Saúde

África do Sul considera vender doses já compradas da vacina de Oxford

O ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, disse, nesta quarta-feira (10) que vender as doses da vacina de Oxford/ AstraZeneca que o país já comprou é uma opção e que está sendo considerada. “Por que não vender o AstraZeneca… bem, é uma opção”, disse Mkhize em entrevista coletiva. “Vamos considerar isso… primeiro nossos cientistas devem nos dizer o que fazer com isso.”

Suspensão

No último domingo (7), a África do Sul anunciou a suspensão do uso da vacina de Oxford/AstraZeneca em seu programa de imunização contra a Covid-19. A decisão ocorre após a Universidade de Oxford informar dados que sugerem que duas doses da vacina fornecem “proteção mínima” contra a infecção leve e moderada da variante identificada pela primeira vez na África do Sul.

O governo pretendia distribuir a vacina da AstraZeneca aos profissionais de saúde em breve, depois de receber 1 milhão de doses produzidas pelo Serum Institute da Índia na segunda-feira. Em vez disso, ela oferecerá as vacinas desenvolvidas pela Johnson & Johnson e Pfizer nas próximas semanas. Para especialistas, no entanto, a vacina da AstraZeneca também poderia ser distribuída. “O que isso significa para o nosso programa de vacinação, que dissemos que começará em fevereiro? A resposta é que continuará”, disse Mkhize em entrevista coletiva online.

(Reportagem de Wendell Roelf e Alexander Edição Vencida por Shri Navaratnam)

CNN BRASIL

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Saúde

Casos de covid-19 no mundo caíram 17% na última semana, aponta OMS

Os novos casos de covid-19 no mundo tiveram a 4ª queda consecutiva. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram registrados 3,1 milhões de novas infecções pelo coronavírus na última semana –queda de 17% em relação à semana anterior. O número de mortes novas também caiu. Foram aproximadamente 88.000 na última semana, redução de 10% em relação ao período anterior. Os dados estão presentes no boletim de atualização epidemiológica feito pela organização e divulgado nessa 3ª feira (9.fev.2021).

A OMS ressalta que esse é o menor número de novos casos desde a última semana de outubro. Segundo a organização, os registros são encorajadores, ainda que “existam muitos países com números crescentes de casos”. A Europa e as Américas registraram as maiores quedas em números absolutos. Juntas, tiveram quase 500 mil casos a menos que na semana anterior. A redução no continente europeu foi de 19% e nas Américas, 17%.

A maior queda foi registrada na África, 22%. Em seguida, Pacífico Ocidental (14%), sudeste da Ásia (12%) e Mediterrâneo Oriental (2%).

Os Estados Unidos, país que lidera o ranking de casos de covid-19 no mundo, teve redução de 19%. Ainda assim, foram mais de 850 mil novos casos na última semana, segundo o medidor Worldometers.

O Brasil aparece em 2º lugar, com mais de 328 mil novos casos, uma redução de 10% em relação à semana anterior. Seguem: França (mais de 136 mil novos casos, queda de 4%), o Reino Unido e Irlanda do Norte (mais de 133 mil novos casos, queda de 25%) e Rússia (mais de 116 mil novos casos, queda de 11%).

PODER360

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Saúde

Anvisa aprova abertura de regulamentação para vacinas do acordo Covax

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (9), por unanimidade, a abertura de processo de regulamentação dos procedimentos para importação e monitoramento das vacinas contra a covid-19 adquiridas pelo Ministério da Saúde no âmbito do Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility).

Segundo a diretora da Anvisa Meiruze Sousa Freitas, relatora do processo, o objetivo da medida é enfrentar o caráter de emergência de saúde pública no país, tendo em vista que o Brasil permanece como um país altamente impactado pela pandemia do novo coronavírus. Por isso, medidas devem ser tomadas o quanto antes para o pronto enfrentamento da pandemia, disse Meiruze. Ela ressaltou que os dados epidemiológicos indicam que o país ainda vai enfrentar desafios para conter a propagação da covid-19.

Meiruze lembrou que as vacinas contra a covid-19, ainda que em desenvolvimento da Fase Clínica 3, demonstraram relativo grau de segurança e eficácia. A concessão de autorizações temporárias de uso emergencial desses imunizantes permitiu aos governos dar início à vacinação de grupos de maior risco. Todavia, tendo em vista a população brasileira, é preciso aumentar a quantidade de vacinas, ressaltou.. Dai a adesão do Ministério da Saúde ao acordo global Covax Facility.

Escalonamento

Por meio desse acordo, o Brasil passou a dispor de um quantitativo adicional de doses de vacinas. Pelo Covax Facility, as vacinas serão enviadas ao Brasil de forma escalonada, à medida em que forem disponibilizadas à iniciativa global e tiverem comprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) os pré-requisitos de qualidade, eficácia e segurança, lembrou a diretora da Anvisa.

Como a primeira remessa tem liberação prevista para os próximos meses, Meiruze destacou, em sua exposição de motivos, que o momento é ideal para o aprimoramento de alguns procedimentos e diretrizes da regularidade sanitária para “pavimentar o caminho para uma apropriada e célere disponibilização das vacinas, objeto do acordo Covax Facility para todo o território nacional”. Ela afirmou também que, de acordo com a OMS, é importante que os órgãos sanitários preparem-se para receber e distribuir as vacinas em seus países.

Meiruze acrescentou que, devido à excepcionalidade do tema, e “em função do alto grau de urgência e gravidade”, será concedida a dispensa de consulta pública e de análise de impacto regulatório.

A Anvisa participa das discussões que analisam as vacinas incluídas no portfólio do Covax Facility junto à OMS e à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Do mesmo modo, a agência faz parte do grupo criado pelo Ministério da Saúde para acompanhamento das atividades junto ao instrumento global. (Agência Brasil)

DIÁRIO DO PODER

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Política

Se forçar a saída do DEM, Maia fica sujeito a perda do mandato

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia pode perder o mandato, caso cumpra a ameaça de filiar-se a outra sigla. É o que prevê a lei, a menos que o partido abra mão do seu mandato. Mas abrir mão desse direito é opção cada vez mais distante na executiva nacional do DEM, em razão do ambiente muito ruim criado pelo próprio Maia, que acusa o partido de “traição” para justificar a derrota do seu candidato à própria sucessão. No DEM, cresce o movimento para não deixar barata a “deserção” de Maia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Segundo a Resolução-TSE 22.610/2007, a desfiliação sem justa causa libera o partido para pedir a decretação da perda do mandato eletivo.

Maia insiste na lorota de traição para tentar classificar sua saída como fruto de “discriminação pessoal”, uma das justas causas para desfiliação.

Além do DEM, podem pedir a perda do mandato de Maia o Ministério Público Eleitoral e quem tem interesse jurídico, como um suplente na fila.

DIÁRIO DO PODER

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Cidades

Pesquisa: maioria dos brasileiros está otimista em relação ao emprego em 2021

Levantamento nacional realizado pelo instituto Paraná Pesquisas para esta coluna e o site Diário do Poder revela que o brasileiro está otimista em relação ao próprio emprego, em 2021. De acordo com a pesquisa, 60,4% dos entrevistados acreditam que vão preservar o emprego, enquanto 10,7% acreditam que serão promovidos e até terão aumento e 4,8% estão confiantes de que vão encontrar trabalho. De todos os entrevistados, apenas 18,2% estão receosos sobre perda do emprego. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Pela pesquisa, homens são mais otimistas que mulheres e quem tem 60 anos ou mais são mais confiantes no seu emprego que jovens de até 24.

Brasileiros da região Sul são mais otimistas: 65% acham que manterão o emprego. No Norte e Centro-Oeste o nível de confiança cai para 57,7%.

A pesquisa lembrou o desemprego em 2020 para indagar: “Qual sua perspectiva com o seu mercado de trabalho para 2021?”

O levantamento do Paraná Pesquisas, de 22 a 26 de janeiro, permanecia inédito. Foram ouvidas 2020 pessoas em todos os estados e no DF.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

    1. Continue procurando emprego, titia. Apesar da idade avançada, você acha, nem que seja de dançarina de cabaré de quinta categoria.

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Cidades

Governo federal e ONU planejam usar religião para tratar uso de drogas no Brasil

O Ministério da Cidadania e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) pretendem criar um programa piloto para “a utilização da espiritualidade e religiosidade como ferramenta de prevenção e recuperação ao uso de drogas”. O edital, que prevê R$ 570 mil para o desenvolvimento do projeto, ainda fala em “construir protocolo para possível disseminação nacional”.

Publicado no fim do ano passado, o prazo para recebimento de propostas do edital se encerrou no início de fevereiro. Podiam participar “instituições de ensino superior, públicas ou privadas, centros de pesquisa, fundações e institutos que comprovadamente atuam ou realizam pesquisas e desenvolvam cursos de capacitação” na área.

Para especialistas consultados pela reportagem, o edital tem um endereço certo: as comunidades terapêuticas vinculadas a religiões cristãs. “O edital fala da importância da religiosidade e espiritualidade, mas parece não deixar aberto para participação de matriz africana ou outras milhares de religiões que poderiam participar. Não parece ser acaso, parece ser mais voltado para a fé cristã e tratar o uso de drogas como um problema moral a ser resolvido”, analisou o gerente da Política de Drogas da Conectas Direitos Humanos, Henrique Apolinário.

A professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da instituição, Andrea Gallassi, vai na mesma linha. “Esse edital está disposto a financiar projetos que trabalham com a fé na perspectiva de práticas de matriz africana, com a religião rastafari que tem o uso da cannabis como parte da prática religiosa ou as religiões que usam ayahuasca para tratar pessoas que têm problemas com outras drogas?”, indagou.

Ambos ressaltam que o edital é um passo adiante na linha escolhida pelo governo federal de apoiar as comunidades terapêuticas. Ela começou com o ministro Osmar Terra (MDB-RS), único ministro a continuar na Esplanada dos Ministérios na transição do governo de Michel Temer (MDB-SP) para o de Jair Bolsonaro (sem partido). Hoje, o ministro da Cidadania é Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Investigação da Agência Pública de julho do ano passado revelou que, em 2019, R$ 150 milhões foram repassados para comunidades terapêuticas, sendo que 70% desse total tiveram como destino instituições cristãs. A estimativa para 2020 é que os recursos repassados no programa dobrassem e atingissem R$ 300 milhões.

Essa linha substituiu a redução de danos pela abstinência, focando em comunidades terapêuticas e hospitais psiquiátricos. Com isso, mesmo sem evidências científicas robustas defendendo esse caminho, houve investimentos milionários nessas comunidades terapêuticas, aponta Apolinário.

“Esse edital está escancaradamente financiando ações que vão de encontro ao que essas comunidades terapêuticas fazem. É uma outra forma de financiar grupos que já recebem recursos públicos, e esse caminho conflita com evidências científicas, uma vez que ele deixa claro o que é uma boa política antidrogas”, concluiu Gallassi.

“O edital vem na linha deste governo, que primeiro opta por um caminho e depois vai buscando legitimar isso de alguma maneira. A máquina de fake news funciona assim. Acha um estudo que fala o que eles querem e tentam com isso dar verniz para algo escolhido há muito tempo”, analisou Apolinário.

Outro problema é que os recursos públicos não foram acompanhados por uma fiscalização efetiva. “Não há no Brasil sistema de análise e inspeção desses locais”, apontou. Entre as violações já encontradas, ele cita trabalho forçado, desrespeito às liberdades de crença, gênero e sexualidade, contenção forçada, humilhação e uso de medicamentos fortes sem prescrição médica, entre outros. “É uma gama alta de violações que são comuns em locais de privação de liberdade onde não há fiscalização”, resumiu.

O texto do processo seletivo do governo federal em parceria com a Unops diz que “tem como objetivo realizar uma pesquisa que verifique a efetividade do tratamento de dependência química abrangendo a espiritualidade, religiosidade e fé como elementos de prevenção e promoção de saúde por meio de pesquisa sobre o tema, implementação piloto dessa modalidade, monitoramento, avaliação desse piloto e produção de um protocolo para a possibilidade de futura implantação nacional”.

Procurados há duas semanas, Ministério da Cidadania e PNUD não responderam ao pedido de informações do Metrópoles.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Se resolve o problema pela quantidade igrejas que tem e pelas as que aparece todos os Brasil já estaria livre de álcool e drogas

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Economia

INSS nega 4,46 milhões de benefícios em 2020, o maior número em 14 anos

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou mais de 4,465 milhões de pedidos de benefícios ao longo do ano passado. Esse é o maior número de indeferimentos para um ano desde, pelo menos, 2006. Até então, o recorde havia sido registrado em 2019, ano marcado pela aprovação da reforma da Previdência (EC 103/19), que dificultou as regras para a concessão de aposentadorias.

Foram negados 4,201 milhões de requerimentos no ano passado. Logo, 2020 apresentou aumento de 6,2% em relação a 2019 – apesar de o número total de pedidos de benefícios ter diminuído. O Metrópoles analisou esses dados tendo como base a série histórica disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, além de números do INSS.

Por outro lado, o instituto fechou dezembro com 4,897 milhões de aposentadorias, pensões e auxílios concedidos no ano passado, o menor número para um ano desde 2015. Em 2019, por exemplo, o instituto aprovou 5,19 milhões de benefícios.

Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), o advogado Diego Cherulli avalia que a reforma da Previdência explica a alta de indeferimentos bem como a queda de concessões. “Isso se deve à reforma da Previdência, tanto pelo medo que foi gerado, e fez com que as pessoas corressem para pedir o benefício, quanto pelas novas regras aprovadas, que dificultaram o acesso”, aponta.

O advogado ressalta, contudo, ser necessário analisar o número de judicializações. Na prática, cerca de um a cada nove (11,1%) benefícios concedidos pelo INSS decorre de ações judiciais. Por sua vez, o presidente do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Roberto de Carvalho, explica que a fila de pedidos represados e a falta de servidores corroboram com o aumento de negativas.

Dados mais recentes disponibilizados pela Secretaria de Previdência apontam que, em novembro, mais de 1,92 milhão de requerimentos aguardavam a análise do INSS ou o cumprimento de exigências – processo que, neste caso, depende apenas do segurado. “Tivemos muita gente que teve o benefício indeferido por falta de análise técnica adequada do INSS. Essas pessoas vão ter que fazer o recurso administrativo ou judicializar”, explica Carvalho. “Tem também a questão da pandemia, que gerou uma crise econômica muito grande e uma procura por proteção social. Então, tem muita gente pedindo benefício sem ter direito”, complementa o advogado.

Numa tentativa de diminuir a fila, o INSS firmou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para analisar pedidos de benefícios em até 90 dias e, com isso, evitar a judicialização do requerimento. O pacto foi firmado em novembro do ano passado e, na sexta-feira (5/2), confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros seguiram o entendimento do relator, Alexandre de Moraes.

Hoje, o INSS tem até 45 dias para analisar um requerimento. Com o acúmulo de pedidos, esse prazo é constantemente ultrapassado. Dos 1,9 milhão de pedidos represados em novembro, 1,2 milhão estão parados além desse período. Com o acordo, no entanto, o prazo legal para concluir a decisão muda conforme o benefício pedido. O INSS terá até 90 dias para analisar aposentadorias e BPCs pagos a idosos e pessoas com deficiência.

Outro lado

Procurado, o INSS informou, a respeito de deferir ou não os requerimentos, que analisa os pedidos com base única e exclusivamente na lei previdenciária vigente e demais normativos.

“Desta forma, reiteramos, as análises de pedidos são feitas única e exclusivamente no cumprimento do que determina a regulamentação legal e infralegal”, assegurou o instituto, em nota.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Desastre total. O povo abandonado pela previdência na hora q mais precisa. Coisa do banqueiro Guedes.

  2. É muito bom massacrar quem não pode se defender, semelhante ao massacre da Serra elétrica, deixa só os pedaços. Fdp

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Cultura

Brasil fica de fora dos pré-indicados à premiação do Oscar; veja a lista

O Oscar 2021 definiu os filmes indicados para a sua shortlist, uma lista prévia em nove das categorias da grande premiação do cinema internacional. Apesar de concorrentes como Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz, nenhum filme brasileiro marcou presença entre os indicados. Entre as categorias que tiveram alguns de seus candidatos revelados, estão Filme Internacional, Documentário, Trilha Sonora, Canção Original, Maquiagem, Efeitos visuais e Curtas. A lista final de indicados em todas as categorias será revelada em 15 de março.

A cerimônia do Oscar 2021, que será a 93ª edição da premiação, está marcada para o dia 25 de abril, no Teatro Dolby, em Los Angeles, nos Estados Unidos. São elegíveis ao Oscar 2021 filmes lançados entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021.

Confira os pré-indicados ao Oscar 2021:

Documentário

All In: The Fight for Democracy

Boys State

Collective

Crip Camp

Dick Johnson Is Dead

Gunda

MLK/FBI

The Mole Agent

My Octopus Teacher

Notturno

The Painter and the Thief

76 Days

Time

The Truffle Hunters

Welcome to Chechnya

 

Curta documental

Abortion Helpline, This Is Lisa

Call Center Blues

Colette

A Concerto Is a Conversation

Do Not Split

Hunger Ward

Hysterical Girl

A Love Song for Latasha

The Speed Cubers

What Would Sophia Loren Do?

 

Filme Internacional

Bosnia and Herzegovina, Quo Vadis, Aida?

Chile – The Mole Agent

República Checa – Charlatan

Dinamarca – Another Round

França – Two of Us

Guatemala – La Llorona

Hong Kong – Better Days

Irã – Sun Children

Costa do Marfim – Night of the Kings

México – I’m No Longer Here

Noruega – Hope

Romênia – Collective

Rússia – Dear Comrades!

Taiwan – A Sun

Tunísia – The Man Who Sold His Skin

 

Maquiagem

Aves de Rapina

Emma

The Glorias

Hillbilly Elegy

Jingle Jangle: A Christmas Journey

The Little Things

A Voz Suprema do Blues

Mank

Uma Noite em Miami…

Pinocchio

 

Trilha sonora original

Ammonite

Blizzard of Souls

Destacamento Blood

O Homem Invisível

Jingle Jangle: A Christmas Journey

The Life Ahead (La Vita Davanti a Se)

The Little Things

Mank

O Céu da Meia-Noite

Minari

Mulan

News of the World

Soul

Tenet

Os Sete de Chicago

 

Canção original

Turntables, de All In: The Fight for Democracy

See What You’ve Done, de Belly of the Beast

Wuhan Flu, de Borat: Fita de Cinema Seguinte

Husavik, de Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga

Never Break, de Giving Voice

Make It Work, de Jingle Jangle: A Christmas Journey

Fight For You, de Judas and the Black Messiah

lo Sì (Seen), de The Life Ahead (La Vita Davanti a Se)

Rain Song, de Minari

Show Me Your Soul, de Mr. Soul!

Loyal Brave True, de Mulan

Free, de The One and Only Ivan

Speak Now, de Uma Noite em Miami…

Green, de Sound of Metal

Hear My Voice, de Os Sete de Chicago

 

Curta de animação

Burrow

Genius Loci

If Anything Happens I Love You

Kapaemahu

Opera

Out

The Snail and the Whale

To Gerard

Traces

Yes-People

 

Curta-metragem

Bittu

Da Yie

Feeling Through

The Human Voice

The Kicksled Choir

The Letter Room

The Present

Two Distant Strangers

The Van

White Eye

 

Efeitos especiais

Aves de Rapina

Bloodshot

Love and Monsters

Mank

O Céu da Meia-Noite

Mulan

The One and Only Ivan

Soul

Tenet

Welcome to Chechnya

 

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Por mera questiúncula política, o Brasil não indicou Bacurau. Esse tinha a real chance, inclusive de vencer…

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Saúde

Lobby por aprovação da Sputnik no Brasil conta até com ex-diretor da Anvisa

Tratada nos bastidores do governo como a possível “vacina de Bolsonaro”, a Sputnik V ganhou reforço no time que trabalha para emplacar o imunizante no Brasil. A União Química, farmacêutica que pretende fabricar o produto em território nacional, contratou o ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Fernando Mendes para sua área de relações institucionais, o nome oficial de quem faz lobby em Brasília.

Mendes foi contratado pela União Química depois de cumprir quarentena de seis meses. Ele deixou o cargo na Anvisa em março de 2020, ao fim do seu mandato. Na agência, chegou a ser presidente substituto e diretor da área que trata de medicamentos e vacinas.

Na União Química, o ex-diretor da Anvisa se juntou a caciques políticos que já atuam em favor do imunizante russo. Entre eles o ex-deputado Rogério Rosso (PSD-DF), ex-líder do Centrão na Câmara que se tornou diretor de negócios da farmacêutica ainda em 2019.

A empresa também costumava financiar campanhas eleitorais quando a doação por empresas era permitida. Em 2014, doou R$ 2,25 milhões para candidatos do PSD, MDB, PC do B e PT, em diversos Estados. O próprio dono da empresa, Fernando de Castro Marques, se aventurou na política em 2018, quando tentou se eleger senador pelo Distrito Federal. Amargou um nono lugar, com 124,9 mil votos. Na ocasião, destinou R$ 5 milhões para bancar outros políticos, além da própria candidatura.

Embora não seja regulamentada no País, a atividade de lobby não é ilegal. Segundo a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), a pandemia intensificou a busca por profissionais da área por empresas ligadas à área de saúde.

“Estas empresas estão trabalhando intensamente desde o início da pandemia para prover os tomadores de decisão de informações técnicas e atualizadas para que as políticas públicas no enfrentamento da pandemia sejam eficazes. Isso tem demonstrado, inclusive, a importância e legitimidade da atividade de relações institucionais e governamentais”, afirmou o coordenador do Comitê de Saúde da Abrig, Newton Galvão.

As conversas em Brasília envolvem tanto as negociações com o Ministério da Saúde quanto a defesa de mudanças nas regras para a aprovação dos imunizantes, o que levanta debates sobre prejuízo à análise de segurança e eficácia dos produtos.

Na semana passada, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou ao Estadão que iria “enquadrar” a Anvisa, numa declaração que foi entendida por integrantes da agência como pressão política no órgão técnico. No mesmo dia, o Congresso aprovou regra para que a agência aprove, em cinco dias, o uso emergencial de vacinas já autorizadas em outros países, como Rússia e Argentina.

A medida, caso entre em vigor, beneficia principalmente a Sputnik V, já em uso pelos dois governos. Para o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, a mudança torna a autoridade sanitária um mero órgão “cartorial”, sem capacidade de análise. Ele avalia ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a regra aprovada no Congresso seja sancionada por Bolsonaro.

A alteração na lei, incluída pelo Congresso em uma medida provisória, ocorre no momento em que o governo é pressionado a ampliar o cardápio de vacinas no País e evitar interrupções na campanha iniciada em janeiro. Além da necessidade de controlar a pandemia, o Planalto não quer depender tanto da Coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan. Isso porque o produto é associado ao governador paulista, João Doria (PSDB), inimigo político do presidente.

Ao Estadão, Rosso negou que haja pressão sobre a Anvisa ou Congresso para alterar regras e beneficiar a Sputnik V. Ele disse que a mudança proposta na MP, por exemplo, refletiu a “necessidade do povo brasileiro de ter mais vacinas”. “Esse tipo de ambiente (de disputa política) não é positivo. Todos nós temos de estar juntos. Fala-se que existe pressão para salvar vidas. Eu falo com o papa se precisar. Vou estender uma faixa na frente do Vaticano. Brasileiros na Rússia já estão tomando a vacina”, disse.

A empresa ainda aguarda o aval da Anvisa para realizar a fase 3 de pesquisa. Além disso, quer permissão para uso emergencial de 10 milhões de doses de vacinas que seriam importadas prontas da Rússia. Segundo técnicos da agência, o passo seguinte que a empresa pretende dar — a produção da vacina no Brasil –, também exigirá minuciosa análise técnica. Será preciso certificar que a nova fábrica da União Química tem condição de produzir estes imunizantes.

A pressão pela entrada da Sputnik V no Brasil também é feita por governadores, inclusive de oposição ao governo. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi ao STF para destravar a aprovação do imunizante.

Há ainda outras vacinas que podem compor o plano nacional de imunização. Uma opção é o produto fabricado pela chinesa Sinopharm, que tem como defensor o próprio embaixador do país no Brasil, Yang Wanming. Como mostrou a Coluna do Estadão, Wanming “fez um apelo” recentemente para que senadores intermediassem conversas com autoridades sanitárias brasileiras. Segundo o que o embaixador disse aos presentes, a vacina poderia ser produzida no Brasil pelo Butantan.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. O que se observa é um súbito interesse do governo em agilizar a liberação de vacinas, passando por cima dos órgãos tecnicamente gabaritados para fazê-lo. Isso depois de inicialmente negar, boicotar e atrasar a liberação e compra das primeiras unidades, goste-se ou não, feito por Doria. Agora querem fazer como fizeram com a cloroquina, para obter dividendos políticos (e financeiros?). O interesse da população está em último lugar.
    Aliás, ainda não vi nesse blog notícias sobre a decisão de ontem do STF, que liberou aos criminosos condenados o acesso às gravações roubadas. Com o voto do ministro de Bozo, Kassio Nunes. A boiada está alegre?

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Economia

Guedes quer ajuste para ter R$ 20 bilhões e bancar nova rodada do auxílio emergencial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse às lideranças do Congresso que vai precisar de uma nova versão de uma “Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de guerra” para conceder mais três parcelas de R$ 200 do auxílio emergencial aos informais, com custo total de cerca R$ 20 bilhões – valor semelhante ao previsto para compra das vacinas contra a covid-19.

Na avaliação de Guedes e sua equipe, esse novo texto da PEC precisa conter uma cláusula de calamidade pública, para dar segurança jurídica à concessão do auxílio emergencial com a edição de um crédito extraordinário, e estar associado às medidas fiscais contidas na PEC do pacto federativo.

Uma minuta do texto está sendo preparada pela equipe econômica para ser apresentada aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-PB). O diagnóstico apresentado pela equipe econômica é de que o auxílio emergencial é para o enfrentamento da covid-19 e o agravamento da pandemia pede um protocolo de crise com a cláusula de calamidade.

Como mostrou o Estadão, Pacheco e Lira, pressionados pelas suas bases de apoio, querem uma via expressa para a concessão do auxílio, com o argumento de que a urgência da pandemia não permite esperar a aprovação de medidas de contenção de gastos.

Mas o ministro, nas conversas dos últimos dias, vem argumentando que é preciso acionar a cláusula de calamidade e garantir contrapartidas em nome da responsabilidade fiscal e controle das contas públicas. Para a equipe econômica, essas medidas devem ser consideradas o novo marco fiscal para o País.

Conselho Fiscal

Sem a cláusula de calamidade, o risco apontado é de crime de responsabilidade fiscal. É ela que vai permitir que os gastos com o pagamento dos três meses do auxílio fiquem de fora do limite do teto de gastos (a regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação), afastando também a necessidade de compensação para o cumprimento da meta fiscal.

Apesar da pressão dos presidentes do Senado e da Câmara, o sentimento na equipe econômica é de que as conversas estão avançando num tom muito positivo e que, após o acordo, a votação poderá ser rápida.

A ideia é que seja criado um Conselho Fiscal da República, com representantes dos três Poderes, incluindo do Tribunal de Contas da União. A cada três meses, o colegiado se reuniria num ritual parecido com o do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, responsável pela definição da taxa básica de juros.

Além de prever o acionamento dos chamados gatilhos (medidas corretivas para diminuir os gastos), a PEC prevê uma cláusula vinculante para que as mesmas práticas cobradas pelo TCU sejam praticadas pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais.

“Se fizer mais um pacote fiscal sem nenhuma contraparte, a mensagem que será passada é que a trajetória da dívida vai continuar a subir e o prêmio de risco que os investidores vão pedir para manter a dívida brasileira pode ter um efeito, uma implicação de qual tipo de política que o Banco Central pode adotar”, avisou ontem o presidente do BC, Roberto Campos Neto, em videoconferência direcionada a investidores internacionais.

Antes da negociação da nova retomada do auxílio, a estratégia inicial do governo era conceder, após a pandemia, o Bolsa Família e também criar o chamado Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), que nada mais é do que o nome fantasia dado pelo ministro Paulo Guedes para o chamado imposto de renda negativo, instrumento de transferência de renda para quem está trabalhando na informalidade e ganha menos do que um salário mínimo. O BIP seria destinado aos trabalhadores “invisíveis” e estaria associado à nova Carteira Verde Amarela, com menos encargos para a contratação.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Enquanto essas antas discutem ,quem está precisando pra ontem passa fome,e eles querem saber disso?,tá com a pança cheia e a conta no banco lá em cima,o eleitor que vota nesses parasitas que exploda.

  2. Eita…
    Parece que até as projeções menos otimistas do governo não se concretizarão.
    Pq se o ministro da economia, um liberal da escola de Chicago está ampliando o endividamento público pra emplacar mais auxílio emergencial e pra isso está querendo criar, usando uma expressão do presidente, uma "retaguarda jurídica" pra garantir a não responsabilização futura.
    A coisa está séria.

  3. Paulo Guedes é aquela pessoa que disse que se fizesse MUITA besteira o dólar iria para a casa dos R$ 5,00. O desfecho dessa história nós estamos vivendo!

  4. Primeira opinião retórica de esquerdista, segunda opinião exercício de futurologia de bola de cristal, amigo vá trabalhar. O futuro a Deus pertence, se recolha e bote na cabeça que só um acidente muito grande vai derrubar esse presidente.

  5. Guedes se rendeu a voltar o auxílio , tardio inclusive, tão somente pra salvar a popularidade do MINTOmaníaco… E a conta vai chegar via CPMF. Aguardem!

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Saúde

Apesar do avanço de novas variantes, Brasil reduz exames para sequenciar coronavírus

O depósito das análises no sistema Gisaid pode demorar algumas semanas e esse atraso pode ter algum impacto na redução, mas, segundo pesquisadores, apenas isso não explicaria a queda expressiva de 68% no número de genomas sequenciados entre os dois períodos. De acordo com cientistas, o número mais alto de análises feitas no início da pandemia tem relação com esforços de grupos de pesquisa que, em muitos casos, remanejaram recursos já existentes para outros estudos na investigação do coronavírus.

Somam-se a isso desafios como o baixo número de laboratórios especializados, recursos limitados e dificuldade na compra de insumos. Só um grupo de pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) sequenciou quase metade dos genomas de amostras coletadas em abril. O trabalho pôde ser feito porque os cientistas já tinham garantidos recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) originalmente direcionados para o estudo de arbovírus. “Foram 427 sequências realizadas em abril. Depois, começamos a tentar entender transmissão intrahospitalar e fizemos muitos sequenciamentos do primeiro semestre”, diz Ester Sabino, professora do IMT.

O grupo ainda trabalha no sequenciamento de genomas do SARS-CoV-2, mas reduziu o ritmo no segundo semestre por dificuldades na obtenção de insumos. “Focamos em sequenciar amostras de projetos específicos coletadas no primeiro semestre. De outubro a início de dezembro, ficamos sem reagentes por alguns problemas de importação”, diz Ester.

A cientista diz que seu grupo passou a integrar a rede Coronaômica, instalada em outubro pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) para ampliar a vigilância genômica no País. A rede repassará reagentes para o grupo da USP processar 200 amostras, mas os recursos ainda não foram enviados.

O coordenador da rede, Fernando Spilki, explica que os trâmites burocráticos para compras de insumos por parte de órgãos do governo atrasam o processo, mas ressalta que os insumos já estão sendo distribuídos. “Há uma série de cuidados com o uso da verba pública, mas os investimentos estão chegando. Claro que devemos ampliar os sequenciamentos e, para isso, precisamos de ainda mais recursos, mas estamos conseguindo, mesmo com as limitações, identificar as novas variantes”, diz ele, que também é professor da Universidade Feevale.

A comunidade científica também reclama dos vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei que previa a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) que estavam contingenciados. A liberação da verba, prevista em R$ 4,3 bilhões, poderia acelerar a compra de insumos.

Além da rede do MCTI, há laboratórios de referência definidos pelo Ministério da Saúde que recebem rotineiramente amostras de todos os Estados. A média de exames enviados por Estado é de 12 por mês. Em janeiro, a pasta montou uma rede de quatro laboratórios para ampliar o número de genomas sequenciados diante do surgimento de novas cepas, mas os números ainda são baixos. O projeto prevê sequenciar 1.200 amostras em 16 semanas.

Questionado, o MCTI disse que a rede Coronaômica tem feito “uma excelente cobertura do território nacional”, com porcentagem similar a de países como os Estados Unidos. O País depositou cerca de 2,6 mil genomas no Gisaid, o equivalente a 0,02% dos casos registrados. O Reino Unido já sequenciou 215 mil genomas, o equivalente a 5,3% das suas infecções. Já a África do Sul fez 3,3 mil sequenciamentos (0,22% do total). Já o Ministério da Saúde destacou a instalação da rede de quatro laboratórios para o sequenciamento de 1,2 mil genomas, mas não comentou a queda no número de análises atuais em relação ao início da pandemia.

ESTADÃO

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Saúde

Covid eleva risco de morte de doente de câncer, diz estudo

No momento em que várias áreas médicas defendem prioridade para seus pacientes na vacinação contra a Covid-19, novos estudos mostram que grupos de pessoas com câncer têm mais riscos de mortalidade pela infecção, o que poderia habilitá-los a receber a vacina primeiro. O Plano Nacional de Imunização prevê que pacientes com câncer entrem na lista de prioridades em um momento futuro, mas os critérios ainda não estão claros.

Uma pesquisa do grupo Oncoclínicas, publicada no Journal of Clinical Oncology, acompanhou 198 pacientes oncológicos que tiveram Covid-19 entre março e julho de 2020. Desses, 33 morreram, uma taxa de mortalidade de 16,7%–seis vezes mais do que o índice global de mortalidade pelo coronavírus, de 2,4%. Dos pesquisados, 167 (84%) tinham tumores sólidos e 31 (16%), câncer hematológico.

De acordo com o oncologista Bruno Ferrari, fundador e presidente do conselho de administração do Grupo Oncoclínicas, pacientes com idade superior a 60 anos, tabagistas, com comorbidades e com tumores avançados tiveram pior prognóstico ao contrair Covid-19.

As diferentes terapias, como quimioterapia, terapia hormonal, imunoterapia ou radioterapia, não foram associadas à mortalidade. Segundo Ferrari, de maneira geral, o novo coronavírus não tem um impacto diferente em pessoas com câncer sem outras comorbidades. “Mas esses pacientes muitas vezes estão em tratamento oncológico, usando drogas imunossupressoras, que não podem ser interrompidas. É um paciente que tem que sair, ir para clínica, e corre mais riscos de ser infectado. É um doente que precisa ser priorizado na imunização”, afirma.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica encaminhou ofício ao Ministério da Saúde solicitando prioridade a esses pacientes. A estimativa é que 1,5 milhão de brasileiros estejam em tratamento oncológico. No estudo, a maior taxa de mortalidade foi encontrada em pacientes com câncer do trato respiratório (43,8%), principalmente câncer de pulmão metastático, e tumores hematológicos, como linfomas e leucemia.

Outros estudos internacionais reforçam os dados brasileiros. Pacientes com LLC (leucemia linfocítica crônica) que desenvolvem a versão sintomática da Covid-19, por exemplo, têm um risco aumentado em 89% de hospitalização e 31% de morte.

A LLC enfraquece o sistema imunológico. A imunossupressão é tão grave que os pacientes são aconselhados a evitar vacinas com vírus vivo e atenuado, como as contra o sarampo e a febre amarela. Nenhuma das vacinas contra a Covid-19 tem essas características. Um sistema imunológico enfraquecido também significa um risco maior de morte no caso de os pacientes contraírem a infecção.

Para Antoni Ribas, pesquisador do centro de pesquisa de câncer da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, o risco elevado deste grupo diante de um diagnóstico de Covid justifica sua inclusão como prioridade para a vacina, principalmente em um momento de escassez de doses de imunizantes.

Na opinião do oncologista Drauzio Varella, a infecção por Covid-19 em pacientes com câncer não necessariamente está ligada ao maior risco de morte, mas a possível interrupção dos tratamentos. “Pacientes de câncer não podem ter o tratamento comprometido, eles têm de seguir a sequência necessária para concluir o tratamento nas datas previstas. Nesse sentido, eles devem ser prioritários na vacinação.”

O médico lembra, no entanto, que os diferentes tipos da doença vão dizer se é seguro ou não tomar a vacina, e que cada paciente deve consultar seu médico. “Os cânceres do tipo linfoma ou as leucemias estão associados a uma deficiência imunológica, então nesses pacientes a vacina pode ser contraindicada, mas no caso de tumores sólidos, como de estômago, cabeça e pescoço, intestino, entre outros, não há, de modo geral, esse problema.”

No entanto, ele avalia que em um momento de escassez de vacina até os grupos prioritários nessa primeira etapa da vacinação estão tendo dificuldades de receber a proteção contra Covid, o que pode levar a uma confusão de quem pleitear prioridade. “Cada dia vejo novos grupos pleiteando prioridade. Qual o sentido de um profissional da área da saúde que não atua na linha de frente contra a Covid-19, como um biólogo, ser vacinado? Precisamos de uma organização do Ministério da Saúde nessa determinação, o que não temos até agora”, afirma ele.

O oncologista clínico Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia, faz a mesma observação. “O risco de uma manifestação grave da Covid-19 em doentes crônicos, por exemplo, com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), diabetes e, obesidade é tão grande quanto para os pacientes com câncer.”

Para Kaliks, entre os pacientes oncológicos, a prioridade deveria ser para quem estiver em tratamento ativo do câncer e não para aqueles que já tiveram a doença. Embora haja um consenso de que as vacinas demonstram segurança para os pacientes com câncer, ainda não existem dados suficientes sobre a eficácia delas para prevenir a infecção ou as formas graves da Covid-19.

Como nenhum dos estudos das vacinas selecionou pacientes oncológicos em tratamento, não é possível saber como elas vão se comportar nessa prevenção para esse grupo. A recomendação de sociedades médicas nacionais e internacionais e de oncologistas é que os pacientes conversem com seus médicos antes de receber qualquer vacina, porque cada tipo de câncer e tratamento tem suas particularidades.

Há dúvidas, por exemplo, se a imunossupressão induzida pela quimioterapia ou o uso de corticoides poderia reduzir a proteção oferecida pela imunização contra a Covid-19. A orientação é evitar ser vacinado muito perto da realização dessas terapias. “Na vacinação você está administrando uma proteína do vírus, esperando que o sistema imunológico faça uma reação, crie anticorpos contra a proteína do vírus, mas por conta da imunossupressão decorrente da quimioterapia ou do corticoide, o organismo não faria essa resposta e não produziria os anticorpos na quantidade adequada.”

Mas as ressalvas não impedem que esses pacientes sejam vacinados o quanto antes, segundo os especialistas.

FOLHAPRESS

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Polícia

Com alvará falso, um dos maiores traficantes de armas do mundo sai de presídio no Rio de Janeiro

Com um alvará de soltura falso, João Filipe Barbieri, um dos maiores traficantes de armas do mundo, teria deixado um presídio no Rio de Janeiro pela porta da frente, em 18 de novembro. Segundo a TV Globo, ele estava em uma unidade penitenciária do Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.

Condenado a 27 anos de prisão, ele estava preso desde 2017. Barbieri é enteado de Frederick Barbieri, considerado o Senhor das Armas, preso nos Estados Unidos. Segundo investigações da Polícia Federal, ele já enviou mais de mil fuzis para o Brasil em aquecedores de piscinas.

A denúncia de saída de João Filipe foi feita ao desembargador Marcelo Granado. O magistrado pediu explicações à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) sobre as saídas dele e de outro criminoso. O órgão confirmou a saída dos dois, mas, como a Justiça Federal não confirmou as decisões para soltá-los, o desembargador quer que o caso seja apurado.

O magistrado ordenou ainda as prisões dos dois.

METRÓPOLES

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Política

Doença infantil do lavajatismo pode estar prestes a acabar, mas não a Lava Jato, diz Fachin

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que o modelo de força-tarefa de investigações do Ministério Público “produz mais resultados”, mas ressalta que a dissolução da Lava Jato pela PGR (Procuradoria-Geral da República) não significa o fim da operação.

Em entrevista à Folha, o magistrado diz que a Lava Jato chegou no “andar de cima” e que a operação “não só não acabou como mal começou”. Apesar disso, Fachin cita que há “sintomas de revigoramento” da corrupção por parte de agentes do Estado.

Para o relator das investigações no Supremo, o que pode estar prestes a acabar é o “lavajatismo”, a doença infantil que surgiu da Lava Jato, segundo ele, e que de um lado só vê defeitos nas apurações e, de outro, só enxerga qualidades na atuação da operação. O ministro também demonstra preocupação com as eleições de 2022, diz que a democracia brasileira vive uma crise e critica a participação de militares da ativa no governo federal.

Além disso, Fachin sustenta que o investigado torna-se réu no momento em que a Justiça aceita a denúncia do Ministério Público, o que significa dizer que, na visão dele, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é réu e não pode assumir a Presidência da República.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Crítica a participação de militares da ativa no governo federal. Se não for preconceito e discriminação, o que será? Qual o argumento que impede? Legal não existe. Então é ideológico e preconceituoso. O mais grave é que vem de um ministro do STF.

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Judiciário

TSE forma maioria para rejeitar ações que pedem cassação de Bolsonaro e Mourão


Foto: Marcos Corrêa/PR

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já formou maioria, nesta terça-feira (9), para rejeitar duas ações que pedem a cassação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de seu vice, Hamilton Mourão, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

Os processos dizem respeito à supostos disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp, durante a campanha presidencial de 2018.

Os sete ministros votaram contra as ações: o relator, ministro Luis Felipe Salomão, o ministro Mauro Campbell, além dos ministros Tarcísio Vieira, Sergio Banhos, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luis Barroso.

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o material produzido jornalisticamente não deve ser usado como provas para a Justiça.

O relator disse em seu voto, com mais de 100 páginas, que os autores da ação não conseguiram apresentar provas de que houve disparos em massa na campanha de 2018.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Biquinho não Ze, aceitar derrotas é sinal de amadurecimento, educação e altivez, me parece que vc é pequeno e não tem essas qualidades, corrigir os outros kkkkkkkkk, logo vc.

  2. OUTRA DERROTA PRA ZE GADO PIXULECO.
    KKKKKKKK
    KKKK
    COITADO TÁ MOLE DE TANTO APANHAR.
    VAI CONTANDO.
    KKKKKKKK
    MITO
    2022.

  3. É inacreditável que já estejamos na metade do mandato do presidente Bolsonaro e a Justiça Eleitoral, que custa muito caro ao país e é uma excrescência que só existe no Brasil, ainda esteja analisando pseudos disparos de mensagens falsos em redes sociais da chapa vencedora em 2018. Um absurdo! Mais um.

  4. FORA BOLSOTRALHAS IMPECHEMANT JÁ
    CARNE CR$ 100 O KILO
    GASOLINA CR$ 6,00 O LITRO
    OLEO CR$ 9 ,00 REAIS
    AONDE IREMOS PARAR?
    O BRASIL VIROU VENEZUELA
    O BRASIL ESTA VIRANDO ROCINHA

    1. Se esquerda voltar ao poder, você verá o que é Venezuela !

    2. Tinha virado Venezuela se Luladrão fosse presidente KKK é Bolsonaro mais 20 anos KKKK
      Aproveite a promoção de passagem e vá morar na Argentina, Venezuela,Cuba Lá é bom !!

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Esporte

VÍDEO: América de Natal vira malhação em programa do SporTV que compara desempenho dos times com participantes do BBB

Um quadro humorístico do programa Tá Na Área, do canal SporTV, resolveu fazer comparações entre times de futebol e participantes do BBB 21.

“Com qual time cada participante do BBB se parece?” era a pergunta. Para os apresentadores, Karol Conká é o “América de Natal de 2007”.

“Tão ruim, mas tão ruim, que precisou apenas de duas semanas para fazer a pior campanha da história do BBB”, diz o humorista Magno Navarro.

A comparação faz referência campanha do time natalense no Campeonato Brasileiro de 2007, quando somou apenas 17 pontos, protagonizando a pior campanha da história do Brasileirão por pontos corridos. Naquele ano o alvirrubro conquistou apenas 4 vitórias, 5 empates e perdeu 29 jogos. Com o pior ataque, 24 gols marcados e com a pior defesa, 80 gols sofridos, o time foi lanterna da competição.

Opinião dos leitores

  1. Alberi, Piazza, Marinho Chagas, Paulo César Cajú, Leão, Ademir da Guia, Figueroa e outros craques foram Bola de Prata jogando o Matutão do saudoso Everaldo Lopes.

  2. Sou Abecedista e gosto de zoar os americanos, de boa! Porém fica claro, que isso é mais uma tentativa de promover um programa que foi criado pra ser contra a família, a moral e os bons costumes. A audiência deve tá bem a perigo mesmo. Nem vou me dar o trabalho de assistir a esse vídeo, pois indiretamente faria com que eu assistisse a "nojentesa" desse reality, totalmente seboso! Agora apelaram pesado!

  3. Já parei de olhar esse blog a algum tempo, o blogueiro além de ter votado no psicopata genocida e contribuído para o nosso país ser uma vergonha mundial, ainda vive fazendo aqueles malabarismos de gente sem noção para defende-lo
    mas por essa matéria sobre meu América então resolvi olhar.
    Só quero dizer o seguinte, temos a pior campanha sim, mas jogamos série A.
    Ponto final

  4. Situação que jamais o abc vai passar é claro. Pois o time das letrinhas nunca jogou uma série A. Né verdade BG??

  5. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk queria nem rir kkkkkkkkkkkk aí pai paaara kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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