Saúde

Pfizer e Janssen exigiram do Brasil adiantamento em dólar e pago no exterior

As farmacêuticas Pfizer e Janssen abusam do poder de produzirem as duas vacinas mais eficazes contra Covid. No Brasil, além de exigirem aprovação de lei federal isentando-as de responsabilidade em caso de efeitos colaterais, ambas impuseram pagamento antecipado, lá fora, de uma espécie de “sinal”. No caso das Pfizer, R$1,098 bilhão, equivalentes a US$200 milhões, e mais R$521 milhões (US$95 milhões) à Janssen. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Sem vacinas no mercado e sendo Pfizer e Janssen as melhores, o Brasil teve de acatar exigências, que em outros tempos seriam inaceitáveis.

Os dois pagamentos tiveram de ser feitos em dólares, sem conversão para reais, e no exterior. Assim, não terão de pagar impostos no Brasil.

O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses da Pfizer e 38 milhões da Janssen, que tem a grande vantagem de dose única.

Sob pressão e fragilizado, o governo não teve alternativa senão comprar as vacinas, para evitar a acusação de dar as costas às melhores vacinas.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Mesmo assim os CHUCROS não compreendem a importância de investimento público em pesquisa e produção de insumos de saúde. ISSO É CAPITALISMO, CAMBADA!

  2. Se fosse no governo PeTralha, tinham pago o dobro para ficarem com a metade em propina, só os jumentos negam…

  3. É a lei da oferta e da procura,se tivessem comprado em agosto,a conversa seria outro,houve negligência sim na condução da pandemia,a historia esta gravada.

  4. Qual vacina que está faltando para o Brasil comprar?
    Dentro de 193 países o Brasil é o 5º colocado em quantidade absoluta na vacinação.

  5. Qualquer importação é paga em dólares ou outra moeda forte no exterior. Não tem nada estranho nessa medida. Pura ignorância de quem escreveu.

  6. Usem as reservas, temos q voltar a vida normal. Não tem o que pensar, se der errado, pelo menos tentou acertar

  7. Pague não. Eles se quiserem q nos procurem. Ne não mito? Pague em reais, e em moedas de 1 centavo. Em cache, como é costume da familia.

  8. O comércio faz isso com quem não tem credibilidade nenhuma. Eita, Brasil, estamos no fundo do poço. Oooooo governo booooom

  9. É a lei da oferta e da procura. Se tivesse feito o dever de casa estaríamos em outra situação. Estamos pagando agora o preço da incompetência e irresponsabilidade do governo federal e seus apoiadores lunáticos

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Economia

INSS paga R$ 3,3 bi por ano a beneficiários “fora da lei”, diz CGU

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga, por mês, cerca de 265,7 mil benefícios de prestação continuada (BPC) a segurados que, segundo registros em outras bases de dados, não se enquadrariam nas regras para receber o dinheiro.

As potenciais irregularidades equivalem a um montante de R$ 277,6 milhões mensais (R$ 3,3 bilhões anuais), de acordo com a folha de pagamento do INSS de maio do ano passado. O instituto, contudo, afirma que a Controladoria não considerou as ações civis públicas (ACPs) sobre o limite da renda do BPC e estima que, “no pior caso”, as inconsistências resultam em uma perda de menos que R$ 50 milhões por mês (R$ 600 milhões por ano).

O BPC é um benefício pago no valor de um salário mínimo (hoje em R$ 1,1 mil) por mês para as pessoas com deficiência ou idosas que comprovem ser de baixa renda.

De acordo com a legislação que rege o benefício, é preciso ter uma renda familiar de até um quarto (25%) do salário mínimo vigente por pessoa. Além disso, o beneficiário precisa ter 65 anos ou mais, e a pessoa deficiente não pode exercer outra atividade remunerada durante o recebimento do BPC.

Porém a CGU encontrou 265.731 benefícios concedidos para além desses critérios, o que pode indicar possível irregularidade. Desses, 214.270 foram pagos a segurados que têm renda per capita familiar acima do limite legal; 3.006 a “idosos” com menos de 65 anos; e 2.292 a deficientes com vínculo empregatício remunerado.

Há ainda outras 40.732 concessões pagas a segurados que apresentaram inconsistência cadastral relacionada ao CPF; 6.286 a beneficiários fora do Cadastro Único (CadÚnico); e 9.987 a quem recebe, cumulativamente, benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RPPS), como aposentadorias – o que também é irregular. “Os fatos descritos demonstram que existem fragilidades na gestão e na operacionalização do Benefício de Prestação Continuada, especialmente em relação à concessão, manutenção e revisão dos benefício”, afirma a Controladoria, no relatório de auditoria.

Cerca de 17,3% desses benefícios achados pela Controladoria, no entanto, foram concedidos a partir de decisões judiciais, o que ultrapassa, portanto, as competências do INSS, que se vê obrigado a pagar o benefício após perder o caso na Justiça.

Se for considerar apenas os benefícios pagos a idosos que não cumprem o critério de idade mínima, por exemplo, cerca de 91,9% foram concedidos após decisão judicial. No caso dos BPCs pagos a segurados que ganham mais do que um quarto do salário mínimo, 17,6% são frutos de judicializações.

Apesar disso, a CGU conclui verificar uma oportunidade de aprimoramento de controles e, principalmente, do processo de manutenção e revisão do BPC, “haja vista as dificuldades enfrentadas pelo INSS para dar tratamento tempestivo aos benefícios com indicativo de irregularidade”.

“Em que pese a importância de os gestores avaliarem a oportunidade de correções nos controles relacionados a todas as situações apresentadas neste relatório, há que se destacar a aparente baixa efetividade da sistemática atualmente adotada para a revisão periódica da situação da renda familiar dos beneficiários, haja vista a intempestividade observada, no âmbito do INSS, no tratamento dos indicativos de irregularidade apontados pela SNAS”, ressalta.

Ao Metrópoles, o INSS esclareceu que, conforme a auditoria, 214.270 podem possuir renda acima de um quarto do salário mínimo (limite legal), mas “a CGU não analisou segundo as Ações Civis Públicas (ACPs) relacionadas à Renda do BPC”.

Em abril de 2013, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 3º do artigo 20 da Lei nº 8.742/1993, que estabelece o limite de um quarto do salário mínimo. A Suprema Corte entendeu que o critério econômico presente na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) não pode ser tomado como absoluto. “Esse critério objetivo é injusto em diversos casos. Às vezes, a pessoa tinha uma renda de R$ 5 ou R$ 10 a mais que esse limite, e o INSS negava. Ou talvez a pessoa ganhava, por exemplo, mais de um salário mínimo por mês, mas gastava basicamente para sustentar outras pessoas”, explica o advogado Arthur Barreto, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

Segundo o INSS, existem mais de 28 Ações Civis Públicas (ACPs) ativas no país, sendo algumas com abrangência nacional, que flexibilizam o critério de renda. Uma delas, por exemplo, que permite a dedução de alguns valores para calcular a renda bruta familiar mensal, foi regulamentada em portaria no Diário Oficial da União (DOU) em setembro do ano passado.

De acordo com o texto, “será deduzido da renda mensal bruta familiar o valor gasto, por mês, com medicamentos, alimentação especial, fraldas descartáveis e consultas na área da saúde”. Fruto de uma ACP movida no Rio Grande do Sul, alteração na forma de calcular a renda bruta abre espaço para mais pessoas acessarem o benefício. “O apontamento da CGU vem de encontro ao que verificamos na operação do INSS de que as diversas ACPs no Brasil descaracterizaram o critério renda, pois alteraram o conceito de miserabilidade para um critério de vulnerabilidade. Ainda, saliente-se os benefícios que já se encontram cessados e aqueles que foram concedidos por decisão judicial”, diz o INSS.

Para os casos com indicativos de possíveis problemas administrativos, o INSS informou que vem atuando em desenvolver um painel de controle das trilhas analisadas pelos órgãos e priorizando a análise de irregularidade destes benefícios. Só em 2020, a autarquia enviou mais de 100 mil correspondências a beneficiários de BPC com possíveis indícios de irregularidade na manutenção dos benefícios.

“O montante de R$ 277 milhões é estimado. Considerando que 214.270 provavelmente se enquadrem em alguma regra de Ação Civil Pública, e mais de 17% são decisões judiciais, pode-se estimar que, no pior caso, seriam menos de R$ 50 milhões mensais, e o INSS vem atuando para recuperar todos os valores pagos irregularmente”, complementou.

METRÓPOLES

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Saúde

Consumo de oxigênio cresce até 449% com explosão de casos de Covid-19

O consumo de oxigênio hospitalar chegou a quintuplicar em algumas localidades do país, com o agravamento da pandemia do novo coronavírus, preocupando cidades, que temem registrar mortes devido à falta do gás, além de gestores, órgãos de controle e empresas, que se movimentam para evitar o desabastecimento.

Monitoramento do Ministério da Saúde aponta que seis estados apresentam situação crítica em relação ao nível de oxigênio medicinal disponível. São eles: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte.

Além disso, Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em estado de atenção. A informação foi dada nessa segunda-feira (22/3) pelo diretor de Logística do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, durante reunião do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-19 (Giac).

Roraima apresenta uma das maiores taxas de crescimento do consumo do gás hospitalar. Ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde informou que, considerando dados de fevereiro, o consumo médio hoje gira em torno de 2.616,4 metros cúbicos (m³) por dia, o equivalente a 73.259,2 m³ no mês. Em novembro do ano passado, a quantidade consumida tinha sido de 13.346 m³ – ou seja, houve alta de 448,9% nesse período.

Ainda no Norte do país – região que já vivenciou, em janeiro deste ano, o desabastecimento do gás no estado do Amazonas –, Amapá teve um aumento superior a 200%, segundo dados da empresa White Martins, principal fornecedora do setor. Em Macapá (AP), a ampliação da rede de atendimento elevou o fornecimento de cilindros de oxigênio de 14 para 70 unidades por dia.

Após ser cobrado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério da Saúde informou, no domingo (21/3), que vai aumentar o fluxo diário de insumo enviado a Acre e Rondônia – outro estado que pode sofrer com o desabastecimento – por tempo indeterminado.

No Distrito Federal, a White Martins revelou ao Metrópoles que a demanda diária de oxigênio aumentou 97% nos últimos sete dias, em comparação com o mesmo período de janeiro. Por sua vez, Águas Lindas de Goiás registrou, nessa terça-feira (23/3), desabastecimento do gás na rede de saúde e recebeu apoio emergencial do Governo do Distrito Federal (GDF), segundo a Coluna Janela Indiscreta.

Por meio de uma notificação ao governo do Mato Grosso – também na região Centro-Oeste –, na segunda-feira (22/3), a empresa Dois Irmãos, que fornece oxigênio medicinal para 28 municípios do estado, declarou que está com o estoque do material em falta e que o insumo só estará disponível para venda na quinta-feira (25/3). Por sua vez, o governo do estado afirmou que a crise gerada pela falta de oxigênio medicinal afeta, na verdade, 50 municípios.

Já em São Paulo (SP), 10 pacientes com Covid-19 da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ermelino Matarazzo, na zona Leste da capital, tiveram que ser transferidos, nesse sábado (20/3), para o Hospital de Itaquera por falta de oxigênio. Segundo profissionais da unidade de saúde do Hospital de Itaquera, os pacientes chegaram durante a troca de plantão e estão todos em estado grave.

E no Rio Grande do Sul, o aumento do consumo foi expressivo, segundo relatado pelos serviços à Secretaria de Saúde: mais de 300%. A pasta informou, entretanto, que a logística de entrega e reabastecimento no estado, até o momento, não tem sido um entrave para o abastecimento das instituições hospitalares, UPAs e pronto atendimentos.

Por sua vez, no Nordeste, mais especificamente em João Pessoa (PB), a White Martins relatou que o consumo de oxigênio líquido cresceu cerca de 15% e o de oxigênio gasoso (em cilindros) mais que dobrou apenas nas últimas duas semanas, em comparação aos 15 dias anteriores.

Nota divulgada pela Prefeitura de João Pessoa na última terça-feira (16/3) revela que a empresa fornecedora de oxigênio para a capital está enfrentando dificuldades com a alta demanda, por causa do aumento de casos de Covid-19 nos estados e o consequente aumento de internações. O Executivo municipal disse também já ter iniciado contratos com outras empresas para evitar o risco de entrar em colapso.

Em contrapartida, a White Martins esclareceu, em nota, que tem cumprido rigorosamente todas as suas obrigações junto à Secretaria de Saúde de João Pessoa nos hospitais contratados, apesar da alta registrada no consumo.

Em sintonia, a Secretaria de Saúde da Paraíba disse ter “quantidade suficiente de oxigênio para atender a demanda e, segundo nossos dois maiores fornecedores, não há risco de desabastecimento”. “Nenhum município nos informou sobre desabastecimento e também não solicitamos apoio do Ministério da Saúde nesse sentido”, prosseguiu a pasta.

Levantamento feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) nessa sexta-feira (19/3), contudo, aponta que a Prefeitura de Capim, pequena cidade de 6,6 mil habitantes no leste da Paraíba, a 60 quilômetros de João Pessoa, relatou que o oxigênio “infelizmente já está em falta” e que há dias não consegue abastecer no local onde tem contrato, segundo relato obtido pelo Metrópoles.

Junto a Capim, outras 79 prefeituras, de 16 estados, relataram que o oxigênio para pacientes com a Covid-19 está prestes a acabar. A entidade enviou questionários a 2,5 mil dos 5.570 municípios do país. Desses, quase 600 responderam.

Um dia antes do levantamento, na quinta-feira (18/3), a Frente Nacional de Prefeitos enviou ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao Ministério da Saúde alertando sobre a potencial falta de oxigênio e de medicamentos para sedação de paciente intubados acometidos pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. “A União poderá reforçar a aquisição dos medicamentos e também tem prerrogativa de determinar redirecionamento de insumos e produtos. Isso poderia ser feito com a indústria metalúrgica, que também utiliza oxigênio com o mesmo grau de pureza do hospitalar, por exemplo”, destacou a entidade, em trecho do documento.

Em resposta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na sexta-feira, uma resolução com medidas que abrem exceções temporárias para o uso de cilindros (também chamados de balas) de oxigênio na área da saúde pública.

Agora, balas de gases industriais poderão ser preenchidas com gás medicinal. Ou seja, poderá ser usado cilindro cinza, ao invés do verde, pra envasar oxigênio medicinal. Para isso, as empresas devem atender alguns critérios de qualidade, como válvulas testadas e aprovadas, limpeza adequada dos cilindros industriais para eliminar contaminação cruzada, e rotulagem adequada para o gás medicinal.

No auge da crise da pandemia de Covid-19 em Manaus (AM), em janeiro deste ano, familiares de pacientes internados com a doença chegavam a pintar de verde os cilindros de uso industrial para reabastecer o equipamento.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. A responsabilidade é do governador em controlar o estoque, não podem esperar acabar para pedir ao governo federal como aconteceu em Manaus.
    Outro problema que vai dar no futuro será nos postos de vacinação, não vejo nenhuma atitude dos governadores para aumentar os postos de vacinação.
    O que irá acontecer em breve, filas gigantescas com desorganização generalizada.
    A culpa será de quem?
    Bolsonaro, óbvio!!!

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Mundo

Colômbia apreende ‘narco-submarino’ com 400 kg de cocaína

A Marinha da Colômbia apreendeu em Buenaventura, no litoral do Oceano Pacífico, um submarino pronto para zarpar com 400 quilos de cocaína. A embarcação pertencia a dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O grupo se desmobilizou em 2017, mas alguns guerrilheiros não entregaram as armas e passaram a atuar como narcotraficantes.

A droga ia para o México e pertencia à Frente 30 Rafael Aguilera, uma dissidência das Farc. De acordo com a polícia colombiana, a embarcação, de fabricação caseira, com motores de lancha, custou cerca de US$ 500 mil e teria capacidade para transportar até 8 toneladas de cocaína. Ninguém foi preso na operação.

Submarinos de fabricação artesanal têm sido usados por narcotraficantes na Colômbia desde os anos 2000 para levar drogas aos EUA e Europa, apesar da distância. Uma das primeiras apreensões ocorreu em novembro de 2006, no litoral da Costa Rica: a embarcação levava quatro tripulantes, uma AK-47 e três toneladas de cocaína.

Lucros

De janeiro de 2019 a agosto de 2020, o governo colombiano apreendeu pelo menos 50 embarcações desse tipo, a maioria na costa do Pacífico. Em fevereiro, a Marinha do Panamá capturou um submarino de fabricação caseira com oito toneladas de cocaína colombiana nas águas do Caribe.

De acordo com autoridades e especialistas no mercado ilegal de drogas, as maiores quantidades de droga são sempre transportadas pelo mar, onde se pode mover a mercadoria em quantidade muito maior e de maneira mais segura do que em aviões, que têm um limite de pessoas e sofrem um controle mais rígido por parte das autoridades.

O governo colombiano acredita que 80% da cocaína produzidas no país seja escoada pelo Pacífico e apenas 14% siga pelo Caribe. Os submarinos, normalmente, são fabricados em oficinas secretas nas regiões de mangues na costa noroeste do Pacífico. São dificilmente detectáveis pelos radares das patrulhas marinhas. Eles navegam nivelados com a superfície da água e a parte que se projeta acima da superfície é ínfima, dificultando o trabalho de apreensão.

A polícia colombiana afirma que os submarinos clandestinos possam chegar à América Central em dois ou três dias. As embarcações que são enviadas ao México ou aos EUA são reabastecidas no oceano com comida, água e combustível.

Os tripulantes podem receber até US$ 50 mil, dependendo do tempo da travessia. Os cartéis, que compram um quilo de cocaína na Colômbia por US$ 1.300, chegam a revender a mesma quantidade por até US$ 30 mil nas ruas de Nova York. / REUTERS e AFP

ESTADÃO

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Mundo

Em ação coordenada, Europa, Reino Unido, Canadá e EUA anunciam sanções contra a China; Pequim reage

Em uma ação coordenada, União Europeia (UE), Reino Unido, Canadá e EUA anunciaram nesta segunda-feira, 22, sanções contra integrantes do governo da China, relacionadas a acusações de violações dos direitos humanos dos muçulmanos uigures da província chinesa de Xinjiang. Em resposta, os chineses aplicaram medidas semelhantes contra parlamentares, acadêmicos e instituições europeias, no que pode ser um sinal crescente de conflito entre Pequim e as nações ocidentais. Nesta terça-feira, 23, o país asiático convocou seu embaixador na União Europeia.

De acordo com a decisão publicada pela União Europeia, Wang Mingshan, Wang Jungzheng e Zhu Hailun, todos funcionários de alto escalão do governo em Xinjiang, terão bens em solo europeu congelados e não poderão entrar no bloco. Também foi incluída uma organização ligada às forças de segurança na província.

Outro a ser punido pela UE foi o diretor do Escritório de Segurança Pública de Xinjiang, Chen Mingguo, responsável, segundo a denúncia, por “sérias violações dos direitos humanos”, e por ordenar “detenções arbitrárias e tratamento degradante de uigures e pessoas de outras minorias étnicas muçulmanas”. As ações foram replicadas pelos governos do Canadá e do Reino Unido.

Desde 1989, quando os europeus aplicaram um embargo sobre a venda de armas, relacionado ao massacre de manifestantes que pediam reformas do regime na Praça da Paz Celestial, o bloco não emitia sanções contra Pequim, e mantinha uma política de equilíbrio.

Ao mesmo tempo em que fazia críticas relacionadas aos direitos humanos, evitava o confronto direto para poupar as relações econômicas com a China, maior parceiro comercial da UE. Resta saber se as sanções marcam uma mudança de rumo.

Também nesta segunda-feira, os EUA incluíram Wang Junzheng e Chen Mingguo na lista de pessoas sob sanções do Departamento do Tesouro — na semana passada, 24 pessoas ligadas ao Partido Comunista Chinês e ao governo de Hong Kong foram postas sob sanções americanas, desta vez relacionadas à situação na cidade chinesa.

As medidas vêm em meio a uma política de pressão liderada por Washington contra a China. Na semana passada, os dois países realizaram seu primeiro encontro bilateral, marcado por desentendimentos, acusações e críticas mútuas. Entre os pontos levantados pelo lado americano estava a situação em Xinjiang.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, fará uma visita a Bruxelas nesta semana — nos últimos dias, ele se reuniu com líderes da Ásia e do Pacífico, em busca de uma aliança contra a China.

Apesar das ações serem, na prática, simbólicas, a resposta de Pequim surpreendeu pela rapidez: quase que imediatamente, a Chancelaria anunciou sanções contra dez cidadãos da União Europeia, incluindo eurodeputados, parlamentares e acadêmicos. “Ela (União Europeia) deveria parar de dar lições aos outros sobre direitos humanos e de interferir em questões internas”, afirmou, em comunicado, o governo chinês, afirmando ainda que poderá adotar “outras reações” no futuro.

O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, reagiu às acusações nesta terça-feira, durante uma reunião com o chanceler russo, Serguei Lavrov. “Nos últimos dias, uma minoria de potências ocidentais se manifestou para difamar e criticar a China”, disse. E completou: “No entanto, devem saber: os dias em que podiam inventar histórias, ou fabricar uma mentira, para interferir nos assuntos internos da China acabaram”, acrescentou.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Qin Gang, também criticou a decisão das potências ocidentais e cobrou uma retratação por parte da União Europeia. “A China insta a UE a reconhecer a gravidade de seu erro, corrigi-lo e encerrar o confronto, de modo a não causar mais danos às relações sino-europeias”, acrescentou.

A China alega que sua atuação em Xinjiang é parte da luta antiterrorista e visa desradicalizar os uigures, após uma série de atentados no início da década passada. Pequim chama de instituições de profissionalização e “reeducação” as instalações em que milhares de integrantes da comunidade uigur têm sido internados, tal como documentado por organizações de direitos humanos.

As sanções anunciadas pela China foram recebidas com tréplicas na Europa: os governos da Holanda e da França convocaram os embaixadores chineses em seus países, enquanto o Parlamento Europeu, apoiado por chanceleres do bloco, emitiu uma nota de repúdio./ NYT, AP, AFP e REUTERS

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Países oportunistas reagem ao governo brasileiro alegando destruição da Amazônia, entretanto a china provocou a maior crise de saúde mundial, destruindo economias e vidas humanas no momento atual, no entanto não se ver um lider mundial declarar com veemência qualquer represaria contra a China, com isso conclui-se que essa questão da Amazônia tem algo bem mais oculto por trás. com certeza esse globalistas querem ter o domínio do estado com a mais as riquíssimas reservas de recursos naturais do mundo, Só!

  2. A China tá Morreeeeendo de medo desses garotos….
    Eles que deçam do salto agulha, viu???
    Principalmente a bela adoeçida, conhecida como estados (des) unidos, que já está quase com o pinico na mão!!
    Alguém avise aos yankes que a China não é Cuba não, e alí o buraco é mais embaixo, viu??
    Se ligue!

    1. Típico de esquerdista revoltado, tem raiva dos EUA e de militar.

    2. No fundo é só um discursinho racionalizador (mecanismo de defesa do ego) para lidar com a inveja de países bem sucedidos (se é que muitos deles estão enfiando o pé na jaca).

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Saúde

‘Capacidades são finitas’, diz diretor de fabricante sobre escassez de oxigênio para rede de saúde

Em meio ao agravamento da pandemia da covid-19, fabricantes de oxigênio medicinal têm relatado limitações para dar conta do aumento da demanda. Em entrevista ao Estadão, o presidente e diretor da Indústria Brasileira de Gases (IBG), Newton de Oliveira, afirmou que a produção está praticamente no limite. A White Martins aponta aumento de 56% na demanda.

“O consumo vinha subindo paulatinamente, mas, nas últimas semanas, ficou meio exponencial. Aí começa a haver problemas”, afirma Oliveira. “Tanto nas fábricas quanto na logística, as capacidades são finitas. Chega um momento que a sua capacidade é aquela (no limite).”

Em todo o País, multiplicam-se relatos de dificuldades de conseguir o insumo hospitalar. Como o Estadão mostrou, em 54 cidades paulistas o estoque é crítico e na capital também houve transferências de pacientes às pressas. No interior gaúcho, seis pacientes morreram semana passada após falha na distribuição de oxigênio. O Ministério da Saúde afirma que o estoque em 13 Estados preocupa.

Segundo Oliveira, os relatos de escassez hoje se devem mais à logística do que à produção, mas isso pode mudar. “Estamos correndo para tentar apagar uma fogueira. Hospitais que tinham (abastecimento) uma vez por semana, precisam agora uma, duas vezes por dia. É um crescimento vertiginoso”, comenta.

Ele estima estar atuando com 95% da capacidade total máxima. “Envolve tudo: motoristas especializados, que têm treinamento. Se dobra o consumo dos hospitais, você não consegue dobrar o número de funcionários a curto prazo”, comenta. Por isso, sugere que o poder público faça cartilhas de orientação para evitar o desperdício nas unidades. Outra reivindicação é a vacinação dos motoristas das carretas contra a covid-19, já que costumam entrar em hospitais.

O diretor cita que o aumento da demanda também tem gerado problemas nos sistemas já em funcionamento de hospitais e unidades de atendimento que utilizam tanques. Nesses mecanismos, quando a demanda é maior do que a programada, o oxigênio líquido nem sempre é totalmente vaporizado, gerando o congelamento da estrutura e, consequentemente, panes no sistema. “Tem hospital que está consumindo 4, 5, 6 vezes mais do que consumia”, destaca.

A IBG tem quatro fábricas, três em Jundiaí (SP) e uma em Santa Catarina, das quais partem produtos para Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. São cerca de 400 hospitais atendidos, privados e públicos, além de prefeituras e outros contratantes. Entre as medidas para aumentar a produção, está a maximização da extração do oxigênio e minimização do nitrogênio, a partir do ar. Com o aumento da demanda na Saúde, a IBG também passou a ser mais procurada por indústrias que necessitam de oxigênio industrial.

Em paralelo, a importação de cilindros para o abastecimento de oxigênio gasoso também foi afetada. Uma compra, da Áustria, que levaria de três a quatro semanas, agora pode demorar até seis meses para chegar.

White Martins teve crescimento de 56% na demanda brasileira por oxigênio

Uma das principais empresas do setor no País, a multinacional White Martins relata ter identificado alta de 56% na demanda por oxigênio medicinal na 1ª quinzena de março em relação ao mesmo período de dezembro. “Os clientes da White Martins nos estados do Ceará, Minas, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina têm apresentado um consumo de oxigênio expressivo no momento”, apontou, em nota.

No comunicado, a empresa diz ter “alertado exaustivamente todos os seus clientes medicinais dos setores público e privado” que o abastecimento de oxigênio não depende apenas da produção. “Muitos hospitais têm apresentado um aumento de consumo de oxigênio que vai além da sua capacidade de estoque instalada e da sua própria infraestrutura hospitalar de redes e central reserva de cilindros.”

A White Martins ainda criticou a transformação de unidades de pronto-atendimento em espaços para leitos de internação. “Algumas unidades não contam com infraestrutura apropriada, como tanques de estocagem de oxigênio e redes centralizadas para o gás, ou não têm a dimensão adequada para a expansão do consumo.”

Preocupação é com hospitais municipais de pequeno porte e no interior, diz secretário
Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas diz que a preocupação é com hospitais municipais de pequeno porte, no interior, abastecidos com cilindros de oxigênio. “Usavam um cilindro por mês, se transformaram em PA (pronto-atendimento) para covid e, de uma hora para outra, o consumo explodiu.”

Ele disse ter requisitado ao ministério a devolução de 300 cilindros emprestados durante a crise de oxigênio no Amazonas. Ainda conforme o secretário, em alguns municípios foi preciso remover pacientes para outras unidades ou fechar leitos diante da incapacidade de atender pacientes da covid em unidades sem oxigênio.

ESTADÃO

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Economia

Seguro-desemprego deixa de ser opção para pagar cortes de salário e jornada

Sem respaldo dentro do governo para promover mudanças no seguro-desemprego neste momento de piora no mercado de trabalho, a equipe econômica mudou sua estratégia para tirar do papel o programa que permite novos acordos para redução de jornada e salário ou suspensão de contrato dos trabalhadores. O esforço agora é para buscar recursos dentro do próprio Orçamento, o que pode ser difícil diante do cenário de aperto. Por isso, integrantes da equipe econômica já admitem a abertura de um crédito extraordinário, fora do teto de gastos (a regra que limita o avanço das despesas à inflação), para bancar o programa.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo estima que a nova rodada de reduções de jornada e salário ou suspensões de contrato deva alcançar de 2,7 milhões a 3 milhões de trabalhadores. O benefício emergencial (BEm), pago pelo governo como compensação pela perda salarial, deve custar entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,5 bilhões.

A alteração no seguro-desemprego caiu na “ordem de prioridades” para financiar o BEm depois de ter tido uma receptividade ruim dentro do próprio governo e entre economistas e centrais sindicais. Técnicos da área econômica reconhecem que o momento é “impraticável” para uma mudança como essa, dado o risco de aumento do desemprego.

A proposta de mudança na política permanente de proteção a trabalhadores demitidos, revelada pelo Estadão/Broadcast, incluía a previsão de parcelas decrescentes (com um corte de 10% a cada mês) e uma carência maior para acessar o benefício a partir do segundo pedido. Hoje, o valor da parcela do seguro é fixo em todos os meses.

Segundo apurou a reportagem, a proposta de mudança não foi bem recebida pela ala política do governo, que orientou o abandono dessa alternativa. Mesmo na área econômica, técnicos admitem que o tema, já sensível em qualquer contexto, virou ainda mais polêmico devido ao momento do mercado de trabalho. O País fechou o último trimestre de 2020 com a taxa de desemprego em 13,9%, a pior da série do IBGE, iniciada em 2012.

Fonte de recursos

O esforço agora tem sido encontrar recursos dentro do próprio Orçamento. A missão é difícil: ontem, o próprio Ministério da Economia apontou um buraco de R$ 17,5 bilhões no teto de gastos, indicando a necessidade de um corte de despesas nesse valor. Apesar disso, uma fonte da área econômica garante que há alternativas em estudo.

Uma hipótese cogitada no Congresso é repassar às empresas a responsabilidade de pagar o auxílio-doença a trabalhadores afastados por até 120 dias, o que poderia liberar cerca de R$ 5 bilhões dentro do teto. O entrave, porém, é a dificuldade de caixa das empresas para assumir essas despesas num momento de crise.

Na avaliação da equipe econômica, a nova rodada do programa atende aos requisitos de imprevisibilidade e urgência necessários para a abertura de um crédito extraordinário.

A reedição do programa tem sido um pedido inclusive das centrais sindicais. O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, diz que o governo deveria acelerar a medida, nos mesmos moldes do ano passado, com um desenho “equilibrado”. “É preciso no mínimo manter a empresa, mesmo com algum instrumento de redução de jornada ou suspensão de contrato”, afirma. “O governo está demorando demais, tinha de ter já um pacote parecido com o do ano passado. Tem muitas empresas esperando isso.”

O primeiro secretário-geral da Força Sindical, Sérgio Leite, que integra o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), também defende a reedição do programa, no mesmo desenho aprovado em 2020 pelo Congresso.

Embora apoiem a nova rodada do BEm, as centrais sindicais se opõem à revisão no seguro-desemprego. “É temerário mexer no seguro-desemprego, que é o único instrumento para minimizar o impacto sobre trabalhadores quando perdem o emprego”, diz Patah.

O economista Arnaldo Lima, diretor de Estratégias Públicas da MAG Seguros, também vê o momento como inoportuno para mudanças no seguro-desemprego. Embora veja espaço para mudanças na política, para corrigir distorções, ele afirma que uma alteração agora pode piorar ainda mais a situação do mercado de trabalho. /COLABOROU DANIEL WETERMAN

ESTADÃO

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Mundo

Equipe de Biden prepara até US$ 3 trilhões em novos gastos para a economia

Os assessores econômicos do presidente Joe Biden estão preparando um amplo pacote de US$ 3 trilhões para promover a economia, cortar as emissões de carbono e reduzir a desigualdade econômica, começando por um gigantesco plano de infraestrutura que poderá ser financiado em parte por aumentos de impostos corporativos e de cidadãos ricos.

Após meses de discussão interna, os assessores de Biden deverão apresentar as propostas de gastos ao presidente e a líderes do Congresso nesta semana, assim como começar a falar com grupos setoriais e trabalhistas. Na segunda-feira (22), a assessora nacional do clima de Biden, Gina McCarthy, discutiu seus planos de infraestrutura —e seu papel no combate à mudança climática— em uma reunião com executivos da indústria de petróleo e gás.

Autoridades do governo advertem que os detalhes continuam em andamento. Mas o enorme âmbito da proposta salienta a abordagem agressiva que o governo Biden quer adotar, enquanto tenta usar o poder do governo federal para tornar a economia mais equitativa, abordar a mudança climática e melhorar os setores de manufatura e alta tecnologia americanos em uma batalha crescente com a China.

O pacote de ajuda econômica de US$ 1,9 trilhão que Biden assinou em lei neste mês inclui dinheiro para ajudar pessoas e empresas vulneráveis a sobreviver durante a recessão pandêmica. Mas pouco faz para adiantar a agenda econômica de longo prazo que Biden defendeu em campanha, incluindo a transição para energia renovável e melhorar a capacidade dos EUA de competir em indústrias emergentes, como veículos elétricos. Autoridades do governo consideram esses objetivos —reconstruir a infraestrutura do país e mudar para um futuro de baixo consumo de carbono— essencialmente inseparáveis.

O pacote sob consideração começaria esse esforço para valer. “O plano do presidente Biden representa uma mudança surpreendente em prioridades, abordando muitos dos desafios mais prementes do país”, disse Seth Hanlon, bolsista sênior no grupo de pensadores Centro para o Progresso Americano, comparando o plano com as prioridades de governos anteriores. “Como divulgado, o plano é muito amplo, refletindo o fato de que subinvestimos em muitas áreas.”

Exatamente como abordar a estratégia legislativa ainda está sob discussão, dada a dimensão da proposta e a pequena maioria que os democratas detêm na Câmara e no Senado.

Assessores de Biden pretendem recomendar que a iniciativa seja dividida em partes, com o Congresso atacando a infraestrutura antes de se voltar para um segundo pacote que incluiria mais propostas focadas nas pessoas, como faculdade comunitária gratuita, creche universal e um programa nacional de licenças remuneradas.

Alguns membros da Casa Branca acreditam que o enfoque do primeiro pacote pode ser mais interessante para os republicanos, líderes empresariais e muitos senadores democratas moderados, dada a antiga pressão bipartidária em Washington por uma lei de infraestrutura.

Esse plano gastaria muito em mobilização de energia limpa e no desenvolvimento de outras “indústrias de grande crescimento do futuro”, como telecomunicações 5G. Ele inclui dinheiro para banda-larga rural, treinamento avançado para milhões de trabalhadores e um milhão de unidades residenciais acessíveis e eficientes em energia. Documentos sugerem que ele incluirá quase US$ 1 trilhão de gastos na construção de estradas, pontes, ferrovias, portos, estações de recarga para veículos elétricos e melhoras na rede elétrica e outras partes do setor energético.

Se ele conseguirá o apoio republicano dependerá em grande parte de como a conta será paga.
As autoridades discutiram compensar alguns ou todos os gastos em infraestrutura aumentando os impostos de empresas, inclusive um maior imposto de renda corporativo de 21%, e diversas medidas para forçar as corporações multinacionais a pagar mais imposto nos EUA sobre renda obtida no exterior. Essa estratégia não deverá conquistar votos republicanos.

“Eu não acho que haverá qualquer entusiasmo do nosso lado por um aumento de impostos”, disse a repórteres na semana passada o senador Mitch McConnell, do Kentucky, o líder republicano. Ele previu que o plano de infraestrutura do governo será um “cavalo de Troia” para aumentos de impostos.

A etiqueta de preço total do pacote se aproximaria de US$ 4 trilhões, já que inclui vários incentivos fiscais, como créditos para ajudar famílias com crianças e incentivar a eficácia energética em prédios existentes.

Também poderá ampliar deduções de impostos temporárias destinadas ao combate à pobreza, o que aumentaria o tamanho da proposta em centenas de bilhões de dólares, segundo estimativas de autoridades federais.

Biden apoia todas as propostas de gastos e impostos individuais em consideração, mas não está claro se ele apoiará a divisão de sua agenda em partes, ou que estratégia legislativa ele e os líderes democratas adotarão para aumentar as chances de aprovar a iniciativa no Congresso.

Seus assessores discutiram os méritos de tentar agressivamente um compromisso com os republicanos e líderes empresariais sobre um pacote de infraestrutura, o que muito provavelmente exigiria abandonar ou reduzir os planos de aumentar impostos de empresas. Outra rota seria mover a lei abrangente por um processo parlamentar especial que exigiria apenas votos democratas, como fez Biden com o pacote de alívio ao coronavírus.

“O presidente Biden e sua equipe estão considerando uma série de opções possíveis para investir em famílias de trabalhadores e reformar nosso código fiscal para recompensar o trabalho, e não a riqueza”, disse Jen Paski, secretária de imprensa da Casa Branca. “Essas conversas estão em andamento, por isso qualquer especulação sobre futuras propostas econômicas é prematura e não reflete o pensamento da Casa Branca.”

Biden disse em janeiro que sua lei de alívio seria seguida por um “Plano de Recuperação Reconstruir Melhor”, que incluiria investimentos em infraestrutura, manufatura, energia limpa, educação técnica e outras áreas.

O momento dessa proposta –que Biden disse inicialmente que seria fevereiro– se perdeu enquanto as autoridades se concentravam em completar o pacote de alívio. Nesse ínterim, as autoridades concluíram que sua melhor chance de fazer avançar a agenda maior de Biden no Congresso será dividi-la em partes.

A proposta de infraestrutura inclui grandes partes do plano que Biden apresentou durante a eleição de 2020, como investimentos que, segundo sua campanha, criariam 5 milhões de novos empregos, além de restaurar todos os empregos perdidos no ano passado com a crise da Covid-19.

O segundo plano se concentra no que muitos progressistas chamam de infraestrutura humana do país —estudantes, trabalhadores e pessoas à margem do mercado de trabalho—, segundo documentos e pessoas inteiradas das discussões. Ele gastaria alto em educação e programas destinados a aumentar a participação das mulheres na força de trabalho, ajudando-as a equilibrar trabalho e criação de filhos.

Esse plano também ampliaria ou tornaria permanentes dois dispositivos temporários da lei de alívio recente: expandir os subsídios para americanos de baixa e média renda para a compra de seguro-saúde e créditos fiscais destinados a reduzir a pobreza, especialmente para crianças.

As autoridades avaliaram financiar esse plano por meio de iniciativas que reduziriam os gastos federais em até US$ 700 bilhões em uma década, como permitir que o Medicare negocie custos de medicamentos com empresas farmacêuticas. As autoridades discutiram sobre compensar ainda mais os aumentos de gastos elevando os impostos sobre indivíduos e famílias de alta renda, como aumentar a alíquota superior do imposto de renda de 37% para 39,6%.

Uma pergunta é como, exatamente, aplicar a promessa de campanha de Biden de que ninguém que ganhe menos de US$ 400 mil por ano pagaria mais em impostos federais sob seu plano. Atualmente, a faixa superior do imposto de renda começa em pouco mais de US$ 500 mil para indivíduos e mais de US$ 600 mil para casais. Biden propôs elevar essa faixa durante a campanha.

Assessores do presidente dizem que estão comprometidos a não aumentar os impostos de qualquer indivíduo que ganhe menos de US$ 400 mil. Mas eles discutiram se devem reduzir o limite de renda da faixa superior, taxar todos os indivíduos com renda acima de US$ 400 mil em 39,6% para aumentar a receita para o plano de gastos.

A agenda econômica maior de Biden enfrentará um caminho mais difícil no Congresso do que a lei de alívio, que foi totalmente financiada por dívidas federais e aprovada usando a tática parlamentar especial.

Biden poderá mais uma vez tentar usar o mesmo processo de conciliação orçamentária para aprovar uma lei nas linhas partidárias. Mas os senadores democratas moderados insistiram que o presidente envolva os republicanos na próxima onda de legislação econômica, e que os novos gastos sejam compensados por aumentos de impostos.

Grandes grupos empresariais e alguns congressistas republicanos manifestaram apoio a alguns dos objetivos mais amplos de Biden, notadamente os esforços para reconstruir estradas, pontes, sistemas de água e esgoto e outras infraestruturas. A Câmara de Comércio dos EUA e a Associação Nacional de Manufaturas falaram a favor de gastar até US$ 2 trilhões em infraestrutura neste ano.

Mas os republicanos estão unidos na oposição à maioria dos aumentos fiscais que Biden propôs. Grupos empresariais advertiram que aumentos de impostos corporativos abalariam seu apoio ao plano de infraestrutura. “Esse é o tipo de coisa capaz de arrasar a competitividade em um país”, disse no mês passado Aric Newhouse, vice-presidente sênior de política e relações com o governo na Associação Nacional de Manufaturas.

Autoridades federais estão considerando oferecer como parte de seus planos prorrogar parte dos cortes fiscais de 2017 que vão expirar, como a capacidade de deduzir imediatamente novos investimentos, para conquistar apoio das empresas.

Importantes grupos econômicos também manifestaram abertura a Biden dividir sua agenda Reconstruir Melhor para aprovar partes menores com apoio bipartidário.

“Você tentar resolver todas as questões importantes em uma lei, não sei se é uma receita de sucesso”, disse Neil Bradley, vice-presidente-executivo e diretor de políticas da Câmara de Comércio dos EUA, em entrevista no mês passado. “Elas não precisam ser feitas em um único pacote.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. A sorte deles é que não possuem um Guedes lá, pois iam vir um sonoro e idiota: "e o teto de gastos?", isso no meio de uma gravíssima pandemia.

  2. País que pensa p frente, se planeja e se prepara. Aqui no Brasil não estamos tendo condição nem de enfrentar nossos problemas atuais, imagina planejar o futuro…

    1. Isso mesmo Neto, os EUA estão à frente do Brasil pois distribuem dinheiro…

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Mundo

Relatório acusa Facebook de permitir desinformação durante eleição nos EUA

Levantamento divulgado nesta terça-feira (23) pela Avaaz, organização global de defesa dos direitos humanos, aponta que o Facebook permitiu a propagação de desinformação e de conteúdos que incitam a violência, tanto no período anterior à eleição presidencial nos EUA quanto depois do dia da votação.

A entidade destaca, entre as postagens, alegações falsas de fraude no pleito e acusações infundadas de que os democratas planejavam roubar a disputa. Outras mensagens espalhavam mentiras sobre o então candidato democrata e atual presidente americano, Joe Biden, além de afirmações sem contexto para exaltar supostos feitos do ex-líder dos EUA Donald Trump.

A Avaaz analisou publicações que a entidade identificou com os cem perfis mais populares no Facebook e que repetidamente compartilhavam informações falsas ou incorretas. Assim, segundo o estudo, a rede de Mark Zuckerberg falhou ao não prevenir estimados 10,1 bilhões de visualizações dessas páginas e ao permitir que 32 milhões de usuários seguissem perfis que glorificam a violência.

O levantamento também aponta que esses conteúdos, mesmo considerados por agências de checagem parceiras do Facebook como falsos ou incorretos, concentraram estimados 162 milhões de visualizações em três meses de 2020. Além disso, mais de 90 milhões de eleitores teriam entrado em contato com conteúdos falsos sobre fraudes no pleito americano.

A análise, realizada entre outubro de 2019 e fevereiro 2021, busca calcular o que a Avaaz chama de “escala do fracasso do Facebook”. “O estudo mostra que os eleitores americanos foram bombardeados com informação falsa e enganosa na plataforma durante cada etapa do ciclo eleitoral de 2020”, afirma, em comunicado, Laura Moraes, coordenadora sênior de Campanhas da Avaaz.

Na avaliação de Moraes, os números apresentados mostram o papel da rede social em fornecer um terreno fértil que, segundo a organização, “contribuiu para a radicalização de milhões e ajudou a criar as condições para que a invasão do Capitólio se tornasse realidade”.

Em nota enviada por meio de sua assessoria, o Facebook afirma que o “relatório distorce o trabalho sério feito para lutar contra o extremismo violento e a desinformação na nossa plataforma” e que a Avaaz usa metodologia falha, segundo a qual todo o conteúdo de uma página é classificado como problemático a partir de um só conteúdo considerado falso por uma das agências parceiras.

Segundo a Avaaz, num primeiro filtro, feito entre 1º de outubro de 2019 e 30 de setembro de 2020, foi considerado apenas o conteúdo classificado pelas agências de checagens parceiras da rede social como falso ou errôneo. O segundo passo foi selecionar posts com mais de 5.000 interações ou dez compartilhamentos individuais em páginas, grupos ou perfis verificados.

Foram excluídas mensagens corrigidas posteriormente ou com referências claras de que se tratavam de informação falsa, além de posts compartilhados por perfis de sátira.

A metodologia, de acordo com a entidade, levou a 343 reivindicações diferentes de conteúdos compartilhados por páginas, perfis verificados, grupos e usuários identificados como propagadores de posts falsos ou enganosos. Páginas foram colocadas em análise caso tenham divulgado informações incorretas em ao menos duas postagens com até 90 dias de diferença entre elas.

Na nota, o Facebook defende ainda ter feito mais do que qualquer outra empresa de tecnologia para “combater conteúdos nocivos, já tendo removido mais de 900 movimentos militarizados”. “Removemos também dezenas de milhares de páginas, grupos e contas sobre QAnon dos nossos aplicativos”, afirma a empresa, em referência aos seguidores da teoria da conspiração segundo a qual o governo americano é comandado por uma seita de pedófilos que Trump tentava destruir.

Mesmo assim, a Avaaz acusa a plataforma de demorar a agir, apesar de avisos de diversas entidades sobre a propagação de informações incorretas em torno da eleição presidencial. Segundo o relatório, somente em outubro do ano passado o Facebook tomou providências para conter essas páginas —o pleito ocorreu no dia 3 de novembro, e eleitores podiam votar antecipadamente.

Para chegar ao número estimado de 10,1 bilhões de visualizações de conteúdos considerados falsos, a Avaaz considerou todas as publicações das cem páginas analisadas. Segundo a organização, é levado em conta o todo —e não apenas os posts classificados como incorretos— por dois motivos.

Primeiro, diz a entidade, porque esse tipo de conteúdo não se espalha isoladamente —é compartilhado por quem propaga outros tipos de informação para conseguir mais seguidores e fazer com que a desinformação se torne viral. Depois, porque, quando usuários interagem com essas páginas, eles podem ter sido atraídos por um conteúdo cuja informação é verdadeira, mas acabam expostos a posts falsos.

A Avaaz destaca que, apesar de a maioria (60%) das páginas ter inclinação à direita, 32% delas possuíam viés à esquerda, e 8% não tinham posição política clara, o que mostra que a desinformação atinge os dois lados do espectro político, acentuando a polarização.

Segundo o relatório, esses conteúdos tiveram um forte impacto no eleitorado americano. Nos dias que antecederam a eleição, a organização realizou uma pesquisa em que 44% dos eleitores registrados entrevistados afirmaram ter visto no Facebook informações incorretas sobre fraude nos votos por correio —e 35% disseram ter acreditado nos conteúdos.

O documento ressalta que esse tipo de levantamento, feito por meio de autodeclaração, muitas vezes apresenta viés, o que faz com que os números tenham certo grau de incerteza. A Avaaz, porém, diz que eles também sugerem fortemente que o Facebook teve um papel na conexão de milhares de americanos com desinformação sobre fraudes na disputa presidencial americana.

A Avaaz aborda ainda a falta de correção de fake news políticas. Estima-se que as cem histórias mais populares analisadas pela entidade somaram 158 milhões de visualizações em dez meses em 2019, número que chegou a 162 milhões em três meses do ano passado —mesmo que as afirmações falsas contidas nos posts tenham sido desmentidas por agências de checagem parceiras da plataforma.

Também foram registrados problemas na identificação das checagens de histórias que foram verificadas, mas não apresentavam a marcação correta. De acordo com a organização, a rede social poderia ter tomado medidas para informar retroativamente correções a todos quem foram expostos a essas histórias.

O mecanismo, chamado “Correct the Record” (corrija o registro), foi adotado alguns dias após as eleições, sendo posteriormente revertido pelo Facebook. Em relação a fake news ligadas à Covid-19, no entanto, a empresa emitiu esses alertas.

O New York Times publicou que a plataforma considerava aplicar a ferramenta no pleito, mas outros projetos, como o Centro de Informações sobre Eleições, tiveram prioridade, e a plataforma teve de fazer “escolhas difíceis”. Funcionários do Facebook, no entanto, afirmaram ao jornal americano que a medida foi “vetada por executivos de políticas que temiam a exibição desproporcional de notificações a pessoas que compartilhavam notícias falsas de sites de direita”.

Para Moraes, da Avaaz, a “descoberta mais preocupante é que o Facebook tinha as ferramentas e a habilidade para proteger melhor os eleitores americanos de serem alvos desse conteúdo, mas a plataforma os usou apenas no último momento, depois que um estrago significativo já havia ocorrido”.

O Facebook, na nota enviada por sua assessoria, reconheceu que a “aplicação de políticas não é perfeita”, mas afirmou estar “sempre melhorando enquanto continuamente trabalhamos com especialistas externos para garantir que nossas políticas sigam atualizadas e equilibradas”.

A coordenadora sênior da Avaaz chama a atenção para as possíveis consequências de “uma abordagem ineficaz” nas eleições de 2022 no Brasil. O relatório pontua ainda a oportunidade que a plataforma tem para agir em pleitos importantes, como no México, em Hong Kong e na Alemanha, programados para este ano, além da crise sanitária causada pelo coronavírus.

O documento pede, por fim, que a gestão Biden e o Congresso americano trabalhem numa regulação que trate de transparência na divulgação dos dados —já que a plataforma divulga e avalia sua performance com base em suas próprias métricas.

Também solicita que os legisladores não se limitem a investigar os atores da invasão do Capitólio e considerem o papel do Facebook como ferramenta facilitadora de mobilização e radicalização. “Os legisladores precisam agir antes que conspirações e insurreições se tornem um novo normal para as democracias ao redor do mundo”, diz Moraes.

FOLHAPRESS

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Economia

Comissão marca votação do Orçamento, que prevê aumento só para militares

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso marcou para esta quarta-feira (24) a votação do relatório do Orçamento de 2021. Inicialmente, o cronograma do colegiado previa para esta terça-feira (23) a votação do texto, que, entre outros pontos, libera aumento de remuneração para militares, enquanto servidores civis estão com salários congelados.

O relatório foi alvo de questionamentos por trazer parâmetros econômicos defasados, o que reduziu artificialmente os gastos do governo. Se o Orçamento for aprovado nesse formato, técnicos afirmam que o governo será obrigado a fazer cortes em verbas de ministérios. A votação foi remarcada para quarta-feira para respeitar o prazo de dois dias para que o relatório final pudesse ser apreciado pelos membros da comissão —o parecer foi apresentado no final da noite de domingo (21).

Na sessão desta terça, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a expectativa é que o Congresso comece a votar o Orçamento na quinta (25). Na CMO, a votação deve levar dois dias. Na quinta, o texto seria levado ao plenário do Congresso, para que o Orçamento seja finalizado nesta semana ainda.

Em relação à remuneração dos militares, o relator da proposta, senador Márcio Bittar (MDB-AC), manteve em seu parecer a previsão de reajustes. Os aumentos são parte de um acordo feito pelo governo para aprovar em 2019 uma espécie de reforma da Previdência das Forças Armadas.

Os aumentos serão concedidos de forma parcelada até 2023. Somente neste ano, enquanto o governo lida com um Orçamento apertado e restringe gastos para a mitigação da pandemia da Covid-19, o custo dos reajustes dos militares é estimado em R$ 7,1 bilhões. Em 2020, ao liberar um pacote de socorro a estados e municípios, o governo negociou com o Congresso a aprovação de um congelamento salarial de servidores. A medida, que tem validade até dezembro deste ano, não alcança os militares.

O consultor de Orçamentos do Senado Vinicius Amaral questiona o benefício aos militares e afirma que o governo não dá oportunidade para que o Congresso avalie a necessidade do gasto. Segundo ele, o reajuste não aparece no anexo da proposta destinado a destacar custos dos aumentos salariais de servidores. “Essa conta já veio lançada [pelo governo] nas despesas obrigatórias, ela não vem sequer como uma despesa a ser avaliada pelo Congresso, para decidir se ela será ou não implementada. No meu entendimento, isso contraria a Constituição”, afirmou.

Mantido o teor do relatório, os militares também devem ficar com parcela relevante dos investimentos do governo em 2021. Cerca de R$ 8,3 bilhões foram reservados para o Ministério da Defesa com essa finalidade. O montante equivale a 22% dos R$ 37,6 bilhões previstos para investimentos em todo o governo.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), membro da CMO, critica a decisão de dedicar verba ao aumento de militares no parecer de Bittar. “A proposta orçamentária está muito aquém das necessidades do país nas áreas sociais”, afirmou. “Além disso, nos chama a atenção que o governo proponha a possibilidade de reajuste do salário dos membros das Forças Armadas no momento em que todo o restante do funcionalismo está com os salários congelados, inclusive da base das polícias. Mais uma vez prioriza o Ministério da Defesa em detrimento das demais áreas, fortalecendo o setor que compõe e dá sustentação ao seu governo.”

O deputado Vinicius Poit (SP), líder do Novo na Câmara, diz que não é possível reverter o aumento aos militares. “O que poderia e deveria ser feito é mudar a lei que concede esse aumento”, afirma. “Estamos vivendo, agora, a consequência da escolha do governo de privilegiar essa categoria. Em plena pandemia, com milhões de pessoas perdendo emprego e renda, vendo seus salários congelados, os militares permanecem no paraíso do privilégio de aumento salarial. Enquanto isso, o resto da sociedade amarga a pior crise vivida pelo país nos últimos anos.”

Para a elaboração do relatório, Bittar deixou uma defasagem nas contas. De acordo com o consultor de Orçamento da Câmara Ricardo Volpe, parte da responsabilidade pelo problema é do governo, que deveria ter enviado uma mensagem atualizando parâmetros para a proposta. “Caberia mais o Executivo ter buscado resolver um problema desse tamanho por uma mensagem modificativa do que o Congresso resolver. Os ajustes que o Congresso porventura fizesse reduzindo despesas, além do desgaste político, poderiam não atender à real necessidade do governo e atrasar mais a aprovação do Orçamento”, disse.

Segundo ele, os parâmetros econômicos foram atualizados na parte das receitas, elevando a projeção de arrecadação para o ano. Por outro lado, o relator optou por apresentar o texto sem fazer a atualização para as despesas. Isso fez com que o gasto do governo ficasse subestimado, sem incorporar o efeito do aumento do salário mínimo em benefícios previdenciários, abono salarial e programas assistenciais.

Na prática, quando o Congresso aprovar o Orçamento, o governo será forçado a reavaliar as contas e fazer cortes de gastos em ministérios. Para o consultor, o governo terá que fazer um contingenciamento no curto prazo. Depois precisará encontrar medidas para abrir espaço no teto de gastos, regra que limita as despesas do governo à variação da inflação.

Uma das medidas já estudadas pelo governo é transferir aos empregadores a responsabilidade pelo pagamento do auxílio doença, hoje bancado pelo INSS. No entanto, a medida depende de aval do Congresso e sofre com resistência política. Para Volpe, uma saída, ainda que insuficiente, seria contingenciar investimentos. Porém, parlamentares e as alas política e militar do governo pressionam pela liberação de recursos para destravar obras.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. E agora,como fica a autonomia do Paulinho Guedes,vai encarar,ou so mexe com os pequenos, …..,como disse aquele deputado,chuchucara…..

  2. Já perdeu meu voto faz tempo.

    Privilégios para meia dúzia e o resto que se ferre. Só aguardar os jumentos de "direita"agora, para defender.

    O argumento será que eu prefiro o luladrão. Só existe esse argumento.

  3. Acabou a mamata? Kkkkkk. Todo dia o bolsonarista precisa morder a língua. Como o orgulho machuca, ele prefere negar a realidade e seguir apaixonado, feito mulher de bandido.

  4. Tem dinheiro pra militares e perdoar dívida de igrejas. Já para auxílio emergencial, falta.
    Parabéns aos eleitores desse "governo"!

  5. Em plena pandemia , vai aumentar o dinheiro desses militares que já ganham muito e pouco faz , ao invés de socorrer a população pobre que está precisando . Esse aumento tem que ser vetado !!!

  6. Entendeu servidor publico. Caiu a ficha? So militares. Ou vc acreditou na lorota q todos tem q dar sua cota de sacrificio.

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Saúde

Fiocruz reduz em até 12 milhões de doses a previsão de entrega de vacinas contra Covid em abril

Em um novo revés na vacinação no Brasil, o Ministério da Saúde vai receber em abril entre 11 a 12 milhões de doses a menos do que estava previsto do imunizante da Universidade de Oxford/AstraZeneca. A Fiocruz informou nesta terça-feira (23) que vai entregar em abril por volta de 18 milhões de doses da vacina que o instituto brasileiro produz com insumos importados. A mais recente previsão da Fiocruz e do Ministério da Saúde indicava o recebimento de 30 milhões de doses no próximo mês.

Os novos dados foram divulgados pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, durante participação de sessão temática virtual no plenário do Senado na tarde desta terça-feira. A presidente da Fiocruz também afirmou que a previsão para entrega de vacinas contra a Covid-19 em maio será de 21 milhões. O número representa uma nova redução nas projeções, uma vez que o cronograma previa 25 milhões.

Lima foi questionada durante a sessão pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ele afirmou que o ex-ministro Eduardo Pazuello afirmou em sessão no Senado no fim de fevereiro que a Fiocruz entregaria 100,4 milhões de doses até julho, apresentando o cronograma escalonado mensal.

De acordo com a previsão entregue na ocasião, seriam 3,8 milhões em março, 30 milhões em abril e 25 milhões em maio. Nísia Trindade Lima afirmou que inicialmente o cálculo previa a entrega de 1 milhão de doses por dia, mas que não foi possível por causa de alguns obstáculos. “Primeiro, há um processo para isso, esse início sempre requer alguns ajustes. Além disso, essa discrepância que o senhor sinalizou tem a ver com a chegada do IFA [Ingrediente Farmacêutico Ativo]. Além disso, cada lote de vacina fabricado fica 20 dias em teste para avaliar sua estabilidade ou verificar se há alguma possibilidade de contaminação. Então, essa variação está ligada a esses fatores”, justificou.

“E a gente está trabalhando aqui com os números mais próximos da realidade possível, sendo que a nossa orientação é acelerar esse cronograma. Só que eu diria que ele está no limite. Então, nós vamos produzir mais em abril do que está aqui como entrega, mas tem que passar por esses testes”, completou.

A presidente da Fiocruz afirma que o instituto começou uma segunda linha de produção, o que também vai requerer novos testes e poderá contribuir para a alteração no cronograma. Como a Folha informou no fim de semana, quatro em cada dez vacinas prometidas pelo governo enfrentam entraves no Brasil, e o governo já precisaria rever suas previsão de 30 milhões de doses da Fiocruz em abril, possivelmente para 21 milhões de doses. Essa é a quinta vez que o Ministério da Saúde precisa alterar suas projeções de vacinas.

O Ministério da Saúde informou por meio de nota que não é o responsável pela redução no cronograma de recebimento de vacinas contra a Covid-19. A pasta afirma que o cronograma é montado com base nas projeções enviadas pelos laboratórios e que pode haver alterações com base no fluxo de produção das imunizações pelos fabricantes. “Reiteramos que, para concretizar o envio dos imunizantes, a pasta depende da entrega efetiva das vacinas pelos laboratórios fabricantes. De posse das doses, o Programa Nacional de Imunizações organiza o cronograma de distribuição para as Unidades Federativas. Até o momento, mais de 29 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram enviadas para todo o Brasil”, informou.

A pasta sinaliza que ainda não foi informada da nova redução prevista pela Fiocruz. O cronograma enviado pelo ministério aponta a previsão de 21,1 milhões de doses do instituto produzido com IFA importado em abril e outras 26,8 milhões em maio.

O Ministério também afirma que vai receber 110 milhões de doses da Fiocruz no segundo semestre, já com produção totalmente brasileira, além de doses da Coronavac (100 milhões até setembro), vacinas via Covax Facility (42,5 milhões de doses), Covaxin (20 milhões), Sputnik V (10 milhões), Pfizer (100 milhões) e Janssen (38 milhões).

VARIANTES

A Fiocruz também informou que um novo estudo realizado no instituto da Amazônia da Fiocruz, o Instituto Leônidas & Maria Deane, apontou que as novas variantes de preocupação do coronavírus estão presentes em praticamente todos os estados, com exceção de Minas Gerais e Alagoas. “Isso mostra a disseminação dessas variantes, mais uma preocupação em relação à vacinação”, disse a presidente da Fiocruz.

Na mesma sessão, os senadores aprovaram de maneira simbólica uma moção de apelo à comunidade internacional para obter vacinas contra a Covid-19. O documento havia sido assinado por 65 senadores.

O documento foi encaminhado para a ONU (Organização das Nações Unidas), OMS (Organiização Mundial da Saúde), OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e os países do bloco G20, e o Legislativo de Estados Unidos, Reino Unido e China. Laboratórios que desenvolvem imunizações também vão receber o documento.

A moção afirma que o Brasil se tornou um “risco real para o mundo” por conta do avanço de novas variantes do coronavírus. “O Brasil se tornou o epicentro mundial da pandemia. Dados confirmados pela OMS mostram que superamos nesta semana a alarmante média móvel de 72 mil novos casos e mais de 2.000 óbitos por dia”, diz o documento.

“Dessa forma, essa moção tem como objetivo informar oficialmente às nações, por meio do Senado Federal, a gravidade da situação do País e encaminhar um apelo à comunidade internacional, sobretudo para os países produtores e com estoques excedentes, no sentido da priorização na distribuição das vacinas e insumos para o Brasil de forma a conter o avanço da pandemia. Portanto, necessitamos urgentemente vacinar no mínimo 1/3 da população brasileira, o que equivaleria a receber 100 milhões de doses no curto prazo”, avança o texto, em outro trecho.

O documento sugere três iniciativas: solicitação de auxílio internacional (como exemplo os Estados Unidos, a China, Israel, Rússia e o Reino Unido) no sentido de viabilizarem a disponibilidade de um número maior de vacinas em curto intervalo de tempo para o Brasil num acordo de cooperação; União com a OMS, com o aumento da disponibilidade de vacinas do consórcio Covax Facility; e discussão com os países do G20 da situação do Brasil para a solicitação de recursos para vacinas.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Se nao fosse a vacina do Butantan, a situacao tava bem pior. Tanto q fizeram pra prejudicar essa vacina. So pq era do Doria.

  2. Está é a Compete Logística com responsabilidade e agilidade do nosso " desgoverno " ou não ?

  3. Acho que o ministério da saúde não sabe somar, eh natural num governo tão inepto quanto o do MINTOmaníaco…

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Saúde

Hospital privado em Natal troca corpo de vítima de Covid-19 e família não consegue sepultar parente

A família de um homem que faleceu vítima de covid-19 na madrugada desta terça-feira (23) tem passado por momentos difíceis, além da dor da perda do ente querido.

O homem estava internado em um hospital privado de Natal, onde veio a óbito. Em razão dos protocolos adotados para o sepultamento de vítimas de covid, o corpo deveria ter saído do hospital direto para o cemitério onde seria enterrado.

Porém, percebendo o atraso, a família entrou em contato com a funerária e foi informada que quando a funerária chegou no hospital, o corpo já não estava mais, deve ter sido liberado para outra família.

A família continua mantendo contato com o hospital em busca de solucionar o problema. O pior é que existe a possibilidade do corpo até já ter sido sepultado.

O BLOGDOBG vai provocar a assessoria do Hospital na manhã desta quarta, e quando tivermos retorno publicitaremos o nome e a posição da empresa.

Não é o primeiro caso desses que acontece nessa pandemia aqui no estado. É preciso ter muita atenção das unidades hospitalares devido a quantidade de óbitos que vem acontecendo.

Opinião dos leitores

  1. O protocolo recomenda a presença de um membro da familia para reconhecer o corpo. Nçao sei se estão aplicando na pandemia!

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Saúde

Brasil registra mais 93 mil curados e soma 10,6 milhões de recuperados da Covid-19


Foto: Julyane Galvão/SES

O Brasil registrou nesta terça-feira (23) mais 93.663 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 10.601.658 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas representa 87,4% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de oito vezes superior ao número de casos ativos (1.229.685), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que 100,6 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

Opinião dos leitores

  1. Isso só vai acontecer quando Lula ser presidento junto com Dilmãe FHC e Sarney e a classe política voltaremos a crescer essa política de Bolsonaro de não conversar com os grandes políticos vai matar milhões

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Saúde

Monitoramento do Ministério da Saúde aponta que RN e outros seis estados têm maior dificuldade em manter estoques de oxigênio

Monitoramento feito pelo Ministério da Saúde aponta que ao menos sete estados enfrentam hoje maior dificuldade em manter estoques de oxigênio nos estabelecimentos de saúde. São eles Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.

A lista consta de nota elaborada pela pasta nesta terça-feira (23), em meio a alertas de secretários de Saúde sobre o risco de falta do insumo em algumas regiões.

Segundo o ministério, a dificuldade no abastecimento atinge principalmente pequenos hospitais e unidades de pronto-atendimento, que dependem de oxigênio gasoso, entregue em cilindros. Em grandes hospitais, o oxigênio é usado na forma líquida, por meio de reservatórios específicos, e as empresas têm garantido a entrega, informa.

Já nessas unidades menores, a duração dos estoques depende da quantidade de cilindros disponíveis e do consumo do produto, que tem crescido em meio ao agravamento da epidemia.

Ainda em nota, o ministério cita medidas adotadas para tentar frear a crise, como a redistribuição a outros estados de materiais e equipamentos enviados a Manaus em janeiro, quando a cidade registrou colapso na oferta do insumo.

Até o momento, segundo a pasta, foram enviados 120 concentradores de oxigênio —um dos tipos de equipamentos usado na assistência aos pacientes– para o Rio Grande do Norte e Rondônia, 200 cilindros de oxigênio para o Paraná e duas usinas de geração de oxigênio para Santa Catarina, uma para o Acre e uma para Rondônia.

Também devem ser enviados mais 400 cilindros a Rondônia, 240 para o Acre, 160 para o Rio Grande no Norte, 100 ao Ceará e 100 para os estados da região Sul, informa.

A pasta diz ainda que tem feito compras de concentradores de oxigênio de empresas da China e dos Estados Unidos. Em nota, a pasta diz que a medida teria apoio da iniciativa privada –o ministério não cita quais empresas participam da negociação, e de que maneira. Segundo a Folha apurou, a previsão é obter cerca de 4.000 desses equipamentos. A chegada é prevista para a primeira semana de abril.

Outra aposta é a instalação de miniusinas de oxigênio. Segundo o ministério, duas delas foram enviadas do Rio de Janeiro ao Amapá.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. E aí? Qual a narrativa? Todos os governadores desses estados são petistas? Ou a Pandemia está sem controle e a única medida , além das vacinas que o minto não comprou a tempo, eh aumentar o distanciamento social?

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Comportamento

Em Baraúna, padaria oferece pães para quem não pode pagar: ‘Não tem o dinheiro do seu pão hoje? Pegue o seu aqui’

Foto: reprodução

Uma mesa na porta de uma padaria com o seguinte recado: “Não tem o dinheiro do seu pão hoje? Pegue o seu aqui!”. Essa foi a forma que a Panificadora Paladar em Baraúna (RN) encontrou para ajudar aqueles que não têm o que comer, principalmente durante a pandemia, quando muitos perderam o emprego. A ação ocorreu na manhã desta terça-feira (23), ganhou destaque e viralizou nas redes socias.

Com informações de Caio Vale – Mossoró Notícias

Opinião dos leitores

  1. Que Deus nunca deixe faltar alimento na mesa dessa pessoa que dá exemplo de um verdadeiro cristão com essa atitude.
    Deus seja louvado!🙏🙌

    1. Tinha que mandar era lhe dar uma surra pra você deixar de safada.

    2. Calígula de podre, até em postagem de boa ação vem defecar. Vá estudar pro ENCEJA.

  2. Se o povo de bem não se unir, iremos sucumbir nas mãos dos políticos safados !!! Parabéns pelo grande gesto !

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Política

Bolsonaro diz em pronunciamento que Brasil será autossuficiente na produção de vacinas contra a covid-19 e que mais de 500 milhões de doses estarão disponíveis este ano

https://www.youtube.com/watch?v=vBkTrh28Uaw

O presidente Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira (23) um pronunciamento em cadeia de rádio e TV em que afirmou que o país, em poucos meses, será autossuficiente na produção de vacinas contra a covid-19.

“Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença, mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou que até o fim do ano estarão disponíveis mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população que precisa ser imunizada no país. Segundo o Ministério da Saúde, esse público soma 170 milhões de pessoas.

“Estamos fazendo e vamos fazer de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros. Somos incansáveis na luta contra o coronavírus. Essa é a missão e vamos cumpri-la”, afirmou.

Acordos

O presidente voltou a afirmar que o país enfrenta dois grandes desafios,  o vírus e o desemprego. “E em nenhum momento o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome”, ressaltou.

Bolsonaro destacou que o Brasil usaria qualquer vacina aprovada pelos órgãos competentes e falou sobre os contratos assinados ao longo de um ano para a produção de imunizantes. O presidente citou o contrato com a Universidade de Oxford para a produção, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca e o acordo com o consórcio Covax Facility para a produção de 42 milhões de doses.

O presidente disse que intercedeu pessoalmente junto à fabricante Pfizer para a antecipação de 100 milhões de doses que serão entregues até setembro desde ano e também com a Janssen, garantindo 38 milhões de doses.

“Quero destacar que hoje somos o quinto país que mais vacinou no mundo. Temos mais de 14 milhões de vacinados e mais de 32 milhões de doses de vacina distribuídas para todos os estados da federação, graças às ações que tomamos logo no início da pandemia”, destacou Bolsonaro, ao citar a classificação do país levando em conta o número absolutos de doses aplicadas.

“Ao final do ano, teremos alcançado mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população. Muito em breve, retomaremos nossa vida normal. Solidarizo-me com todos aqueles que tiveram perdas em suas famílias. Que Deus conforte seus corações!”, disse Bolsonaro.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Pode colocar a maior Pete dessas mortes no colo de Moro, que perseguiu e condenou lula injustamente , do STF e do general moribundo que pressionou o stf para que mantivesse a condenação de lula. Se ele fosse nosso presidente não teríamos essa quantidade de mortos . Lula só não, qualquer Presidente não nos deixaria nessa situação , só esse energumeno .

    1. Estariamos bem pior seu salafrario defensor de ladrão. Jumento

  2. Olá amiguinhos. 😘
    Passando aqui para desejar uma ótima noite com sonhos maravilhosos. Tirando a terrivel situação sanitária em que estamos atolados até o pescoço o dia foi lindo. Faço, então, aqui como minhas as palavras do João Gordo:
    "Se você apoia esse FDP é porque você é FDP também."
    Shalom 🙏 Paz e amor ✌️♥️

    1. Vdd, por isso essa complacência com luladrão, somente pelos ladrões

  3. nao sou coveiro.e uma gripezinha.sou atleta.morreu vai morrer mas.toma cloraquina.spray de israel………

  4. Comentaristas esquerdistas só escutam o que querem, só lêem o que querem e o q acham conveniente.
    Lamentável.

  5. O nível dos comentários dá uma ideia de como é eficaz a máquina de lavagem cerebral da grande mídia. 1 Trilhão de reais enviado pra os estados e municípios, gastos com auxílio e despesas de combate. Vacina? Reproduziu o que especialistas sérios disseram em uníssono: há riscos de curto, médio e longo prazo, infelizmente a população será cobaia. Hoje já sabemos que o tratamento precoce poderia ter salvo até 80% das vidas. E só se pensa em odiar o cara. Meu Deus do céu, abre os olhos dessa nação. Acorda Brasil

    1. 80%? Kkkkkkk. O bolsonarista é uma piada! Manda a referência na próxima pr agente rir junto. Aproveita e apresenta aos outros países!

  6. Esses esquerdopatas não tem vergonha na cara, acostumados com o ladrão que aparelhou o STF não aceitam um presidente honesto, o presidente Bolsonaro acabou com a narrativa das vacinas e o Brasil já é auto suficiente na produção, chora petezada, como diz sua idola O CHORO É LIVRE.

    1. Honesto? 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
      Tá vivendo uma realidade paralela, filho? Acorda gado burro…ele só não pode ser investigado agora pq a lei não permite…mas quando perder a eleição…vai em cana junto com os filhos ladrões…

  7. O Bozo tava bem pianinho, não negou a doença, disse que vai ter vacina, isso tudo foi pela decisão do STF?

  8. Bolsolero mente que o orifício central não sente… Mentiu tanto que até o vídeo tiraram do ar… Mas eu vim aqui para lembrar… Bolsonero você é um GE-NO-CI-DA. Ge é ge… Nê ô nó… Cê I ci… Dê a dá… GENOCIDA.

  9. Que assim seja.
    Mas que vc preste contas com a Justiça pelos atos cometidos e que influenciaram pessoas a colocar a saude dela de outros em risco.

  10. Figura patética. Sempre foi contra vacina e sempre foi contra medidas de distanciamento. Presidente ridículo.

  11. o futuro a Deus pertence.
    no futuro teremos vacinas
    perdeu tempo
    credibilidade zero
    É um jeca assanhado.

  12. Cara de Pau, leu um texto que deram a ele sem citar tudo que desdenhou da doença em seu início, não citou que sempre foi contra a Coronavac, que comemorou qdo um voluntário de testar a vacina faleceu por outros motivos que não a vacina, que incentivou o não uso de máscara que sempre foi contra o distanciamento social, que sempre incentivou as aglomerações, não chegou nem a ser solidário com os familiares na morte de um dos seus cúmplices da sua eleição, o major Olímpio, ler um simples texto contra a vontade não dignifica nenhum Presidente sem capacidade de ser o gestor dos problemas do seu país.

  13. Antes do Lula: e daí, não sou coveiro..
    Depois do Lula: Solidarizo-me com as famílias…
    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

  14. Essa mudança radical em relação ao enfrentamento da pandemia é devido à concorrência. Antes o discurso era negacionista.
    É o famoso Capitão Frouxo.

  15. MENTIU DESCARADAMENTE! Essa criatura não tem o mínimo de empatia. Joga pra um bando de sem noção. Nós estamos numa nave sem rumo. Lamentável.

  16. O omi tá mufino….falando em vacina, ciência e solidariedade aos mortos?..😱
    KD o: e daí, não sou coveiro? 🤷
    Efeito Lula livre….🤣🤣🤣🤣
    Lula é o cara…👏👏👏👏👏

  17. Aí mente! E mente mal demais a ponto de gaguejar! O lulaladrao mente bem melhor, nem se compara!

  18. BG! Se possível, nas próximas pesquisas contratadas pelo seu blog, dê a opção do nome do General Mourão.

  19. O Pitbull virou Lassie….🤣🤣🤣🤣
    Manso e acreditando na ciência…e ainda disse que vai trazer vacinas pra todo mundo…🤣🤣🤣🤣
    Obrigado Presidente Lula…isso não seria possível sem vc…👏👏👏👏

  20. Esse presidente só pode tá de brincadeira ele não falou nada e ainda mentiu várias vezes no pronunciamento, infelizmente temos um presidente fracassado na condução da pandemia .logo hj que temos 3.251 pessoas mortas .pensei que íamos dá uma reviravolta na condução da pandemia .
    #Deus abençoa a todos nós

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