistema de saúde em diversos lugares e o subsequente aperto das medidas restritivas, a quantidade de óbitos começou a reduzir em alguns locais.

O grupo é composto por Amazonas, Bahia, Ceará, o Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. O cálculo da média móvel foi feito pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, em cima das informações recolhidas pelo Brasil.Io com cada secretaria estadual.

O gráfico a seguir mostra como evoluiu a média móvel de falecimentos causados pela Covid-19 em cada UF brasileira. Uma queda a partir do segundo terço de abril é perceptível nos estados mencionados.

 

No Amazonas, estado que teve o colapso de seu sistema de saúde antes dos demais, a queda começou ainda em fevereiro a partir de medidas de distanciamento social. No gráfico referente ao estado nortista, é possível ver o efeito positivo das medidas que foram instituídas para reduzir a quantidade de óbitos.

O caso de Roraima também chama a atenção. O estado apresentou redução na média de mortes antes das demais UFs – a partir de março – e agora observa aumento, o que poderia significar uma terceira onda da Covid-19 no local.

O risco de que quantidade de óbitos volte a crescer, mesmo depois de superada a segunda onda, é mais um alerta para a necessidade de se manter medidas de distanciamento social, aponta o médico infectologista Julival Ribeiro, que também é consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “As medidas restritivas, bem como a vacinação em massa, são as mais importantes para a gente diminuir a transmissão do coronavírus na comunidade”, apontou.

De acordo com o especialista, diversas variantes já circulam no Brasil, sendo que a de Manaus, conhecida como P1, é altamente transmissível. “Com esse cenário, as medidas restritivas e a vacinação em massa têm impacto na transmissão. Quanto menor o número de pessoas com Covid-19 menos indivíduos vão necessitar de hospitalização e, portanto, teremos queda dos registros de mortes”, resumiu.

Ribeiro lembra que, mesmo com todas as políticas públicas acima, é preciso continuar higienizando as mãos, usando a máscara e, sobretudo, evitando aglomerações.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Graças à vacinação, cuidado da população e instalação da CPI-COVID.
    Para a grande mídia a pandemia vai acabar logo, logo. Já acharam outro substituto: a CRISE AMBIENTAL. O antigo aquecimento global agora virá turbinado com a experiencia das mídias com a pandemia do covid.

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Meio Ambiente

Subprocurador do TCU volta a pedir afastamento de Ricardo Salles, agora por avanço do desmatamento na Amazônia

Depois de pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na esteira da requisição de investigação feita pela Polícia Federal contra ele por crime ambiental, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado voltou a representar pela saída do ministro nesta segunda-feira, 19, agora em razão do aumento dos índices de desmatamento da Amazônia.

No documento, o subprocurador diz que decidiu acionar novamente o tribunal após ter sido notificado por membros do Exército. “Cumprimento as Forças Armadas, em especial o Exército Brasileiro, posto que a motivação dessa representação advém de elementos trazidos a meu gabinete de integrantes desse órgão”, escreve.

Ao TCU, Furtado fala em ‘omissão’ e ‘descaso’ do governo federal na implementação de políticas de proteção ao meio ambiente e lista representações anteriores em que ele próprio denunciou indícios de irregularidades na gestão ambiental.

“As condutas supostamente criminosas do ministro do Meio Ambiente, quando avaliadas sob a ótica do controle externo, também configuram atos de gestão ilegais, ilegítimos, antieconômicos e com infração à norma legal”, escreve o subprocurador. “O cenário é crítico e essa Corte de Contas não pode ser omissa quanto aos reiterados indícios de descuido do atual Governo com o meio ambiente”, segue.

O pedido é para que o Tribunal de Contas da União mande a Casa Civil afastar Salles até segunda ordem e, no meio tempo, analise o mérito das acusações contra o ministro.

Em paralelo, o subprocurador pede a abertura de uma frente de apuração sobre as medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro em defesa do patrimônio ambiental. “Em especial os indícios de omissão e de descaso do atual governo, diante dos aumentos na taxa anual de desmatamento da Amazônia”, pede.

A situação de Salles piorou após a troca na chefia da Polícia Federal no Amazonas. O ex-superintendente, Alexandre Saraiva, foi tirado do cargo depois de enviar ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o ministro, acusado de obstruir investigação ambiental e favorecer madeireiros investigados pela corporação. Ao Estadão, o delegado negou ter sido comunicado sobre a exoneração antes de apresentar a denúncia.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Quem for podre que se quebre. Pagamos impostos para ver as Instituições funcionando e cumprindo seus papéis, e não para estar acobertando erros, omissões ou crimes de políticos A, B ou C.

    1. O TCU fiscaliza a aplicação (e o desvio, por consequência) dos recursos federais pelos entes públicos. É um órgão auxiliar do poder Legislativo federal, fazendo o julgamento das contas da Administração direta e indireta. Sua atuação está definida na Constituição.

  2. Esse Procurador é campeão deações contra o governo Bolsonaro. Seu histórico de ações e postagens em redes sociais demonstram sua tendência ideológica de esquerda (como ocorre com muitos membros do MP). Apenas oposição qualificada.

    1. E esse ministro é bem bonzinho. Não é à toa que o superintendente da PF, exonerado com o beneplácito do Bozo, entrou com ação contra esse bandido.

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Economia

Após doze anos, Congresso derruba veto de Lula com impacto de R$ 2,8 bilhões

Após quase doze anos, o Congresso derrubou nesta segunda-feira (19) um veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que trata da reestruturação de carreiras de servidores da Receita Federal. O custo estimado da medida, apoiada pelo governo, é de R$ 2,8 bilhões, segundo assessores legislativos.

O projeto transforma em cargo de analista tributário, de nível superior, os postos técnicos da extinta Secretaria da Receita Previdenciária. O órgão deixou de existir em 2007 após uma reorganização da administração tributária do governo, quando foi unificado à Receita Federal.

Na justificativa do veto, em 2009, o então presidente afirmou que esses servidores não prestaram concurso público e também não possuíam atribuições iguais à nova função definida pelo projeto.

Com a transformação dos cargos, os salários desses servidores serão elevados. Os técnicos de seguro social (R$5,4 mil a R$ 8,7 mil) e analistas de seguro social (R$ 8,3 mil a R$ 13,0 mil) passarão a ter remuneração entre R$ 11,7 mil e R$ 16,7 mil no novo posto de analistas tributários da Receita.

O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) criticou a votação do veto. “É um veto ainda do presidente Lula, e nós tivemos depois Dilma [Rousseff], [Michel] Temer e Bolsonaro”, disse.

“O que acontece é que nós estamos pegando, nesse caso aqui, cerca de 1.800 funcionários, que são funcionários de nível médio, e, por conta de um projeto de lei, automaticamente estamos transformando esses cargos em ensino superior, obviamente, com uma remuneração muito maior”.

O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), no entanto, defendeu o cumprimento do acordo pelo governo. “Entendemos que, no exercício político da função de líder do governo, por várias vezes disse aqui que é uma carreira parecida com técnico de futebol, exige o tratamento da palavra, da evolução de uma matéria sobre a outra, do avanço das negociações de todas as matérias.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Atente-se que o congresso derrubou o veto, ou seja, o legislativo empurra despesa para o executivo, cadê o teto dos gastos? Os nossos queridos edis sabotam as finanças já abaladas do governo, pura manobra.

  2. Com todo respeito aos profissionais beneficiados, mas me diga uma coisa, com toda essa crise que impacta duramente nas finanças nas do país esse seria o momento para conceder reajustes?

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Economia

Governo regulamenta uso da calamidade pública, mas resiste em decretá-la

Depois de articular e aprovar uma regulamentação do estado de calamidade pública, sob a justificativa de que ação seria necessária em momentos de crise aguda, o ministro Paulo Guedes (Economia) agora atua para que a medida não seja adotada neste ano.

A pandemia da Covid-19 bateu recordes em 2021 e se mostra mais grave que no ano passado. Apenas em abril o governo começou a relançar parte das medidas adotadas em 2020 para combater os efeitos da crise do coronavírus. Muitas ainda seguem travadas.

Em acordo firmado nesta segunda-feira (19), Guedes deu mais um passo para evitar a calamidade. Governo e Congresso concordaram em retirar da meta fiscal os programas de emprego e crédito, além dos gastos emergenciais com saúde. Assim como defende o ministro, a medida vai flexibilizar o Orçamento apenas para despesas específicas de enfrentamento à pandemia, sem fazer uma abertura total para gastos.

Desde outubro do ano passado, o governo planejava inserir na Constituição um dispositivo permanente para permitir uma flexibilização do Orçamento em casos de emergência fiscal.

O Ministério da Economia, então, desenhou esse dispositivo na PEC (proposta de emenda à Constituição) Emergencial, aprovada em março pelo Congresso. O argumento é que o país precisava ter um protocolo claro de enfrentamento de adversidades graves e generalizadas, o que é o caso da pandemia.

No entanto, após a medida entrar em vigor, Guedes resiste a adotar o protocolo criado por sua própria equipe em um momento que especialistas consideram o pior da pandemia.

De um lado, ele consegue colocar em prática o plano de postergar medidas que representem despesas adicionais aos cofres públicos. De outro, o desgaste do titular da pasta da Economia perante o Congresso se ampliou. As críticas são pelo atraso no socorro à população mais vulnerável e a empresários.

O ministro quer evitar uma forte ampliação de gastos como no ano passado. Por isso, vem adotando manobras que já são classificadas como “contabilidade criativa”.

Depois de aprovar a emenda Emergencial apenas com liberação para gastos com o auxílio emergencial, a pasta elaborou outras propostas legislativas para que mais medidas emergenciais fiquem fora da limitação do teto de gastos, como o programa que permite o corte de jornada e salários de trabalhadores da iniciativa privada.

No fim do ano passado, entre novembro e dezembro, membros do Ministério da Economia diziam que já trabalhavam com a possibilidade de prorrogar o estado de calamidade e o Orçamento de guerra caso ocorra uma segunda onda da Covid-19.

Para evitar um novo período de calamidade, Guedes vem articulando diferentes estratégias.

Ele queria um Orçamento em 2021 sem medidas extraordinárias para combater a crise da Covid-19. Depois foi pressionado politicamente e passou a reconhecer a necessidade de uma nova rodada do auxílio emergencial. Mas pediu contrapartidas.

A liberação do auxílio entrou no texto da PEC Emergencial, que oficializou o protocolo de crise, dando diretrizes para decretar calamidade.

No caso de calamidade pública, as amarras do Orçamento seriam afrouxadas, ao mesmo tempo em que gatilhos de ajuste fiscal, como congelamento de salários, seriam acionados.

Como esses gatilhos já estão ativos até o fim deste ano, a decretação da calamidade neste momento apenas liberaria novos gastos, sem contrapartidas. É esse o cenário que Guedes tenta evitar.

O texto da PEC autorizou um gasto de R$ 44 bilhões fora das regras fiscais, sem a decretação da calamidade, para bancar o auxílio emergencial.

No ano passado, não houve um limite pré-autorizado para as despesas com auxílio emergencial, que era num valor mais alto e foi prorrogado até dezembro. Isso resultou numa despesa próxima de R$ 300 bilhões.

Sem margem no Orçamento, o time de Guedes passou a considerar fazer novas liberações de recursos para programas específicos fora do teto de gastos, novamente sem a necessidade de decretar a calamidade.

No momento, as principais ações travadas por falta de recursos são o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que concede empréstimos de baixo custo com garantia do governo, e o BEm (Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego), pago a trabalhadores com jornada e salário cortados ou contrato suspenso. As ações poderão ser destravadas após o acordo anunciado nesta semana pelo governo.

Há pressão de empresários, principalmente em função do atraso no BEm, em discussão desde janeiro e que chegou a ser prometido para março. “Essa segunda onda da Covid fez com que milhares de varejistas fechassem as portas, porque não podem trabalhar. Muitas empresas não aguentam o que está acontecendo. Mesmo com a flexibilização em abril, há estados com medidas bastante restritivas”, disse o presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), Marcelo Silva.

Como o Orçamento deste ano não está aprovado, a antecipação do 13º de aposentados também não foi anunciada. A medida já foi prometida por Guedes e não tem efeito adicional nas contas públicas.

O argumento do ministro ao rejeitar a calamidade é que seria um cheque em branco para uma expansão do gasto público, o que poderia minar a credibilidade do país, provocando elevação de juros, inflação e desemprego.

O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, diz que a atitude do governo de regulamentar a calamidade e depois evitar decretá-la é uma incoerência. Para ele, o governo deveria retomar o Orçamento de guerra e a calamidade para enfrentar a pandemia de maneira efetiva neste ano.

“Não tem problema gastar mais, principalmente em uma pandemia. Você tem que gastar o que for necessário para tirar a população da desgraça. Tem que ter um mecanismo de excepcionalidade que permita não deixar as pessoas morrendo na rua, que não deixe de ter dinheiro para a saúde”, disse.

Na avaliação do presidente do CLP (Centro de Liderança Pública), Luiz Felipe D’Avila, o principal motivo para as dificuldades na execução do Orçamento é a falta de uma estrutura robusta de articulação política. O problema de liberação de recursos, para ele, poderia ter sido integralmente resolvido na PEC Emergencial.

“O governo não tem senso de prioridade, criou um Orçamento fictício que não revela as reais prioridades do país em uma pandemia e mostra que essa desastrosa ausência de articulação política faz com que o país esteja à deriva”, disse.

 

FOLHAPRESS

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Saúde

Sem regra nacional e com pouca vacina de Covid, estados criam distinções entre comorbidades

Sem uma coordenação nacional nas ações de combate à Covid-19 e com menos doses do que o necessário disponíveis, a vacinação para as pessoas com comorbidades começou nas capitais atendendo a diferentes grupos, incluindo pacientes com doenças renais, transplantados, obesos e pessoas com autismo e com síndrome de Down.

Diferentemente do que ocorreu quando as cidades abriram a vacinação de profissionais da saúde e forças de segurança, por exemplo, agora não há uma regra padrão de comprovação do quadro clínico, o que tem levado a decisões das mais diferentes nos estados.

Apresentação de laudo médico, de ficha de acompanhamento, de carteira de identificação de pessoa com deficiência ou mesmo cadastro em sistema da prefeitura realizado pelo médico estão entre os procedimentos estabelecidos.

O Ministério da Saúde estabeleceu diretrizes sobre os grupos prioritários no plano nacional de operacionalização da vacinação, e a recomendação é que os gestores locais sigam o que está previsto.

No entanto, conforme a campanha avança, estados e municípios têm autonomia para seguir com as estratégias locais, de acordo com as demandas regionais, segundo o ministério.

A estimativa da pasta é que 77,27 milhões de pessoas estão nos grupos prioritários da campanha de vacinação da Covid-19, das quais 17,79 milhões representam a fatia com comorbidades —o segundo mais numeroso, atrás apenas daquele formado por todas as pessoas acima de 60 anos, que reúne 30,2 milhões.

Em São Paulo, como mostrou a Folha, há dúvidas ainda sobre como prosseguir com a vacinação de quem tem comorbidades. O grupo por ora não foi chamado a se vacinar, tendo sido preterido em relação a professores, policiais e metroviários e ferroviários.

Em Salvador, foi iniciada na semana passada a vacinação de pacientes renais crônicos entre 18 e 59 anos que dependem de hemodiálise.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Leonardo Prates, houve entendimento de que o grupo deveria ter prioridade por ser o mais exposto: os pacientes precisam de cuidados recorrentes em unidades de saúde e podem ter o quadro agravado em caso de infecção por Covid-19.

O próximo grupo será composto pelas pessoas com síndrome de Down, cujo cadastro já foi iniciado. Para ficar apta para a vacinação, a pessoa deve ser cadastrada em um sistema da prefeitura pelo médico que a acompanha.

Em seguida virão, por ordem, transplantados, imunossuprimidos (com sistema imunológico comprometido) e pacientes com doenças renais crônicas que não fazem hemodiálise, definidos por uma comissão bipartite formada por estado e prefeituras. “O certo seria vacinar todos os grupos com comorbidades o mais rápido possível, mas o cobertor está curto, é uma questão matemática”, disse a epidemiologista Glória Teixeira, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia.

Segundo ela, com o baixo número de doses de vacina, os gestores tenderão a priorizar grupos menores, como os pacientes crônicos renais ou pessoas com síndrome de Down.

Já comorbidades com uma prevalência mais elevada, como diabetes e hipertensão, tendem a ficar para o momento em que houver condições de vacinar todo o público alvo. Em Teresina, estão sendo vacinadas pessoas com deficiência com mais de 60 anos e ao menos duas comorbidades, além de doentes renais crônicos. Entre as comorbidades estão diabetes, pneumopatias crônicas graves e hipertensão arterial resistente.

Para a vacinação de doentes renais, a lista de pacientes é fornecida pelas clínicas locais. Nos outros casos, é necessário apresentar carteira de identificação de pessoa com deficiência ou laudo que comprove a deficiência, além de documento que indique a comorbidade associada. A secretaria não especifica quais documentos são aceitos. É preciso apresentar ainda CPF ou cartão SUS e documento de residência no município.​

Presidente da comissão de revisão de calendários vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi disse que o ideal é que estados e municípios sigam as diretrizes do ministério para a vacinação de pessoas com comorbidades.

Ela destaca que a definição das prioridades deve levar em conta não só as doenças, mas o grau de gravidade e a idade. “No caso de hipertensão arterial, a prioridade são os casos mais complexos, os hipertensos que tomam dois ou mais remédios para controle. No caso de asma, tem que ser grave, com uso de corticoide sistêmico frequente.”

Em 30 de março, Natal chegou a começar a imunização de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e síndrome de Down, com idades a partir de 18 anos, mas a vacinação foi suspensa por uma decisão judicial do dia 1o de abril.

Ministério Público e Defensoria Pública pediram à Justiça que estado e município se adequassem ao plano nacional, se abstendo de incluir ou modificar a ordem dos grupos prioritários sem autorização do Ministério da Saúde, para evitar prejudicar aqueles que estavam em fase de imunização. Segundo a Secretaria da Saúde da capital, 660 pessoas, entre autistas e pessoas com síndrome de Down, chegaram a ser imunizadas.

Em Sergipe, o estado antecipou a vacinação de pessoas com mais de 18 anos com síndrome de Down e TEA. No primeiro caso, por terem comorbidades como problemas cardíacos, hipertensão, baixa imunidade e, em alguns casos, obesidade e, no segundo, também levou em conta uma suposta dificuldade que alguns têm de seguir os protocolos de prevenção e distanciamento social.
Cuiabá terminará na sexta (23) a vacinação de cerca de 600 pessoas com problemas renais, que estão sendo imunizadas nas clínicas em que fazem hemodiálise. Todas já possuem cadastro na pasta.

Já em Macapá, a prefeitura iniciou a vacinação de pacientes com comorbidades. No dia 12, foram vacinados transplantados (coração, rim, fígado e pulmão), doentes hematológicos e pacientes oncológicos e, no dia seguinte, os que têm doenças respiratórias crônicas ou são cardiopatas. Elas precisaram fazer um pré-cadastro e apresentar atestado, laudo médico ou ficha de acompanhamento de doenças crônicas.

No Rio, o prefeito Eduardo Paes (DEM) afirmou que sua gestão está criando formas de fiscalizar por amostragem a autenticidade de atestados apresentados para a vacinação de pessoas com comorbidade. “Vamos tornar uma desgraça a vida do médico que der atestado falso e daquele que usar atestado falso. Vamos tornar público e vamos atrás. Não é admissível, no momento que vacinamos as pessoas que mais precisam, que a gente tenha atestados falsos”, disse Paes no dia 2, ao anunciar o calendário de vacinação.

Procurada, a Secretaria de Integridade Pública afirmou que ainda não tinha detalhes para divulgar sobre o sistema montado para a fiscalização.

A capital fluminense começará a vacinar pessoas com comorbidades e deficiências permanentes na próxima segunda (26), junto com trabalhadores da segurança, da educação e da limpeza urbana na ativa. Nos primeiros dois dias virão os com 59 anos, depois os com 58 anos, e assim por diante.​

A lista inclui pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e doença renal crônica, além de anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de Down e cirrose hepática. É preciso apresentar comprovante como exame, receita ou prescrição, nos quais a prefeitura planeja fazer uma checagem por amostragem.

Manaus já havia começado a imunizar pessoas com menos de 60 anos que tenham comorbidades como cardiopatias, diabetes e obesidade. A dose é aplicada após laudo que comprove a condição.

Em Campo Grande, a prefeitura também abriu cadastro para grávidas a partir de 12 semanas de gestação e mulheres com até 45 dias após o parto para identificação prévia para vacinação contra a Covid-19. Em ambos os perfis é necessário anexar uma cópia da autorização médica para que a paciente possa se imunizar. O mesmo comprovante será exigido no ato da vacinação, ainda sem data definida.

A prefeitura diz que o cadastro é só para identificar o tamanho do grupo e ainda não há previsão de vacinação. Segundo o Instituto Butantan, fabricante da Coronavac, “não há conclusões científicas até o momento de segurança ou eficácia da vacina adsorvida Covid-19 (inativada) na população pediátrica ou em gestantes”.

FOLHAPRESS

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Saúde

Enfermeiro que se identificava como médico e receitava cloroquina na internet morre de covid

Foto: reprodução

O enfermeiro carioca Anthony Ferrari Penza, que ganhou visibilidade na internet após defender e receitar o uso cloroquina para tratamento de covid-19, morreu por complicações da covid-19.

Penza estava sendo processado pelo Conselho Federal de Medicina por ter se passado por médico nos conteúdos criados por ele. O Coren-RJ (Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro) também abriu um processo ético contra o enfermeiro para solicitar a cassação do registro profissional. A denúncia foi encaminhada para o Conselho Federal de Enfermagem e ainda não havia sido julgada.

O profissional de saúde compartilhou uma série de mensagens falsas em suas contas em redes sociais. Entre elas, que municípios tinham lucro com mortes pela covid e que vacinas não teriam sido testadas em humanos antes de vir para o Brasil. Algumas de suas publicações tiveram mais de 100 mil compartilhamentos.

Em 8 de abril, o perfil do enfermeiro confirmou que ele estava com covid-19 e que estava internado. Nesta 2ª feira (19.abr), amigos do enfermeiro fizeram publicações em homenagem a Penza. Ele deixa a mulher e uma filha pequena.

Com informações de UOL e SBT News

Opinião dos leitores

  1. Minha vizinha é enfermeira e de forma precoce vinha tomando invermectina e outros, além de estar “vacinada”, inclusive, com 2 doses. Resultado! Está isolada com covid, juntamente com o esposo e filha, que também tomavam precocemente os fármacos que seriam para evitar o contágio. Tudo que for válido contra o vírus, é válido, desde que cientificamente comprovado.

  2. Cadeia pra quem receita placebo.de cloraquina , surgisse efeito o mundo todo está usando.só no país da terra plana q cura .é muita gente sem nocao.

  3. Tem gente sendo contaminada e morrendo após tomar vacinas. Devemos evitar as vacinas, então? Comentários imbecis de gente sem caráter e/ou sem cérebro. Esquerdopatas típicos. Lixo.

  4. As medidas que possuem efetividade contra a COVID são o distanciamento social (não confundir com trancar as pessoas em casa e impedi-las de ganhar seu sustento), tratamento preventivo e precoce, uso de máscaras quando necessário, medidas sanitárias e vacinação. E quem acreditar em rezadeira, chá, orações, promessas, simpatias, macumba ou qualquer outra ação que não apresente maiores riscos, fique à vontade para fazer uso. Quem for contra o uso “off label” desses remédios seguros e baratos, não tome e fique em casa esperando a falta de ar.

  5. Ele deveria ser processado!e não amaldiçoado pq enfermeiro ele era e não médico!então pessoas devem procura (médicos)esses sim podem te passar a receita correta!polarização idiota está……

  6. Nada menos que a gente vê Caligula, Direita “Honesta” e cia falando todos os dias aqui, só asneiras e mentiras com base ma formação de WZ, Facebook, Instagram e Olavo de Carvalho…

    1. Cuide da sua vida. Tome o que vc quiser, onde quiser e deixe os outros em paz. Vc deve ser daqueles que tomam ivermectina escondido, como se fosse vacina. De mentiras e hipocrisias já estamos cheios.

  7. Só o MINTOmaníaco pode prescrever tratamentos com placebos e não ser processado talkei! O novo tratamento estimulado pelos minions é nebulização com cloroquina… Daqui a pouco vai ser pelo ouvido, entre outros buracos … kkk

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Judiciário

Em processo pedindo indenização milionária, Raquel Sheherazade acusa Silvio Santos de assédio moral e censura

Foto: reprodução/SBT

A jornalista Rachel Sheherazade, ex-apresentadora do SBT, acusa Silvio Santos, dono da emissora, de assédio moral e humilhação. Ela diz nunca ter recebido nenhum direito trabalhista e afirma que foi boicotada pelo comunicador e empresário.

A informação foi revelada pelo portal Notícias da TV. Ela pede na Justiça R$ 19,5 milhões, alegando danos morais e trabalhistas. A jornalista argumenta que foi contratada irregularmente como pessoa jurídica.

A defesa de Sheherazade destaca no processo um episódio de grande repercussão envolvendo a então apresentadora e Silvio Santos.

Durante a entrega do Troféu Imprensa, em 9 de abril de 2017, o dono da emissora fez uma reprimenda à apresentadora. “Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi a você para não fazer mais, não pode. Você foi contratada para ler notícias, não foi contratada para ler a sua opinião. Se quiser fazer  política, compre uma estação de TV e vai fazer por sua conta”, disse Silvio Santos no meio do programa.

A apresentadora respondeu que foi contratada para opinar. Silvio Santos retrucou, com um tom derrogatório: “Não. Chamei para você continuar com a sua beleza e a sua voz e ler as notícias do teleprompter, não foi para você dar a sua opinião”. Ela afirma ter sido constrangida em rede nacional durante o episódio.

A defesa classificou o comportamento de Silvio Santos na ocasião como “machista, depreciativo, preconceituoso, vexatório, humilhante e constrangedor”. Diz ainda que o apresentador “colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”. Pedem R$ 500 mil reais de indenização.

Outro suposto constrangimento público citados envolve o empresário bolsonarista Luciano Hang. Em 22 de junho de 2019 o dono da Havan usou o Twitter para recomendar o desligamento de Sheherazade do SBT. A empresa de Hang é anunciante na emissora e o empresário é apoiador do presidente Jair Bolsonaro desde a campanha eleitoral. A jornalista foi retirada do comando do telejornal nas edições de 6ª feira e demitida no ano seguinte. A defesa alega que ela foi punida pelo dono da emissora.

Nos anexos da ação, há também um e-mail de José Roberto Maciel, CEO do SBT, de 17 de outubro de 2014. Nele, o executivo pede a funcionária para rever seu posicionamento político nas redes sociais, dizendo que seu tom era “agressivo” e que sua postura “envergonhava seus colegas”. À época, Sheherazade direcionava suas críticas à então candidata Dilma Rousseff (PT).

A defesa estipulou o salário inicial da apresentadora em R$ 30 mil reais (com bônus de R$ 7 mil reais para moradia), em março de 2011, quando Sheherazade começou na emissora, no regime de pessoa jurídica. Ela se mudou de João Pessoa para São Paulo em função do trabalho.

No último vencimento, pago em outubro de 2020, o salário de Sheherazade foi de R$ 214.108,47 –aumento de 614% em relação ao 1º pagamento.

A defesa diz que a pejotização foi um feita para que a emissora deixasse de pagar os direitos trabalhistas da funcionária. O advogado André Gustavo Souza Froez afirma na ação que a medida é um “procedimento ilegítimo que o SBT utiliza com a maioria de seu corpo de jornalismo e apresentadores”,

Para chegar aos R$ 20 milhões pedidos, os advogados calcularam que a emissora deve R$ 1.433.065,76 de 13º salários acumulados ao longo dos anos; diz que de férias integrais não remuneradas, são R$ 5.091.010,90; de FGTS, R$ 2.000.882,02, mais R$ 336.806,26 de multa.

O maior valor calculado pela defesa é sobre o pagamento da diferença salarial decorrente dos reajustes que Sheherazade não usufruiu por não ter contrato no regime CLT : R$ 9.207.376,89.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. E porque ela optou pela PJ em vez de CLT ,so porque pagaria 28% imposto de renda e como pessoa juridica 5 % essa ação vai enterrar de vez esse falsa ela so ficou assim deppis que casou com um deputado do PSOL dai pelo amor ao marido virou comunista.

  2. Cuspiu no prato que comeu.
    Vai lacrar com a novs turma ou melhor a que vc sempre fez parte, a da lacração

  3. Mais uma vez uma colaboradora,empregada se voltando contra o seu proprio patrão que neste caso,o patrão que a concedeu a fama,dinheiro,prestigio na imprensa televisiva nacional,e agora vem com esse coitadismo de assedio moral e por uma pseudo conotação sexual de ter sido tratada como uma imagem de um objeto humano só por ser uma pessoa do sexo feminino,no aspecto histórico desde o inicio do mundo o empregado sempre obedeceu as ordens do seu patrão,más,aquí no Brasil o seu poder judiciario incluindo neste o ministerio público que quer inverter esses papeis morais e éticos dos valores normativos e regulamentativos do direito privado entre o seu patrão e o seu empregado,isso está passando do límite.

  4. Querendo sedá bem encima do Véio. A casa caiu, vai bajular a Esquerda, talvez você ganha uma vaga de blogueira de quinta categoria.

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