Política

Supremo e PEC da Bengala estão na mira do Congresso em 2021

O entusiasmo do centrão e de bolsonaristas e até de políticos sem afinidades com esses grupos indica que nada será como antes, ao final da atual legislatura, no Supremo Tribunal Federal (STF) e nas carreiras da diplomacia e de auditores da Receita: cresce a proposta de revogar a “PEC da Bengala”, que aumentou de 70 para 75 anos a idade-limite para aposentadoria. Também ganha força projeto do senador Lasier Martins (PSD-RS) que fixa mandato de dez anos para ministros do STF. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O projeto de Lasier já foi relatado por Antonio Anastasia (PSD-MG), mas está na interminável fila da Comissão de Constituição e Justiça. A revogação da PEC da Bengala é uma reação ao movimento pela “PEC do Fraldão”, que pretende aumentar a idade-limite de 75 para 80 anos.

A PEC da Bengala agradou quem estava perto da “expulsória”, mas afetou carreiras de Estado dependentes das vagas de aposentadorias.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Esse poder soberano e quase eterno destes demônios do apocalipse tem que acabar, por em pauta a revogação da PEC da bengala e o projeto dos 10 anos é fundamental para acabar com esse domínio total do Brasil por parte destes canalhas.

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Economia

Investimento privado em energia dá salto histórico no Brasil

O Ministério de Minas e Energia inverteu a prioridade no setor elétrico. Até 2019, somente distribuidoras poderiam comprar energia em leilões, com preço determinado pela agência reguladora Aneel. Mas tudo mudou a partir de mudanças favorecidas até pela pandemia: o “ambiente livre” passou a ser prioridade e iniciou uma revolução silenciosa, criando a expectativa de R$142 bilhões em investimentos até 2025, e mercado livre triplicando a participação.

Em 18 meses, o investimento privado na geração de energia saltou de 34% para 72% no Brasil. E sem corrupção. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Em um prazo relativamente curto de quatro anos, 66% da nova energia produzida do Brasil terá origem no mercado livre.

A expectativa da associação dos comercializadores e energia é que só o mercado invista mais de R$100 bilhões até 2025,, no “ambiente livre”. Nesse mercado, o consumidor pode negociar preços diretamente com a geradora, sem dedo do governo, nem da distribuidora regional.

A tutela do estado no setor, como nas obras nas hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monto, acabou gerando muita roubalheira.

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Saúde

Ministério da Saúde já enviou 555,6 mil doses de vacinas para o Amazonas

O Amazonas recebeu do Ministério da Saúde, neste domingo (7), mais 96,2 mil doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan. Um boing 747 da empresa comercial Latam trouxe a carga de imunizantes, que se soma a outras 459.420 mil doses já recebidas pelo Estado – 132,5 mil da AstraZeneca e o restante do Coronavac. Dessas, 454.279 doses já foram distribuídas aos 62 municípios do estado.

Até o momento esse sábado (6), o Amazonas já havia vacinado 115.200 pessoas com a primeira dose. Em Manaus, 55.670 já receberam a primeira dose.

Uma megaoperação foi montada no Terminal 1 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para o desembarque das vacinas, sob escolta da Polícia Federal. As vacinas chegaram armazenadas em embalagens de isopor e, após o desembarque, foram levadas a um carro refrigerado. Ainda sob escolta da PF, seguiram até a sede da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão responsável pelo armazenamento e distribuição aos municípios.

Do total de vacinas destinadas ao Amazonas, 45.830 fazem parte do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, proporcional a todos os estados. Outras 39.720 são do Fundo Estratégico criado com 5% do total de vacinas, para atender os casos prioritários da pandemia de Covid-19 — o Amazonas é o que está sendo beneficiado, nesse momento de recrudescimento da curva epidemiológica da doença. Um total de 6.110 doses são específicas para os trabalhadores da saúde.

Nesta segunda-feira (08/01) a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus deverá anunciar um novo plano de vacinação. A ideia, discutida no âmbito do Comitê de Crise instalado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Manaus, é avançar com a vacinação para outros grupos prioritários, diante da necessidade de ampliar a cobertura. A cidade enfrenta o seu momento mais crítico desde o início da pandemia e o entendimento do Ministério é de que já há doses suficientes para esse avanço.

A pasta está cumprindo sua determinação de dar prioridade ao Amazonas na imunização, como uma das estratégias para conter o avanço do coronavírus. O Amazonas, com população estimada em 4,2 milhões de habitantes, foi o estado que recebeu, proporcionalmente, o maior número de doses até o momento. (Com informações da Agência Saúde)

DIÁRIO DO PODER

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Cidades

Importação de revólveres e pistolas no governo Bolsonaro é maior do que nos de Lula, Dilma e Temer somados

Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a importação de revólveres e pistolas bateu recordes. Segundo dados do Ministério da Economia, em dois anos e um mês, mais de 170 mil armas do tipo entraram no Brasil.

Em 2020, no total, foram 105,9 mil, uma alta de 94% em relação ao ano anterior, quando 54,6 mil armas foram compradas de outros países. Nos primeiros dias de 2021, já foram contabilizadas mais 9,7 mil entradas. Somadas, são mais do que as importadas durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) juntos, que chegaram a 103,8 mil. O montante inclui tanto compras de pessoas físicas como jurídicas.

Veja gráfico:

Foto: Metrópoles

Governo zera imposto de importação sobre revólveres e pistolas

A diferença não é surpresa. Ainda em campanha, ampliar a posse e o porte de armas de fogo era promessa de campanha do atual presidente. Até então, a importação de revólveres e pistolas era restrita: só podia acontecer se não existissem produtos similares fabricados no Brasil. Em decreto publicado em maio de 2019, Bolsonaro derrubou a restrição.

Depois, em dezembro de 2020, foi zerada a alíquota de 20% para a importação de revólveres e pistolas no país. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, suspendeu a medida dias depois. Mas o governo federal não deu a luta por vencida.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, no dia 28 de janeiro, que a decisão do ministro seja revista. No recurso enviado, a AGU afirma que a questão da alíquota zero para importação de armas “se insere na esfera de competência do Poder Executivo, não sendo possível ao Poder Judiciário interferir no âmbito discricionário dos demais Poderes”. A expectativa é de que o processo seja avaliado ainda em fevereiro pelo tribunal.

Cifras

O valor das compras também chama a atenção. No último ano, o comércio ficou em US$ 29,3 milhões, o equivalente a mais de R$ 157,8 milhões, com a cotação do dólar de sexta-feira (5/2). Em 2019, o número foi de em US$ 21,2 milhões. A Áustria foi a principal fornecedora de armas para o Brasil. A segunda posição ficou com os Estados Unidos.

“Isso não vem de hoje. Sempre existiu um forte lobby do setor armamentista dentro do Congresso. Agora, existe também uma influência política, neoliberal, dentro do Poder Executivo, de modo a viabilizar a aprovação e facilitação, por meio de leis, decretos, normas e resoluções, para que a população se arme mais”, afirma Welliton Maciel, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança pública

Ainda segundo Maciel, trata-se de “uma política deliberada não só de flexibilizar, mas de propiciar que mais armas de fogo estejam circulando na população”.

A conclusão é similar à apresentada pelo Atlas da Violência 2020, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério da Economia. “Mesmo com todas as evidências científicas a favor do controle responsável das armas de fogo e pelo aperfeiçoamento do Estatuto do Desarmamento, a legislação instituída desde 2019 vai exatamente no sentido contrário”, diz trecho do documento.

“Até o momento de consolidação do relatório (julho de 2020), haviam sido exarados 11 decretos, uma lei e 15 portarias do Exército que descaracterizaram o Estatuto, geraram incentivos à disseminação às armas de fogo e munição, e impuseram obstáculos à capacidade de rastreamento de munição utilizada em crimes”, acrescenta o texto.

Burocracia

Apesar dos altos números de armas entrando no país, importar um revólver ou pistola é um processo burocrático. Segundo a Amazon Freight Forwarders, empresa especialista em logística internacional, é necessário, antes de tudo, ter o Certificado Internacional de Importação, que é uma licença expedida pelo Exército Brasileiro, e o Certificado de Registro de posse de arma, emitido pela Polícia Federal.

Na legislação brasileira, as armas de fogo são consideradas Produto Controlado pelo Exército (PCE). Como o próprio nome diz, é responsabilidade da instituição “regulamentar, autorizar e fiscalizar o exercício, por pessoas físicas ou jurídicas, das atividades relacionadas com PCE de fabricação, comércio, importação, exportação, utilização, prestação de serviços, colecionamento, tiro desportivo ou caça”, explicou o Exército, em nota.

A mercadoria somente poderá ser embarcada quando for dada a autorização após a vistoria do produto por um fiscal militar.

Para o professor Maciel, a enorme burocracia atrelada ao aumento das importações dão sinais de qual parcela da população está se armando. “Existe um público muito específico que importa armas, não é qualquer pessoa. Essas flexibilizações atingem principalmente uma parcela mais abastada da população. A questão é: por que essa parte da população faz isso?”, questionou.

Aumento de registros

O número de novos registros de armas de fogo no Brasil também deu um salto em 2020. Segundo dados da Polícia Federal, foram autorizados 179.771 – aumento de mais de 91% em relação a 2019. Desse total, cerca de 70% se enquadram na categoria “cidadão comum”, que também abarca policiais federais e civis, fora do escopo militar.

O número de porte de armas também aumentou no período: foram 10.437 autorizações em 2020, contra 9.268 em 2019.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Parabéns presidente Bolsonaro !! Enquanto isso o número de homicídios diminuiu no Brasil, a esquerda entrou em parafuso.

    1. No Brasil não se respeitam mais os direitos alheios, muito menos se cumprem com as palavras dadas ou compromissos, tudo com a complacência da lei, a lentidão e a ineficiência da justiça. Hoje apenas a lei das comunidades é que funcionam, lá não existe assassinatos, bagunças, assalto, briga entre vizinhos, marido e mulher, motoristas irresponsáveis, lá tudo passa pelo julgamento do tribunal do crime, imposto pelas facções, e ai de quem não seguir suas leis, os castigos vão de chibatadas, surras de hospitalizar o indivíduo, extirpar dedos e membros, expulsam da comunidade e em casos recorrentes, mortes horripilante, pior, pasmem, tudo já certicado pela sociedade brasileira e suas instituições. Portanto, atualmente os conflitos só existe fora das comunidades, onde os indivíduos não tem a quem recorrer, com isso, já está na hora de decidir na bala, logo de início, muitos serão mortos, a maioria justificáveis, mas em pouco tempo as relações voltaram a ser confiáveis e de pessoas respeitosas, pois estarão cientes, que qualquer vacilo, entra na frente de um canhão, aí sim, seremos uma nação de relações pacífica, e de pessoas que respeitam seu semelhante e meio ambiente, além de cumprirem o que determina a lei e dever de cumprirem rigorosamente os compromissos com os outros. Oxalá isso esteja próximo isso.

  2. As pessoas de bem devem ter o direito de defesa assegurado. Os bandidos SEMPRE estiveram armados e são os grandes beneficiados por essa política de desarmamento. O povo brasileiro já mostrou ser a favor do direito às armas (em plebiscito cujo resultado foi desrespeitado) e ELEGEU para governá-lo um candidato comprometido com essa proposta. Portanto, está corretíssimo o presidente Bolsonaro ao tentar cumprir suas promessas de campanha. Para isso foi eleito. Se preferissee o desarmamento, nosso povo teria eleito o candidato do presidiário petista. Simples assim.

    1. Concordo! Só falta ele também cumprir outras pautas do governo dele bem mais importantes: prisão em segunda instância, combate à corrupção sistêmica dos congressistas, acabar com o foro privilegiado, deixar de influenciar as investigações contra seu filho, deixar de fazer acordos com o centrão, etc… Ou ele tem que cumprir tão somente a facilitação do acesso às armas?

    2. As pautas do governo NUNCA mudaram mas, foram constantemente sabotador pelo ex presidente da Câmara, aliado de última hora dos "canhotos", dos "vermelhinhos". Agora, a coisa tende a caminhar. A propósito, já ultrapassamos a metade do governo e continuamos com ZERO corrupção. E o presidente Bolsonaro, que está há mais de 30 anos na política, continua com sua reputação ilibada. Qual outro político tem esse currículo?

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Saúde

Rússia impulsiona notícias falsas para promover vacina russa Sputnik V, aponta estudo

Agências de notícias russas ligadas às campanhas de desinformação durante as eleições nos Estados Unidos têm agora uma nova meta: convencer os países latino-americanos de que a vacina russa contra o novo coronavírus é melhor do que as suas concorrentes americanas e europeias. É o que afirmam pesquisadores e autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A campanha dos russos tem por alvo os países latino-americanos, incluindo o México, que na semana passada fechou um acordo para aquisição de milhões de doses da vacina russa, e a Argentina, que no mês passado começou a vacinar seus cidadãos com a Sputnik V. O governo russo nega participação na campanha, mas ela tem sido levada a cabo nas redes sociais de língua espanhola por grupos ligados a veículos de comunicação russos e reforçada pela conta no Twitter da embaixada russa na Cidade do México.

A campanha é um novo aspecto das operações de influência dos russos, promovendo sua indústria e a qualidade científica superior à dos seus concorrentes em um momento em que governos estão em uma corrida para vacinar suas populações. A vacina russa é a mais barata e a mais fácil de transportar se comparadas com as produzidas pela Pfizer e a Moderna, ambas empresas americanas. No entanto, segundo alguns pesquisadores, os ataques das agências russas contra as vacinas ocidentais são desleais.

A vacina russa, Sputnik V leva o nome do primeiro satélite a ser colocado em órbita, lançado pela União Soviética em 1957. A vacina é considerada menos cara e mais fácil de transportar do que as produzidas pela Pfizer e a Moderna, ambas empresas americanas. Mas segundo alguns pesquisadores as críticas veiculadas nas agências russas sobre as vacinas ocidentais são desleais.

“Quase tudo que vêm promovendo sobre a vacina é manipulado e sem contexto”, disse Bret Schafer, membro da Alliance for Securing Democracy, grupo de defesa que monitora a desinformação que parte da Rússia. “Cada notícia ou questão negativa envolvendo a vacina fabricada nos Estados Unidos é amplificada, ao mesmo tempo que eles trazem uma enxurrada de matérias positivas sobre a vacina russa”.

Agências de mídia respaldadas pelo governo russo postaram no Facebook e no Twitter centenas de links para notícias e reportagens que sugeriam que as vacinas americanas poderiam ter tido um papel em algumas mortes, disseram os pesquisadores. Por outro lado, elas omitiam notícias veiculadas posteriormente segundo as quais as vacinas provavelmente não tinham nada a ver com as mortes.

“Trata-se de um esforço coordenado que em parte é uma campanha de relações públicas e em parte desinformação. É uma das mais vastas operações que já vimos para promover uma narrativa em torno da vacina na América Latina e parece que tem tido efeito”, disse Jaime Longoria, pesquisador da entidade sem fins lucrativos First Draft, que dá suporte a jornalistas e pesquisadores independentes. “A Rússia criou um discurso que vem se desenvolvendo e até certo ponto tem sido aceito”.

Confira matéria completa no Estadão.

Opinião dos leitores

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Política

Em ano de pandemia, deputados gastam até R$ 347 mil com transporte

O ano foi de pandemia, mas, apesar das recomendações de distanciamento social, teve deputado federal que gastou até R$ 347 mil em despesas de transporte, como fretamento de jatinho, aluguel de carro, combustível e passagens aéreas. Levantamento feito pelo Estadão mostra que 12 parlamentares ainda aumentaram esse tipo de pagamento em 2020 mesmo com a Câmara funcionando em esquema remoto.

A orientação para que os deputados ficassem em casa ocorreu em março, quando a Câmara regulamentou o uso da tecnologia para reduzir o risco de contágio do novo coronavírus. Desde então, a regra é realizar sessões online, evitando o deslocamento até mesmo para Brasília. Se a aglomeração no plenário foi reduzida até a semana passada, quando os deputados voltaram presencialmente para eleger a nova Mesa Diretora, o mesmo não se pode dizer das atividades realizadas por parte dos parlamentares em suas bases.

Em dezembro, mês em que os casos de covid-19 voltaram a crescer no Brasil e, especialmente no Amazonas, o deputado Sidney Leite (PSD-AM) alugou uma aeronave, por R$ 82 mil, para rodar o interior do Estado e participar de festas natalinas. Ele é o campeão de gastos com transportes: R$ 347,1 mil.

Também do Amazonas, Silas Câmara (Republicanos) seguiu fazendo uso regular de aeronaves para visitar aliados político-partidários e também religiosos. Durante o ano, ele gastou ao menos R$ 206 mil em bimotores e até um hidroavião. Além de estar na lista dos que mais pediram reembolso com deslocamentos (é o terceiro), Silas também faz parte do grupo de 12 parlamentares que aumentaram esse tipo de despesa na comparação com 2019.

A alta foi de 47%, iniciada já em janeiro de 2020, quando ele pagou R$ 22,5 mil para cumprir, num hidroavião, agenda de dois dias com pastores das igrejas do Evangelho Quadrangular e Assembleia de Deus – ele é o líder da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara.

Cota

Deputados do Norte têm valores de cota parlamentar maiores por causa da distância de seus Estados para Brasília. A base é o preço das passagens entre as capitais – as dificuldades de travessia, impostas pelas particularidades da região, não são levadas em conta. E, apesar de mais raros, há voos de carreira entre os principais municípios.

Mas o fato de a Câmara reembolsar quem escolhe a viagem mais curta fez com que o deputado Jesus Sérgio (PDT-AC) pagasse R$ 12,6 mil para ir, em um bimotor, de Rio Branco a Tarauacá, sua cidade natal, no mês de novembro. Distante 409 km da capital do Acre, a passagem de ônibus até lá custa cerca de R$ 200, ida e volta. De carro, são seis horas de viagem.

Jesus Sérgio ainda desembolsou R$ 50 mil para custear o aluguel de quatro veículos Gol, de agosto a novembro – mais do que o suficiente para comprar o mesmo modelo zero km.

Gasolina

A desobediência em relação ao isolamento social não ocorreu só com deputados do Norte, conforme dados da Câmara. Gurgel (PSL-RJ) usou R$ 265 mil de sua cota para custos de transporte – desse total, R$ 112 mil foram empregados em locação de carros e outros R$ 20 mil em gasolina. O restante (R$ 131 mil) foi usado em passagens aéreas, apesar de o parlamentar só ter participado de sessões virtuais desde março.

Quando se analisam apenas as notas de combustível, no entanto, ninguém supera Claudio Cajado (PP-BA). O deputado gastou R$ 71 mil em 2020, quase o limite permitido, que é R$ 72 mil por ano. Com base no preço médio do litro de gasolina na Bahia, o recurso permitira ao deputado ir de Salvador a Brasília 146 vezes em um carro popular.

No geral, o recurso empenhado pela Câmara em transportes caiu 50% de 2019 para 2020, mas mesmo assim alcançou R$ 49 milhões – suficiente para atender 81 mil pessoas com auxílio emergencial de R$ 600 por um mês.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Tem q acabar com essa boquinha. É por isso q não vamos pra frente, temos q morrer de trabalhar pra bancar essa corja de bandidos

  2. Nessas duas casas legislativas, Câmara e Senado, caberia uma reforma profunda.
    O problema é quem vai fazer.
    Não exister entre eles, um que levante essa bandeira.
    Não vão votar contra eles mesmo.

  3. DEPUTADOS APESAR DE SEREM SENHORES DE IDADE COM BASTANTE EXPERIENCIAS, TEM O OUTRO LADO QUE É O SISTEMA POLITICO, APESAR DE SEREM PAGOS POR NÓS, NÃO TEM A MENOR VERGONHA DE GASTAREM AO BEL PRAZER E INTERESSES PROPRIOS O NOSSO SUADO DINHEIRO PAGO E JOGADO FORA PARA FAZEREM ESSE TIPO DE POLITICA.

  4. Esses bandidos da política partidária brasileira não tomam jeito mesmo, o negócio deles é meter a mão no dinheiro do contribuinte, surrupiando até o último centavo que possam. O povo tem que ir para as ruas para protestar e acabar com essa roubalheira.

  5. Tem que fazer o melhor que sabem. Ou seja, desviar dinheiro público. Aproveitem, gastem com força e deixem os ignorantes politicamente falando brigarem por A ou B.

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Saúde

Brasil quer doar 1 milhão de testes de covid quase vencidos ao Haiti

O Ministério da Saúde tenta doar parte dos cerca de 5 milhões de testes para detecção da covid encalhados em um armazém federal e que vencem a partir de abril. Num esforço de reduzir o estoque e evitar mais desgaste à imagem do general Eduardo Pazuello, chefe da pasta, o governo pretende entregar ao Haiti um 1 milhão desses exames. Outro lote foi oferecido a hospitais filantrópicos e Santas Casas, que devem recusar.

Como o Estadão revelou em novembro, o ministério guardava 7,1 milhões de exames do tipo RT-PCR, o mais indicado para diagnóstico da doença, e a maior parte (96%) teria de ir ao lixo entre dezembro e janeiro. O produto ganhou mais 4 meses de validade e 2,1 milhões de exames foram entregues até agora, mas a gestão de Pazuello continua com dificuldade para consumir o estoque.

O processo de detecção da doença exige também a disponibilidade de cotonetes swab, tubos coletores, reagentes de extração do RNA e outros insumos que nem sequer o Brasil conseguiu comprar em grande escala. Uma equipe de Pazuello está em Porto Príncipe para negociar a entrega e avaliar se o país tem condições de receber o material.

A negociação para a entrega dos exames ocorre no momento em que Pazuello está sob pressão e tenta evitar novos fracassos de logística. O general é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta omissão na ajuda ao Amazonas e precisou depor à Polícia Federal. Além disso, recebe críticas pela demora para comprar vacinas, pelo avanço da pandemia no País e por causa da aposta em medicamentos sem eficácia, como a cloroquina.

O Itamaraty e o Ministério da Saúde afirmam que o governo haitiano pediu a doação dos testes. Não está claro se a quantidade ofertada foi proposta pelo Brasil ou pelo país caribenho. “A área da saúde, por estar entre os temas prioritários para a reconstrução e a estabilização do Haiti, constitui um dos principais eixos da cooperação com o país, bem como é objeto de diálogo constante entre os dois países. O governo do Haiti solicitou ao Brasil doação de testes para detecção e está finalizando os trâmites administrativos correspondentes”, afirma o Itamaraty, em nota.

Com população cerca de 19 vezes maior que a do Haiti, o Brasil patina para realizar testes no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo era fechar 2020 com mais de 24 milhões de amostras analisadas, mas cerca de 10,2 milhões de exames RT-PCR foram feitos na rede pública até agora. Mesmo os exames entregues aos Estados e municípios não foram totalmente consumidos, entre outras razões pela falta de todos os insumos de análise.

Além disso, o produto hoje encalhado não é compatível com toda a rede de laboratórios do SUS. Esse exame é da marca coreana Seegene e foi comprado por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), por R$ 42 a unidade. A validade original era de 8 meses, mas foi estendida por mais 4 meses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em estudos da fabricante.

O Brasil tem fortes laços com o Haiti e chefiou uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país caribenho, entre 2004 e 2017. Nesse período, generais que apoiam e têm cargos no governo Bolsonaro comandaram as tropas internacionais, como os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e o comandante do Exército, Edson Pujol. A Saúde também participou de ações para reconstruir o sistema de vigilância sanitária, destruído pelo terremoto de 2010.

A Embaixada do Haiti no Brasil afirma que não “está a par” das conversas. O Estadão apurou que o diálogo está sendo feito entre o governo brasileiro e o Ministério da Saúde do Haiti. Depois de duas semanas sendo questionado sobre o tema, a pasta de Pazuello respondeu que o pedido de doação foi apresentado pelo governo caribenho. Disse ainda que pediu ao país para confirmar se tem estrutura.

O governo brasileiro não doará reagentes de extração e outros insumos usados durante as análises das amostras. “Se os haitianos não tiverem como fazer essas análises ou como realizar coletas, não será possível ao Brasil dar início a alguma eventual doação”, afirma nota do ministério. Auxiliares de Pazuello, reservadamente, negam que a ideia é empurrar ao país os exames que estão prestes a vencer.

Na nota, a pasta afirma ainda que avaliará a quantidade que pode ser doada – a reportagem apurou que se fala, hoje, em 1 milhão de exames. “É necessário recordar que, desde o terremoto o Brasil intensificou a cooperação humanitária em diversas frentes e três hospitais em território haitiano são mantidos com auxílio brasileiro”, afirma o ministério, que observa ainda que enviou 100 ventiladores pulmonares durante a pandemia ao Haiti.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Ô ôôô hhh véi bom da gota serena, é cru esse Bolsonaro, comprou logo sobrando.
    Cadê os governadores e prefeitos pra fazer uso desses testes???
    Bando de inoperantes incompetentes.
    Vão deixar ir pra outro País pra não deixar vencer aqui, onde na verdade deveria está sendo usado em todos municípios do Brasil.
    Ô povo ruim de administração.
    PQP …

  2. Pense num governo inepto esse do MINTOmaníaco! E olhe que o ministério da saúde eh especialista em logística kkk. Não conseguem sequer distribuir e usar testes… Rastreio e isolamento de casos positivos então…

    1. Quem deveria está usando era os Governadores e Prefeitos, o governo federal apenas tem a missão de distribuir.
      Se os Governadores e Prefeitos não oferecem os testes à população não há como gastar o estoque.
      Me diz aí onde o Governo do Estado está disponibilizando os exames à população em geral?

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Educação

Enem tem abstenção recorde de 71,3%, no segundo dia de prova digital

O segundo dia de provas digitais do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) teve abstenção recorde de 71,3%, segundo informou o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) na noite deste domingo (7). Ao todo, 26.709 alunos realizaram a avaliação e 66.370 inscritos não compareceram. O número de abstenção deste domingo superou o do primeiro dia de aplicação de prova, quando 68,1% dos inscritos não compareceram para fazer a avaliação.

Alexandre Lopes, presidente do Inep, considerou o resultado do Enem Digital satisfatório, tendo em vista que é um projeto-piloto. “Como era nossa primeira aplicação, estamos satisfeitos com o resultado, porque conseguimos entregar o que propusemos, a participação no impresso, e digitação é opção do participante. A nossa parte é garantir que as pessoas que queiram fazer a prova façam a prova e, se tiver algum problema, é conseguir fazer a reaplicação”, disse.

Quem não compareceu precisa justificar a falta para pedir reaplicação, que será feita em 23 e 24 de fevereiro em versão impressa. No Amazonas, as provas foram suspensas em razão do agravamento da crise sanitária no estado e as provas serão reaplicadas nas mesmas datas.

Esta é a primeira versão do exame aplicada de forma digital. Os alunos fizeram as provas em 104 cidades espalhadas pelo país. Foram disponibilizados 93 mil computadores.

A versão impressa, aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro, também teve abstenção recorde: mais de metade dos cerca de 5 milhões de inscritos (55,3%) não compareceu ao exame.

Neste domingo (7) foram realizadas questões de matemática e ciências da natureza. Já na semana anterior, os estudantes fizeram provas de ciências humanas, linguagens e redação. Embora as questões de múltipla escolha tenham sido feitas pelo computador, a redação teve de ser entregue no papel. O tema da redação da edição foi “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”.

O Ministério da Educação quer que as provas do Enem sejam 100% digitais até 2026. Para isso, será feita uma transição gradual entre os exames impressos e o formato digital. Além disso, a pasta pretende realizar várias aplicações do exame ao longo de um só ano.

FOLHAPRESS

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Saúde

Variante britânica da Covid deve se tornar predominante nos EUA em breve, apontam cientistas

A variante B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido, teve múltipla introdução nos Estados Unidos em novembro de 2020, e já tem transmissão comunitária em pelo menos 30 estados. Com isso, o país se encontra em trajetória semelhante a de locais em que a variante se tornou predominante. As conclusões são de um estudo em pré-print, ou seja, que ainda não foi revisado e analisado por outros cientistas. Os pesquisadores alertam que o país deve tomar ações agora para evitar consequências devastadoras.

A equipe de pesquisadores dos EUA começou com análises de cerca de 500 mil amostras positivas de Sars-CoV-2 e sequenciou 460 delas. Dessas, 45% (209) eram da variante B.1.1.7, distribuídas por dez estados americanos. Outros três sequenciamentos também identificaram a variante em amostras aleatórias da Califórnia.

Segundo estimativas dos pesquisadores, a proporção de B.1.1.7, na última semana de janeiro de 2021, era, em média, cerca de 2,1% dos casos nos EUA. Nos estados, a variante seria responsável por cerca de 2% dos casos na Califórnia e por aproximadamente 4,5% na Flórida.

Os cientistas estimaram que, apesar de ainda apresentar uma frequência relativamente baixa no país, houve um crescimento da variante de 35% a 45%, e duplicação de suas taxas a cada semana e meia. O artigo destaca que a B.1.1.7 se tornou dominante no Reino Unido poucos meses depois de sua detecção e que países europeus, como Portugal e Irlanda, observaram a expansão da variante e, em seguida, ondas devastadoras da Covid.

De acordo com os pesquisadores, os dados encontrados nos EUA apontam que quase certamente o B.1.1.7 vá se tornar a linhagem de Sars-CoV-2 dominante em diversos estados do país até março de 2021. A possibilidade vai ao encontro do apontado pelos modelos do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA).

Mas ter dados mais precisos sobre a prevalência do B.1.1.7 em todo os EUA é difícil, dizem os pesquisadores, por falta de um programa nacional de vigilância genômica, o qual está disponível em países como Reino Unido, Dinamarca, Austrália e Nova Zelândia.

O estudo, porém, oferece estimativas robustas sobre a Califórnia e a Flórida. “Como os laboratórios nos EUA estão sequenciando apenas um pequeno subconjunto de amostras do Sars-CoV-2, a verdadeira diversidade do Sars-CoV-2 neste país ainda é desconhecida”, dizem os autores.

Com frequências ainda relativamente baixas das variantes B.1.1.7, B.1.3.5.1 (África do Sul) e P.1 (Brasil), ainda há tempo para colocar em ação programas de vigilância necessários e ações de mitigação. “A menos que medidas decisivas e imediatas de saúde pública sejam tomadas, o aumento da taxa de transmissão dessas linhagens provavelmente terá consequências devastadoras para a mortalidade e morbidade da Covid-19 nos EUA em poucos meses”, concluem os pesquisadores.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Estou aguardando a notícia que o aumento do dólar e do botijão de gás é culpa do governador e prefeito…Brasil formou um batalhão de idiotas.

    1. Nunca vi ninguém culpando governadores e prefeitos por isso.
      Dólar (cujo preço se reflete também no gás), é ditado por oferta e demanda.
      O PL do gá taí, , bora ver se a destravam no Congresso.
      O Governo Federal pode reduzir dólar aumentando juros (i.e. pagando para especulador).
      De quebra, dólar barato ferra a nossa manfatura. Topa?

  2. Verdade Neco. É vírus chinês, mesmo. Como foi antigamente a Gripe Asiática. Em 1979 foi produzido um filme chamado Síndrome da China. Não lembro de ter havido protestos. Nunca ouvi falar que a Espanha tenha tido qualquer faniquito por que a gripe, que assolou várias partes do mundo entre 191.8/1920, foi apelidada de Gripe Espanhola. Chega de Mi-mi-mi.

    1. Blz… mas acho que Síndrome da China é algo relacionando a um tipo de acidente em reatores nucleares. O núlceo esquenta tanto que sai afundando na crostra, saindo do EUA, teoricamente (extrapolando), atravessaria o manto terrestre e sairia na China. Claro que isso é impossível, é algo mais 'metafórico'. Tem magma no no meio e a gravidade se equliibraria quando chegasse no meio do percurso.

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Saúde

Estados do Norte relatam dificuldades no fornecimento de oxigênio e pedem volta de verba federal para UTIs

A redução da verba federal para leitos de UTI dedicados à Covid-19 preocupa principalmente os estados da Região Norte. Além do aumento do número de casos, os gestores locais enfrentam falta de mão de obra especializada e dificuldades no fornecimento de oxigênio —Amazonas, Roraima, Rondônia e Amapá já relataram o problema ao governo federal. A lógica é que, quanto menos leitos forem pagos pela União, menor a condição de prestar atendimento e até de receber socorro de outros estados.

Levantamento fechado neste domingo (7) aponta que 570 pacientes foram transferidos de Manaus para 19 cidades de outros estados desde o colapso no mês passado. Destes, 282 ainda estão internados nas redes estaduais e em hospitais universitários federais. Rondônia também já está transferindo pacientes, em estado mais grave e já em atendimento de UTI.

Os governadores da Amazônia Legal, que inclui ainda Mato Grosso e Maranhão, divulgaram uma carta, neste domingo (8), pedindo que o governo volte a bancar leitos de UTI para Covid-19 nos estados, que somavam 12.000 no fim do ano e, neste mês, recuaram para cerca de 3.000. O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) apresentou como sugestão ao Ministério da Saúde montar um hospital de campanha em Brasília, bancado com recursos próprios, para centralizar a transferência dos pacientes da Região Norte.

FOLHAPRESS

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Política

Justiça valida atos da Receita e esvazia tese de Flávio Bolsonaro para tentar anular provas da ‘rachadinha’

Autor de uma representação usada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) como peça-chave para tentar anular provas do caso das “rachadinhas”, um grupo de cinco auditores fiscais do Rio de Janeiro suspeitos de enriquecimento ilícito tem sofrido sucessivas derrotas judiciais na tentativa de fazer valer a tese de que tiveram seus dados acessados ilegalmente.

A partir de agosto do ano passado, advogados do filho do presidente usaram o caso para entrar em contato com órgãos federais, como a Presidência da República, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), além de acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A hipótese relatada ao governo e à PGR é a de que dois orgãos da Receita Federal no Rio —o Escritório de Corregedoria da 7ª Região Fiscal (Escor07) e o Escritório de Pesquisa e Investigação da 7ª Região Fiscal (Espei07)— podem ter acessado criminosamente os dados fiscais do senador e embasado, por caminhos extraoficiais, a produção do relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira ligado ao Ministério da Economia) que originou, em 2018, a investigação contra o filho do presidente.

Alvo dos auditores investigados e da família Bolsonaro, o então chefe do Escor07, Christiano Paes Leme Botelho, acabou exonerado em dezembro.

Duas advogadas de Flávio, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, chegaram a se encontrar em agosto com Jair Bolsonaro, no gabinete da Presidência da República, para relatar a versão. A reunião contou com as presenças do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, diretor-geral da Abin.

Em documento entregue às autoridades federais e à PGR, a defesa de Flávio escreve que os escritórios de corregedoria e inteligência da Receita no Rio “vêm rotineiramente alimentando, informalmente, os demais órgãos de controle com dados sensíveis e sigilosos para, no momento oportuno, investigar os alvos escolhidos e devassados previamente”. O texto diz causar espanto que as “irregularidades perpetradas pelo Escor07” não tenham sido alvos de reportagens ou de investigação das autoridades.

Em 2018, os cinco auditores investigados formalizaram as acusações contra Paes Leme Botelho e outros três colegas do Escor07 no Sindifisco, o sindicato nacional dos auditores fiscais, o que gerou um processo de desfiliação dos integrantes da corregedoria.

Durante as últimas semanas, a Folha analisou dezenas de decisões judiciais e documentos internos de processos disciplinares da Receita, alguns deles sigilosos, entrevistou auditores e seus advogados, além de procurar os órgãos públicos envolvidos —e o cenário encontrado é diverso do que tentam fazer crer Flávio e seus advogados. As investigações contra os auditores foram parar na Justiça e, por enquanto, as principais decisões têm sido favoráveis à corregedoria da Receita.

É o caso de Eduardo Afonso do Ramo, que teve a sua demissão do cargo público por ato de improbidade administrativa publicada em 11 de abril de 2019. Tanto ele quanto a mulher tentaram anular a quebra de seus sigilos bancários autorizada pela Justiça, mas a medida foi mantida por decisões do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Um dos argumentos de Afonso do Ramo, que também é usado por outros auditores, é o de que seus dados sigilosos foram acessados pelo Escor07 antes da chegada de denúncia anônima segundo a qual o auditor levava uma vida incompatível com seus rendimentos, com constantes viagens ao exterior e uso de caminhonete de luxo. Segundo o auditor, isso foi um claro indicativo de que a denúncia foi fabricada pelos próprios corregedores.

“O simples fato de ter havido consultas a dados do demandante no sistema interno da Receita Federal não significa, por si só, que o servidor estava sofrendo perseguições, tampouco é suficiente para atribuir ao servidor que realizou a consulta a autoria da denúncia anônima que deflagrou a investigação”, decidiu o TRF-2.

O tribunal rejeitou apelação do casal em agosto de 2020. Recurso especial contra esse acórdão também foi negado pelo ministro Herman Benjamin, do STJ, em dezembro de 2017. Afonso do Ramo tenta ainda anular a demissão por meio de um mandado de segurança no STJ. A ministra Regina Helena Costa negou o seu pedido de liminar. O mérito não foi julgado até o momento.

Seu advogado de defesa, Carlos Eugênio de Lossio e Seiblitz Filho, disse à Folha que o processo disciplinar “é uma fraude urdida dentro do Escor07”. “Ele é vítima do mesmo grupo criminoso sobre o qual a defesa do senador Flávio Bolsonaro está agora jogando luz”, afirmou.

Confira matéria completa na Folha.

Opinião dos leitores

  1. Tem q prender esse N1 agora, enquanto o PR está no poder, só assim ele vai forçar a barra pra q sejam tomadas as mesmas medidas aos demais corruptos.

  2. Eita, agora o MINTOmaníaco termina de vender a república pro centrão pra blindar a corrupção da família…

  3. Enquanto isso, no Rio Grande do Norte o ex governador roubisom continua solto, e Ricardo Mota tambem

    1. Nomes q a mídia nem comenta mais. É pra ficar no esquecimento mesmo

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Economia

Equipe econômica quer novo nome para auxílio emergencial e benefício de R$ 200


Foto: Marcelo Carmargo/Agência Brasil

Após o ministro Paulo Guedes admitir publicamente a volta do auxílio emergencial, na semana passada, a equipe econômica já prepara mudanças para uma nova rodada de pagamento do benefício.

Entre as alterações planejadas por integrantes do Ministério da Economia, está a mudança no nome do auxílio e a redução tanto do valor a ser pago quanto do número de beneficiados.

Segundo fontes da equipe econômica ouvidas pela CNN, uma das ideias é que o auxílio emergencial passe a se chamar “Bônus de Inclusão Produtiva”, já apelidado nos bastidores de “BIP”.

A ideia é reduzir o valor do benefício para R$ 200, montante menor do que os R$ 300 pagos nas últimas três parcelas encerradas em dezembro e do que os R$ 600 pagos no começo da pandemia.

A equipe de Guedes também vai propor restringir o pagamento do benefício a cerca de 30 milhões de brasileiros, metade dos 64 milhões que receberá o auxílio nas primeiras rodadas.

Para isso, contudo, a proposta da equipe econômica é incluir mais brasileiros no Bolsa Família, que deve ter o benefício médio aumentado dos atuais R$ 190 para pouco mais de R$ 200.

Cláusula de calamidade

Para a nova rodada do auxílio emergencial, Guedes quer que o Congresso aprove antes uma “cláusula de calamidade” junto à chamada PEC do Pacto Federativo, para permitir que as despesas fiquem fora do teto de gastos.

O ministro da Economia fez questão de ponderar esse pedido nas conversas que teve na semana passada com os novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Com o fim da validade da “PEC de Guerra”, aprovada em 2020 para autorizar gastos fora da regra do teto, Guedes quer aprovar uma nova salva guarda, para evitar questionamentos jurídicos ao governo.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Judiciário

Para evitar ‘fura-filas’, Justiça decide que João Pessoa terá que disponibilizar dados de vacinados

A Justiça Federal da Paraíba mandou a Prefeitura de João Pessoa disponibilizar os dados de todos os vacinados contra a covid-19 no município. A decisão foi tomada em uma ação movida pelos três ramos do Ministério Público (Federal, Estadual e do Trabalho) para dar mais transparência ao processo de imunização e evitar fraudes ou “fura-filas”.

Os dados deverão constar em site específico ou no portal da Transparência e incluirão os nomes, datas e locais da imunização, o CPF parcialmente encoberto do vacinado e, caso seja servidor ou trabalhador da área da saúde, deverão ser listados o cargo, função e setor de trabalho, além de qual grupo prioritário pertence. Informações sobre o número do lote da vacina aplicada, bem como o agente responsável por aplicar o imunizante também deverão ser informados.

Na decisão, o juiz federal substituto Rodrigo Cordeiro de Souza Rodrigues aponta que há omissões no portal da Transparência quanto ao setor/categoria/função do beneficiário da vacinação, o que tornaria “demasiadamente complicada” a verificação de eventuais fraudes. A urgência da medida se deu pelo fato de novos lotes da vacina estarem sendo transportadas para a cidade.

“As denúncias que já se avolumam sobre o tema provavelmente seriam maiores e mais facilmente detectáveis se o acesso à informação fosse efetivo”, frisou.

A mesma decisão determina a apresentação e um cronograma de vacinação de idosos na capital com datas de início e término e com todo o planejamento e critérios definidos para sua implementação. O magistrando também mandou o município se abster de vacinar demais servidores da Secretaria Municipal de Saúde que não atuariam na linha de frente da covid, tais como recepcionistas, coordenadores, setores de regulação, sistema de informação, planejamento, auxiliares de serviços gerais e motoristas.

Além disso, o juiz também mandou a Prefeitura exigir imediatamente documentos que comprovem a vinculação ativa do trabalhador com o serviço de saúde para receber a vacina.

Professores

O governo da Paraíba também foi alvo da mesma ação e deverá cumprir medidas decretadas pelo juiz Rodrigo Rodrigues. O magistrado mandou que o Estado se abstenha de vacinar trabalhadores da Secretaria Estadual de Saúde e professores do ensino infantil e fundamental antes de concluir a imunização do grupo prioritário, hoje formado por idosos e trabalhadores da linha de frente da pandemia.

O juiz fixou multa pessoal de R$ 20 mil ao secretário estadual de Saúde por cada descumprimento que vier a ser denunciado. Se a prática se repetir mais de dez vezes, o magistrado determinou que deverão ser bloqueados R$ 300 mil das verbas públicas estaduais por cada idoso que for diagnosticado com covid-19 e vier a óbito.

UOL com Estadão Conteúdo

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Judiciário

Homem inocente é libertado após 26 anos preso nos Estados Unidos


Foto: Reprodução/CNN

Após ser preso injustamente, Larry Smith foi libertado após 26 anos nos Estados Unidos.

Hoje com 45 anos, ele foi condenado à prisão perpétua por assassinato quando tinha 18, no estado do Michigan.

A sentença foi baseada em um falso relato de confissão, feito por um informante na cadeia.

A liberdade de Smith aconteceu graças a um escritório de advocacia norte-americano que representa gratuitamente pessoas presas nessas situações.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Saúde

Brasil registra 8.397.187 pessoas recuperadas da Covid-19


Foto: reprodução

O Brasil registrou neste domingo (7) mais 33.510 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 8.397.187 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas já representa 88,1% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de nove vezes superior ao número de casos ativos (895.919), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que pelo menos 78,2 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

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Judiciário

CGU tem prontos 4 acordos de leniência que chegam a R$ 1 bilhão


Foto: CGU/divulgação

Ao longo desta semana, a Controladoria Geral da União (CGU) anunciará mais quatro acordos de leniência. Uma das principais negociações – espécie de delação premiada para empresas – envolvem uma companhia investigada nas últimas fases da operação Lava-Jato, encerrada oficialmente na semana passada.

Ao todo, os quatro acordos devem chegar a um total de R$ 1 bilhão. Com os pactos, as companhias investigadas passam a ter eventuais punições atenuadas caso decidam colaborar com as apurações. Entre os benefícios estão a redução de multas e a chance de continuar contratando com governos.

Os maiores acordos de leniência registrados até aqui pela CGU são da Odebrecht (R$ 2,7 bilhões) e da Braskem S/A (R$ 2,8 bilhões), as duas empresas investigadas pela Lava-Jato. Além delas, entram na conta a OAS (R$ 1,9 bilhão), Andrade Gutierrez (R$ 1,4 bilhão) e Camargo Corrêa (R$ 1,3 bilhão).

Acordos da CGU de empresas investigadas pela Lava-Jato

Grupo OAS, R$ 1,9 bi, em nov.2019 (leia íntegra)

Camargo Corrêa, R$ 1,3 bi, em jul.2019 (leia a íntegra)

Braskem S/A, R$ 2,8 bi, em maio.2019 (leia a íntegra)

Andrade Gutierrez, R$ 1,4 bi, em dez.2018 (leia a íntegra)

Odebrecht, R$ 2,7 bi, em jul.2018 (leia a íntegra)

SBT News

Opinião dos leitores

  1. Uma pena que o governo bolsonaro está enterrando a Lava Jato., está estancando a sangria que Renan Calheiros disse que timha que acontecer.
    Falando em Renam Calheiros ele é senador por Alagoas o qual Color tb é senador Arthur lira, coincidentemente tb é.
    Oh mundo pequeno esse.

  2. Infelizmente tem muito bandido solto, inclusive no Congresso, querendo punir o maior expoente da Lava Jato SÉRGIO MORO. Total inversão de valores.

  3. Ainda tem idiota que de forma imbecil e burra diz: a lava jato destruiu empresas brasileiras. Jumentos, se a lava jato não existisse, e pelo ritmo do nível de corrupção a época, hoje estaríamos com um rombo de 2 trilhões de reais, e o estado brasileiro teria se transformado numa Venezuela, ou alguém acha que esses acordos de leniência, são cortesias que essas empresas estão gratificando o país? Isso corresponde sim, a atos de corrupção comprovadas e que não podem ser rechaçada pelas partes envolvidas, isso sem computar o que não pode-se comprovar. Portanto, quem contradiz esses fatos, só corrobora com a definição de ser um ignorânte sem limite ou fazia parte desse esquema de corrupção ou se presta a viver desonestamente a serviço desses canalhas que ao longo do tempo destrói as estruturas sócio financeira dessa nação.

    1. Falou o economista, formado na escola de economia Tupiniquim Economy.
      Grande palestra de ? vc deu.

    2. Delano, antes de falar sobre política, econômica, vai aprender a escrever, principalmente procure estudar o correto e necessário emprego da vírgula. Gado é foda! Quer entender sobre tudo, e não sabe o básico.

    3. Concordo plenamente. O problema é que Bozo através do seu capacho Aras, acabou com a Lava Jato e o ambiente propício à corrupção voltou com força total. Daqui pra frente devemos esperar o pior, a absolvição não só de Lula e seus cúmplices, mas também a não investigação de crimes cometidos por Messias e sua família de milicianos. Os investigados de antes agora são aliados e dão sustentação a esse governo fraco, populista e demagogo. A esquerda, a direita, o centrão, enfim, corruptos de todo o espectro político comemoram mais essa façanha desse presidente traidor. A boiada muge de satisfação.

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